Após receber a notícia do falecimento de meus pais
Por Xu Zhen, ChinaMeus pais sempre me amaram muito, desde que eu era pequena, e labutaram muito para pagar a escola para mim e meu irmão....
Damos as boas-vindas a todos os buscadores que anseiam pela aparição de Deus!
Minha mãe sofreu muito para criar a mim e meu irmão mais novo. Ela sempre dizia que, desde que meu irmão e eu tivéssemos uma vida boa, qualquer sofrimento valia a pena. Eu tinha certeza de que ela era a pessoa que mais me amava no mundo e que tudo o que ela fazia era para o meu bem. Conforme fui crescendo, meu casamento se tornou a maior preocupação dos meus pais. Nos meus 23 anos, minha mãe vivia pegando no meu pé, dizendo: “Você já é uma mulher adulta. Está na hora de encontrar um parceiro adequado. Se esperar mais, todos os homens bons já estarão comprometidos”. Eu achava que o casamento é um compromisso para a vida toda, que deve ser tratado com cautela; eu não queria me casar assim, de qualquer jeito. Além disso, eu não estava tão velha na época, então eu a enrolava dizendo: “Não há pressa. Vou começar a namorar quando encontrar a pessoa certa”. Esse foi justamente o ano em que aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias. Lendo as palavras de Deus, descobri que essa é a etapa final da obra de Deus para salvar a humanidade, e uma oportunidade incrivelmente rara de ser aperfeiçoada por Ele. Eu precisava urgentemente desempenhar meu dever e buscar a verdade com seriedade. Casar-me num momento como esse poderia facilmente arruinar minha chance de ser salva. Então, fiquei ainda mais cautelosa em relação ao casamento e continuei adiando a busca por alguém. Minha mãe estava muito ansiosa. Sempre que alguém tentava me arranjar um homem, ela me incentivava a conhecê-lo. Eu odiava isso. Parecia que ela estava tentando me vender como se eu fosse um produto. Além disso, sou bem introvertida e detestava esse tipo de encontro, então não queria nem um pouco ir a esses encontros arranjados. Mas eu me sentia incapaz quando ela me pressionava para eu me casar. Ela havia sofrido muito para me criar e criar meu irmão, e muitas vezes nos dizia como tinha sido difícil. Por causa dos ditados “o amor dos pais é louvável” e “os pais estão sempre certos”, eu simplesmente sentia que tudo o que ela fazia era para o meu próprio bem. Para evitar magoá-la, eu obedecia e ia aos encontros que ela arranjava, mesmo sem a menor vontade. Mas eu sabia que este é um momento crucial na obra de Deus, e que namorar e me casar iam interferir na minha crença em Deus. Por isso, na maioria das vezes, eu ia a esses encontros arranjados e depois inventava uma desculpa e dizia que não éramos compatíveis. Era assim que eu me esquivava. Então, em 2013, quando eu tinha 25 anos, conheci um homem num encontro às cegas que era bem o meu tipo. Ele era centrado e bom para os pais, e a minha mãe gostou muito dele. Pensei comigo mesma: “Posso tentar namorar com ele. Vou pregar o evangelho para ele, e, então, poderemos acreditar em Deus juntos”. Falei com ele sobre acreditar em Deus três vezes, mas ele só ouvia sem muito interesse, e dizia com um sorriso: “Acreditar em Deus é uma coisa boa. Não vou impedi-la de fazer isso”. Fiquei decepcionada demais, e isso me fez temer que, se realmente ficássemos juntos, ele me faria passar pelo mesmo tipo de oposição e perseguição que outras irmãs sofriam nas mãos do marido. Namoramos por mais de quatro meses, e quanto mais tempo passávamos juntos, mais eu gostava dele. Eu pensava: “Estamos juntos há apenas alguns meses, mas minha mente já está cheia dessas coisas. Não consigo desempenhar meu dever adequadamente, só estou agindo sem me envolver nas reuniões, e não estou colocando o coração na leitura das palavras de Deus. Se realmente nos casarmos, será que não serei consumida por essas questões triviais de família todos os dias, sem poder me concentrar totalmente no dever? Não posso simplesmente entrar às cegas num casamento”. Mas meus pais queriam que nos casássemos depois de apenas quatro meses. Eu tinha muito medo de que o casamento realmente arruinasse minha chance de ser salva na minha crença em Deus. Mas eu não suportava a ideia de terminar com ele. Era tão raro encontrar alguém de quem eu gostasse; eu não queria abrir mão dele. Além disso, meus pais e minha avó gostavam dele. Se eu não me casasse com ele, meus pais ficariam muito decepcionados e continuariam se preocupando com o meu casamento. Havia uma batalha constante no meu coração, e eu não sabia o que fazer. Nessa angústia, orei a Deus, pedindo que Ele me guiasse para eu fazer a escolha certa. Mais tarde, li estas palavras do Senhor Jesus: “Mas ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem!” (Mateus 24:19). Também li estas palavras de Deus Todo-Poderoso: “A família de algumas pessoas as oprime de modo que são incapazes de crer em Deus a não ser que se casem. Dessa maneira, o casamento lhes é útil, de fato. Para outras, o casamento não traz benefícios, mas lhes custa o que antes tinham. O seu caso deve ser determinado por suas circunstâncias reais e por sua determinação. Não estou aqui para inventar regras e estipulações com as quais fazer exigências a vocês” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Prática (7)”). Pelas palavras de Deus, entendi que abrir mão do casamento em prol da verdade é algo valioso. Fazendo isso, eu teria mais tempo e energia para desempenhar meu dever e buscar a verdade. Se eu perdesse a chance de desempenhar meu dever por causa do casamento, e no fim não conseguisse ganhar a verdade nem ser salva, eu teria perdido muito mais do que teria ganhado. As grandes catástrofes já começaram, e não resta muito tempo. Tenho que aproveitar esse tempo para me equipar com a verdade. Neste momento, não sou casada e não tenho emaranhados de família, então posso desempenhar meu dever em tempo integral. Se eu me casasse, com certeza ficaria presa em casa o dia todo. Sou uma pessoa muito sentimental, também, então, se eu realmente formasse uma família no futuro, com certeza eu negligenciaria o meu dever por causa dos meus sentimentos, e isso arruinaria minha chance de ser salva. Depois de pensar muito no assunto, finalmente decidi terminar com ele. Quando minha mãe descobriu, ficou ansiosa e com raiva. Ela tentou me fazer mudar de ideia, dizendo: “Seu pai e eu estamos envelhecendo, e a minha saúde não é boa. Não podemos cuidar de você para sempre! Conhecemos essa família muito bem. Se você se casar logo, seu pai e eu finalmente poderemos nos livrar desse fardo emocional”. Ouvir minha mãe dizer isso me deixou muito triste. Meus pais se preocupavam tanto com meu casamento todos os dias que isso havia se tornado um fardo emocional. Eles já tinham passado por tanta preocupação para me criar. Em vez de dividir a carga e aliviar a pressão sobre eles, eu estava me tornando seu maior fardo. Fiquei cheia de remorso, como se estivesse sendo uma filha ingrata. Mesmo que esse homem fosse o meu tipo, ele não estava interessado em acreditar em Deus. Tínhamos visões diferentes e estávamos em sendas diferentes. Não seríamos felizes vivendo juntos. E, durante os poucos meses em que namoramos, não senti a alegria de um relacionamento, mas sim um tormento espiritual constante. Preocupava-me sempre que, após o casamento, minha família se tornaria uma amarra e um obstáculo me impedindo na minha busca da verdade, e arruinaria a minha chance de ser salva. Quando pensei nisso, fiquei mais decidida e escolhi terminar com ele. Depois disso, a atitude da minha mãe em relação a mim mudou. Às vezes ela perdia a paciência e gritava comigo, furiosa: “Quem acredita em Deus tão a sério assim? O que uma garota realmente deve fazer é encontrar uma boa família e se casar e cuidar de todos, jovens e velhos!”. Às vezes ela também dizia coisas desagradáveis para me provocar. Eu me sentia muito triste, mas não a culpava. Como diz o ditado, “os pais estão sempre certos”. Eu sentia que, não importava o que ela fizesse, isso era para o meu bem. Afinal, “quanto maior o amor, maior a cobrança”. Ela só estava preocupada com o meu casamento e gritava comigo porque estava muito ansiosa por mim. Então, eu apenas suportava em silêncio.
No Ano Novo Chinês e em outros feriados, meus pais viam as filhas de outras famílias visitando os pais alegremente com o marido e os filhos, enquanto eu sempre voltava para casa sozinha. Eles ficavam com uma expressão de muita preocupação e suspiravam sem parar. Toda vez, minha mãe tentava me colocar algum juízo na cabeça, dizendo: “Olhe para fulana. Ela é casada, e os sogros a tratam tão bem. Como seria maravilhoso se você encontrasse uma boa família e se casasse; você teria mais pessoas para cuidar de você. Então, seu pai e eu poderíamos finalmente relaxar. Se você não se apressar e levar isso a sério, o que vai fazer se não conseguir encontrar um homem bom mais tarde? Eu sou sua mãe. Por acaso eu faria algum mal a você? Só estou fazendo isso para o seu bem”. Vendo meus pais tão ansiosos, preocupados e suspirando de angústia o dia inteiro por causa do meu casamento, eu me sentia péssima e cheia de culpa. Eu já era uma adulta, mas ainda causava tanta preocupação a eles. Eu era tão ingrata! Mais tarde, passei por algo que me fez perceber que a suposta “bondade” dos meus pais para comigo não era, realmente, eles sendo bons para mim.
Um dia, em 2017, meu pai caiu de uma escada e machucou as costas. Quando cheguei em casa naquela noite, minha mãe me disse, irritada: “Sabe por que seu pai caiu? É porque ele está muito preocupado com você! Ele se preocupa tanto que não consegue dormir nem comer, e o cabelo dele está ficando branco de tanta preocupação. Esta família inteira está doente de preocupação com o seu casamento. Como você pode ser tão egoísta? Você só pensa em si mesma e não tem ideia de como é ser pai e mãe!”. Ouvindo-a dizer isso, senti-me profundamente culpada. Minha mãe me viu de cabeça baixa, em silêncio, e continuou: “Você não sabe? Como você não é casada, seu pai e eu não podemos andar de cabeça erguida na frente dos outros. Os vizinhos todos falam sobre você ter 30 anos e ainda não ter se casado. Você trouxe tanta vergonha para mim e para o seu pai!”. Ouvir minha mãe dizer isso me deixou muito chocada e magoada. Eu não entendia. Eu apenas não tinha me casado; não era como se tivesse feito algo vergonhoso. Como isso podia ser algo que os impediria de andar de cabeça erguida? Então eu perguntei: “Como o fato de eu não ser casada traz vergonha para vocês? Eu não fiz nada de ruim. Não é melhor ser solteira do que ser uma daquelas pessoas que ficam por aí com qualquer um? O casamento é para a vida toda. Não posso simplesmente me casar com qualquer um só para vocês não passarem vergonha! Além disso, se eu me casasse, e não desse certo e eu me divorciasse, isso não traria ainda mais vergonha para vocês?”. Num tom de desprezo e sarcasmo, minha mãe disse: “E daí se você se divorciar? É só encontrar outra pessoa! Todo mundo faz isso hoje em dia. Conseguir encontrar um homem é uma verdadeira habilidade! Olhe para a sua prima. Ela ficou divorciada por apenas seis meses e já arrumou outro. Isso sim é ser capaz! E o que você tem? Até um aleijado serviria para você”. As palavras da minha mãe feriram profundamente o meu coração. Eu não conseguia acreditar que a minha própria mãe podia dizer tais coisas. De repente, ela parecia uma completa estranha. Voltei para o meu quarto e chorei até não poder mais. Eu não imaginava que a mãe que sempre me tratou com tanto carinho poderia dizer algo tão cruel. Ela estava mesmo fazendo aquilo para o meu bem? Aquilo era amor de verdade? Na minha dor, orei a Deus: “Ó, Deus, sei que, sem essas palavras tão duras, meu coração nunca teria sido verdadeiramente ferido. Mas ainda sinto que a minha mãe é quem me trata melhor. Deus, não sei como experienciar isso. Por favor, esclarece-me e orienta-me para que eu possa entender Tuas intenções”.
Mais tarde, pensei nas palavras de Deus: “Por que os filhos mostram piedade filial aos pais? Por que os pais amam demais os filhos? Qual é o intento que as pessoas todas abrigam? Não é cumprir seus próprios planos e desejos egoístas? É realmente agir em prol do plano de gerenciamento de Deus? É realmente agir em prol da obra de Deus? É cumprir o dever de um ser criado?” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Deus e o homem entrarão em descanso juntos”). “Quem suporta o maior fardo pela vida de uma pessoa? (Deus.) Só Deus é quem mais ama as pessoas. Os pais e parentes das pessoas realmente as amam? O amor que eles dão é amor verdadeiro? Ele consegue salvar as pessoas da influência de Satanás? Não pode. As pessoas são entorpecidas e imbecis, incapazes de ver essas coisas com clareza e sempre dizem: ‘Simplesmente não consigo sentir como Deus me ama. Enfim, meu pai e minha mãe são os que mais me amam. Eles pagam meus estudos e me fazem aprender habilidades técnicas para que eu possa ser alguém quando eu crescer, estar acima dos demais e tornar-me um astro, uma celebridade. Meus pais gastam muito dinheiro para me cultivar e me sustentar em minha educação, fazendo sacrifícios e economizando na comida. Que amor grande, esse! Jamais lhes poderei retribuir!’. Vocês acham que isso é amor? Quais são as consequências de seus pais o pressionarem a estar acima dos outros, tornar-se uma celebridade no mundo, ter um bom emprego e se assimilar ao mundo? Persistentemente, eles o fazem buscar estar acima dos demais, trazer honra para a família e integrar-se nas tendências malignas do mundo. Como resultado, você cai no redemoinho do pecado, sofre perdição e perece, sendo devorado por Satanás. Isso é amor? Isso não é amar você, isso é prejudicá-lo e arruiná-lo. Se algum dia você chegar a um ponto tão baixo que não haja mais retorno, tão baixo que não seja capaz de se libertar, e você descer para o inferno, só então perceberá: ‘Ah, o amor dos pais é o amor da carne e não é benéfico para se crer em Deus ou se ganhar a verdade — não é amor verdadeiro!’. Vocês podem não ter percebido isso ainda. Algumas pessoas dizem: ‘Eu não consigo sentir como Deus me ama. Ainda acho que minha mãe me ama mais. Ela é a pessoa mais próxima de mim no mundo. Existe uma música chamada “A mamãe é a melhor do mundo”. Isso reflete a realidade; essa afirmação é absolutamente verdadeira!’. Algum dia, quando realmente tiver entrada na vida e quando tiver ganhado a verdade, você dirá: ‘Minha mãe não é a pessoa que mais me ama, e meu pai também não é. Deus me ama mais e Ele é meu mais querido amado, pois Ele me deu vida e está sempre me guiando, provendo para mim e me salvou da influência de Satanás. Só Deus é Aquele que provê vida para as pessoas, que as guia e que tem soberania sobre todas as coisas’. Só quando entender a verdade e a tiver ganhado completamente, você será capaz de apreciar essas palavras em profundidade” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “A fim de ganhar a verdade, deve-se aprender lições com as pessoas, eventos e coisas próximas”). Antes, eu não conseguia aceitar muito bem essas duas passagens das palavras de Deus. Eu sentia que meus pais eram as pessoas que mais me amavam no mundo, especialmente minha mãe, que havia sofrido tanto para criar a mim e a meu irmão. Quando ela me repreendia por não me casar, não era a isso que se referia o ditado “quanto maior o amor, maior a cobrança”? Eu achava que a minha mãe só queria que eu encontrasse uma família boa e fosse feliz, e que eles eram as únicas pessoas no mundo que nunca me enganariam nem me fariam mal. Mas quando li essas palavras de Deus novamente, depois de experienciar isso, finalmente consegui aceitá-las. Minha mãe alegava que era para o meu próprio bem, para que eu encontrasse uma boa família e me casasse e fosse feliz. Mas, na verdade, ela só estava pensando em seu próprio orgulho, para que as pessoas não fofocassem sobre ela pelas costas, e ela pudesse andar de cabeça erguida diante dos outros. Era por isso que ela queria que eu me casasse rápido com qualquer um que me aceitasse — chegando a dizer que até um aleijado serviria. Ela não estava pensando na minha felicidade de jeito nenhum! O amor da minha mãe continha impurezas. Ela só estava pensando em si mesma e não me amava de verdade. Além disso, ela queria desesperadamente que eu me casasse para poder usar o casamento como uma armadilha, para me fazer passar a vida servindo ao meu marido e criando filhos em casa, e me impedir de acreditar em Deus e desempenhar meu dever. Finalmente percebi que a minha mãe não estava realmente cuidando dos meus interesses; ela estava tentando me afastar de Deus, arrastando-me para o covil de Satanás! Se realmente eu a tivesse escutado, minha carne teria sido satisfeita, mas eu teria menos tempo e energia para desempenhar meu dever e buscar a verdade. No fim, teria arruinado minha chance de ser salva. A visão de casamento que minha mãe me ensinou estava errada. Isso me faria desrespeitar o casamento e tratar o casamento e o divórcio como um jogo. Ela não podia me apontar a senda correta na vida. Foi a verdade expressa por Deus que me deu as buscas corretas na vida. Por exemplo, Deus nos diz para respeitar o casamento e não cometer fornicação; isso é uma manifestação de humanidade normal. Além disso, cumprir o dever de um ser criado é o tipo de vida mais significativo, e somente buscando a verdade e uma mudança de caráter podemos ser salvos e sobreviver. Por meio das palavras de Deus, vi claramente que o amor da minha mãe por mim não era amor verdadeiro. Deus é quem mais me ama.
Eu sempre considerei meus pais as pessoas mais próximas a mim. Eu nunca discernia quais de suas ações eram certas e quais eram erradas, e não sabia como tratá-los corretamente. Foi só quando li as palavras de Deus que ganhei algum discernimento sobre eles. Deus Todo-Poderoso diz: “Um dia, quando entender algo da verdade, você deixará de pensar que sua mãe é a melhor pessoa ou que seus pais são as melhores pessoas. Você perceberá que eles também são membros da raça humana corrupta, que seus caracteres corruptos são todos iguais, que tudo o que os distingue são os laços de sangue com você, e que, se não acreditam em Deus, eles são iguais aos não crentes. Você já não os perceberá mais a partir da perspectiva de um membro da família ou da perspectiva da sua relação carnal, mas a partir do lado da verdade. Quais são os aspectos principais que você deveria perceber? Você deveria perceber as opiniões deles sobre a crença em Deus, as opiniões deles sobre o mundo, as opiniões deles quando lidam com as questões, e, sobretudo, as atitudes deles em relação a Deus. Se observar esses aspectos acuradamente, você poderá ver claramente se eles são pessoas boas ou más. Um dia, você poderá ver claramente que eles são pessoas com caracteres corruptos exatamente como você e que não são as pessoas bondosas que têm amor verdadeiro por você, como você imaginava que fossem, e não são capazes de guiar você à verdade ou à senda certa na vida de modo algum. Você poderá ver claramente que o que eles fizeram por você não foi de grande benefício para você e que não o ajudou em nada a trilhar a senda correta na vida. Você poderá descobrir também que muitas das ações e opiniões deles vão contra a verdade, que elas são da carne, e que isso faz com que você sinta desprezo, repulsa e detestação. Se vier a enxergar essas coisas, você será, então, capaz de tratar seus pais corretamente em seu coração, e não mais sentirá saudade deles, não ficará preocupado com eles, nem será incapaz de viver separado deles; eles completaram a missão de pais. Você deixará de tratá-los como as pessoas mais próximas ou de idolatrá-los. Em vez disso, você os tratará como pessoas comuns e, a essa altura, você se libertará completamente das amarras do afeto e emergirá verdadeiramente do afeto e do amor familiar. Uma vez que tenha se afastado do afeto e do amor familiar, você perceberá que não vale a pena valorizar essas coisas. Nesse ponto, você verá que os parentes, a família e os relacionamentos carnais são pedras de tropeço para entender a verdade e para você se libertar do afeto. Você verá que, porque você tem esse relacionamento familiar, esse relacionamento carnal com seus pais, que o paralisa e o leva a desviar-se, você acredita que eles são as pessoas mais próximas de você, que cuidam de você melhor do que ninguém e que mais o amam, e você se torna incapaz de discernir com clareza se eles são pessoas boas ou más. Uma vez que você tiver verdadeiramente se afastado dos afetos, você ainda sentirá falta deles com todo o coração, pensará neles e se preocupará com eles do jeito que faz agora, quando pensa neles de vez em quando? Não. Você não dirá: ‘A pessoa sem a qual eu realmente não posso ficar é a minha mãe; ela é quem mais me ama, mais cuida de mim e mais se preocupa comigo’. Quando tiver esse nível de percepção, você ainda sentirá tanta falta deles que vai chorar? Não. Esse problema estará resolvido” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Só resolver os caracteres corruptos pode causar uma transformação real”). No passado, eu tratava minha mãe como a pessoa mais próxima a mim. Eu sentia que, como ela era minha mãe, tudo o que fazia era para o meu próprio bem. Ela estava sempre me pressionando a ir a encontros arranjados e a me casar. Embora odiasse e tivesse nojo disso, mesmo assim eu ia a esses encontros arranjados, de acordo com seus desejos. Ver meus pais constantemente preocupados e ansiosos com meu casamento me fazia sentir culpada, e eu me culpava por não ser uma filha dedicada e obediente. A verdade é que a minha mãe incutiu em mim uma visão equivocada sobre o casamento, mas, por causa do nosso laço de sangue, eu não tinha nenhum discernimento sobre ela. Deus nos diz para respeitar o casamento e não cometer fornicação, mas minha mãe tratava o casamento como um jogo. Ela via conseguir encontrar mais parceiros como um sinal de ser capaz. Minhas primas, por exemplo, não respeitam o casamento e o tratam como um jogo; casam-se e divorciam-se por capricho. Minha prima mais velha era casada, mas era amante de um homem casado, cometia fornicação. Minha mãe não via isso como vergonhoso ou desonroso; ela até achava que isso era ser capaz. Eu era cautelosa em relação ao casamento. Não queria entrar e sair dele apressadamente ou namorar por aí sem cuidado, como os outros. Por isso, minha mãe me repreendia por ser incapaz e dizia que, por não me casar, eu estava fazendo com que passassem vergonha e os impedindo de andar de cabeça erguida. Ela havia aceitado ideias de tendências malignas e já não conseguia distinguir o certo do errado — ela os havia invertido. Sua perspectiva sobre as coisas era completamente distorcida. O tempo todo, nosso laço familiar me deixou cega, sempre pensando que tudo o que minha mãe fazia era para o meu próprio bem. Mas, na realidade, ela estava vivendo de acordo com as leis de sobrevivência de Satanás, e não conseguia evitar ser enganada e prejudicada por ele. Como ela poderia me conduzir para a senda correta na vida? Só então ganhei algum discernimento sobre ela e parei de me culpar por não atender às exigências deles.
Em 2018, fui entregue por um judas por causa da minha fé em Deus. Pessoas da Brigada de Segurança Nacional foram à minha casa para me prender, mas, como eu estava desempenhando meu dever em outro lugar, escapei do desastre. Não ousei voltar para casa desde então. Livre da pressão dos meus pais para me casar, pude dedicar mais meu coração ao meu dever e entendi mais a verdade do que antes.
Em 2024, Deus comunicou e dissecou a visão falaciosa de que “os pais estão sempre certos”. Fiquei muito comovida quando li. Deus Todo-Poderoso diz: “‘Os pais estão sempre certos’. O que significa esse ditado? Significa que, não importa se o que seus pais fazem é certo ou errado, porque eles geraram você e o criaram, no que lhe diz respeito, isso está certo. Você não pode julgar se está certo ou errado, nem pode discordar disso, muito menos pode resistir a isso. Isso se chama demonstrar piedade filial. Mesmo que seus pais tenham cometido um erro e mesmo que algumas das ideias e opiniões deles sejam retrógradas ou equivocadas ou o jeito de educá-lo e as ideias e opiniões com que eles educam você não sejam corretos nem positivos, você não deve duvidar nem discordar deles, pois existe um ditado sobre isso — ‘os pais estão sempre certos’. Quando se trata dos pais, você nunca deveria discernir nem julgar se eles estão certos ou errados, pois, no que diz respeito aos filhos, a vida e tudo que eles possuem vêm dos pais, e ninguém está acima de seus pais. Então, se você tem consciência, você não deveria criticá-los. Não importa quão errados, incorretos ou imperfeitos seus pais sejam, eles ainda são seus pais. São as pessoas mais próximas de você, que criaram você e que lhe deram a vida. Esse ditado não é aceito por todos? E é justamente porque essa mentalidade existe que seus pais acham que podem tratar você sem escrúpulos e usar vários métodos para direcioná-lo a fazer todos os tipos de coisas e instilar várias ideias em você. Do ponto de vista deles, eles pensam: ‘Meus motivos estão corretos, isso é para o seu bem. Tudo que você tem foi dado a você por mim. Eu trouxe você para este mundo e você foi criado por mim, então, não importa como eu trate você, não tem como eu estar errado, pois tudo que eu faço é para o seu bem, e eu não machucaria nem prejudicaria você’. Do ponto de vista dos filhos, é correto que sua atitude em relação aos pais se baseie nesse ditado: ‘os pais estão sempre certos’? (Não, isso está errado.) Claro que está errado. […] Como deveríamos ver esse assunto de acordo com a verdade? Qual seria a maneira correta de expressar isso? O corpo e a vida dos filhos lhes foram dados pelos pais? (Não.) O corpo carnal de uma pessoa nasce dos pais, mas de onde vem a capacidade de os pais terem filhos? (Ela é dada por Deus e vem Dele.) E quanto à alma de uma pessoa? De onde ela vem? Ela também vem de Deus. Portanto, na origem, as pessoas são criadas por Deus, e tudo isso foi preordenado por Ele. Foi Ele que preordenou que você nascesse nessa família. Deus enviou uma alma a essa família, e então você nasceu nessa família, e você tem essa relação predestinada com seus pais — isso foi preordenado por Deus. É só por causa da soberania e da preordenação de Deus que seus pais tiveram você e que você nasceu nessa família. Isso é analisar a questão desde a raiz” (A Palavra, vol. 6: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (13)”). “Como todos vivem em meio a essa raça humana maligna, todos crescem em um ambiente no qual aceitam os costumes tradicionais de suas famílias, a educação estatal e o condicionamento social. O que as pessoas absorvem são todas as várias ideias e opiniões que vêm do mundo maligno, as quais, em última análise, são todos os tipos de heresias e falácias de Satanás, não estão nem um pouco em concordância com a verdade e não têm verdade nelas; mais do que isso, as pessoas não entendem o que é a verdade. Sob esse ponto de vista, os pais e seus filhos são iguais e têm as mesmas ideias e opiniões. Acontece apenas que os pais aceitaram essas ideias e opiniões vinte ou trinta anos mais cedo, enquanto os filhos as aceitaram um pouco mais tarde. Ou seja, dado o mesmo contexto social, contanto que você seja uma pessoa normal, tanto você como seus pais aceitaram a mesma corrupção de Satanás, o condicionamento do clima social e as mesmas ideias e opiniões que provêm das várias tendências malignas na sociedade. Sob esse ponto de vista, os filhos são do mesmo tipo que seus pais. […] E como os pais geram e criam seus filhos e têm esse status especial, os filhos deveriam demonstrar piedade filial a seus pais e cumprir suas obrigações para com eles. Essa é a única responsabilidade que as pessoas têm para com seus pais. Mas como pais e filhos são humanos corruptos da mesma forma, os pais não são exemplares de moral para seus filhos, nem são exemplos ou modelos para seus filhos em sua busca da verdade, muito menos são modelos para seus filhos em termos de adorar e submeter-se a Deus. É claro, os pais também não são a personificação da verdade. Os filhos não deveriam considerar seus pais como exemplos morais, muito menos têm qualquer obrigação ou responsabilidade de obedecer a eles incondicionalmente. Os filhos também não deveriam ter medo de exercer discernimento em relação às ações, ao comportamento e ao caráter essência dos pais. Ou seja, os filhos não deveriam aderir à ideia de que ‘os pais estão sempre certos’ quando se trata de como tratam seus pais. Essa opinião se baseia no status especial dos pais, que é o fato de terem gerado seus filhos sob a preordenação de Deus e, assim, em termos da carne, seu status e sua geração dentro da família são diferentes dos de seus filhos. Por causa dessa diferença, as pessoas consideram seus pais como uma classe de pessoas que nunca erram. Isso está correto? (Não, não está.) Isso é irracional e não está alinhado com a verdade” (A Palavra, vol. 6: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (13)”).
Pelas palavras de Deus, entendi que a visão de que “os pais estão sempre certos” é uma ideia equivocada que Satanás incute em nós por meio da educação familiar e do condicionamento social. Ela nos faz sentir que nossos pais são as pessoas mais próximas a nós e as que mais nos amam, então devemos aceitar incondicionalmente tudo o que eles nos ensinam. Nunca consideramos se suas palavras estão corretas, simplesmente acreditamos que tudo o que eles fazem é para o nosso bem. Achamos que os filhos não devem julgar se os pais estão certos ou errados; devem apenas obedecer incondicionalmente. Esses pensamentos e ideias nos levam a ouvir e obedecer a nossos pais sem nenhum princípio. Isso é piedade filial cega, e nos leva para a senda errada. Eu estava vivendo de acordo com essa visão de que “os pais estão sempre certos”. Acreditava que, não importava o que meus pais fizessem, era para o meu próprio bem… que eles me amavam mais do que qualquer pessoa no mundo e nunca me fariam mal. Eu aceitava tudo o que eles diziam incondicionalmente e sem princípios. Nunca tentava discernir se seus padrões para se conduzir e agir estavam certos ou errados; eu apenas confiava neles e lhes obedecia cegamente. Pelas palavras de Deus, entendi que meus pais, assim como eu, são pessoas que foram corrompidas por Satanás. As ideias e perspectivas deles também vêm de Satanás. O que eles dizem não é a verdade e nem sempre está correto. Eu não deveria obedecer cegamente a tudo o que meus pais dizem, nem tratar e me submeter a suas palavras como se fossem a verdade. Refleti que a minha mãe acreditava no Senhor Jesus, mas era crente apenas em nome. Em seus pensamentos e ideias, ela acreditava que “quando os homens atingem a idade apropriada, devem se casar; e as mulheres, na idade apropriada, devem unir-se em matrimônio”. Ela achava que uma mulher adulta deveria se casar, constituir família e viver uma vida que girasse em torno da família, do marido e dos filhos… que essa era a única maneira de levar uma vida normal. Ela via a fé em Deus apenas como uma crença, algo que não deveria interferir na vida diária. Foi por isso que ficou me pressionando para eu me casar logo e não queria que eu acreditasse em Deus e desempenhasse o meu dever. Ela não se importava com a índole ou a humanidade do homem com quem eu poderia me casar. Sua atitude em relação ao meu casamento era muito irresponsável. Ela estava disposta até mesmo a me ver casada com um homem deficiente, ou a me casar e divorciar várias vezes, apenas para proteger sua própria reputação e impedir que as pessoas dissessem que ela tinha uma filha velha e solteira. Além disso, ela queria usar o casamento para impedir a minha fé em Deus. Se eu tivesse seguido suas palavras, teria apenas me afastado cada vez mais de Deus e, no fim, arruinado a minha vida. A obra de Deus nos últimos dias para salvar as pessoas é uma oportunidade incrivelmente rara. O fato de eu não ser casada e não ter emaranhados de família, o que me permite trilhar facilmente a senda da fé, é uma coisa boa. Poder seguir a Deus e desempenhar o dever de um ser criado é a coisa mais valiosa e significativa. Essa foi a escolha mais correta que eu poderia fazer.
Mais tarde, li mais das palavras de Deus e aprendi como eu deveria tratar meus pais. Deus diz: “Ao tratar seus pais, você deveria primeiro sair racionalmente dessa relação de sangue e discernir seus pais usando as verdades que você já aceitou e entendeu. Discirna seus pais com base nos pensamentos, opiniões e motivos por trás de sua maneira de agir e se conduzir e com base nos princípios e métodos de como eles agem e se conduzem, o que confirmará que eles também são pessoas corrompidas por Satanás. Veja-os e discirna-os sob a perspectiva da verdade, em vez de sempre pensar que seus pais são elevados, altruístas e bondosos com você, e, se os vir desse jeito, você nunca descobrirá que problemas eles têm. Não olhe para seus pais a partir da perspectiva de seus laços familiares nem de seu papel como filho ou filha. Saia dessa esfera e veja como eles abordam a verdade, o mundo, as pessoas, eventos e coisas. Além disso, mais especificamente, veja as ideias e opiniões que seus pais condicionaram em você referentes a como você deveria ver pessoas e coisas e como você deveria se conduzir e agir — é assim que você deveria reconhecê-los e discerni-los. Dessa maneira, a índole deles e o fato de que eles foram corrompidos por Satanás ficarão claros para você, pouco a pouco. Que tipo de pessoa são eles? Se não são crentes, qual é a atitude deles em relação a pessoas que acreditam em Deus? Se são crentes, qual é a atitude deles em relação à verdade? Eles são pessoas que buscam a verdade? Amam a verdade? Gostam de coisas positivas? Qual é a perspectiva deles sobre a vida e o mundo? E assim por diante. Se conseguir discernir seus pais com base nessas coisas, você verá claramente sua essência, e o status elevado, nobre e inabalável de seus pais em sua mente mudará. E quando isso mudar, as palavras e ações específicas de seus pais que mostram seu amor materno e paterno e aquelas imagens elevadas que você tem deles ficarão, pouco a pouco, menos profundamente gravadas em sua mente” (A Palavra, vol. 6: Sobre a busca da verdade, “Como buscar a verdade (13)”). Pelas palavras de Deus, entendi que devo ter princípios ao tratar meus pais e discernimento sobre o que eles dizem. Eles também são seres humanos corrompidos, e seus pensamentos e perspectivas estão cheios de vários venenos de Satanás. Se o que meus pais dizem está de acordo com a verdade, posso ouvi-los. Se não está, não posso obedecer. A maneira mais exata é ver as pessoas e as coisas, conduzir-me e agir de acordo com as palavras de Deus. A visão da minha mãe era a de que, se vocês se dão bem num casamento, vocês continuam juntos, e se não se dão bem, vocês se divorciam. Ela via poder encontrar mais parceiros como um sinal de ser capaz. Sua visão sobre o casamento era distorcida e ia contra as exigências de Deus. Eu não deveria lhe obedecer cegamente. Ao mesmo tempo, também entendi que o casamento está sob a soberania e os arranjos de Deus; é preordenado por Ele. Não tem nada a ver com preferências pessoais ou expectativas dos pais. Eu não deveria viver para satisfazer as esperanças dos meus pais ou tratar suas expectativas como o meu fardo. A atitude correta em relação ao meu próprio casamento é me submeter à soberania e aos arranjos de Deus.
Pensando bem, fui influenciada, ao longo desses anos, pela ideia de que “os pais estão sempre certos”. Sempre achei que tudo o que meus pais faziam estava correto e era para o meu próprio bem, e eu lhes obedecia cegamente. Mesmo que a maneira de eles fazerem as coisas fosse contra a minha vontade, ainda assim eu ia contra as minhas vontades para agir de acordo com suas exigências, e quando não conseguia atender a suas expectativas, eu me sentia em dívida com eles. Foi por meio das palavras de Deus que, aos poucos, ganhei discernimento sobre a ideia falaciosa de que “os pais estão sempre certos”, encontrei a maneira certa de tratar meus pais e senti meu espírito liberto. Agora posso dedicar mais tempo e energia ao meu dever e passar os melhores anos da minha vida buscando a verdade. Tudo isso graças à orientação de Deus. Graças a Deus!
Por Xu Zhen, ChinaMeus pais sempre me amaram muito, desde que eu era pequena, e labutaram muito para pagar a escola para mim e meu irmão....
Por Wang Tao, ChinaQuando eu tinha três anos de idade, meus pais se divorciaram devido a incompatibilidades emocionais, e, quando eu tinha...
Por Yang Chen, China Em junho de 2023, eu deveria ter saído de casa para desempenhar meu dever por causa das necessidades do trabalho do...
Por Zheng Li, China Quando eu tinha nove anos, meu pai morreu, e minha mãe teve que criar seus cinco filhos em circunstâncias difíceis....