O julgamento de Deus me salvou

27 de Fevereiro de 2022

Por Flavien, Benim

Em setembro de 2019, aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias. Durante as reuniões, eu era elogiado pela minha boa comunhão, meu entendimento rápido e bom calibre. Mais tarde, fui escolhido como líder de equipe, e, pouco depois, como diácono evangelístico. Depois disso, cumpri meus deveres mais ativamente do que antes. Comecei a pregar o evangelho e a organizar reuniões. Meus irmãos gostavam da minha comunhão, e o líder da igreja dizia que eu fazia um bom trabalho. Isso me deixou muito feliz, e senti que meu calibre era de fato muito bom. Para ganhar mais admiração das pessoas, eu lia mais da palavra de Deus e assistia a muitos filmes da casa de Deus e leituras da palavra Dele em vídeo, mas, na época, eu me satisfazia com um pouco de entendimento literal para me exibir e não me concentrava em buscar a vontade de Deus nem em praticar a verdade. Nas reuniões, eu comunicava da maneira mais abrangente possível para que os outros pensassem que eu entendia mais. Até comunicava sobre coisas que eu não entendia bem para que também achassem que eu sabia de tudo. Além disso, para que meu líder tivesse uma boa imagem minha, eu fingia ser muito forte. No início, por exemplo, eu tinha noções sobre a obra de Deus, mas pensei que, se contasse a alguém, meu líder pensaria que eu não entendia a verdade, assim eu escondia minhas noções do meu líder. Era como se eu usasse uma máscara. O “eu” que os outros viam era uma ilusão.

Alguns meses depois, fui escolhido líder de igreja responsável pelo trabalho evangelístico. Para essa função, era preciso ter calibre, discernimento e habilidade nesse tipo de trabalho. Achava que mais ninguém tinha essas qualificações na igreja, por isso eu tinha sido ordenado por Deus para esse dever. As promoções sucessivas me levaram a pensar que eu era diferente dos outros, que eu era o mais ávido na busca pela verdade, alguém que era amado e favorecido por Deus. Até achava que ser responsável pelo trabalho evangelístico era igual a ser um guarda no portão da casa de Deus, que eu podia decidir quem entraria na casa de Deus e quem não entraria. Aos poucos, fui me tornando cada vez mais arrogante e achava que estava acima dos meus irmãos, que podia dar ordens e que meus irmãos deveriam me ouvir. No trabalho da igreja, eu sempre queria decidir sozinho e ter a última palavra, pois achava que tinha a capacidade de trabalhar, que dominava os princípios e não precisava aceitar as opiniões ou os conselhos dos meus irmãos. Eu menosprezava meus irmãos. Havia uma líder de equipe de calibre mediano, e sem considerar se ela cumpria bem os seus deveres, eu quis substituí-la. Além disso, eu via meus irmãos como meus subordinados e achava que podia lidar com eles como bem entendesse. Numa reunião, por exemplo, meus irmãos estavam compartilhando como eles pregavam o evangelho, e achei que estavam fazendo isso inapropriadamente, por isso os repreendi e lhes disse o que deviam fazer. Uma irmã tinha seu próprio método de praticar em seu dever, mas eu não achava que ela estava certa, então, sem comunicar sobre os princípios, lidei severamente com ela. Mais tarde, essa irmã me disse que se sentia tão negativa que não queria ser minha parceira. Posteriormente, numa reunião, nosso líder perguntou a todos se havia alguma dificuldade, e essa irmã denunciou meu problema dizendo que eu não comunicava sobre a verdade, sempre lidava com os outros, e que, ao fazer isso, eu sempre era muito duro. Vários irmãos relataram que eu lidava com as pessoas arbitrariamente e expuseram meu comportamento arrogante usando a palavra de Deus.

Na verdade, alguns irmãos já tinham conversado comigo sobre o problema do meu comportamento arrogante. Alguns me viam como rígido demais quando eu perguntava sobre o trabalho dos outros e me enviavam mensagens para dizer: “Irmão, não foi bom falar daquele jeito. Você fará com que seus irmãos se sintam negativos”. Outros diziam: “Você sempre despreza os outros. Nunca fala de igual para igual com os irmãos, por isso, alguns não querem conversar com você, e outros se sentem tão atacados que não querem mais esse dever”. Após repetidas críticas e tratamento por parte deles, meu orgulho ficou ferido. Eu costumava pensar que Deus me amava e me favorecia, mas ao ver como meus irmãos me expuseram e me rejeitaram, eu me senti muito negativo. Sem minha imagem e meu prestígio, eu não tinha motivação para cumprir meu dever. Dia após dia, eu só agia sem me envolver, enviava avisos, não fazia um trabalho detalhado nem acompanhava os deveres dos irmãos e não me concentrava em resolver os problemas que enfrentavam. Eu não me importava com as necessidades deles.

Mais tarde, uma irmã percebeu que eu estava no estado errado, então me mandou uma passagem da palavra de Deus. Deus diz: “Desde a corrupção da humanidade por Satanás, a natureza das pessoas tem começado a deteriorar, e elas foram gradualmente perdendo o senso de razão possuído por pessoas normais. Agora, elas não agem mais como seres humanos na posição de homem, mas estão cheias de aspirações selvagens; elas ultrapassaram a estação de homem — no entanto, ainda anseiam se elevar ainda mais. E ao que se refere esse ‘elevar-se ainda mais’? Elas desejam superar Deus, superar os céus e superar tudo o mais. Qual é a raiz da razão pela qual as pessoas ficaram assim? No fim das contas, a natureza do homem é arrogante demais. ‘Arrogante’ é um termo pejorativo, e ninguém quer ser rotulado com esse termo. Na verdade, porém, todos são arrogantes, e todos os humanos corruptos têm essa essência. Algumas pessoas dizem: ‘Não sou nem um pouco arrogante. Nunca quis ser o arcanjo, nem nunca quis ultrapassar Deus ou todos os outros. Sempre quis ser uma pessoa especialmente bem-comportada e responsável’. Não necessariamente; essas palavras são incorretas. Quando ficam arrogantes em natureza essência, as pessoas podem frequentemente desobedecer e resistir a Deus, não atentar às Suas palavras, gerar noções sobre Ele, fazer coisas que O traem e coisas que exaltam a si mesmas e dão testemunho de si mesmas. Você diz que não é arrogante, mas suponha que tenha recebido uma igreja e que lhe foi permitido liderá-la; suponha que Eu não tenha lidado com você e que ninguém da família de Deus tenha podado você: depois de liderá-la por um tempo, você deixaria as pessoas a seus pés e as faria submeter-se a você. E por que você faria isso? Isso seria determinado por sua natureza; não seria nada além de uma revelação natural. Você não precisa aprender isso de outros, nem eles precisam ensinar isso a você. Não precisa que outros o instruam ou encorajam a fazer isso; esse tipo de situação lhe acontece de forma natural: tudo que você faz é para fazer com que as pessoas se submetam a você, o adorem, o exaltem, o testifiquem e o ouçam em todas as coisas. Permitir que você seja líder gera essa situação naturalmente, e isso não pode ser mudado. E como essa situação vem a acontecer? Ela é determinada pela natureza arrogante do homem. A manifestação da arrogância é rebeldia e resistência a Deus. Quando são arrogantes, presunçosos e hipócritas, as pessoas tendem a estabelecer seus reinos próprios e independentes e a fazer coisas ao bel-prazer. Também trazem os outros para suas mãos, atraem-nos para seus braços. Quando as pessoas são capazes de fazer essas coisas, isso significa que a essência de sua natureza arrogante é a de Satanás, a do arcanjo. Quando sua arrogância e sua presunção alcançam certo nível, elas se tornam o arcanjo e Deus deve ser deixado de lado. Se você possuir tal natureza arrogante, Deus não terá lugar em seu coração” (‘Uma natureza arrogante é a raiz da resistência do homem a Deus’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Depois de ler as palavras de Deus, refleti sobre meu comportamento até então. Desde o início da minha crença em Deus, meus irmãos me admiravam e me encorajavam. Diziam que eu tinha um bom calibre e comunicava bem. E eu fui promovido várias vezes, por isso me achava especial e melhor do que os outros. Minha natureza arrogante me fez pensar que Deus me amava e me favorecia. Eu achava que era excepcional e superior aos outros, então comecei a usar minha posição para repreender e restringir os outros. Até tentei controlar meus irmãos e obrigá-los a me ouvir. Eu tinha me comportado como o arcanjo! Eu tinha uma imagem elevada sobre mim mesmo. Depois de ser exposto e tratado pelos meus irmãos, eu percebi que não era tão perfeito quanto imaginava. Em vez disso, era especialmente arrogante e corrupto. Eu acreditava que estava muito acima dos outros e que Deus me favorecia, mas aquilo era pura imaginação minha.

Vários dias depois, li outra passagem da palavra de Deus que expunha e analisava anticristos. Deus Todo-Poderoso diz: “Os anticristos pagarão qualquer preço em nome de seu status e da satisfação de sua ambição, por seu objetivo de controlar a igreja e ser Deus. Eles frequentemente trabalham noite adentro e acordam bem cedo, ensaiando seus sermões durante a madrugada, tudo isso para se equipar com a doutrina de que precisam para dar sermões altivos. Todos os dias, eles ponderam quais das palavras de Deus devem usar na pregação de seus sermões altivos, quais palavras inspirarão admiração e elogio entre os escolhidos, e então eles aprendem essas palavras de cor. Depois, eles consideram como interpretar essas palavras de uma maneira que demonstre sua excelência e sabedoria, com todo o trabalho de um estudante que compete por um lugar na faculdade. Quando alguém faz um bom sermão, ou um sermão que fornece alguma iluminação, ou um sermão que providencia alguma teoria, um anticristo o pegará, o compilará e o transformará em um sermão seu. Não existe trabalho que seja grande demais para um anticristo. Quais, então, são o motivo e a intenção por trás desse seu trabalho? Uma coisa os impulsiona: ser capaz de pregar essas palavras, de dizê-las claramente e com facilidade, ter domínio fluente sobre elas para que os outros possam ver que o anticristo é mais espiritual do que eles, que ele valoriza mais as palavras de Deus, que ele tem mais amor por Deus. Dessa forma, um anticristo pode ganhar a adoração de algumas das pessoas à sua volta. Um anticristo acha que vale a pena fazer isso e que vale qualquer esforço, preço ou adversidade” (‘Eles odeiam a verdade, violam publicamente os princípios e ignoram os arranjos da casa de Deus (parte 7)’ em “Expondo os anticristos”). “A essência do comportamento dos anticristos é usar o tempo todo vários meios e métodos para alcançar seu objetivo de ter status, de conquistar as pessoas e fazer com que elas os sigam e venerem. É possível que, nas profundezas do coração, não estejam disputando de forma deliberada a humanidade com Deus, mas uma coisa é certa: mesmo quando não disputam com Deus pelos humanos, ainda desejam ter status e poder entre os homens. Mesmo se chegar o dia em que percebam que estão disputando com Deus por status e se controlem, ainda empregam outros métodos para ganhar status na igreja, acreditando que ganharão legitimidade conquistando a aprovação e o consentimento dos outros. Em resumo, embora tudo que os anticristos fazem pareça englobar um cumprimento fiel de seus deveres e eles pareçam ser verdadeiros seguidores de Deus, sua ambição por controlar as pessoas — e por ganhar status e poder entre elas — nunca mudará. Não importa o que Deus diga ou faça e não importa o que Ele peça às pessoas, eles não fazem o que devem fazer nem cumprem seus deveres de uma forma que condiga com Suas palavras e exigências, nem desistem de sua busca por poder e status como resultado de entender Suas declarações e a verdade; do começo ao fim, sua ambição os consome, controla e dirige seu comportamento e pensamento e determina a senda que trilham. Esse é o epítome de um anticristo” (‘Eles confundem, atraem, ameaçam e controlam as pessoas’ em “Expondo os anticristos”). Deus diz que os anticristos, para fazer com que os outros os elogiem e os adorem, usam sofrimento externo para criar uma ilusão para enganar as pessoas. Vi isso e percebi que eu era assim. Eu sempre buscava fama e status, e tudo que fazia era para ser admirado. Eu passava tanto tempo lendo a palavra de Deus, às vezes, ficava acordado até tarde. Meu propósito era entender mais doutrinas para poder me exibir para os outros. Percebi que eu tinha algumas das manifestações dos anticristos reveladas na palavra de Deus. Senti que tinha sido condenado por Deus e fiquei muito angustiado. Mas, na época, eu não ousei contar aos meus irmãos o meu estado real, pois temia ser visto como anticristo e ser expulso. Durante aquele período, um anticristo na igreja foi descoberto e expulso. Por fora, ela parecia se despender por Deus e buscar a palavra de Deus para comunicar com os outros, mas ela mesma não praticava a palavra de Deus, e quando algo não se alinhava com suas noções, ela espalhava negatividade, negava a obra de Deus nos últimos dias e perturbava quem investigava o caminho verdadeiro. Percebi que havia coisas em mim que eram iguais a ela. Por exemplo, eu procurava a palavra de Deus para comunicar com meus irmãos, mas eu mesmo não a praticava. Quando tinha dificuldades, eu confiava em minha própria opinião e calibre para resolvê-las, mas não buscava a vontade de Deus nem praticava a verdade. Vi que minhas manifestações eram semelhantes às desse anticristo e que outras manifestações dos anticristos reveladas na palavra de Deus também se aplicavam a mim. Meu medo de me tornar um anticristo e de ser expulso aumentou. Na época, fiz um grande esforço para conter minha ansiedade na frente dos outros, mas eu estava péssimo e me sentia como se tivesse sido condenado à morte. Aos poucos, minha atitude defensiva e suspeita foram ficando mais sérias. Senti que eu tinha uma natureza ruim, que conseguia enganar e controlar facilmente meus irmãos e que, mais cedo ou mais tarde, eu atrapalharia o trabalho da casa de Deus como aquele anticristo. Quando refletia sobre isso, eu ficava ainda mais assustado. Na época, eu não sabia distinguir entre o caráter e a essência de um anticristo nem entendia qual era a vontade de Deus nesse ambiente. Achava que seria eliminado por Deus, igual a um anticristo, e sentia que não tinha esperança de ser abençoado, então comecei a me queixar: “Ignorei as objeções da minha família para crer em Deus e cumprir o meu dever. Até renunciei ao meu futuro e saí de minha cidade natal para espalhar o evangelho em outros lugares. Paguei um preço tão alto, ainda assim vou para o inferno para ser punido. Se soubesse que terminaria assim, não teria me despendido tanto. Pelo menos teria desfrutado de algum conforto físico”. Na época, eu só pensei em meu destino e não dei atenção em buscar a vontade de Deus, então estava sempre me protegendo contra Deus e entendendo Ele errado. No fim, renunciei ao meu dever de liderança porque senti que, se continuasse cumprindo um dever tão importante, eu acabaria sendo expulso. Também deixei de me abrir com meus irmãos porque temia que me criticassem e lidassem comigo depois que vissem minha verdadeira face. Também não quis trabalhar com ninguém em meu dever, e fui me distanciando cada vez mais no relacionamento com os irmãos. Mais tarde, usei a desculpa de ir para casa para pregar o evangelho e voltei para minha família incrédula. Confrontado com a perseguição e o julgamento da minha família, fui ficando cada vez mais negativo. Embora continuasse participando das reuniões, eu só agia sem me envolver. Eu estava muito fraco e sentia que tinha chegado ao fim na minha fé, então decidi sair da casa de Deus.

Depois de sair da igreja, meu coração ficou muito vazio. Eu me trancava no quarto o dia todo e não queria fazer nada. Embora minha família não me perseguisse mais e eu me sentisse fisicamente confortável, eu só sentia medo e muita culpa. Eu estava apavorado de que seria punido por Deus por traí-Lo e tinha medo do inferno e da morte, então pensei em maneiras de aliviar minha ansiedade. Li muitos livros de ciências sociais, esperando encontrar neles algum conforto para a alma, mas não adiantava. Nada conseguia aliviar meu tormento interior. Só me restava esperar passivamente pela morte. Mais tarde, orei a Deus e pedi que Ele me tirasse daquela situação e ouvi hinos e li as palavras de Deus. Foi quando a palavra Dele despertou meu coração. Na palavra de Deus, eu li: “Algumas pessoas têm certas manifestações de um anticristo e certos derramamentos do caráter de um anticristo, mas, ao mesmo tempo em que têm tal derramamento, também aceitam e reconhecem a verdade e amam a verdade. Elas são possíveis objetos de salvação” (‘Eles se exaltam e dão testemunho de si mesmos’ em “Expondo os anticristos”). “Por causa de uma declaração de Deus, muitas pessoas frequentemente se sentem fracas e negativas e pensam que Deus as abandonou — como resultado, elas relutam em continuar a seguir Deus e prosseguir. Na verdade, você não entende o que é o abandono; seu abandono de si mesmo é o verdadeiro abandono. Às vezes, as palavras com as quais Deus o define são faladas meramente em ira; Ele de forma alguma está chegando a uma conclusão sobre você nem o está condenando, isso nada tem a ver com seu destino final nem com aquilo que Deus lhe concede no final, muito menos essa é Sua punição final. Estas nada mais são do que palavras que julgam e lidam com você. Elas falam das esperanças fervorosas de Deus para você, são palavras para relembrar e advertir você, e são palavras de dentro do coração de Deus. Porém, há alguns que caem e abandonam Deus como resultado dessas palavras de juízo. […] Há vezes em que as pessoas creem que Deus as abandonou — mas, na verdade, Deus não abandonou você, Ele só deixa você de lado, o acha detestável e não deseja atentar para você. Contudo, Ele não o abandonou de fato. Há aqueles que fazem um esforço para cumprir seu dever na casa de Deus, mas por causa de sua essência e das várias coisas que são manifestas neles, Deus realmente os abandona; eles não foram escolhidos de fato, mas simplesmente prestaram serviço por um tempo. Há alguns, entretanto, a quem Deus faz o máximo para disciplinar, castigar e julgar; Ele emprega várias formas de tratá-los que contrariam as noções do homem. Algumas pessoas não entendem as palavras de Deus e acham que Deus está implicando com elas e sendo ofensivo. Elas acham que não há dignidade em viver diante de Deus, não desejam magoar mais a Deus e saem da igreja. Elas até acham que há senso em fazer isso e então dão de costas para Deus — mas, na verdade, Deus não as abandonou. Tais pessoas não têm indício algum da vontade de Deus. Elas são um tanto sensíveis demais, chegam a ponto de desistir da salvação de Deus. Elas realmente têm consciência? Há vezes em que Deus rejeita as pessoas, e vezes em que as coloca de lado por um tempo, para que possam refletir sobre si mesmas, mas Deus não as abandonou de fato; Ele está dando a elas a oportunidade de se arrependerem e não as está genuinamente abandonando. Deus só abandona de fato os anticristos e os perversos que cometem muitos atos malignos. Algumas pessoas dizem: ‘Eu me sinto destituído da obra do Espírito Santo, e há muito estou sem a iluminação do Espírito Santo. Deus me abandonou?’. Essa é uma concepção errada. Você diz que Deus o abandonou, que Ele não o salvará, então Ele determinou o seu fim? Há ocasiões em que você não consegue sentir a obra do Espírito Santo, mas Deus não o privou do direito de ler Suas palavras nem determinou seu fim, sua senda para a salvação não chegou a um beco sem saída — então por que você está tão perturbado? Você está num estado ruim, há um problema com seus motivos, há problemas com seu ponto de vista ideológico, seu estado de espírito está distorcido — e se você não tentar consertar essas coisas procurando a verdade, e constantemente interpretar mal e culpar a Deus, e jogar a responsabilidade em Deus, e até dizer: ‘Deus não me quer, então não acredito mais Nele’, você não está sendo ridículo? Você não está sendo insensato?” (‘Somente ao resolver suas noções alguém pode entrar na trilha certa da crença em Deus (1)’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). A palavra de Deus falou ao meu coração. Entendi que Deus não tinha me eliminado, condenado nem determinado meu desfecho. Na verdade, Deus sabia desde o início o quão corrupto eu era. Deus arranjou para que meus irmãos me expusessem na hora certa e usou a palavra Dele para revelar meu caráter corrupto e a senda errada que eu seguia, pois só assim eu poderia conhecer a mim mesmo. Na verdade, foi uma ótima chance de mudar! O julgamento, castigo, poda e tratamento de Deus eram para me salvar! Mas eu usei minhas noções e entendi errado a vontade de Deus, vi condenação no julgamento e castigo Dele e achei que seria eliminado. Equivocadamente, acreditei que, por ter manifestações de um anticristo, Deus certamente não me queria e que eu estava fadado a ser destruído. Na verdade, porém, todas as minhas manifestações eram normais aos olhos de Deus. Embora tivesse as manifestações do caráter de um anticristo, eu não tinha chegado ao ponto de decidir ser um anticristo. Deus quer eliminar e punir aqueles que têm a essência de um anticristo. Eles nunca conseguem se arrepender, pois a natureza e essência deles são malignas, e eles odeiam e detestam a verdade. Não importa o que façam de errado, eles nunca admitem e fazem de tudo para manter o status e o prestígio. Eu ainda conseguia perceber que eu era profundamente corrupto e que estava errado, então ainda tinha oportunidades de me arrepender. Eu só tinha o caráter de um anticristo, não era um anticristo que não aceitava a verdade. Na época, porém, eu não entendia a vontade de Deus e não conhecia o amor de Deus nem o caráter justo Dele. Pensava que, já que Deus não me queria mais, quaisquer esforços que eu fizesse seriam em vão. Se não aproveitasse os prazeres carnais no mundo, eu ficaria sem nada. Agora, lembrando-me do que eu fiz, sinto muita vergonha. Jurei a Deus muitas vezes que eu O seguiria por toda a vida, mas dessa vez, depois de ser julgado e exposto, eu me tornei passivo, neguei a salvação de Deus, perdi a fé Nele e, sem hesitar, decidi retornar para o mundo e buscar prazeres carnais. Como eu poderia dizer que tinha consciência? Agora que entendia a vontade de Deus, eu tinha esperança de novo. Era como se eu tivesse sido ressuscitado dentre os mortos. Renunciei a tudo em minha vida e comecei a ponderar a palavra de Deus, a cantar hinos, a ouvir recitações da palavra de Deus e a buscar a vontade Dele. Era como recomeçar na senda da crença em Deus. Mais uma vez recebi a misericórdia de Deus e senti a presença Dele. Aos poucos, encontrei paz e alegria interior e senti no meu coração o desejo de voltar para a igreja. No entanto, eu não sabia se a casa de Deus me aceitaria. Orei a Deus, pedindo que Ele tivesse misericórdia de mim e me salvasse.

Algumas semanas depois, vi outra passagem da palavra de Deus que me fez entender um pouco mais da vontade de Deus. Deus diz: “No passado, houve alguém que foi expulso da igreja por fazer coisas ruins, e seus irmãos e irmãs o rejeitaram. Após vagar por aí por alguns anos, ele agora retornou. O fato de seu coração não ter abandonado Deus totalmente é uma coisa boa; ele ainda tem uma chance e uma esperança de ser salvo. Se tivesse fugido e parado de acreditar, tornando-se igual aos incrédulos, ele estaria totalmente condenado. Se conseguir dar meia-volta, ainda existe esperança para ele; isso é raro e precioso. Seja lá como Deus age, e seja lá como as trata, se odeia ou detesta as pessoas, se chegar um momento em que elas possam dar meia-volta, então Eu terei grande consolo, pois isso significará que as pessoas ainda têm um pouquinho de espaço para Deus em seu coração, que não perderam completamente sua razão humana ou sua humanidade, que ainda querem crer em Deus e têm alguma intenção de reconhecer e voltar para diante de Deus. Para pessoas que realmente têm Deus em seu coração, não importa quando tenham deixado a casa de Deus, se retornarem e essa família ainda estiver em seu coração, Eu ficarei um pouco apegado sentimentalmente e sentirei certo consolo. No entanto, se ele nunca voltar, será uma pena. Se elas puderem voltar e se arrepender de verdade, Meu coração ficará especialmente cheio de gratificação e conforto. Quando foi embora, você certamente estava sendo bastante negativo e estava num estado ruim; mas se você consegue voltar agora, isso prova que você ainda tem fé em Deus. No entanto, é um fator desconhecido se você consegue ou não continuar adiante, pois as pessoas mudam tão rapidamente. Na Era da Graça, Jesus teve piedade e graça para com os humanos. Se uma ovelha, de cem, se perdia, Ele deixava as noventa e nove para procurá-la. Esse verso não representa um tipo de método mecânico, nem uma regra; antes, mostra a intenção urgente de Deus de trazer a salvação às pessoas, bem como Seu profundo amor por elas. Não é uma maneira de fazer as coisas; é um tipo de caráter, um tipo de mentalidade. Portanto, algumas pessoas partem por seis meses ou um ano, ou têm seja lá quantas fraquezas ou sofrem com seja lá quantas concepções errôneas, e, entretanto, sua habilidade de, mais tarde, acordar para a realidade, ganhar conhecimento, dar meia-volta e retornar à trilha certa Me deixa muito consolado e Me traz um pouquinho de satisfação. Neste mundo de alegria e esplendor, e nesta era do mal, ser capaz de permanecer firme, reconhecer a Deus e voltar à trilha certa são coisas que trazem bastante conforto e empolgação. Tome, come exemplo, a criação dos filhos: se eles são ou não filiais, como você se sentiria se eles não o reconhecessem, e saíssem de casa para nunca mais retornar? Lá no fundo, você continuaria se preocupando com eles e sempre se perguntaria: ‘Quando meu filho retornará? Gostaria de vê-lo. Afinal, ele é meu filho, e não foi por nada que eu o criei e amei’. Você sempre pensou assim; sempre desejou que esse dia chegasse. Todos sentem o mesmo em relação a isso, sem falar de Deus — não é Dele uma esperança ainda maior de que o homem encontre seu caminho de volta depois de ter se desviado, que o filho pródigo retorne? Hoje em dia, as pessoas têm estatura baixa, mas virá o dia em que elas compreenderão a vontade de Deus — a menos que não tenham inclinação alguma para a fé verdadeira, a menos que sejam os incrédulos, caso em que estão aquém da preocupação de Deus” (‘Pessoas que fazem exigências constantes a Deus são as menos razoáveis’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Depois de ler as palavras de Deus, fiquei muito comovido. Senti que Deus estava falando comigo pessoalmente, como uma mãe fala com seu filho. Deus me confortou quando eu estava desesperado, me deu esperança e me mostrou que o amor Dele pelas pessoas é real! Entendi que Deus não condena nem mata as pessoas arbitrariamente. Deus veio encarnado nos últimos dias para salvar a humanidade. Deus nunca me abandonou, como eu supunha. Em vez disso, Ele estava me julgando e castigando pelo meu caráter corrupto e pela senda errada que eu trilhava, e isso era a justiça e santidade de Deus e uma maneira de me mudar. Deus estava esperando que eu me arrependesse, mas eu tinha muitas noções e equívocos sobre Ele. Via o julgamento e a salvação de Deus como eliminação e punição, não entendia a vontade Dele e não tinha uma atitude de obediência. Eu sempre assumia um ponto de vista pessoal e via minha opinião como a verdade. Embora eu fosse tão rebelde, Deus sabia o que me faltava e onde eu cairia e falharia. Passo a passo, Deus me guiou até eu despertar e recuperar a razão. Vi que a intenção de Deus de salvar as pessoas é sincera. Contanto que as pessoas guardem Seu nome e Seu caminho, Deus sempre estenderá a mão da salvação. Deus nos ama mais do que eu percebia. Deus é responsável pela vida de cada um. Eu sabia que não era tarde demais para mim se me arrependesse sinceramente. Eu ainda tinha a chance de mudar meu caráter corrupto e de ser salvo. Quando entendi a vontade de Deus, meu estado negativo e meus equívocos foram revertidos.

Mais tarde, li outra passagem da palavra de Deus que me deu algum entendimento do significado da obra de julgamento de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Hoje, Deus os julga, castiga e condena, mas saiba que o sentido da sua condenação é para que você possa se conhecer. Ele condena, amaldiçoa, julga, castiga para que você se conheça, para que seu caráter possa mudar e, além disso, para que você possa conhecer seu valor e ver que todas as ações de Deus são justas e de acordo com Seu caráter e as necessidades de Sua obra, que Ele opera de acordo com Seu plano para a salvação do homem, e que Ele é o Deus justo que ama, salva, julga e castiga o homem. Se você sabe apenas que é de status inferior e que é corrupto e desobediente, mas não sabe que Deus deseja deixar clara a Sua salvação mediante o julgamento e o castigo que hoje Ele faz em você, você não tem como ganhar experiência, muito menos é capaz de seguir adiante. Deus não veio para matar nem para destruir, mas para julgar, amaldiçoar, castigar e salvar. Antes da conclusão de Seu plano de gestão de 6.000 anos — antes de Ele expor o fim de cada categoria de homens — a obra de Deus na terra é para o bem da salvação; seu propósito é puramente tornar completos aqueles que O amam — minuciosamente — e trazê-los para a submissão ao Seu domínio. Não importa como Deus salva pessoas, tudo é feito levando-as a se libertar de sua velha natureza satânica; isto é, Deus as salva fazendo com que elas busquem a vida. Se não buscarem a vida, elas não terão como aceitar a salvação de Deus. A salvação é a obra do Próprio Deus, e a busca de vida é algo que todo homem deve possuir para aceitar a salvação. Aos olhos do homem, a salvação é o amor de Deus, e o amor de Deus não pode ser castigo, julgamento e maldição; a salvação deve conter amor, compaixão e, ademais, palavras de consolo, bem como deve conter as ilimitadas bênçãos concedidas por Deus. As pessoas creem que, quando Deus salva o homem, Ele o faz tocando-o e fazendo com que ele Lhe entregue o coração por meio de Suas bênçãos e Sua graça. Ou seja, Seu tocar o homem é Sua salvação dele. Esse tipo de salvação se dá por fazer um acordo. Só quando Deus lhe conferir cem vezes mais, o homem virá a se submeter diante do nome de Deus e se esforçar para fazer o bem por Ele e trazer-Lhe glória. Essa não é a vontade de Deus para a humanidade. Deus veio operar na terra para salvar a humanidade corrupta — não há falsidade nisso; não fosse assim, Ele certamente não teria vindo fazer Sua obra em pessoa. No passado, Seu meio de salvação foi mostrar extremo amor e compaixão, tanto que Ele deu tudo de Si a Satanás em troca da humanidade inteira. O presente em nada se parece com o passado: a salvação concedida a vocês hoje ocorre no tempo dos últimos dias, durante a classificação de todos conforme a espécie; o meio de sua salvação não é amor nem compaixão, mas castigo e julgamento a fim de que o homem possa ser salvo de forma mais completa. Assim, tudo o que vocês recebem é castigo, julgamento e golpes implacáveis, mas saibam disto: nesses golpes impiedosos não há a mais ligeira punição. Não importa quão duras sejam as Minhas palavras, o que recai sobre vocês são apenas algumas palavras que lhes podem parecer sumamente cruéis, e não importa quão enraivecido Eu fique, o que chove sobre vocês ainda são palavras de ensinamento, e Eu não tenho intenção de feri-los nem de causar-lhes a morte. Tudo isso não é um fato? Saibam que, hoje, quer se trate de julgamento justo ou de refinamento e castigo implacáveis, tudo é para o bem da salvação. Independentemente de hoje haver ou não a classificação de todos conforme a espécie ou a exposição das categorias do homem, todas as declarações e a obra de Deus são para salvar aqueles que realmente amam a Deus. O julgamento justo visa purificar o homem, o refinamento implacável visa limpar o homem, palavras duras ou castigos visam purificar e são para o bem da salvação” (‘Vocês deveriam pôr de lado as bênçãos do status e entender a vontade de Deus de trazer a salvação ao homem’ em “A Palavra manifesta em carne”). Depois de ler as palavras de Deus, vi que eu não entendia a obra de julgamento de Deus. A primeira vez em que aceitei a obra Dele, eu desfrutei de muito amor e misericórdia de Deus e do esclarecimento do Espírito Santo. Eu me contentava em apenas desfrutar da graça de Deus. Eu pensava que era um bebezinho nas mãos de Deus, valorizado por Ele, que eu era especial e perfeito e que não seria severamente julgado por Deus. Portanto, quando o julgamento e castigo severos de Deus vieram, quando as palavras Dele expuseram minha rebeldia, resistência e meu caráter de anticristo, eu pensei que Deus me eliminaria e senti que todos meus esforços tinham sido em vão, então decidi sair da igreja. Meu desejo por bênçãos, minhas ambições extravagantes e minha ignorância me levaram a trair a Deus. Meu egoísmo me deixou ver apenas a condenação de Deus e não me permitiu entender o desejo Dele de salvar as pessoas. Na Era da Graça, Deus tinha misericórdia e tolerância infinitas com as pessoas e Ele redimiu toda a humanidade do pecado. Mas os humanos estavam profundamente corrompidos por Satanás. Só o julgamento e o castigo severos de Deus podiam mudar os caracteres corruptos das pessoas e nos salvar plenamente do domínio de Satanás. Eu era tão corrupto que me tornei uma personificação de Satanás e precisei desse julgamento e castigo severos de Deus para me despertar. Pois só esse tipo de obra me faria ver a aparência desagradável da minha corrupção por Satanás, e só então eu viria a odiar a mim mesmo e a renunciar a Satanás. Sem isso, eu ainda pensaria que sou perfeito e amado por Deus, e nunca buscaria a verdade nem refletiria sobre mim mesmo. Eu teria seguido a senda errada do anticristo até a morte. Eu acreditava em Deus, mas não queria sofrer, e sim ser mimado por Ele, desfrutar da misericórdia e das bênçãos de Deus para sempre como um bebê. Como eu poderia ser purificado por Deus desse jeito? Minha ignorância e meu egoísmo me cegaram para o amor e a bênção na obra de julgamento de Deus, de modo que entendi Deus errado, me afastei Dele e O traí. Eu paguei um preço alto pela minha ignorância e egoísmo. Depois de perceber o grande significado da obra de julgamento de Deus, eu tive a confiança para seguir a Deus e experimentar a obra Dele de novo, pois entendi que, não importava se a obra de Deus se conformava às minhas noções, tudo foi feito para me purificar e mudar meu caráter corrupto. Foi para me salvar plenamente do domínio de Satanás.

Mais tarde, refleti sobre mim mesmo por meio da palavra de Deus. Li uma passagem especial da palavra Dele. “Pessoas com uma natureza arrogante são capazes de desobedecer a Deus, de resistir a Ele, de cometer atos que O julgam e O traem e de fazer coisas que as exaltam e que são uma tentativa de estabelecer reino próprio. Digamos que houvesse várias dezenas de milhares de pessoas em um país que aceitaram a obra de Deus e que a casa de Deus enviasse você para lá para liderar e pastorear os escolhidos de Deus. E digamos que a casa de Deus entregasse a autoridade a você e permitisse que você trabalhasse sozinho, sem supervisão Minha ou de qualquer outra pessoa. Após vários meses, você teria se tornado um governante soberano, todo o poder estaria em suas mãos, você daria as ordens, todos os escolhidos reverenciariam você, adorariam você, obedeceriam a você como se você fosse Deus; a maioria até chegaria a ajoelhar-se e curvar-se diante de você, cantando seus louvores com cada palavra, dizendo que você prega com percepção, alegando persistentemente que suas declarações são aquilo de que eles precisavam e que você é capaz de prover para as necessidades deles — tudo isso sem nem ao menos mencionar a palavra ‘Deus’. Como você teria feito esse trabalho? O fato de essas pessoas serem capazes de tal reação provaria que o trabalho que você esteve fazendo não envolvia, de forma alguma, dar testemunho de Deus; ao contrário, dava apenas testemunho de você mesmo e o exibia. Como você pôde alcançar tal resultado? Algumas pessoas dizem: ‘O que eu comunico é a verdade; certamente nunca testifiquei a mim mesmo!’. Essa sua atitude — essa conduta — é a de tentar comunicar com as pessoas a partir da posição de Deus, e não é a de ocupar a posição de um humano corrupto. Tudo que você diz é conversa bombástica e fazer exigências aos outros; nada tem a ver com você mesmo. Portanto, o efeito que você alcançaria seria fazer com que as pessoas o adorassem, o invejassem e o elogiassem até que, no fim, todas soubessem de você, o testificassem, exaltassem e bajulassem até as alturas do céu. Quando isso acontecer, você estará acabado; você terá fracassado! Não é essa a senda em que todos vocês estão neste momento? Se pedissem que você liderasse umas mil ou umas dez mil pessoas, você se sentiria exultante. Então produziria arrogância e começaria a tentar ocupar a posição de Deus em fala e gestos, e não saberia o que vestir, o que comer ou como andar. Você regozijaria nos confortos da vida e se manteria no alto, não dignando-se a se encontrar com irmãos e irmãs comuns. Você se tornaria totalmente degenerado e seria desnudado e eliminado, derrubado igual ao arcanjo. Todos vocês são capazes disso, não são?” (‘Uma natureza arrogante é a raiz da resistência do homem a Deus’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Enquanto ponderava as palavras de Deus, lembrei-me do meu comportamento. Desde que iniciara meus deveres, sem saber, eu tinha seguido a senda do anticristo. Para garantir um lugar no coração dos meus irmãos, em nome de mais poder e prestígio, eu me disfarcei com todos os tipos de falsidades para ganhar o respeito dos meus irmãos. Além disso, já que eu era promovido continuamente, eu me achava melhor do que eles, e que eu era favorecido por Deus e ordenado por Ele para gerenciar os outros, assim me tornei muito arrogante, menosprezei os outros, quis que meus irmãos me obedecessem e se submetessem a mim e trouxe todos para diante de mim mesmo. Eu meu dever, não me concentrei em buscar os princípios da verdade nem pedi a opinião e as sugestões dos meus irmãos, pois achava que eles não eram tão bons quanto eu. Nas reuniões, eu os criticava e repreendia arbitrariamente na frente de todo mundo e expunha os desvios e os erros em seus deveres, fazendo com que se sentissem tão negativos a ponto de não quererem cooperar comigo. Também exigia que os outros me seguissem e cumprissem seus deveres do meu jeito, mas eu não guiava meus irmãos na busca dos princípios da verdade. Sem a revelação da palavra de Deus, eu não acharia que era arrogante, não pensaria que meu desejo e ambição por status eram um problema sério, nem perceberia que eu tinha embarcado na senda do anticristo. Sem a palavra de Deus para expor meu eu verdadeiro, eu ainda teria seguido a senda do anticristo, feito coisas imperdoáveis e sido destruído por Deus.

Depois disso, li outra passagem da palavra de Deus. Deus diz: “Como uma das criaturas, o homem deve guardar sua própria posição, e se comportar conscienciosamente. Obedientemente protege aquilo que lhe é confiado pelo Criador. Não aja indevidamente, nem faça coisas além de sua capacidade ou que são abomináveis para Deus. Não tente ser grande nem se tornar um super-homem nem estar acima dos outros, nem busque tornar-se Deus. É isso que as pessoas não devem desejar ser. Querer se tornar grande ou um super-homem é absurdo. Querer se tornar Deus é ainda mais vergonhoso; é repugnante e desprezível. O que é louvável, e o que as criaturas devem valorizar acima de tudo, é se tornar uma criatura verdadeira; esse é o único objetivo que todas as pessoas devem perseguir” (‘O Próprio Deus, o Único I’ em “A Palavra manifesta em carne”). Depois de ler as palavras de Deus, refleti para entender a mim mesmo. Eu tinha me achado diferente, e especialmente após me tornar líder e ganhar algum status, minha natureza satânica foi ainda mais exposta. Eu era arrogante e me exibia. Eu queria que meus irmãos me adorassem e me obedecessem. Deus me deu alguns dons e status, e eu queria ter poder. Fui tão vergonhoso e ignorante! Deus queria que eu fosse um verdadeiro ser criado, que aceitasse Sua soberania e provisão, cumprisse meu dever, viesse a conhecê-Lo e testificasse para Ele. Mas eu estava tão profundamente corrompido por Satanás que perdi a razão de uma pessoa normal e esqueci meu lugar como um ser criado. Eu não queria me comportar como uma pessoa comum, queria ser um super-homem, uma grande pessoa e admirada pelos outros. Na verdade, eu tinha o mesmo status dos meus irmãos. Só porque Deus tinha me dado um dom ou talento especial ou me exaltado à posição de um líder, isso não significava que meu status era mais alto que o dos irmãos. Eu ainda era um ser criado. Esses dons e talentos haviam sido dados por Deus, portanto, eu não devia ter me exibido. Eu devia ter me concentrado meu esforço em cumprir bem o meu dever e em me tornar um ser criado decente.

Quando percebi essas coisas, eu tive uma senda de prática e senti certo alívio. Na hora, eu quis voltar correndo para a igreja para continuar meu dever. Dessa vez, minha determinação de seguir a Deus e cumprir meu dever era mais firme. Apaguei tudo em meu computador e celular que nada tinha a ver com minha crença em Deus e decidi deixar de lado todo o resto e seguir a Deus. Alguns dias depois, voltei para a igreja. Não demorou, e reassumi meu dever de pregar o evangelho. Graças a Deus! Dessa vez, comecei do zero e cooperei com meus irmãos. Sempre que eu encontrava um problema, eu pedia a opinião e as sugestões dos meus irmãos e pedia que participassem. Eu não tomava mais decisões sozinho e não impunha mais minhas opiniões aos meus irmãos. Em vez disso, eu os aconselhava e trabalhava com eles para encontrar uma boa senda de prática. Também não quis mais me exibir para fazer com que me admirassem nem quis mais controlá-los. Não quis mais nenhum poder. Em vez disso, aprendi a buscar os princípios da verdade juntamente com meus irmãos. Ao praticar assim, senti uma profunda paz, que era algo que não tinha sentido antes. Agora, meu relacionamento com meus irmãos é muito mais fácil e eles estão dispostos a cooperar comigo. Sou muito grato a Deus por me dar a oportunidade de recomeçar. Sinto de verdade que só as palavras de Deus podem mudar meu caráter arrogante e minha busca por status. Somente elas me permitem ocupar a posição de um ser criado, cooperar com os irmãos para cumprirmos bem nosso dever e viver uma semelhança humana.

Por meio desse julgamento, castigo, poda e tratamento severos, experimentei o amor de Deus, ganhei um pouco de entendimento dos meus caracteres corruptos e tenho uma visão clara da obra de Deus e também uma fé maior em Deus. Sinto que o julgamento e castigo de Deus não são para condenar e destruir as pessoas, mas, como diz a palavra de Deus: “O castigo e o julgamento de Deus são a luz, a luz da salvação do homem, e não há maior bênção, graça ou proteção para ele” (‘As experiências de Pedro: seu conhecimento de castigo e julgamento’ em “A Palavra manifesta em carne”). Minha natureza era arrogante demais, minha ambição, grande demais, e meus caracteres satânicos, sérios demais, por isso Deus teve que usar um julgamento e castigo tão severos para me purificar e me mudar, para me guiar até a senda certa. Sou grato a Deus por me salvar!

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