O que deveríamos buscar na vida?

14 de Outubro de 2023

Por Song Zihan, China

Na infância, minha saúde não era muito boa, e grande parte do dinheiro da nossa família era usada para cuidar da minha saúde, por isso, meu pai não gostava muito de mim e me batia e gritava muito comigo. Eu era zombada e excluída pelos outros por causa disso. Muitas vezes, eu me escondia e chorava sozinha, sentindo-me miserável e injustiçada. Eu pensava: “Vocês me menosprezam. Quando crescer, decidi que terei uma carreira maravilhosa para superar todos vocês”. Meu marido e eu não nos dávamos bem depois de nos casarmos, por isso nos divorciamos. Entreguei meu filho de quatro anos aos cuidados da minha mãe e fui ajudar num salão de beleza que uma colega minha tinha aberto. Ela era professora numa escola de administração, então, já que tinha um emprego, ela pediu que eu a ajudasse a gerenciar a loja. Não demorou, e ela mudou totalmente, ficou distante e condescendente, dava-me ordens, em sua posição de chefe. Eu me sentia muito incomodada, e um abismo se abriu entre nós. Um dia, brigamos por causa de algo, e eu quis me demitir. Ela zombou de mim, e disse: “Song Zihan, eu não estou menosprezando você. Se você conseguir sobreviver sem mim, comerei meu chapéu!”. Eu fiquei muito chateada quando ouvi isso. Minha autoestima sofreu um golpe duro. Pensei: “Você é desrespeitosa demais. Você não devia julgar um livro pela capa. Por causa disso que você acabou de dizer, farei carreira para superar você, mesmo que isso me mate. Farei com que você engula suas palavras humilhantes de hoje. Um dia, verei você comer seu chapéu”. Peguei minhas coisas e saí às pressas nesse mesmo dia.

Comecei a trabalhar e a guardar dinheiro, e nunca tirava folga, nem quando adoecia. Quando estava cansada, e minhas costas doíam, eu cerrava os dentes e continuava. Depois de quatro meses, comecei a administrar sozinha um salão de beleza. Eu fazia todo o trabalho para guardar dinheiro, e só fazia uma refeição por dia. De noite, meu estômago rugia de fome, e eu bebia água para acalmar a fome. Às vezes, os negócios iam bem, e eu trabalhava até as duas ou três da manhã antes de dormir. Eu me arrastava da cama às seis, de olhos ainda meio fechados. Minhas mãos estavam rachadas e ardiam por causa das substâncias químicas para permanente. Meus dedos sangravam quando eu os dobrava — era muito doloroso. Muitas vezes, eu me escondia debaixo dos lençóis e chorava, mas assim que me lembrava do desdém do meu pai e da zombaria da minha colega, eu me motivava em silêncio, pensando: “Você tem de suportar um grande sofrimento a fim de sair por cima”, e “você precisa mostrar aos outros do que você é capaz”. Eu achava que, um dia, eu conseguiria, e todos que tinham me menosprezado e ferido meu orgulho me veriam de outro jeito. Eu estava muito motivada a trabalhar duro. Em 1996, finalmente abri meu próprio salão. Era maior do que a loja da minha colega, e a decoração era mais atraente. No dia da abertura, eu chorei, comovida. Pensei: “Finalmente abri uma loja e sou a chefe — posso andar de cabeça erguida. Mais tarde, quero ampliar a loja e deixá-la ainda mais chique e atraente para envergonhar totalmente a minha colega. Se meus amigos e parentes lá em casa soubessem que eu abri minha própria loja, eles ficariam impressionados”. Depois de três anos de muito trabalho, eu tinha guardado algum dinheiro. Para ganhar o respeito de mais pessoas, continuei investindo, abri um salão de beleza muito maior e uma empresa de cosméticos, e abri nove franquias em regiões diferentes. Além disso, participei de vários concursos de beleza nacionais e ganhei umas medalhas de ouro. Depois de anos de muito trabalho, finalmente conquistei respeito na indústria, e um senso de alegria indescritível me preencheu. Eu queria subir numa montanha e gritar: “Meu sonho se realizou! Não sou mais a pessoa da qual vocês zombavam!”. Quando eu voltava para casa, de carro, todos me olhavam com inveja. Eu estava muito satisfeita e orgulhosa. Parecia que eu tinha seguido a senda certa e que devia trabalhar ainda mais no futuro para ampliar ainda mais meus negócios.

Em 2002, abri um grande salão de beleza em outra cidade grande. À medida que meus negócios cresciam, cada vez mais pessoas passavam a conhecer meu nome. Eu podia andar de cabeça erguida, me sentia mais viva e caminhava animada. Eu pensei: “Se eu encontrar minha colega, preciso ‘agradecer’ a ela. Sem os comentários humilhantes dela, eu não teria o que tenho hoje”. Mas, para a minha surpresa, eu soube que ela tinha morrido de câncer de pulmão. Fiquei chocada e muito decepcionada. Eu não entendia como a vida das pessoas podia ser tão frágil. Ela morreu aos 39 anos de idade. Finalmente, eu era bem-sucedida após pagar um preço tão alto; queria que ela retirasse as palavras que tinham me insultado tanto e pisoteado minha dignidade. Mas era tarde demais para mostrar-lhe meu momento de glória e sucesso, porque ela tinha partido tão repentinamente. Não importa quanta fama ou fortuna você tem, você não poderá levar nada disso consigo quando morrer; qual, então, é o sentido da vida? Esse pensamento me deixou inexplicavelmente decepcionada e deprimida. A morte da minha colega me impactou demais. Durante um tempo, essa pergunta me perturbava constantemente, mas ninguém conseguia me dar uma resposta.

Não demorou, e voltei a me jogar no trabalho, e pensei em mudar de carreira. Abrir um salão de beleza ainda era algo baixo na hierarquia social, mas ser médico era um emprego de alto prestígio e muito respeitado. Então, sem pensar nas mensalidades altas, fui a várias cidades grandes, procurei médicos e acupunturistas famosos para aprender medicina chinesa. Tentando realizar meu sonho, negligenciei a educação do meu filho e até me esqueci de que ele existia. Não cuidei da minha mãe idosa, nem me importei com meus negócios, em vez disso, dediquei-me totalmente aos meus estudos. Não importava se eu estava andando, comendo ou deitada na cama, tudo que fazia era estudar teorias secas da medicina chinesa, sem tempo para me divertir com meus amigos ou para falar com meus pais e irmãs. Às vezes, era muito difícil, e eu queria desistir dos estudos, mas, quando pensava em como a medicina poderia elevar meu status social e me trazer uma admiração maior das pessoas, eu me alertava para não desistir no meio do caminho e ser menosprezada pelos outros. Eu precisava terminar os estudos, por mais difícil ou cansativo que fosse. A fim de ultrapassar os outros, continuei me motivando desse jeito. Durante quinze anos de estudo, pesquisa e prática diligentes, conquistei uma reputação na área médica e comecei a viajar pelo país fazendo treinamentos de acupuntura e assistência médica. Depois de passar muito tempo sempre ocupada com treinamentos, indo e vindo de trem e avião, eu desenvolvi alguns problemas digestivos que também afetavam muito meu sono, e eu ficava tonta e zonza o tempo todo. Mas não procurei um médico para examinar isso. Quando minha inflamação estomacal começou a se manifestar, desenvolvi também uma fístula anal e encontrei muito sangue nas fezes. Eu tinha um treinamento nessa hora, por isso tive que aguentar e pegar um avião até uma cidade a 450 km dali. Assim que desembarquei, eu me vi cercada de flores e aplausos e ouvi vozes de aprovação invejosas atrás de mim: “Essa é a professora Song, tão jovem e tão linda”. “Sim, participei de um curso dela — ela ensina muito bem.” Nesse momento, achei que todos os sacrifícios e todo o trabalho tinham valido a pena, e, em silêncio, fiquei repetindo para mim mesma: “Aguente firme, você consegue. Por trás do sucesso está muito trabalho”. Lutei para suportar a intensa dor abdominal e o suor frio, e fiquei no palco fazendo palestras por três dias com um sorriso no rosto. Eu acenei aos alunos quando desci do palco e, nesse momento, senti uma estranha tristeza diante do vazio de tudo aquilo. Arrastei meu corpo fraco e exausto de volta para o hotel, caí na cama e fiquei olhando para o teto. Fui tomada por um senso inexplicável de solidão e desolação. Flores e aplausos eram os símbolos de meu sucesso e renome, mas tudo isso durava pouco, era totalmente passageiro. Isso não conseguia me livrar da minha doença nem do meu vazio. Eu fiquei me perguntando sem parar: “Agora que ganhei o respeito e a admiração dos outros, por que não sinto nem um pouco de felicidade? Em vez disso, sinto-me vazia, miserável, impotente e sozinha. As pessoas vivem para quê? Como fazer para viver com sentido?”.

Sempre que arrastava meu corpo cansado de volta para casa, triste, minha mãe me perguntava sem parar: “Meu bem, você está tão ocupada desde cedo até tarde. Você está fisicamente exausta. Isso vale a pena? Você deveria crer em Deus — fomos criados por Ele. Ao ter fé Nele, você ganhará a verdade, que é o único jeito de levar uma vida significativa e pacífica. Sem fé, tudo que você busca neste mundo será vazio”. Na verdade, eu sabia que a fé era algo bom, mas meu coração estava todo no trabalho. Eu pretendia ser crente quando fosse mais velha, quando me aposentasse. Tão jovem, como eu poderia não me concentrar na minha carreira? Por isso, não levei as palavras da minha mãe à sério.

Porque eu estava sempre estressada demais, tanto no trabalho como emocionalmente, desenvolvi uma desordem endócrina, e minha imunidade enfraqueceu. Desenvolvi uma estranha doença de pele que coçava muito, uma coceira que vinha do fundo da minha pele. Coçar com as mãos não adiantava, e nenhum remédio ajudava. Eu agarrava a pele do rosto com uma mão e segurava uma agulha para testes de pele com a outra, e picava a pele sem parar até meu rosto inteiro ficar coberto de sangue. Minha pele coçava insuportavelmente, e eu achava que ficaria melhor se morresse. Meu rosto estava muito inchado. Quando vi meu reflexo, que não parecia ser humano nem fantasma, eu soube que não podia sair de casa. Pensei: “Consigo curar todos os tipos de doenças difíceis de tratar dos outros, mas não a minha. Como sou patética!”. Eu tinha sido tão gloriosa, mas agora estava um desastre. Eu quis saltar da janela e me matar. Fiquei chorando e lamentando: “Ah! Eu devo ter cometido tanto mal na minha vida passada, e agora estou pagando por isso!”. Depois disso, procurei um médico chinês para ser tratada. Ele disse que só tinha visto um caso semelhante antes, e vinte anos de tratamento não tinham trazido cura. Foi devastador ouvir isso. Eu realmente passaria o resto da vida desse jeito? Eu tinha labutado a maior parte da vida para conquistar renome, mas tinha acabado assim. Qual era o sentido da minha vida? Eu quis engolir uns comprimidos e acabar com tudo. Justo quando estava me preparando para pôr fim à minha vida, em abril de 2018, minha mãe compartilhou a obra de Deus dos últimos dias comigo mais uma vez.

E eu vi o drama musical da Igreja de Deus Todo-Poderoso “A história de Xiaozhen”. Fiquei muito comovida. Ele citava algumas das palavras de Deus: “O Todo-Poderoso tem misericórdia dessas pessoas que sofreram profundamente; ao mesmo tempo, está farto dessas pessoas que carecem de consciência, pois teve de esperar muito por uma resposta da humanidade. Ele deseja buscar, buscar seu coração e seu espírito, trazer-lhe água e comida, acordar você, para que você não tenha mais sede e fome. Quando você estiver enfadado e quando começar a sentir um pouco da triste desolação deste mundo, não fique perdido, não chore. Deus Todo-Poderoso, o Vigia, abraçará a sua chegada a qualquer tempo. Ele está vigiando do seu lado, esperando você voltar. Está esperando pelo dia em que você recuperará a memória de repente: quando você perceber que veio de Deus, que, em algum momento desconhecido, você perdeu a direção, em algum momento desconhecido perdeu a consciência na estrada e, em algum momento desconhecido, conseguiu um ‘pai’; quando perceber, além disso, que o Todo-Poderoso sempre esteve vigiando, esperando por muito, muito tempo, ali, pelo seu retorno. Ele esteve observando com um anseio desesperado, esperando uma resposta sem obtê-la. Sua vigília e espera estão acima de qualquer preço e são em prol do coração humano e do espírito humano. Talvez essa vigília e espera sejam indefinidas e talvez estejam no fim. Mas você deveria saber exatamente onde o seu coração e o seu espírito estão agora(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “O suspirar do Todo-Poderoso”). Cada frase das palavras de Deus falou ao meu coração. A história de Xiaozhen era um retrato real da minha vida. Eu sentia Deus me chamando de braços abertos: “Filha, volte!”. O amor de Deus me levou às lágrimas, e eu não consegui parar de chorar. Naquele momento, senti o calor de voltar para casa. Meu coração vagante tinha encontrado seu porto e estava seguro. Esses anos de solidão, miséria e tristeza, e até os segredos que eu nunca tinha contado a ninguém, finalmente eu os podia compartilhar com Deus. No coração, eu clamei: “Só Deus sabe quão miserável minha vida tem sido. Só o Criador pode ter amor verdadeiro pelos seres humanos!”. Vim para diante de Deus em lágrimas e Lhe disse: “Deus! Quando eu estava exausta de labutar na minha carreira, Tu compartilhaste o evangelho comigo vez após vez por meio da minha mãe, mas eu resistia a vir para diante de Ti por causa da minha carreira. Ver Xiaozhen clamar ‘Deus’, ‘Deus’ vez após vez no palco foi como um soco após o outro no estômago. Eu me odeio por afastar Tua mão da salvação repetidas vezes, machucando-Te vez após vez. Mas Tu não desististe da minha salvação. Tu ficaste do meu lado, esperando pelo momento em que eu me voltaria para Ti, para que Tu pudesses me salvar do meu mar de dor. Ó Deus, quero acreditar em Ti. Eu quero Te seguir de perto e Te adorar!”. Então, contei a Deus tudo que eu tinha enterrado no coração por todos aqueles anos. Eu me senti muito mais leve, e meu humor melhorou. Ser capaz de vir para diante de Deus fez de mim a pessoa mais feliz, e eu me arrependi de quão teimosa eu tinha sido, recusando a salvação de Deus vez após vez.

Depois disso, faminta, devorei as palavras de Deus. Fiquei profundamente comovida ao ver o retrato verdadeiro que Deus nos mostra da humanidade corrompida por Satanás. Todas as palavras de Deus são a verdade e revelam os humanos como realmente somos. Reunir-me com irmãos e irmãs e cantar hinos em louvor a Deus foi muito gratificante para mim. Eu estava muito feliz. Vi que os irmãos eram honestos e sinceros uns com os outros. Quando revelavam corrupção, eles conseguiam se comunicar abertamente e se ajudar sem nenhum tipo de intriga ou trapaça. Achei que estava vivendo num mundo totalmente diferente e me esqueci completamente da minha tristeza anterior. Minha saúde também melhorou aos poucos. Eu fiquei tão grata pela salvação de Deus. Pensei que, desde que tinha me convertido, e lia as palavras de Deus e cantava hinos louvando a Deus todos os dias, eu estava tão feliz. Por que, então, quando eu estava lá fora, no mundo, com carreira, reputação, status e dinheiro, eu não era nem um pouco feliz, e a minha vida era incrivelmente triste? Mais tarde, li algo nas palavras de Deus: “Satanás usa a fama e o ganho para controlar os pensamentos do homem até que tudo em que as pessoas consigam pensar seja fama e ganho. Elas lutam por fama e ganho, passam por dificuldades por fama e ganho, suportam humilhação por fama e ganho, sacrificam tudo o que têm por fama e ganho e farão qualquer julgamento ou tomarão qualquer decisão para o bem de fama e ganho. Dessa forma, Satanás amarra as pessoas com grilhões invisíveis e elas não têm nem a força nem a coragem para se livrar deles. Elas, sem saber, carregam esses grilhões e caminham penosamente sempre adiante com grande dificuldade. Por causa dessa fama e ganho, a humanidade se afasta de Deus e O trai e se torna cada vez mais perversa. Dessa forma, portanto, uma geração após a outra é destruída em meio à fama e ao ganho de Satanás(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único VI”). “Se não entender a verdade, você não será capaz de ver essa questão com clareza e pensará: ‘É bom ter vontade de lutar; é apropriado. Como as pessoas podem viver se elas não tiverem um pouco de vontade de lutar? Se elas não tiverem um pouco de vontade de lutar, elas não terão nenhum espírito nem força para viver. Então, que sentido teria a vida? Elas se submetem a cada situação desfavorável — isso é muita fraqueza e covardia!’. Todas as pessoas acham que precisam lutar para mostrar seu valor. Como elas lutam para mostrar seu valor? Ressaltando a palavra ‘lutar’. Não importa que situação encontrem, elas tentam alcançar seus objetivos por meio da luta. A mentalidade de nunca desistir tem sua origem na palavra ‘lutar’. […] A cada dia que vivem, elas lutam. Não importa o que façam, elas sempre tentam alcançar vitória por meio da luta e se gabam de sua vitória. Elas tentam lutar para mostrar seu valor em tudo que fazem — elas conseguem alcançar isso? Pelo que, exatamente, estão competindo e lutando? Toda a sua luta é por fama, ganho e status; toda a sua luta é por seu interesse próprio. Por que estão lutando? A fim de parecer um herói e fazer parte da elite. No entanto, sua luta necessariamente termina em morte, e elas precisam ser punidas. Não há dúvida quanto a isso. Onde estiverem Satanás e os demônios, haverá luta. No fim, eles serão destruídos, e então a luta também terminará. Esse será o desfecho de Satanás e dos demônios(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Excurso Um: O que é a verdade”). As palavras de Deus resolveram a confusão no meu coração, e eu me senti imediatamente esclarecida. Percebi que fama, fortuna e status são um meio, uma tática que Satanás usa para corromper, enganar e controlar as pessoas. Também são grilhões que Satanás coloca em nós, e são grilhões dos quais ninguém consegue se livrar. Naqueles 28 anos durante os quais eu tinha trabalhado tanto, minha vida era uma miséria. Eu tinha tomado venenos satânicos como “você precisa mostrar aos outros do que você é capaz”, “as pessoas deveriam se esforçar para alcançar dignidade”, “você tem de suportar um grande sofrimento a fim de sair por cima”, “o homem luta para subir; a água flui para baixo” e “um homem deixa seu nome onde quer que passe, assim como um ganso deixa seu grito onde quer que voe” como coisas positivas a buscar. Eu os tinha tomado como meus objetivos na vida. Eu estava correndo desenfreada na senda de caçar fama e fortuna, levando uma vida de tristeza. Lembrando-me do início, quando minha colega zombou de mim e me menosprezou, eu jurei que lutaria para envergonhá-la. Consegui entrar em círculos de status e renome. Comecei a labutar e sofrer por fama e fortuna. Minhas mãos estavam rachadas e sangravam por causa das substâncias químicas, mas eu não queria gastar dinheiro para contratar alguém. Para economizar centavos, eu só fazia uma refeição por dia e abafava a fome com água. Eu estava totalmente exausta, mas não queria descansar. Tomei “você tem de suportar um grande sofrimento a fim de sair por cima” como minha motivação para buscar fama e fortuna. Mais tarde, consegui conquistar renome e fiquei satisfeita por um tempo, mas ainda não conseguia descansar em minha busca por status e reputação. Meu desejo e minha ambição continuavam crescendo. Para melhorar minha posição social, para aumentar meu renome e ganhar a admiração e a estima de mais pessoas, eu não me importei em gastar quinze anos estudando medicina, sem tempo para ir para casa para ver minha mãe e meu filho. Eu só pensava em carreira e reputação. Quando alcancei sucesso, eu ignorei tudo para aproveitar as flores e os aplausos. Até afastei a mão de salvação de Deus repetidas vezes. Para ganhar a bajulação e os elogios dos outros, eu fingia. Eu estava fisicamente acabada e exausta a ponto de ficar doente, mas continuei fazendo palestras. Então toda a fadiga acumulada se transformou numa doença estranha, e eu desejei a morte. A senda que eu trilhava com os grilhões de fama e fortuna era penosa. Como um jumento que puxa uma pedra de moinho no escuro, eu não conseguia me livrar, por mais que puxasse. Eu estava vivendo segundo esses venenos satânicos sem nada além de fama e fortuna no coração e a estima dos outros na mente. Eu me tornei muito egoísta e vil, e carecia completamente de amor e intimidade. Eu era como uma criatura de sangue frio; não vivia nem como homem nem como animal. Eu era a única que conhecia a dor por trás da reputação que eu tinha ganhado. Essa não era uma senda correta para a vida. Por causa de uma coisa que minha colega tinha dito, eu não quis ser uma pessoa mediana; quis ser senhora sobre os outros, ser exaltada. Por mais de duas décadas, eu sofri como se estivesse sendo assada num forno. É como dizem as palavras de Deus: “Se você sempre quer ser alguém que se sobressai, alguém que está acima da média, você está se jogando aos lobos, se expõe a um processo destrutivo e torna sua vida difícil(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Doze: Eles querem se retirar quando não há posição nem esperança de ganhar bênçãos”). Sem as revelações das palavras de Deus, nenhum de nós reconheceria que “as pessoas deveriam se esforçar para alcançar dignidade” e “você tem de suportar um grande sofrimento a fim de sair por cima” são falácias, são as táticas que Satanás usa para corromper os humanos.

Li outra coisa nas palavras de Deus: “Quando não se tem Deus, quando não se é capaz de vê-Lo, quando não se consegue reconhecer claramente a soberania de Deus, todo dia é sem sentido, sem valor e miserável. Onde quer que esteja, seja qual for o trabalho, os meios de vida e a busca de metas de uma pessoa, isso só lhe trará dor infindável e sofrimento irremediável, a ponto de ela não suportar olhar para trás. Só quando aceitar a soberania do Criador, se submeter a Seus arranjos e orquestrações e buscar a verdadeira vida humana, aos poucos ela se libertará de toda dor e todo sofrimento, se livrará de todo o vazio da vida(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único III”). As palavras de Deus me mostraram que a razão pela qual os últimos vinte anos haviam sido tão dolorosos para mim era porque eu não conhecia a Deus. Eu tinha vivido segundo filosofias satânicas, sem objetivo nem direção corretos na vida. Foi isso que me colocou na senda errada. Satanás estava brincando comigo sem compaixão, e eu estava vivendo sem sentido. Eu precisava vir para diante de Deus, aceitar Suas palavras como a base para a minha existência, submeter-me a Seu governo e arranjos, e seguir o caminho de temer a Deus e evitar o mal para encontrar a senda certa na vida. Era igual a Jó, que foi o homem mais rico no Leste e tinha uma família de grande riqueza, mas sabia que tudo que temos é ordenado pela soberania de Deus. Ele não buscava nem se regozijava em fama nem status, só trabalhava normalmente. Ele vivia livre e feliz. Então, de um dia para o outro, as riquezas da família foram tiradas dele, todos os seus filhos morreram, e ainda assim ele louvou o nome de Deus, dizendo: “Jeová deu, e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová” (Jó 1:21). Ele foi uma testemunha maravilhosa de Deus. Jó foi capaz de se submeter ao governo e aos arranjos de Deus, e seguiu a senda de temer a Deus e evitar o mal. Ele viveu com dignidade e, no fim, ganhou a aprovação de Deus. Eu queria imitar Jó, desistir da senda errada que eu tinha seguido na vida, ter fé verdadeira, ler as palavras de Deus, buscar a verdade e cumprir o dever de um ser criado. Esse era o único jeito de me livrar do vazio e da dor no coração, e de me livrar dos danos e dos grilhões de Satanás. Essa era a única senda para mim. Orei a Deus, querendo tornar-me alguém que obedece a Suas palavras e a Ele.

Mas quando quis desistir da minha carreira e me dedicar à minha fé e ao meu dever, eu me deparei com alguns obstáculos. Um dia, recebi uma ligação do meu filho. A empresa estava à beira da falência, e ele queria que eu voltasse para salvá-la. Quando ouvi isso, fiquei num dilema. Depois de 28 anos de muito trabalho, tudo terminaria assim? Num único momento, eu ficaria sem nada, igual a antes do início da minha carreira. Como as pessoas me veriam e falariam sobre mim? Como eu poderia encarar os outros? Eu não teria como ganhar a vida. Eu não estava disposta a desistir sem mais nem menos. Quando eu estava pensando em voltar para resgatar minha empresa, meus braços ficaram vermelhos e começaram a coçar loucamente, do mesmo jeito como meu rosto coçava. Eu estava sofrendo, e também muito aborrecida. Já que eu ainda não tinha me recuperado totalmente, e se eu fosse lá e ficasse mal de novo? Eu sabia que, ao ser confrontada com esse tipo de adversidade, falar com Deus era a única solução. Então orei a Deus: “Deus! Sei que eu estava na senda errada antes, correndo atrás de dinheiro e fama. Agora quero ler Tuas palavras e cumprir meu dever todos os dias, mas minha empresa está prestes a fechar. Estou num dilema. Não quero que o negócio no qual trabalhei por mais de vinte anos feche sem mais nem menos. Deus, realmente não sei o que fazer. Por favor, guia-me”. Então, uma manhã, recebi a ligação de uma colega aprendiz, que disse que nosso professor tinha sofrido um AVC num avião e sido levado para o hospital, mas não pôde ser salvo. Percebi que isso era um alerta, uma advertência de Deus para mim, para me mostrar que, por mais dinheiro e renome que eu tivesse, isso não poderia salvar minha vida. Depois de desligar, eu me ajoelhei diante de Deus em lágrimas e orei: “Ó Deus! Eu sei que Tu ouviste minha oração. A morte do meu professor foi um despertar para mim. Agora entendo que ser capaz de viver é Tua salvação para mim. Quando fui torturada pela doença a ponto de querer morrer e acabar com tudo, Tu permitiste que eu ouvisse Tua voz, e me salvaste. Quero valorizar essa chance preciosa hoje, e não posso repetir os mesmos erros”.

Nessa época, li algumas das palavras de Deus que me tocaram muito e me mostraram mais claramente o que nós deveríamos buscar na vida. Deus diz: “Embora as diversas habilidades de sobrevivência que as pessoas passam a vida aprendendo a dominar possam oferecer conforto material em abundância, elas nunca trazem paz e consolo verdadeiros para o coração, mas, em vez disso, fazem com que as pessoas percam seu rumo constantemente, tenham dificuldade de controlar-se, percam toda oportunidade de aprender o significado da vida; essas habilidades de sobrevivência criam uma subcorrente de ansiedade em relação a como encarar a morte de forma adequada. A vida das pessoas é arruinada dessa maneira(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único III”). “As pessoas passam a vida correndo atrás de dinheiro e fama; elas tentam se agarrar a esses montes de palha, pensando serem seus únicos recursos de apoio, como se, ao tê-los, pudessem continuar a viver, pudessem isentar-se da morte. Mas só quando estão perto de morrer elas percebem quanto essas coisas estão distantes, quão fracas são em face da morte, quão facilmente se estilhaçam, quão solitárias e desamparadas estão, sem ter para onde se voltar. Percebem que a vida não pode ser comprada com dinheiro ou fama, que não importa quanto uma pessoa é rica, não importa quanto sua posição é elevada, todas as pessoas são igualmente pobres e irrelevantes diante da morte. Percebem que o dinheiro não pode comprar a vida, que a fama não pode apagar a morte, que nem o dinheiro nem a fama podem prolongar a vida de ninguém nem por um só minuto, um só segundo. Quanto mais pensam assim, mais as pessoas anseiam por continuar vivendo; quanto mais pensam assim, mais temem a aproximação da morte. Só nesse ponto elas percebem verdadeiramente que sua vida não lhes pertence, que não lhes cabe controlar, que não podem escolher se vivem ou morrem — que tudo isso está fora de seu controle(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único III”). As palavras de Deus iluminaram meu coração e foram esclarecedoras. Pensei no meu professor, que tinha buscado fama e ganho por toda a vida. Fanfarras o anunciavam aonde quer que fosse, e podíamos dizer que ele tinha fama e fortuna. Mas, por mais realizado que fosse, quando ele adoeceu e sua vida estava em perigo, essa fama não conseguiu salvar sua vida. Isso me mostrou que, por maior que fosse sua reputação, ela não podia prolongar sua vida nem por um segundo. Por mais dinheiro que você tivesse, ele não podia comprar sua saúde. Eu tinha sido igual. Eu tinha sucesso e fama, mas o tormento da doença me fez ansiar pela morte. De que adiantava ter uma reputação maior? Isso não conseguia aliviar meu vazio emocional nem minha dor carnal. Então experimentei genuinamente que fama e fortuna são iguais a estrelas cadentes, coisas vazias que passam voando, trazendo alegria e satisfação momentâneas. Mas eu não continuava sendo uma pessoa comum, embora tivesse ganho fama e fortuna? Eu precisava fazer três refeições ao dia para encher a barriga, precisava de um espaço no qual me deitar. Eu enfrentava minha solidão sozinha, resistia a toda a minha dor sozinha, suportava grande fadiga sozinha e lidava com minha doença por conta própria. Eu era igual a todos os outros. Sem fé, sem vir para diante de Deus e ler Suas palavras, não conseguimos entender Sua soberania e não conseguimos distinguir as coisas positivas das negativas. Tudo que podemos fazer é seguir tendências, aquelas tendências mundanas malignas, lutando para avançar passo a passo, impedidos pelos grilhões de fama e fortuna. Satanás brinca conosco, nos pisoteia e nos machuca. A morte da minha colega e do meu professor foi um alerta para mim. Se eu continuasse na senda de buscar fama e fortuna, eu acabaria igual a eles. Só quando percebi isso comecei a realmente sentir medo. Eu orei a Deus, pronta para me livrar dos grilhões de fama e fortuna, para ter fé real e seguir a senda de buscar a verdade e me submeter a Deus.

Mais tarde, vi uma passagem das palavras de Deus que me fez ficar resoluta na minha escolha. Deus Todo-Poderoso diz: “Vocês estão dispostos a desfrutar as Minhas bênçãos na terra, bênçãos que são semelhantes às do céu? Vocês estão dispostos a valorizar compreensão de Mim, o desfrutar as Minhas palavras e conhecimento de Mim como as coisas mais valiosas e significativas em sua vida? Vocês são mesmo capazes de submeter-se inteiramente a Mim, sem pensar em suas próprias perspectivas? Vocês são mesmo capazes de permitir que sejam mortos por Mim e conduzidos por Mim como uma ovelha? Há entre vocês alguém capaz de alcançar tais coisas? Seria possível que todos os que foram aceitos por Mim e receberam Minhas promessas são os que ganham as Minhas bênçãos? Vocês entenderam alguma coisa dessas palavras? Se Eu os testar, vocês poderão colocar-se verdadeiramente à Minha mercê e, em meio a essas provações, buscar Minhas intenções e perceber Meu coração? Não quero que você seja capaz de falar muitas palavras comoventes ou contar muitas histórias emocionantes; antes, Eu peço que você seja capaz de dar um excelente testemunho de Mim e que você possa entrar na realidade de modo pleno e profundo. Se Eu não falasse diretamente, você poderia abandonar tudo que o rodeia e permitir-se ser usado por Mim? Não é essa a realidade que Eu exijo? Quem é capaz de compreender o sentido nas Minhas palavras? Contudo, Eu peço que vocês não se oprimam mais com inquietações, que sejam proativos na sua entrada e compreendam a essência das Minhas palavras. Isso evitará que vocês entendam mal as Minhas palavras e lhes falte clareza quanto ao Meu significado e, assim, violem Meus decretos administrativos. Espero que vocês compreendam Minhas intenções para vocês em Minhas palavras. Não pensem mais em suas próprias perspectivas e ajam como vocês resolveram diante de Mim para submeter-se às orquestrações de Deus em todas as coisas. Todos os que estão dentro da Minha casa devem fazer o máximo possível; você deve dar o melhor de si para a última etapa da Minha obra na terra. Você está mesmo disposto a colocar essas coisas em prática?(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Palavras de Deus para todo o universo, Capítulo 4”). Depois de ler as palavras de Deus, fiquei tão comovida que lágrimas jorraram dos meus olhos. Eu pude sentir Deus bem do meu lado, como se eu estivesse face a face com Ele, e Ele estava me perguntando se eu estava pronta para entregar tudo a Ele e aceitar Seus arranjos e me submeter a Ele. Lembrei-me de Pedro. Sua busca vitalícia foi amar e satisfazer a Deus, e, no fim, ele foi submisso a Deus até a morte, amou a Deus ao máximo. Ele foi crucificado de cabeça para baixo para Deus, tornou-se uma testemunha retumbante e levou uma vida de significado. Lembrei-me do passado, de quando ouvi aquela coisa sem sentido que minha colega disse. Eu sacrifiquei minha juventude e minha saúde, busquei desesperadamente fama, fortuna e status pela admiração dos outros, e fiz da minha vida uma miséria total. Deus me tirou do mar de pessoas e depois me salvou da beira da morte. Eu tinha tanta sorte de vir para diante de Deus e ouvir Sua voz, aceitando pessoalmente Sua rega e Seu pastoreio. Isso foi a salvação incrível de Deus para mim. Nos últimos dias, Deus expressou tantas verdades, para purificar e salvar os humanos, para que possamos nos livrar dos caracteres satânicos, ficar totalmente livres das restrições da influência de Satanás, e não ser mais prejudicados pela corrupção de Satanás antes de sermos levados para o Seu reino. Eu não podia perder essa chance única de Deus salvar e aperfeiçoar o homem, e, especialmente, não podia decepcionar a Deus por Seu esforço minucioso. Eu devia ter fé real e buscar a verdade. Quando pensei nisso, eu disse a Deus, no coração: “Deus! Estou pronta! Mesmo que não me reste nada na velhice, nem fama, nem fortuna, ainda assim quero me submeter a Teus arranjos, ser alguém que obedece a Tuas palavras e se submete a Ti, e que cumpre o dever de um ser criado”.

Depois disso, confiei meu negócio aos cuidados do meu filho e finalmente me despedi da minha vida antiga. Eu recuperei minha saúde. Não demorou, e assumi um dever na igreja e comecei a experimentar pessoas e assuntos que Deus tinha arranjado. Agora, eu me concentro em buscar a verdade e aprender lições e sinto um tipo de paz que nunca experimentei antes. Graças a Deus!

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