O Filho do homem até do sábado é o Senhor (parte 2)

20 de Abril de 2020

A seguir, vejamos a última frase dessa passagem das Escrituras: “Porque o Filho do homem até do sábado é o Senhor”. Existe um lado prático nessa frase? Vocês percebem o lado prático disso? Cada coisa que Deus diz vem do Seu coração, então por que Ele disse isso? Como vocês compreendem isso? Vocês podem compreender o significado dessa frase agora, mas na época muitas pessoas não compreendiam, pois a humanidade havia acabado de sair da Era da Lei. Para eles, deixar de observar o sábado era algo muito difícil de fazer, sem falar em compreender o que é um verdadeiro sábado.

A frase “o Filho do homem até do sábado é o Senhor” diz às pessoas que tudo de Deus é imaterial e, embora Deus possa suprir todas as suas necessidades materiais, uma vez que todas as suas necessidades materiais sejam satisfeitas, a satisfação vinda dessas coisas poderá substituir a sua busca da verdade? É bem claro que isso não é possível! O caráter de Deus, e o que Ele tem e é, sobre o que comunicamos, são ambos a verdade. É algo que não pode ser medido com o alto preço dos objetos materiais, nem o seu valor pode ser quantificado com dinheiro, pois não é um objeto material e supre as necessidades do coração de cada pessoa. Para cada pessoa, o valor dessas verdades intangíveis deve ser maior que o valor de qualquer coisa material que você acha bonita, certo? Essa afirmação é algo que pede a reflexão de vocês. O ponto chave do que Eu disse é que aquilo que Deus tem e é, e tudo de Deus, são as coisas mais importantes para cada pessoa e não podem ser substituídas por nenhum objeto material. Vou dar um exemplo: quando você está com fome, precisa de comida. Esse alimento pode ser relativamente bom ou relativamente fraco, mas contanto que você coma o suficiente, a sensação desagradável de estar com fome não vai mais existir — ela terá desaparecido. Você pode ficar sentado em paz e seu corpo estará em repouso. A fome das pessoas pode ser resolvida com comida, mas quando você está seguindo a Deus e sente que não tem compreensão Dele, como você pode resolver o vazio em seu coração? Pode ser resolvido com comida? Ou quando você está seguindo a Deus e não compreende a vontade Dele, o que você pode usar para compensar essa fome em seu coração? No processo da sua experiência de salvação através de Deus, enquanto você busca uma mudança no seu caráter, se você não compreende a Sua vontade ou não sabe o que é a verdade, se você não compreende o caráter de Deus, você não se sente muito intranquilo? Não sente uma forte fome e sede em seu coração? Esses sentimentos não impedem que você sinta descanso em seu coração? Assim, como você pode compensar essa fome em seu coração — haverá uma maneira de resolvê-lo? Algumas pessoas vão fazer compras, outras vão encontrar amigos com quem confidenciar, outras dormem até se saciar, outras vão ler mais as palavras de Deus, ou trabalhar mais e despender mais esforço para cumprir seus deveres. Essas coisas podem resolver suas dificuldades reais? Todos vocês compreendem plenamente esse tipo de práticas. Quando você se sente impotente, quando sente um forte desejo de ganhar o esclarecimento de Deus para lhe permitir conhecer a realidade da verdade e da Sua vontade, do que você mais precisa? O que você precisa não é de uma refeição completa, nem de algumas palavras gentis. Mais que isso, não é de consolação e satisfação passageiras da carne — o que você precisa é que Deus lhe diga, direta e claramente, o que você deve fazer e como deve fazê-lo, que lhe diga com clareza o que é a verdade. Depois de compreender isso, mesmo que seja apenas um pouquinho, você não se sente mais satisfeito em seu coração do que se tivesse comido uma boa refeição? Quando seu coração está satisfeito, o seu coração, toda a sua pessoa, não ganham o descanso verdadeiro? Por meio dessa analogia e análise, vocês compreendem agora porque Eu quis compartilhar com vocês esta frase: “O Filho do homem até do sábado é o Senhor”? Seu significado é que aquilo que vem de Deus, o que Ele tem e é, e o Seu tudo são maiores do que qualquer outra coisa, incluindo a coisa ou a pessoa que você antes acreditava que era a que você mais estimava. Isto é, se uma pessoa não consegue obter palavras da boca de Deus ou não entende a Sua vontade, não pode ganhar o descanso. Nas experiências que vocês terão no futuro, vocês compreenderão por que Eu queria que vocês vissem essa passagem hoje — isso é muito importante. Tudo o que Deus faz é verdade e vida. A verdade para a humanidade é algo que não pode faltar em sua vida, algo sem o qual as pessoas não podem viver; também se poderia dizer que é a maior de todas as coisas. Embora não se possa vê-la nem tocá-la, a importância dela para você não pode ser ignorada; é a única coisa que pode trazer descanso ao seu coração.

A compreensão que vocês têm da verdade está integrada com próprio estado de vocês? Na vida real, você precisa pensar primeiro em quais verdades se relacionam com as pessoas, coisas e objetos que você já encontrou; é entre essas verdades que você pode encontrar a vontade de Deus e conectar aquilo que você encontrou com a vontade de Deus. Se você não sabe quais aspectos da verdade se relacionam com as coisas que você encontrou, mas vai diretamente buscar a vontade de Deus, essa abordagem é bastante cega e não pode alcançar resultados. Se você quer buscar a verdade e entender a vontade de Deus, precisa primeiro examinar que tipo de coisas lhe sobrevieram, a que aspectos da verdade se relacionam, e procurar a verdade na palavra de Deus que se relaciona com o que você experimentou. Você então procurará a senda da prática que é correta para você naquela verdade; assim, você poderá ganhar uma compreensão indireta da vontade de Deus. Buscar e praticar a verdade não significam aplicar mecanicamente uma doutrina ou seguir uma fórmula. A verdade não é uma fórmula, nem é uma lei. Ela não está morta — ela é vida, é uma coisa viva, é a regra que uma criatura deve seguir e a regra que um humano deve ter na sua vida. Isso é algo que você precisa compreender melhor pela experiência. Não importa a qual estágio você já chegou em sua experiência, você é inseparável da palavra de Deus ou da verdade, o que você entende do caráter de Deus e o que você sabe daquilo que Deus tem e é, tudo isso está expresso nas palavras de Deus; elas estão inextricavelmente ligadas à verdade. O caráter de Deus e aquilo que Ele tem e é são, em si mesmos, a verdade; a verdade é uma manifestação autêntica do caráter de Deus e do que Ele tem e é. Isso torna concreto aquilo que Deus tem e é, e afirma isso expressamente; isso diz a você, mais diretamente, o que Deus gosta, o que Ele não gosta, o que Ele quer que você faça e o que Ele não permite que você faça, quais pessoas Ele despreza e em quais pessoas Ele Se deleita. Por trás das verdades que Deus expressa as pessoas podem ver Seu prazer, raiva, tristeza e felicidade, bem como a Sua essência — essa é a revelação do Seu caráter. Além de saber o que Deus tem e é e compreender Seu caráter a partir da Sua palavra, o mais importante é a necessidade de alcançar esse entendimento por meio da experiência prática. Se uma pessoa se retira da vida real a fim de conhecer a Deus, ela não conseguirá alcançar isso. Mesmo que haja pessoas capazes de ganhar alguma compreensão da palavra de Deus, ela é limitada a teorias e palavras, e há uma disparidade com o que Deus realmente é.

Tudo que estamos comunicando agora está dentro do escopo das histórias registradas na Bíblia. Através dessas histórias, e através da análise dessas coisas que aconteceram, as pessoas podem entender o Seu caráter e o que Ele tem e é que Ele expressou, permitindo-lhes conhecer cada aspecto de Deus de maneira mais ampla, mais profunda, mais abrangente e mais completa. Então, será que a única maneira de conhecer todos os aspectos de Deus é através dessas histórias? Não, não é! Pois o que Deus diz e a obra que Ele faz na Era do Reino podem ajudar melhor as pessoas a conhecer o Seu caráter, e a conhecê-lo mais plenamente. No entanto, creio que é um pouco mais fácil conhecer o caráter de Deus e compreender o que Ele tem e é por meio de alguns exemplos ou histórias registradas na Bíblia com as quais as pessoas estão familiarizadas. Se Eu tomar as palavras de julgamento e castigo e as verdades que Deus expressa hoje para fazer com que você O conheça palavra por palavra, você sentirá que isso tudo é muito enfadonho e tedioso, e algumas pessoas até sentirão que as palavras de Deus parecem ser como fórmulas. Mas se Eu tomo essas histórias bíblicas como exemplos para ajudar as pessoas a conhecer o caráter de Deus, elas não as acharão tediosas. Você poderia dizer que, no decorrer da explicação desses exemplos, os detalhes do que estava no coração de Deus naquele tempo — Seu humor ou sentimento, ou Seus pensamentos e ideias — foram transmitidos às pessoas em linguagem humana, e o objetivo de tudo isso é permitir que elas apreciem, sintam que o que Deus tem e é não é uma fórmula. Não é uma lenda ou algo que as pessoas não podem ver nem tocar. É algo que realmente existe e que as pessoas podem sentir e apreciar. Esse é o objetivo final. Poderíamos dizer que as pessoas que vivem nesta era são abençoadas. Elas podem recorrer a histórias bíblicas para ganhar uma compreensão mais ampla da obra anterior de Deus; podem ver o Seu caráter através da obra que Ele realizou. E podem compreender a vontade de Deus para a humanidade através desses caracteres que Ele expressou, compreender as manifestações concretas da Sua santidade e do Seu cuidado para com os humanos, a fim de alcançar um conhecimento mais detalhado e mais profundo do caráter de Deus. Creio que todos vocês podem sentir isso!

Dentro do escopo da obra que o Senhor Jesus completou na Era da Graça, você pode ver outro aspecto do que Deus tem e é. Foi expresso através de Sua carne, e tornou-se possível para as pessoas verem e apreciarem através da Sua humanidade. No Filho do homem, as pessoas viram como o Deus na carne viveu a Sua humanidade, e viram a divindade de Deus expressa através da carne. Esses dois tipos de expressão permitiram que as pessoas vissem um Deus muito real e formassem um conceito diferente de Deus. Contudo, no período de tempo transcorrido entre a criação do mundo e o fim da Era da Lei, isto é, antes da Era da Graça, tudo que era visto, ouvido e experimentado pelo povo era apenas o aspecto divino de Deus. Era aquilo que Deus fez e disse em um reino intangível, e as coisas que Ele expressou da Sua pessoa real que não podiam ser vistas nem tocadas. Muitas vezes, essas coisas faziam as pessoas sentirem que Deus era demasiado grandioso e que elas não podiam se aproximar Dele. A impressão que Deus em geral dava às pessoas era que Ele aparecia e desaparecia subitamente; elas chegavam a sentir que cada um dos Seus pensamentos e ideias era tão misterioso e tão fugidio que não havia como alcançá-los, muito menos tentar compreendê-los e apreciá-los. Para elas, tudo que se relacionava a Deus era muito distante — tão distante que as pessoas não podiam vê-lo, não podiam tocá-lo. Parecia que Ele estava lá em cima no céu e parecia que Ele não existia em absoluto. Assim, para as pessoas, compreender o coração e a mente de Deus ou qualquer um dos Seus pensamentos era impossível e até inatingível. Embora Deus realizasse algumas obras concretas na Era da Lei e também emitisse algumas palavras específicas e expressasse alguns caracteres específicos para permitir que as pessoas apreciassem e vissem algum conhecimento real Dele, no final, essa era a expressão de Deus do que Ele tem e é em um reino intangível, e o que as pessoas compreendiam, o que elas sabiam ainda era do aspecto divino do que Ele tem e é. A humanidade não podia ganhar um conceito concreto a partir dessa expressão do que Ele tem e é, e a impressão que tinham de Deus ainda estava presa no escopo de “um corpo espiritual do qual é difícil se aproximar, que aparece e desaparece”. Como Deus não usou um objeto específico ou uma imagem do reino material para aparecer para as pessoas, elas ainda não podiam defini-Lo usando a linguagem humana. No coração e mente das pessoas, elas sempre quiseram usar sua própria linguagem para estabelecer um padrão para Deus, para torná-Lo tangível e humanizá-Lo; por exemplo, saber qual a altura Dele, qual o Seu tamanho, qual a Sua aparência, do que Ele gosta em especial e qual é a Sua personalidade específica. Na verdade, em Seu coração, Deus sabia que as pessoas pensavam assim. Ele foi muito claro a respeito das necessidades das pessoas e é claro que Ele sabia o que deveria fazer; assim, Ele realizou a Sua obra de uma maneira diferente na Era da Graça. Essa maneira foi, ao mesmo tempo, divina e humanizada. Na época em que o Senhor Jesus estava operando, as pessoas podiam ver que Deus tinha muitas expressões humanas. Por exemplo, Ele podia dançar, podia comparecer a casamentos, podia comungar com as pessoas, falar com elas e debater assuntos com elas. Além disso, o Senhor Jesus também completou muitas obras que representavam a Sua divindade e, é claro, toda essa obra foi uma expressão e uma revelação do caráter de Deus. Durante esse tempo, quando a divindade de Deus Se concretizou em um corpo comum que as pessoas podiam ver e tocar, elas não mais sentiam que Ele aparecia e desaparecia, que elas não podiam se aproximar Dele. Pelo contrário, podiam tentar compreender a vontade de Deus ou entender a Sua divindade através de cada movimento, das palavras e da obra do Filho do homem. O Filho do homem encarnado expressou a divindade de Deus através de Sua humanidade e transmitiu a vontade de Deus para a humanidade. E através da expressão da vontade e do caráter de Deus, Ele também revelou às pessoas o Deus que não pode ser visto ou tocado no reino espiritual. O que as pessoas viram foi o Próprio Deus, tangível e em carne e osso. Assim, o Filho do homem encarnado tornou coisas como a identidade, o status, a imagem e o caráter do Próprio Deus e o que Ele tem e é concretas e humanizadas. Embora a aparência externa do Filho do homem tivesse algumas limitações em relação à imagem de Deus, Sua essência e o que Ele tem e é eram plenamente capazes de representar a identidade e o status do Próprio Deus — havia apenas algumas diferenças na forma de expressão. Não importa se é a humanidade do Filho do homem ou a Sua divindade, não podemos negar que Ele representava a Própria identidade e status de Deus. Durante essa época, porém, Deus operava através da carne, falava a partir da perspectiva da carne e Se postava diante da humanidade com a identidade e o status do Filho do homem, e isso deu às pessoas a oportunidade de encontrar e experimentar as verdadeiras palavras e obra de Deus em meio à humanidade. Também permitiu que as pessoas tivessem uma percepção da Sua divindade e grandeza em meio à humildade, que ganhassem também uma compreensão preliminar e uma definição preliminar da autenticidade e da realidade de Deus. Embora a obra concluída pelo Senhor Jesus, as Suas maneiras de operar e a perspectiva da qual Ele falava diferissem da pessoa real de Deus no reino espiritual, tudo Nele representava verdadeiramente o Próprio Deus que os humanos nunca tinham visto — isso não pode ser negado! Ou seja, não importa sob que forma Deus apareça, não importa de que perspectiva Ele fale, ou com que imagem Ele encare a humanidade, Deus não representa nada além de Si Mesmo. Ele não pode representar nenhum humano — Ele não pode representar nenhum humano corrupto. Deus é o Próprio Deus, e isso não pode ser negado.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne

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