Uma parceira não é uma rival

27 de Setembro de 2022

Por Ou’zhen, Myanmar

Pouco tempo atrás, aceitei a obra de Deus dos últimos dias e comecei a praticar a rega de recém-convertidos. Já que eu era animada e proativa, eu produzi alguns resultados no meu dever e fui escolhida como líder de grupo. Mais tarde, tornei-me diaconisa evangelística. Meus irmãos diziam que, embora fosse jovem, eu era confiável, assumia um fardo no meu dever e era responsável. Isso satisfez a minha vaidade. Em outubro de 2020, tornei me líder de igreja, o que me fez achar ainda mais que, no coração dos meus irmãos, eu era uma pessoa confiável que buscava a verdade. Depois de um tempo, uma líder superior arranjou que a irmã Liu trabalhasse comigo. Quando apresentei o trabalho a ela, a líder falou sobre alguns problemas na nossa igreja. Quando ouviu isso, a irmã Liu disse: “Devemos encontrar logo a raiz do problema e resolvê-la. Caso contrário, isso impedirá o trabalho da igreja”. Fiquei envergonhada quando ela disse isso, pois temia que a irmã Liu me menosprezasse por eu ter esses problemas no meu trabalho. No dias seguintes, a irmã Liu investigou a situação real na igreja. Então ela me disse, na frente de vários obreiros e irmãos: “O diácono evangelístico e vários dos líderes de grupo que conheci nos dois últimos dias não assumem um fardo. Quando recém-convertidos têm noções e dificuldades, os líderes de grupo não os resolvem nem buscam, em vez disso se afundam em dificuldades. Não conseguem regar bem os recém-convertidos desse jeito”. Eu resisti um pouco quando ela disse isso. Mas havia alguns líderes de grupo que eu cultivava. Segundo ela, nenhum deles era bom, por isso achei que ela estivesse exigindo um pouco demais. Pensei: “Você acabou de chegar e não conhece a situação específica, mas já começou a criticar. Você quer mostrar que consegue assumir um fardo e identificar problemas? Só está tentando causar uma impressão porque é nova aqui? Se continuar investigando os problemas no meu trabalho, você destruirá minha boa imagem aos olhos dos meus irmãos”. Controlei minha raiva e disse: “Você está certa em relação a essas questões. No entanto, ambos os líderes de grupo e o diácono evangelístico estão enfrentando dificuldades práticas, por isso, às vezes, o trabalho de acompanhamento deixa a desejar e devemos entender”. Quando ouviu isso, ela disse: “Essas dificuldades podem ser resolvidas comungando a verdade. Se conseguirem aceitar a verdade e entender a vontade de Deus, eles assumirão um fardo e serão responsáveis em seu dever. O importante é se comungamos a verdade para resolver esses problemas”. Verdade, mas eu não recebi isso do jeito correto e me irritei ainda mais. Perguntei-me: “Está querendo dizer que não consigo comungar a verdade?”. Minha opinião sobre a irmã Liu mudou totalmente. Eu deixei de vê-la como minha parceira e ajudante e passei a vê-la como adversária. Pensei que, se isso continuasse, ela assumiria a direção no trabalho, mas eu era a líder e ela só estava aqui para cooperar comigo. Ela era melhor do que eu em todos os sentidos e sempre me fazia passar vergonha. Como eu poderia ter dignidade desse jeito? E o que meus irmãos pensariam de mim? Depois disso, não quis mais trabalhar nem falar com ela. Uma vez, numa reunião de obreiros, lemos a palavra de Deus que revela que falsos líderes não fazem trabalho prático, e a irmã Liu refletiu e entendeu a si mesma, dizendo que ela estava na igreja já havia algum tempo, mas, por não fazer trabalho prático, as dificuldades dos recém-convertidos não eram resolvidas a tempo, de modo que permaneciam presos em dificuldades e não sabiam como praticar a verdade, o que atrasava seu crescimento na vida. Embora ela estivesse discutindo autoconhecimento, a meu ver, ela parecia estar me expondo por não fazer trabalho real. Comecei a adivinhar o que ela queria dizer: “Você está falando sobre esses problemas de propósito para que todos saibam os problemas no meu trabalho, não está? Antes, os irmãos tinham uma boa impressão minha, mas agora que me expôs desse jeito, isso não prejudicará minha imagem? O que pensarão de mim agora?”. Na época, resisti muito e quis ir embora, mas achei que seria irracional fazer isso, por isso me obriguei a ficar até o fim.

Naquela noite, a irmã Liu me procurou para discutir a eleição dos novos diáconos da igreja e me perguntou quem suportava um fardo que poderíamos promover. Quando ela me perguntou isso, eu resisti muito. Pensei: “Ainda sobram candidatos aptos? Você rejeitou todos os melhores. Problemas existem na nossa igreja, mas você não só fala abertamente sobre eles aqui, você também os discute na frente dos irmãos de outras igrejas. Agora eles sabem que eu não faço trabalho prático. Por que não pensa em como me sinto quando fala? Acho que está me alvejando de propósito!”. Séria, eu disse: “Desde que você veio, ninguém assumiu um fardo”. Ela me respondeu em voz baixa: “Então você acha que eu não deveria estar aqui?”. Eu era impulsiva demais e percebi que o que eu disse era errado, por isso respondi “não” na hora. Ficamos em silêncio por um tempo antes de continuarmos a discutir o trabalho. Mais tarde, quando refleti sobre o que tinha dito à irmã, eu me senti um pouco culpada. Eu não deveria ter falado com ela daquele jeito. Quis pedir perdão a ela no fim da discussão, mas quando nos ocupamos com o trabalho, eu esqueci.

Mais tarde, quando vi que a líder superior consultava a irmã Liu em tudo, eu me senti desconfortável. “Também sou uma líder. O que meus irmãos pensarão de mim? Dirão que sou inútil como líder e que sou desnecessária?”. Achei que a irmã Liu estava roubando meus holofotes e fiquei com inveja dela. Pensei: “Se ela não tivesse vindo, a líder estaria discutindo o trabalho comigo”. Também refleti sobre o fato de que a irmã Liu dominava agora todo o trabalho e que ela tinha acreditado em Deus por muito tempo e entendia mais verdades do que eu. Ela também apontou os problemas no meu trabalho na frente dos meus irmãos, por isso, eu não fazia ideia de como meus irmãos pensavam sobre mim agora. Quando pensei nessas coisas, entrei em crise. Temia que a irmã Liu assumisse minha posição de liderança. Quanto mais pensava nisso, mais insatisfeita me sentia e tive um desejo de me vingar dela: “Você não se importa com meus sentimentos, por isso dificultarei sua vida a partir de agora”. Uma vez, estávamos discutindo o trabalho, e quando a irmã Liu expressou sua opinião, ela pediu o meu conselho. Eu a ignorei e critiquei seus arranjos de trabalho, dizendo que isso e aquilo não funcionaria para dificultar as coisas para ela. Uma vez, estávamos discutindo uma tarefa pela qual a irmã Liu era responsável. Na época, eu sabia como resolver o problema, mas não quis fazer uma sugestão. Até pensei: “É melhor que seus arranjos falhem. Assim, todos saberão que você não consegue lidar com as coisas, e a líder verá que é um erro sempre falar com você e não comigo”. Depois disso, ela fez várias sugestões, e eu rejeitei todas elas. Quando vi que ela não sabia como resolver isso e quis que eu a aconselhasse, eu fiquei com orgulho de mim mesma. Pensei: “Você nem consegue arranjar esse trabalho e ainda tem a ousadia de apontar o dedo para o meu trabalho”. Na época, minha líder viu que meu estado estava errado e me lembrou de que eu devia trabalhar em harmonia com a irmã Liu, caso contrário, o trabalho da igreja se atrasaria. Depois de ouvir minha líder, senti uma repreensão no meu coração. Quando estávamos presos no nosso trabalho, por que eu não assumia um fardo para resolver isso? Em vez disso, fiquei observando e sorrindo. Eu não estava protegendo o trabalho da igreja. Quando percebi isso, ajustei minha mentalidade e participei nas discussões. Mas devido ao atraso da discussão anterior, o trabalho foi arranjado muito tarde. Uma noite, a líder me procurou para apontar meus problemas. Ela disse: “Seu desejo por status e prestígio é forte demais. Você tem competido com a irmã Liu por fama. Quando discutem o trabalho, você não aceita nenhuma opinião dela. Você refuta cada uma. A irmã Liu se sente constrangida por você e não sabe como cooperar com você. Você deve refletir sobre si mesma”. Depois de ouvir minha líder, fiquei muito triste e aflita: “Por que a irmã Liu denunciou meus problemas pelas costas? Se realmente quisesse me ajudar, ela poderia ter falado comigo. Agora a líder conhece meus problemas e pode me dispensar do meu dever”. Assim que pensei isso, eu me abri sobre meu estado para a minha líder. Até ofereci minha dispensa para não continuar atrasando o trabalho da igreja. Assim que eu disse essas palavras, fiquei de coração partido. Senti que estava prestes a perder meu dever. A líder me disse: “Quanto temos problemas, não podemos evitá-los. Devemos buscar a verdade e refletir sobre nós mesmos. O fato de que a irmã Liu consegue identificar problemas no trabalho mostra que ela assume um fardo. Isso não é benéfico para o trabalho da igreja? Por que não consegue lidar com isso corretamente? Você sempre a inveja e teme que ela a ultrapassará. Isso mostra que seu desejo por status é forte demais”. Depois da comunhão da minha líder, percebi que meu desejo por status e prestígio era realmente forte demais. Eu devia buscar a verdade para resolver meu estado. Não podia continuar sendo passiva e resistente.

Depois disso, li uma passagem das palavras de Deus e ganhei algum entendimento do caráter corrupto que eu revelava. “Os anticristos acham que qualquer um que os expõe está simplesmente dificultando a vida deles, por isso dificultam a vida de quem quer que os exponha, competindo com eles e brigando com eles. Devido à sua natureza de anticristo, eles nunca serão bondosos para com qualquer um que os pode ou lide com eles, tampouco tolerarão ou suportarão qualquer pessoa que o faça, muito menos sentirão gratidão ou elogiarão essa pessoa. Ao contrário, se alguém os poda ou lida com eles e os faz perder dignidade e reputação, eles cultivarão ódio no coração contra essa pessoa e procurarão uma oportunidade para se vingar dela. Que ódio eles têm pelos outros! Isto é o que eles pensam e o que dizem abertamente na frente dos outros: ‘Hoje você me podou e lidou comigo; bem, agora a nossa rixa está escrita na pedra. Você segue o seu caminho, e eu seguirei o meu, mas juro que eu me vingarei! Se você confessar a sua culpa, se curvar a cabeça, se ajoelhar e implorar, eu o perdoarei, caso contrário, nunca deixarei isso passar!’. Não importa o que os anticristos digam ou façam, eles nunca veem alguém podar e lidar gentilmente com eles, ou a ajuda sincera de alguém, como a chegada do amor e da salvação de Deus. Em vez disso, veem isso como sinal de humilhação e como o seu momento de maior vergonha. Isso mostra que os anticristos não aceitam nem um pouco a verdade, que deles é o caráter de estar farto da verdade e odiá-la(A Palavra, vol. 3: Expondo os anticristos, “Item Nove: Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 8)”). Deus revelou que, quando anticristos são podados e tratados, eles não só não o aceitam, eles começam a odiar a pessoa que os podou e tratou e querem se vingar. Vi que os anticristos não aceitam a verdade, estão fartos da verdade e a odeiam. No passado, quando via as palavras “retaliação contra pessoas”, eu achava que essa abordagem era cruel. Achava que eu não manifestava crueldade e não conseguia fazer essas coisas e que só anticristos e malfeitores se vingariam das pessoas. Lembrei-me do meu comportamento: quando a irmã Liu apontou os problemas no meu trabalho na frente de obreiros e irmãos, eu achei que minha imagem estava danificada, então desenvolvi um preconceito e resistência contra ela. Durante uma reunião, a irmã Liu percebeu que ela não fazia trabalho prático com base nas palavras de Deus e eu achei que ela expunha problemas no meu trabalho ao discutir seu autoconhecimento, então meu preconceito contra ela só aumentou. Eu até a ataquei, dizendo que ninguém suportava mais um fardo desde a vinda dela. Depois disso, quando vi que a líder sempre discutia o trabalho com ela, eu achei que a irmã Liu roubava meus holofotes. Para me vingar dela, eu não expressei minhas sugestões quando discutíamos o trabalho, e quando a irmã Liu expressou seus pensamentos e sugestões, eu a critiquei e neguei, o que impediu o progresso do trabalho. Eu via minha irmã como rival. A fim de manter status e reputação, eu até a ataquei e me vinguei dela. O caráter que eu revelava não era igual ao de um anticristo? Além disso, refleti sobre o fato de que ela estava apontando problemas reais no meu trabalho. Se eu tivesse buscado a verdade para refletir sobre mim mesma e reverter os desvios, os problemas poderiam ter sido resolvidos rapidamente. Isso teria sido benéfico para o nosso trabalho. Mas eu não só não aceitei, eu quis me vingar da minha irmã. Eu não merecia ser chamada de crente em Deus!

Mais tarde, li mais duas passagens da palavra de Deus que me fizeram perceber a essência e as consequências desse comportamento. Deus diz: “Um dos traços principais na natureza dos anticristos é a crueldade. O que significa ‘crueldade’? Significa que eles têm uma atitude especialmente vil em relação à verdade — não somente não se submeter a ela, e não somente se recusar a aceitá-la, mas até condenar aqueles que os podam e lidam com eles. Esse é o caráter cruel dos anticristos. Os anticristos acham que qualquer um que aceita ser tratado e podado é vulnerável a bullying, e que pessoas que estão sempre lidando com os outros e podando os outros são aquelas que sempre desejam alfinetar e intimidar as pessoas. Portanto, um anticristo resistirá a qualquer um que lide com ele e o pode, e dificultará as coisas para essa pessoa. E qualquer um que mencionar as deficiências ou a corrupção de um anticristo, ou que comungar a verdade e a vontade de Deus com ele, ou que exigir que ele conheça a si mesmo, ele achará que essa pessoa está dificultando as coisas para ele e está olhando de viés para ele. Ele odeia essa pessoa do fundo do coração e se vingará dela e dificultará as coisas para ela. […] Que tipo de pessoa possui um caráter tão cruel? Pessoas malignas. O fato é que os anticristos são pessoas malignas. Portanto, são somente pessoas malignas e anticristos que possuem um caráter tão cruel. Quando uma pessoa feroz é confrontada com qualquer tipo de exortação, acusação, instrução ou ajuda bem-intencionada, sua atitude não é de agradecer ou aceitar humildemente, mas, ao contrário, de ficar enfurecida e sentir ódio, inimizade e até um desejo extremo de vingança(A Palavra, vol. 3: Expondo os anticristos, “Item Nove: Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 8)”). “Para os anticristos, seu status e reputação são mais importantes do que qualquer outra coisa. Essas pessoas não são somente desonestas, intrigantes e perversas, mas também extremamente cruéis. O que elas fazem quando detectam que seu status está em risco, ou quando perderam seu lugar no coração das pessoas, quando perdem o apoio e o afeto dessas pessoas, quando as pessoas não as veneram nem admiram mais e elas caem em desgraça? De repente, elas mudam. Assim que perdem seu status, elas perdem a disposição de cumprir qualquer dever, e tudo que fazem é fajuto, e elas não têm interesse em fazer nada. Mas essa não é a pior manifestação. Qual é a pior manifestação? Assim que essas pessoas perdem seu status e ninguém as admira mais, e ninguém é seduzido por elas, surgem o ódio, a inveja e a vingança. Elas não só não têm temor de Deus, mas carecem também de qualquer pingo de obediência. Além disso, em seu coração, elas são propensas a odiar a casa de Deus, a igreja, e os líderes e obreiros; em seu coração, desejam que o trabalho da igreja se depare com problemas ou venha a parar; querem rir da igreja e dos irmãos e irmãs. Também odeiam qualquer um que busque a verdade e tema a Deus. Atacam e zombam de qualquer um que seja fiel em seu dever e esteja disposto a pagar um preço. Esse é o caráter do anticristo — e ele não é cruel? Essas são claramente pessoas malignas; em sua essência, os anticristos são pessoas malignas(A Palavra, vol. 3: Expondo os anticristos, “Item Nove: Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 2)”). Ver palavras como “cruel” e “pessoas malignas” foi doloroso e assustou meu coração. Eu não esperava que essas palavras se aplicassem a mim. Minha imagem estava danificada porque minha irmã apontou problemas no meu trabalho, por isso eu a ataquei e me vinguei dela, envergonhando-a quando discutíamos o trabalho e buscando falhas em seus arranjos de trabalho. Eu até me calei quando sabia como resolver um problema dela no trabalho, pois queria envergonhá-la e rir dela. Quando a líder me expôs e lidou comigo, eu não só não refleti sobre mim mesma, eu a odiei por denunciar meus problemas. Eu era negativa e resistente, descarregando minha raiva no meu dever, e até quis renunciar e deixar de cumprir o meu dever. O que eu manifestava era igual a um anticristo, um caráter cruel! Eu acreditava em “não atacarei a menos que seja atacada” e em “se você for cruel, não me culpe por ser injusto”. Quando alguém afetava meus interesses e minha imagem, eu o odiava, o atacava e me vingava dele. Lembrei-me de um tempo antes de crer em Deus, quando tive um conflito com uma amiga e ela falou mal de mim para outra pessoa. Eu me irritei muito e pensei: “Se você for cruel, não me culpe por ser injusta”. Furtivamente, eu disse a essa mesma pessoa: “Como você pode ser tão estúpida e bondosa com ela? Você nem sabe que ela está falando coisas ruins sobre você pelas costas!”. Achei que eu seria fraca se não contra-atacasse após ser assediada. Viver segundo essa filosofia me tornou egoísta e cruel, distorceu meu raciocínio e me tornou incapaz de discernir o bem e o mal. Quando reconheci isso, fiquei chocada e, ao mesmo tempo, senti que eu era terrível. Se eu não tratasse da minha crueldade, eu cometeria mais mal e então seria rejeitada e expulsa por Deus! Quando reconheci isso, orei a Deus em silêncio: “Deus, eu costumava pensar que tinha boa humanidade, mas o julgamento e a revelação da Tua palavra me mostraram que eu tenho uma humanidade má e que sou muito cruel. Na verdade, eu me vinguei da minha irmã por sua ajuda generosa. Eu não tenho nenhuma humanidade! Deus, quero me arrepender, praticar a verdade e mudar. Por favor, guia-me”.

Mais tarde, li na palavra de Deus: “Quando alguém passa um pouco de tempo monitorando ou observando você, ou faz perguntas detalhadas, tentando ter uma conversa franca com você e descobrir como anda seu estado durante esse tempo, e mesmo quando a atitude dele é um pouco mais dura e ele lida com você e poda você um pouco e o disciplina e repreende, tudo isso acontece porque ele tem uma atitude conscienciosa e responsável em relação ao trabalho da casa de Deus. Você não deve ter pensamentos nem sentimentos negativos em relação a isso. O que significa o fato de você conseguir aceitar supervisão, observação e interrogatório dos outros? Significa que, em seu coração, você aceita o escrutínio de Deus. Se você não aceita sua supervisão, observação e interrogatório — se você resiste a tudo isso — você é capaz de aceitar o escrutínio de Deus? O escrutínio de Deus é mais detalhado, aprofundado e correto do que a investigação das pessoas; o que Deus pede é mais específico, exato e aprofundado do que isso. Portanto, se você não consegue aceitar ser monitorado pelos escolhidos de Deus, suas alegações de que você consegue aceitar o escrutínio de Deus não são palavras vazias? Para você ser capaz de aceitar o escrutínio e a inspeção de Deus, você deve primeiro ser capaz de aceitar o monitoramento feito pela casa de Deus, pelos líderes e obreiros e pelos irmãos e irmãs(A Palavra, vol. 4: Responsabilidades de líderes e obreiros). “Não importa quais problemas existem dentro de você ou que tipo de corrupção você revela, você deve refletir e conhecer a si mesmo de acordo com as palavras de Deus, ou pedir um feedback dos irmãos e irmãs. O mais importante é que você deve aceitar o escrutínio de Deus e vir perante Deus para pedir Seu esclarecimento e iluminação. Seja lá como você cuida disso, é melhor se você identifica seus problemas com antecedência e os resolve, o que resulta de refletir sobre si mesmo. O que quer que faça, não fique por aí só esperando que Deus o exponha, pois então será tarde demais!(A Palavra, vol. 3: Expondo os anticristos, “Item Sete: Eles são malignos, insidiosos e enganosos (parte 1)”). Foi só depois de ler as palavras de Deus que percebi que o fato de meus irmãos me supervisionarem e me guiarem se deve ao fato de serem sérios e responsáveis no trabalho e eu deveria receber isso de Deus e aprender a aceitar e obedecer. Só isso é aceitar o escrutínio de Deus e ter um coração que teme a Deus. Quando minha irmã descobriu meus problemas e os apontou para mim, ela quis me ajudar. Minha experiência de vida era superficial demais. Os recém-convertidos tinham problemas em seus deveres, mas eu não conseguia comungar a verdade para resolvê-los e, muitas vezes, eu só arranjava trabalho e me contentava com isso sem acompanhá-lo ou ajudar. Eu não entendia os princípios para arranjar funcionários, mas a irmã Liu entendia alguma verdade e podia ver alguns assuntos claramente, de modo que, se tivéssemos cooperado no trabalho, isso não teria só ajudado o trabalho, eu poderia ter aprendido com ela e melhorado mais rapidamente. Só então entendi por que Deus exige que cooperemos nos nossos deveres, em vez de fazermos tudo sozinhos. É porque as pessoas têm caracteres corruptos, por isso devemos supervisionar, guiar e ajudar uns aos outros para evitar erros. Pensando nisso, me senti muito culpada. Eu não podia mais viver por status e prestígio. Devia aprender a renunciar a mim mesma, a aceitar a supervisão e orientação dos outros, cooperar com minha irmã, buscar a verdade e resolver os problemas com ela, e cumprir corretamente o meu dever.

Depois disso, quis me abrir com a irmã Liu para expor e analisar minha corrupção e para pedir perdão a ela. Eu fiquei surpresa quando a líder me enviou para outra igreja para cumprir o meu dever. Depois de ser separada da irmã Liu, senti muito remorso. Em silêncio, orei a Deus, dizendo que, a partir de agora, eu queria cumprir meu dever corretamente e me concentrar em consertar meus caracteres corruptos. Mais tarde, na igreja nova, eu me dediquei ao meu dever. Uma vez, a irmã Li, que era responsável pela rega, me ligou para perguntar como estava indo a reunião dos recém-convertidos. A irmã Li meu deu alguns conselhos: “Você sempre vai a reuniões diferentes e raramente participa das reuniões dos recém-convertidos, assim, parece que a líder está ausente. Nenhum dos irmãos conhece você. Isso torna difícil acompanhar seus estados e dificuldades mais tarde”. Isso me deixou perplexa e comecei a sentir raiva. Pensei: “Como você pode me chamar de líder ausente? Você quer dizer que não faço trabalho real e que sou inútil? Você é dura demais! Não é que eu não esteja trabalhando. Estou acompanhando outro trabalho. Já que você é responsável por esse grupo, por que você não assume responsabilidade por ele? Não preciso fazer tudo. Se os líderes superiores descobrirem isso, eles não pensarão que não faço trabalho prático? Assim não vai dar. Devo encontrar alguns desvios em seu trabalho…”. Quando pensei isso, percebi que meu estado era incorreto. Minha irmã estava apontando problemas no meu trabalho e, em vez de aceitar e refletir, eu achei que ela era dura demais e quis encontrar problemas no trabalho dela para refutá-la. Eu estava me recusando a aceitar a verdade e tentando me vingar dela. Quando percebi isso, orei a Deus em silêncio: “Deus, o fato de a irmã Li ter apontado esse problema hoje foi Teu arranjo, mas eu resisti em meu coração, o que contraria a Tua vontade. Desejo obedecer e refletir sobre mim mesma”. Depois de orar, eu me acalmei e comecei a refletir sobre mim mesma. Percebi que eu tinha um problema: Eu dependia demais da irmã Li. Achava que, com ela sendo responsável pela rega dos recém-convertidos, eu poderia relaxar. Como líder de igreja, eu raramente me informava sobre os estados e as dificuldades dos recém-convertidos. Eu não estava cumprindo minhas responsabilidades. Isso era uma manifestação de não fazer trabalho prático. Depois disso, eu disse à irmã Li: “Eu reorganizarei meu tempo. Eu não tinha percebido esse problema, mas quero mudá-lo”. Mais tarde, entrei em contato com os recém-convertidos e participei de suas reuniões e ofereci comunhão para resolver seus estados. Cumprindo meu dever desse jeito, eu me senti muito à vontade. Por meio dessa experiência, percebi que, ao praticar de acordo com a palavra de Deus e aprender a aceitar a supervisão, orientação, poda e tratamento dos meus irmãos, eu podia alcançar alguma mudança.

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