Aprendendo a me submeter por meio do meu dever

04 de Fevereiro de 2022

Por Novo, Filipinas

Em 2012, quando trabalhava no Taiwan, eu aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias. Mais tarde, eu soube que eu era uma das primeiras pessoas nas Filipinas a aceitá-la. Fiquei animado e senti que era abençoado. Depois de voltar para as Filipinas em 2014, comecei a pregar o evangelho do reino de Deus Todo-Poderoso em meu país. Logo, muitos filipinos aceitaram a bora de Deus dos últimos dias. Eu estava muito feliz e orgulhoso por poder cumprir meu dever de pregar o evangelho. Pensava que pregar o evangelho e testificar de Deus era um dever especial que nem todos conseguiam fazer, pois as pessoas precisam entender alguma verdade para cumprir esse dever. Normalmente, quando eu me encontrava com meus irmãos, eles me invejavam por ser um dos primeiros filipinos a aceitar a obra de Deus. Achavam que eu era muito sortudo e me admiravam por ser capaz de pregar o evangelho e testificar de Deus. Quando vi como me invejavam e admiravam, eu sempre me sentia superior e achava que merecia um dever importante como pregar o evangelho.

Um dia, ouvi que um irmão que era motorista e cuidava do trabalho diário da igreja, precisava renovar sua carteira de habilitação e não poderia dirigir por um tempo. Nosso líder sabia que eu dirigia e perguntou se, por ora, eu poderia assumir o dever daquele irmão, dirigir e comprar coisas para a igreja e assumir o trabalho diário da igreja. Naquele momento, fiquei preocupado e angustiado. Pensei: “Por que quer que eu dirija? Se eu for motorista, o que meus irmãos pensarão de mim?”. Na minha mente, pregar o evangelho e testificar de Deus era um dever importante, capaz de levar muitas pessoas a anisar pela aparição de Deus, e ser motorista era apenas um dever comum, basicamente um afazer, que não testificava de Deus nem levaria os outros a me admirar. Qualquer um pode fazer isso, mas nem todos podem pregar o evangelho e testificar de Deus. Fiquei muito decepcionado ao me ver naquela posição, sentia que o dever de motorista não era apropriado para mim. Não entendia como isso podia estar acontecendo comigo e temia que meu líder me faria ficar com aquele dever. Tive muitos pensamentos negativos, não conseguia cumprir esse dever com obediência, nem queria que meus irmãos soubessem que meus deveres tinham mudado. No dia seguinte, alguns irmãos me cumprimentaram e disseram: “Eu soube que agora você tem o dever de motorista?”. Quando ouvi isso, senti vergonha e fiquei deprimido. Eu não queria esse dever. Pensava que deveria estar pregando o evangelho, o que me daria uma boa reputação. Eu não queria que meus irmãos me menosprezassem. Eu estava aflito e era desobediente, estava cheio de pensamentos negativos, mas, por fora, fingia não me importar. Não queria que vissem minha fraqueza e me menosprezassem, então respondi, dizendo: “Esses são os arranjos de Deus, e sou grato a Ele por isso”. Quando disse isso, eu percebi que, embora eu conhecesse a frase “Deus tem soberania sobre todas as coisas”, quando Deus realmente estabelecia um ambiente, eu não reconhecia Sua soberania. Minhas palavras não correspondiam ao meu coração. Por fora, eu era obediente, mas, no fundo, eu não queria aceitar nem obedecer ao ambiente criado por Deus. Eu ficava pensando: “Por que estou experimentando tudo isso? O líder cometeu um erro ao arranjar que eu fosse motorista? Esse dever não é apropriado para mim. Eu deveria estar pregando o evangelho, como posso ser motorista?”. Eu estava muito negativo. Pensei que era porque ele achava que eu não era apto a pregar o evangelho, por isso me nomeou motorista. Eu sentia que dirigir só exigia minhas mãos, não exigia entrada na vida nem buscar os princípios da verdade e era só trabalho físico, então só dirigia e comprava as coisas para a igreja como me mandavam fazer. Depois de algum tempo, não ganhei entrada na vida, eu estava cansado daquilo, e meu dever de motorista estava cada vez mais insuportável.

Um dia, um irmão que pregava o evangelho comigo no passado me ligou e perguntou: “Irmão, como tem estado recentemente? Já se acostumou ao seu novo dever? Gostaríamos de ir a certo lugar. Quando você terá tempo para nos levar?”. Isso me deixou triste e envergonhado. Pensei: “Talvez, para meu irmão, eu seja apenas um motorista sem status. Com certeza ele me menospreza”. Eu estava me sentindo horrível e negativo e não tinha motivação em meus deveres. Não queria ler as palavras de Deus nem ir às reuniões e muitas vezes me perguntava o que meus irmãos pensavam de mim. Durante aquele tempo, embora cumprisse meu dever e não mostrasse nenhuma desobediência, eu estava agitado por dentro e não conseguia aceitar esse dever. Embora soubesse que, não importava o que acontecesse, eu devia cumprir meus deveres como um ser criado, eu não conseguia escapar do meu estado negativo e passivo. Aos poucos, deixei de sentir a obra do Espírito Santo, e meu dever me parecia ser um trabalho mundano, batendo o ponto e esperando o dia passar. Meu coração estava cheio de trevas e miséria, eu não tinha o esclarecimento do Espírito Santo nas reuniões e sempre me sentia vazio. Orei a Deus: “Deus, sei que meu estado está errado, mas quando dirijo e faço entregas, ainda me importo com o que os irmãos pensam de mim. Por favor, guia-me para que eu possa obedecer e aceitar esse dever”.

Mais tarde, li algumas das palavras de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “O que é submissão verdadeira? Sempre que Deus faz alguma coisa que lhe agrada, e você sente que tudo é satisfatório e apropriado e que lhe foi permitido se destacar, você acha que isso é muito glorioso e diz ‘graças a Deus’ e consegue se submeter aos Seus arranjos e orquestração. No entanto, sempre que lhe é atribuído um lugar comum onde você nunca consegue se destacar e no qual ninguém jamais o reconhece, então você para de se sentir feliz e acha difícil se submeter. […] Submeter-se enquanto as condições são favoráveis costuma ser fácil. Se você consegue se submeter também em circunstâncias adversas — em que as coisas não acontecem do seu jeito e você é magoado, que deixam você fraco, fazem você sofrer fisicamente ou afetam sua reputação, que não conseguem satisfazer sua vaidade e orgulho e que fazem você sofrer psicologicamente — então você realmente cresceu” (A comunhão de Deus). A palavra de Deus revelou a corrupção em meu coração. Lembrei-me de como, quando aceitei a obra de Deus dos últimos dias, eu orei a Deus e disse: “Não importa que ambiente Deus arranje ou se eu me depare com dificuldades ou experimente grandes provações, aceitarei e obedecerei. Não importa o que aconteça, seguirei a Deus”. Mas agora eu estava num ambiente real, mas não conseguia obedecer. De repente, percebi que minha obediência à soberania e aos arranjos de Deus eram apenas palavras. No início, quando a igreja arranjou que eu pregasse o evangelho, eu acreditava que era preciso ser especial para cumprir esse dever, e o fato de eu ter um dever tão importante lançava uma luz favorável sobre mim. Meus irmãos e irmãs também me elogiavam e admiravam. Eu gostava muito do meu dever, por isso tinha entusiasmo e trabalhava muito naquele dever. Mas quando o líder me arranjou como motorista, senti que passei de ser uma pessoa altamente estimada por todos a um motorista com quem ninguém se importava, e isso era muito vergonhoso. Além disso, eu achava que dirigir não era muito importante e que ninguém admirava aquilo. Se eu cumprisse esse dever, meus irmãos não me admirariam mais como antes, assim não consegui aceitar esse dever no fundo do meu coração, não consegui obedecer à soberania e aos arranjos de Deus e até pensei que os arranjos do meu líder eram equivocados. Eu levava meu status e dignidade demasiadamente a sério e era exigente e tratava meus deveres com base em minhas preferências. Eu queria um dever em que pudesse mostrar minha cara e ser admirado, não um dever discreto e invisível. Quando o dever arranjado para mim não fazia com que os outros me admirassem, meu coração se enchia de queixas e resistência. Por fora, eu não me opunha, mas, por dentro, não conseguia obedecer, o que fez com que eu perdesse a obra do Espírito Santo e vivesse em escuridão. A palavra de Deus me mostrou que, se eu quisesse me tornar verdadeiramente obediente a Deus e ter estatura real, eu devia obedecer aos arranjos de Deus, não só quando o arranjo me agradava, eu devia obedecer especialmente quando não me agradava. Mesmo que perdesse reputação e meus irmãos não me admirassem, eu deveria aceitar e obedecer.

Mais tarde, numa reunião, comunguei abertamente sobre meu estado, e meus irmãos me enviaram uma passagem da palavra de Deus que me ajudou a entender a raiz da minha desobediência. Deus Todo-Poderoso diz: “O que Satanás usa para manter o homem firmemente sob seu controle? (Fama e ganho.) Então Satanás usa a fama e o ganho para controlar os pensamentos do homem até que tudo em que as pessoas consigam pensar seja fama e ganho. Elas lutam por fama e ganho, passam por dificuldades por fama e ganho, suportam humilhação por fama e ganho, sacrificam tudo o que tem por fama e ganho e farão qualquer julgamento ou tomarão qualquer decisão para o bem de fama e ganho. Dessa forma, Satanás amarra as pessoas com grilhões invisíveis e elas não têm nem a força nem a coragem para se livrar deles. Elas, sem saber, carregam esses grilhões e caminham penosamente sempre adiante com grande dificuldade. Por causa dessa fama e ganho, a humanidade se afasta de Deus e O trai e se torna cada vez mais perversa. Dessa forma, portanto, uma geração após a outra é destruída em meio à fama e ao ganho de Satanás. Olhando agora para as ações de Satanás, seus motivos sinistros não são totalmente detestáveis? Talvez, hoje, vocês ainda não consigam discernir os motivos sinistros de Satanás por pensarem que não se pode viver sem fama e ganho. Vocês pensam que, se as pessoas deixarem para trás a fama e o ganho, elas não serão mais capazes de ver o caminho adiante, não serão mais capazes de ver seus objetivos, que seu futuro se tornará escuro, turvo e sombrio. Lentamente, porém, todos vocês reconhecerão um dia que fama e ganho são grilhões monstruosos que Satanás usa para amarrar o homem. Quando aquele dia vier, você resistirá completamente ao controle de Satanás e resistirá completamente aos grilhões que Satanás usa para amarrá-lo. Quando chegar a hora em que você desejar livrar-se de todas as coisas que Satanás tem incutido em você, você fará uma ruptura clara com Satanás e você detestará verdadeiramente tudo que Satanás trouxe para você. Só então a humanidade terá amor e anseio verdadeiro por Deus” (‘O Próprio Deus, o Único VI’ em “A Palavra manifesta em carne”). Depois de contemplar a palavra de Deus, percebi que eu não conseguia obedecer aos deveres que recebia porque eu sentia que eles feriam meu status e dignidade, e esse dano era causado por Satanás. Satanás usa fama e fortuna para controlar o coração das pessoas. Faz com que as pessoas lutem e sacrifiquem tudo por fama e fortuna. Inconscientemente, também seguia as filosofias de Satanás na minha vida. Eu me lembrei de como meus pais me ensinaram na infância a conquistar o respeito e a admiração dos outros, assim, mesmo jovem, eu acreditava que devia me destacar dos outros e ser extraordinário. A sociedade e as mídias também promovem essas opiniões, e eu vi como algumas pessoas famosas, ricas e de status elevado são tratadas melhor do que pessoas medianas, por isso eu estava determinado a me sobressair e ser admirado por todos. Depois de aceitar a obra de Deus nos últimos dias, eu ainda vivia segundo essas opiniões, eu cumpria meus deveres sem me concentrar em buscar a vontade de Deus ou a verdade e equivocadamente acreditava que cumprir um dever importante como pregar o evangelho era o único jeito de ser admirado e respeitado pelos outros. Eu achava que ninguém aprecia os deveres daqueles que fazem trabalho manual. Eu via os deveres em termos de melhores ou piores e queria cumprir aquele dever que permitia que eu me destacasse. Quando meu líder me arranjou como motorista com base nas necessidades do nosso trabalho, no fundo do meu coração, não consegui aceitar nem obedecer e senti que eu era apto a pregar o evangelho, mas não a cumprir o dever de motorista. Eu só me preocupava com meu status e imagem, mas não buscava a vontade de Deus e não considerava as necessidades do trabalho da igreja. Eu era tão egoísta e desprezível! Querer continuar meu dever de pregar o evangelho não era considerar a vontade de Deus. Eu só queria o dever como trampolim para ganhar a admiração de todos. Queria usar meu dever para me exibir e fazer com que as pessoas me admirassem, para que eu conseguisse obter fama e fortuna e desfrutar da honra que isso me traria. Quando o líder arranjou esse dever para mim, minha ambição de ser altamente respeitado foi destruída, então recuei aos poucos e até deixei de ter energia para cumprir o meu dever. Vi como esses pensamentos e opiniões satânicos se enraizaram no meu coração e já tinham se tornado minha natureza. Eles controlavam o que eu dizia e fazia e como eu tratava meus deveres, me levavam a me revoltar e a resistir a Deus. Minha busca de fama e fortuna me levara a perder toda razão. Pensei em como alguns irmãos tiveram status mundano e como muitas pessoas os apoiavam, mas, depois de crerem em Deus e assumirem seus deveres, eles foram capazes de renunciar a status e reputação, e não importava o que a igreja arranjasse, mesmo em deveres humildes, eles conseguiam aceitar e obedecer. Ao me comparar com eles, senti vergonha. Eu não era um verdadeiro crente em Deus. Eu não tinha um lugar para Deus em meu coração nem mesmo a obediência mais básica a Deus. Agora percebi como era descarado e desprezível buscar fama e fortuna. Se continuasse buscando assim, eu jamais entenderia a verdade e, mais cedo ou mais tarde, eu seria eliminado.

Depois disso, li algumas palavras de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Entrar na realidade da verdade não é uma questão simples. A chave é concentrar-se em buscar a verdade e colocar a verdade em prática. Você deve ter essas coisas em seu coração todos os dias. Independentemente de quais problemas você enfrente, não proteja sempre seus próprios interesses; antes, aprenda a buscar a verdade e a autorrefletir. Não importa que corrupções sejam reveladas em você, você não pode permitir que não sejam controladas; é melhor se você puder refletir sobre sua essência corrupta e reconhecê-la. Se, em situações do dia a dia, seus pensamentos se concentram em como resolver seu caráter corrupto, em como praticar a verdade e em quais são os princípios da verdade, então você é capaz de aprender a usar a verdade para resolver seus problemas de acordo com as palavras de Deus. Ao fazê-lo, você alcançará mudanças no caráter e, assim, gradualmente entrará na realidade da verdade. Se sua mente está cheia de pensamentos sobre como alcançar uma posição mais elevada, sobre como agir na frente dos outros, sobre como conseguir que o admirem, então você está na senda errada. Significa que você está fazendo coisas por Satanás; está prestando serviço. Se sua mente está cheio de pensamentos sobre como mudar para que você seja cada vez mais semelhante a um humano, esteja de acordo com as intenções de Deus, seja capaz de se submeter a Ele e de reverenciá-Lo e de mostrar moderação e de aceitar o Seu escrutínio em tudo que faz, então sua condição ficará cada vez melhor. É isso que significa ser alguém que vive diante de Deus. Sendo assim, há duas sendas: uma enfatiza apenas o comportamento, realizando as próprias ambições, os próprios desejos, intenções e planos; isso é viver diante de Satanás e viver sob seu império. A outra senda enfatiza como satisfazer a vontade de Deus, entrar na realidade da verdade, submeter-se a Deus e não ter equívocos nem desobediência para com Ele, a fim de reverenciar a Deus e cumprir bem o seu dever. Esse é alguém que sempre vive diante de Deus” (‘Apenas praticando a verdade é possível possuir humanidade normal’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Depois de ler a palavra de Deus, percebi que, se quisesse ganhar a verdade es escapar da corrupção, eu devia parar de buscar o objetivo errado. Não importava se eu pudesse me exibir e ser admirado por outro em meu dever, eu deveria aceitar meu dever e cumpri-lo lealmente. Essa é a atitude e a razão em relação ao dever que um ser criado deve ter. Se eu cumprisse meus deveres só para ganhar o respeito dos meus irmãos, isso significaria que eu estaria trabalhando a serviço de Satanás, pois Satanás leva as pessoas a buscarem fama, fortuna e status, A se desviarem e traírem a Deus. Se eu não mudasse meu objetivo de buscar fama e fortuna nem mudasse meu caráter corrupto, no fim, eu só poderia ser eliminado. Buscar a verdade e mudança de caráter, aceitar os arranjos de Deus, renunciar aos meus pensamentos de buscar fama e fortuna, agir de acordo com as exigências de Deus e cumprir bem os meus deveres era o único jeito de viver diante de Deus, e essas buscas eram o único jeito de mudar meus caracteres corruptos. Quando entendi isso, encontrei uma direção. Eu sabia que devia buscar a verdade em minha crença em Deus e em meus deveres, e me tornei disposto a aceitar meus deveres. Não importava se as pessoas me admirassem, eu deveria cumprir meus deveres da melhor forma possível.

Depois disso, li outra passagem da palavra de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Hoje, quando vocês cumprem um dever na casa de Deus, seja ele grande ou pequeno, quer envolva trabalho físico ou uso de seu cérebro, seja ele feito fora ou dentro da igreja, o dever que vocês cumprem não é casual; não é sua escolha, é dirigido por Deus. É só por causa da comissão de Deus que vocês se motivam, têm esse sentido de missão e responsabilidade, e são capazes de realizar esse dever. Entre os incrédulos, há muitos que são atraentes, inteligentes ou capazes. Mas Deus os favorece? (Não.) Deus só favorece vocês, este grupo de pessoas. Ele os faz desempenhar todo tipo de papel, assumir todos os tipos de deveres e responsabilidade em Sua obra de gerenciamento, e quando, finalmente, o plano de gestão de Deus chega ao fim e se completa, que glória e que honra isso será! E assim, ao cumprir seu dever hoje, as pessoas sofrem uma pequena adversidade quando precisam abrir mão de coisas e se despender, quando pagam um preço, quando perdem status, fama e fortuna no mundo, é como se Deus tivesse tirado essas coisas delas — mas elas ganharam algo maior e melhor. O que elas ganharam de Deus? Só quando você tiver cumprido bem seu dever, quando tiver completado a comissão de Deus para você, quando viver a vida toda para sua missão e comissão e viver uma vida que vale a pena — só então você será uma pessoal real! E por que digo que você é uma pessoa real? Porque Deus escolheu você, permitiu que você realizasse o dever de uma criatura de Deus em Seu gerenciamento, e não pode haver maior valor ou significado na sua vida” (‘Os princípios da prática de se submeter a Deus’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). “Se deseja ser devotado em tudo que faz para atender a vontade de Deus, você não pode simplesmente desempenhar um dever; você precisa aceitar qualquer comissão que Deus lhe conceda. Se corresponde ou não a seus gostos e inclui-se ou não em seus interesses, ou se é algo de que você não goste ou que nunca fez, ou é algo difícil, você ainda deveria aceitá-la e submeter-se. Não só precisa aceitá-la, mas precisa cooperar de maneira proativa, aprender sobre ela e alcançar entrada. Mesmo se você sofrer e não tiver sido capaz de se destacar e brilhar, você ainda deve empenhar a sua devoção. Deve considerá-la como o seu dever a cumprir; não como um assunto pessoal, mas como o seu dever. Como as pessoas deveriam entender seus deveres? Quando o Criador — Deus — dá uma tarefa para alguém fazer, e nesse ponto, é que começa o dever dessa pessoa. As tarefas que Deus dá a você, as comissões que Deus dá a você — esses são os seus deveres. Quando as busca como suas metas e realmente tem um coração que ama a Deus, mesmo assim você consegue recusar? (Não.) Isso não é uma questão de você poder ou não — você não deveria recusá-las. Deveria aceitá-las. Essa é a senda da prática. O que é a senda da prática? (Ser totalmente devotado em todas as coisas.) Seja devotado em todas as coisas para atender a vontade de Deus. Onde está o ponto de foco aqui? Está ‘em todas as coisas’. ‘Todas as coisas’ não significa necessariamente as coisas de que você gosta ou nas quais é bom, muito menos as que lhes são familiares. Às vezes, você não é bom em algo, às vezes, você precisa aprender, às vezes, encontrará dificuldades e, às vezes, precisa sofrer. No entanto, seja a tarefa que for, contanto que seja comissionada por Deus, você precisa aceitá-la Dele, considerá-la como seu dever, ser devotado a cumpri-la e atender a vontade de Deus: essa é a senda da prática. Não importa o que aconteça com você, você deve sempre buscar a verdade e, uma vez que tiver certeza da senda que está alinhada com a vontade de Deus, você deve praticá-la. Só agir dessa maneira é praticar a verdade, e só agir dessa maneira é entrar na realidade da verdade” (‘Apenas sendo uma pessoa honesta pode-se ser verdadeiramente feliz’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Depois de ler a palavra de Deus, percebi que nenhum dever vem por acaso nem é arranjado por uma pessoa. Ele vem da soberania e determinação de Deus. Embora dirigir não fosse um dever que eu gostava ou que me interessava, ele foi arranjado para mim com base nas necessidades da igreja, por isso eu não devia seguir minhas preferências pessoais. Mesmo que isso me levasse a sofrer e a não ser admirado, eu não tinha motivo para recusá-lo. Eu devia fazer a coisa sábia e obedecer, pois esse dever vem de Deus. Deus me deu um dever, o que significa que Ele me deu uma responsabilidade e uma missão, então, por mais difícil que fosse, eu deveria cumprir meu dever de todo coração, cumprir meu dever como um ser criado e cumprir a comissão de Deus. Viver desse jeito é significativo e não é em vão. Antes, fama e fortuna me hipnotizavam, eu não entendia a soberania de Deus e não conseguia tratar meu dever corretamente e via meus deveres como melhores e piores. A verdade é que nenhum dever é melhor ou pior na casa de Deus, simplesmente cumprimos funções diferentes. Tanto pregar o evangelho como dirigir um carro são partes necessárias do trabalho da igreja. Não importa que dever cumpramos na casa de Deus, Deus quer que busquemos entrada na vida. Se eu cumprisse meus deveres para ser admirado e ganhar fama e fortuna, eu não estaria cumprindo o dever de um ser criado, estaria tramando para meus próprios fins. Mesmo que fosse admirado por outras pessoas, Deus não aprovaria. Quando meu líder arranjou meu dever como motorista, embora eu não tivesse status entre as pessoas e ele fosse um pouco cansativo, esse ambiente me ensinou a obedecer, me ajudou a entender a verdade e, aos poucos, permitiu que eu renunciasse ao meu desejo de fama e fortuna. Essa era a salvação de Deus para mim. Na verdade, quando refleti sobre isso, ao dirigir para cuidar dos assuntos da igreja, eu encontrava várias coisas que envolviam considerações pelos interesses da casa de Deus, e todas elas exigiam buscar a verdade e agir de acordo com os princípios. Essa não era uma chance boa de praticar a verdade e cumprir meu dever para satisfazer a Deus? Quando percebi isso, orei a Deus: “Deus, por favor, perdoa a minha ignorância. Eu Te decepcionei em muitas coisas. A partir de agora, confiarei tudo aos Teus arranjos, aceitarei Tua observação e cumprirei meus deveres com um coração cheio de amor por Ti”. Depois de orar, senti libertação e obtive a confiança para cumprir corretamente o meu dever.

Uma vez, levei meus irmãos para fazerem comparas para a igreja. Observei como escolhiam os itens com cuidado, comparando preços e qualidade para que os interesses da casa de Deus não sofressem. Lembrei-me de como, desde que começara a dirigir, pelo fato de não ser admirado, eu tive a atitude errada em relação ao meu dever. Eu simplesmente fazia o que era arranjado a cada dia, sem nunca pensar sobre isso e nunca refleti sobre cumprir bem o dever. Quando fazia compras, raramente buscava qualidade alta e preços baixos, só comprava o que parecia ser bom o bastante. Quase nunca fazia compras com cuidado. Eu não investia meu coração naquilo. Eu não queria mais ser um servidor. Mais tarde, deixei de me preocupar com a admiração dos outros em meus deveres. Em vez disso, refleti seriamente sobre meus deveres e os interesses da igreja e passei a ser cuidados e deliberado ao comprar coisas para a igreja. Quando cumpria meus deveres desse jeito, eu me sentia em paz, e eles não me cansavam mais. Ganhei muito com a minha experiência e entendi que Deus me deu um dever que eu não gostava para me levar a refletir e perceber que minha busca de reputação e status é errada. Ele estava me conduzindo pela senda de buscar a verdade. Tudo isso era o amor de Deus por mim. Experimentei as boas intenções de Deus e vi que, não importando como Deus arranja as coisas, mesmo que não se encaixem em minhas noções, todas são benéficas para a minha vida. Eu não podia mais me revoltar contra Deus. Eu devia ser obediente a Deus e satisfazer a Ele.

Não demorou, e meu irmão obteve uma nova habilitação e voltou para continuar a dirigir, e o líder arranjou para que eu cuidasse dos assuntos gerais. Quando recebi a notícia, pensei: “Dessa vez, não posso permitir que minhas preferências ditem como eu trato meus deveres. Devo aceitar e obedecer aos arranjos e orquestrações de Deus. Sei que isso é outra chance que Deus me deu para praticar, para me aperfeiçoar por meio de Sua obra e palavra e permitir que eu experimente e pratique Suas palavras em deveres diferentes”. Com minha experiência anterior, deixei de ter pensamentos negativos em meu dever novo, deixei de menosprezar meu dever e deixei de querer ser admirado por outros. Em vez disso, cumpri meu dever com os pés no chão e tentei satisfazer à vontade de Deus. Li algumas das palavras de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Para todos que cumprem seu dever, por mais profundo ou raso que seja seu entendimento da verdade, a maneira mais simples de prática para entrar na realidade da verdade é pensar nos interesses da casa de Deus em tudo e abrir mão de desejos egoístas, intenções individuais, motivos, reputação e status. Coloque os interesses da casa de Deus em primeiro lugar — isso é o mínimo que se deve fazer. Se uma pessoa que cumpre seu dever não consegue fazer nem mesmo isso, então como se pode dizer que ela está cumprindo seu dever? Isso não é cumprir o dever da pessoa. Você deve considerar primeiro os interesses da casa de Deus, os próprios interesses de Deus e a Sua obra e colocar essas considerações acima de tudo; só depois disso você pode pensar sobre a estabilidade de seu status ou sobre como os outros o veem. Vocês não acham que isso fica um pouco mais fácil quando o dividem nesses passos e fazem algumas concessões? Se fizer isso por algum tempo, você vai achar que satisfazer a Deus não é difícil. Além disso, você deve ser capaz de cumprir suas responsabilidades, executar seus deveres e obrigações, deixar de lado seus desejos egoístas, deixar de lado seus próprios motivos e intenções, ter consideração pela vontade de Deus e colocar em primeiro lugar os interesses de Deus e de Sua casa. Após experimentar isso por algum tempo, você sentirá que essa é uma boa maneira de viver. É viver franca e honestamente, sem ser uma pessoa baixa ou inútil, é viver justa e honradamente em vez de ser mesquinho ou mau. Você achará que é assim que uma pessoa deve viver e agir. Aos poucos, o desejo em seu coração de satisfazer seus próprios interesses diminuirá” (‘Dê seu real coração a Deus e você poderá obter a verdade’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). A palavra de Deus iluminou meu coração. Quando cumprimos nossos deveres, devemos aceitar a observação de Deus, renunciar aos nossos desejos, oferecer nosso coração sincero, fazer tudo em benefício da casa de Deus e dar tudo de nós em tudo que devemos fazer. Isso é cumprir o dever de um ser criado, viver de maneira íntegra e fazer o que as pessoas devem fazer. Quando pratiquei desse jeito, eu me senti firme e à vontade. Estou feliz em meu dever agora e ganhei muito. Sei que, se não tivesse sido exposto pelos fatos e pelo julgamento da palavra de Deus, eu não teria reconhecido minha corrupção. Para lidar com minha corrupção, rebeldia e minhas opiniões equivocadas sobre a busca, Deus me colocou num ambiente desagradável para permitir que eu conhecesse a mim mesmo e me levar a entender que tipo de atitude e pontos de vista em relação aos deveres estão alinhados com a vontade de Deus. Depois de experimentar isso, também percebi que o dever que cumpro é arranjado por Deus e se baseia em minhas necessidades em termos de entrada na vida, por isso devo aceitar e obedecer, cumprir meus deveres de todo coração e mente, buscar a verdade ao cumprir meus deveres e me tornar alguém que obedece a Deus e conquista a aprovação de Deus.

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