Por que eu tenho medo de expor os problemas dos outros

09 de Julho de 2023

Por Ruo Tong, Taiwan

Quando estava na escola, eu percebia que alguns dos meus colegas eram muito francos. Quando viam que os outros estavam errados, eles se manifestavam e diziam isso, o que ofendia as pessoas com frequência e fazia com que eles fossem excluídos. Eu pensei: “Essas pessoas não são um pouco estúpidas? É como dizem: ‘Calar-se diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura’, e ‘Nunca jogue sujo com as pessoas’. Veja tudo, mas não fale tudo, desse jeito, uma pessoa consegue se inserir na multidão. Se você for direto demais, mesmo que sua intenção seja boa, as pessoas reagirão negativamente e rejeitarão você. Como poderá fazer amizades desse jeito?”. Por isso, eu nunca apontava os problemas dos outros diretamente quando interagia com eles. Todos os meus colegas gostavam de mim e eram meus amigos, diziam que eu era legal e que era fácil conviver comigo, e eu achava que tinha uma humanidade boa. Quando comecei a crer em Deus, eu continuei interagindo assim também com meus irmãos. Eu não apontava os problemas dos outros quando os percebia. Eu sempre achava que, se eu fosse direta demais, as pessoas se sentiriam incomodadas, que achariam que elas estavam na minha mira e que eu estava tentando expor suas falhas e que isso destruiria nosso relacionamento. Foi só quando experimentei uma revelação e li a palavra de Deus que vi que meu jeito de interagir com os outros contrariava a verdade e a Deus.

Foi em 2015, e eu era parceira de Leslie no trabalho de vídeos. Ela era crente havia mais tempo e era mais velha do que eu. Éramos respeitosas uma com a outra, convivíamos bem e quase não tínhamos conflitos. Mais tarde, eu fui eleita supervisora. Uma vez, os outros relataram que Leslie estava sendo superficial, enganosa e escorregadia, e que ela estava atrasando o trabalho. Achei que seu problema era bem sério, por isso conversei com meus parceiros de trabalho sobre ter que apontar e expor os problemas de Leslie para que ela pudesse refletir, se conhecer, se arrepender e mudar. Meus parceiros de trabalho concordaram e perguntaram quem se comunicaria com Leslie. Fiquei calada, não queria me arriscar para resolver o problema. Pensei: “Se eu apontar os problemas dela, ela achará que a estou perseguindo? Como conviveríamos depois disso?”. Para minha surpresa, todos sugeriram que eu me comunicasse com Leslie. Eu quis fugir, mas se não apontasse os problemas dela, o trabalho da igreja continuaria sendo impactado. Assim, no fim, tive que criar coragem e ir. Levei algum tempo para me preparar mentalmente, juntando a coragem para apontar seus problemas. Fiquei recitando o que eu diria a ela, do início ao fim. Mas quando a vi, fiquei toda confusa. Foi como se eu estivesse sufocando e as palavras não saíam da minha boca. Por isso eu lhe perguntei, com gentileza: “Seu estado tem sido bom recentemente? Você teve alguma dificuldade? Por que você tem sido tão lenta na produção de vídeos?”. Leslie respondeu que ela vinha se preocupando com seu filho por ele faltar à escola, por isso o trabalho atrasou. Pensei: “Ela diz que está tendo dificuldades. Se eu a expuser por ser superficial, enganosa e escorregadia, ela pensará que estou sendo dura demais e que a estou perseguindo? Se nosso relacionamento ruir, tudo ficará muito mais desconfortável entre nós”. Quando pensei nisso, não apontei seus problemas. Só lhe dei algumas palavras de conforto e analisei rapidamente o estado de seu dever.

Já que ela não tinha nenhum autoconhecimento real, ela continuou sendo superficial no dever, e houve muitos problemas em seus vídeos. Percebi que os problemas de Leslie eram muito sérios e que ela teria que ser dispensada se não mudasse. Mais tarde, fui me comunicar com ela de novo. Achei que, dessa vez, eu realmente apontaria seus problemas. Mas assim que me sentei, as palavras ficaram presas na minha garganta de novo. Fiquei pensando em como falar de um jeito que não a deixasse desconfortável, mas a conscientizasse de seus problemas, sem levá-la a pensar que eu a estava perseguindo e sem que ela desenvolvesse preconceito contra mim. Com muito tato, eu lhe perguntei: “Por que você sempre é desleixada em seu dever?”. Então, Leslie me disse que, às vezes, ela cedia à sua queda carnal por romances e negligenciava seus deveres. Ela ficou tão agitada que começou a chorar quando disse isso. Eu pensei: “Ela está enfrentando tantas dificuldades. Se eu lhe disser que ela está sendo enganosa e escorregadia, ela suportará? É melhor não dizer nada. Em todo caso, ela admitiu o problema e deve melhorar agora”. Assim, demonstrei compreensão por seu estado e a encorajei a se esforçar mais em seu dever. Depois disso, ela continuou impenitente, sua abordagem irregular foi piorando, e ela acabou sendo dispensada. Eu não refleti sobre mim mesma, e me esqueci do assunto.

Mais tarde, li uma passagem da palavra de Deus que me deu algum entendimento do meu estado. Deus Todo-Poderoso diz: “O comportamento das pessoas e a forma como tratam os outros devem se basear nas palavras de Deus; esse é o princípio mais básico para a conduta humana. Como as pessoas podem praticar a verdade se elas não entendem os princípios da conduta humana? Praticar a verdade não é dizer palavras vazias e gritar slogans. Não importa o que alguém encontre na vida, contanto que envolva os princípios de conduta humana, perspectivas sobre eventos ou a questão do cumprimento de seu dever, ele é confrontado com uma escolha e deveria buscar a verdade, buscar uma base e um princípio nas palavras de Deus, e então encontrar uma senda de prática. Aqueles que conseguem praticar dessa forma são pessoas que buscam a verdade. Ser capaz de buscar a verdade desse jeito, por maiores que sejam as dificuldades encontradas, significa trilhar a senda de Pedro, a senda de buscar a verdade. Por exemplo: qual princípio deveria ser seguido ao interagir com os outros? Talvez seu ponto de vista original seja que a harmonia é um tesouro e que a tolerância é uma excelência, que você deve manter a paz, não envergonhar os outros e não ofender ninguém, alcançando, assim, boas relações com os outros. Reprimido por esse ponto de vista, você ficará calado quando testemunhar os outros cometendo malfeitos ou violando os princípios. Em vez de ofender alguém, você preferirá que o trabalho da igreja sofra perdas. Você buscará manter harmonia com todos, não importa quem sejam. Só dirá coisas que agradem aos outros — pensando somente em proteger as emoções deles e não humilhá-los. Mesmo que descubra que alguém tem problemas, você exercerá tolerância — pelas costas dele você pode até se manifestar, mas, na frente dele, você manterá a paz e preservará seu relacionamento. O que vocês acham de tal conduta? Não é a de alguém que quer agradar a todos? Isso não é um tanto escorregadio? Isso viola os princípios de conduta. Então, não é baixo agir dessa forma? Aqueles que agem dessa forma não são pessoas boas, tampouco são nobres. Não importa quanto você tenha sofrido, não importa que preço tenha pago, se você se comportar sem princípios, você falhou e não será aprovado diante de Deus, nem será lembrado por Ele, nem agradará a Ele(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Para realizar bem o dever, deve-se, no mínimo, possuir uma consciência e razão”). As palavras de Deus me mostraram claramente que, não importa o que aconteça na vida, contanto que envolva princípios de conduta ou a perspectiva sobre as coisas, eu sempre devo buscar os princípios da verdade. Até então, eu não tinha ousado apontar os problemas dos irmãos e achava que não havia nada de errado com isso. Achava que, contanto que convivêssemos bem e não brigássemos, estava tudo bem. Eu li que Deus diz: “Não importa quanto você tenha sofrido, não importa que preço tenha pago, se você se comportar sem princípios, você falhou e não será aprovado diante de Deus, nem será lembrado por Ele, nem agradará a Ele”. Essas palavras me tocaram profundamente. Podia parecer que eu não estava cometendo nenhum mal, mas eu sempre temia ofender as pessoas e nunca ousava apontar os problemas dos outros com honestidade. Mesmo que visse um problema e me irritasse por dentro, eu sorria para eles, de modo que problemas que deveriam ser resolvidos permaneciam, e o trabalho da igreja sofria perdas. Deus diz que esse tipo de pessoa é malicioso e enganoso e que não tem princípios em sua conduta. Refleti sobre como eu tinha lidado com o incidente com Leslie. Eu estava ciente de que ela estava sendo enganosa e escorregadia e que estava impactando o progresso, mas eu tinha medo de deixá-la infeliz se eu fosse direta demais. Ela poderia pensar que eu era dura demais e desenvolver preconceito contra mim. Eu temia que ela rejeitasse isso e fizesse cara feia, então as coisas ficariam estranhas entre nós. Querendo proteger nosso relacionamento, eu tinha medo demais de dizer qualquer coisa para expô-la ou lidar com ela. Vi que seu problema de ser superficial estava piorando e eu me irritei, mas, na comunhão com ela, eu tive medo de antagonizá-la, por isso não ousei mencionar seu problema. Só disse algumas coisas inofensivas que só tocaram no assunto e até a consolei, a despeito de como me sentia. Como supervisora, não expor nem resolver os problemas que eu encontrava significava que eu estava sendo irresponsável e seriamente negligente. Finalmente, vi que eu estava fingindo ser a “pessoa legal” com os outros o tempo todo, achando que ser compreensiva e atenciosa significava que eu era uma pessoa boa. Foi só quando os fatos foram revelados que eu mudei totalmente como eu via a mim mesma. Eu percebi o problema de Leslie, mas não o apontei, nem a ajudei. Como resultado, ela não viu a essência nem as consequências de seu problema, sua vida sofreu, e o trabalho da igreja se atrasou. Eu tinha sido tão egoísta e enganosa. Como eu podia dizer que eu tinha humanidade boa?

Mais tarde, numa reunião, li como a palavra de Deus disseca “Nunca jogue sujo com as pessoas” e “Calar-se diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura”. Então eu soube que eu não estava disposta a apontar os problemas dos outros porque eu tinha sido influenciada por essas ideias. Deus Todo-Poderoso diz: “Existe uma doutrina nas filosofias de vida que diz: ‘Calar diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura’. Significa que, a fim de preservar um relacionamento amigável, é preciso calar-se sobre os problemas dos amigos, mesmo que sejam vistos claramente — que se deve defender os princípios de não esfregar coisas na cara do outro ou expor seus defeitos. Eles devem enganar um ao outro, esconder-se um do outro, empenhar-se em intrigas um com o outro; e embora saibam com clareza cristalina que tipo de pessoa o outro é, eles não o dizem diretamente, mas empregam métodos astutos para preservar seus relacionamentos amigáveis. Por que alguém desejaria preservar tais relacionamentos? Trata-se de não querer fazer inimigos nesta sociedade, dentro do grupo, o que significaria sujeitar-se com frequência a situações perigosas. Visto que você sabe que alguém se tornará seu inimigo e o prejudicará após você ter exposto os defeitos dele ou o magoado, e como você não quer colocar-se em tal posição, você emprega a doutrina das filosofias de vida que diz: ‘Nunca jogue sujo com as pessoas, e nunca exponha os defeitos delas’. À luz disso, se duas pessoas estão nesse tipo de relacionamento, elas contam como amigas verdadeiras? (Não.) Elas não são amigas verdadeiras, muito menos são confidentes uma da outra. Então que tipo de relacionamento, exatamente, é esse? Não é um relacionamento social fundamental? (É.) Em tais relacionamentos sociais, as pessoas não podem oferecer seus sentimentos, nem ter trocas profundas, nem dizer o que quiserem, nem dizer em voz alta o que está em seu coração, ou os problemas que veem no outro, ou palavras que beneficiariam o outro. Em vez disso, escolhem coisas boas para dizer, para manter o apoio do outro. Elas não ousam falar a verdade nem defender os princípios, para que não causem animosidade nos outros contra elas. Quando ninguém as ameaça, elas não vivem em paz e tranquilidade relativas? Não é esse o objetivo das pessoas ao promoverem a frase: ‘Nunca jogue sujo com as pessoas, e nunca exponha os defeitos delas’? (É.) É claro que esse é um modo de existir astuto e enganoso, com um elemento de atitude defensiva e cujo objetivo é a autopreservação. Pessoas que vivem assim não têm confidentes nem amigos próximos a quem possam dizer qualquer coisa. Elas são defensivas umas com as outras, são calculistas e estratégicas, e cada uma tira do relacionamento o que precisa. Não é assim? Em sua raiz, o objetivo do ditado ‘Nunca jogue sujo com as pessoas, e nunca exponha os defeitos delas’ é evitar ofender os outros e fazer inimigos, é proteger-se não machucando ninguém. São uma técnica e um método adotados para impedir que você seja machucado. Analisando esses vários aspectos da essência, a exigência feita à virtude das pessoas de ‘nunca jogue sujo com as pessoas, e nunca exponha os defeitos delas’ é um princípio nobre? É positivo? (Não.) O que, então, ele ensina às pessoas? Que você não deve chatear nem magoar ninguém, caso contrário você acabará sendo magoado; além disso, que você não deve confiar em ninguém. Se você magoar qualquer um de seus bons amigos, a amizade começará a mudar silenciosamente; ele deixará de ser seu amigo bom e próximo e passará a ser um estranho que passa na rua, ou seu inimigo. Que problemas ensinar as pessoas desse jeito pode resolver? Mesmo que, ao agir dessa forma, você não faça inimigos e até perca alguns, isso fará com que as pessoas o admirem e aprovem e o guardem sempre como amigo? Isso alcança totalmente o padrão de virtude? No máximo, isso é só uma filosofia de vida(A Palavra, vol. 6: Sobre a busca da verdade, “O que significa buscar a verdade (8)”). Quando Deus dissecou o impacto de “Nunca jogue sujo com as pessoas” e “Calar-se diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura”, senti que Ele estava diante de mim e me expondo. Ao viver segundo essas filosofias de conduta, minhas palavras e ações só serviam para me proteger. Não importava com quem eu estivesse, eu sempre me atinha ao princípio de nunca antagonizar nem ofender ninguém. Quando eu ainda estava na escola, eu via que as pessoas francas eram excluídas, por isso eu achava que, a fim de se dar bem com os outros, você nunca pode dizer como você realmente se sente e que nunca deve mencionar os problemas de uma pessoa e ofendê-la. Desse jeito, as pessoas gostarão de você, e você se adaptará facilmente. Mesmo depois de crer em Deus, eu continuei seguindo esse método de conduta com os irmãos. Para não ser rejeitada e não ferir pessoas, sempre que as pessoas precisavam ser expostas e poderiam se ofender, eu dava um passo para trás ou pedia que um parceiro lidasse com isso. Às vezes, quando precisava me comunicar, eu só dizia algumas coisas irrelevantes que serviam à situação, e isso fazia com que muitos problemas não fossem resolvidos a tempo. Eu acreditava que filosofias mundanas como “Um amigo a mais significa um caminho a mais” e “Calar-se diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura”, eram critérios para minha conduta. Eu nunca dizia a ninguém o que eu realmente pensava e me tornava cada vez mais falsa e enganosa. Eu pensava que manter boas relações e conviver bem com todos faria com que as pessoas gostassem de mim, e assim eu ganharia a aprovação dos outros. Se, algum dia, eu dissesse ou fizesse algo que violasse os princípios, as pessoas me inocentariam e não me deixariam passar vergonha. Vi que eu não tinha princípios em minhas interações. Eu só queria manter todos felizes e sorridentes e que ninguém expusesse as falhas de ninguém, assim, eu nunca passaria vergonha e conseguiria manter meu status e imagem. Eu não estava tentando conquistar as pessoas e usá-las? Eu podia parecer agradável, afável e empática, mas, por trás de tudo isso, eu buscava meus fins tácitos. Eu era realmente maligna! Lembrando-me da questão com Leslie, eu sabia que ela estava sendo enganosa e escorregadia, mas, para não antagonizá-la, eu não apontei nem expus seus problemas e impactei o progresso do trabalho. Eu não só a prejudiquei ao interagir desse jeito, eu também atrasei o trabalho da igreja. Deus sempre comunicou que devemos ver pessoas e coisas, comportar-nos e agir de acordo com as palavras de Deus, tendo a verdade como nosso critério. Mas no dia a dia, eu vivia segundo filosofias satânicas, sempre constrangida em minha fala e ações. Eu não era capaz de me comunicar nem de ajudar os outros normalmente, muito menos era capaz de cumprir as responsabilidades de uma líder. Eu não considerava como falar de um jeito que edificasse os outros ou como proteger o trabalho da igreja. Eu ficava olhando enquanto o trabalho da igreja era prejudicado e fingia ser a pessoa legal, a despeito dos meus sentimentos. Eu sacrificava os interesses da igreja em prol dos meus interesses. Eu era falsa demais e carecia de humanidade! Se continuasse assim, eu seria odiada e detestada por Deus e desdenhada e rejeitada pelos outros. Eu orei a Deus: “Ó Deus, vejo que o trabalho da igreja está sendo prejudicado, mas sempre finjo ser a pessoa legal. Não estou protegendo os interesses da igreja, e isso deve enojar-Te. Ó Deus, quero me arrepender. Por favor, guia-me para eu resolver esse meu problema e ser uma pessoa com um senso de justiça que protege o trabalho da igreja”.

Depois disso, li mais da palavra de Deus. “Quando algo surge, você vive segundo uma filosofia de vida e não pratica a verdade. Você sempre teme ofender os outros, mas não teme ofender a Deus e até sacrificará os interesses da casa de Deus para proteger suas relações interpessoais. Quais são as consequências de agir dessa forma? Você terá protegido muito bem suas relações interpessoais, mas terá ofendido a Deus, e Ele detestará e rejeitará você e Se irritará com você. O que é melhor, no final das contas? Se você não souber dizer, então está completamente confuso; isso prova que você não tem a mínima compreensão da verdade. Se continuar assim sem nunca acordar, o perigo é realmente grande e, no fim, você não poderá alcançar a verdade. Será você que terá sofrido uma perda. Se você não buscar a verdade nessa questão e se falhar, você será capaz de buscar a verdade no futuro? Se você ainda não conseguir, já não será mais uma questão de sofrer uma perda — no fim, você será expulso. Se você tiver as motivações e a perspectiva de uma ‘pessoa legal’, então, em todos os assuntos, você será incapaz de praticar a verdade e de obedecer aos princípios, e você sempre falhará e cairá. Se você não despertar e nunca buscar a verdade, então você será um incrédulo e jamais ganhará a verdade e a vida. O que, então, você deveria fazer? Quando confrontado com tais coisas, você deve clamar a Deus em oração, implorando pela salvação e pedindo que Deus lhe dê mais fé e força, para o capacitar a seguir o princípio, a fazer o que você deveria fazer, a lidar com as coisas de acordo com o princípio, a permanecer firme e proteger os interesses da casa de Deus e impedir que qualquer dano aconteça ao trabalho da casa de Deus. Se você for capaz de abandonar seus interesses pessoais, sua reputação e sua postura de uma ‘pessoa legal’, e se você fizer o que deveria fazer com um coração honesto e íntegro, então você terá derrotado Satanás e terá ganhado esse aspecto da verdade. Se você sempre viver segundo a filosofia de Satanás, mantendo seus relacionamentos com os outros e nunca praticando a verdade, não ousando obedecer aos princípios, então você será capaz de praticar a verdade em outros assuntos? Você não terá fé, não terá força. Se você nunca for capaz de buscar nem de aceitar a verdade, então tal fé em Deus lhe permitirá obter a verdade? (Não.) E se você não consegue obter a verdade, você pode ser salvo? Não pode. Se você sempre vive segundo a filosofia de Satanás, se carece completamente da realidade da verdade, então você nunca pode ser salvo(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). A palavra de Deus me mostrou que meus princípios sempre tinham sido manter relacionamentos e nunca fazer inimigos, em vez de praticar a palavra de Deus. Quando eu via algo que não estava alinhado com a verdade, eu simplesmente cedia e permitia, querendo proteger meus relacionamentos com os outros, permitindo que eu vivesse num estado de segurança. Eu vi que estava trilhando a senda da moderação sem nenhum princípio. Deus exige que falemos e ajamos de acordo com Sua palavra, que sejamos pessoas que amam o que Ele ama, que odeiam o que Ele odeia e saibamos distinguir o bem do mal, que sejamos capazes de discernir todos os tipos de pessoas e tratar os outros de acordo com os princípios. Só essa prática se conforma à vontade de Deus. Eu vi que Leslie estava atrasando o trabalho em seu dever, mas não a critiquei nem expus. Eu a confortei quando ela chorou e fingi ser a pessoa legal, a despeito dos meus sentimentos. Assim, eu protegi nosso relacionamento e fiquei do lado de Satanás ao mimá-la. Eu fui tão tola. Antes, eu não achava que esse tipo de conduta era um problema grande. Foi só quando os fatos foram revelados que vi que viver segundo essas filosofias de conduta não era a senda correta. Eu era supervisora, mas sempre temia ofender as pessoas e não tinha senso de justiça. Eu não ousava apontar os problemas que descobria nem me comunicava para resolvê-los, fazendo que problemas aparecessem repetidas vezes. Isso não era fazer trabalho real; era resistir a Deus.

Mais tarde, encontrei uma senda de prática na palavra de Deus: “Se você quer estabelecer um relacionamento normal com Deus, seu coração precisa estar voltado para Ele; tendo isso como fundamento, você, então, terá relacionamentos normais com outras pessoas também. Se você não tiver um relacionamento normal com Deus, então não importa o que faça para manter seus relacionamentos com outras pessoas e quanto se empenhe no trabalho ou quanta energia invista, tudo isso pertencerá a uma filosofia humana para viver. Você estará protegendo sua posição entre as pessoas e alcançando seus elogios por meio de perspectivas e filosofias humanas, em vez de estabelecer relacionamentos interpessoais normais de acordo com a palavra de Deus. Se você não se concentrar nos seus relacionamentos com as pessoas e, em vez disso, mantiver um relacionamento normal com Deus, se estiver disposto a entregar o coração a Ele e aprender a Lhe obedecer, então naturalmente seus relacionamentos interpessoais se tornarão normais. Esses relacionamentos, então, não serão construídos na carne, mas no fundamento do amor de Deus. Você quase não terá interações carnais com outras pessoas, mas, num nível espiritual, haverá comunhão, amor, conforto e provisão mútuos entre vocês. Tudo isso é feito sobre o fundamento de um desejo de satisfazer a Deus — esses relacionamentos não são mantidos por meio de filosofias humanas para viver, eles são formados naturalmente quando se carrega um fardo por Deus. Eles não requerem nenhum esforço humano artificial de sua parte, você só precisa praticar de acordo com os princípios das palavras de Deus(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “É muito importante estabelecer um relacionamento normal com Deus”). A palavra de Deus me mostrou que relações interpessoais normais não são mantidas por meio de filosofias mundanas. Elas são estabelecidas no fundamento da prática de Sua palavra. Quando coisas acontecem, devemos praticar a verdade, agir de acordo com os princípios, proteger o trabalho da igreja e assumir um fardo pela vida dos irmãos. Esse é o único jeito de ter relações interpessoais normais. Lembrei-me de alguns testemunhos experienciais dos irmãos. Quando percebiam problemas dos outros, eles eram capazes de apontá-los e de ajudar de acordo com a palavra de Deus. Embora as pessoas passassem vergonha, às vezes, se elas buscavam a verdade, elas podiam usar essa comunhão e crítica para descobrir suas falhas, conhecer seus caracteres corruptos, corrigir seus estados incorretos, progredir em sua vida e obter resultados cada vez melhores em seus deveres. Isso é ser realmente amoroso e útil. Mas quanto àqueles que não buscam a verdade, eles são desnudados por crítica e tratamento. Eles estão fartos da verdade, e quando são podados e tratados, eles inventam desculpas e resistem, sem nenhuma aceitação. Esse tipo de pessoa não é um irmão verdadeiro e deveria ser rejeitado e excluído. Quando percebi isso, eu senti ainda mais que só a palavra de Deus é o critério para nossas ações e conduta, que devemos tratar os outros de acordo com a palavra de Deus. Esse é o jeito certo de se comportar e está alinhado com os padrões para uma humanidade normal.

Mais tarde, descobri que uma irmã estava sendo arrogante, presunçosa e que não aceitava sugestões. Ela fazia o que queria e atrasava o trabalho. Eu tinha que me comunicar com ela e apontar seus problemas para que ela pudesse refletir e conhecer a si mesma, mas eu estava um tanto apreensiva. E se ela não aceitasse? Ela desenvolveria preconceito contra mim e diria que eu a perseguia? Lembrei-me do meu fracasso anterior e do que tinha lido na palavra de Deus pouco tempo antes, e isso despertou algo em mim. Se eu ignorasse o trabalho da igreja em meu esforço para proteger nosso relacionamento, eu estaria ofendendo a Deus. Dessa vez, Deus estava observando minha atitude para ver se eu tinha me arrependido e mudado. Eu não podia tratar as pessoas como tinha feito no passado. Lembrei-me de que a palavra de Deus diz: “Quando confrontado com tais coisas, você deve clamar a Deus em oração, implorando pela salvação e pedindo que Deus lhe dê mais fé e força, para o capacitar a seguir o princípio, a fazer o que você deveria fazer, a lidar com as coisas de acordo com o princípio, a permanecer firme e proteger os interesses da casa de Deus e impedir que qualquer dano aconteça ao trabalho da casa de Deus(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Senti Deus ao meu lado, encorajando-me a tomar esse passo. Eu orei a Deus, pedindo que Ele me desse fé e força para que eu pudesse praticar a verdade, colocar o trabalho da igreja em primeiro lugar e deixar de ter medo de ofender as pessoas, de proteger relacionamentos. Depois de orar, procurei essa irmã. Além de expor seu problema com base em seu comportamento consistente, eu também apontei que ela era arrogante e não aceitava sugestões dos outros, que isso era estar farto da verdade e ter um caráter satânico. Eu disse que, se ela continuasse obstruindo o trabalho da igreja sem se arrepender nem mudar, ela seria dispensada. Depois de dizer tudo isso, eu não me senti como sempre tinha me sentido antes, temendo que fosse odiada. Em vez disso, eu me senti mais relaxada e em paz. Em retrospectiva, eu sempre costumava viver segundo filosofias de conduta satânicas, com medo de ofender pessoas, de causar disputas e conflitos. Nas interações, eu sempre considerava a honra dos outros e protegia os relacionamentos, perdendo muitas chances de praticar a verdade. Agora, quando preciso apontar os problemas das pessoas, eu ainda tenho um pouco de medo, mas sempre oro a Deus, corrijo minhas opiniões e intenções para praticar de acordo com os princípios. Essa experiência me permitiu corrigir minhas opiniões equivocadas. Eu agradeço a Deus de verdade!

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