Quando o desejo por status causa problemas

09 de Julho de 2023

Por Xin Yi, China

Em julho de 2020, eu estava fazendo o trabalho de rega com Zhao Zhijian e Li Muxin. Eles estavam só começando a ser treinados, por isso eu os ajudava a entender os princípios e a se familiarizar com o trabalho o quanto antes, e eles me perguntavam quando havia algo que não entendiam. Depois de um tempo, percebi que os dois tinham alguns pontos fortes. Zhijian tinha calibre bom e aprendia os princípios rapidamente, e Muxin era muito capaz — ela era muito organizada e eficiente. Sempre que recebiam uma tarefa, eles conseguiam encontrar palavras de Deus para resolver as dificuldades dos recém-convertidos. Eu me sentia inferior comparada a eles. Eu não era tão eficiente nem tão rápida em absorver quanto eles. Eu sempre tinha que refletir sobre os problemas dos recém-convertidos por um bom tempo. Achava que tudo era mais lento e mais oneroso para mim do que para eles. Mais tarde, quando já estavam mais familiarizados com o trabalho, aos poucos, eles começaram a assumir um papel central. Às vezes, precisávamos responder às perguntas dos regadores juntos, porque eu ainda não tinha completado todas as minhas tarefas, e Muxin dizia: “Não se preocupe, há algumas perguntas simples que podemos responder diretamente”. Ouvir isso me incomodava. Eles não temiam que discutir as coisas comigo atrasasse tudo porque eu era lenta? Eu me sentia excluída de um jeito que nunca tinha experimentado antes. Até fiquei insatisfeita: por que eu carecia tanto de calibre? Eu não era uma pensadora flexível e não reagia rápido. Não era jovem nem esperta como eles — eles eram eficientes em tudo. Eu não seria a pessoa menos capaz daí em diante? O que eles pensariam de mim? Poderiam dizer que, mesmo após todo esse tempo como regadora, eu ainda estava num nível inferior a eles, que tinham acabado de ser treinados. Isso seria tão vergonhoso. Não querendo que pensassem que eu não prestava para nada, comecei a trabalhar em segredo, investindo mais tempo na reunião com os recém-convertidos todos os dias e tentando encontrar palavras de Deus e refletir sobre os problemas dos recém-convertidos. Até achava que lavar minha roupa e comer era um desperdício de tempo, e orava muito a Deus e pedia Sua ajuda para que eu pudesse ser mais eficiente em meu dever. Mas não foi isso que aconteceu — por mais que eu trabalhasse, minha eficiência diminuía. Logo perdi qualquer motivação pelo meu dever e passei a delegar muitos dos problemas aos meus parceiros. Achei que carecia de calibre, por isso só assumiria o que conseguisse resolver. Caí num estado cada vez pior, me tornei muito passiva em meu dever e parei de perceber problemas no meu trabalho. Vendo que eu não estava num estado bom, meus dois parceiros me ofereceram comunhão, mas eu não absorvia nada. Eu não conseguia mudar meu estado, e alguns problemas não podiam ser resolvidos a tempo, o que estava impactando o desempenho do trabalho de rega.

A líder comungou comigo quando soube do meu estado. Ela disse que isso nada tinha a ver com meu calibre, mas que eu desejava demais status e fama e que devia mudar meu estado o quanto antes para que ele não impedisse nosso trabalho. Percebi que eu não estava num estado bom e carecia de um senso de responsabilidade pelo meu dever e não era capaz de resolver problemas que conseguia resolver antes. Eu não conseguia sentir o esclarecimento do Espírito Santo, estava entorpecida e obtusa. Lembrei-me de algo que o Senhor Jesus disse: “Pois ao que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado(Mateus 13:12). Eu devia estar fazendo algo que não estava alinhado com a vontade de Deus, por isso Ele estava escondendo Sua face de mim. Fiquei com medo e orei: “Deus, meu dever é muito oneroso, e não sinto Tua orientação. Por favor, esclarece-me e guia-me e me permite refletir sobre mim mesma e entender meus problemas, para mudar meu estado incorreto”. Depois disso, encontrei palavras de Deus que tratam do meu estado. Deus diz: “O Senhor Jesus disse, certa vez: ‘Pois ao que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado’ (Mateus 13:12). Qual é o significado dessas palavras? O que elas significam é que, se você nem sequer cumprir ou se dedicar ao seu dever ou trabalho, Deus tirará o que outrora foi seu. O que significa ‘tirar’? Como um humano, como você se sente? Pode ser que você não alcance o que seus dons e calibre poderiam ter lhe permitido obter, e você não sinta nada, exatamente como um incrédulo. Isso é ter tudo tirado por Deus. Se, em seu dever, você for negligente, não pagar um preço e não for sincero, Deus tirará o que outrora era seu, Ele retirará o direito de cumprir seu dever, Ele não lhe concederá esse direito. […] Se cumprir seu dever sempre parece não ter sentido para você, se parece que não há nada a ser feito, e você não consegue se motivar a contribuir, se você nunca é esclarecido, e acha que não possui esperteza nem sabedoria que possam ser aplicadas, então isso é um problema: mostra que você não tem o motivo certo ou a senda certa para desempenhar seu dever, e Deus não o aprova, e seu estado é anormal. Você deve refletir: ‘Por que não tenho uma senda ao desempenhar meu dever? Eu o estudei, e ele está dentro do meu escopo profissional — até sou bom nisso. Por que, quando tento aplicar meu conhecimento, eu não consigo? Por que não consigo aplicá-lo? O que está acontecendo?’. Isso é um acaso? Há um problema aqui. Quando Deus abençoa alguém, este se torna inteligente e sábio, perspicaz em todas as questões, e também zeloso, alerta e especialmente hábil; ele terá a manha e terá inspiração em tudo que fizer, e pensará que tudo que faz é fácil demais e que nenhuma dificuldade poderá obstruí-lo — ele é abençoado por Deus. Se alguém acha que tudo é muito difícil, ele é desajeitado, ridículo e sem noção, não importa o que esteja fazendo, se ele não entende, independentemente do que lhe digam, então, o que isso significa? Significa que ele não tem a orientação de Deus e não tem a bênção de Deus. Algumas pessoas dizem: ‘Eu me dediquei; por que, então, não vejo as bênçãos de Deus?’. Se você só se dedica e se esforça, mas não busca agir de acordo com os princípios, você está agindo sem se envolver em seu dever. Como você poderia ver as bênçãos de Deus? Se você for sempre descuidado no cumprimento do seu dever e nunca for consciencioso, você não será esclarecido nem iluminado pelo Espírito Santo, e não terá a orientação nem a obra de Deus, e suas ações não darão fruto. É muito difícil desempenhar bem um dever ou lidar bem com um assunto confiando em força e conhecimento humanos. Todos acham que sabem uma coisa ou duas, que eles têm algum know-how, mas fazem as coisas malfeitas, e as coisas sempre dão errado, provocando comentários e risadas de todos. Isso é um problema. A pessoa pode claramente não ser muita coisa, mas acha que tem know-how e não cede a ninguém. Isso tem a ver com um problema na natureza do homem(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Somente sendo honesto é que se pode viver como um ser humano verdadeiro”). Entrei em pânico depois de ler as palavras de Deus. Tudo tinha sido difícil e exaustivo para mim recentemente. Eu não percebia problemas no meu trabalho e me sentia impotente diante de problemas que conseguira resolver antes. Isso era porque eu estava presa num estado de rebeldia, e Deus estava escondendo Sua face de mim. Eu tinha me tornado insensível e estúpida, idiota e lenta. Eu vinha regando recém-convertidos havia um tempo e entendia alguma verdade das visões, e compreendia alguns dos princípios. A lógica ditava que eu deveria melhorar no meu dever com o tempo, mas eu estava ficando cada vez pior. Eu não conseguia sentir a orientação do Espírito Santo, e minha atitude em relação ao meu dever enojava a Deus. Eu podia ver a justiça e a santidade de Deus em Suas palavras. Se Ele abençoa as pessoas ou retira coisas, isso se baseia em princípios. Quando as pessoas investem o coração no dever, quando dão tudo de si e sua motivação é satisfazer a Deus, elas ganham a obra do Espírito Santo com facilidade. Elas têm percepção e conseguem descobrir problemas no seu dever, sabem como resolver problemas. Ficam cada vez melhores em seu dever. Se as pessoas não forem genuínas em seu dever, se sempre pensarem em status e reputação, elas terão dificuldade de ganhar a obra do Espírito Santo. Então se tornam entorpecidas e estúpidas, e não conseguem mostrar os pontos fortes como antes. É impossível cumprir bem um dever desse jeito. Refleti sobre meu estado naquele tempo. Depois de começar a trabalhar com meus dois parceiros, no início, eu tive um senso de fardo e pude ajudá-los a aprender a trabalhar rapidamente, mas quando descobri que progrediam rapidamente e eram mais hábeis do que eu em todos os aspectos, eu me senti ameaçada — temia perder meu papel de liderança, por isso comecei a me desviar. Eu não quis que me vissem ficando para trás, por isso trabalhei muito noite adentro. A fim de me tornar mais eficiente na rega, eu investi mais tempo nas reuniões com os recém-convertidos. Mas não importava quanto trabalhava, que preço pagava, eu realizava menos do que eles. Investi toda a minha energia em competir com meus parceiros. Até pedi a ajuda de Deus para alcançar mais no meu trabalho e proteger minha honra. Eu era tão insensata. Eu estava usando Deus, enganando-O — como isso era cumprir um dever? Eu me enchi de remorso e orei a Deus: “Ó Deus! Tenho buscado status e honra, não tenho cumprido bem o meu dever. Tenho sido um obstáculo no trabalho de rega. Quero me arrepender diante de Ti”.

Depois disso, li uma passagem das palavras de Deus que me ajudou muito. Deus Todo-Poderoso diz: “Se você consegue cumprir bem o seu dever não é uma questão de suas aptidões, da grandeza do seu calibre, da sua humanidade, suas capacidades ou habilidades; tudo se reduz a se você é alguém que aceita a verdade e se você é capaz de colocar a verdade em prática. Se você é capaz de colocar a verdade em prática e tratar os outros justamente, você pode alcançar uma cooperação harmoniosa com os outros. A chave para se uma pessoa consegue cumprir bem o seu dever e alcançar cooperação harmoniosa com os outros está em se ela consegue aceitar e obedecer à verdade. O calibre das pessoas, seus dons, aptidão, idade, e assim por diante, não são a coisa mais importante; tudo isso é secundário. A coisa mais importante é analisar se uma pessoa ama a verdade, e se ela consegue praticar a verdade. Depois de ouvir um sermão, aqueles que amam a verdade e conseguem praticar a verdade admitirão que ele está certo. Na vida real, quando eles encontrarem pessoas, eventos e objetos, eles implementarão essas verdades. Colocarão a verdade em prática, ela se tornará sua realidade e parte de sua vida. Ela se tornará as diretrizes e os princípios segundo os quais eles se comportam e fazem as coisas; ela se tornará aquilo que eles vivem e exibem. Ao ouvirem um sermão, aqueles que não amam a verdade também admitirão que ele está certo e acharão que entendem tudo. Eles gravaram as doutrinas no seu coração, mas quais são os princípios e diretrizes que eles usam para considerar algo ao fazê-lo? Eles sempre consideram as coisas de acordo com seus interesses pessoais; eles não consideram as coisas usando a verdade. Eles temem que praticar a verdade fará com que eles saiam perdendo, e temem ser julgados e menosprezados pelos outros — temem perder a honra. Eles vacilam em suas considerações e finalmente pensam: ‘Eu só protegerei meu status, minha reputação e meus interesses, essa é a coisa mais importante. Quando essas coisas forem satisfeitas, eu ficarei contente. Se essas coisas não forem satisfeitas, eu não ficarei feliz praticando a verdade e não acharei isso agradável’. Essa é uma pessoa que ama a verdade? De forma alguma(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “O cumprimento adequado dos deveres exige cooperação harmoniosa”). As palavras de Deus me mostraram que cumprir um dever adequadamente não está relacionado apenas ao calibre ou dons de alguém, à sua idade. O essencial é se ele ama a verdade e a coloca em prática. Se ele não ama nem pratica a verdade, mas só pensa em status e honra em ato e palavra, e não defende o trabalho da igreja, por mais elevados que sejam seus dons e calibre, ele terá dificuldade de cumprir bem o seu dever. Mas eu sempre achava que alguém com calibre bom e raciocínio flexível seria bom em seu dever, enquanto aqueles que eram mais velhos e careciam de calibre não teriam êxito, por mais que trabalhassem. Eu não entendia a verdade, mas sempre via pessoas e coisas através de minhas noções. Eu era tão tola e ignorante! Deus concede a todos um calibre diferente, dons diferentes, e Ele exige coisas diferentes de nós. A igreja arranja que trabalhemos juntos para que cada um de nós possa usar seus pontos fortes e compensar as fraquezas dos outros. Assim podemos cumprir bem os nossos deveres juntos. Ter dois parceiros de calibre bom poderia melhorar a nossa eficiência no trabalho. Resolveríamos problemas mais rápido, e nosso trabalho não seria impedido. Se eu tivesse sido capaz de renunciar ao meu ego e aprender com os pontos fortes dos outros, eu não teria progredido mais rápido? Eu não tinha o calibre dos meus parceiros, mas não me faltava tanto a ponto de não conseguir fazer meu trabalho. Quando eu tinha a atitude certa, quando estava disposta a me esforçar e tratar meu dever com seriedade, eu conseguia reconhecer e resolver problemas mais rápido. Eu tinha que parar de pensar em ganhos e perdas pessoais em meu status e minha honra. Depois disso, trabalhei em executar as exigências de Deus, deixei de competir com meus parceiros, e investi o coração no meu dever. Aos poucos, meu estado foi mudando, e as coisas começaram a andar no meu trabalho.

Fiquei chocada quando o mesmo problema apareceu logo depois. Alguns recém-convertidos que tinham acabado de aceitar a obra de Deus dos últimos dias foram transferidos para a nossa igreja. Zhijian e eu éramos responsáveis por regá-los. Embora ele fizesse o trabalho de rega havia pouco tempo, ele era capaz de achar as palavras de Deus certas para resolver os problemas deles, e a comunhão dele era muito clara. Eu conseguia resolver alguns dos problemas deles, mas não me comunicava tão bem quanto ele. Os recém-convertidos gostavam mais da comunhão de Zhijian do que da minha. Eu fiquei com muita inveja. Zhijian progredia tão rápido após tão pouco tempo no trabalho, mas eu tinha levado todos esses anos para alcançar esse nível. Eu me sentia muito inferior a ele. Quando via pessoas com problemas que não entendiam e elas procuravam Zhijian para resolvê-los, eu ficava ainda mais invejosa. Ter calibre bom faz uma diferença tão grande. Isso não só lhe rendia a admiração dos outros, mas significava que ele se esforçava menos em seu dever e obtinha resultados melhores. Se eu tivesse o calibre de Zhijian, talvez todos também me admirariam. Mas eu já tinha passado dos 50 e carecia de calibre. Eu ficaria presa nesse nível por mais que trabalhasse. Antes mesmo de perceber, perdi minha motivação pelo meu dever. Sempre que um recém-convertido fazia uma pergunta numa reunião, eu deixava Zhijian respondê-la e só acrescentava uns comentários simples. Fui ficando cada vez mais passiva no meu dever e cada vez mais distante de Deus. Eu não sabia o que dizer em oração e, às vezes, à noite, até caía no sono enquanto orava. Quando percebi que eu estava num estado perigoso, eu busquei e ponderei. Quando via que me faltava calibre, eu me tornava negativa e passiva no meu dever: que caráter corrupto estava por trás disso?

Mais tarde, li mais algumas das palavras de Deus. “Que ninguém se considere perfeito, ou distinto e nobre, ou distinto dos outros; tudo isso é causado pelo caráter arrogante e pela ignorância do homem. Sempre considerar-se distinto — isso é causado por um caráter arrogante; nunca ser capaz de aceitar seus defeitos e nunca ser capaz de enfrentar seus erros e falhas — isso é causado por um caráter arrogante; nunca permitir que outros sejam superiores a você ou que sejam melhores do que você — isso é causado por um caráter arrogante; nunca permitir que os outros sejam superiores ou mais fortes do que você — isso é causado por um caráter arrogante; nunca permitir que os outros tenham pensamentos, sugestões e pontos de vista melhores do que você, e, quando eles têm, tornar-se negativo, não desejar falar, sentir-se angustiado e desanimado e ficar chateado — tudo isso é causado por um caráter arrogante(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Os princípios que devem guiar a conduta da pessoa”). As palavras de Deus revelavam meu estado exato. Eu comparava meu calibre com o calibre dos meus parceiros e me tornava negativa e recuava quando não me equiparava. Isso era governado por um caráter arrogante. Por causa da minha arrogância, eu não conseguia encarar minhas fraquezas e deficiências e não conseguia aceitar quando outros eram melhores ou mais capazes do que eu. Vendo que meus parceiros eram mais fortes do que eu em todos os sentidos, que ocupavam o centro do palco no grupo e ganhavam a aprovação e admiração de todos, eu me senti incomodada, desequilibrada e não consegui aceitar a realidade. Embora reconhecesse que meu calibre era inferior ao dos outros, eu não aceitei isso no meu coração. Em segredo, fiquei competindo com eles. Estava determinada a competir com eles, a comparar-me com eles. Quando não consegui superá-los, fiquei negativa e sem energia no meu dever. Isso não era meu caráter arrogante se manifestando? Eu era tão arrogante e ignorante!

Também me lembrei de uma passagem das palavras de Deus em que Ele expõe o caráter dos anticristos. Deus diz: “Para um anticristo, status e prestígio são sua vida e seu objetivo vitalício. Em tudo que faz, sua primeira consideração é: ‘O que acontecerá com meu status? E com meu prestígio? Fazer isso me dará prestígio? Elevará meu status na mente das pessoas?’. Essa é a primeira coisa em que ele pensa, e é prova suficiente de que ele tem o caráter e a essência de um anticristo; se não fosse assim, ele não consideraria esses problemas. Pode-se dizer que, para um anticristo, status e prestígio não são uma exigência adicional, muito menos algo extrínseco do qual ele pudesse abrir mão. São parte da natureza dos anticristos, estão em seus ossos, em seu sangue, são inatos para eles. Os anticristos não são indiferentes a se possuem status e privilégio; essa não é sua atitude. Qual, então, é sua atitude? Status e privilégio estão intimamente conectados ao seu dia a dia, ao seu estado diário, ao que aspiram diariamente. E assim, para os anticristos, status e prestígio são sua vida. Não importa como vivam, não importa o ambiente em que vivam, não importa o trabalho que façam, não importa ao que aspirem, quais sejam seus objetivos, qual seja a direção de sua vida, tudo gira em torno de ter uma boa reputação e uma posição alta. E esse objetivo não muda; eles nunca conseguem deixar essas coisas de lado. Essa é a face verdadeira dos anticristos e sua essência. Você poderia colocá-los numa selva primordial, no meio das montanhas, e, mesmo assim, eles não deixariam de lado sua busca de status e prestígio. Você pode colocá-los em qualquer grupo de pessoas, e tudo em que conseguem pensar continua sendo status e prestígio. Embora os anticristos também acreditem em Deus, eles veem a busca por status e prestígio como equivalente à fé em Deus e lhe atribuem peso igual. O que quer dizer que, enquanto trilham a senda de fé em Deus, eles também buscam status e prestígio. Pode-se dizer que, no coração dos anticristos, eles acreditam que a fé em Deus e a busca da verdade são a busca de status e prestígio; a busca de status e prestígio também é a busca da verdade, e ganhar status e prestígio é ganhar verdade e vida. Se acham que não têm prestígio nem status, que ninguém os admira, ou os venera, ou os segue, eles ficam muito frustrados, acreditam que não faz sentido acreditar em Deus, que isso não tem valor, e dizem para si mesmos: ‘Essa fé em Deus é um fracasso? É inútil?’. Muitas vezes eles ponderam sobre tais coisas no coração, ponderam sobre como podem construir um lugar para si na casa de Deus, como podem ter uma reputação elevada na igreja, para que as pessoas escutem quando eles falam, e os apoiem quando eles agem, e os sigam para onde quer que forem; para que tenham uma voz na igreja, uma reputação, para que desfrutem de benefícios e tenham status — eles realmente focam tais coisas com frequência. Isso é o que essas pessoas buscam(A Palavra, vol. 4: Expondo os anticristos, “Item Nove: parte 3”). As palavras de Deus que expõem os caracteres dos anticristos foram muito pungentes e difíceis para mim. A sua busca por nome e status não é uma coisa momentânea, está em seu sangue — é uma busca vitalícia. Para eles, status está acima de tudo, é até tão importante quanto sua própria vida. Os anticristos sempre querem um lugar à mesa e não estão dispostos a ficar abaixo dos outros. Precisam do respeito e da admiração de todos para ter alguma motivação em seu dever. Sem isso, eles se tornam negativos e ficam desleixados e até perdem o interesse na fé. Em que meu comportamento era diferente do comportamento dos anticristos? Eu era motivada em meu dever quando os outros me admiravam e valorizavam, mas quando meus parceiros se destacaram e me ultrapassaram em todos os sentidos, e meu desejo de status não foi satisfeito, eu deixei de ter um fardo no meu dever. O trabalho de rega é tão importante, agora que tantos recém-convertidos precisam de rega com urgência. Eu deveria estar ajudando-os a aprender a verdade e entender a obra de Deus, a se enraizar no caminho verdadeiro o quanto antes. Mas eu não estava investindo o coração. Tudo que eu tinha no coração era nome e status, e eu empurrava tudo para cima de Zhijian. Eu não estava cumprindo o dever que deveria estar cumprindo. Eu não tinha nenhuma humanidade! Eu não sentia culpa nem remorso quando não cumpria bem o meu dever. Ver meu status e reputação sofrerem era tão doloroso para mim quanto perder minha vida. Eu calculava meus ganhos e perdas e ficava negativa e fraca por causa disso. Eu sempre esperei tornar-me igual aos meus parceiros, ter calibre melhor, que todos me perguntassem as coisas que não entendiam e me procurassem para discutir para que eu ocupasse o centro do palco no grupo. Era isso que eu sempre buscava, que eu queria ganhar. Eu me concentrava em ganhar a admiração dos outros. Esse tipo de busca e perspectiva era igual ao dos anticristos, certo? Já que eu estava na senda errada e tinha perdido a orientação do Espírito Santo, eu não estava cumprindo o dever que deveria estar cumprindo. Assim, se eu tivesse obtido uma posição mais alta e ganhado a admiração de todos, eu não teria acabado sendo expulsa por Deus? Quando percebi isso, fiquei com medo. Vi que, ao buscar status, eu estava numa senda contrária a Deus! Eu queria mudar minha busca equivocada e parar de competir com os outros. Eu queria cumprir o dever que deveria estar cumprindo.

Depois disso, busquei uma senda de prática. Lembrei-me destas palavras de Deus. “O que se deve fazer para cumprir bem o dever? É preciso vir a cumpri-lo com todo o seu coração e toda a sua energia. Usar todo o seu coração e toda a sua energia significa manter todos os seus pensamentos no cumprimento do seu dever e não deixar que outras coisas os ocupem, e então aplicar a energia que se tem, exercendo a totalidade do seu poder, e aplicar o seu calibre, os seus dons, os seus pontos fortes e as coisas que entendeu à tarefa. Se você entender, e aceitar, e tiver uma boa ideia, deverá se comunicar com os outros sobre isso. Isso é o que significa cooperar em harmonia. É assim que você cumprirá bem o seu dever, como alcançará um desempenho satisfatório no seu dever. Se você sempre deseja assumir tudo, se sempre deseja fazer coisas grandiosas sozinho, se sempre quer que o foco fique sobre você, em vez dos outros, você está cumprindo o seu dever? O que está fazendo chama-se autocracia; é fazer um espetáculo. É um comportamento satânico, não é o cumprimento do dever. Ninguém, independentemente das suas forças, dons ou talentos especiais, pode assumir sozinho todo o trabalho; ele deve aprender a cooperar em harmonia se quiser fazer bem o trabalho da igreja. É por isso que a cooperação harmoniosa é um princípio da prática do cumprimento do seu dever. Desde que aplique todo o seu coração, e toda a sua energia, e toda a sua fidelidade, e ofereça tudo o que pode fazer, você está cumprindo bem o seu dever(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “O cumprimento adequado dos deveres exige cooperação harmoniosa”). As palavras de Deus me deram uma senda de prática. Meu calibre não importava. Contanto que eu tivesse um coração honesto e trabalhasse bem com os outros, desse tudo de mim e fizesse bem tudo que deveria fazer, sem enganar, isso estaria alinhado com a vontade de Deus. De fato, Deus deu aos três de nós calibres e forças diferentes para que nós nos complementássemos. Meus dois parceiros tinham calibre bom e eram eficientes; eles viam a essência dos problemas. Isso compensava o que me faltava. Eu carecia um pouco de calibre, mas era um pouco mais velha do que eles, por isso eu conseguia pensar com mais cuidado, de modo mais abrangente. Todos nós tínhamos nossos pontos fortes, podíamos trabalhar juntos, e isso beneficiaria nosso trabalho. Mas, em vez de buscar a verdade, eu comparava os pontos fortes dos meus parceiros com os meus, o que me deixava negativa e passiva e incapaz de cumprir o meu dever. Pensando nisso agora, eu era tola demais. Com esse entendimento, ao cumprir um dever depois disso, eu pude ser mais proativa. Não importavam quais dificuldades ou problemas tivesse, eu os discutia com meus parceiros. Quando deixei de ser restringida por meu calibre ou minha idade, eu me senti mais relaxada em meu dever. Quando cooperamos para trazer à tona os pontos fortes de cada pessoa, podemos trabalhar juntos em harmonia. Todos trabalham bem juntos, e nosso trabalho de rega tem mais sucesso.

Lembrou-me de algo que Deus disse: “Não importa se há muitos ou poucos de vocês que cumprem seu dever juntos, não importa quais são as circunstâncias, e não importa quando, não se esqueçam disto — estejam de acordo. Vivendo nesse estado, vocês podem ter a obra do Espírito Santo(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Quando renunciamos a nome e status e trabalhamos bem com os outros, ganhamos a orientação do Espírito Santo e obtemos bons resultados em nosso dever.

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