Reconhecendo as bênçãos de Deus em provações

02 de Fevereiro de 2021

Por Yifan, China

Lembro-me de um dia, quando meu filho tinha seis anos de idade, em que percebi um caroço atrás da sua orelha. Eu o levei ao hospital para um exame e o médico disse que era um tumor, um tipo específico de tumor que destrói ossos. Não era fatal na época, mas não havia nenhum tratamento eficaz, e ele disse que era realmente doloroso, pois sempre que irrompesse, meu filho teria que fazer uma cirurgia para remover o osso infectado. Caso contrário, sua vida estaria em perigo. As palavras do médico me deixaram em choque. Eu estava devastada. Eu era recém-convertida na época e achava que, já que eu acreditava em Deus, Ele deveria ser minha rocha. Eu me incentivei a permanecer forte em minha fé e a nunca culpar a Deus. Acreditava que, contanto que confiasse em Deus, meu filho se recuperaria. A cirurgia do meu filho foi um sucesso total, e ele se recuperou rapidamente. Três dias depois da cirurgia, ele já estava correndo pelo prédio e recebeu alta após uma semana. Depois disso, me senti mais motivada em minha fé. Feliz, aceitava qualquer tarefa que a igreja me dava e sempre cumpria meu dever, chovesse ou fizesse sol. Minha família não entendia e as pessoas próximas sempre cochichavam por trás das minhas costas, mas eu não me importava. Sentia que, contanto que trabalhasse e me despendesse, certamente seria abençoada por Deus.

Então, certo dia meu filho me procurou, segurando a cintura, dizendo que doía. A expressão de dor em seu rosto me deu uma sensação ruim. Imediatamente, levantei sua camisa e vi um caroço exatamente onde ele dizia que doía. Ele gritou de dor quando o toquei de leve, e eu sabia que sua doença tinha voltado. Corri com ele para o hospital. Um exame confirmou que a doença tinha voltado. Lembrei-me dele depois da primeira cirurgia com tubos enfiados nele. Ele estava fraco; e eu, em agonia. Não suportei pensar no quanto teria que sofrer dessa vez. Sempre que pensava em quanto teria que sofrer nessa idade, eu ficava tão ansiosa que não conseguia comer nem dormir. Desejava de todo coração assumir a doença e o sofrimento em seu lugar. E eu não conseguia entender por que Deus não tinha vigiado e protegido minha família, embora eu tivesse trabalhado tanto para Ele desde minha conversão. Foi naquele dia que uma irmã do nosso vilarejo veio me visitar e comungou comigo sobre as palavras de Deus. Aprendi que, nos últimos dias, Deus faz a obra de julgamento, castigo, provações e refinamento e que todos precisam passar por provações e dar testemunho de Deus diante de Satanás. Pensei em como Jó nunca pecou em palavras quando foi testado, mas disse que o nome de Jeová deveria ser louvado. Jó deu testemunho de Deus e, no fim, foi elogiado e abençoado por Ele. Vi que provações são bênçãos disfarçadas que só podem ser obtidas por pessoas com fé. A doença do meu filho era Deus me testando. Contanto que tivesse fé, desse testemunho de Deus e não o culpasse, Ele certamente voltaria a abençoar meu filho. Continuei indo às reuniões e me dediquei ainda mais ao meu dever. Quando irmãos e irmãs na igreja passavam por provações e ficavam negativos, eu compartilhava meu pouco entendimento com eles. Todos me admiravam e diziam que eu tinha muita fé. Sempre que alguém me elogiava dessa forma, eu achava ainda mais que estava dando testemunho de Deus.

Então a doença do meu filho apareceu pela quinta vez, e o médico disse que ele estava tendo surtos demais, um a cada seis meses, e que seria fatal se continuasse assim. Ele sugeriu quimioterapia e radiação para ver se isso ajudaria. Quando ouvi isso, desmoronei por dentro. Estava em tanta dor que comecei a argumentar com Deus: “Trabalho tanto todos os dias, chova ou faça sol, e não importa que tipo de julgamento ou ataque eu sofresse de outros, nunca neguei a Deus. Continuava cumprindo meu dever. Por que Deus não protege meu filho?” Também transbordava de queixas. Continuava indo às reuniões e cumprindo meu dever, mas meu coração estava se afastando de Deus. Eu me pegava agarrada a um livro das palavras de Deus olhando para o nada. Estava sofrendo. Derramei meu coração diante de Deus: “Ó Deus, estou sentindo muita dor agora. Sei que não deveria Te culpar pelos pela doença do meu filho, mas não entendo Tua vontade ou como devo atravessar isso. Deus, por favor, guia-me para entender a Tua vontade”. Lembrei-me destas palavras de Deus após minha oração: “Suponha que Deus tivesse eliminado Jó após este ter dado testemunho Dele: Deus também teria sido justo”. Então encontrei este hino das palavras de Deus: “[…] 2 A justiça não é, de modo algum, justa ou razoável; não é igualitarismo nem uma questão de lhe destinar o que você merece de acordo com o tanto de trabalho que completou, nem de pagá-lo por um trabalho qualquer que você tenha feito, nem de lhe dar o que lhe é devido de acordo com o tanto de esforço que você despendeu. Isso não é justiça. Suponha que Deus tivesse eliminado Jó após este ter dado testemunho Dele: Deus também teria sido justo. Por que isso é chamado de justiça? Do ponto de vista humano, se algo está alinhado às noções das pessoas, é muito fácil para elas dizer que Deus é justo; no entanto, se não acharem que esse algo está alinhado a suas noções — se for algo que elas são incapazes de entender —, seria difícil para elas dizer que Deus é justo. A essência de Deus é justiça. Apesar de não ser fácil compreender o que Ele faz, tudo que faz é justo; as pessoas simplesmente não entendem. Quando Deus entregou Pedro a Satanás, como Pedro respondeu? ‘A humanidade é incapaz de sondar o que fazes, mas tudo que fazes contém a Tua boa vontade; há justiça em tudo isso. Como posso não expressar louvor por Teus feitos sábios?’. Tudo que Deus faz é justo. Embora possa ser insondável para você, você não deveria julgar a seu bel-prazer. Se algo que Ele faz lhe parecer insensato ou se você tiver quaisquer noções sobre isso, e isso o levar a dizer que Ele não é justo, você estará sendo muito insensato. Você vê que Pedro achava algumas coisas incompreensíveis, mas tinha certeza de que a sabedoria de Deus estava presente e que a boa vontade de Deus estava nessas coisas. Os humanos não conseguem sondar tudo; há muitas coisas que eles não conseguem compreender. Poranto, conhecer o caráter de Deus não é coisa fácil” (‘Tudo que Deus faz é justo’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Enquanto remoía as palavras de Deus em minha mente, meu coração se iluminou. A justiça de Deus não era clara e razoável ou igualitária como eu tinha pensado e não tratava de ser compensado pelo seu trabalho, de receber o que tinha investido. Os feitos de Deus são insondáveis para os humanos, mas não importa o que Ele faça ou como Ele trate uma pessoa, tudo é justo. Tudo contém a sabedoria de Deus. Isso é porque Sua própria essência é justa. Vi que eu não entendia o caráter justo de Deus. Eu tinha essa noção de que, já que eu acreditava em Deus, Ele deveria me proteger; já que me despendia por Deus, Ele deveria cumprir todos meus desejos e tornar fácil a minha senda. Pensava que, já que acreditava em Deus, toda a minha família deveria ser abençoada. Eu não estava tentando fazer acordos com Deus.

Então abri meu livro das palavras de Deus e li esta passagem: “O que você busca é ser capaz de ter paz depois de crer em Deus, que suas crianças estejam livres de doenças, que seu marido tenha um bom emprego, que seu filho encontre uma boa esposa, que sua filha encontre um marido decente, que seus bois e cavalos arem bem o solo, que tenha um ano de clima bom para suas colheitas. É isso que você busca. Sua busca visa tão somente viver com conforto, que nenhum acidente sobrevenha sua família, que os ventos passem ao largo, que sua face não seja tocada pela areia, que as colheitas de sua família não sejam inundadas, que você não seja atingido por nenhum desastre, em suma, você busca viver no abraço de Deus, viver em um ninho aconchegante. Um covarde como você que sempre busca a carne — você tem um coração, tem um espírito? Você não é uma besta? Eu lhe dou o caminho verdadeiro sem pedir nada em troca, mas você não busca. Você é mesmo alguém que crê em Deus? Eu lhe concedo vida humana real, mas você não busca. No que você se diferencia de um porco ou de um cão? Porcos não buscam a vida do homem, não buscam ser purificados e não entendem o que é vida. Todo dia, depois de comer sua porção, eles simplesmente dormem. Dei a você o caminho verdadeiro, mas você não o ganhou: você está de mãos vazias. Você está disposto a continuar nessa vida, na vida de um porco? Qual é o significado de tais pessoas estarem vivas? Sua vida é desprezível e ignóbil, você vive no meio da imundície e licenciosidade e não busca nenhum objetivo; acaso sua vida não é a mais ignóbil de todas? Você se atreveria a levantar os olhos para Deus? Se você continuar a experimentar desse modo, o que adquirirá além de nada?” (‘As experiências de Pedro: seu conhecimento de castigo e julgamento’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus expuseram todos os motivos e esperanças extravagantes que eu guardava em minha fé. Cada pergunta de Deus me deixava sem onde me esconder. Desde o início, minha fé só tinha servido ao propósito de receber bênçãos. Pensava que, se me despendesse por Deus em minha crença, Deus me abençoaria com um lar cheio de paz e saúde para meu filho. Era por isso que eu continuava cumprindo meu dever, por mais que meus amigos e familiares me difamassem. Quando a doença do meu filho voltou, pensei que Deus estava me testando para ver se minha fé Nele era verdadeira. Pensei que, se conseguisse lidar com o sofrimento e dar testemunho de Deus, Ele me abençoaria e meu filho se recuperaria. Então, quando ele voltou a adoecer e sua vida estava ameaçada, minhas esperanças de bênçãos e graça foram destruídas num instante. Comecei a me queixar e a discutir com Deus, e culpei Deus de ser injusto. Até perdi minha motivação para cumprir meu dever. Foram o julgamento e as revelações nas palavras de Deus que me mostraram que todo meu trabalho só era para receber bênçãos de Deus em troca. Servia para fazer acordos com Deus, para enganar a Deus. A realidade me convenceu totalmente e vi que Deus realmente é santo e justo. Ele enxerga nosso coração e mente. Sem provação após provação, que me mostraram que minha fé era impura e que eu tinha a perspectiva errada na busca, eu ainda estaria sendo enganada pelo meu bom comportamento externo. Ainda pensaria que eu era muito devota e estava dando testemunho de Deus. Vi que não tinha nenhum autoconhecimento.

Mais tarde, li isto nas palavras de Deus: “Diante do estado do homem e de sua atitude para com Deus, Deus fez uma nova obra, permitindo ao homem possuir tanto conhecimento Dele quanto obediência a Ele e tanto amor quanto testemunho. Assim, o homem precisa experimentar o refinamento de Deus para ele, bem como Seu julgamento, tratamento e poda, sem os quais o homem jamais conheceria Deus e jamais seria capaz de amá-Lo verdadeiramente e dar testemunho Dele. O refinamento do homem por parte de Deus não é meramente para o bem de um efeito unilateral, mas para o bem de um efeito multifacetado. Só dessa maneira é que Deus faz a obra de refinamento naqueles que estão dispostos a buscar a verdade, a fim de que a resolução e o amor deles sejam aperfeiçoados por Deus. Àqueles que estão dispostos a buscar a verdade e àqueles que anseiam por Deus, nada é mais significativo, ou de maior auxílio, que um refinamento como esse. O caráter de Deus não é tão facilmente conhecido nem compreendido pelo homem, pois Deus, afinal, é Deus. No fim, é impossível que Deus tenha o mesmo caráter que o homem e, assim, não é fácil que o homem conheça Seu caráter. A verdade não pode ser inerentemente possuída pelo homem e não é facilmente entendida por aqueles que foram corrompidos por Satanás; o homem é desprovido da verdade e da resolução de colocar a verdade em prática, e, se ele não sofrer e não for refinado nem julgado, então sua resolução jamais será aperfeiçoada. Para todas as pessoas, o refinamento é excruciante e muito difícil de aceitar — mas é durante o refinamento que Deus deixa claro Seu caráter justo para o homem, torna públicas Suas exigências para o homem e oferece mais esclarecimento e mais tratamento e poda reais; por meio da comparação entre os fatos e a verdade, Ele proporciona ao homem um conhecimento maior de si mesmo e da verdade, e proporciona ao homem um entendimento maior da vontade de Deus, permitindo, assim, que o homem tenha um amor a Deus mais verdadeiro e mais puro. Tais são os objetivos de Deus ao executar o refinamento” (‘Só ao experimentar o refinamento o homem pode possuir o amor verdadeiro’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me mostraram que Deus testa e refina as pessoas para nos expor e purificar para que possamos ver a verdade da nossa corrupção por Satanás e ganhar um entendimento do nosso caráter corrupto e das adulterações na nossa fé. Então podemos buscar a verdade, ser purificados e mudados e alcançar fé genuína em Deus, submissão e amor genuínos. No fim, podemos ser salvos por Deus e totalmente libertos dos danos de Satanás. Esse é o propósito das provações de Deus para as pessoas. As repetidas recaídas do meu filho revelaram completamente a motivação de ganhar bênçãos que eu abrigava. Refletindo sobre mim mesma, vi que eu pensava em tudo que podia para receber bênçãos de Deus. Por meio das minhas provações, li sobre a experiência de Jó, mas não analisei como Jó se submeteu e reverenciou a Deus. Eu só vi como ele foi abençoado após as provações e pensei que eu também seria abençoada, contanto que suportasse o sofrimento. Eu parecia animada e concentrada na busca, mas meus motivos desprezíveis estavam por trás de tudo. Eu era controlada pelo veneno de Satanás de “Cada um por si e o demônio pega quem fica por último”. Pensava primeiro em meus interesses em tudo que fazia e quando minhas esperanças eram destruídas, eu resistia a Deus e queria acertar as contas com Ele. Revelei todo tipo de feiura. Sou tão egoísta e desprezível! Como isso era ter fé em Deus? Eu estava resistindo a Ele e tentando enganá-Lo. Então me prostrei diante de Deus em oração, dizendo: “Ó Deus, todos esses anos estive Te enganando, agarrando-me aos meus motivos para ganhar bênçãos. Estava tentando fazer tratos Contigo a cada passo e carecia de qualquer sinceridade. Sou tão egoísta e desprezível, sem qualquer humanidade! Estou disposta a abandonar meus motivos para ganhar bênçãos, a colocar meu filho em Tuas mãos e a me submeter às Tuas orquestrações e arranjos. De forma alguma me queixarei!” Depois dessa oração, me senti livre e em paz.

Mais tarde, meu dever me levou para fora da cidade e meu marido me ligou e disse que a doença do nosso filho tinha se espalhado. Ele tinha tumores na cabeça, nas costas, no pescoço. Não havia mais esperanças de controlá-la. Fiquei sem palavras por muito tempo depois de ouvir isso. Não suportava pensar no estado em que meu filho estava e não conseguia encarar como as coisas tinham se desenvolvido. Clamei a Deus sem parar. “Ó Deus, estou tão fraca agora. Não sei como atravessar essa situação. Por favor, ilumina-me e me ajuda a entender Tua vontade”. Depois de orar, procurei algumas palavras de Deus para lidar com provações e refinamento e encontrei isto: “Para o homem, Deus faz muita coisa que é incompreensível e até inacreditável. Quando Deus deseja orquestrar alguém, essa orquestração é muitas vezes incompatível com as noções do homem e incompreensível para ele, mas é exatamente essa dissonância e incompreensibilidade que constituem a provação e a prova do homem. Abraão, entretanto, foi capaz de demonstrar obediência a Deus dentro de si mesmo, que era a condição mais fundamental de ser capaz de satisfazer a exigência de Deus. […] Embora, em diferentes contextos, Deus use diferentes maneiras de provar cada pessoa, em Abraão, Deus viu o que Ele queria, Ele viu que o coração de Abraão era verdadeiro, e que sua obediência era incondicional. Era exatamente esse ‘incondicional’ que Deus desejava. As pessoas costumam dizer: ‘Eu já ofereci isso, eu já perdi aquilo — por que Deus ainda não está satisfeito comigo? Por que Ele continua me submetendo a provações? Por que Ele continua me testando?’ Isso demonstra um fato: Deus não viu seu coração e não ganhou seu coração. Isto é, Ele não viu tanta sinceridade como quando Abraão foi capaz de levantar o cutelo para imolar seu filho por sua própria mão e oferecê-lo a Deus. Ele não viu sua obediência incondicional e não foi consolado por você. É natural, então, que Deus continue provando você” (‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”). Contemplei essas palavras repetidas vezes. Quando Abraão ofereceu seu único filho a Deus, ele não fez nenhuma exigência nem defendeu sua própria causa. Ele sabia sem dúvidas que seu filho tinha sido dado por Deus e que era correto devolvê-lo como Deus exigia. Esse era o tipo de consciência e razão que um ser criado devia ter. Embora fosse muito doloroso para ele, ele foi capaz de se submeter às exigências se Deus. No fim, ele realmente pegou sua faca para matar seu filho, o que mostra que sua fé e obediência a Deus eram sinceras, capazes de resistir a um teste verdadeiro. Mas aqui estava eu. Eu dizia que estava disposta a me submeter aos arranjos e orquestrações de Deus e a entregar meu filho a Deus, mas continuava com minhas exigências no meu coração. Especialmente quando ouvi que seu estado tinha piorado e não podia ser tratado, Encarando a dor de poder perdê-lo, descobri que tinha exigências dentro de mim. Eu não as articulava, mas, no coração, eu queria pedir que Deus o curasse. Vi que eu era insensata e que carecia de obediência a Deus. A verdade é, meu filho não é propriedade minha. Deus lhe deu o sopro da vida. Meu corpo era só o meio pelo qual ele tinha nascido. Toda sua vida era preordenada, totalmente arranjada por Deus há muito tempo. Deus já tinha determinado o quanto ele sofreria, quanta adversidade teria que enfrentar em sua vida. Eu devia me submeter aos arranjos de Deus. Então orei a Deus: “Ó Deus, meu filho não me pertence. Tu podes levá-lo ou não, mas sei que isso contém Tua vontade benevolente. Estou disposta a me submeter e a deixar a vida do meu filho em Tuas mãos. Não me queixarei, não importa o que faças”. Depois de orar, a dor diminuiu. Um mês passou num piscar de olhos. Certo dia, quando voltei de uma reunião, meu marido ligou e contou animado que todos os tumores do nosso filho tinham desaparecido. Isso tinha sido confirmado por uma tomografia no hospital. Quando ouvi isso, fiquei tão feliz que chorei. Exclamei sem parar em meu coração: “Graças a Deus!” Essa experiência realmente me mostrou o grande poder de Deus e me permitiu experimentar estas palavras Dele: “Todas as coisas, vivas ou mortas, vão se transformar, mudar, se renovar e desaparecer de acordo com os pensamentos de Deus. Tal é a maneira pela qual Deus preside sobre todas as coisas” (‘Deus é a fonte da vida do homem’ em “A Palavra manifesta em carne”). Isso realmente me mostrou a onipotência e soberania de Deus, que ele pode fazer algo do nada e fazer com que algo deixe de existir. Tudo é orquestrado pela mão de Deus. Agradeço sinceramente a Deus!

Um ano depois, recebi uma mensagem inesperada do meu marido dizendo que a doença tinha voltado e que o filho estava no hospital recebendo uma quimio. Doeu um pouco ouvir isso, mas me lembrei da experiência anterior. Eu estava disposta a seguir o exemplo de Abraão e a me submeter aos arranjos e orquestrações de Deus. Para a minha surpresa, meu filho recebeu alta duas semanas depois e ele permanece saudável até hoje. Por meio dessas provações, embora eu tivesse culpado e entendido Deus errado, Ele não se concentrou em minha ignorância, mas me iluminou e guiou com Suas palavras para que eu entendesse a onipotência e soberania de Deus e mudasse minha visão errada de ter fé só para buscar bênçãos. Realmente experimentei que provações e refinamento são as bênçãos de Deus para mim! Graças a Deus Todo-Poderoso!

Quando o desastre vem, como nós cristãos devemos lidar com ele? Convidamos você a participar da nossa reunião online, onde podemos explorar juntos e encontrar o caminho.

Conteúdo relacionado

A importância da colaboração no serviço

A igreja recentemente emitiu um arranjo de trabalho requerendo que os líderes de igreja, de todos os níveis, definam um parceiro (um colaborador de trabalho para trabalhar junto com eles).

Emergindo da névoa

Por Zhenxi, Província de Henan Dez anos atrás, movida pela minha natureza arrogante, eu nunca conseguia obedecer completamente aos arranjos...

Inveja, a doença crônica espiritual

Uma irmã e eu estávamos fazendo dupla para revisar artigos juntas. À medida que nos encontrávamos, percebi que não importava se era para cantar, dançar, receber a palavra de Deus ou comunicar a verdade, ela era melhor do que eu em todos os aspectos.