História nº 2. Uma grande montanha, um pequeno riacho, um vento forte e uma onda gigantesca

13 de Dezembro de 2018

Havia um pequeno riacho que serpeava para lá e para cá, chegando por fim ao sopé de uma grande montanha. A montanha bloqueou o curso do riacho minúsculo e assim ele pediu à montanha, com sua voz fraca e pouca: “Por favor, deixe-me passar. Você está parada no meu caminho e bloqueando meu curso adiante”. “Aonde você está indo?”, a montanha perguntou. “Estou procurando meu lar”, respondeu o riacho. “Certo, vá em frente e flua bem por cima de mim!” Mas o riacho minúsculo era muito fraco e muito jovem, por isso não teve como fluir por cima de uma montanha tão grande. Ele só podia continuar a fluir ali, junto ao sopé da montanha…

Um vento forte passou a toda, carregando areia e detritos até onde a montanha estava. O vento berrou para a montanha: “Deixe-me passar!”. “Aonde você está indo?”, a montanha perguntou. “Quero passar para o outro lado da montanha”, uivou o vento em resposta. “Certo, se você conseguir abrir caminho pela minha cintura, então pode ir!” O vento forte uivou de um jeito e de outro, mas, por mais furioso que soprasse, não conseguiu abrir caminho pela cintura da montanha. O vento ficou cansado e parou para descansar — e do outro lado da montanha, uma brisa começou a soprar, agradando as pessoas ali. Essa era a saudação da montanha para as pessoas…

Na praia, a marola rolava suavemente contra a costa rochosa. De repente, uma onda gigantesca se ergueu e rugiu em direção à montanha. “Abra espaço!”, gritou a onda gigantesca. “Aonde você está indo?”, a montanha perguntou. Incapaz de impedir o próprio avanço, a onda urrou: “Estou expandindo meu território! Quero esticar os braços”. “Certo, se você conseguir passar sobre o meu pico, deixarei você ir em frente.” A grande onda recuou a certa distância e então mais uma vez se ergueu em direção à montanha. Mas, por mais que tentasse, não conseguiu passar por cima do pico da montanha. A onda só podia rolar lentamente de volta para o mar…

Por milhares de anos, o pequeno riacho escorreu suavemente ao redor do sopé da montanha. Seguindo as orientações da montanha, o pequeno riacho abriu seu caminho de volta para casa, onde se juntou a um rio, que por sua vez se juntou ao mar. Sob os cuidados da montanha, o pequeno riacho nunca perdeu seu caminho. O riacho e a montanha fortificaram um ao outro e dependeram um do outro; eles fortaleceram um ao outro, neutralizaram um ao outro e coexistiram.

Por milhares de anos, o vento forte uivou, como era seu costume. Muitas vezes, ele ainda vinha “visitar” a montanha com grandes redemoinhos de areia girando em suas entranhas. Ele ameaçava a montanha, mas nunca abriu caminho pela cintura dela. O vento e a montanha fortificaram um ao outro e dependeram um do outro; eles fortaleceram um ao outro, neutralizaram um ao outro e coexistiram.

Por milhares de anos, a onda gigantesca nunca parou para descansar, e marchou implacável adiante, expandindo continuamente seu território. Ela rugia e se erguia vezes e vezes na direção da montanha, mas a montanha nunca se moveu um centímetro. A montanha zelava pelo mar e assim as criaturas marinhas se multiplicaram e prosperaram. A onda e a montanha fortificaram uma à outra e dependeram uma da outra; elas fortaleceram uma à outra, neutralizaram uma à outra e coexistiram.

Assim a nossa história termina. Primeiro, Me contem, sobre o que era essa história? Para começar, havia uma grande montanha, um pequeno riacho, um vento forte e uma onda gigantesca. O que aconteceu na primeira passagem com o pequeno riacho e a grande montanha? Por que Eu escolhi conversar sobre um riacho e uma montanha? (Sob o cuidado da montanha, o riacho nunca perdeu seu caminho. Eles confiaram um no outro.) Vocês diriam que a montanha protegeu ou obstruiu o pequeno riacho? (Ela o protegeu.) Mas ela não o obstruiu? Ela e o riacho cuidaram um do outro; a montanha protegia o riacho e o obstruía também. A montanha protegeu o riacho na medida em que ele se juntou ao rio, mas o obstruiu para impedi-lo de fluir para onde fluiria, causando inundações e originando um desastre para as pessoas. Não é disso que a passagem falou? Ao proteger o riacho e ao bloqueá-lo, a montanha salvaguardou o lar das pessoas. O pequeno riacho então se juntou ao rio no sopé da montanha e fluiu até o mar. Essa não é a regra que governa a existência do riacho? O que capacitou o riacho a se juntar ao rio e ao mar? Não foi a montanha? O riacho confiou na montanha e sua obstrução. Então, não é esse o ponto principal? Nisso, você vê a importância das montanhas para a água? Deus teve Seu propósito ao criar cada montanha, grandes e pequenas? (Sim.) Essa breve passagem, com apenas um pequeno riacho e uma grande montanha, nos permite ver o valor e o significado da criação de Deus dessas duas coisas; nos mostra também a sabedoria e o propósito em Seu governo sobre elas. Não é assim?

Sobre o que foi a segunda passagem da história? (Um vento forte e a grande montanha.) O vento é uma coisa boa? (Sim.) Não necessariamente — às vezes o vento é forte demais e causa um desastre. Como você se sentiria se tivesse que ficar de pé em um vento forte? Depende da força dele, não? Se fosse uma brisa leve, seria tolerável, como um vento de nível três ou quatro. Quando muito, a pessoa poderia ter dificuldade em manter os olhos abertos. Mas se o vento aumentasse e se tornasse um furacão, você seria capaz de aguentar? Você não seria. Então, é errado as pessoas dizerem que o vento sempre é bom, ou que sempre é ruim, porque isso depende da sua força. Agora, qual é a função da montanha aqui? Sua função não é filtrar o vento? A que a montanha reduz o vento forte? (A uma brisa.) Agora, no ambiente que os humanos habitam, a maioria das pessoas experimenta ventanias ou brisas? (Brisas.) Esse não foi um dos propósitos de Deus, uma de Suas intenções ao criar as montanhas? Como seria se as pessoas vivessem em um ambiente onde a areia voasse selvagemente ao vento, desimpedido e não filtrado? Será que uma terra cercada por areia e pedras voadoras seria inabitável? As pedras poderiam atingir as pessoas e a areia poderia cegá-las. O vento poderia carregar as pessoas pelo ar ou varrê-las de seus pés. Casas poderiam ser destruídas e todas as formas de desastres aconteceriam. Mas há valor na existência do vento forte? Eu disse que era ruim, então alguém poderia achar que ele não tem valor, mas é assim? Ele não tem valor já que se transformou em uma brisa? Do que as pessoas mais precisam quando o tempo está úmido ou sufocante? Precisam de uma brisa leve, para abaná-las gentilmente, para refrescá-las e clarear sua cabeça, para estimular seu pensamento, para reparar e melhorar seu estado de espírito. Agora, por exemplo, vocês todos se sentam em uma sala com muitas pessoas e ar abafado — do que vocês mais precisam? (De uma brisa leve.) Ir a um lugar onde o ar é denso e sujo pode retardar o pensamento de alguém, reduzir a circulação e diminuir sua clareza de mente. No entanto, um pouco de movimento e circulação refrescam o ar, e as pessoas se sentem de modo diferente no ar fresco. Embora o pequeno riacho pudesse causar um desastre, embora o vento forte pudesse causar um desastre, enquanto a montanha estiver lá, ela transformará esse perigo em uma força que beneficia as pessoas. Não é assim?

Do que tratou a terceira passagem da história? (Da grande montanha e a onda gigantesca.) Da grande montanha e a onda gigantesca. Essa passagem está situada em uma praia aos pés da montanha. Vemos a montanha, a marola e uma onda enorme. Nesse exemplo, o que a montanha é para a onda? (Um protetor e uma barreira.) É ao mesmo tempo um protetor e uma barreira. Como protetor, ela evita que o mar desapareça, de modo que as criaturas que vivem nele possam se multiplicar e prosperar. Como barreira, a montanha impede a água do mar de transbordar e causar um desastre, de causar dano e destruir o lar das pessoas. Então podemos dizer que a montanha é ao mesmo tempo um protetor e uma barreira.

Esse é o significado da interconexão da grande montanha com o pequeno riacho, da grande montanha com o vento forte e da grande montanha com a onda gigantesca; esse é o significado de fortalecer e neutralizar um ao outro e da coexistência deles. Essas coisas, que Deus criou, são governadas em sua existência por uma regra e uma lei. Então, que feitos de Deus vocês viram nessa história? Deus tem ignorado todas as coisas desde que Ele as criou? Ele criou regras e planejou os modos como todas as coisas funcionam, só para ignorá-las depois disso? Foi isso que aconteceu? (Não.) Então o que aconteceu? Deus ainda está no controle. Ele controla a água, o vento e as ondas. Ele não os deixa correr desenfreados, não os deixa causar dano nem destruir o lar onde as pessoas vivem. Por isso, as pessoas podem continuar a existir, se multiplicar e prosperar na terra. Isso significa que, quando criou todas as coisas, Deus já havia planejado suas regras para a existência. Quando criou cada coisa, Deus assegurou que elas beneficiariam a humanidade e Ele assumiu o controle delas, de modo que não pudessem preocupar a humanidade nem lhe causar um desastre. Se não fosse o gerenciamento de Deus, as águas não fluiriam sem restrição? O vento não sopraria sem restrição? A água e o vento seguem as regras? Se Deus não os gerenciasse, nenhuma regra os governaria, e o vento uivaria e as águas seriam irrefreáveis e causariam inundações. Se a onda tivesse sido mais alta que a montanha, o mar seria capaz de existir? Não seria. Se a montanha não fosse tão alta quanto a onda, o mar não existiria e a montanha perderia seu valor e significado.

Vocês veem a sabedoria de Deus nessas duas histórias? Deus criou tudo que existe e Ele é o soberano de tudo que existe; Ele gerencia tudo isso e faz provisão a tudo isso, e em todas as coisas, Ele vê e examina toda palavra e ação de tudo que existe. Assim também Deus vê e examina cada canto da vida humana. Portanto, Deus conhece intimamente cada detalhe de tudo que existe em Sua criação, desde a função de cada coisa, sua natureza e suas regras de sobrevivência, até o significado de sua vida e o valor de sua existência, tudo isso é conhecido por Deus em sua inteireza. Deus criou todas as coisas — vocês acham que Ele precisa estudar as regras que as governam? Deus precisa estudar o saber ou a ciência humana para aprender a respeito e entendê-los? (Não.) Existe alguém dentre a humanidade com aprendizado e erudição para entender todas as coisas como Deus entende? Não existe, certo? Existe algum astrônomo ou biólogo que entenda de verdade as regras pelas quais todas as coisas vivem e crescem? Eles conseguem entender de verdade o valor da existência de cada coisa? (Não, não conseguem.) Isso é porque todas as coisas foram criadas por Deus, e não importa quanto ou quão profundamente estude esse conhecimento, ou por quanto tempo se esforce para aprendê-lo, a humanidade nunca será capaz de compreender o mistério ou o propósito da criação de Deus de todas as coisas. Não é esse o caso? Agora, da nossa discussão até aqui, vocês sentem que ganharam um entendimento parcial do real significado da frase: “Deus é a fonte da vida para todas as coisas”? (Sim.) Eu sabia que quando discutisse esse tópico — Deus é a fonte da vida para todas as coisas — muitas pessoas pensariam imediatamente em outra frase: “Deus é verdade e Deus usa Sua palavra para prover para nós”, e nada além desse nível do significado do tópico. Algumas até poderiam sentir que a provisão por Deus de vida humana, de comida e bebida diária e de cada necessidade diária não conta como Sua provisão ao homem. Não há algumas pessoas que sentem dessa maneira? No entanto, não é óbvia a intenção de Deus em Sua criação — permitir à humanidade existir e viver adequadamente? Deus mantém o ambiente no qual as pessoas vivem e provê todas as coisas necessárias para a sobrevivência da humanidade. Além disso, Ele gerencia e detém a soberania sobre todas as coisas. Tudo isso permite à humanidade viver, prosperar e se multiplicar adequadamente; é desse modo que Deus provê a tudo da criação e à humanidade. Não é verdade que as pessoas precisam reconhecer e entender essas coisas? Talvez alguns possam dizer: “Esse tópico está muito longe do nosso conhecimento do Próprio Deus verdadeiro e não queremos saber disso porque não vivemos pelo pão somente, mas, ao contrário, vivemos pela palavra de Deus”. Esse entendimento está correto? (Não.) Por que está incorreto? Vocês conseguem ter um entendimento completo de Deus se só tiverem conhecimento das coisas que Deus disse? Se só aceitarem a obra de Deus e o julgamento e castigo de Deus, vocês podem ter um entendimento completo de Deus? Se só conhecem uma pequena parte do caráter de Deus, uma pequena parte da autoridade de Deus, vocês considerariam isso o suficiente para alcançar um entendimento de Deus? (Não.) As ações de Deus começaram com a Sua criação de todas as coisas e continuam hoje — as ações de Deus são aparentes o tempo todo, a todo momento. Se alguém acredita que Deus existe só porque Ele escolheu um grupo de pessoas para realizar Sua obra nelas e as salvar, e que nada mais tem nada a ver com Deus, nem com Sua autoridade, Sua identidade ou Suas ações, então pode-se considerar que ele tem um conhecimento verdadeiro de Deus? Pessoas que têm esse suposto “conhecimento de Deus” têm só um entendimento unilateral, segundo o qual elas confinam Seus feitos a um grupo de pessoas. Esse é um conhecimento verdadeiro de Deus? As pessoas com esse tipo de conhecimento não estão negando a criação de Deus de todas as coisas e Sua soberania sobre elas? Algumas não desejam ocupar-se desse ponto, pensando consigo mesmas: “Não tenho visto a soberania de Deus sobre todas as coisas. A ideia é tão afastada, e não me preocupo em entendê-la. Deus faz o que quer, e isso não tem nada a ver comigo. Eu só me preocupo em aceitar a liderança de Deus e Sua palavra e em ser salvo e aperfeiçoado por Deus. Nada mais me interessa. As regras que Deus fez quando criou todas as coisas e o que Ele faz para prover a todas as coisas e à humanidade não têm nada a ver comigo”. Que tipo de conversa é essa? Isso não é um ato de rebelião? Existe alguém dentre vocês com um entendimento como esse? Sei que, mesmo sem o dizer, muitos de vocês aqui têm. Pessoas que são segundo manda o livro como essas olham para tudo do seu ponto de vista “espiritual” próprio. Elas só querem limitar Deus à Bíblia, limitar Deus pelas palavras que Ele falou, ao senso derivado da palavra escrita literal. Elas não desejam conhecer mais a Deus e não querem que Deus reparta Sua atenção ao fazer outras coisas. Esse tipo de pensamento é infantil e também é excessivamente religioso. Pessoas que mantêm esses pontos de vista podem conhecer Deus? Seria muito difícil para elas conhecerem Deus. Hoje contei duas histórias e agora que ouviram essas duas facetas da questão vocês podem sentir que, tendo acabado de entrar em contato com elas, são profundas ou um tanto abstratas, difíceis de compreender e entender. Poderia ser difícil conectá-las às ações de Deus e ao Próprio Deus. No entanto, todas as ações de Deus e tudo o que Ele tem feito na criação e dentre a humanidade deveria ser conhecido, clara e acuradamente, por toda pessoa, por todos que buscam conhecer a Deus. Esse conhecimento lhe dará segurança em sua crença na verdadeira existência de Deus. Também lhe dará um conhecimento acurado da sabedoria de Deus, de Seu poder e da maneira pela qual Ele provê a todas as coisas. Isso lhe permitirá conceber claramente a verdadeira existência de Deus e ver que Sua existência não é ficcional, não é um mito, não é vaga, não é uma teoria e certamente não é uma espécie de consolo espiritual, mas uma existência real. Além disso, permitirá às pessoas verem que Deus sempre proveu a toda criação e à humanidade; Deus faz isso à Sua maneira e de acordo com o Seu ritmo. Assim, porque Deus criou todas as coisas e lhes deu regras é que, sob a Sua preordenação, cada uma delas é capaz de executar as tarefas atribuídas, cumprir com suas responsabilidades e desempenhar os próprios papéis; sob a Sua preordenação, cada coisa tem a própria utilidade à serviço da humanidade e do espaço e ambiente que a humanidade habita. Se Deus não fizesse assim e a humanidade não tivesse tal ambiente para habitar, então crer em Deus ou segui-Lo seria impossível para a humanidade; tudo isso não passaria de conversa vazia. Não é assim?

Vamos olhar novamente a história da grande montanha e o pequeno riacho. Qual é a função da montanha? As coisas vivas florescem na montanha, de modo que sua existência tem um valor inerente, e ela também obstrui o pequeno riacho, impedindo-o de fluir como quiser e originar um desastre para as pessoas. Não é esse o caso? A montanha existe em seu próprio modo de ser, permitindo florescer a miríade de coisas vivas sobre ela — as árvores, as gramíneas e todas as outras plantas e os animais da montanha. Ela também direciona o curso do fluxo do pequeno riacho — a montanha reúne as águas do riacho e as orienta naturalmente ao redor de seu sopé, de onde elas podem fluir para o rio e, por fim, para o mar. Essas regras não ocorreram naturalmente, mas foram postas em funcionamento especialmente por Deus no momento da criação. Quanto à grande montanha e o vento forte, a montanha também precisa do vento. A montanha precisa do vento para acariciar os seres vivos que nela habitam, enquanto ao mesmo tempo restringe a força do vento forte para que ele não sopre temerariamente. Essa regra personifica, em certo aspecto, o dever da grande montanha; então, essa regra em relação ao dever da montanha tomou forma por si mesma? (Não.) Ela foi criada por Deus. A grande montanha tem seu dever e o vento forte tem seu dever também. Agora, vamos nos voltar para a grande montanha e a onda enorme. Sem a existência da montanha, a água encontraria uma direção de fluxo por si mesma? (Não.) A água transbordaria. A montanha tem seu valor existencial próprio como montanha e o mar tem seu valor existencial próprio como mar; no entanto, sob circunstâncias nas quais eles são capazes de coexistir normalmente e não interferem um com o outro, eles também confinam um ao outro — a grande montanha confina o mar para que ele não transborde, protegendo, com isso, o lar das pessoas, e confinar o mar também permite que ele alimente as coisas vivas que habitam nele. Essa paisagem tomou forma sozinha? (Não.) Também foi criada por Deus. A partir dessa imagem vemos que, quando criou todas as coisas, Deus predeterminou onde a montanha estaria, onde o riacho fluiria, de qual direção o vento forte começaria a soprar e para onde iria, e quão altas as ondas enormes deveriam ser. Todas essas coisas contêm as intenções e os propósitos de Deus — elas são os feitos de Deus. Agora, vocês conseguem ver que os feitos de Deus estão presentes em todas as coisas? (Sim.)

Qual é o nosso propósito em discutir essas coisas? É fazer as pessoas estudarem as regras pelas quais Deus criou todas as coisas? É estimular o interesse em astronomia e geografia? (Não.) Então qual é? É fazer as pessoas entenderem os feitos de Deus. Nas ações de Deus, as pessoas podem confirmar e verificar que Ele é a fonte da vida para todas as coisas. Se puder entender isso, então você será verdadeiramente capaz de confirmar o lugar de Deus em seu coração e será capaz de confirmar que Deus é o Próprio Deus, o único, o Criador dos céus e da terra e de todas as coisas. Então, é proveitoso para o seu entendimento de Deus conhecer as regras de todas as coisas e conhecer os feitos de Deus? (Sim.) Quão proveitoso é? Antes de tudo, quando tiver entendido os feitos de Deus, você ainda pode ficar interessado em astronomia e geografia? Você ainda pode ter o coração de um cético e duvidar de que Deus é o Criador de todas as coisas? Você ainda pode ter o coração de um pesquisador e duvidar de que Deus é o Criador de todas as coisas? (Não.) Quando tiver confirmado que Deus é o Criador de todas as coisas e entendido algumas das regras da criação de Deus, você acreditará verdadeiramente em seu coração que Deus provê a todas as coisas? (Sim.) A “provisão” aqui tem um significado particular ou seu uso se refere a uma circunstância específica? “Deus provê a todas as coisas” é uma frase com um significado e um escopo bastante amplos. Deus não provê simplesmente as pessoas de sua comida e bebida diárias; Ele provê a humanidade de tudo que ela precisa, incluindo tudo que as pessoas podem ver, mas também as coisas que não podem ser vistas. Deus sustenta e gerencia esse ambiente de vida e reina sobre ele, que é essencial para a humanidade. Quer dizer, qualquer que seja o ambiente de que a humanidade precise em cada estação do ano, Deus o preparou. Deus também gerencia o tipo de ar e a temperatura para que possam ser adequados à sobrevivência humana. As regras que governam essas coisas não ocorrem por si mesmas nem ao acaso; elas são o resultado da soberania de Deus e Seus feitos. O Próprio Deus é a fonte de todas essas regras e a fonte de vida para todas as coisas. Independentemente de você acreditar ou não, se pode ver ou não, ou se pode entender ou não, isso continua sendo um fato estabelecido e incontestável.

Sei que a grande maioria das pessoas só tem fé nas palavras e na obra de Deus que estão incluídas na Bíblia. Para uma minoria das pessoas, Deus tem revelado Seus feitos e permitiu que as pessoas enxergassem o valor de Sua existência. Ele também permitiu que tivessem algum entendimento de Sua identidade e confirmou o fato de Sua existência. No entanto, para muitas outras pessoas, o fato de que Deus criou todas as coisas e que Ele gerencia todas as coisas e lhes provê parece vago ou inespecífico; tais pessoas podem até manter uma atitude de dúvida. Essa atitude as faz acreditar de maneira consistente que as leis do mundo natural se formaram espontaneamente, que as mudanças, as transições e os fenômenos da natureza e as próprias leis que a governam surgiram da própria natureza. As pessoas não conseguem conceber em seu coração como Deus criou todas as coisas e reina sobre elas; não conseguem entender como Deus gerencia todas as coisas e lhes provê. Sob as limitações dessa premissa, as pessoas não conseguem acreditar que Deus criou todas as coisas, reina sobre elas e lhes provê; até aqueles que acreditam estão limitados em sua crença à Era da Lei, à Era da Graça e à Era do Reino: acreditam que os feitos de Deus e Suas provisões são exclusivamente para o Seu povo escolhido. Isso é algo que Eu sou mais avesso a ver e algo que causa muita dor, porque, mesmo que desfrute de tudo que Deus traz, a humanidade nega tudo que Ele faz e tudo que Ele lhe dá. As pessoas só acreditam que os céus e a terra e todas as coisas são governados pelas regras próprias e naturais, pelas leis de sobrevivência próprias e naturais e que estão sem um governante para gerenciá-los ou um soberano para lhes prover e mantê-los. Mesmo se acreditar em Deus, você pode não acreditar que todos esses são Seus feitos; de fato, essa é uma das coisas mais frequentemente negligenciadas por todo crente em Deus, todos que aceitam a palavra de Deus e todos que seguem a Deus. Assim, tão logo começo a discutir algo que não está relacionado com a Bíblia ou com a chamada terminologia espiritual, algumas pessoas ficam entediadas, cansadas ou até desconfortáveis. Elas sentem que as Minhas palavras parecem desconectadas das pessoas espirituais e das coisas espirituais. Isso é uma coisa terrível. Quando se trata de conhecer os feitos de Deus, apesar de não mencionarmos astronomia, nem pesquisarmos geografia ou biologia, devemos entender a soberania de Deus sobre todas as coisas, devemos saber de Sua provisão a todas as coisas e que Ele é a fonte de todas as coisas. Essa é uma lição necessária e que precisa ser estudada. Acredito que vocês tenham entendido as Minhas palavras!

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único VII’ em “A Palavra manifesta em carne

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