As consequências de um caráter arrogante

27 de Setembro de 2022

Por Bernard, Filipinas

Em 2006, eu ainda era aluno do ensino médio. Quando estudávamos a Bíblia, os professores pediam que eu fizesse observações iniciais e apresentasse o pastor que faria a pregação. Diziam que eu tinha uma voz boa de timbre agudo, muitos dos meus colegas me admiravam e eu achava que era melhor do que o resto. Na faculdade, aprendi algumas técnicas de comunicação que me tornaram muito capaz de interagir com outros. Muitas vezes, me sentia superior e me orgulhava das minhas habilidades. Depois de vir a crer em Deus Todo-Poderoso, comecei a pregar o evangelho aos amigos. A primeira pessoa à qual preguei o evangelho era um irmão de Honduras. Ele o aceitou. Fiquei muito satisfeito. Em seguida, preguei o evangelho a um colega da Índia. Ele também o aceitou rapidamente. Fiquei ainda mais satisfeito e achei que eu tinha calibre e talento para espalhar o evangelho. Mais tarde, larguei meu emprego para espalhar o evangelho em tempo integral. Já que eu me comunicava bem com possíveis alvos evangelísticos e conseguia ajudar outros, logo fui escolhido como líder de grupo. A supervisora arranjou que eu ajudasse as irmãs Aileen e Agatha, que tinham começado a praticar espalhar o evangelho. Achei que eu era melhor do que os irmãos e irmãs. Uma vez, a irmã Aileen e eu fomos para uma reunião com um possível alvo evangelístico e eu descobri que Aileen não comungava claramente e divagava com frequência. Depois da reunião, eu, irritado, apontei seus problemas. Então Aileen se tornou negativa e me disse: “Irmão, você é arrogante demais e muitos dos irmãos não querem trabalhar com você”. Achei que ela só estava me criticando por causa do que tinha lhe dito, por isso não achei que eu tinha um problema. Mais tarde, supervisionei Aileen e Agatha no desempenho de seus deveres e descobri que ambas tinham alguns problemas. Eu não comunguei a verdade para ajudá-las e só supus que elas não estavam progredindo em seus deveres e disso à supervisora que elas não eram aptas para o trabalho evangelístico. A supervisora apontou meu caráter arrogante e disse que eu era incapaz de lidar corretamente com as deficiências dos outros. Ela também me enviou várias passagens da palavra de Deus em que Deus revela os caracteres arrogantes das pessoas. Eu a ignorei e achei que essas palavras de Deus não se aplicavam a mim. Depois disso, convidei pessoas a ouvirem um sermão e dei testemunho da obra de Deus nos últimos dias sem antes discutir isso com os outros. Algumas das pessoas às quais eu pregava gostavam de conversar comigo e de ouvir minha comunhão, e eu me achei ainda mais talentoso e achei que não precisava ouvir a supervisora, não precisava cooperar com os outros, que conseguia pregar o evangelho sozinho e cumprir bem o meu dever. Só depois descobri algumas pessoas que não satisfaziam os critérios para compartilhar o evangelho e, como resultado, parte do trabalho que eu fizera foi inútil. A supervisora disse que eu era arrogante demais, que eu era imprudente e não cooperava com os outros, o que levava a resultados ruins no trabalho. Por causa do meu comportamento, fui dispensado como líder de grupo e substituído por Aileen. Eu não consegui aceitar isso e pensei que, por causa dos meus pontos fortes, eu não deveria ter sido dispensado. Na época, não consegui aceitar esse arranjo e sugeri que eu deixasse de fazer esse dever. Mas, na época, eu era teimoso demais e não sabia refletir sobre mim mesmo.

Mais tarde, fui designado para regar recém-convertidos. Não demorou, e fui escolhido de novo como líder de grupo em parceria com a irmã Therese. Vi que, nas reuniões, a comunhão de Therese costumava ser incompleta e que, às vezes, ela não resolvia completamente os problemas dos recém-convertidos, por isso eu a menosprezava. Pensava: “Ela realmente é apta a cumprir esse dever? Como líder de grupo, ela deveria ser capaz de resolver os problemas dos recém-convertidos, e, olhando para ela agora, seria melhor se ela primeiro praticasse como membro de equipe”. O que me irritava ainda mais era que, quando ela encontrava problemas, ela sempre pedia ajuda a outros, mas raramente a mim. Eu pensava: “Eu sei resolver esses problemas, ela pede ajuda aos outros porque não me respeita?”. Mais tarde, numa reunião de trabalho, a supervisora apontou alguns problemas no nosso trabalho. Lembrei-me do comportamento da irmã Therese e não consegui controlar minha insatisfação e disse na frente de todos: “A irmã Therese consegue assumir o trabalho de líder de grupo?”. Magoada, Therese respondeu: “Eu só ocupo espaço. Não consigo ajudar os irmãos para resolver seus problemas”. Me senti muito culpado quando ela disse isso. Quando conversamos mais tarde, senti que ela estava sendo constrangida por mim. Mesmo assim, ainda não refleti sobre mim mesmo. Em outra ocasião, Descobri que um dos irmãos novos não tinha obtido resultados em seu dever e achei que ele não era apto para ele. Mas em vez de consultar a supervisora ou de conversar com outra pessoa, eu simplesmente o dispensei. Na época, eu era muito arrogante. Foi só depois que descobri que ele estava enfrentando dificuldades em seu dever. Eu o dispensar arbitrariamente sem nem entender a sua situação. O irmão se tornou muito negativo após ser dispensado. Quando a supervisora descobriu, ela me perguntou: “Por que você o dispensou sem discutir isso com outra pessoa? Você tem sido tão arrogante e confiante demais. Você sempre menospreza os outros e os constrange. Por causa de seu comportamento consistente, você não é mais apto a ser líder de grupo”. Fiquei totalmente perdido quando fui dispensado de novo. Eu me perguntei: “Por que não perguntei a ninguém? Por que continuo fazendo só o que quero? Se eu tivesse buscado um pouco mais e discutido o assunto com os outros, eu não teria esse problema”. Nos dias seguintes, fiquei com dor de garganta, vomitava e me sentia fraco. Eu sabia que eu tinha ofendido a Deus e estava muito infeliz.

Mais tarde, conversei com uma irmã sobre meu estado e ela me enviou algumas passagens da palavra de Deus. “Não seja hipócrita; pegue os pontos fortes dos outros para compensar suas próprias deficiências, observe como os outros vivem de acordo com as palavras de Deus e veja se vale a pena imitar suas vidas, ações e falas. Se você considera os outros menos do que você, você é hipócrita, presunçoso e não beneficia ninguém(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Declarações de Cristo no princípio, Capítulo 22”). “Não pense que você é um prodígio natural de nascença, apenas um pouco abaixo dos céus, mas infinitamente mais elevado do que a terra. Você está longe de ser mais esperto que qualquer um — e, poderia até se dizer que é simplesmente adorável o quanto você é mais tolo do que qualquer pessoa que é dotada de razão na terra, pois você se tem em uma estima alta demais e nunca teve um senso de inferioridade, como se você pudesse perceber Minhas ações até os menores detalhes. Como de fato, é que você é alguém que carece fundamentalmente de razão, porque não faz ideia daquilo que tenciono fazer e está ainda muito menos ciente daquilo que estou fazendo agora. E assim, digo que você não se iguala nem mesmo a um velho fazendeiro que labuta na terra, um fazendeiro que não tem a mais leve percepção da vida humana e, mesmo assim, põe toda a sua dependência nas bênçãos do Céu quando cultiva a terra. Você, que não gasta nem um segundo para pensar em sua vida, não sabe nada de renome, muito menos ainda você tem qualquer autoconhecimento. Você está tão ‘acima de tudo’!(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Aqueles que não aprendem e permanecem ignorantes: eles não são bestas?”). Depois de ler a palavra de Deus, fiquei muito agitado. Senti que estava sendo exposto pela palavra de Deus. Eu sempre tinha me visto como mais dotado, mais inteligente e mais talentoso do que os outros. Eu sempre tivera um senso de superioridade, me achava e via os outros como irrelevantes. Vi que a comunhão de Aileen e Agatha nas reuniões era deficiente, por isso eu as menosprezava, as evitava e as definia como inaptas para o trabalho evangelístico e não queria cooperar com elas. Especialmente quando conseguia espalhar o evangelho sozinho, eu me achava ainda mais talentoso e que podia completar o trabalho de modo independente, sem ter que cooperar com os outros. Quando tive que trabalhar com a irmã Therese, achei que eu era mais talentoso do que ela, por isso a menosprezei, pensando que ela não conseguia assumir o trabalho de uma líder de grupo. Também insisti em meu próprio jeito quando dispensei aquele irmão. Eu o dispensei arbitrariamente sem discutir isso com ninguém, fazendo com que ele caísse em negatividade. Eu tinha sido tão presunçoso, sempre fazendo as coisas como eu queria e nunca tentei ouvir a opinião dos outros, porque achava que meus irmãos eram insignificantes em comparação comigo, querendo dizer-lhes: “Eu sou melhor e mais talentoso do que vocês”. Mas, como resultado, eu cumpri meu dever sem buscar princípios e era minha própria lei. Fiz coisas que machucaram meus irmãos. A palavra de Deus me deixou muito envergonhado, especialmente quando li: “Você, que não gasta nem um segundo para pensar em sua vida, não sabe nada de renome, muito menos ainda você tem qualquer autoconhecimento. Você está tão ‘acima de tudo’!”. A palavra de Deus tocou meu coração. Eu sempre me tinha em alta-estima, nunca considerava se o que eu fazia era correto. Eu tinha sido tão presunçoso. Fazendeiros que trabalham o solo sabem confiar em Deus, mas quando algo acontecia comigo, eu nunca buscava a vontade de Deus. Deus não tinha lugar no meu coração. Eu não tinha entendimento nem conhecimento de mim mesmo.

Mais tarde, a irmã me enviou mais da palavra de Deus, permitindo que eu conhecesse a mim mesmo um pouco melhor. Deus Todo-Poderoso diz: “Existem muitos tipos de caracteres corruptos que estão incluídos no caráter de Satanás, mas aquele que é mais óbvio e mais se destaca é o caráter arrogante. A arrogância é a raiz do caráter corrupto do homem. Quanto mais arrogantes, mais irracionais as pessoas são, e quanto mais irracionais, mais sujeitas as pessoas ficam a resistir a Deus. Quanto esse problema é sério? As pessoas com caráter arrogante não só consideram todas as outras inferiores a elas, como também, o pior de tudo, são até condescendentes para com Deus, e elas não têm temor de Deus dentro do coração. Embora as pessoas pareçam acreditar em Deus e segui-Lo, elas não O tratam como Deus de modo algum. Sempre sentem que possuem a verdade e pensam que elas são tudo no mundo. Essa é a essência e a raiz do caráter arrogante, e ele vem de Satanás. Portanto, o problema da arrogância precisa ser resolvido. Sentir que um é melhor que os outros — esse é um caso trivial. A questão crítica é que o caráter arrogante de uma pessoa a impede de se submeter a Deus, Seu governo e Seus arranjos; tal pessoa se sente sempre inclinada a competir com Deus pelo poder sobre os outros. Esse tipo de pessoa não reverencia a Deus nem um pouco, sem falar de amar a Deus ou submeter-se a Ele(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). “Ao criar o homem, Deus dá diferentes pontos fortes a diferentes tipos de pessoas. Algumas pessoas são boas em literatura; algumas, em medicina; algumas, no estudo aprofundado de uma habilidade; algumas, em pesquisa científica, e assim por diante. Esses pontos fortes do homem lhe são concedidos por Deus. Não são nada de que se gabar. Quaisquer que sejam os pontos fortes que uma pessoa tem, eles não significam que ela entende a verdade, e significam menos ainda que ela possui a realidade da verdade. Se uma pessoa com alguns pontos fortes acredita em Deus, ela deve usá-los no cumprimento do seu dever. Isso agrada a Deus. Se alguém se gaba de um ponto forte seu ou espera usá-lo para fazer um acordo com Deus, ele é muito irracional, e Deus fica insatisfeito com tal pessoa. Algumas pessoas que são capazes de certa disciplina vêm para a casa de Deus e acham que são melhores do que o resto. Desejam desfrutar de tratamento especial e acham que, com sua habilidade, não precisam se preocupar com mais nada. Tratam sua disciplina como se ela fosse um tipo de capital. Como isso é arrogante da parte delas. Como, então, tais dons e pontos fortes devem ser vistos? Se há utilidade para eles na casa de Deus, eles são ferramentas para cumprir bem um dever, nada mais. Eles nada têm a ver com a verdade. Dons e talentos, por maiores que sejam, nada mais são do que os pontos fortes do homem e não estão nem minimamente relacionados à verdade. Seus dons e pontos fortes não significam que você entende a verdade, muito menos que você tem a realidade da verdade. Se você usar seus dons e pontos fortes no seu dever e cumprir bem esse dever, você os está usando onde é o lugar deles. Deus aprova isso. Se você usa seus dons e pontos fortes para se gabar, para dar testemunho de si mesmo, para estabelecer um reino independente, então seu pecado é realmente grande – você se tornará o infrator principal em resistência contra Deus. Dons são dados por Deus. Se você não consegue usar seus dons num dever ou para dar testemunho de Deus, você não tem consciência nem razão e está em dívida com Deus. Você está cometendo uma insubordinação hedionda! No entanto, não importa quão bem você aplique seus dons e pontos fortes, isso não significa que você tem a realidade da verdade. Somente ao praticar a verdade e agir com princípios é possível possuir a realidade da verdade. Dons e talentos permanecem para sempre como dons e talentos; eles não têm relação com a verdade. Não importa quantos dons e talentos você tem, nem quão altos são seu status e sua reputação, eles nunca significam que você possui a realidade da verdade. Dons e talentos nunca se tornarão a verdade; eles não estão relacionados à verdade(A Palavra, vol. 3: Expondo os anticristos, “Item Oito: Eles gostariam que os outros obedecessem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 3)”). A palavra de Deus é muito clara. Cada um de nós tem seus pontos fortes, habilidades e talentos. Mas não importam as habilidades que uma pessoa tenha, elas não significam que ela entende a verdade, muito menos que ela é melhor do que os outros. Os pontos fortes e talentos que Deus nos deu só são ferramentas para executar nossos deveres. Eles não estão relacionados com a verdade. Eu não deveria ter me orgulhado dessas coisas. Eu devia tê-las tratado corretamente. Mas quando dominei algumas habilidades de fala e consegui me comunicar facilmente com as pessoas, eu me senti superior e que podia usar isso como capital. Achei que era melhor do que os outros, e assim passei a ficar cada vez mais arrogante e agressivo. Quando cumpri meu dever e obtive alguns resultados, fiquei ainda mais orgulhoso, vi todos os outros como irrelevantes e só acreditei em mim mesmo, a ponto de não buscar os princípios da verdade em meu dever e de não cooperar com ninguém. Ignorei quando a supervisora apontou meu caráter arrogante e ainda achava que eu era bom e correto. Mesmo quando fui dispensado, eu não refleti sobre mim mesmo e ainda acreditei descaradamente que eu era dotado, talentos e que conseguia cumprir meu dever corretamente. Eu resisti à minha dispensa e até quis deixar de cumprir meu dever. Esse caráter arrogante me impediu de conhecer a mim mesmo, de ouvir os conselhos de outros e de obter autoconhecimento. Aos meus olhos, eu era incomparável, e eu estava sem Deus no meu coração! Minha arrogância era a razão fundamental pela qual eu me revoltava e resistia a Deus em cada situação que Ele arranjava para mim. Eu não tinha um lugar para Deus no meu coração e não obedecia nem temia a Deus. Por fora, eu estava cumprindo meu dever, mas sempre que algo acontecia comigo, eu não orava nem buscava Deus, e em meu dever, eu não buscava a verdade nem os princípios. Eu só confiava em meu caráter arrogante para fazer as coisas e agia arbitraria e descuidadamente, o que acabou interrompendo o trabalho da igreja. Eu estava cometendo o mal! Se meu caráter arrogante não mudasse, mais cedo ou mais tarde, eu me tornaria um anticristo que resiste a Deus e eventualmente eu seria expulso e punido por Deus. Por meio do esclarecimento e da iluminação da palavra de Deus, vi esse fato claramente. Embora tivesse alguns pontos fortes, eu sempre agia segundo meu caráter arrogante, não buscava a verdade nem os princípios e meu trabalho era ineficaz. Obviamente, eu não era melhor do que ninguém. Pensei na irmã Therese, que era capaz de aceitar humildemente as sugestões dos outros para compensar suas deficiências. O dever dela estava produzindo resultados cada vez melhores. Senti tanta vergonha. Eu não possuía os pontos fortes da minha irmã. Na verdade, eu era nada, mas ainda assim era tão arrogante. Se eu continuasse usando meus talentos e pontos fortes como capital, se não ouvisse a palavra de Deus e não buscasse a verdade nem os princípios em meu dever, eu não seria abençoado por Deus, independentemente dos meus pontos fortes. Eu não só não seria capaz de cumprir bem o meu dever, eventualmente eu perderia minha chance de ser salvo.

Mais tarde, li outra passagem da palavra de Deus: “Vocês acham que alguém é perfeito? Não importa quão fortes as pessoas sejam ou quão capazes e talentosas, elas ainda assim não são perfeitas. As pessoas devem reconhecer isso; é fato. Essa é também a atitude que as pessoas devem ter para com seus méritos e pontos fortes ou falhas; essa é a racionalidade que as pessoas possuem. Com tal racionalidade, você pode lidar adequadamente com seus próprios pontos fortes e fraquezas, assim também com os de outros, e isso irá capacitá-lo a trabalhar junto a eles harmoniosamente. Se você entendeu esse aspecto da verdade e pode entrar nesse aspecto da realidade da verdade, então você pode se relacionar harmoniosamente com seus irmãos e irmãs, valendo-se dos pontos fortes uns dos outros para compensar quaisquer fraquezas que você tenha. Dessa forma, não importa que dever você esteja cumprindo ou o que esteja fazendo, você sempre ficará melhor no que faz e terá a bênção de Deus(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Bom comportamento não significa que o caráter de alguém mudou”). A palavra de Deus me mostrou uma senda de prática. Eu devia me reconhecer na palavra de Deus e lidar com meus pontos fortes e fraquezas corretamente. Além disso, ninguém é perfeito, e quando se trata de coisas que não entendo, devo aprender a buscar a ajuda dos outros e a recorrer a seus métodos e sendas. No passado, eu sempre achava que eu estava acima dos outros e menosprezava todos. Mas, na verdade, todos têm seus pontos fortes, e não devo me ter em alta-estima. Devo me rebaixar, falar e fazer coisas de igual para igual com meus irmãos, aprender mais sobre os pontos fortes e méritos dos outros e cooperar em harmonia. Se alguém faz uma sugestão, eu devo buscar a verdade e os princípios e deixar de achar sempre que estou correto, pois eu tenho muitas deficiências, insuficiências, ideias e pontos de vista equivocados, minha opinião é incorreta, e também porque o Espírito Santo não opera sempre só em uma pessoa. Ele pode estar operando em outros irmãos e irmãs.

Mais tarde, quando os irmãos faziam sugestões diferentes em nossos deveres, tentei aceitá-las. Lembro-me de que houve um tempo, quando espalhávamos o evangelho, em que eu só convidava pessoas para ouvir os sermões, mas não investigava suas dificuldades em particular depois. Minha supervisora descobriu meu problema e apontou que eu não estava sendo diligente em meu dever. No início, não consegui aceitar a crítica dela e achei que estava me esforçando ao máximo, que entendia os problemas e dificuldades deles quando nos reuníamos e não precisava conversar com eles individualmente. Era como eu tinha feito as coisas no passado e os resultados sempre tinham sido bons, por isso não precisava fazer o que a supervisora dizia. Mas quando pensei isso, percebi que era meu caráter arrogante que se revelava novamente, então me aquietei e orei a Deus e consegui me acalmar um pouco. Minha supervisora estava apontando problemas no meu trabalho e eu devia aceitar seu conselho e ajuda para obter resultados cada vez melhores em meu dever. Depois de refletir, comecei a me comunicar com os possíveis alvos evangelísticos, a me preocupar com eles, a perguntar se tinham alguma dificuldade e então fazia o possível para encontrar palavras de Deus para comungar com eles. Quando pratiquei desse jeito, os resultados do meu trabalho melhoraram muito e também experimentei a alegria de me deixar de lado e de praticar a verdade. Depois disso, mesmo que os irmãos fizessem uma sugestão pequena, eu sempre tentava aceitá-la. Sempre que pratico desse jeito, isso me traz paz interior e me ajuda a cumprir melhor o meu dever. Sou tão grato a Deus!

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