O ciclo de vida e morte das várias pessoas de fé

13 de Dezembro de 2018

Nós acabamos de discutir o ciclo de vida e morte das pessoas na primeira categoria, os incrédulos. Agora, vamos discutir as da segunda categoria, as várias pessoas de fé. “O ciclo de vida e morte das várias pessoas de fé” é outro tópico muito importante, e é altamente necessário que vocês tenham alguma compreensão disso. Primeiro, vamos falar das crenças a que se refere “fé” em “pessoas de fé”: às cinco grandes religiões do judaísmo, cristianismo, catolicismo, islamismo e budismo. Além dos incrédulos, as pessoas que acreditam nessas cinco religiões representam uma grande proporção da população mundial. Dentre essas cinco religiões, são poucos os que fizeram de sua crença uma carreira, contudo essas religiões têm muitos seguidores. Eles vão para um lugar diferente quando morrem. “Diferente” de quem? Dos incrédulos — as pessoas sem fé — das quais acabamos de falar. Depois que eles morrem, os crentes dessas cinco religiões vão para outro lugar, um lugar diferente dos incrédulos. No entanto, ainda é o mesmo processo; o mundo espiritual os julgará igualmente com base em tudo o que fizeram antes de morrer, após o qual eles serão processados de acordo. Mas por que essas pessoas são enviadas para uma localidade diferente para serem processadas? Há uma razão importante para isso. Qual é? Eu explicarei a vocês com um exemplo. Antes, porém, talvez vocês estejam pensando: “Talvez seja porque eles têm um pouco de crença em Deus! Eles não são completamente incrédulos”. No entanto, essa não é a razão. Há uma razão muito importante pela qual eles são separados dos outros.

Tomemos o budismo como exemplo: Eu lhes direi um fato. Um budista é, em primeiro lugar, alguém que se converteu ao budismo, e essa é uma pessoa que sabe qual é a sua crença. Quando budistas cortam o cabelo e se tornam monges ou monjas, isso significa que eles se separaram do mundo secular, deixando para trás o clamor do mundo humano. Todos os dias, eles recitam os sutras e cantam os nomes de Buda, comem apenas comida vegetariana, levam vidas ascéticas e passam seus dias acompanhados apenas pela luz fria e fraca de uma lamparina. Eles passam a vida inteira dessa maneira. Quando a vida física de um budista termina, ele faz um resumo de sua vida, mas, em seu coração, ele não sabe para onde irá depois de morrer, quem encontrará e qual será o seu desfecho: lá no fundo, ele terá uma ideia clara dessas coisas. Ele não terá feito nada além de carregar cegamente um tipo de fé durante toda a sua vida, depois do que ele parte do mundo humano juntamente com seus desejos e ideais cegos. Tal é o término da vida física de um budista quando ele deixa o mundo dos vivos; depois disso, ele retorna ao seu lugar original no mundo espiritual. Se essa pessoa reencarnará para retornar ou não à terra e continuar o autocultivo dependerá de seu comportamento e prática antes de sua morte. Se não tiver feito nada errado durante a sua vida, ela reencarnará rapidamente e será enviada de volta à terra, onde essa pessoa se tornará mais uma vez um monge ou monja. Isto é, ela pratica autocultivo durante sua vida física de acordo com como praticou autocultivo da primeira vez e, então, ela retorna ao reino espiritual após concluir sua vida física, onde ela é examinada. Depois disso, se nenhum problema for encontrado, ela poderá voltar mais uma vez para o mundo dos homens e converter-se ao budismo novamente, continuando assim sua prática. Depois de reencarnar de três a sete vezes, ela voltará mais uma vez ao mundo espiritual, para onde vai após concluir cada vida física. Se as suas várias qualificações e seu comportamento no mundo humano foram de acordo com os éditos celestiais do mundo espiritual, então, a partir daquele momento, ela permanecerá lá; ela não reencarnará mais como humano, nem haverá risco de ser punida por malfeitos na terra. Ela nunca mais terá que passar por esse processo. Em vez disso, dependendo de suas circunstâncias, ela assumirá uma posição no reino espiritual. Isso é o que os budistas chamam de “alcançar o estado de Buda”. Alcançar o estado de Buda significa principalmente alcançar fruição como um oficial do mundo espiritual e, daí, não reencarnar mais nem estar em risco de ser punido. Mais do que isso, significa não sofrer mais as aflições de ser humano depois da reencarnação. Então, ainda há alguma chance de tal pessoa ser reencarnada como um animal? (Não.) Isso significa que ela permanecerá para assumir um papel no mundo espiritual e não reencarnará mais. Esse é um exemplo de alcançar a fruição do estado de Buda no budismo. Quanto àqueles que não alcançam a fruição, ao retornarem ao mundo espiritual, eles são submetidos ao exame e à verificação pelo oficial correspondente, que descobre que, quando ainda estavam vivos, eles não tinham praticado diligentemente o autocultivo nem foram conscienciosos em recitar os sutras e cantar os nomes de Buda como prescrito pelo budismo e, em vez disso, cometeram muitos atos malignos e se engajaram em muito comportamento perverso. Então, no mundo espiritual, um julgamento é feito sobre seus malfeitos, depois do qual eles certamente serão punidos. Não há exceções a isso. Sendo assim, quando tal pessoa poderá alcançar a fruição? Numa duração de vida em que ela não comete mal nenhum — quando, depois de voltar ao mundo espiritual, se vê que ela não fez nada de errado antes de morrer. Então, ela continua a reencarnar, continua recitando os sutras e cantando os nomes de Buda, passando seus dias na luz fria e fraca de uma lamparina, abstendo-se de matar qualquer ser vivo nem comendo qualquer carne. Ela não participa do mundo do homem, deixando seus problemas para trás e não tendo disputas com os outros. Nesse processo, se ela não cometeu nenhum mal, então, depois de retornar ao mundo espiritual e depois de todas as suas ações e comportamentos terem sido examinados, ela será enviada mais uma vez para o reino humano, em um ciclo que continua por três a sete vezes. Se não for cometido nenhum erro de conduta durante esse tempo, então, seu alcance do estado de Buda permanecerá intocado e não será adiado. Essa é uma característica do ciclo de vida e morte de todas as pessoas de fé: elas são capazes de “alcançar a fruição” e assumir uma posição no mundo espiritual; isso é o que as torna diferentes dos incrédulos. Primeiramente, enquanto ainda estão vivas na terra, como aqueles que são capazes de assumir uma posição no mundo espiritual se comportam? Elas devem garantir que não cometerão nenhum mal: não devem matar, cometer incêndio criminoso, nem estupro, nem saque; e se cometerem fraude, trapaça, furto ou roubo, elas não poderão alcançar a fruição. Em outras palavras, se tiverem qualquer conexão ou associação com qualquer malfeito, elas não serão capazes de escapar da punição do mundo espiritual. O mundo espiritual faz arranjos adequados para os budistas que alcançam o estado de Buda: eles podem ser designados para administrar aqueles que parecem acreditar no budismo e no Bom Velhinho no Céu — podem ser alocados a uma jurisdição. Eles podem também ser apenas responsáveis pelos incrédulos ou ocupar uma posição de deveres menores. Tal alocação acontecerá de acordo com a natureza de sua alma. Esse é um exemplo do budismo.

Entre as cinco religiões das quais falamos, o cristianismo é relativamente especial. O que torna os cristãos tão especiais? Trata-se de pessoas que creem no Deus verdadeiro. Como podem ser listados aqui aqueles que creem no Deus verdadeiro? Se disséssemos que o cristianismo é um tipo de fé, então, sem dúvida, ele só teria a ver com fé — ele seria apenas uma espécie de cerimônia, uma espécie de religião e seria algo completamente diferente da fé daqueles que genuinamente seguem a Deus. A razão pela qual Eu listei o cristianismo entre as cinco principais religiões é que ele foi reduzido ao mesmo nível do judaísmo, do budismo e do islamismo. A maioria das pessoas aqui não acredita que existe um Deus nem que Ele governa sobre todas as coisas; muito menos acredita em Sua existência. Em vez disso, essas pessoas apenas utilizam as Escrituras para discutir teologia e usar a teologia para ensinar as pessoas a serem gentis, a suportarem o sofrimento e a fazerem coisas boas. Esse é o tipo de religião que o cristianismo se tornou: ele só se concentra em teorias teológicas, não tendo absolutamente nenhuma relação com a obra de Deus de gerenciar e salvar o homem. Tornou-se uma religião de pessoas que seguem a Deus, mas que, na verdade, não é reconhecida por Deus. No entanto, Deus também tem um princípio em sua abordagem a tais pessoas. Ele não as trata ao acaso nem lida com elas arbitrariamente, como faz com os incrédulos. Ele as trata da mesma forma como trata os budistas: se, enquanto estiver vivo, um cristão conseguir exercer autodisciplina, obedecer estritamente aos Dez Mandamentos e fazer exigências ao próprio comportamento de acordo com as leis e os mandamentos e aderir a eles durante toda a sua vida, então ele deve gastar a mesma quantidade de tempo passando pelos ciclos de vida e morte antes que possa verdadeiramente alcançar o assim chamado “arrebatamento”. Depois de alcançar esse arrebatamento, ele permanece no mundo espiritual, onde assume uma posição e se torna um de seus funcionários. Semelhantemente, se ele praticar o mal na terra — se for pecaminoso demais e cometer muitos pecados — então ele é inevitavelmente punido e disciplinado com severidade variada. No budismo, alcançar a fruição significa passar para a Pura Terra da Máxima Felicidade, mas como isso se chama no cristianismo? É chamado de “entrar no céu” e ser “arrebatado”. Aqueles que são verdadeiramente arrebatados também passam pelo ciclo de vida e morte de três a sete vezes e, depois disso, tendo morrido, eles vêm para o mundo espiritual como se tivessem adormecido. Se eles estiveram à altura do padrão, poderão permanecer ali para assumir uma posição e, ao contrário das pessoas da terra, não reencarnarão de maneira simples nem de acordo com a convenção.

Em todas essas religiões, o fim do qual falam e pelo qual lutam é o mesmo que alcançar a fruição no budismo; só que essa “fruição” é alcançada por meios diferentes. São todas farinha do mesmo saco. Para essa parcela de seguidores dessas religiões, que são capazes de obedecer estritamente aos preceitos religiosos em seu comportamento, Deus provê um destino adequado, um lugar adequado para onde ir e as maneja apropriadamente. Tudo isso é razoável, mas não é como as pessoas imaginam, certo? Agora, tendo ouvido sobre o que acontece com as pessoas no cristianismo, como vocês se sentem? Vocês acham que sua luta é injusta? Vocês simpatizam com elas? (Um pouco.) Não há nada que possa ser feito; a culpa é delas mesmas. Por que Eu digo isso? A obra de Deus é verdadeira; Ele está vivo e é real, e Sua obra é visa a toda a humanidade e cada indivíduo. Por que, então, elas não aceitam isso? Por que elas se opõem e perseguem a Deus tão freneticamente? Elas até deveriam se considerar sortudas por terem esse tipo de desfecho, então por que vocês sentem pena delas? O fato de serem tratadas dessa maneira demonstra grande tolerância. Dada a extensão em que elas opõem a Deus, elas deveriam ser destruídas, mas Deus não faz isso; em vez disso, Ele simplesmente lida com o cristianismo da mesma forma que lida com qualquer religião comum. Assim, há alguma necessidade de entrar em maiores detalhes sobre as outras religiões? O etos de todas essas religiões é que as pessoas sofram mais dificuldades, não pratiquem o mal, façam boas obras, não praguejem contra os outros, não julguem os outros, se afastem das disputas e sejam boas pessoas — a maioria dos ensinamentos religiosos linha é assim. Portanto, se essas pessoas de fé — esses seguidores de várias religiões e denominações — forem capazes de obedecer estritamente aos seus preceitos religiosos, elas não cometerão grandes erros ou pecados durante o tempo que estão na terra; e, depois de reencarnarem de três a sete vezes, essas pessoas — aquelas que são capazes de obedecer estritamente aos preceitos religiosos — em geral, permanecerão para assumir uma posição no mundo espiritual. Há muitas dessas pessoas? (Não, não há.) Em que vocês apoiam a sua resposta? Não é fácil fazer o bem e obedecer a regras e leis religiosas. O budismo não permite que as pessoas comam carne — você conseguiria fazer isso? Se você tivesse de usar roupões cinzas e recitar sutras e cantar os nomes de Buda em um templo budista durante todo o dia, você conseguiria fazer isso? Não seria fácil. O cristianismo tem os Dez Mandamentos, os mandamentos e as leis; é fácil obedecer a eles? Não é! Tomemos, como exemplo, não praguejar contra os outros: as pessoas simplesmente são incapazes de obedecer a essa regra. Incapazes de conter-se, elas praguejam — e depois de praguejar, não conseguem voltar atrás, então, o que elas fazem? De noite, elas confessam seus pecados. Às vezes, depois de praguejar contra os outros, elas ainda abrigam ódio em seu coração e chegam até a planejar o momento em que prejudicarão ainda mais aquelas pessoas. Resumindo, para aqueles que vivem em meio a esse dogma morto, não é fácil impedir a si mesmo de pecar e de praticar o mal. Portanto, em cada religião, apenas um punhado de pessoas é realmente capaz de alcançar a fruição. Você supõe que, por haver muitas pessoas seguindo essas religiões, uma boa porção será capaz de permanecer para assumir um papel no reino espiritual. Porém, não são tantas assim; apenas poucas são realmente capazes de alcançar isso. De modo geral, o ciclo de vida e morte das pessoas de fé é isso. O que as diferencia é que elas podem alcançar a fruição, e é isso o que as diferencia dos incrédulos.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único X’ em “A Palavra manifesta em carne

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