Reflexões sobre cobiçar status

09 de Julho de 2023

Por Jianchi, Coreia do Sul

Isso foi em 2019, quando fui eleito líder de igreja. Na época, eu supervisionava a produção de vídeos. Aprendi com dois líderes de grupo, e, aos poucos, dominei alguns princípios de produção e desenvolvi minha perspectiva pessoal. Durante as discussões, alguns pontos que eu levantava eram aprovados por todos. À medida que os vídeos que produzíamos foram ficando cada vez melhores, os irmãos de outras igrejas vinham para aprender conosco. Eu me senti muito realizado e pensei: “Eu não só consigo dar conta do trabalho da igreja, também consigo identificar problemas na produção de vídeos. Se algo deixa as pessoas na igreja perplexas, elas buscam meu conselho. Em geral, acho que sou um líder qualificado”.

Mais tarde, meu irmão parceiro não deu conta do trabalho e foi transferido, e a irmã Lisa se tornou minha nova parceira. Comecei a calcular: as comunhões de Lisa eram mais perceptivas do que as minhas, mas eu era responsável pela produção de vídeos havia mais tempo e era mais experiente. Ela não estava à altura das minhas habilidades e era um pouco relaxada em palavras e ações. Em geral, eu ainda estava à frente dela e apontaria o caminho em nosso trabalho. Mas à medida que Lisa se familiarizava com o trabalho da igreja, ela se tornava mais eficiente em sua comunhão e na resolução de problemas. Os irmãos começaram a procurá-la quando tinham perguntas, e eu deixei de ser o único destaque na igreja. Quando vi que Lisa era diligente e responsável em seu trabalho e comunicava as palavras de Deus de forma mais prática do que eu, inconscientemente, comecei a me sentir ameaçado. E especialmente quando percebi que os líderes de equipe aprovavam muitas das ideias dela, eu fiquei ainda mais invejoso. Se as coisas continuassem assim, mais cedo ou mais tarde, ela roubaria meus holofotes, e eu me tornaria cada vez mais insignificante. “Assim não dá”, pensei. Eu tinha que achar um jeito de superá-la.

Depois disso, quando discutíamos o trabalho com os líderes de equipe, eu fazia questão de ser o primeiro a compartilhar minhas ideias. Uma vez, quando estávamos discutindo um problema com um vídeo, eu ofereci meu conselho, mas os outros não acharam que era um problema de princípios e derrubaram minha ideia e mudaram de assunto. Eu me senti um pouco humilhado. Minha ideia era boa; por que não consegui convencê-los? Eu me engasguei no momento mais importante. Mostrei que eu não estava no nível de Lisa passando a perna em mim mesmo. Quando Lisa ofereceu sua comunhão, senti-me como se tivesse passado a maior vergonha e fiquei ainda mais invejoso. Uma vez, depois de uma discussão, um líder de equipe me procurou em privado e disse: “Você parece um pouco aflito recentemente. Você tem se apressado a ser o primeiro a falar antes de entender o que está sendo discutido, e isso tem interrompido nosso raciocínio. Então precisamos lhe explicar tudo de novo, e isso atrasa o progresso do nosso trabalho. Você precisa refletir sobre isso”. Eu fiquei muito desanimado quando ouvi isso. No passado, a maioria das minhas ideias era aprovada nas discussões com os líderes de equipe. Mas desde a chegada de Lisa, meu status entre os outros tinha diminuído aos poucos, ninguém se importava com o que eu tinha a dizer, e eu até interrompi o trabalho da igreja. Como eu poderia voltar a mostrar minha cara? Eu não só não refleti, mas joguei toda a culpa em Lisa. Por vários dias, fiquei remoendo isso e me senti cada vez mais deprimido e passei a ser cada vez menos eficiente em meu trabalho. Uma vez, um líder superior veio me dizer que parte do trabalho que eu supervisionava seria transferido para Lisa. Não fiquei feliz com isso, mas não disse nada. Eu pensei: “Depois dessa transferência, Lisa supervisionará a maior parte do trabalho da igreja, e eu serei um assistente. Os outros acharão que o trabalho foi transferido porque eu não dei conta dele? Eu presidia e participava de todo o trabalho da igreja, mas agora Lisa roubou todos os meus holofotes. Enquanto ela estiver aqui, eu continuarei a ser deixado de lado”. Quanto mais eu pensava nisso, pior eu me sentia, e saí do escritório com um peso no coração. Quando voltei ao dormitório, eu me joguei na cama, incapaz de aceitar essa nova realidade. O calibre e a capacidade de trabalho de Lisa não eram melhores do que os meus. Eu também tinha supervisionado o trabalho de vídeos por muito tempo e era experiente; por que, então, ela estava me vencendo? Eu não podia ser suprimido assim. Eu devia reconquistar meu status e minha reputação de qualquer jeito! A partir de então, fiquei esperando um erro de Lisa para poder recuperar o terreno perdido. Uma vez, Lisa não me contatou quando foi discutir o trabalho com os líderes de equipe, e o trabalho foi iniciado sem meu conhecimento. Aproveitei a oportunidade para lançar um ataque passivo-agressivo contra suas ações arbitrárias, dando vazão a toda a minha frustração represada. Eu disse que eu era só uma figura de proa e não tinha mais nada a dizer no trabalho dos líderes de equipe. Enquanto eu falava, o rosto de Lisa foi ficando vermelho. Mesmo usando a oportunidade para dar vazão às minhas frustrações, eu ainda me sentia sombrio e deprimido por dentro. Pouco depois, nosso líder lançou um projeto, mas, por várias razões, ele progredia lentamente. Na verdade, eu tinha muito tempo para ajudar no projeto, mas eu pensei: “Lisa é a supervisora principal desse projeto, então, mesmo que seja bem-feito, eu não receberei nenhum mérito por isso. Que Lisa cuide dele. Será ainda melhor se ela falhar — desse jeito, as pessoas deixarão de respeitá-la”. Naquele tempo, eu estava competindo o tempo todo por reputação e ganho pessoal. Eu não assumia nenhum fardo no trabalho da igreja e agia sem me envolver. Eu também não conseguia resolver os problemas no trabalho, e cada vez mais problemas apareciam em meu trabalho. Confrontado com isso, eu não refleti sobre mim mesmo e só fui ficando cada vez mais exasperado. Muitas vezes, eu me fixava nas falhas dos outros e explodia na cara deles, interrompendo o trabalho. Quando a líder superior descobriu, ela se comunicou comigo e expôs meu problema. Mas, por dentro, eu protestei: “Eu não sou o único responsável pela falta de resultados no trabalho. Por que estou sendo alvejado?”. Na época, eu não tinha nenhuma autoconsciência e jogava toda a culpa em Lisa. Eu também culpava os líderes de equipe por não agir segundo os princípios. Depois que não aceitei a comunhão repetida da líder e não fiz trabalho prático, ela me dispensou. Depois de ser dispensado, eu me senti vazio por dentro, angustiado e abatido. Então orei a Deus, pedindo que Ele me guiasse a aprender com essa situação.

Mais tarde, li duas passagens das palavras de Deus que me deram algum autoconhecimento. Deus Todo-Poderoso diz: “E qual é o slogan, a marca registrada dos anticristos em qualquer grupo? É esta: ‘Devo competir! Competir! Competir!’. Na verdade, essas pessoas não querem necessariamente ganhar o status mais alto ou ter um alto grau de controle sobre as pessoas; elas simplesmente têm, por dentro, certo caráter, certa mentalidade que as instrui a fazer isso. E qual é essa mentalidade? É esta: ‘Devo competir! Competir! Competir!’. Por que três vezes ‘competir’; por que não só um único ‘competir’? (A competição tornou-se sua vida, é segundo isso que elas vivem.) Esse é seu caráter. Elas nasceram com um caráter que é loucamente arrogante e difícil de conter. Elas se veem como imbatíveis e são extremamente convencidas. Ninguém consegue restringir esse seu caráter incrivelmente arrogante; elas mesmas não conseguem controlá-lo. Portanto, toda a sua vida gira em torno de luta e competição. Elas lutam e competem para quê? Naturalmente, elas competem por prestígio, status, respeito e seus interesses. Não importa quais métodos tenham que usar, contanto que todos se submetam a elas, e contanto que elas consigam obter benefícios e status para si mesmas, elas alcançaram seu objetivo. Sua vontade de competir não é uma diversão temporária; é um tipo de caráter que vem de uma natureza satânica. É igual ao caráter do grande dragão vermelho, que luta com o Céu, luta com a terra e luta com as pessoas. Agora, quando os anticristos lutam e competem com os outros na igreja, o que eles querem? Sem dúvida alguma, eles estão competindo por status e prestígio. Mas se eles ganham status, que utilidade ele tem para eles? Que bem lhes faz se os outros os ouvem, admiram e adoram? Nem mesmo os anticristos conseguem explicar isso. Na verdade, eles gostam de desfrutar de status e prestígio, que todos sorriam para eles, e de ser recebidos com adulação e bajulação. Portanto, sempre que um anticristo vai a uma igreja, ele faz uma coisa: luta e compete com os outros. Mesmo se ganha poder e status, ele ainda não acabou. A fim de proteger seu status e garantir seu poder, ele continua lutando e competindo com os outros. Ele fará isso até morrer. Assim, a filosofia dos anticristos é: ‘Enquanto estiver vivo, não pare de lutar’. Se uma pessoa maligna desse tipo existir dentro da igreja, isso não perturbará os irmãos e irmãs? Por exemplo, se todos comerem e beberem as palavras de Deus em silêncio e se comunicarem sobre a verdade, a atmosfera será pacífica, e o clima, agradável. Nesse momento, um anticristo se enfurecerá. Ele ficará com inveja daqueles que estão comunicando a verdade e os odiará. Ele começará a atacá-los e a julgá-los. Isso não perturbará a atmosfera pacífica? Ele é uma pessoa maligna que veio perturbar e repugnar os outros. É assim que é um anticristo. Às vezes, os anticristos não buscam destruir ou derrotar aqueles com quem eles competem e a quem eles oprimem; contanto que obtenham prestígio, status, orgulho e respeito, e façam com que as pessoas os admirem, eles alcançaram seu objetivo(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). “Quanto mais você lutar, mais trevas o cercarão, e mais inveja e ódio você sentirá, e seu desejo de obter apenas aumentará. Quanto mais forte seu desejo de obter, menor será sua capacidade de consegui-lo, e como não pode obter, seu ódio aumentará. À medida que seu ódio aumentar, você ficará mais sombrio por dentro. Quanto mais sombrio você for por dentro, pior será o cumprimento do seu dever; quanto pior for o cumprimento do seu dever, menos útil para a casa de Deus você será. Isso é um ciclo vicioso interconectado. Se você nunca consegue cumprir bem o seu dever, aos poucos você será expulso(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Liberdade e alívio só podem ser ganhos livrando-se do caráter corrupto”). Refletindo sobre as palavras de Deus, eu vi que minha competição por ganho e reputação era igual ao caráter de um anticristo que Deus expôs. Quando vi que Lisa estava obtendo resultados melhores do que eu e tinha ganhado o respeito dos irmãos, um desejo silencioso ferveu, dentro de mim, de provar que ela não era melhor do que eu, que ela não me superaria. Eu só conseguia pensar em como virar o jogo. Quando discutíamos o trabalho, eu interrompia para expressar minha opinião, querendo apenas me distinguir e ofuscar Lisa, sem jamais pensar se isso impactaria nosso trabalho. E quando a líder superior transferiu parte do meu trabalho para Lisa, eu fiquei ainda mais invejoso, achando que ela tinha roubado meus holofotes. Então minhas intenções maliciosas começaram a aparecer — comecei a procurar oportunidades para me aproveitar dos lapsos e defeitos de Lisa e dar vazão às minhas frustrações para alcançar meus objetivos, por mais que isso a prejudicasse. Quando certo projeto não progredia, mesmo vendo claramente onde estavam os problemas e tendo tempo para ajudar, eu não me importava com eles, sabendo que Lisa era a supervisora. Até desejei que ela falhasse e passasse vergonha. Vi que meu desejo por status e reputação era grande demais, que eu estava sendo cruel, e não estava protegendo o trabalho da igreja. Eu estava competindo por ganho e reputação, sempre tentando superar os outros e não pensando em meu dever. O trabalho que eu supervisionava estava praticamente paralisado, e eu tinha caído em escuridão. Por causa dessa “competição”, eu estava preso num ciclo vicioso. É como Deus diz: “Se você nunca consegue cumprir bem o seu dever, aos poucos você será expulso”. Eu lancei o trabalho da igreja num caos e nem pensei em refletir sobre mim mesmo. Se eu continuasse desse jeito, quem sabe de que comportamento desordeiro eu seria capaz. No pior dos casos, eu poderia até ser expulso. Felizmente, eu fui dispensado antes de cometer o mal. Isso foi Deus me dando uma chance de refletir e conhecer a mim mesmo, e lidando com meu desejo por status e reputação. Percebi que isso era a salvação de Deus e Seu jeito de me proteger. Dei graças a Deus, e meu estado melhorou muito. Tomei a decisão pessoal de cumprir meu dever de modo prático e parar de competir por ganhos e reputação.

Depois disso, passei a ser muito mais sutil no meu dever. Mesmo quando fui transferido para os assuntos gerais e tive que fazer uns trabalhos comuns, eu me dispus a me submeter, sabendo que, já que Deus estava me dando essa chance de me arrepender, eu deveria cumprir meu dever de forma prática. Logo depois, um novo projeto de vídeo foi lançado e, para minha surpresa, todos me escolheram para o produzir. Eu aproveitei a oportunidade e diligentemente pesquisei e busquei os princípios relevantes. Depois de algum tempo, o vídeo começou a assumir forma, e, quando vi o resultado, eu fiquei bastante satisfeito comigo mesmo. Meu desejo por nome e status reapareceu. Eu pensei: “Posso ter sido dispensado como líder, mas o dia de uma pessoa talentosa sempre vem. Preciso aproveitar essa oportunidade para exibir meus pontos fortes e provar meu talento”. Eu refleti: “Lisa pode ser melhor do que eu na comunhão da verdade e na resolução de problemas, mas eu estou em vantagem quando se trata de habilidades profissionais. Contanto que eu invista tempo e produza bem esse vídeo, todos verão que melhorei, e eu poderei ser escolhido como líder mais uma vez e superar Lisa”.

Um dia, eu soube que o trabalho estava progredindo lentamente, e que as pessoas tinham sido podadas pela líder por causa de vídeos que violavam os princípios. Quando ouvi isso, eu me alegrei com a desgraça alheia. “Estão vendo? A produção de vídeos não melhorou desde que eu fui dispensado. Está pior do que antes. Antes, eu identificava problemas e fornecia ideias, então é melhor que não façam nenhum progresso. Eles podem ver que não foi só eu que não fiz bem meu trabalho, Lisa também não fez.” Mais tarde, eu soube que Lisa tinha ficado num estado ruim recentemente — sua comunhão nas reuniões carecia de luz, e os outros estavam assolados com problemas e tinham ficado negativos. Eu pensei: “Se isso continuar, talvez surja um problema sério num vídeo e Lisa seja dispensada. Talvez eu seja escolhido como líder e possa continuar supervisionando esse trabalho”. Assim, continuei trabalhando no vídeo, ao mesmo tempo que ficava de olho na situação de Lisa. Quando eu soube que Lisa tinha aprendido com poda e tratamento, que seu estado tinha melhorado, que os irmãos tinham entendido certos princípios por meio de fracasso e contratempos e que estavam obtendo resultados melhores, eu fiquei um pouco decepcionado e deprimido. Especialmente numa reunião, quando Lisa comunicou o que tinha ganhado e experimentado com isso tudo, e recebeu a aprovação de todos, eu fiquei ainda mais insatisfeito. Pensamentos invejosos e odiosos surgiram dentro de mim. Achei que não havia esperança de eu dar a volta por cima. Depois disso, eu não conseguia me motivar e me distraía enquanto produzia o vídeo. Alguns dias depois, o vídeo foi completado. Mas, para a minha surpresa, minha líder percebeu um problema grande nele quando o revisou, designou outra pessoa para editá-lo e não me designou mais para outros deveres. Isso me pegou de surpresa. Sem a produção de vídeos, eu fiquei sem nada com que me exibir. Enquanto todos os outros irmãos estavam ocupados com seus deveres, eu não tinha nada a fazer e me sentia diferente de todos. Eu estava péssimo — eu me sentia sozinho, deprimido, angustiado e assolado pelo sofrimento. Em lágrimas, orei a Deus: “Amado Deus, sei que é por causa de Tua justiça que sou confrontado com esta situação. Depois de ser dispensado, não refleti nem conheci a mim mesmo, em vez disso, só procurei um jeito de dar a volta por cima e de me destacar. Tenho sido malicioso e arrogante e Te enojei. Agora, não posso cumprir nenhum dever e me tornei um parasita na igreja. Ó Deus, não quero mais competir por ganho e reputação. Por favor, esclarece-me e permite que eu ganhe autoconhecimento verdadeiro para que eu possa desprezar e renunciar a mim mesmo e parar de voltar aos velhos hábitos”.

Depois disso, deparei-me com outra passagem das palavras de Deus: “Os anticristos consideram seu status e sua reputação mais importantes do que qualquer outra coisa. Essas pessoas não são somente desonestas, intrigantes e perversas, mas também extremamente fereozes. O que elas fazem quando detectam que seu status está em risco, ou quando perderam seu lugar no coração das pessoas, quando perdem o apoio e o afeto dessas pessoas, quando as pessoas não os veneram nem admiram mais e eles caem em desgraça? De repente, eles mudam. Assim que perdem seu status, eles perdem a disposição de cumprir qualquer dever, e tudo que fazem é fajuto, e eles não têm interesse em fazer nada. Mas essa não é a pior manifestação. Qual é a pior manifestação? Assim que essas pessoas perdem seu status e ninguém as admira mais, e ninguém é seduzido por elas, surgem o ódio, a inveja e a vingança. Elas não só não têm temor de Deus, mas carecem também de qualquer pingo de obediência. Além disso, no coração, elas são propensas a odiar a casa de Deus, a igreja, e os líderes e obreiros; desejam que o trabalho da igreja se depare com problemas ou venha a parar; querem rir da igreja e dos irmãos e irmãs. Também odeiam qualquer um que busque a verdade e tema a Deus. Atacam e zombam de qualquer um que seja fiel no dever e esteja disposto a pagar um preço. Esse é o caráter dos anticristos — e ele não é cruel? Essas são claramente pessoas malignas; em sua essência, os anticristos são pessoas malignas. Mesmo quando reuniões são realizadas on-line, se eles veem que a conexão é boa, eles xingam em silêncio e dizem a si mesmos: ‘Espero que a internet caia! Espero que a internet caia! É melhor que ninguém ouça os sermões!’. O que são essas pessoas? (Diabos.) Elas são diabos! Definitivamente não são pessoas da casa de Deus(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 2”). Deus expõe como a natureza de um anticristo é feroz. Assim que perde seu status e o apoio dos outros, ele não só começa a agir sem se envolver em seu dever, como também se torna odioso, invejoso e vingativo, desejando que problemas surjam no trabalho da igreja para que ele possa zombar da casa de Deus e dos outros. Vi que meu comportamento era igual ao que Deus revelava. Depois de ser dispensado e perder meu status, eu me tornei invejoso e vingativo. Quando soube que problemas tinham surgido no trabalho que Lisa supervisionava e que ela tinha sido tratada, eu regozijei em segredo e quis que um problema sério surgisse e Lisa fosse dispensada para que eu pudesse substituí-la. Quando soube que o estado de Lisa tinha melhorado, que os outros tinham aprendido algo e que o trabalho da igreja tinha mudado para melhor, eu fiquei deprimido. Eu estava agindo como um anticristo. Só anticristos e o diabo Satanás odeiam Deus e a verdade, esperando que o trabalho da igreja fique paralisado, que todos fiquem negativos e percam a salvação de Deus, e, no fim, desçam para o inferno com eles. A despeito de ser um membro da igreja que tinha recebido tanto sustento das palavras de Deus, eu busquei status e reputação, em vez da verdade, interrompi o trabalho da igreja e não me arrependi. E já que meu desejo por status não tinha sido satisfeito, eu queria que problemas surgissem no trabalho da igreja para que Lisa não passasse uma impressão melhor do que eu. Esses eram pensamentos tóxicos e desprezíveis. As pessoas da casa de Deus deveriam ser de um só coração com Deus. Quando veem que mais pessoas buscam a verdade, cumprem bem seu dever e ouvem a vontade de Deus, elas ficam felizes. Quando o trabalho da igreja é impedido, elas tomam uma atitude para manter o trabalho. Mas eu, eu vi problemas surgirem na produção de vídeos e os outros ficarem passivos, mas não os ajudei a resolver seus problemas e até zombei deles. Quando seu estado melhorou e a produção de vídeos retomou seu ritmo, eu fiquei infeliz. Meus pensamentos realmente eram tóxicos. Eu não estava protegendo o trabalho da igreja e não era digno da casa de Deus. Quão descarado era eu para pensar que eu deveria ser escolhido como líder?

Mais tarde, li outra passagem das palavras de Deus que me ajudou a entender meu caráter satânico. Deus Todo-Poderoso diz: “Que ninguém se considere perfeito, ou distinto e nobre, ou distinto dos outros; tudo isso é causado pelo caráter arrogante e pela ignorância do homem. Sempre considerar-se distinto — isso é causado por um caráter arrogante; nunca ser capaz de aceitar seus defeitos e nunca ser capaz de enfrentar seus erros e falhas — isso é causado por um caráter arrogante; nunca permitir que outros sejam superiores a si mesmo ou que sejam melhores que si mesmo — isso é causado por um caráter arrogante; nunca permitir que os outros sejam superiores ou mais fortes que si mesmo — isso é causado por um caráter arrogante; nunca permitir que os outros tenham pensamentos, sugestões e pontos de vista melhores que si mesmo, e, quando eles os tiverem, tornar-se negativo, não desejar falar, sentir-se angustiado e desanimado e ficar chateado — tudo isso é causado por um caráter arrogante. Um caráter arrogante pode fazer você proteger a sua reputação, incapaz de aceitar a orientação dos outros, incapaz de enfrentar os próprios defeitos e incapaz de aceitar as próprias falhas e erros. Mais do que isso, quando alguém é melhor do que você, isso pode causar ódio e ciúme em seu coração, e você pode se sentir constrangido, de modo que você não deseje cumprir o dever e se torne desleixado ao desempenhá-lo. Um caráter arrogante pode fazer com que esses comportamentos e práticas surjam em você(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Os princípios que devem guiar a conduta da pessoa”). Eu refleti sobre mim mesmo à luz das palavras de Deus: a razão pela qual eu sempre tentava competir com Lisa era porque eu não tinha um entendimento verdadeiro do meu caráter arrogante e não conhecia minha natureza verdadeira. O tempo todo eu tinha acreditado que eu era competente e tinha experiência abundante. Eu tinha orgulho disso e achava que eu era mais forte do que Lisa nessas áreas. Eu achava que essas qualificações bastavam para fazer bem o trabalho, por isso, quando Lisa obteve resultados melhores que eu no dever, e a líder superior transferiu alguns dos meus deveres para ela, eu me aborreci, achando que ela não era melhor do que eu. Até quis fazer um retorno após ser dispensado. Em retrospectiva, vi que eu só estava um pouco mais familiarizado com o trabalho e que conseguia dar conselhos sobre a produção de vídeos, mas isso não significava que eu tinha nascido para ser líder. O trabalho principal de um líder é orientar os outros a comer e beber as palavras de Deus e em entrar na verdade, e resolver todos os problemas que aparecem na igreja para garantir um fluxo natural do trabalho. Mas, como líder, eu não resolvi problemas práticos. Quando os líderes de equipe discordavam, brigavam e ninguém recuava, eu não sabia como comunicar a verdade para resolver o problema e restaurar a harmonia. E quando alguns irmãos ficaram passivos e precisaram da comunhão da palavra de Deus para apoiá-los, eu não tive experiência, minha comunhão não teve profundeza, e eu não resolvi seus problemas. Eu não estava à altura em todos os aspectos do trabalho da igreja. Lisa podia ter algumas deficiências em suas habilidades profissionais, mas ela conseguia resolver todos os tipos de dificuldades que surgiam no trabalho da igreja. A líder superior transferiu para ela parte do trabalho para o bem da igreja, mas eu era arrogante demais e não tinha uma noção boa das minhas capacidades. Claramente, eu não estava à altura de Lisa, ainda assim eu achava que estava, e não recuava, só competia. Eu era tão insensatamente arrogante! Depois disso, vi esta passagem das palavras de Deus: “Deus não odeia nada mais do que quando as pessoas buscam status, porque a busca de status é um caráter satânico, é uma senda errada, ela nasce da corrupção de Satanás, é algo condenado por Deus e é exatamente a coisa que Deus julga e purifica. Deus não despreza nada mais do que quando as pessoas buscam status, e, no entanto, você ainda compete teimosamente por status, você o preza e protege infalivelmente, tentando sempre tomá-lo para si mesmo. E em sua natureza, tudo isso não é antagônico a Deus? Deus não ordenou status para as pessoas; Deus provê as pessoas com a verdade, o caminho e a vida e, no fim, faz com que elas se tornem uma criatura de Deus aceitável, uma criatura pequena e insignificante de Deus — não alguém que tem status e prestígio e é reverenciado por milhares de pessoas. E então, não importa sob qual perspectiva isso seja visto, a busca de status é um beco sem saída. Não importa quão sensata seja sua desculpa para buscar status, essa senda continua sendo errada e não é elogiada por Deus. Não importa quanto você tente ou quão grande seja o preço que você pague, se você desejar status, Deus não lhe dará; se não for dado por Deus, você falhará ao lutar para obtê-lo, e se você continuar lutando, haverá apenas um desfecho: você será exposto e expulso, o que é um beco sem saída(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). Depois dessa leitura, fiquei horrorizado com minhas ações, especialmente após ler a seção que dizia: “Se você desejar status, Deus não lhe dará; se não for dado por Deus, você falhará ao lutar para obtê-lo, e se você continuar lutando, haverá apenas um desfecho: você será exposto e expulso, o que é um beco sem saída”. Por meio das palavras de Deus, eu vi que o caráter justo de Deus não pode ser ofendido. A igreja tinha me dado essa oportunidade de cumprir esse dever para que eu aprendesse a buscar a verdade em meu dever e me tornasse um ser criado qualificado. Em vez disso, eu competia o tempo todo por status. Isso não era violar intencionalmente as exigências de Deus? Deus não despreza nada mais do que isso. A despeito de ter cumprido esse dever por muito tempo na igreja, quando pediram que eu fizesse um vídeo, eu não consegui fazê-lo bem. Quando obtivemos bons resultados em nossos vídeos enquanto eu era líder, tudo isso se devia à orientação do Espírito Santo e aos esforços da nossa equipe, não às minhas contribuições. Mas eu vestia essas conquistas como uma coroa na cabeça e não permitia que os outros roubassem minha glória, sempre competindo por reputação e lançando o trabalho da igreja em caos. Tudo que eu fazia era maligno e contra Deus, e O enojava. Naquele momento, lembrei-me de uma irmã que tinha sido minha parceira um ano antes. Ela possuía um desejo forte de status e reputação e se agarrava a sua autoridade. Ela oprimia e atacava todos os que ameaçavam sua posição, e até sabotava o trabalho da igreja, sem nem hesitar, para proteger seu status. Então ela foi exposta como um anticristo por todos os seus malfeitos e foi excluída. Quanto a mim, eu não fazia trabalho prático, ainda assim queria competir, o que interrompeu e perturbou o trabalho da igreja. Se eu não me arrependesse e continuasse desse jeito, eu seria expulso por Deus. Quando percebi isso, eu orei a Deus: “Ó Deus, a igreja me deu a oportunidade de treinar como líder, mas eu não cuidei dos meus deveres nem trilhei a senda certa, em vez disso competi por nome e ganho. Todos os meus pensamentos e ações têm sido malignos, e, se for punido, eu terei merecido isso. Amado Deus, não quero mais viver de modo tão desprezível. Estou pronto para me arrepender e recomeçar!”.

Alguns dias depois, minha líder me enviou uma mensagem, dizendo que eu tinha sido designado para fazer um papel num vídeo de hino, e pedindo que eu aprendesse o hino primeiro. Fiquei tão animado quando vi a mensagem. Agradeci a Deus do fundo do coração por me dar outra chance. O hino que eu devia aprender se chamava “A piedade de Deus pela humanidade”. Eu li estas palavras de Deus: “Embora a cidade de Nínive fosse repleta de pessoas tão corruptas, más e violentas quanto aquelas de Sodoma, o arrependimento delas fez Deus ter uma mudança de coração e decidir não as destruir. Porque o modo como trataram as palavras e as instruções de Deus demonstrou uma atitude que contrastava totalmente com a dos cidadãos de Sodoma e por causa de sua submissão honesta a Deus e de seu arrependimento honesto de seus pecados, bem como pelo comportamento verdadeiro e sincero delas em todos os aspectos, Deus mais uma vez expressou Sua compaixão sincera e própria e concedeu-a a elas. O que Deus concede à humanidade e Sua compaixão pela humanidade são impossíveis para qualquer pessoa duplicar e é impossível para qualquer pessoa possuir a misericórdia de Deus, Sua tolerância ou os Seus sentimentos sinceros em relação à humanidade(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único II”). Por meio das palavras de Deus, eu vi Sua intenção de salvar a humanidade. Deus se enfureceu e destruiria o povo de Nínive por causa de sua corrupção e maldade, mas quando o povo de Nínive se arrependeu diante de Deus, Ele acalmou Sua ira e não o destruiu. Por meio disso, eu percebi que Deus valoriza o arrependimento sincero das pessoas. Embora eu tivesse interrompido o trabalho da igreja e transgredido, Deus não me expulsou. Ele usou minha dispensa e minha poda e tratamento para me fazer refletir. Tudo isso foi a salvação de Deus. Não podia continuar vivendo com remorso e passividade. Eu devia me arrepender diante de Deus, buscar a verdade e resolver meu caráter corrupto para não cometer outros males e não resistir a Deus.

Uma vez, durante os devocionais, eu li uma passagem das palavras de Deus que me deu uma senda de prática. Deus Todo-Poderoso diz: “Renunciar a status e reputação não é fácil — depende de as pessoas buscarem a verdade. Só entendendo a verdade a pessoa pode conhecer a si mesma, ver claramente o vazio de buscar status e reputação, e reconhecer a verdade da corrupção da humanidade. Somente então pode-se realmente abandonar status e reputação. Não é fácil livrar-se de um caráter corrupto. Talvez você tenha reconhecido que carece da verdade, que é afligido por deficiências e revela um excesso de corrupção, mas você não investe nenhum esforço em buscar a verdade e, de modo hipócrita, se disfarça, levando as pessoas a acreditar que você consegue fazer qualquer coisa. Isso é colocar-se em perigo — mais cedo ou mais tarde, você pagará por isso. Você deve admitir que não tem a verdade, e ser corajoso o suficiente para encarar a realidade. Você é fraco, revela corrupção e é afligido por todos os tipos de inadequações. Isso é normal — você é uma pessoa comum, você não é super-humano nem onipotente, e você deve reconhecer isso. […] Quando você tem o impulso e o desejo constantes de competir por status, você deve perceber a quais coisas ruins esse tipo de estado levará se permanecer sem resolução. Então não perca tempo e vá buscar a verdade, elimine seu desejo de competir por status antes que ele cresça e amadureça, e o substitua pela prática da verdade. Quando você praticar a verdade, seu desejo de competir por status diminuirá, e você não interferirá no trabalho da igreja. Dessa forma, suas ações serão lembradas e elogiadas por Deus(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). Por meio das palavras de Deus, eu vi que, a fim de renunciar ao desejo de status e reputação, você precisa primeiro ter autoconhecimento, ser capaz de admitir seus erros e permitir que os outros vejam sua situação real. Quando o desejo de competir volta a se manifestar, você deve orar a Deus, renunciar a si mesmo e cooperar com os outros. Só então você pode cumprir bem seu dever. Eu não me concentrei em reflexão e autoconhecimento. Eu me tornei muito invejoso e não compartilhei meu estado, e não busquei a verdade para resolvê-lo. Como resultado, minha luta por nome e ganho interrompeu o trabalho da igreja. Eu devia agir de acordo com as palavras de Deus a partir daí. Depois disso, eu me abri sobre meu estado em meu dever, e busquei aprender com aqueles que trabalhavam comigo. Depois de um tempo, eu percebi que todos os irmãos tinham certos pontos fortes que eu não tinha. Fiquei ainda mais envergonhado de minha arrogância e ignorância. Lembrei-me de como eu tinha sido competitivo e competi por reputação, prejudicando o trabalho da igreja, e me arrependi ainda mais. Em silêncio, orei a Deus: “Ó Deus, quando fui exposto e dispensado, eu ganhei alguma consciência. No passado, eu competia por reputação e ganho, sem pensar nos interesses da igreja. Eu não só interrompi o trabalho da igreja, como também prejudiquei meus irmãos. Não sou digno de ser chamado de humano! Daqui em diante, estou disposto a praticar de acordo com Tuas palavras, aprender com os pontos fortes dos outros e cooperar em harmonia com eles em meu dever”.

Mais tarde, apareceram alguns problemas num novo projeto de vídeo, e a líder superior me designou, com Lisa, para resolvê-los juntos. Dessa vez, eu não competi com Lisa em nossa parceria. Até discuti com ela e pedi seu conselho quando surgiram problemas, e só avançava quando estávamos de acordo. Às vezes, quando as ideias de Lisa eram mais claras e mais perceptivas do que as minhas, eu ainda tentava me provar. Mas percebia imediatamente que eu estava competindo de novo e então orava a Deus e renunciava a mim mesmo, aceitava as sugestões de Lisa, e ponderava e as buscava com diligência. Percebi que as ideias de Lisa realmente eram melhores do que as minhas e consegui aceitá-las de todo o coração. Eu me senti em paz e tranquilo praticando desse jeito. As palavras de Deus me ensinaram a cooperar bem e a viver uma semelhança de humanidade.

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