Jesus opera milagres

13 de Dezembro de 2018

1) Jesus alimenta os cinco mil

João 6:8-13 Ao que Lhe disse um dos Seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? Disse Jesus: Fazei reclinar-se o povo. Ora, naquele lugar havia muita relva. Reclinaram-se aí, pois, os homens em número de quase cinco mil. Jesus, então, tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos que estavam reclinados; e de igual modo os peixes, quanto eles queriam. E quando estavam saciados, disse aos Seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

2) A ressurreição de Lázaro glorifica a Deus

João 11:43-44 E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu o que estivera morto, ligados os pés e as mãos com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.

Entre os milagres realizados pelo Senhor Jesus, selecionamos apenas esses dois, porque eles são adequados para demonstrar o que Eu quero de expor aqui. Esses dois milagres são verdadeiramente surpreendentes e altamente representativos dos milagres que o Senhor Jesus realizou na Era da Graça.

Em primeiro lugar, examinemos a primeira passagem: Jesus alimenta os cinco mil.

Qual é a ideia dos “cinco pães e dois peixes”? Normalmente, quantas pessoas poderiam ser suficientemente alimentadas com cinco pães e dois peixes? Se vocês basearem sua medida no apetite de uma pessoa mediana, isso seria suficiente apenas para duas pessoas. Esse é a ideia de “cinco pães e dois peixes” em seu sentido mais básico. No entanto, nessa passagem, quantas pessoas foram alimentadas pelos cinco pães e dois peixes? O que segue é o que está registrado nas escrituras: “Ora, naquele lugar havia muita relva. Reclinaram-se aí, pois, os homens em número de quase cinco mil”. Comparado com cinco pães e dois peixes, cinco mil é um grande número? O que mostra o fato de que esse número é tão grande? Do ponto de vista humano, dividir cinco pães e dois peixes entre cinco mil pessoas seria impossível, porque a diferença entre pessoas e comida é grande demais. Mesmo se cada pessoa ficasse apenas com uma pequena mordida, mesmo assim não bastaria para cinco mil pessoas. Mas aqui, o Senhor Jesus operou um milagre — Ele não só garantiu que cinco mil pessoas se alimentassem até ficarem satisfeitas, mas ainda sobrou comida. As escrituras dizem: “E quando estavam saciados, disse aos Seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido”. Esse milagre capacitou as pessoas a ver a identidade e o status do Senhor Jesus e a ver que nada é impossível para Deus — dessa forma, elas viram a verdade da onipotência de Deus. Cinco pães e dois peixes foram suficientes para alimentar cinco mil, mas se não houvesse nenhum alimento, Deus teria sido capaz de alimentar cinco mil pessoas? É claro que sim! Esse foi um milagre, então, inevitavelmente, as pessoas sentiram que era algo incompreensível, incrível e misterioso, mas para Deus, fazer tal coisa não era nada. E já que isso era algo comum para Deus, por que deveria escolhido agora para ser interpretado? Porque o que está por trás desse milagre é a vontade do Senhor Jesus, que nunca antes havia sido percebida pela humanidade.

Primeiro, tentemos entender que tipo de pessoas eram esses cinco mil. Eram seguidores do Senhor Jesus? A partir das escrituras, sabemos que elas não eram Seus seguidores. Elas sabiam quem era o Senhor Jesus? Certamente não! No mínimo, não sabiam que a pessoa postada diante delas era Cristo, ou talvez algumas pessoas soubessem apenas o Seu nome ou soubessem de algo ou tivessem ouvido algo sobre as coisas que Ele havia feito. Sua curiosidade sobre o Senhor Jesus só foi despertada quando ouviram histórias sobre Ele, mas vocês decerto não poderiam dizer que elas O seguiam e muito menos que O compreendiam. Quando o Senhor Jesus viu essas cinco mil pessoas, elas estavam com fome e só conseguiam pensar em encher sua barriga. Foi nesse contexto que o Senhor Jesus satisfez o seu desejo. Quando Ele satisfez seu desejo, o que estava no Seu coração? Qual era a atitude Dele em relação a essas pessoas que só queriam satisfazer sua fome? Naquele momento, os pensamentos e a atitude do Senhor Jesus estavam relacionados ao caráter e à essência de Deus. Diante dessas cinco mil pessoas de estômago vazio que queriam apenas comer uma refeição completa, enfrentando essas pessoas cheias de curiosidade e de esperança a respeito Dele, o Senhor Jesus só pensou em utilizar esse milagre para conceder-lhes graça. No entanto, Ele não teve a esperança de que elas se tornassem Seus seguidores, pois Ele sabia que elas só queriam se divertir e comer; portanto, Ele fez o melhor possível com aquilo que Ele tinha ali e usou cinco pães e dois peixes para alimentar cinco mil pessoas. Ele abriu os olhos dessas pessoas que gostavam de ver coisas excitantes, que queriam testemunhar milagres, e elas viram com seus próprios olhos as coisas que Deus encarnado podia realizar. Embora o Senhor Jesus tenha usado algo tangível para satisfazer sua curiosidade, Ele já sabia em Seu coração que essas cinco mil pessoas só queriam fazer uma boa refeição; por isso Ele não pregou a elas nem disse absolutamente nada — Ele apenas permitiu que elas vissem esse milagre ao vivo. Ele não podia, de modo algum, tratar essas pessoas da mesma forma que tratava os discípulos, que verdadeiramente O seguiam, mas, no coração de Deus, todas as criaturas estão sob Seu governo, e Ele permitiria que todas as criaturas à Sua vista desfrutassem da graça de Deus quando fosse necessário. Embora essas pessoas não soubessem quem Ele era e não O compreendessem nem tivessem nenhuma impressão especial Dele nem gratidão para com Ele mesmo depois de terem comido os pães e os peixes, isso não era algo a que Deus Se opusesse — Ele deu a essas pessoas uma maravilhosa oportunidade de desfrutar da graça de Deus. Algumas pessoas dizem que Deus segue seus princípios naquilo que faz, que Ele não vigia nem protege incrédulos e que, especialmente, Ele não permite que eles desfrutem de Sua graça. Será realmente esse o caso? Aos olhos de Deus, contanto que sejam criaturas vivas que Ele Mesmo criou, Ele administrará e cuidará delas, e de várias maneiras Ele as tratará, fará planos para elas e as governará. São esses os pensamentos e a atitude de Deus para com todas as coisas.

Embora as cinco mil pessoas que comeram os pães e os peixes não planejassem seguir o Senhor Jesus, Ele não fez exigências rigorosas a elas; após terem comido até ficarem satisfeitos, vocês sabem o que o Senhor Jesus fez? Ele pregou alguma coisa a eles? Para onde Ele foi depois de fazer isso? As escrituras não registram que o Senhor Jesus tenha lhes dito algo, só que partiu em silêncio após realizar Seu milagre. Assim, Ele fez qualquer exigência a essas pessoas? Houve algum ódio? Não, não houve nada disso, Ele simplesmente não queria mais dar atenção a essas pessoas que não podiam segui-Lo, e nesse momento Seu coração sentiu dor. Pois Ele tinha visto a depravação da humanidade e sentido a rejeição da humanidade por Ele, quando Ele viu essas pessoas ou estava com elas, Ele se entristeceu com a obtusidade e a ignorância humanas, e Seu coração sentiu dor, tudo que Ele queria era deixar essas pessoas o mais rápido possível. O Senhor não fez nenhuma exigência a elas em Seu coração, não queria lhes dar atenção e, sobretudo, não queria gastar Sua energia com eles. Ele sabia que eles não poderiam segui-Lo, mas, apesar de tudo isso, Sua atitude para com eles foi muito clara. Ele só queria tratá-los com bondade, conceder-lhes graça, e essa era, de fato, a atitude de Deus para com cada criatura sob o Seu governo — tratar cada criatura com bondade, prover para ela e alimentá-la. Justamente por ter sido o Senhor Jesus o Deus encarnado, Ele naturalmente revelava a própria essência de Deus e assim tratou essas pessoas com bondade. Ele as tratou com um coração de benevolência e tolerância, e com tal coração Ele lhes demonstrou bondade. Não importa como essas pessoas tenham visto o Senhor Jesus e não importa qual tenha sido o resultado, Ele tratava cada criatura com base na Sua posição como o Senhor de toda a criação. Tudo que Ele revelou foi, sem exceção, o caráter de Deus e o que Ele tem e é. O Senhor Jesus fez essa coisa em silêncio, e depois saiu em silêncio — que aspecto do caráter de Deus é esse? Vocês poderiam dizer que essa é a amabilidade de Deus? Poderiam dizer que isso é o altruísmo de Deus? Isso é algo que uma pessoa comum é capaz de fazer? Não, em absoluto! Em essência, quem eram essas cinco mil pessoas que o Senhor Jesus alimentou com cinco pães e dois peixes? Vocês poderiam dizer que eram pessoas compatíveis com Ele? Vocês poderiam dizer que todas elas eram hostis a Deus? Pode-se dizer com certeza que elas não eram compatíveis com o Senhor, em absoluto, e a essência delas era totalmente hostil a Deus. Mas como Deus as tratou? Ele usou um método para desarmar a hostilidade das pessoas em relação a Deus — esse método se chama “bondade”. Isto é, embora o Senhor Jesus visse essas pessoas como pecadores, aos olhos de Deus elas eram, mesmo assim, a Sua criação, por isso Ele tratou esses pecadores com bondade. Essa é a tolerância de Deus, e essa tolerância é determinada pela própria identidade e essência de Deus. Assim, isso é algo de que nenhum humano criado por Deus é capaz — somente Deus pode fazer isso.

Quando você conseguir verdadeiramente apreciar os pensamentos e a atitude de Deus para com a humanidade, quando você conseguir verdadeiramente entender as emoções de Deus e a Sua preocupação com cada ser da criação, você será capaz de compreender a devoção e o amor despendido em cada uma das pessoas criadas pelo Criador. Quando isso acontecer, você usará duas palavras para descrever o amor de Deus. Quais são essas duas palavras? Algumas pessoas dizem “altruísta”, outras dizem “filantrópico”. Dessas duas, “filantrópico” é a palavra menos adequada para descrever o amor de Deus. É uma palavra que as pessoas usam para descrever alguém que é magnânimo ou aberta. Eu abomino essa palavra, porque ela se refere a dispensar caridade aleatoriamente, indiscriminadamente, sem levar em consideração nenhum princípio. É uma inclinação excessivamente sentimental de pessoas tolas e confusas. Quando essa palavra é usada para descrever o amor de Deus, há inevitavelmente uma conotação blasfema. Eu tenho aqui duas palavras que descrevem mais apropriadamente o amor de Deus. Quais são? A primeira é “imenso”. Essa palavra não é muito evocativa? A segunda é “vasto”. Há um significado real por trás dessas palavras que Eu uso para descrever o amor de Deus. Literalmente, “imenso” descreve o volume ou a capacidade de alguma coisa, mas, independentemente de quão grande seja essa coisa, ela é algo que as pessoas podem tocar e ver. Isso ocorre porque ela existe — não é um objeto abstrato, mas algo que pode passar às pessoas ideias de modo relativamente preciso e prático. Não importa a contemple a partir de uma perspectiva bi ou tridimensional, você não precisa imaginar a sua existência, porque é algo que realmente existe de maneira real. Embora usar a palavra “imenso” para descrever o amor de Deus possa parecer uma tentativa de quantificar o Seu amor, ela também nos dá a sensação de que seu amor é inquantificável. Eu digo que o amor de Deus pode ser quantificado porque o Seu amor não é vazio é coisa de lendas. Pelo contrário, é algo compartilhado por todas as coisas sob o governo de Deus e é algo apreciado por todas as criaturas em diferentes graus e a partir de diversas perspectivas. Embora as pessoas não possam vê-lo ou tocá-lo, esse amor traz sustento e vida para todas as coisas, à medida que é revelado pouco a pouco em sua vida, e elas contam e testemunham o amor de Deus de que desfrutam a cada momento que passa. Eu digo que o amor de Deus é inquantificável porque o mistério de que Deus provê e alimenta todas as coisas é algo difícil de ser compreendido pelos humanos, assim como os pensamentos de Deus para todas as coisas, particularmente aqueles para a humanidade. Isto é, ninguém conhece o sangue e as lágrimas que o Criador derramou pela humanidade. Ninguém pode compreender, ninguém pode entender a profundeza ou o peso do amor que o Criador tem pela humanidade, que Ele criou com Suas próprias mãos. Descrever o amor de Deus como imenso é ajudar as pessoas a apreciar e compreender a sua amplitude e a verdade de sua existência. É também assim que as pessoas podem compreender mais profundamente o real significado da palavra “Criador” e, assim, ganhar uma compreensão mais profunda do verdadeiro significado da designação “criação”. O que a palavra “vasto” geralmente descreve? É geralmente usada para descrever o oceano ou o universo, por exemplo: “o vasto universo” ou “o vasto oceano”. A expansão e a profundidade silenciosa do universo estão além da compreensão humana; é algo que cativa a imaginação do homem, algo pelo qual ele sente grande admiração. Seu mistério e profundidade estão à vista, mas fora do alcance. Quando pensa no oceano, você pensa na sua amplidão — ele parece ilimitado, e você consegue sentir o seu mistério e sua grande capacidade de conter coisas. É por isso que usei a palavra “vasto” para descrever o amor de Deus, para ajudar as pessoas a sentir o quanto ele é precioso e a sentir a profunda beleza do Seu amor e que o poder do amor de Deus é infinito e de longo alcance. Usei essa palavra para ajudar as pessoas a sentir a santidade do Seu amor e a dignidade e a inofendibilidade de Deus, que são reveladas através do Seu amor. Agora vocês acham que “vasto” é uma palavra adequada para descrever o amor de Deus? Pode o amor de Deus corresponder a essas duas palavras, “imenso” e “vasto”? Sem dúvida! Na linguagem humana, apenas essas duas palavras são relativamente apropriadas e relativamente próximas de descrever o amor de Deus. Vocês não acham? Se Eu pedisse a vocês que descrevessem o amor de Deus, vocês usariam essas duas palavras? Muito provavelmente não as usariam, porque a compreensão e apreciação que vocês têm do amor de Deus é limitada ao escopo de uma perspectiva bidimensional e não ascendeu à altura do espaço tridimensional. Então, se Eu pedisse a vocês que descrevessem o amor de Deus, vocês sentiriam que lhes faltam as palavras; talvez ficariam até emudecidos. As duas palavras de que falei hoje podem ser difíceis para vocês compreenderem, ou talvez vocês simplesmente não concordem. Isso só mostra que a sua apreciação e compreensão do amor de Deus é superficial e limitada a um escopo estreito. Eu já disse antes que Deus é altruísta; vocês se lembram dessa palavra “altruísta”. Seria possível que o amor de Deus só possa ser descrito como altruísta? Isso não seria um escopo muito estreito? Vocês devem refletir mais sobre essa questão, para que possam ganhar algo dela.

O exposto acima é o que nós vimos do caráter de Deus e da Sua essência a partir do primeiro milagre. Mesmo que essa seja uma história que as pessoas têm lido durante milhares de anos, ela tem um enredo simples e permite que as pessoas vejam um fenômeno simples, mas nesse enredo simples podemos ver algo mais valioso, que é o caráter de Deus e o que Ele tem e é. Essas coisas que Ele tem e é representam o Próprio Deus, são uma expressão dos pensamentos do Próprio Deus. Quando Deus expressa Seus pensamentos, isso é uma expressão da voz do Seu coração. Ele espera que haverá pessoas capazes de compreendê-Lo, conhecê-Lo e compreender a Sua vontade e capazes de ouvir a voz do Seu coração e cooperar ativamente para satisfazer a Sua vontade. Essas coisas que o Senhor Jesus fez foram uma expressão muda de Deus.

Agora, examinemos esta passagem: a ressurreição de Lázaro glorifica a Deus.

Que impressões vocês têm depois de ler essa passagem? O significado desse milagre que o Senhor Jesus realizou foi muito maior do que o anterior, pois nenhum milagre é mais impressionante do que trazer um morto de volta da sepultura. Naquela era, era extremamente significativo que o Senhor Jesus fez algo assim. Como Deus havia Se tornado carne, as pessoas só podiam ver Sua aparência física, Seu lado prático e Seu aspecto insignificante. Mesmo que algumas pessoas vissem e entendessem um pouco do Seu caráter ou alguma habilidade especial que Ele parecia possuir, ninguém sabia de onde vinha o Senhor Jesus, quem Ele era realmente em Sua essência e quais outras coisas Ele realmente era capaz de fazer. Tudo isso era desconhecido para a humanidade. Tantas pessoas queriam encontrar provas para responder a essas perguntas sobre o Senhor Jesus e conhecer a verdade. Poderia Deus fazer algo para provar a Sua Própria identidade? Para Deus, isso era muito fácil, facílimo. Ele podia fazer alguma coisa em qualquer lugar e a qualquer momento para provar a Sua identidade e essência, mas Deus tinha Seu modo de fazer as coisas — com um plano e em passos. Ele não fez as coisas indiscriminadamente; ao contrário, Ele procurou o momento certo e a oportunidade certa para fazer algo que Ele permitiria que o homem visse, algo que realmente estivesse impregnado de sentido. Dessa forma, Ele provou Sua autoridade e identidade. Então, a ressurreição de Lázaro poderia provar a identidade do Senhor Jesus? Vejamos a seguinte passagem das escrituras: “E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu o que estivera morto […]”. Quando o Senhor Jesus fez isso, Ele disse apenas uma coisa: “Lázaro, vem para fora!” Lázaro então saiu do seu sepulcro — isso foi realizado por causa de algumas poucas palavras proferidas pelo Senhor. Durante esse tempo, o Senhor Jesus não construiu um altar nem realizou outras ações. Ele apenas disse uma essa coisa. Isso seria chamado um milagre ou uma ordem? Ou foi algum tipo de feitiçaria? Superficialmente, parece que poderia ser chamado um milagre, e se vocês contemplarem isso a partir de uma perspectiva moderna, é claro que ainda poderiam chamar isso um milagre. No entanto, decerto não poderia ser considerado magia do tipo que pretende chamar uma alma de volta dos mortos, e absolutamente não foi feitiçaria de qualquer tipo. É correto dizer que esse milagre foi a mais normal e minúscula demonstração da autoridade do Criador. Essa é a autoridade e o poder de Deus. Deus tem autoridade para fazer uma pessoa morrer, e para fazer com que sua alma deixe o corpo e retorne ao Hades ou para onde quer que deva ir. A hora da morte de uma pessoa e o lugar para o qual ela vai depois da morte — isso é determinado por Deus. Ele pode tomar essas decisões a qualquer hora e em qualquer lugar, sem restrição por humanos, eventos, objetos, espaço ou geografia. Se quer fazer isso, Ele pode fazê-lo, pois todas as coisas e todos os seres vivos estão sob o Seu governo, e todas as coisas proliferam, existem e perecem por Sua palavra e Sua autoridade. Ele pode ressuscitar um morto, e isso também é algo que Ele pode fazer a qualquer hora, em qualquer lugar. Essa é a autoridade que somente o Criador possui.

Quando o Senhor Jesus fez coisas como trazer Lázaro de volta dos mortos, Seu objetivo era dar provas para que os humanos e Satanás vissem, fazer com que os humanos e Satanás soubessem que tudo relacionado à humanidade, à vida e à morte da humanidade é determinado por Deus, e que, embora Ele tenha Se tornado carne, Ele permanecia no comando do mundo físico visível tanto quanto no mundo espiritual que os humanos não podem ver. Isso foi feito para que a humanidade e Satanás soubessem que tudo relacionado à humanidade não está sob o comando de Satanás. Foi uma revelação e uma demonstração da autoridade de Deus e também foi uma maneira de Deus enviar uma mensagem a todas as coisas de que a vida e a morte da humanidade estão nas mãos de Deus. A ressurreição de Lázaro pelo Senhor Jesus foi uma das formas pelas quais o Criador ensina e instrui a humanidade. Foi uma ação concreta em que Ele usou Seu poder e Sua autoridade para instruir e prover para a humanidade. Foi uma maneira, sem usar palavras, de o Criador permitir que a humanidade visse a verdade de que Ele está no comando de todas as coisas. Foi uma maneira de Ele dizer à humanidade, por meio de ações práticas, que não há salvação senão por meio Dele. Esse meio silencioso que Ele usou para instruir a humanidade dura para sempre, é indelével e trouxe ao coração humano um choque e uma iluminação que jamais poderão desvanecer. A ressurreição de Lázaro glorificou a Deus — isso tem um impacto profundo sobre cada um dos seguidores de Deus. Ela fixa firmemente, em cada pessoa que entende profundamente esse evento, a compreensão, a visão de que somente Deus pode comandar a vida e a morte da humanidade. Embora Deus tenha esse tipo de autoridade e embora tenha enviado uma mensagem acerca da Sua soberania sobre a vida e a morte da humanidade por meio da ressurreição de Lázaro, essa não foi Sua obra primária. Deus nunca faz nada sem significado. Cada uma das coisas que Ele faz tem grande valor e é uma joia suprema num armazém de tesouros. Ele absolutamente não faria de “tirar uma pessoa de seu túmulo” o objetivo ou elemento primário ou único da Sua obra. Deus não faz nada que não tenha significado. A ressurreição de Lázaro como evento singular é adequada para demonstrar a autoridade de Deus e para provar a identidade do Senhor Jesus. É por isso que o Senhor Jesus não repetiu esse tipo de milagre. Deus faz as coisas de acordo com os Seus próprios princípios. Na linguagem humana, pode-se dizer que Deus ocupa sua mente apenas com assuntos sérios. Isto é, quando Deus faz as coisas, Ele não Se desvia do propósito da Sua obra. Ele sabe qual obra Ele quer realizar nesse estágio, o que Ele quer alcançar, e operará estritamente de acordo com o Seu plano. Se uma pessoa corrupta tivesse essa capacidade, ela pensaria apenas em maneiras de revelar essa capacidade para que os outros soubessem como ela é formidável, para que se curvassem diante dela, para que ela pudesse controlá-los e devorá-los. Esse é o mal que vem de Satanás — é o que se chama de corrupção. Deus não tem um caráter assim e não tem tal essência. Seu propósito ao fazer as coisas não é exibir-Se, mas sim fornecer à humanidade mais revelação e orientação, e é por isso que as pessoas veem poucos exemplos desse tipo de ocorrências na Bíblia. Isso não significa que os poderes do Senhor Jesus eram limitados nem que Ele era incapaz de fazer esse tipo de coisa. Ocorre simplesmente que Deus não queria fazer isso, porque a ressurreição de Lázaro pelo Senhor Jesus teve um significado muito prático e também porque a obra primária de Deus ao Se tornar carne não era realizar milagres, não era trazer os mortos de volta à vida, mas sim a obra de redenção para a humanidade. Assim, grande parte da obra que o Senhor Jesus completou foi ensinar as pessoas, prover para elas e ajudá-las, e eventos tais como a ressurreição de Lázaro eram apenas uma pequena parte do ministério que o Senhor Jesus realizou. Mais ainda, vocês poderiam dizer que “exibir-se” não faz parte da essência de Deus, então o Senhor Jesus não estava intencionalmente exercendo moderação ao não mostrar mais milagres, e isso também não foi devido a limitações do ambiente, e decerto não foi devido a uma falta de poder.

Quando o Senhor Jesus trouxe Lázaro de volta dos mortos, Ele disse apenas estas poucas palavras: “Lázaro, vem para fora!” Ele não disse mais nada além disso. Assim, o que essas palavras demonstram? Elas demonstram que Deus pode realizar qualquer coisa por meio da fala, incluindo ressuscitar um morto. Quando Deus criou todas as coisas, quando Ele criou o mundo, Ele o fez com palavras — comandos verbais, palavras com autoridade, e dessa forma todas as coisas foram criadas e assim foram realizadas. Essas poucas palavras falada pelo Senhor Jesus foram exatamente como as palavras ditas por Deus quando Ele criou os céus e a terra e todas as coisas; da mesma forma, elas continham a autoridade de Deus e o poder do Criador. Todas as coisas foram formadas e ficaram firmes devido às palavras da boca de Deus, e da mesma forma, Lázaro saiu do túmulo devido às palavras da boca do Senhor Jesus. Essa era a autoridade de Deus, demonstrada e realizada na Sua carne encarnada. Esse tipo de autoridade e capacidade pertencia ao Criador e ao Filho do homem em quem o Criador Se realizou. É esse o entendimento ensinado à humanidade por Deus ao trazer Lázaro de volta à vida. Agora, encerrarmos a nossa discussão desse tópico aqui.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne

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