Não ser mais a “especialista” é tão libertador

20 de Janeiro de 2022

Por Zhang Wei, China

Eu costumava trabalhar num hospital como ortopedista chefe substituta. Por quatro décadas, dei tudo de mim e acumulei bastante experiência clínica. Pacientes e colegas me respeitavam por meu conhecimento médico e era respeitada e a admirada aonde quer que eu fosse. Sentia que era algo especial, que era melhor do que o resto. Depois de aceitar a obra de Deus dos últimos dias, vi que alguns irmãos que serviam como líderes e diáconos na igreja comungavam e ajudavam a resolver problemas nas reuniões, e alguns escreviam artigos ou produziam vídeos. Eu os invejava muito e achava que deviam ser admirados pelos deveres que cumpriam. Eu menosprezava os deveres de anfitrião ou de cuidar de assuntos gerais, pensando que eram despretensiosos e anônimos. Pensei: “Jamais faria esse tipo de dever. Tenho posição social e uma boa educação. Se for cumprir um dever, terá de ser algo apropriado ao meu status”.

Depois do Ano Novo Chinês em 2020, um líder da igreja me procurou e disse: “Temos algumas irmãs no dever de redação que não têm um lugar seguro para ficar. Poucos sabem que você é crente, sua casa deveria ser relativamente segura. Você poderia acolhê-las?”. Pensei: “Fico feliz em cumprir um dever, mas uma médica chefe substituta de alto escalão como eu, uma profissional, sendo anfitriã, labutando em cima de um fogão quente e correndo ao redor da mesa — eu não seria basicamente uma babá?”. Me senti ofendida. Qualquer outro dever não seria mais honroso do que ser anfitriã? Não importava o que fosse, eu achava que deveria ter um dever com mais status ou que exigisse alguma habilidade. Caso contrário, me sentiria rebaixada! Cumprir dever de anfitriã não era um desperdício de meus talentos? Se meus amigos e parentes soubessem que eu tinha desistido de minha posição como especialista só para ficar em casa e cozinhar para outras pessoas, eles não morreriam de rir? Quanto mais refletia sobre isso, mais aborrecida ficava. Pensei que, se era uma necessidade urgente da igreja, embora não fosse o que eu realmente queria, eu não podia recusar num momento tão crítico — isso seria falta de humanidade. Mais tarde, lembrei-me de que eu ainda carecia de estatura e não entendia muita verdade, então, ao interagir muito com os irmãos e irmãs em dever de redação, eu poderia aprender com eles e, talvez, ser transferida para trabalhar com eles. Acreditei que o dever de anfitriã seria temporário. Além disso, numa situação de pandemia, o hospital era o pior lugar para se estar, e eu não queria mais trabalhar. Então me demiti e prontamente assumi o dever de anfitriã.

Eu sempre estivera ocupada com o trabalho, por isso nunca cozinhei muito. Eu me dediquei a aprender a cozinhar para que as irmãs tivessem refeições agradáveis. Mas quando terminava de fazê-las, eu não queria levá-las até a mesa. Achava que era a tarefa de um garçom. Quando fazia minhas refeições no hospital, sempre havia alguém para me trazer algo pronto, e os colegas se levantavam e falavam comigo, independentemente da ala em que eu estava. Eu era altamente respeitada aonde quer que eu fosse. Mas agora eu tinha de usar um avental e vestir roupas com manchas de óleo todos os dias e gastar meu tempo esfregando potes e panelas gordurosas, enquanto aquelas irmãs vestiam roupa limpa e linda na frente de seus computadores. Eu me senti muito magoada e aborrecida. Lembrei-me de “Aqueles que usam a mente governam aqueles que não a usam”, e “Pássaros de pena igual se juntam”. Cozinhar e ser anfitriã era trabalho físico e estava num nível diferente dos outros. Pensando nisso, fui ficando mais aborrecida. e me senti pesada, como se um grande peso estivesse me esmagando. Eu não queria cumprir aquele dever em prazo longo. Pensei: “Escrevi artigos de medicina e fui elogiada na minha área. Minhas habilidades de escrita não podem ser ruins. Se eu conseguir escrever alguns bons artigos de testemunhos, talvez o líder veja meu talento e me dê aquele dever. Talvez isso me livre desse dever de anfitriã?”. Comecei a me levantar mais cedo e a ficar acordada até mais tarde, trabalhando em artigos sobre minhas experiências. As irmãs os leram e disseram que não eram ruins. Animada, eu os mandei para o líder, mas fiquei esperando e esperando, sem ser designada para o dever de redação. Fiquei tão decepcionada e, aos poucos, perdi meu entusiasmo para escrever artigos. Então, dentro de poucos dias, ouvi que a igreja precisava de mais gente para produzir vídeos e pensei: “Produção de vídeos é um dever que exige algumas habilidades. Agora tenho uma chance — se aprender a lidar com computadores, eu me tornarei um talento, alguém com habilidades”. Mais uma vez, comecei a levantar cedo e ficar acordada até tarde para adquirir algumas habilidades na produção de vídeos. Mas, por ser mais velha, não conseguia fazer as coisas tão rápido quanto os jovens. Não conseguia acompanhar. Então essa esperança também foi destruída. Eu estava muito deprimida, como se um dever “mais elevado” não estivesse me aguardando, e eu estivesse presa nesse tipo de trabalho. Senti que estava sendo desprezada. Eu não comi nem dormi bem por alguns dias e ficava esquecendo o que estava fazendo enquanto cozinhava. Não conseguia me concentrar. Às vezes, me cortava enquanto fatiava legumes ou queimava a mão. Deixava pratos e utensílios cair no chão, causando um caos terrível e assustando a mim mesma. Sempre que as irmãs ouviam um barulho, largavam tudo e vinham correndo para me ajudar a limpar. Eu me senti muito mal por distraí-las no cumprimento do seu dever. Em minha miséria, orei a Deus: “Deus, fui colocada em dever de anfitriã agora. Isso me parece ser tão baixo. Sinto-me injustiçada e não consigo me submeter. Não sei como lidar com isso. Por favor, guia-me”.

Depois disso, li isto nas palavras de Deus: “Seja qual for o seu dever, não discrimine entre alto e baixo. Suponha que você diga: ‘Embora essa tarefa seja uma comissão de Deus e a obra da casa de Deus, se eu a fizer, as pessoas podem me olhar com desprezo. Os outros recebem um trabalho que lhes permite destacar-se. Como essa tarefa que me foi dada, que não me permite destaque e só faz eu me esforçar nos bastidores, pode ser chamada de dever? Esse é um dever que não posso aceitar; esse não é o meu dever. O meu dever tem de ser aquele que me põe em destaque na frente dos outros e me permite ganhar renome para mim — e mesmo se eu não ganhar renome para mim nem me destacar, ainda tenho de me beneficiar disso e me sentir fisicamente em paz’. Essa é uma atitude aceitável? Ser seletivo é não aceitar o que vem de Deus; é fazer escolhas de acordo com as suas preferências. Isso é não aceitar o seu dever; é recusar o seu dever. Assim que tenta ser exigente na escolha, você não é mais capaz de uma aceitação verdadeira. Tal seletividade é adulterada por seus desejos e preferências individuais; quando você leva em consideração seu benefício próprio, sua reputação e assim por diante, a sua atitude para com o dever não é submissa” (‘Qual o desempenho adequado do dever?’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). Essa passagem realmente perfurou meu coração. As palavras de Deus revelaram meu estado exato. Eu me via como uma especialista renomada com status, que devia ser priorizada e respeitada aonde quer que eu fosse. Eu queria potencializar isso e me destacar da multidão. Quando fui colocada em dever de anfitriã, parecia que meu status estava sendo rebaixado, como se fosse uma injustiça. Mas o julgamento e as revelações das palavras de Deus me mostraram que a razão pela qual eu menosprezava tanto o dever de anfitriã era porque eu via meu dever na casa de Deus a partir da perspectiva de um incrédulo. Eu via os deveres em termos de altos e baixos numa hierarquia. Se eu pudesse ganhar alguma fama, eu o fazia com alegria, mas menosprezava tudo que acontecia nos bastidores. Essa perspectiva estava me impedindo de cumprir meu dever e eu até pensei em jogar a toalha. Eu não estava pensando nem um pouco na vontade de Deus em meu dever, mas, claramente, só o fazia para melhorar minha imagem, para buscar nome e status. Deus estava me elevando ao permitir que eu cumprisse o dever de um ser criado e era Sua comissão para mim, mas eu estava querendo escolher com base em preferências pessoais. Isso era totalmente insensato. Eu me senti tão endividada com Deus quando percebi isso e, em silêncio, resolvi investir meu coração em cumprir bem o meu dever.

Depois disso, come e bebi palavras de Deus e orei à luz do meu estado, e fui capaz de ser anfitriã sem reservas. Mas o que aconteceu em seguida me abalou novamente. Uma irmã que eu estava acolhendo foi eleita como líder de igreja, e senti muita inveja dela. Pensei: “Vejo como uma pessoa no dever de redação pode ser valorizada. Ela consegue criar uma reputação para si mesma e pode até se tornar líder se fizer um bom trabalho. Mas que tipo de futuro tem uma anfitriã? Estou sempre vestindo um avental, estou sempre coberta de gordura e cheirando a fumaça, e sempre que saio para fazer compras, tenho medo de encontrar um conhecido e ser perguntada por que não estou usando minhas habilidades médicas. Eu baixo a cabeça e tento passar despercebida, mantendo-me sempre perto das paredes. Só consigo respirar normalmente quando chego em casa. Eu sempre ocupava o centro das atenções para onde quer que fosse e, muitas vezes, estava no palco, fazendo uma palestra. Todos queriam apertar minha mão. Mas agora não quero que ninguém me veja. Eu me movo silenciosamente só para comprar uns legumes”. Fiquei cada vez mais chateada e não conseguia tirar da minha cabeça minha posição lá fora no mundo. Eu estava me sentindo bem nostálgica por ter sido chamada de “especialista”, “diretora” e “professora”. Não consegui parar de pensar sobre a admiração de líderes, o elogio dos colegas e o cortejo de pacientes. Aquilo parecia ser um jeito digno de viver. Eu me sentia como uma fênix que tinha sido transformado em galinha e me perguntei quando seria liberada desse dever. Não pude evitar de sentir alguma inveja, e embora via que as irmãs gostavam das refeições, eu não conseguia engolir nada. Perdi bastante peso. E então, do nada, o diretor do hospital me ligou, dizendo que a pandemia estava controlada e perguntou se gostaria de voltar a trabalhar. Fiquei instigada novamente, pensando que seria ótimo voltar a trabalhar, a viver de novo aquela vida de prestígio e vestir o manto de uma “especialista”. Mas eu sabia que o dever de anfitriã era importante e que eu devia cuidar da segurança das irmãs. Se voltasse a trabalhar, eu não seria mais capaz de acolhê-las. Rapidamente, orei a Deus: “Deus! Nunca fui capaz de me submeter de verdade a esse dever de anfitriã. Não consigo largar o passado. Por favor, guia-me para eu me conhecer e me ajuda a me submeter”.

Em minha busca, deparei-me com isto nas palavras de Deus: “Ponderem sobre como vocês devem ver o valor pessoal, o status social ou o histórico familiar de uma pessoa. Qual é a atitude mais apropriada que se deve ter? Para começar, as pessoas devem voltar-se para as palavras de Deus para ver como Ele as percebe. Somente dessa forma uma pessoa pode chegar a um entendimento da verdade, e somente então ela pode evitar fazer coisas que sejam contrárias à verdade. Como, então, Deus vê o histórico familiar de uma pessoa, o status social, seu nível educacional e a riqueza que ela obtém na sociedade? Se você não usar as palavras de Deus como base para todas as coisas e não conseguir ficar a Seu lado para receber qualquer coisa Dele, então certamente haverá uma discrepância entre suas opiniões sobre as questões e as intenções de Deus. Se a distância não for grande, se for só uma divergência menor, então isso não será um problema, mas se suas opiniões estiverem em completa oposição às intenções de Deus, então elas não estarão alinhadas com a verdade. Da perspectiva de Deus, Ele tem a última palavra sobre quanto Ele dá a uma pessoa, e seu lugar na sociedade é determinado por Ele, não por uma pessoa qualquer. Se Deus colocou uma pessoa na pobreza, isso significa que a pessoa não tem esperança de salvação? Se ela for de valor ou status social baixo, Deus não a salvará? Se ela é de status social baixo, é possível que seja pouco estimada por Deus? Não necessariamente. O que, então, realmente importa? O que importa é a senda que a pessoa segue, suas buscas e sua atitude em relação à verdade e a Deus. Se uma pessoa é de status social muito baixo e é pobre e pouco instruída, mas é muito pragmática e pé no chão em sua fé em Deus, ama a verdade e gosta de coisas positivas, essa pessoa é de valor alto ou baixo para Deus? É nobre ou humilde? Tal pessoa é preciosa. Portanto, olhando por essa perspectiva, o que determina o valor ou a nobreza de uma pessoa? Isso depende de como Deus vê você. Se Ele vir você como digno e precioso, você será uma vasilha para uso nobre, e será ouro ou prata. Se, porém, Deus o vir como indigno e baixo, não importa quão altos sejam seu nível de instrução, seu status social ou sua posição étnica, mesmo assim você não será de status alto. Mesmo que muitas pessoas o apoiem, elogiem e admirem, você não passará de uma pessoa baixa. Como acontece, então, que uma pessoa ‘nobre’, com alto status social — que é elogiada e admirada por muitas pessoas e que desfruta de grande prestígio —, venha a ser vista por Deus como baixa? Será que Deus simplesmente contradiz a humanidade? De jeito nenhum. Deus tem padrões próprios de avaliação, e Seus padrões de avaliação são a verdade” (‘Eles são malignos, insidiosos e enganosos (parte 1)’ em “Expondo os anticristos”). As palavras de Deus foram esclarecedoras. A raiz do meu sofrimento era que eu não olhava as coisas a partir da perspectiva das verdades nas palavras de Deus, mas ainda seguia a perspectiva satânica sobre posição, status alto e baixo para julgar meu dever. Eu sempre tinha usado status social, nome, educação e conquistas profissionais como meus padrões de sucesso. Controlada por essas perspectivas, eu me via como muito nobre e honrável, pensando que era alguém com conhecimento que possuía status e uma boa posição, como pessoa especial e num escalão mais alto. Eu continuei com essa perspectiva após ganhar minha fé, respeitando altamente deveres como líder e obreiro e aqueles que exigiam mais habilidades, e menosprezando deveres domésticos como ser anfitriã e a manutenção de assuntos gerais. Achava que esses eram de escalão mais baixo e não eram apropriados para uma pessoa como eu. Eu queria desfrutar do tipo de prestígio que tivera antes. Era por causa da minha perspectiva sobre posição que eu estava sendo feita de boba, incapaz de comer nem dormir e perdendo peso em minha angústia. Era tão doloroso. Mas exposta e julgada pelas palavras de Deus, vi o caráter justo de Deus. Ele não Se importa se o status de alguém é alto ou baixo nem com suas vantagens ou diplomas. Ele Se importa se ele busca a verdade; Ele Se importa com a senda que trilha. Não importa quão alta a posição, quais diplomas ou reputação alguém possa ter, sem a verdade, ele é baixo aos olhos de Deus. Qualquer um que busca e ganha a verdade será valorizado e abençoado por Deus, com ou sem status. Aprendi que não importava quantos me adulassem e quão alta fosse minha posição, se eu não conseguisse me submeter a Deus e cumprir o dever de um ser criado, eu seria totalmente inútil.

Mais tarde, refleti mais sobre isso. Por que, sabendo que minha perspectiva era errada, eu não conseguia deixar de buscar um dever com mais prestígio? Vi uma passagem das palavras de Deus quando estava matutando sobre isso. “Satanás usa a fama e o ganho para controlar os pensamentos do homem até que tudo em que as pessoas consigam pensar seja fama e ganho. Elas lutam por fama e ganho, passam por dificuldades por fama e ganho, suportam humilhação por fama e ganho, sacrificam tudo o que tem por fama e ganho e farão qualquer julgamento ou tomarão qualquer decisão para o bem de fama e ganho. Dessa forma, Satanás amarra as pessoas com grilhões invisíveis e elas não têm nem a força nem a coragem para se livrar deles. Elas, sem saber, carregam esses grilhões e caminham penosamente sempre adiante com grande dificuldade. Por causa dessa fama e ganho, a humanidade se afasta de Deus e O trai e se torna cada vez mais perversa. Dessa forma, portanto, uma geração após a outra é destruída em meio à fama e ao ganho de Satanás” (‘O Próprio Deus, o Único VI’ em “A Palavra manifesta em carne”). O que as palavras de Deus revelam me mostrou que Satanás estava me prejudicando e constrangendo com nome e ganho, mantendo-me totalmente presa. Eu tinha sido inculcada por meus pais, educada na escola e influenciada pela sociedade desde cedo. As filosofias e falácias de Satanás tinham se infiltrado na medula dos meus ossos. Coisas como “O homem luta para subir; a água flui para baixo”, “O legado de um homem é o eco de sua vida”, “Aqueles que usam a mente governam aqueles que não a usam”, esses venenos tinham se enraizado profundamente no meu coração muito tempo atrás. Por que eu estava sempre relembrando a honra de ser chamada “especialista”, “médica renomada”, e “diretora”, sempre querendo potencializar isso, pensando que eu me destacava e era melhor do que o resto? Porque eu tinha tomado nome e status como as coisas certas para buscar na vida e sentia que, tendo-os, eu ganharia a admiração e o apoio dos outros. Então, seja na escola, na sociedade ou na casa de Deus, eu priorizava posição e status e trabalhava muito para desenvolver uma especialidade, esperando subir até o topo de qualquer grupo em que estivesse. Achava que era o único tipo de vida por meio do qual poderia realizar meu valor verdadeiro. Quando não conseguia isso, meu futuro parecia sombrio e eu sofria terrivelmente. Os grilhões de nome e status me controlavam totalmente, levando-me a me desviar e a trair a Deus contra a minha vontade. Outra coisa que aprendi foi que o dever de anfitriã parecia não ser grande coisa, mas foram essas condições que me permitiram reconhecer minhas perspectivas equivocadas sobre a busca, começar a buscar a verdade ao cumprir meu dever e ser liberta dos laços de nome e ganho. Quando entendi as boas intenções de Deus, eu Lhe agradeci de coração, e me senti arrependida e culpada. Eu me ajoelhei diante de Deus e orei: “Deus, obrigada por estabelecer as condições para expor meu caráter corrupto e me resgatar da minha busca equivocada. Desejo me arrepender e parar de buscar nome e status. Quero me submeter e cumprir bem o meu dever de anfitriã para satisfazer a Ti”. Recusei a oferta do hospital.

Li algumas outras passagens das palavras de Deus depois disso. “Que tipo de pessoa Deus quer? Ele quer uma pessoa grandiosa, uma celebridade, alguém nobre ou de grande impacto? (Não.) Então, que tipo de pessoa Deus quer? Ele quer uma pessoa com os pés firmes no chão que busque ser uma criatura qualificada de Deus, que possa cumprir o dever de uma criatura e limitar-se ao lugar de um humano” (‘Caracteres corruptos só podem ser resolvidos com a busca da verdade e a confiança em Deus’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). “Por fim, se podem ou não alcançar a salvação não depende de que dever as pessoas cumprem, mas se entenderam e ganharam a verdade e se podem ou não se submeter às orquestrações de Deus e ser um genuíno ser criado. Deus é justo, e esse é o princípio pelo qual Ele mede toda a humanidade. Esse princípio é imutável, e você precisa se lembrar disso. Não pense em encontrar alguma outra senda ou buscar algo irreal. Os padrões que Deus exige de todos que alcançam a salvação não mudam jamais; eles continuam os mesmos, seja quem for” (‘A atitude que o homem deve ter para com Deus’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). Vi que Deus não quer pessoas altivas, mas quer pessoas de pé-no-chão que conseguem cumprir o dever de um ser criado. Lá fora no mundo, eu tinha status, mas meu entendimento da verdade era superficial. Os deveres de liderança e redação envolvem a verdade, de modo que não podem ser feitos por alguém só porque tem status e conhecimento. Eu devia ser sensata e fazer aquilo que eu era capaz de fazer. Por acaso, eu tinha um lar que servia para acolher pessoas, assim, simplesmente tive de servir como anfitriã e buscar a verdade. Essa é a única coisa sensata. Nos deveres diferentes, a única diferença real são o nome e a função. A identidade e essência de uma pessoa como criatura não mudam. Eu me superestimava, me via como tão ilustre. Sempre me via como especialista, como médica renomada, como se estivesse acima dos outros. Pensei que ser anfitriã era um dever baixo e queria um dever mais proeminente. A grama era sempre mais verde do outro lado — eu não conseguia baixar a cabeça e cumprir meu dever. Até lutei contra Deus em meu coração, arrogantemente carecendo de qualquer razão. Também pensei em Jó. Ele tinha tanto status entre o povo no Oriente, mas nunca deu valor ao seu status nem se importava com a glória que isso lhe rendia. Com ou sem status, ele exaltava a Deus. Jó era sensato. Por isso, Deus elogiou Jó como um ser criado que satisfez Seus padrões. Não estou à altura de Jó, mas queria seguir seu exemplo, renunciar a essas coisas e tentar satisfazer os padrões de Deus. Quando parei de buscar isso, minha postura mental também mudou. Vi que cada dever é importante e essencial. Sem pessoas que agem como anfitriões, os irmãos não teriam um lugar bom para cumprir seu dever em segurança. A partir de então, comecei a fazer um esforço consciente de renunciar a mim mesma, a me esforçar para fazer refeições boas e cuidar da segurança das irmãs para que pudessem cumprir seu dever em paz. Com o tempo, não senti mais que existia qualquer diferença entre nós em termos de status, e cantarolava hinos enquanto cozinhava e me aproximei de Deus. Depois de terminar tudo, eu lia as palavras de Deus, aquietava meu coração e contemplava toda a obra que Deus tinha feito em mim e o que eu tinha ganho, e então trabalhava em alguns artigos testemunhais. Cada dia era gratificante. Parece ser um jeito pacífico de viver e é muito libertador.

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