Reflexões após o isolamento

19 de Abril de 2026

Por Lorraine, Estados Unidos

Em março de 2023, nosso distrito estava realizando uma eleição extraordinária para escolher um líder distrital. Pensei comigo: “Embora minha entrada na vida não tenha sido das melhores, sempre fui responsável pelo trabalho evangelístico. O escopo da minha responsabilidade tem sido bem amplo, e o trabalho também tem produzido alguns resultados. Nesta eleição para líder distrital, os irmãos provavelmente me escolherão, certo? Embora atualmente eu seja uma supervisora do trabalho evangelístico, esse é apenas um trabalho de tarefa única, e poucas pessoas me conhecem. Mas ser líder distrital é outra coisa: ele supervisiona o trabalho como um todo, e mais pessoas o admiram. Se eu acabar sendo escolhida, os irmãos certamente acharão que busco a verdade e que sou capaz não só de supervisionar o trabalho evangelístico, mas também capaz de ser uma líder”. Pensando nisso, fiquei muito feliz.

Naqueles dias, eu era muito ativa em meus deveres; sempre que alguém fazia uma pergunta no bate-papo do grupo, eu respondia prontamente e, às vezes, eu me consultava com os líderes sobre problemas e lhes relatava em particular os problemas que encontrava, querendo que eles achassem que eu tinha um senso de fardo e responsabilidade, para que votassem em mim na eleição. Para minha grande surpresa, uma noite, vi uma mensagem dos líderes superiores anunciando que a irmã Charlotte havia sido eleita líder distrital. Quando vi esse nome, fiquei muito aborrecida e pensei: “Embora Charlotte sempre tenha desempenhado deveres de liderança, ela acabou de chegar ao nosso distrito para pregar o evangelho e não está muito familiarizada com a situação aqui. Então, por que ela foi escolhida como líder distrital? Por um tempo, eu supervisionei o trabalho dela, mas agora que ela foi eleita líder e vai acompanhar meu trabalho, como posso encarar todos novamente? Será que os irmãos realmente me verão como tão inferior?”. Eu não me convencia. “Como exatamente eu sou inferior à Charlotte? Em termos do escopo de responsabilidade de cada um, o dela não é mais amplo que o meu; em termos de experiência de trabalho e domínio dos princípios, ela também não é melhor do que eu; e em termos de sofrer e pagar um preço, eu certamente sofri muito. Durante meu tempo como supervisora do trabalho evangelístico, não importava o que a igreja arranjasse para eu fazer, eu o fazia, e quando encontrava problemas no trabalho, não importava o quanto as coisas ficassem difíceis ou dolorosas, eu nunca reclamava ou resmungava. Mas, apesar de todo o meu trabalho árduo, por que Charlotte havia sido escolhida e não eu? Será que havia algo de errado comigo? Será que eu não era adequada para ser uma líder distrital? Será que eu só era adequada para desempenhar um dever de tarefa única?” Quanto mais eu pensava nisso, mais desconfortável me sentia, e perdi a motivação para desempenhar meus deveres.

Naquele tempo, o trabalho evangelístico da igreja encontrou algumas dificuldades e problemas e era justamente essa a principal área pela qual Charlotte era responsável. Charlotte estava entrando em contato com os irmãos para discutir como resolver esses problemas. Embora esse trabalho estivesse fora do escopo de minha supervisão, eu vinha supervisionando o trabalho evangelístico havia mais tempo, por isso deveria ter colaborado com eles para discutir soluções. Mas quando pensei que esse era o escopo de trabalho pelo qual a Charlotte era responsável, achei que, se eu realmente resolvesse os problemas, os líderes superiores certamente achariam que isso era uma conquista de Charlotte e diriam que ela tinha muita capacidade de trabalho. Quando pensei nisso, não quis participar da discussão. Mesmo quando solicitada, eu me desculpava educadamente, dizendo: “Discutam vocês, eu não sei muito a respeito disso”. Eu até me valia das deficiências de Charlotte e, de vez em quando, desabafava minha insatisfação com as irmãs ao meu redor, dizendo: “Não entender os princípios simplesmente não dá. Com tantos problemas no trabalho neste momento, como ela pode acompanhá-lo e resolver problemas sem entender os princípios?”. Elas ouviam e concordavam: “Sim, realmente não é bom que ela não entenda os princípios, pois ela não consegue resolver os problemas dessa forma”. Depois de ouvir isso, secretamente, eu ficava feliz por dentro, pensando: “Já que vocês não têm uma boa opinião sobre mim, deixe a pessoa que vocês escolherem fazer o trabalho. Quero ver quão bem ela realmente consegue fazer o trabalho. Quando surgirem problemas nele, usarei fatos para provar que vocês escolheram errado e farei com que vejam as consequências de não terem me escolhido”. Na realidade, durante esse tempo, eu estava cheia de escuridão e dor e, quando vi problemas que surgiram no trabalho, às vezes também me sentia culpada, pensando que deveria trabalhar com Charlotte para resolvê-los o mais rápido possível. Em várias ocasiões, quis enviar uma mensagem para Charlotte, mas, quando pensava em como não havia sido escolhida como líder distrital, não conseguia engolir meu orgulho e tirava as mãos do teclado. Meu coração estava atormentado e relutava dentro de mim; era agonizante. Percebi que o meu estado estava errado e que eu devia ajustá-lo e revertê-lo prontamente, mas não queria abrir mão do meu orgulho para buscar a comunhão da Charlotte. Durante esse tempo, eu estava consumida por reputação e status, e meu foco não estava no meu dever. Eu não me dispus a cooperar quando os líderes estavam implementando algumas tarefas; quando meus irmãos e irmãs não conseguiam entender os princípios em seus deveres, viviam em dificuldades e lhes faltava direção, eu não ajudei a resolver suas dificuldades; e quando os líderes superiores deram orientação para me ajudar a acompanhar o trabalho evangelístico, eu não o acompanhei nem implementei a orientação a tempo. Como resultado, a eficácia do trabalho evangelístico continuou caindo, até atingir um estado de quase paralisia.

Não demorou e fui dispensada. Então, os líderes me designaram para ser responsável pelo trabalho de um grupo evangelístico. Eu não só não refleti sobre por que havia sido dispensada, mas, em vez disso, reclamei que os líderes não deveriam ter feito isso e continuei a viver com sentimentos de resistência, sem vontade de acompanhar o trabalho. O supervisor me expôs e me podou por não resolver os problemas do trabalho em tempo hábil e por ser tão lenta com o acompanhamento, mas eu simplesmente não consegui aceitar. Depois de pouco mais de um mês, o trabalho pelo qual eu era responsável ainda não havia melhorado. O supervisor percebeu que eu me recusava consistentemente a aceitar a verdade e a refletir sobre mim mesma, por isso, ele me dispensou do meu posto de líder de grupo. Depois disso, fui relegada a uma igreja comum, e meu estado piorou ainda mais. Eu não queria conversar com ninguém e nem abria a boca para me comunicar durante as reuniões. Os líderes tentaram me ajudar várias vezes, mas eu me recusei a atender suas ligações. Eu resistia ao líder de grupo sempre que ele vinha acompanhar meu trabalho e, por vários meses seguidos, não obtive nenhum resultado em meus deveres. Quatro meses depois, um líder entrou em contato comigo de repente e disse: “Os irmãos relataram que sua atitude em relação aos seus deveres foi desdenhosa, que você não alcançou resultados reais e que a sua humanidade é baixa. Desde que foi dispensada, você tem vivido em um estado negativo e resistente. Você não teve nenhuma atitude de aceitar a verdade e não aceita que o líder de equipe supervisione e acompanhe o seu trabalho. De acordo com os princípios, você precisa ser isolada para refletir”. Quando soube que seria isolada, minha mente ficou em branco. Eu nunca pensei que depois de crer em Deus por tantos anos e renunciar à minha família e à minha carreira pelo meu dever eu acabaria sendo isolada. Naqueles dias, pensei frequentemente no que o líder disse quando me dissecou: “Você não é uma pessoa que aceita a verdade”, “sua humanidade é baixa”, e “você não tem submissão real”. Essas palavras não paravam de passar pela minha mente. Eu ficava me perguntando: “Será que minha jornada de fé chegou ao fim?”. Meu coração estava vazio e eu queria chorar, mas as lágrimas não vinham. Achava que não havia um desfecho bom para mim e até pensei em voltar para o mundo. Quando eu realmente quis ir embora, meu coração se encheu de culpa, e me lembrei de como eu havia feito a promessa de que não abandonaria Deus por nada. Eu havia acreditado em Deus por tantos anos e tinha comido e bebido tanto da palavra de Deus e desfrutado tanto de Sua graça e bênçãos. Eu realmente careceria de consciência se fosse embora desse jeito. Mas quando pensei em como já havia sido isolada pela igreja, fiquei muito negativa e não soube o que fazer. Durante esse tempo, não queria ver ninguém e passava meus dias vivendo igual a um cadáver ambulante.

Um dia, de repente, tive uma dor de dente terrível, e nenhum remédio que usei ajudou. À noite, eu chorava sozinha debaixo das cobertas, e meu coração se encheu de uma solidão e desolação indescritíveis. Eu quis orar a Deus, mas estava envergonhada demais para encará-Lo. Achei que eu não era uma pessoa que Deus salvaria e que não era mais digna de orar a Ele. Quanto mais eu fechava meu coração para Deus, pior ficava minha dor de dente. Eu gritava no meu coração: “Deus, Deus…”. Ajoelhei-me e orei a Deus: “Deus, estou péssima. Não quero desistir de minha fé em Ti, mas não sei o que fazer”. Depois de orar, lembrei-me destas passagens das palavras de Deus: “Já que tem certeza de que esse caminho é verdadeiro, você deve segui-lo até o fim; você deve manter sua lealdade a Deus(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Você deveria manter sua lealdade a Deus”). “Não importa que erros você cometeu, não importa que rumos errados tomou ou como transgrediu, não permita que esses se tornem fardos ou excesso de bagagem que você tenha que levar consigo em sua busca por conhecimento de Deus. Continue marchando adiante(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único VI”). Ao ponderar as palavras de Deus, fiquei profundamente comovida. Senti que Deus ainda estava me guiando, encorajando-me a não desistir e a seguir em frente, e senti uma grande força no coração, e também me senti muito culpada. Eu tinha buscado status e reputação, não tinha trilhado a senda certa e tinha interrompido e perturbado o trabalho da igreja. Diante de meu comportamento, a maneira como a igreja lidou comigo era justificada. No entanto, depois de ser isolada, até quis trair a Deus. Fui tão intransigente! Eu tinha acreditado em Deus por muitos anos, tinha comido e bebido tantas de Suas palavras e sabia que esse era o caminho verdadeiro. Mesmo sem um desfecho bom, eu deveria seguir a Deus até o fim. Eu orei a Deus: “Deus, eu errei, e fui tão rebelde. Cheguei a esse ponto por culpa minha. Deus, estou disposta a refletir seriamente sobre mim mesma e a me levantar de onde caí. Por favor, ilumina-me e guia-me, para que eu possa me entender”. Durante esses dias, continuei clamando a Deus dessa forma.

Em um de meus devocionais espirituais, li as palavras de Deus e ganhei certo entendimento de mim. Deus Todo-Poderoso diz: “Os anticristos consideram seu status e sua reputação mais importantes do que qualquer outra coisa. Essas pessoas não são somente enganosas, astutas e perversas, mas também extremamente cruéis. O que elas fazem quando detectam que seu status está em risco, ou quando perdem seu lugar no coração dos outros, quando perdem o apoio e o afeto destes, quando estes não as veneram nem admiram mais e elas caem em desgraça? De repente, elas ficam hostis. Assim que perdem seu status, elas perdem a disposição de desempenhar qualquer dever, e tudo que fazem é perfunctório, e elas não têm interesse em fazer nada. Mas essa não é a pior manifestação. Qual é a pior manifestação? Assim que essas pessoas perdem seu status e ninguém as admira mais, e ninguém é desorientado por elas, surgem o ódio, a inveja e a vingança. Elas não só não têm um coração temente a Deus, mas carecem também de qualquer pingo de submissão. Além disso, no coração, elas odeiam a casa de Deus, a igreja, e os líderes e obreiros; desejam que o trabalho da igreja se depare com problemas ou venha a parar; querem rir da igreja e dos irmãos e irmãs. Também odeiam qualquer um que busque a verdade e tema a Deus. Atacam e zombam de qualquer um que seja leal no dever e esteja disposto a pagar um preço. Esse é o caráter dos anticristos — e ele não é cruel?(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 2”). Quando vi essa passagem das palavras de Deus, fiquei profundamente angustiada. Senti que todo comportamento exposto por Deus estava me descrevendo, especialmente quando vi Deus dizer que os anticristos prezam seu status e sua reputação acima de tudo e não têm submissão ou temor a Deus. Eles quebram a cabeça e usam qualquer meio para ganhar status e, quando perdem seu status e sua reputação ou perdem o apoio e a admiração das pessoas, eles imediatamente se tornam hostis, ficam negativos e desleixados no trabalho e têm ressentimento e insatisfação no coração. Eles desejam que surjam problemas no trabalho da igreja para poderem rir dela. Então pensei no meu comportamento — ele não era exatamente igual? No passado, a fim de ser escolhida como líder distrital e ganhar a estima dos irmãos, quando via as mensagens com perguntas enviadas por eles, eu respondia imediatamente, querendo chamar a atenção dos líderes. Mas quando soube que Charlotte havia sido escolhida como líder distrital, não refleti sobre o que estava faltando em mim. Em vez disso, por não ter sido escolhida e por não ter conseguido o status e a admiração de mais pessoas, resisti e argumentei no meu coração. Eu achava que tinha mais experiência e que vinha supervisionando o trabalho evangelístico por mais tempo do que Charlotte e, assim, tomando essas coisas como capital, fiquei insatisfeita e descontente, e usei meus deveres para descarregar minhas frustrações. Quando vi que o trabalho evangelístico sob responsabilidade da Charlotte enfrentava problemas, não só não ajudei a resolvê-los, como também tive prazer com suas encrencas e ri dela, desejando até que esses problemas não fossem resolvidos para que ela fosse humilhada na frente dos irmãos e todos vissem que ela realmente não era tão boa quanto eu. Além disso, também expressei minha insatisfação diante das irmãs ao meu redor. Tirei vantagem de alguns pequenos problemas nos deveres de Charlotte e a julguei pelas costas, esperando que os irmãos ficassem do meu lado e achassem que a igreja havia escolhido a pessoa errada e enterrado uma pessoa talentosa como eu. Depois que fui dispensada, não só deixei de refletir e conhecer a mim mesma, como também continuei resistindo e me recusando a me submeter e, quando os líderes tentaram se comunicar comigo, não quis me envolver com eles. Não tive a menor atitude de aceitar ou buscar a verdade. Naquele momento, percebi de repente que o fato de não ser escolhida como líder era, na verdade, uma proteção para mim. Porque meu caráter era cruel e eu me concentrava demais em status, quando eu não o ganhava, eu me tornava odiosa, ria dos outros e até os julgava e os prejudicava. Se eu realmente tivesse ganhado status, a qualquer um que não me ouvisse eu certamente teria reprimido e excluído, e teria cometido males ainda maiores. Quando ponderei sobre isso, percebi o perigo do meu estado. No entanto, eu estava completamente alheia e permanecia intransigente e inflexível. Sem meu isolamento, eu teria permanecido teimosa e impenitente. Eu orei a Deus: “Deus, obrigada por Tua orientação. Agora tenho um pouco de entendimento de mim mesma e vejo que estou à beira de um precipício. O fato de eu não ter sido expulsa já é Tua misericórdia, e Tu estás me dando a oportunidade de me arrepender. Deus, estou disposta a me arrepender de verdade. Por favor, guia-me a ver a essência e as consequências de buscar status”.

Durante um de meus devocionais espirituais, li as palavras de Deus e ganhei certo entendimento da minha natureza essência. Deus Todo-Poderoso diz: “O apreço que os anticristos têm por seu status e reputação vai além do das pessoas comuns, e é algo de dentro de seu caráter essência; não é um interesse temporário nem o efeito transitório de seu ambiente — é algo de dentro de sua vida, de seus ossos, e é, portanto, sua essência. Isso quer dizer que, em tudo que os anticristos fazem, sua primeira preocupação é com seu próprio status e reputação, nada mais. Para os anticristos, reputação e status são sua vida e o objetivo que eles buscam ao longo da vida toda. […] Pode-se dizer que, para os anticristos, reputação e status não são uma exigência adicional, muito menos coisas que são externas a eles das quais podem abrir mão. São parte da natureza dos anticristos, estão em seus ossos, em seu sangue, são inatos para eles. Os anticristos não são indiferentes a se possuem reputação e status; essa não é sua atitude. Qual, então, é sua atitude? Reputação e status estão intimamente conectados a seu dia a dia, a seu estado diário, ao que buscam diariamente. Para os anticristos, status e reputação são sua vida. Não importa como vivam, não importa o ambiente em que vivam, não importa o trabalho que façam, não importa o que busquem, quais sejam seus objetivos, qual seja a direção de sua vida, tudo gira em torno de ter boa reputação e status elevado. E esse objetivo não muda; eles nunca conseguem deixar essas coisas de lado. Essa é a face verdadeira dos anticristos e sua essência. Você poderia colocá-los numa selva intocada no meio das montanhas e, ainda assim, eles não largariam sua busca por status e reputação. Você poderia colocá-los em qualquer grupo de pessoas, e tudo em que conseguiriam pensar continuaria sendo status e reputação. Embora os anticristos acreditem em Deus, eles equiparam a busca por status e reputação à fé em Deus e colocam essas duas coisas num pé de igualdade. O que quer dizer que, enquanto trilham a senda de fé em Deus, eles também buscam seu próprio status e reputação. Pode-se dizer que, no coração dos anticristos, a busca da verdade em crer em Deus é a busca de reputação e status; e a busca de status e reputação também é a busca da verdade — ganhar reputação e status é ganhar a verdade e vida. Se sentirem que não obtiveram fama, ganho nem status, que ninguém os admira, nem os tem em alta estima ou os segue, então eles ficam abatidos, acreditam que não faz sentido crer em Deus, que isso não tem valor, e ficam a se perguntar: ‘Será que eu falhei por crer em Deus dessa forma? Não há esperança para mim?’. Muitas vezes eles planejam tais coisas no coração. Planejam como podem esculpir um lugar para si na casa de Deus, como podem ter uma reputação elevada na igreja, como podem fazer com que as pessoas escutem quando eles falam, e os elogiem quando eles agem, como podem fazer com que as pessoas os sigam, não importa onde estejam, e como podem ter uma voz influente na igreja e fama, ganho e status — eles realmente se concentram nessas coisas no coração. Isso é o que essas pessoas buscam(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). Pelas palavras de Deus, vi que a busca de um anticristo por status e reputação não é temporária e que isso é algo que faz parte de sua natureza e essência. Os anticristos tomam a busca por status e reputação como seu objetivo na vida. Eles acreditam que, quando ganham status e reputação, ganham tudo e que, quando os perdem, a vida perde o sentido. Percebi que eu era exatamente assim. Desde a infância, eu vivia sob os venenos satânicos de “procure se destacar e sobressair” e “é preciso suportar as maiores dificuldades para se tornar o maior dos homens”. Na escola, eu me esforçava para ser a melhor aluna e a melhor da turma e achava que isso me daria a admiração de meus professores e colegas. Quando me casei e vi que muitos parentes e vizinhos do lado do meu marido estavam em situação melhor do que a nossa, não quis ficar para trás, então abri uma empresa com meu marido, querendo ser uma pessoa rica no vilarejo e ser admirada pelos outros. Quando encontrei Deus, o objeto de minha busca continuou sendo status e reputação, achando que, ao me tornar uma líder, o escopo de minhas responsabilidades aumentaria e mais pessoas me admirariam. Eu acreditava que essa era a única maneira de ter uma vida significativa e valiosa. Para ganhar status e admiração, eu quebrava a cabeça lutando por isso. Mas quando não fui escolhida como líder e não consegui conquistar a admiração e o apoio de meus irmãos, fiquei insatisfeita e descontente e julguei a líder recém-eleita. Quando via problemas no trabalho evangelístico, eu os ignorava e até ficava contente de vê-los ocorrer. Quando fui dispensada, continuei a ser negativa e a me opor e, quando outros acompanhavam meu trabalho, eu também resistia. Mesmo quando estava isolada, não refleti sobre mim mesma e até pensei em trair a Deus e sair de Sua casa. Eu vi que tudo que eu fazia era lutar por reputação e status, que a busca por estes havia se tornado parte da minha natureza, e que eu já estava trilhando a senda de um anticristo. Naquele momento, tive a sensação dentro de mim de que status e reputação realmente haviam me prejudicado muito. Em prol de status e reputação, eu havia perdido a minha humanidade e a minha razão. Causei interrupção no trabalho da igreja e danos às pessoas ao meu redor; minha busca por status e reputação me afastava cada vez mais de Deus e me tornava cada vez mais desprovida de semelhança humana. Eu quis me libertar rápido dos constrangimentos e das amarras de reputação e status e comecei a ter a determinação para buscar a verdade.

Depois, li outra passagem das palavras de Deus e percebi claramente que buscar reputação e status é uma senda que leva à destruição. Deus Todo-Poderoso diz: “Buscar status e reputação não é a senda certa — isso é diametralmente oposto à busca da verdade. Em suma, independentemente da direção ou do objetivo da sua busca, se você não refletir sobre a busca de status e reputação, e se achar muito difícil deixar isso de lado, isso afetará sua entrada na vida. Enquanto o status tiver um lugar no seu coração, ele será plenamente capaz de controlar e influenciar a direção da sua vida e o objetivo da sua busca, caso em que será muito difícil para você entrar na verdade realidade, quanto mais alcançar mudanças no seu caráter; se, no fim das contas, você conseguirá ou não a aprovação de Deus, é algo que, evidentemente, nem precisa ser mencionado. Além disso, se você nunca for capaz de desistir da sua busca por status, isso afetará sua capacidade de desempenhar seu dever de maneira que esteja de acordo com o padrão, o que dificultará muito para você se tornar um ser criado que esteja de acordo com o padrão. Por que digo isso? Não há nada que Deus deteste mais do que quando as pessoas buscam status, porque a busca de status é um caráter satânico, é uma senda errada, ela nasce da corrupção de Satanás, é algo condenado por Deus e é exatamente isso que Deus julgará e expurgará. Não há nada que Deus deteste mais do que quando as pessoas buscam status, e, no entanto, você ainda compete teimosamente por status, você o preza e protege infalivelmente, tentando sempre tomá-lo para si mesmo. Não existe um pouco da qualidade de ser antagonista a Deus em tudo isso? Deus não ordenou status para as pessoas; Deus provê, para as pessoas, a verdade, o caminho e a vida para que, por fim, elas se tornem um ser criado que esteja de acordo com o padrão, um ser criado pequeno e insignificante — não alguém que tem status e prestígio e é reverenciado por milhares de pessoas. E então, não importa sob qual perspectiva isso seja visto, a busca de status é uma estrada para a ruína. Não importa quão razoável seja sua desculpa para buscar status, essa senda continua sendo errada e não é aprovada por Deus. Não importa quanto você tente ou quão grande seja o preço que você pague, se você desejar status, Deus não lhe dará; se Deus não lhe der, você falhará ao lutar para obtê-lo, e se você continuar lutando, haverá apenas um desfecho: você será revelado e eliminado, estará numa estrada para a ruína. Você entende isso, não entende?(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). Pelas palavras de Deus, vi que a busca por status e reputação não é a senda certa e que é o que Deus mais odeia. Deus dá deveres às pessoas, não status, e Sua intenção é que elas estejam de acordo com o padrão como seres criados, não para que procurem ser famosas ou grandiosas. Se as pessoas buscam continuamente status e reputação, isso vai contra as exigências de Deus e, essencialmente, é opor-se a Ele, e o desfecho disso é ser revelado e eliminado por Deus. Ao refletir sobre meu serviço anterior como supervisora do trabalho evangelístico, vi que eu tinha muitas responsabilidades, mas não me concentrei em como fazer bem meu trabalho principal. Em vez disso, eu só queria ser eleita líder de distrito para obter status mais elevado e ser admirada por mais pessoas. Quando não fui escolhida como líder de distrito e as minhas ambições e os meus desejos não foram satisfeitos, fiquei insatisfeita e descontente, e até descontei minhas frustrações no trabalho da igreja, fazendo com que o trabalho evangelístico chegasse a um estado de quase paralisia. Se não me arrependesse, certamente eu seria expulsa e eliminada por meus muitos atos malignos. Naquele momento, comecei a entender um pouco o que Deus disse sobre a busca de status e reputação ser um beco sem saída. Quando pensei nisso, fiquei muito grata a Deus. Se não tivesse sido isolada, eu não teria despertado a tempo e não teria conhecido a natureza e as consequências de buscar status e reputação. O fato de a igreja não ter me expulsado, mas apenas me isolado, já era a misericórdia de Deus para comigo, e tive que me arrepender rápido.

Um dia, li uma passagem das palavras de Deus e descobri como devia tratar o fato de não ter sido escolhida como líder distrital. Deus Todo-Poderoso diz: “Se você acha que é apto a ser líder, que possui talento, calibre e humanidade para a liderança, mas a casa de Deus não o promoveu e os irmãos e irmãs não o elegeram, como você deve tratar o assunto? Existe aqui uma senda de prática que você pode seguir. Você deve conhecer bem a si mesmo. Procure ver se isso se resume ao fato de você ter um problema com sua humanidade ou de que a revelação de algum aspecto de seu caráter corrupto é detestável para as pessoas; ou se é que você não possui a verdade realidade e não convence os outros ou se o desempenho de seu dever não está de acordo com o padrão. Você deve refletir sobre todas essas coisas e ver onde, exatamente, você fica aquém das expectativas. […] Você deve buscar entrada na vida, resolver primeiro os seus desejos extravagantes, ser um seguidor de bom grado e vir a se submeter sinceramente a Deus, sem palavras de queixa por qualquer coisa que Ele orquestre ou arranje. Quando você possuir essa estatura, a sua oportunidade virá. O fato de você desejar assumir um fardo pesado, de você ter esse fardo, é uma coisa boa. Mostra que você tem um coração proativo que busca progredir e que deseja considerar as intenções de Deus e seguir Sua vontade. Isso não é uma ambição, mas um fardo verdadeiro; é a responsabilidade daqueles que buscam a verdade e o objeto da sua busca. Você não tem motivos egoístas e não está em busca de seu próprio bem, mas para dar testemunho de Deus e satisfazê-Lo — isso é o que é mais abençoado por Deus, e Ele fará os arranjos adequados para você. […] A intenção de Deus é ganhar mais pessoas que possam dar testemunho Dele; é aperfeiçoar todos os que O amam e completar o quanto antes um grupo de pessoas que são de coração e mente unidos a Ele. Portanto, na casa de Deus, todos os que buscam a verdade têm ótimas perspectivas, e as perspectivas daqueles que sinceramente amam a Deus são ilimitadas. Todos deveriam entender a intenção de Deus. É realmente algo positivo ter esse fardo, e é algo que aqueles com consciência e razão deveriam possuir, mas nem todos serão necessariamente capazes de assumir um fardo pesado. De onde vem essa discrepância? Quaisquer que sejam os seus pontos fortes ou capacidades, e por mais elevado que seja o seu QI, o que é crucial é a sua busca e a senda que você trilha(A Palavra, vol. 5: As responsabilidades dos líderes e dos obreiros, “As responsabilidades dos líderes e dos obreiros (6)”). Ao ponderar sobre as palavras de Deus, percebi que a eleição de líderes pela igreja se baseia em princípios. Como líder, a pessoa deve ter humanidade, ser capaz de comunicar a verdade para resolver problemas, e ter certas capacidades de trabalho e buscar a verdade. Se a pessoa não buscar a verdade e trilhar a senda errada, mesmo que se torne líder, não irá longe. Mas eu julgava se uma pessoa poderia ser líder com base apenas no escopo dos deveres pelos quais ela era responsável, quanto sofrimento suportou e por quanto tempo ficou treinando. Meus padrões eram completamente inconsistentes com as palavras de Deus. Em retrospecto, embora eu tivesse passado muito tempo treinando para pregar o evangelho, entendesse alguns princípios para fazê-lo, e tivesse uns resultados no meu dever, eu não me concentrava em minha entrada na vida e estava satisfeita em me manter ocupada com o meu dever todos os dias. Raramente refletia e conhecia a mim mesma nas coisas que encontrava e raramente ponderava sobre as verdades princípios. Eu não era alguém que amava ou buscava a verdade de forma alguma. A principal responsabilidade de um líder é levar os irmãos a entender a verdade e a entrar na realidade das palavras de Deus. Eu não me concentrava em refletir e conhecer a mim mesma, apenas em fazer trabalho externo, e tinha pouca entrada na vida, portanto eu não estava qualificada para ser uma líder. Se eu realmente fosse eleita líder, mas não conseguisse fazer trabalho real, não seria uma falsa líder? Além disso, para ser um líder, é preciso supervisionar todos os aspectos do trabalho e ter certas capacidades. Naquele momento, eu estava apenas supervisionando o trabalho evangelístico e, às vezes, quando havia muitas tarefas, não conseguia dar conta delas. Eu simplesmente não tinha o calibre nem a capacidade de trabalho para ser uma líder. Charlotte sempre havia sido uma líder antes e comunicava a verdade com mais clareza do que eu, e, embora ela não tivesse experiência em supervisionar o trabalho evangelístico, seu coração estava no lugar certo e ela estava disposta a praticar e aprender. Elegê-la como líder foi apropriado, e eu deveria apoiar seu trabalho. Depois de refletir sobre essa questão, fui capaz de lidar com equanimidade com o fato de não ter sido eleita líder.

Mais tarde, li duas passagens das palavras de Deus e vim a entender que tipo de pessoa Deus quer. Deus Todo-Poderoso diz: “Como um membro da humanidade criada, você deve manter sua posição apropriada e se conduzir de maneira bem-comportada. Obedientemente atenha-se àquilo que lhe é confiado pelo Criador. Não passe dos limites, nem faça coisas além de sua capacidade ou que são abomináveis para Deus. Não busque ser uma pessoa grande, nem um super-homem, nem um indivíduo grandioso, e não busque tornar-se Deus. Tudo isso são desejos que as pessoas não deveriam ter. Buscar ser uma grande pessoa ou um super-homem é absurdo. Buscar se tornar Deus é ainda mais vergonhoso; é repugnante e desprezível. O que é realmente precioso e o que os seres criados devem defender acima de tudo é tornar-se um ser criado verdadeiro; esse é o único objetivo pelo qual todas as pessoas devem buscar(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único I”). “Quando Deus exige que as pessoas cumpram bem o dever, Ele não está lhes pedindo que completem certo número de tarefas ou que realizem algum empreendimento grande, nem que alcancem proezas revolucionárias. O que Deus quer é que as pessoas sejam capazes de fazer tudo o que puderem com os pés no chão e viver segundo Suas palavras. Deus não precisa que você seja grande ou nobre, nem que realize nenhum milagre, também não quer ver nenhuma surpresa agradável em você. Ele não precisa de tais coisas. Tudo de que Deus precisa é que você pratique de acordo com as palavras Dele com os pés no chão. Depois de entender as palavras de Deus, aja de acordo com elas e as execute ou, depois de ouvir as palavras de Deus, lembre-se bem delas e, quando chegar a hora de praticar, faça-o de acordo com as palavras de Deus. Permita que elas se tornem sua vida, suas realidades e o que você vive. Dessa forma, Deus ficará satisfeito. […] Todos vocês devem ter clareza sobre que tipo de pessoa Deus pretende salvar com Sua obra e qual é o significado de Sua salvação do homem. Deus exige que as pessoas venham para diante Dele, ouçam Suas palavras, aceitem a verdade, livrem-se de seus caracteres corruptos e pratiquem conforme Deus diz e ordena. Isto significa viver de acordo com Suas palavras, em vez de viver segundo suas noções e imaginações humanas e filosofias satânicas e de buscar o que as pessoas chamam de ‘felicidade’. Se alguém não ouve as palavras de Deus nem aceita a verdade, mas ainda vive segundo as filosofias de Satanás e dentro de caracteres satânicos e se recusa teimosamente a se arrepender, esse tipo de pessoa não poderá ser salvo por Deus. É claro, você segue a Deus porque Deus o escolheu — mas qual é o significado de Deus escolher você? É para transformá-lo em uma pessoa que confie em Deus, que O siga com sinceridade, que consiga renunciar a tudo por Ele, que seja capaz de seguir o caminho de Deus e que tenha se livrado de seus caracteres satânicos e não siga mais Satanás nem viva sob o poder dele. Se você seguisse a Deus e desempenhasse um dever na casa Dele, mas violasse a verdade em cada aspecto, não praticasse nem experienciasse de acordo com Suas palavras, e até se opusesse a Ele, você poderia ser aceito por Deus? De forma alguma. O que quero dizer com isso? Desempenhar seu dever não é difícil, nem é difícil fazer isso com devoção e de acordo com o padrão. Você não precisa sacrificar sua vida nem fazer algo especial ou difícil, você só precisa seguir as palavras e instruções de Deus de uma maneira submissa e com os pés no chão, sem ter suas próprias ideias e sem executar seu empreendimento próprio, mas trilhando a senda de buscar a verdade. Se as pessoas conseguirem fazer isso, basicamente, elas terão uma semelhança humana. Quando elas tiverem uma submissão verdadeira a Deus e se tornarem pessoas honestas, elas possuirão a semelhança de um verdadeiro ser humano(A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “O cumprimento adequado dos deveres exige cooperação harmoniosa”). Deus exige que nos conduzamos com pés no chão, que nos coloquemos na posição adequada de um ser criado e que sejamos fiéis aos nossos deveres. Esses são os objetivos que devemos buscar, e essa é a semelhança que uma pessoa verdadeira deve ter. Se alguém nunca busca a verdade e nunca a aceita, não importa o quanto cresçam seu status e seu prestígio, aos olhos de Deus, ele é baixo e sem valor e não pode receber Sua aprovação. Pensei que eu já tive um escopo de responsabilidade bem amplo, mas só busquei reputação e status e não busquei a verdade. Quando não fui eleita líder de distrito, usei o trabalho para dar vazão às minhas frustrações e, sem saber, acabei trilhando a senda de resistir a Deus, e fui dispensada por interromper e perturbar o trabalho da igreja e me recusar obstinadamente a me arrepender. Também pensei que alguns anticristos tinham sido líderes e tinham status elevado, mas buscaram reputação e status, desempenharam seus deveres sem buscar princípios e se recusaram terminantemente a aceitar ser podados. No final, por causa de seus muitos atos malignos, eles foram expulsos e eliminados pela igreja. A partir desses fatos, vi a justiça de Deus. Não importa quão alto é o status de uma pessoa ou quantas pessoas a admiram — se não buscar a verdade, ela acabará sendo eliminada. Ter status ou ser admirado pelas pessoas não é importante, pois reputação e status não podem ajudar uma pessoa a entender a verdade e ser salva. Deus mede e determina o desfecho de uma pessoa com base no fato de ela poder ou não alcançar a verdade no final, e não com base em quão alto é o seu status. Se eu cresse em Deus apenas para buscar a admiração dos outros e não buscasse a verdade nem focasse buscar a verdade para satisfazer as intenções de Deus nas coisas com que me deparava, então, mesmo que cresse até o fim, eu não seria capaz de entender nem obter a verdade, e ainda assim seria eliminada. Somente aqueles que buscam a verdade, cumprem seus deveres e se submetem às orquestrações e aos arranjos de Deus são preciosos aos Seus olhos. Na casa de Deus, a igreja determina razoavelmente para quais deveres cada pessoa é adequada e os atribui de acordo, com base nas necessidades do trabalho e nos pontos fortes e no calibre dela. Eu devia me submeter à soberania de Deus, permanecer na minha posição adequada e dar o meu melhor no meu dever de então. Mesmo que fosse a menor de todas em um canto, ainda assim eu deveria me ater ao meu dever. Tendo ganhado esse entendimento, senti-me mais em paz e liberta. Então, orei a Deus: “Deus, estou disposta a me submeter a Tuas orquestrações e arranjos. Quer alguém me admire ou não, não importa qual seja meu status entre os outros, mesmo que o meu dever não seja de destaque, cumprirei meu dever e farei tudo o que for capaz de fazer”. Orei assim com frequência, e, aos poucos, minhas emoções anteriores negativas, passivas e de resistência diminuíram, e os resultados dos meus deveres melhoraram pouco a pouco.

Logo a nossa igreja fez eleições para líder, e uma irmã que eu havia supervisionado uma vez foi eleita. Mais tarde, os líderes me pediram para liderar um grupo e supervisionar a reunião de um grupo pequeno. Senti-me muito grata a Deus por me dar outra oportunidade de treinar, mas, ao mesmo tempo, senti certo desapontamento, pensando que eu era apenas uma líder de grupo e não tinha o glamour que vinha com o fato de ser uma líder de igreja. Percebi que meu desejo por status e reputação estava voltando à tona, então orei silenciosamente a Deus no coração. Lembrei-me das palavras de Deus: “Como um membro da humanidade criada, você deve manter sua posição apropriada e se conduzir de maneira bem-comportada. Obedientemente atenha-se àquilo que lhe é confiado pelo Criador. Não passe dos limites(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único I”). “Deus não ordenou status para as pessoas; Deus provê, para as pessoas, a verdade, o caminho e a vida para que, por fim, elas se tornem um ser criado que esteja de acordo com o padrão, um ser criado pequeno e insignificante — não alguém que tem status e prestígio e é reverenciado por milhares de pessoas(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). Quando contemplei as palavras de Deus, meu coração se iluminou, e percebi que essa questão me sobrevir era Deus escrutinando o meu coração. No passado, eu sempre busquei ser admirada e dava mais valor a status e reputação do que à própria vida. Quando descobri que não fui eleita para ser líder distrital, negligenciei o meu dever e fiquei contente com os fracassos dos meus irmãos, o que atrasou o trabalho da igreja, deixando uma mancha eterna. Isso deixou, também, uma dor permanente no meu coração. Agora eu entendia claramente que, em comparação com o status, as responsabilidades são mais importantes. Desta vez, eu não devia buscar status como antes. Eu estava determinada a desempenhar meu dever adequadamente. Mesmo que fosse colocada no canto mais discreto, ainda assim desempenharia bem o meu dever, seria um ser criado sem malícia e diligente e compensaria minha dívida do passado. Eu não poderia mais ser motivo de chacota de Satanás, muito menos frustrar Deus. Seguindo em frente em meu dever, cooperei proativamente com os líderes. Perguntei quais problemas no grupo precisavam de minha ajuda para serem resolvidos e, às vezes, quando os líderes pediam que eu verificasse o estado dos irmãos, eu o fazia proativamente. Praticar dessa maneira fez com que eu me sentisse muito à vontade. Mais tarde, fiquei sabendo aos poucos que alguns irmãos ao meu redor estavam sendo promovidos, alguns dos quais até eram pessoas cujo trabalho eu havia supervisionado uma vez. Embora tenha me sentido um pouco agitada na hora, orei a Deus e tratei isso corretamente. Ao ver que alguns irmãos estavam passando por dificuldades, dei o melhor de mim para me comunicar com eles e ajudá-los, e os resultados de nossos deveres continuaram melhorando. Depois de algum tempo, o líder de igreja me disse que eu havia sido aceita de volta. Ao receber essa notícia, tive um sentimento indescritível no coração. Senti-me muito emocionada, mas, mais ainda, tive uma sensação de autorreprovação. Eu havia buscado reputação e status, não havia trilhado a senda correta, e havia interrompido e perturbado o trabalho da igreja, por isso fui dispensada — isso revelou plenamente a justiça de Deus. Mas Deus não me eliminou; em vez disso, Ele me julgou com Suas palavras e me podou por meio dos irmãos e irmãs ao meu redor. Seu propósito era permitir que eu reconhecesse a senda errada em que estava e voltasse atrás a tempo, para escapar assim que possível do sofrimento trazido por reputação e status, recuperar a consciência e a razão que eu deveria ter e viver uma semelhança humana. No entanto, não entendi o coração de Deus e quase O deixei. Senti-me verdadeiramente em dívida com Deus! Vi o amor de Deus e, do fundo do meu coração, ofereci sinceramente a Ele minha gratidão e meu louvor.

Depois de experienciar essas coisas, realmente achei que não importa o que Deus faz, Ele sempre o faz na esperança de que as pessoas se arrependam sinceramente e sigam a senda certa. Mesmo que alguém seja dispensado ou isolado, Deus nunca o abandona, mas continua a cuidar dele e a guiá-lo. Ele usa vários meios para despertar o coração das pessoas e transformá-las. Por meio dessa experiência, ganhei algum entendimento do caráter justo de Deus. Quando continuei a me rebelar contra Deus e a resistir a Ele, Sua ira veio sobre mim. Ele me podou e disciplinou severamente por meio de pessoas, eventos e coisas ao meu redor, e me deixou de lado; no momento em que me dispus a me arrepender diante Dele, Ele usou Suas palavras para continuar a me esclarecer e guiar; quando eu realmente retornei para Deus e pratiquei de acordo com Suas palavras, a igreja me aceitou de volta. O caráter de Deus é vívido e real, e Seu coração ao salvar as pessoas é sincero e bom. Graças a Deus!

Tendo lido até aqui, você é uma pessoa abençoada. A salvação de Deus dos últimos dias virá até você.

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