Liberta dos laços da inveja
Por Joylene, Filipinas Em janeiro de 2018, eu aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias, e não demorou muito para eu receber um...
Damos as boas-vindas a todos os buscadores que anseiam pela aparição de Deus!
Nos últimos anos, venho desempenhando meu dever como atriz, fazendo vídeos de testemunho experiencial. Mais tarde, alguns irmãos que desempenhavam o mesmo dever que eu começaram a treinar canto e dança, além de fazer esses vídeos. Fiquei com muita inveja ao ver como eles eram multitalentosos, e pensei comigo mesma: “Deve ser muito bom ter tantos dons e talentos. Você pode aparecer em todo tipo de vídeo e ganhar a admiração e os elogios de mais irmãos e irmãs. As pessoas sempre falam de indivíduos multitalentosos com tanta inveja e carinho”. Comecei a ter a esperança de que, um dia, eu também poderia estar em outros vídeos e ganhar a admiração dos irmãos. Esse parecia ser um modo impressionante de viver. Há um tempo, vi a líder arranjar tudo para que duas irmãs gravassem uma demo de um hino em língua estrangeira, e pensei comigo mesma: “Eu já estudei línguas estrangeiras, então será que eu também não conseguiria cantar? Por que a líder não me pediu para tentar?”. Ver as irmãs ensaiando me deixou um pouco decepcionada, e pensei: “Como seria impressionante se eu pudesse subir no palco para cantar! Aí sim os irmãos me admirariam de verdade”. Depois, ouvi dizer que mais três irmãos e irmãs iam cantar hinos em línguas estrangeiras. Senti outra pontada de decepção e tristeza, e até reclamei um pouco: “Não tenho nenhum outro talento, então tudo o que posso fazer é atuar nos vídeos de testemunho experiencial. Nunca vou sair dessa bolha. O que os outros vão pensar de mim? Tenho certeza de que não tenho muita importância no coração dos irmãos”. Então, eu olhava para os irmãos que sabiam cantar e dançar, e que eram impressionantes e se destacavam no palco. Todos os admiravam muito e lhes davam muita atenção. Isso me deixou com uma amargura, e eu só ansiava pelo dia em que também poderia desempenhar o dever de canto ou dança.
Finalmente, um dia, minha chance chegou. Uma irmã me pediu para gravar uma demo de canto para ver se eu poderia desempenhar um dever nessa área. Fiquei radiante. Eu pensei: “Eu tenho muito que agarrar essa oportunidade. Se eu for escolhida, também poderei cantar no palco. Como isso seria impressionante! Sem dúvida, os irmãos me admirariam e teriam inveja de mim”. Mas quando, de fato, tentei cantar, percebi quanto eu deixava a desejar. Eu desafinava às vezes, e a minha extensão vocal era limitada. Enviei a demo finalizada para a irmã, apegando-me a um fio de esperança de que eu receberia uma mensagem dizendo que eu poderia cantar em meio período. Mas, no fim, não deu em nada; não tive retorno.
Pouco tempo depois, a líder pediu que eu e outra irmã filmássemos demos de dança solo, dizendo que estavam planejando gravar um programa de dança Yangge na próxima vez. Pensei comigo: “Yangge é uma dança folclórica da minha cidade natal. Embora nunca a tenha estudado profissionalmente, eu a dançava muito quando era criança. Seria ótimo se eu pudesse ser escolhida para essa dança”. Mas quando fui dançar, de fato, tive dificuldade com o equilíbrio, meus membros estavam descoordenados, e meus movimentos e gestos não estavam no padrão. Precisei de duas sessões de prática para aprender só um pouco, mas eu não dançava bem, e, em alguns momentos, meus braços e pernas se moviam no mesmo lado. Mais tarde, a irmã que filmou as demos comigo foi escolhida. Essa irmã não apenas conseguia fazer vídeos de testemunho experiencial, mas também trabalhar como diretora. Ela costumava apresentar diálogos cômicos, era boa cantora e até havia estudado instrumentos musicais. E agora estava começando a dançar. Ela era realmente tão multitalentosa! Os outros têm tantos talentos! Durante esse tempo, eu costumava fantasiar que tinha muitos dons e talentos diferentes — não apenas ser capaz de cantar e dançar, mas também de tocar vários instrumentos musicais, parecendo muito impressionante no palco. Um dia, eu estava servindo a comida na cozinha quando ouvi uma irmã dizer com entusiasmo a uma das dançarinas: “Você vai subir no palco para dançar em breve, isso é maravilhoso! Já experimentou seu figurino? [...]”. Ouvindo a preocupação dela com a irmã, senti uma pontada de ciúme misturada com decepção. Parada ali, senti-me um pouco incomodada, e pensei: “São sempre as pessoas multitalentosas que recebem toda a atenção. Em comparação, eu não sei cantar nem dançar. Tudo o que posso fazer são os vídeos de testemunho experiencial, o que não tem nada de notável!”. Senti-me péssima por dentro. Aos poucos, minha atitude em relação a fazer esses vídeos foi ficando cada vez mais de descaso. Parei de me dedicar de coração a contar com Deus para narrar bem os testemunhos e apenas os filmava mecanicamente. Também perdi a vontade de conversar bastante com os irmãos que sabiam cantar e dançar. Senti uma barreira entre mim e eles no meu coração, sentindo que eu era inferior a eles; eu também os invejava e tinha ciúme deles. Um dia, lembrei-me de uma passagem das Escrituras: “Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para uso honroso e outro para uso desonroso?” (Romanos 9:20-21). Essa passagem realmente me tocou, e percebi que me faltava muita razão. Meus dons e talentos foram todos preordenados por Deus; eu não deveria ter exigências irracionais ou desejos extravagantes. Estar sempre insatisfeita com as minhas habilidades era me opor e resistir a Deus! Durante esse tempo, eu orava com frequência a Deus, querendo resolver meu problema.
Um dia, li as palavras de Deus e ganhei um pouco de compreensão das perspectivas por trás das minhas buscas. Deus Todo-Poderoso diz: “Muitas pessoas não entendem a verdade nem a buscam. Como é que elas tratam o desempenho de um dever? Elas o tratam como um tipo de trabalho, um tipo de hobby ou um investimento de seu interesse. Não o tratam como uma missão ou uma tarefa dada por Deus, ou uma responsabilidade que deveriam cumprir. Muito menos buscam entender a verdade ou as intenções de Deus ao desempenhar seus deveres, para que possam desempenhar bem seus deveres e completar a comissão de Deus. […] Pessoas como essas podem ganhar a verdade? Elas não se esforçam em relação à verdade e não a colocam em prática quando se trata de desempenhar os deveres. Para elas, a grama do vizinho é sempre mais verde. Hoje, querem fazer isto, amanhã querem fazer aquilo, e acham que os deveres de todos os outros são melhores e mais fáceis do que os delas. E, no entanto, não se esforçam em relação à verdade. Não pensam nos problemas que existem com suas ideias e não buscam a verdade para resolver os problemas. Sua mente está sempre concentrada em quando os próprios sonhos serão realizados, quem está sob os holofotes, quem está recebendo reconhecimento do alto, quem faz o trabalho sem ser podado e é promovido. Sua mente está cheia dessas coisas. Será que as pessoas que estão sempre pensando nessas coisas conseguem desempenhar seus deveres de uma maneira que esteja de acordo com o padrão? Elas nunca conseguem fazer isso. Então, que tipo de pessoa desempenha o dever dessa maneira? São pessoas que buscam a verdade? Em primeiro lugar, uma coisa é certa: pessoas como essas não buscam a verdade. Elas buscam desfrutar de algumas bênçãos, ficar famosas e ser o centro das atenções na casa de Deus, exatamente como faziam quando estavam vivendo na sociedade. Em termos de essência, que tipo de pessoas são essas? Elas são descrentes. Os descrentes desempenham seus deveres na casa de Deus da mesma forma que trabalhariam no mundo exterior. Eles se preocupam com quem está sendo promovido, quem está se tornando líder de equipe, quem está se tornando líder de igreja, quem é elogiado por todos pelo trabalho, quem é exaltado e mencionado. Eles se preocupam com essas coisas. É como em uma empresa: quem está sendo promovido, quem está recebendo um aumento, quem está recebendo o elogio do líder e quem está se familiarizando com o líder — as pessoas se preocupam com essas coisas. Elas não são iguais aos não crentes se também buscam essas coisas na casa de Deus e se preocupam com elas o dia todo? Em essência, elas são não crentes; são típicos descrentes. Seja qual for o dever que desempenharem, estarão apenas labutando e agindo de maneira perfunctória. Quaisquer que sejam os sermões que ouçam, elas ainda não aceitarão a verdade e muito menos a colocarão em prática. Elas creem em Deus há muitos anos sem passar por nenhuma mudança e, não importa por quantos anos desempenhem seus deveres, não serão capazes de oferecer sua lealdade. Elas não têm fé verdadeira em Deus, não têm lealdade, são descrentes” (A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item oito: Eles fazem os outros se submeterem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 1)”). O que as palavras de Deus expuseram fez eu me sentir profundamente envergonhada. Os não crentes, na sociedade, estão sempre buscando o reconhecimento dos seus superiores ou a admiração dos outros. E lá estava eu, uma crente de muitos anos, ainda buscando essas coisas exatamente como uma não crente. Minha perspectiva sobre as coisas não havia mudado em nada. Eu estava sempre focada em quem ia cantar, quem ia dançar, ou quem tinha um talento específico que ganhava a admiração e os elogios dos irmãos. Eu focava essas coisas todos os dias. Ver os irmãos e as irmãs ao meu redor com seus muitos talentos, capazes de cooperar no desempenho de vários deveres, causava-me uma inveja imensa. Eu também queria muito possuir esses dons e talentos, para poder me apresentar no palco e me exibir. Quando, mais tarde, me pediram para gravar demos de canto e dança, fiquei decepcionada e angustiada porque não tinha esses talentos e não podia desempenhar esses deveres. Eu reclamava do motivo de Deus não ter me dado esses dons e talentos e me perguntava por que eu era inferior aos outros. Comecei até a tratar meu dever da época de forma leviana. Eu buscava constantemente ter vários dons e talentos para satisfazer a minha ambição e o meu desejo de me destacar e ser notada. Eu estava negligenciando o meu trabalho adequado e não estava trilhando a senda correta! Na verdade, não importa qual talento você use em qual dever, é tudo com o propósito de pregar o evangelho e testificar de Deus, para que mais pessoas possam voltar para diante de Deus e aceitar Sua salvação. Essa é a intenção de Deus, e não tem nada a ver com reputação ou status. Mas eu sempre senti que só poderia ganhar a admiração de mais pessoas se tivesse uma ampla gama de talentos, sendo boa em canto e dança, e sendo multitalentosa. Minha perspectiva era a mesma de uma não crente — era a perspectiva de uma descrente!
Mais tarde, li duas passagens das palavras de Deus e ganhei um pouco de compreensão da causa raiz da minha busca constante por dons e talentos. Deus Todo-Poderoso diz: “O apreço que os anticristos têm por seu status e reputação vai além do das pessoas comuns, e é algo de dentro de seu caráter essência; não é um interesse temporário nem o efeito transitório de seu ambiente — é algo de dentro de sua vida, de seus ossos, e é, portanto, sua essência. Isso quer dizer que, em tudo que os anticristos fazem, sua primeira preocupação é com seu próprio status e reputação, nada mais. Para os anticristos, reputação e status são sua vida e o objetivo que eles buscam ao longo da vida toda. […] Pode-se dizer que, para os anticristos, reputação e status não são uma exigência adicional, muito menos coisas que são externas a eles das quais podem abrir mão. São parte da natureza dos anticristos, estão em seus ossos, em seu sangue, são inatos para eles. Os anticristos não são indiferentes a se possuem reputação e status; essa não é sua atitude. Qual, então, é sua atitude? Reputação e status estão intimamente conectados a seu dia a dia, a seu estado diário, ao que buscam diariamente. Para os anticristos, status e reputação são sua vida. Não importa como vivam, não importa o ambiente em que vivam, não importa o trabalho que façam, não importa o que busquem, quais sejam seus objetivos, qual seja a direção de sua vida, tudo gira em torno de ter boa reputação e status elevado. E esse objetivo não muda; eles nunca conseguem deixar essas coisas de lado” (A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). “Por que você preza tanto o status? Que benefícios você pode obter do status? Se o status lhe trouxesse desastre, dificuldades, vergonha e dor, você ainda o prezaria? (Não.) Há tantos benefícios que advêm de ter status, coisas como inveja, respeito, estima e bajulação de outras pessoas, além da admiração e da reverência delas. Há também o senso de superioridade e privilégio que seu status lhe traz, que lhe dá orgulho e um senso de valor próprio. Além disso, você pode também desfrutar de coisas que os outros não podem, tais como os benefícios do status e tratamento especial. Essas são as coisas nas quais você nem ousa pensar, e são aquelas pelas quais você tem ansiado em seus sonhos. Você valoriza essas coisas? Se o status é apenas oco, sem nenhum significado real, e defendê-lo não serve a nenhum propósito real, não é tolice valorizá-lo? Se você conseguir renunciar a coisas como interesses e prazeres da carne, então fama, ganho e status não mais o prenderão” (A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item oito: Eles fazem os outros se submeterem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 2)”). Deus expõe que os anticristos valorizam especialmente a reputação e o status. Não importa o que digam ou façam, é tudo para ganhar a admiração e o apoio dos outros, e para desfrutar do senso de superioridade que vem com a reputação e o status. Refletindo sobre mim mesma, vi que eu estava trilhando a senda de um anticristo. Eu vinha vivendo por venenos satânicos como “um homem deixa seu nome onde quer que passe, assim como um ganso deixa seu grito onde quer que voe”, e “o homem luta para subir; a água flui para baixo”. Eu considerava a reputação e o status coisas incrivelmente importantes, e sempre quis ser admirada pelos outros no meio da multidão, acreditando que essa era a única maneira de viver uma vida de valor. Nos últimos anos, eu havia feito muitos vídeos de testemunho experiencial. Alguns irmãos e irmãs que me encontravam pela primeira vez diziam coisas como: “Eu sempre vejo você nos vídeos”, ou “Eu assisti aos vídeos que você fez quando comecei a acreditar em Deus”. Toda vez que ouvia essas palavras, eu me sentia incrivelmente feliz e realmente gostava de ser notada e admirada pelos outros. Eu ficava particularmente decepcionada e angustiada quando via irmãos ao meu redor cantando e dançando, parecendo tão impressionantes e desfrutando de ser o centro das atenções, enquanto, em contraste, eu não sabia cantar nem dançar, e só sabia fazer vídeos de testemunho experiencial, o que não chamava tanta atenção. Em particular, quando ouvi outra irmã cumprimentando calorosamente uma dançarina enquanto eu estava ali, despercebida, isso me deixou com uma amargura maior ainda. Senti como se eu fosse invisível. Comecei a desejar ter uma ampla gama de dons e talentos, para que eu também pudesse aparecer em vários vídeos e receber admiração e tratamento preferencial das pessoas ao meu redor, assim como os outros irmãos e irmãs. Mais tarde, a igreja realmente me deu a oportunidade de gravar demos de canto e dança, mas os fatos provaram que eu não era boa nisso. Isso me fez perder ainda mais a esperança de um dia me destacar, e fiquei decepcionada e angustiada com isso. Minha atitude em relação a fazer vídeos de testemunho experiencial passou a ser de descaso, e eu até reclamava de que havia nascido no interior, em uma família pobre, e nunca tinha aprendido a cantar, dançar ou tocar algum instrumento musical. Na realidade, essas reclamações e a insatisfação com a minha situação dessa época eram, essencialmente, reclamações e insatisfação para com Deus. Poder fazer vídeos de testemunho experiencial já era uma grande graça de Deus, mas eu não estava contente. Estava sempre me comparando aos outros, buscando implacavelmente reputação e status, e culpando a Deus quando não conseguia obtê-los. Eu era realmente tão rebelde! Percebendo isso, ganhei um pouco de compreensão das perspectivas falaciosas por trás da minha busca, e também entendi que Deus dá dons e talentos às pessoas para ajudá-las a desempenhar melhor seus deveres. Mas eu sempre quis usar meus talentos e dons para buscar a admiração e o apoio dos outros, e para buscar ter status no coração deles. Isso era resistir a Deus, algo que Ele detesta e odeia, e, se eu continuasse nessa senda, seria amaldiçoada e punida por Ele. Fiquei um pouco assustada, e estava disposta a reverter meu estado incorreto.
Mais tarde, li as palavras de Deus e passei a entender Suas intenções. Deus Todo-Poderoso diz: “Se Deus fez você tolo, então há significado na sua tolice; se Ele fez você inteligente, então há significado na sua inteligência. Quaisquer que sejam os pontos fortes que Deus lhe deu, aquilo em que você é bom, por mais alto que seja o seu QI, Deus teve Seu propósito para fazer com que fosse assim. Todas essas coisas foram preordenadas por Deus. O papel que você exerce na vida e o dever que você pode desempenhar também foram preordenados por Deus há muito tempo” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Os princípios que devem guiar a conduta pessoal”). “Se Deus lhe dá um calibre mediano, você não pode fazer trabalho muito importante, para não poder ficar arrogante. Isso é uma proteção para você. Com o calibre mediano que lhe foi dado, você não tem capital para se gabar, nem pode fazer quaisquer contribuições que abalem a terra. Você sempre precisa pensar: ‘Meu calibre é mediano; não sou bom nesta área nem naquela. Preciso ser prudente e buscar as verdades princípios ao desempenhar meu dever’. Quando sente que carece em todos os aspectos, você se torna muito mais bem-comportado, muito mais obediente aos regulamentos e muito mais discreto. Por exemplo, independentemente do trabalho que fazem, sejam vocês supervisores ou membros comuns, se, durante certo período, seu trabalho seguisse relativamente tranquilo, produzisse alguns resultados e as realizações fossem relativamente excepcionais e vocês recebessem a afirmação do alto, qual seria sua mentalidade? (Ficaríamos presunçosos, acharíamos que somos bons e não buscaríamos mais a verdade com facilidade.) Assim, seria difícil para você seguir as regras e permanecer com os pés no chão em sua conduta. Essa é uma tentação muito perigosa para você; não é um bom sinal” (A Palavra, vol. 7: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (7)”). Com as palavras de Deus, entendi que os dons e talentos que cada pessoa tem e o dever que pode desempenhar são todos preordenados por Deus. Eu deveria ter alguma razão, permanecer na posição de um ser criado e saber o meu lugar enquanto desempenho bem o meu dever. Somente isso está de acordo com a intenção de Deus. Além disso, Deus diz: “Isso é uma proteção para você”. Ponderando sobre essas palavras, fiquei bastante comovida. As fraquezas vitais e os caracteres corruptos de cada pessoa são diferentes. Algumas pessoas, que desempenham o dever assim como eu, têm muitos dons e talentos e ainda conseguem trilhar a senda correta, buscar a verdade e desempenhar bem seu dever com os pés no chão. No entanto, meu desejo por reputação e status era muito forte, e por anos eu sempre busquei me destacar e ser admirada. Se eu realmente tivesse muitos dons e talentos, temo que teria me desviado e sido revelada e eliminada por Deus há muito tempo. Pensei sobre dois anos antes, quando fiquei arrogante e não sabia qual era o meu lugar no universo, pois havia passado muito tempo treinando para fazer vídeos de testemunho experiencial. Eu me dava ares de grandeza no dever e não aceitava a orientação e a ajuda dos irmãos. No final, fui severamente exposta, podada e advertida de que, se não me arrependesse, seria dispensada. Só então eu rapidamente me reverti e refleti sobre mim. Esse fracasso ainda está vívido na minha mente, até hoje, e foi causado pela minha ênfase exagerada em dons e talentos, e o senso constante de superioridade. Pensar sobre isso me ajudou a entender que, se eu tivesse muitos talentos, isso apenas alimentaria meu caráter arrogante, e eu buscaria reputação e status ainda mais intensamente. É somente não tendo esses dons e talentos que posso desempenhar meu dever numa área de maneira disciplinada e evitar trilhar a senda para a destruição. Isso é uma forma de proteção para mim. Perceber isso encheu meu coração com um senso de gratidão. Por mais coisas que Deus me conceda, Seus pensamentos minuciosos e boas intenções estão nisso.
Depois disso, li as palavras de Deus e meu coração se iluminou. Deus diz: “Deus deu a cada pessoa diferentes pontos fortes e dons. Algumas pessoas têm pontos fortes em duas ou três áreas, outras têm um ponto forte em uma área e outras não têm ponto forte algum — se conseguem abordar essas questões corretamente, vocês têm razão. Uma pessoa com razão conseguirá encontrar seu lugar, conduzir-se de acordo com sua posição e desempenhar bem seus deveres. Uma pessoa que nunca consegue encontrar seu lugar é uma pessoa que sempre tem ambição. Ela sempre busca status e benefícios em seu coração. Ela nunca está satisfeita com o que tem. A fim de obter mais benefícios, ela ultrapassa limites gananciosamente; ela sempre quer satisfazer seus desejos extravagantes. Ela acha que, se as pessoas tiverem dons e calibre bom, elas deveriam desfrutar mais da graça de Deus, e acha que ter alguns desejos extravagantes não é um erro. Esse tipo de pessoa tem razão? Não é descarado sempre ter desejos extravagantes? Pessoas que têm razão e consciência conseguem sentir que isso é descarado, e elas conseguem buscar a verdade para largar seus desejos extravagantes. Se entenderem a verdade, elas não farão essas coisas tolas. Se você espera cumprir seu dever devotamente para retribuir o amor de Deus, isso não é um desejo extravagante. Isso está alinhado com a razão e a consciência de uma humanidade normal. Isso agrada a Deus. Se você realmente deseja desempenhar bem seu dever, primeiro você deve permanecer em seu lugar apropriado e depois fazer o que puder com todo o coração, com toda a mente e com toda a força e fazer o seu melhor — isso está de acordo com o padrão, e há devoção em desempenhar um dever dessa forma. Isso é o que um verdadeiro ser criado deveria fazer. […] Na igreja, algumas pessoas podem tocar violão, algumas podem tocar erhu e algumas podem tocar bateria. Se tem interesse em qualquer uma dessas áreas, você pode aprender. Independentemente de quais sejam a habilidade e a tecnologia específicas, desde que goste de aprender e tenha aptidão, você pode aprender. Uma vez que tenha aprendido uma nova habilidade, você pode usá-la para desempenhar um dever adicional, não apenas agradando às pessoas, mas também agradando a Deus. É uma coisa muito abençoada adquirir mais habilidades e contribuir mais para o trabalho da casa de Deus. Não há nada de errado em aprender coisas novas enquanto se é jovem e se tem uma boa memória. Só há benefício nisso e nenhum dano. É vantajoso para o desempenho dos deveres e para o trabalho da casa de Deus. Concentrar-se em aprender várias coisas novas enquanto desempenha seu dever significa ser diligente e responsável; as pessoas que fazem isso são muito melhores que aquelas que não estão comprometidas com seu trabalho. No entanto, se você esteve aprendendo algo por um tempo e ainda não tem entendimento, isso indica que você não possui calibre nessa área. É basicamente igual a algumas pessoas, que sabem dançar bem, mas cantam desafinado e não têm noção de tom — isso é inato e não pode ser mudado. Tal situação deve ser abordada corretamente. Se você sabe dançar, então dance bem. Se tem um coração de louvor a Deus, mesmo se canta desafinado, Deus não Se importa. Contanto que você tenha alegria no coração, isso basta. Independentemente de onde estão seus pontos fortes pessoais, é bom que você possa colocá-los em uso. Cumprir conscienciosamente o dever que você deve desempenhar é o que significa se conduzir de acordo com sua posição” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Os princípios que devem guiar a conduta pessoal”). Depois de ler as palavras de Deus, entendi que, não importa quantos dons ou talentos uma pessoa tem, ou quão bom ou ruim é seu calibre, a única diferença está em seus deveres e nas funções que ela desempenha; dentro dos deveres, não há distinção de alto ou baixo, nobre ou inferior. Além disso, Deus tem exigências diferentes para as pessoas com base nos diferentes dons e talentos que Ele lhes dá. Desde que possamos dar o nosso melhor e cumprir nossos deveres com devoção, Deus ficará satisfeito. Se eu for sempre incapaz de encontrar o meu devido lugar, sempre cobiçando o que os outros têm, e viver constantemente no meu caráter corrupto enquanto busco reputação e status, mais cedo ou mais tarde serei revelada e eliminada por Deus. Pensei nos irmãos e irmãs que escrevem artigos de testemunho experiencial. Alguns deles desempenham o dever de hospedagem, outros desempenham o dever de assuntos gerais, e alguns são idosos. Eles não têm nenhum dom ou talento, mas são sinceros e práticos em sua atitude para com seus deveres. Eles têm o máximo cuidado para desempenhar bem seus deveres, focam buscar a verdade e escreveram artigos de testemunho experiencial de vida. Deus gosta de pessoas assim. Eu não tenho tantos talentos e só sei fazer vídeos de testemunho experiencial. Isso foi preordenado por Deus, e é algo que posso fazer. Se eu me dedicar de coração a isso, posso fazer ainda melhor, mas se eu não tiver os pés no chão, poderei não conseguir desempenhar bem nem mesmo esse dever. Então, orei a Deus, disposta a reverter minhas buscas equivocadas e a valorizar o dever que eu tinha. Refleti que cada artigo de testemunho experiencial é um testemunho da experiência de um irmão com a obra de Deus. Ao me dedicar de coração a apresentar bem esses testemunhos experienciais, estou, por um lado, dando testemunho de Deus, e, por outro, permitindo que muitas pessoas se beneficiem e sejam edificadas por eles. Esse é um dever muito importante e significativo! Quando fui fazer vídeos de testemunho experiencial depois disso, ajustei minha mentalidade, concentrei-me em tentar entender a psicologia do autor para entrar no personagem e fui meticulosa em cada detalhe. Embora os vídeos finalizados ainda tenham falhas e deficiências, eu me senti em paz e desfrutei do processo no meu coração. Também percebi que, não importa qual dever eu desempenhe, desde que eu use o que tenho e dê o meu melhor, estou permanecendo no meu devido lugar. Ao mesmo tempo, eu deveria focar buscar a verdade para resolver meus caracteres corruptos no processo de desempenhar meu dever, não contar com meus dons e talentos no meu dever, mas contar com Deus para obter a orientação do Espírito Santo, e melhorar minhas habilidades profissionais dentro do escopo do meu calibre e me dedicar de coração a desempenhar bem o meu dever. Isso está de acordo com as intenções de Deus.
Mais tarde, uma irmã que também havia feito vídeos de testemunho experiencial foi cantar hinos em línguas estrangeiras. Fiquei um pouco decepcionada de novo, mas percebi que meu pensamento estava errado. Orei a Deus, no meu coração, para que me protegesse de ser perturbada e pedi a Ele que me conduzisse em abrir mão das perspectivas falaciosas por trás da minha busca. Pensei que foi preordenado por Deus que a irmã tivesse esse talento, e eu não deveria competir nem me sentir decepcionada. Na casa de Deus, cada um desempenha sua própria função em seus deveres. Pensando assim, consegui abrir mão disso um pouco. Lembrei-me das palavras de Deus: “Aborde seu calibre corretamente. Não reclame. Por mais que Deus lhe tenha dado, é isso que Ele exigirá de você. O que Deus não lhe deu, Ele não exige de você. Por exemplo, se Ele lhe deu um calibre médio ou baixo, Ele não exige que você seja líder, chefe de equipe ou supervisor. No entanto, se Deus lhe deu eloquência, a capacidade de se expressar ou um determinado dom, e exige que você faça um trabalho relacionado a esse dom, você deveria fazê-lo bem. Não deixe de fazer jus às condições que Deus lhe deu. Você deve fazer jus à concessão de Deus, dando-lhe pleno exercício e aplicando-a bem, aplicando-a a coisas positivas e produzindo resultados de trabalho valiosos que beneficiem a humanidade. Isso seria excelente” (A Palavra, vol. 7: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (7)”). As palavras de Deus aqueceram meu coração. Embora eu não saiba cantar nem dançar, Deus me deu dons na área de atuação. Por tantos anos, a casa de Deus me permitiu fazer vídeos de testemunho experiencial e participar de produções de filmes. Deus já me mostrou grande graça. Eu deveria me contentar e não fazer mais coisas que Ele detesta. Orei a Deus: “Ó Deus, estou disposta a me empenhar em buscar a verdade, a desempenhar bem meu dever, a trilhar a senda da crença em Deus de acordo com Tuas exigências e a ver as pessoas e as coisas de acordo com Tuas palavras. Por favor, conduze-me e guia-me”. Depois dessa oração, meu coração ficou muito mais calmo. Quando via outros irmãos e irmãs irem cantar ou dançar, eu não era mais afetada, não ficava perturbada. Agradeço a Deus por Sua orientação, que me deu alguma compreensão das perspectivas falaciosas por trás da minha busca e da senda que eu estava trilhando. No futuro, estou disposta a me submeter à soberania e aos arranjos de Deus, e a desempenhar bem meu dever de todo o coração.
Tendo lido até aqui, você é uma pessoa abençoada. A salvação de Deus dos últimos dias virá até você.
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