Reflexões de uma “boa líder”

01 de Agosto de 2022

Por RuPorlen, Filipinas

Desde a minha infância, meus pais me ensinaram a ser amigável com as pessoas e a ser uma pessoa acessível e empática. Se os outros tivessem problemas ou defeitos, eu não devia expô-los diretamente e devia pensar em sua dignidade. Por causa dessa educação, nunca tive conflitos nem disputas com ninguém, e as pessoas em minha volta achavam que eu era uma boa pessoa e queriam ser meus amigos. Eu também achava que era bom tratar as pessoas desse jeito. Quando me converti, continuei a conviver dessa forma com meus irmãos. Ainda mais quando me tornei líder de igreja, achei que devia ser amigável com os outros e jamais acusar levianamente os outros por seus erros. Assim, eu não arruinaria a nossa boa relação, e eles iriam querer se dar bem comigo e me elogiar como líder boa e amável.

Mais tarde, descobri que uma líder de grupo, a irmã Jean, cumpria seu dever sem nenhum faro. Eu a lembrei muitas vezes: “Como líder de grupo, você deveria entender o estado dos seus irmãos e acompanhar o trabalho do grupo”. Mesmo assim, ela não fez, então tive que lembrá-la de novo e perguntá-la a razão. Ela disse que só tinha uma hora de tempo livre, mas que a usava para entrar no Facebook e assistir a filmes, por isso não acompanhava nada. Quando ouvi isso, eu me irritei e pensei: “Você é tão preguiçosa e não assume nenhum fardo. Quando os irmãos não participam das reuniões, você não pensa em apoiá-los!”. Quis lidar com ela por ser superficial no dever dela e por ser irresponsável, mas pensei que, se lidasse com ela, ela poderia se distanciar de mim e dizer que não era uma líder boa e acessível. Não quis arruinar nossa relação harmoniosa, então, em vez de lidar com ela, eu a encorajei. Eu disse: “Você pode usar essa hora de tempo livre para tentar entender o estado dos seus irmãos e então pode cumprir bem o seu dever”. Ela foi bem durante alguns dias, mas o problema sempre reaparecia. Seu jeito de ser superficial em seu dever fez com que os recém-convertidos participassem das reuniões irregularmente, e alguns recém-convertidos nem se deram ao trabalho de comparecer. Fiquei com tanta raiva. Essa líder de grupo era tão irresponsável! Eu queria muito lidar com ela, mas quando pensei que ela se distanciaria de mim, eu não disse nada e tive que regar e apoiar esses recém-convertidos pessoalmente. Depois de conversar com os recém-convertidos, descobri que eles não participavam das reuniões porque havia muitas dificuldades irresolvidas, mas Joan tinha me dito que eles não respondiam às mensagens. Quando vi a atitude de Joan em relação ao seu dever, quis muito lidar com ela. Queria informá-la das consequências sérias de sua irresponsabilidade. Mas também queria ser uma boa líder que fosse amável e acessível, assim mudei de ideia e, em vez disso, disse coisas para encorajá-la. E assim ela nunca mudou. Numa reunião, Joan se queixou: “Tenho liderado o grupo há muito tempo. Por que não fui promovida a um cargo de status alto?”. Quando ela disse isso, pensei: “Você é tão preguiçosa, você é superficial em seu dever e é irresponsável. Como você poderia ser promovida?”. Embora estivesse com raiva dela, eu a confortei, dizendo: “Em qualquer dever que cumpramos, nós o fazemos por causa dos arranjos soberanos de Deus. Embora nossos deveres sejam diferentes, todos nós estamos regando recém-convertidos e experimentando a obra de Deus”. Achei que isso a levaria a pensar que eu a entendia e me importava com ela e que eu era uma boa líder. E assim, a despeito de ver os problemas dos outros, nunca os expus nem lidei com eles. Em vez disso, dizia coisas agradáveis para confortar e encorajá-los. Achava que isso preservaria minha boa imagem de ser acessível no coração de todos.

Além disso, Edna, a diaconisa evangelística, e Anne, uma líder de grupo, não se davam bem. Irritada, Edna me disse: “Anne é tão preguiçosa. Perguntei sobre o estado e as dificuldades das pessoas no grupo dela, e ela demorou a responder. Se eu não posso acompanhar o estado deles, ela não cumpre bem o dever dela”. Eu sabia que Edna tinha um caráter um tanto arrogante e que, muitas vezes, o tom dela era autoritário e exigente, o que era difícil de aceitar, e Anne se importava com o orgulho dela. Era provável que ela ouviu o tom de Edna e não conseguiu aceitá-lo. Por isso não respondia. Queria apontar isso para Edna, mas não queria que ela se magoasse ou achasse que eu não a entendia, então lhe disse em tom amigável: “Talvez Anne estivesse ocupada e não viu sua mensagem”. Depois disso, procurei Anne, e, infeliz, Anne disse: “Edna é tão arrogante. Ela faz exigências em relação ao meu dever, por isso não quero responder às mensagens dela”. Vi que ela não aceitava conselhos de outros e quis lembrá-la disso, mas temia que ela não aceitaria e que isso destruiria a harmonia entre nós, por isso, eu disse: “Talvez você a tenha entendido errado. Ela só quer que você cumpra bem o seu dever”. Eu só lhes dizia palavras de conforto e exortação e não apontava seus problemas. Nenhuma delas entendia a si mesma. Edna não conseguia acompanhar o trabalho de Anne e Anne se sentia injustiçada e que achava que não conseguia cumprir esse dever. Eu sabia que não estava cumprindo minhas responsabilidades como líder, por isso elas não percebiam seus próprios problemas. Eu tinha causado esses resultados. Orei a Deus, pedindo que Ele me esclarecesse para que eu pudesse conhecer a mim mesma.

Eu li na palavra de Deus: “Praticar a verdade não é dizer palavras vazias e recitar frases fixas. Não importa o que alguém encontre na vida, contanto que envolva os princípios de conduta humana, perspectivas sobre eventos ou a questão do cumprimento de seu dever, ele é confrontado com uma escolha e deve buscar a verdade, deve buscar uma base e um princípio nas palavras de Deus e então deve buscar uma senda para praticar; aqueles que conseguem praticar dessa forma são pessoas que buscam a verdade. Ser capaz de buscar a verdade desse jeito, por maiores que sejam as dificuldades encontradas, significa trilhar a senda de Pedro e a senda de buscar a verdade. Por exemplo: qual princípio deve ser seguido ao interagir com outros? Seu ponto de vista original é que você não deve ofender ninguém, mas manter a paz e evitar que qualquer pessoa seja humilhada, para que, no futuro, todos consigam conviver. Restringido por esse ponto de vista, quando você vê alguém fazer algo ruim, cometer um erro ou cometer um ato que contraria os princípios, você prefere tolerar isso a mencionar isso à pessoa. Restringido pelo seu ponto de vista, você se torna avesso a ofender alguém. Não importa com quem você se associe, impedido como você está por pensar em reputação, emoções ou por sentimentos que cresceram ao longo de muitos anos de interação, você sempre diz coisas agradáveis para deixar a pessoa feliz. Quando há coisas que você acha insatisfatórias, você também é tolerante; você só dá vazão a um pouco de raiva em particular, solta algumas difamações, mas quando a encontra em pessoa, você não cria confusão e ainda mantém um relacionamento com ela. O que vocês acham de tal conduta? Não é a de um homem que quer agradar a todos? Isso não é um tanto escorregadio? Isso viola os princípios de conduta. Então, não é baixo agir dessa forma? Aqueles que agem dessa forma não são pessoas boas, tampouco são nobres. Não importa quanto você tenha sofrido, não importa que preço tenha pago, se você se comportar sem princípios, você falhou e não será aprovado diante de Deus, nem será lembrado por Ele, nem agradará a ele” (‘Realizar bem o dever exige, no mínimo, uma consciência’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Depois de contemplar as palavras de Deus, entendi que praticar a verdade é agir de acordo com os princípios da verdade, não importa o que aconteça, e não ter medo de ofender as pessoas. Mas quando convivia com os irmãos, eu só pensava em manter meu status e imagem e em preservar a harmonia com os outros, e eu buscava ser uma pessoa acessível e empática para receber os elogios dos irmãos, mas eu negligenciava a prática da verdade. Quando vi que Joan cumpria seu dever sem assumir um fardo e sendo preguiçosa e astuta, eu quis lidar com ela por causa da irresponsabilidade dela, mas, a fim de manter uma boa relação com ela e levá-la a crer que eu era uma líder boa e acessível, eu não expus o problema dela. Como resultado, por causa da irresponsabilidade dela, os problemas de alguns recém-convertidos não foram resolvidos, por isso não vinham às reuniões. E quanto a Edna e Anne, eu vi que elas não conseguiam cooperar em harmonia e não conheciam a si mesmas, mas em vez de apontar seus problemas e ajudá-las a conhecer a si mesmas, eu respondi vagamente, tentando aliviar seus conflitos falando palavras de conforto e exortação. Como resultado, Edna continuava não podendo acompanhar e Anne não cumpria bem o seu dever e queria que alguém assumisse o lugar dela. Vi que, para manter minha imagem de líder boa, amável e acessível, eu não protegia nem um pouco os interesses da casa de Deus. Preferia permitir que o trabalho sofresse para manter minha relação com as pessoas. Eu era tão egoísta e desprezível. Eu era uma bajuladora e uma pessoa enganosa. O jeito como eu agia e me comportava se baseava totalmente no meu caráter corrupto. Eu não estava praticando a verdade. Mesmo que fosse elogiada por outros, eu jamais seria elogiada por Deus. Além disso, eu não expunha nem apontava os problemas dos meus irmãos e não comungava a verdade para resolvê-los, por isso, eles não reconheciam seus caracteres corruptos nem cumpriam bem os seus deveres, o que afetava o trabalho evangelístico. Foi só quando percebi isso que eu vi que eu não era uma pessoa boa, pois não estava ajudando os irmãos a crescerem na entrada na vida. Em vez disso, fazia com que todos me defendessem, me elogiassem e admirassem, o que repugna Deus. Quando reconheci isso, fiquei muito triste, então orei a Deus, pedindo que Ele me guiasse a resolver meus caracteres corruptos.

Mais tarde, após ficar sabendo do meu estado, uma irmã me enviou uma passagem das palavras de Deus. “A essência por trás do comportamento ‘bom’, tal como ser acessível e amável, pode ser descrita em uma palavra: fingimento. Tal comportamento ‘bom’ não nasce das palavras de Deus, nem como resultado de praticar a verdade nem de agir de acordo com os princípios. O que o produz? Ele provém dos motivos, esquemas das pessoas, de seu fingimento, de fazer de conta, de ser enganoso. Quando as pessoas se agarram a esses ‘bons’ comportamentos, o objetivo é conseguir o que elas querem; caso contrário, elas jamais se afligiriam desse jeito e jamais viveriam de modo contrário aos seus desejos. O que significa viver de modo contrário aos seus desejos? É que a natureza delas não é tão bem-comportada, honesta, gentil, bondosa e virtuosa como as pessoas imaginam. Elas não vivem segundo senso e consciência; em vez disso, vivem a fim de alcançar certo objetivo ou exigência. Sua natureza verdadeira é inconstante e ignorante. Sem as leis e os mandamentos concedidos por Deus, as pessoas não teriam ideia do que é o pecado. A humanidade não era desse jeito? Somente quando Deus emitiu as leis e os mandamentos as pessoas passaram a ter algum conceito de pecado. Mas ainda não tinham nenhum conceito de certo e errado, ou de coisas positivas e negativas. E como, sendo esse o caso, elas poderiam estar cientes dos princípios corretos para falar e agir? Elas poderiam saber quais modos de agir, quais bons comportamentos, deviam ser encontrados na humanidade normal? Poderiam saber o que produz um comportamento verdadeiramente bom, que tipo de caminho elas deveriam seguir para viver uma semelhança humana? Não poderiam. Por causa da natureza satânica das pessoas, por causa de seus instintos, elas só podiam fingir que viviam com decência e dignidade — e foi isso que gerou enganações tais como ser refinado e sensível, meigo, cortês, de respeitar os idosos e cuidar dos jovens, de ser amável e acessível; assim surgiram os truques e as técnicas da enganação. E quando surgiram, as pessoas se agarraram seletivamente a uma ou duas dessas enganações. Algumas decidiram ser amáveis e acessíveis, algumas escolheram ser refinadas e sensíveis e meigas, algumas decidiram ser corteses, respeitar os idosos e cuidar dos jovens, algumas escolheram ser todas essas coisas. Eu, porém, defino as pessoas com tais ‘bons’ comportamentos com um termo. Qual é esse termo? ‘Pedras lisas.’ O que são pedras lisas? São aquelas pedras lisas à margem de um rio cujas saliências afiadas foram corroídas e polidas pela água por anos e anos. E embora talvez não doa quando você pisa nelas, se você não se cuidar, você pode escorregar nelas. Essas pedras são muito bonitas em aparência e forma, mas quando você as leva para casa, elas são um tanto inúteis. Você não suporta jogá-las fora, mas também não há sentido algum em ficar com elas — é isso que é uma ‘pedra lisa’. Para Mim, pessoas com esses comportamentos aparentemente bons são tépidas. Elas fingem ser boas por fora, mas não aceitam a verdade de jeito nenhum, dizem coisas agradáveis, mas não fazem nada de verdade. Elas não são nada além de pedras lisas” (“As declarações de Cristo dos últimos dias”). Antes, eu sempre achava que as pessoas acessíveis e amáveis são pessoas boas. Nunca imaginei que, por trás desses feitos bons, se encontram caracteres corruptos satânicos e objetivos e intenções pessoais. Eu buscava ser uma pessoa acessível e amável desde a minha infância, e todos os meus amigos, irmãos e irmãs me elogiava por ser atenciosa e amável, mas, no fundo do meu coração, eu só levava as pessoas a me admirarem e elogiarem. Eu usava a aparência de ser acessível e amável para cegar e enganar meus irmãos. Vi que Deus caracteriza pessoa com esse tipo de bom comportamento como “pedras lisas”. Essas pedras são bonitas por fora e não dói quando você pisa nelas, mas é muito fácil escorregar nelas e cair. São bonitas por fora, mas elas não têm uso prático. Percebi que eu era assim, uma pessoa que parecia ser acessível e amável, mas que não oferecia ajuda prática aos irmãos. Meu coração estava cheio de enganação e astúcia. Eu era gentil com todos e não ofendia ninguém. Eu era apenas uma “pedra lisa”, uma bajuladora que sempre aderia ao meio-termo e uma hipócrita. É como revela a palavra de Deus: “Todos aqueles que se apegam a um meio feliz são os mais sinistros. Tentam não ofender ninguém, agradam às pessoas, aceitam as coisas e ninguém consegue ver quem realmente são. Uma pessoa assim é um Satanás vivo!” (‘Só ao colocar a verdade em prática é possível se livrar dos grilhões de um caráter corrupto’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Eu costumava pensar que Deus e os outros gostam e aprovam as pessoas acessíveis, mas agora sei que minhas ações não estavam alinhadas com os princípios da verdade e com a palavra de Deus. Eu só estava mostrando meu caráter enganoso. Tais pessoas não têm dignidade nem caráter, e Deus as odeia. Eu sabia que, se não me arrependesse e mudasse, eu seria revelada e expulsa por Deus. Eu não queria ser uma pessoa desse tipo. Então orei a Deus e me arrependi e pedi que Deus me ajudasse a mudar meu caráter, me desse a força para praticar a verdade e me ajudasse a ter um coração sincero em relação a Deus e meus irmãos.

Um dia, uma irmã me enviou duas passagens das palavras de Deus: “Qual é o critério pelo qual os feitos de uma pessoa são julgados como sendo bons ou maus? Depende de se, em seus pensamentos, expressões e ações, vocês tiverem o testemunho de pôr a verdade em prática ou não e de viverem a realidade da verdade. Se não tiver essa realidade ou não a viver, então você é, sem dúvida, um malfeitor” (‘Liberdade e liberação só podem ser ganhas livrando-se da corrupção’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). “As responsabilidades de líderes e obreiros: 1. Liderar pessoas para beber e comer das palavras de Deus e entendê-las, e para entrar na realidade das palavras de Deus. 2. Familiarizar-se com os estados de cada tipo de pessoa e resolver as várias dificuldades relacionadas à entrada na vida que elas encontram em sua vida. 3. Comunicar os princípios da verdade que devem ser entendidas a fim de cumprir cada dever corretamente. 4. Manter-se informado sobre as circunstâncias dos supervisores de trabalhos diferentes e do pessoal responsável por vários trabalhos importantes e realocá-los ou substituí-los prontamente quando necessário, a fim de impedir ou mitigar perdas decorrentes de usar pessoas inadequadamente e garantir a eficácia e o progresso tranquilo do trabalho. 5. Manter compreensão e entendimento atualizados do status e do progresso de cada projeto do trabalho, e ser capaz de prontamente resolver problemas, corrigir desvios e remediar descuidos no trabalho para que este progrida tranquilamente” (“Identificando falsos líderes”). Depois de ler as palavras de Deus, entendi que o padrão de Deus para avaliar nossa humanidade não é o número de boas obras externas que fazemos nem quantas pessoas nos admiram. É se conseguimos obedecer a Deus e se nossos atos e pensamentos testificam da prática da verdade. Só essas pessoas têm boa humanidade. Vi que Joan era superficial em seu dever e irresponsável, e que Edna e Anne viviam em seus caracteres corruptos e se ignoravam. Todas essas coisas prejudicavam o trabalho da igreja. Como líder de igreja, eu devia ter comungado, exposto e analisado a natureza de seus atos, mas, em vez disso, eu dizia palavras boas e tentava ser uma pacificadora. Mesmo quando via que o trabalho da casa de Deus sofria, eu mantinha minha boa imagem. Eu não só não tinha um testemunho de praticar a verdade, eu também falhei no cumprimento das minhas responsabilidades como líder de igreja e não ajudei nem um pouco na entrada na vida dos meus irmãos. Eu achava que, se conseguisse viver em harmonia com meus irmãos e levá-los a crer que eu era acessível e amável, eu seria uma boa líder. Agora vejo que esse entendimento é errado. Um líder realmente bom consegue comungar a verdade para resolver problemas, agir de acordo com os princípios, não ter medo de ofender os outros e ser responsável pela vida dos irmãos. Confrontada com os problemas dos meus irmãos, em vez de apontá-los e ajudá-los a entrar nas realidades da verdade, eu aplicava truques para proteger minha imagem, os confortava e encorajava e não resolvia os problemas reais. Eu não estava simplesmente enganando meus irmãos? Percebi que meu entendimento anterior de ser uma boa líder estava errado e não se conformava às exigências de Deus. Todos os meus atos e palavras deveriam se basear nos princípios da palavra de Deus. Se eu não pratico a verdade, estou trilhando a estrada de resistir a Deus. Deus quer pessoas que conseguem agir e falar de acordo com as palavras e exigências de Deus, em vez de aderir a virtudes culturais tradicionais, buscando elogios, falando e agindo de forma desonesta e não praticando a verdade. Pensando nisso, percebi que eu devia mudar meu jeito de conviver com os outros. Como líder de igreja, eu não devia continuar cumprindo meu dever de acordo com meus desejos. Em vez disso, devia agir de acordo com a vontade de Deus e ajudar meus irmãos a resolver dificuldades de acordo com a palavra de Deus, para que eles pudessem cumprir seus deveres de acordo com a verdade e os princípios. Essa era a minha responsabilidade. Na palavra de Deus, encontrei uma senda de prática. Então, orei a Deus e pedi que Ele me guiasse a praticar a verdade para resolver minha corrupção.

Mais tarde, li a palavra de Deus. “O que as pessoas mais devem se esforçar a alcançar é fazer das palavras de Deus a sua base, e da verdade, o seu critério; somente então elas podem viver na luz e viver a imagem normal do homem. Você age da forma com que se conduz. A forma com que você se conduz determina suas ações e seu comportamento; seu comportamento é inseparável da sua conduta. E somente com princípios existe uma base para a sua conduta; quando as pessoas perdem a base de sua conduta e se concentram apenas no comportamento bom, isso inevitavelmente gera falsidade e fingimento. Se não houver princípios na conduta das pessoas, então, por melhor que seja o seu comportamento, elas são hipócritas; elas podem enganar os outros por algum tempo, mas jamais serão confiáveis. Só quando as pessoas agem e se conduzem de acordo com as palavras de Deus elas têm um fundamento verdadeiro. Elas podem se tornar pessoas boas sem uma base para conduzir-se, e só se concentrando em comportamento ‘bom’? De forma alguma. Bom comportamento não pode mudar a essência das pessoas. Só a verdade e as palavras de Deus podem mudar os caracteres, os pensamentos e as opiniões das pessoas e permitir que elas ganhem a vida verdadeira. […] Às vezes, é necessário apontar e criticar as falhas, deficiências e erros das pessoas diretamente. Isso é de grande benefício para as pessoas. E é uma ajuda de verdade para elas? É construtivo para elas?” (“As declarações de Cristo dos últimos dias”). As palavras apontavam uma senda de mudança de caráter para mim, que é agir de acordo com as palavras de Deus, usar a verdade como meu critério, não me disfarçar com boas obras externas, praticar a verdade e ser uma pessoa honesta. Quando vejo coisas que violam os princípios da verdade ou quando vejo irmãos cumprindo seus deveres a partir de caracteres corruptos, devo ser honesta com eles, tratá-los de acordo com os princípios e comungar, apontar ou lidar com eles conforme necessário. Só assim os irmãos podem perceber os desvios no cumprimento de seus deveres e reverter as coisas a tempo. Isso é ajudar os meus irmãos e ter uma relação com eles com base na palavra de Deus. Isso é o que significa uma relação normal entre pessoas. Depois de entender como devia praticar a verdade, eu disse a mim mesma: “Não tenha medo de falar sobre os erros dos outros e deixe de falar sempre coisas boas. Deus odeia aqueles que fingem e enganam. Meus atos e palavras devem estar de acordo com as palavras de Deus e os princípios da verdade”. Mais tarde, quando vi Joan sendo preguiçosa de novo, quis apontar isso para ela, mas quando chegou a hora de praticar, foi muito difícil. Eu ainda temia perder minha boa imagem no coração dela. Lembrei-me das palavras de Deus que tinha acabado de ler e percebi que ainda estava confiando na ideia de ser acessível e amável no meu comportamento. Orei a Deus, pedindo que Ele me guiasse a praticar a verdade. Depois disso, procurei Joan e lhe disse: “Irmã, não se se você percebe, mas por ser superficial em seu dever e irresponsável, muitos recém-convertidos não participam das reuniões. Cumprir seu dever desse jeito causa um grande atraso na rega dos recém-convertidos…” Depois de apontar o problema dela, compartilhei minha experiência com ela. Achei que ela se irritaria e me ignoraria, mas o que aconteceu me surpreendeu. Ela não só não se irritou, ela também refletiu sobre si mesma e disse: “Essa é a minha falha e devo mudar isso”. Depois disso, a irmã Joan começou a cumprir seu dever com sinceridade, e os recém-convertidos que ela regava passaram a participar das reuniões. A relação entre nós não ruiu por causa da minha ajuda e orientação, ela melhorou. Mais tarde, quando voltava a ver a corrupção dela, eu a apontava diretamente, e ela conseguiu aceitar e conhecer a si mesma. Agora, a atitude dela em relação ao dever mudou bastante, e, mais tarde, ela foi promovida a líder de igreja. Também apontei os problemas de Edna e Anne. Edna percebeu a arrogância dela e disse que devia mudar sua maneira de falar com os outros, e Anne reconheceu seu caráter corrupto e disse que estava disposta a mudar. Isso me deixou muito feliz. Graças a Deus! Só a palavra de Deus pode mudar as pessoas!

Experimentar essas coisas me permitiu ver que uma pessoa realmente boa não é alguém que se comporta do jeito que as pessoas aprovam. Significa agir segundo as palavras de Deus, praticar a verdade e ser uma pessoa honesta. Esse é o tipo de pessoa que Deus ama. Também vi que, quando vejo problemas em outros, devo comungar e ajudá-los rapidamente e expor e lidar com eles quando necessário. Só assim eles podem perceber sua própria corrupção e falhas e ser capazes de buscar a verdade e cumprir seus deveres de acordo com os princípios. Essa é a melhor maneira de ajudá-los. Agora, não tenho mais medo de apontar os problemas dos meus irmãos. Não importa o que pensem de mim, quero praticar ser uma pessoa honesta, seguir os princípios e proteger o trabalho da casa de Deus. Graças a Deus!

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