Enganação e suspeita só trazem sofrimento

27 de Setembro de 2022

Eu estava em treinamento na produção de vídeos, quando, um dia em junho de 2020, uma líder me disse que a igreja precisava de alguém para cuidar dos assuntos gerais e que ela queria me transferir. Quando ouvi isso, pensei que esse trabalho seria só labuta e não passaria uma imagem tão boa quanto meu dever atual, que exigia habilidades. Mas o fato de que era por causa da falta de pessoal me confortou um pouco. Mais tarde, porém, descobri que muitos outros tinham sido transferidos para esse dever só porque tinham sido dispensados e a idade de alguns já era avançada. Naquele momento, todos os meus equívocos e resistência em meu coração vieram à tona. Se o trabalho não exigia habilidades, qualquer um podia fazê-lo. Também pensei nos irmãos em minha volta que eram sempre promovidos e recebiam tarefas mais importantes o tempo todo. Justamente quando a obra de Deus estava prestes a ser concluída, recebi uma posição tão comum. Eu ainda tinha uma chance de ser salva? Mas, na época, não consegui aceitar isso. Caí em negatividade. Eu estava cheia de dúvidas: Por que eles mudaram meu dever? Era necessário para o trabalho? Eu nunca tinha cuidado dos assuntos gerais e não possuía essas habilidades. Talvez a líder pensasse que eu carecia de calibre e não valia a pena ser treinada para a produção de vídeos, por isso ela inventou uma desculpa para me transferir. Fiquei questionando isso e queria muito saber como a líder me avaliava de verdade. Queria saber se era uma “promoção” ou “rebaixamento”. Por alguns dias, fiquei bastante desanimada. Quando pensava que a líder tinha me dado aquele trabalho porque eu carecia de calibre, eu achava que minhas perspectivas futuras eram sombrias e me sentia péssima. Vim para diante de Deus e clamei em oração: “Deus, não consigo aceitar essa situação e estou cheia de equívocos sobre Ti. Não sei como passar por isso. Por favor, guia-me a conhecer a mim mesma e a sair desse estado negativo”.

Depois de orar, li esta passagem das palavras de Deus: “Se você sempre aborda Deus de acordo com as noções e imaginações do homem, e as usa para avaliar tudo que Deus faz, para avaliar as palavras e a obra de Deus, isso não é classificar Deus, não é resistir a Deus? Tudo que Deus faz poderia se encaixar nas noções e imaginações do homem? E se não se encaixa, você não aceita ou não obedece? Em tais momentos, como você deveria buscar a verdade? Como deveria seguir a Deus? Isso envolve a verdade; uma resposta deve ser buscada nas palavras de Deus. Quando acreditam em Deus, as pessoas devem permanecer no lugar de um ser criado. Não importa a hora, não importa se Deus está oculto de você ou lhe apareceu, não importa se você consegue sentir o amor de Deus ou não, você deve saber quais são os seus deveres, responsabilidades e obrigações — você deve entender essas verdades sobre a prática. Se você ainda se agarra às suas noções, dizendo: ‘Se conseguir ver claramente que essa questão está alinhada com a verdade e com as minhas imaginações, então eu obedecerei; se não estiver claro para mim e eu não puder confirmar que essas são as ações de Deus, então esperarei primeiro, por um tempo, e obedecerei assim que tiver certeza de que isso foi feito por Deus’, essa é uma pessoa que obedece a Deus? Não é. […] Qual é o dever de um ser criado? (Permanecer no lugar de um ser criado, aceitar a comissão de Deus e obedecer aos Seus arranjos.) Isso mesmo. E agora que você encontrou a raiz, não é fácil resolver esse problema? Permanecer na posição de um ser criado e obedecer ao Criador, seu Deus, é a coisa mais importante à qual cada ser criado deve obedecer” (A Palavra, vol. 2: As declarações de Cristo dos últimos dias, “A submissão a Deus é uma lição básica para se ganhar a verdade”). As palavras de Deus me mostraram que, como um ser criado, a razão mais básica que eu devia possuir era submeter-me aos arranjos de Deus em todas as situações. Mesmo que não o entenda por um tempo, devo orar e buscar com um coração de aceitação e submissão. Quando comparei isso com meu comportamento, vi que eu impunha muitas condições para me submeter. Numa situação que se conformava às minhas noções e não afetava meus interesses, eu conseguia aceitar e me submeter. Mas essa mudança no meu dever afetava meu futuro e destino, por isso não conseguia me submeter e queria muito perguntar para descobrir o que estava acontecendo. Após anos de fé, eu ainda não tinha a mínima submissão a Deus. Uma pequena mudança no meu dever bastou para me deixar atormentada, e eu resisti muito, sem falar de um problema grande que estava surgindo. Você tinha alguma estatura? Eu estava envergonhada demais para reconhecer isso e me senti disposta a me submeter e cumprir bem o meu dever.

Quando me empenhei nele, descobri que tratar dos assuntos gerais não era simplesmente labuta, como eu pensara. Há princípios em que devo entrar a cada passo do caminho e senti que, qualquer que seja o trabalho na casa de Deus, há lições que devo aprender e verdades nas quais devo entrar. Mas, depois de um tempo, descobri que eu não era tão hábil nessas coisas quanto os outros irmãos e que também era mais lenta. No que dizia respeito às habilidades e eficiência, eu era muito inferior a eles. Uma noite uma líder veio conversar comigo e disse que não precisavam de tantas pessoas naquele trabalho e que havia um projeto de vídeo que eu devia assumir. Minha mente deu branco quando ouvi isso. Eu queria perguntar à líder sobre as razões específicas para a mudança do meu dever, mas achei que perguntar diretamente seria insensato. Engoli o que estava prestes a dizer. Depois, fiquei pensando na nossa conversa, querendo descobrir a razão da minha transferência a partir daquilo que ela dissera. Eu era ineficiente em meu dever, era essa a sua razão para se livrar de mim? Mas ela disse que precisava de mim para o projeto de vídeo, talvez, então, fosse uma transferência normal. Mas se só se tratava de necessidades do trabalho, eu poderia voltar após algum tempo e não haveria necessidade de me remover. Ela devia pensar que eu carecia de calibre e não conseguia cumprir esse dever. “Não precisar de tantas pessoas para tratar de assuntos gerais” deve ser a desculpa para me dispensar. Provavelmente, essa irmã não me disse que eu carecia de calibre para não me aborrecer. Naquele momento, fiquei triste. Eu nunca imaginei que, depois de todos os meus anos de fé, eu não conseguiria tratar de assuntos gerais. Eu era inútil? Não passava de lixo? Eu ainda tinha esperança de ser salva em minha fé? Eu seria exposto a expulsa? Mas eu tinha muitos pensamentos complicados e fiquei cada vez mais desanimada. Eu não ouvi com atenção quando a irmã me falou do trabalho de vídeo e quando ela me levou a uma reunião para apresentar o trabalho, eu não estava focada. Até cochilei no fim da reunião. Naquele tempo, eu era negligente e preguiçosa em meu dever e não tinha fardo nenhum. Quando alguém me perguntava sobre minha transferência, eu fingia não ouvir e não respondia. Não queria encarar o fato de que eu não tinha cumprido bem o meu dever. Eu queria me esconder e não ver ninguém. Por um tempo, fiquei perdida em trevas e não conseguia ver a vontade de Deus. Achava que minha senda na fé tinha chegado ao fim, e eu sentia tanta dor.

Em algum momento, li algumas das palavras de Deus sobre como os anticristos veem uma mudança em seu dever, então ganhei algum entendimento do meu estado. Deus diz: “Em circunstâncias normais, uma pessoa deveria aceitar e se submeter a mudanças em seu dever. Ela deve também refletir sobre si mesma, reconhecer a essência do problema e seus próprios defeitos. Isso é algo benéfico, e é algo que as pessoas podem alcançar facilmente — não é tão difícil. Mudanças no dever não são um obstáculo intransponível; são simples o bastante para que qualquer um possa avaliá-los claramente e tratá-los corretamente. Quando algo assim acontece com uma pessoa normal, no mínimo, ela consegue se submeter e também se beneficiar ao refletir sobre si mesma, ganhando uma avaliação mais precisa de se o desempenho de seus deveres é qualificado ou não. Mas isso não é assim para os anticristos. Eles são diferentes das pessoas normais, não importa o que aconteça com eles. Onde está essa diferença? Eles não obedecem, não cooperam proativamente nem buscam a verdade de todo. Em vez disso, sentem repulsa por isso e resistem a isso, analisam, contemplam e quebram a cabeça em especulação: ‘Por que não recebo a permissão de cumprir esse dever? Por que estou sendo transferido para um dever sem importância? Isso é um meio de me revelar e expulsar?’. Eles ficam revirando o ocorrido em sua mente, analisando-o infinitamente e ruminando sobre isso. Quando não acontece nada, eles estão perfeitamente bem, mas quando algo acontece, aquilo começa a se agitar dentro do seu coração como se estivesse em águas tempestuosas, e a sua cabeça se enche de perguntas. Visto de fora, pode parecer como se fossem melhores do que os outros em ponderar questões, mas, na realidade, os anticristos são apenas mais malignos do que as pessoas normais. Como essa maldade se manifesta? Suas considerações são extremas, complexas e secretas. Coisas que não ocorreriam a uma pessoa normal, a uma pessoa com consciência e razão, são algo comum para um anticristo. Quando é feito um ajuste simples no seu dever, as pessoas devem responder com uma atitude de obediência, fazer o que a casa de Deus as manda fazer e fazer o que forem capaz de fazer, e, não importa o que façam, fazê-lo bem dentro daquilo que estiver em seu poder, com todo o seu coração e com toda a sua força. O que Deus fez não foi em equívoco. Uma verdade tão simples pode ser praticada pelas pessoas com um pouco de consciência e racionalidade, mas isso está fora do alcance das capacidades dos anticristos. Quando se trata de ajustar deveres, os anticristos imediatamente oferecerão argumento, sofisma e resistência, e, lá no fundo, eles se recusam a aceitar. O que está no coração deles? Suspeita e dúvida; então eles sondam outras pessoas usando todos os tipos de métodos. Eles provam o ambiente com as suas palavras e ações e até coagem e seduzem as pessoas a dizer a verdade e a falar honestamente por meios inescrupulosos. Eles tentam entender: por que foram transferidos? Por que não receberam a permissão de cumprir seu dever? Quem, exatamente, estava mexendo os pauzinhos? Quem estava tentando estragar as coisas para eles? Em seu coração, eles ficam perguntando por que, continuam tentando entender o que realmente está acontecendo para que possam descobrir com quem devem discutir e acertar as contas. Eles não sabem vir para diante de Deus para refletir sobre si mesmos, para analisar qual é o problema dentro deles, eles não buscam uma razão em si mesmos, e não oram a Deus nem refletem sobre si mesmos, dizendo: ‘Qual é o problema em como eu cumpro o meu dever? Estou sendo descuidado e superficial, eu careço de princípios? Houve algum efeito?’. Em vez de sempre fazerem essas perguntas a si mesmos, eles sempre duvidam de Deus em seu coração: ‘Por que meu dever foi realocado? Por que estou sendo tratado assim? Por que estão sendo tão insensatos? Por que estão sendo injustos comigo? Por que não pensam no meu orgulho? Por que me atacam e alienam desse jeito?’. Todos esses ‘porquês’ são uma revelação vívida do caráter corrupto dos anticristos e de sua personalidade” (A Palavra, vol. 3: Expondo os anticristos, “Item Doze: Eles querem se retirar quando não há posição nem esperança de ganhar bênçãos”). Ao ler as palavras de Deus, vi que meu comportamento era tão maligno quanto o dos anticristos. Quando meu dever foi mudado, eu parecia não me importar, mas, na verdade, caí num estado de tormento. Eu fiquei questionando e investigando as razões das mudanças e o significado real por trás de cada palavra das líderes ambas as vezes. Até suspeitei que era transferida porque meu calibre não estava à altura de tratar de assuntos gerais e entendi Deus errado por me fazer passar por transferências múltiplas para me expor como uma inútil e usar isso para me expulsar. Eu tinha uma natureza tão maligna e astuta! Eu estava dando valor demais a uma mudança do meu dever, pesquisei e analisei isso, tentando descobrir a partir das palavras das líderes o que elas realmente pensavam de mim e usando isso para determinar quão alta ou baixa era a minha posição na casa de Deus, se eu tinha um lugar no coração de Deus e qual era a minha chance de ser salva e abençoada. Eu desconfiava, duvidava, resistia e testava, o que são caracteres de um anticristo. Lembrei-me de algo que Deus disse: “Aprecio muito quem não nutre suspeita de outras pessoas e também gosto muito de quem prontamente aceita a verdade; demonstro grande zelo por esses dois tipos de pessoas, porque, a Meu ver, são pessoas honestas” (A Palavra, vol. 1: A obra de Deus e conhecer a Deus, “Como conhecer o Deus na terra”). O pensamento de pessoas honestas é simples. São francas e sinceras com Deus e as pessoas, não duvidam nem ficam em alerta. Conseguem aceitar a verdade e buscam e ponderam a vontade de Deus nas situações que Ele estabelece. Deus permite que aprendam cada vez mais e ganhem a verdade. Àquela altura, percebi que minha astúcia e dúvidas me deixavam desanimada e miserável e me afastavam de Deus. Orei a Deus: “Deus, não quero mais viver segundo meus caracteres astutos. Essas mudanças no meu dever não se conformam às minhas noções, mas quero me submeter e aceitá-las e buscar conhecer a Tua vontade”.

Mais tarde, me perguntei por que eu reagia tanto a cada mudança no meu dever. Então li algumas das palavras de Deus que me ajudaram a entender as adulterações na minha fé. “A julgar pela atitude e a perspectiva de um anticristo em relação a uma mudança em seu dever, onde está o problema? O problema aqui é grande? (É.) Seu maior erro é que ele não deveria vincular uma mudança no dever a receber bênçãos; isso é algo que definitivamente ele não deveria fazer. Na verdade, não existe conexão entre os dois, mas já que o coração do anticristo está cheio de desejos de ser abençoado, não importa que dever ele cumpra, ele o conecta e relaciona a se ele será abençoado ou não. Assim, ele é incapaz de cumprir seu dever corretamente e só pode ser exposto e expulso; isso é culpa dele, ele embarcou nessa senda desesperada por conta própria” (A Palavra, vol. 3: Expondo os anticristos, “Item Doze: Eles querem se retirar quando não há posição nem esperança de ganhar bênçãos”). “Foi uma mudança perfeitamente apropriada no dever, mas os anticristos dizem que ela está sendo feita para atormentá-los, que eles não estão sendo tratados como um ser humano, que falta amor à família de Deus, que eles estão sendo tratados como uma máquina, chamados quando são necessários, e depois deixados de lado quando não são. Isso não é distorcer a lógica? Será que alguém que diz esse tipo de coisa tem consciência ou razão? Ele não tem humanidade! Ele distorce um assunto perfeitamente sensato; distorce uma prática totalmente apropriada e a transforma em algo negativo — não é esse o mal de um anticristo? Será que alguém tão maligno pode entender a verdade? De forma alguma. Esse é o problema de um anticristo; ele distorce a lógica daquilo que lhe acontece. Por que ele pensa de forma distorcida? Porque ele é extremamente maligno por natureza, maligno em essência. A natureza e a essência de um anticristo são primariamente malignas, seguidas pela sua crueldade, e essas são as suas principais características. A natureza maligna dos anticristos os impede de entender corretamente tudo, e em vez disso distorcem e interpretam mal a tudo, vão a extremos, são mesquinhos e não conseguem lidar com as coisas corretamente nem buscar a verdade” (A Palavra, vol. 3: Expondo os anticristos, “Item Doze: Eles querem se retirar quando não há posição nem esperança de ganhar bênçãos”). As palavras de Deus me mostraram que eu me comportava igual a um anticristo, achando que meu dever e eu ser abençoada ou não estavam inextricavelmente ligados. Achava que ser promovida e cumprir um dever que eu considerava mais importante significava uma chance melhor de ser salva. Mas ser dispensada ou cumprir um dever que eu via como banal me levava a pensar que minha chance de ser salva era menor. Por causa dessa perspectiva equivocada, quando a igreja mudava meu dever, eu ficava muito sensível e pensava demais. Não conseguia abordar isso corretamente, temia que perderia toda esperança de ser salva e abençoada se não tivesse cuidado. Colocava as bênçãos acima de tudo na minha fé e, ao encarar essas transferências, pensava primeiro em se isso era uma promoção ou um rebaixamento. Se parecia ser uma posição inferior, eu achava que estava sendo rebaixada, que seria exposta e expulsa. Eu me sentia péssima e me descartava por causa de qualquer coisinha. Eu desejava demais ser abençoada! É perfeitamente normal que a casa de Deus mude os deveres das pessoas. Às vezes, isso se baseia na estatura, no calibre ou nas habilidades das pessoas, o que beneficiará o trabalho da casa de Deus e sua entrada na vida. Às vezes, há um problema em sua atitude em relação ao seu dever e elas vivem em corrupção, assim, ao mudar seu dever, elas podem vir para diante de Deus para refletir e conhecer a si mesmas e se arrepender diante de Deus e deixar de trilhar a senda errada. Essa é a grande salvação de Deus. Às vezes, é o que o trabalho exige, e mudanças apropriadas devem ser feitas na hora certa. A líder se orientava pelas necessidades do trabalho, e quando viu que tratar de assuntos gerais era difícil para mim, ela me deu um dever em que eu era hábil, para que eu pudesse ser útil. Era uma coisa boa. Mas eu era tão maligna e astuta por natureza, só pensava em ser abençoada, vinculando coisas que acontecem a ser abençoada e tendo um olhar distorcido. Achava que meu dever tinha mudado para me expor e expulsar. Era ridículo! Eu tinha equívocos e defesas contra Deus. Como eu poderia aprender e entrar na verdade desse jeito? E como poderia cumprir bem o meu dever? Isso me fez sentir algum remorso, e eu me odiei por ser cega e não buscar a verdade. Eu não queria mais ser assim. Estava disposta a renunciar ao meu desejo de bênçãos, buscar a verdade em qualquer situação que Deus estabelecesse e cumprir o meu dever.

Mais tarde, li outra passagem das palavras de Deus. “O ponto principal em se as pessoas podem ser salvas ou não é, sobretudo, se elas têm senso e consciência. Se as pessoas conseguem se manter fiéis a essa linha, elas possuem senso e consciência. Tais pessoas têm esperança de salvação. Se cruzarem essa linha, elas serão expulsas. Qual é a linha vermelha de vocês? Você diz: ‘Mesmo que Deus me bata e repreenda, me rejeite e não me salve, ainda assim eu não me queixarei. Serei igual a um boi ou um cavalo: continuarei servindo até o fim, retribuindo o amor de Deus’. Tudo isso soa ótimo, mas você realmente é capaz de alcançar isso? Se você realmente possui tal caráter e determinação, digo-lhe diretamente: você tem esperança de salvação. Se você não tem esse caráter, se você não tiver esse senso, essa consciência, seu serviço não durará até o fim. Você sabe como Deus agirá com você? Você não sabe. Você sabe como Deus testará você? Você não sabe disso, também. Se você carecer de um fundamento, de uma linha vermelha, de um meio correto de buscar, e se sua moral e seus valores não estiverem alinhados com a verdade, quando se deparar com um contratempo, um fracasso ou com provações e refinamento, você não será capaz de permanecer firme — caso em que você estará em perigo. Que papel exercem senso e consciência? Se você diz: ‘Eu ouvi todos esses sermões e realmente entendo alguma verdade. Mas eu não a coloquei em prática, não satisfiz a Deus, Deus não me apoia — e se, no fim, Deus me abandonar e não me quiser mais, isso será a justiça de Deus. Mesmo que Deus me puna e condene, eu não abandonarei Deus. Para onde quer que eu vá, sou uma criatura de Deus, sempre acreditarei em Deus e, mesmo que tenha que trabalhar igual a um boi ou um cavalo, jamais deixarei de seguir, e não me importo qual é o meu fim’ — se essa for realmente a sua determinação, tudo bem: você será capaz de permanecer firme. Se vocês carecem dessa determinação e nunca refletiram sobre essas coisas, então há, sem dúvida alguma, um problema com o caráter, a consciência e o senso de vocês. Isso acontece porque, em seu coração, vocês nunca quiseram fazer nada para Deus. Tudo que sempre fazem é exigir bênçãos de Deus. Vocês estão sempre calculando em sua mente quais bênçãos vocês receberão por terem feito um esforço ou sofrido uma adversidade na casa de Deus. Se tudo que você fizer for calcular essas coisas, permanecer firme será muito difícil para você. Se você pode ser salvo ou não depende de se você tem senso e consciência. Se você não possui senso e consciência, você não está apto a ser salvo, pois Deus não salva demônios e bestas. Se você decidir trilhar a senda de buscar a verdade, se você trilhar a senda de Pedro, o Espírito Santo esclarecerá você e o guiará para entender a verdade, e criará situações para você que o levarão a experimentar muitas provações e refinamento e a ser aperfeiçoado. Se você não escolher a senda de buscar a verdade, mas trilhar a senda de Paulo, o anticristo, então me perdoe — Deus testará e examinará você. Mas não há como negar que você não resistirá ao exame de Deus; quando algo lhe acontecer, você se queixará de Deus, e quando for testado, você abandonará Deus. Nesse momento, seu senso e sua consciência não servirão de nada, e você será expulso. Deus não salva pessoas que não têm senso e consciência; esse é o padrão mínimo” (A Palavra, vol. 2: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). As palavras de Deus me fizeram pensar. Quando meu dever foi mudado, eu achei que dificilmente teria uma chance de ser salva. Resisti a Deus e me queixei. Eu fui negligente e negativa em meu dever e usei isso para dar vazão à minha insatisfação. Eu realmente carecia de razão e humanidade e não possuía nem mesmo a consciência mais básica. Eu era igual àqueles que param de cumprir seu dever quando suas esperanças de receber bênçãos são destruídas. Sem a orientação oportuna de Deus, que me permitiu entender meus motivos e desejos de bênçãos e ver meu rosto satânico e feio após perder minhas esperanças de um futuro, eu odeio pensar em quão fundo eu teria caído. Eu certamente teria perdido minha qualificação de cumprir um dever e teria sido expulsa por Deus. Pensar nessa possibilidade me assustou. Também percebi como a busca subjetiva das pessoas é crítica na busca em sua fé. Aqueles que buscam Deus são genuínos em seu dever e não exigem bênçãos em seu dever ou em sua fé. Alegram-se por poder servir, mesmo sem um bom desfecho ou destino. Esse tipo de caráter é necessário para resistir aos testes de todos os tipos de ambientes. Também encontrei uma senda de prática nas palavras de Deus. Devo me submeter, não importa o dever que esteja cumprindo, e me concentrar em buscar a verdade e em purificar e mudar as adulterações na minha fé.

Uma vez li uma passagem das palavras de Deus em meus devocionais que me deu algum entendimento prático dos padrões de Deus para a salvação. “Muitas pessoas não sabem claramente o que significa ser salvo. Algumas pessoas acreditam que, quanto maior for o tempo em que acreditam em Deus, mais provável será que sejam salvas. Algumas pessoas pensam que, quanto mais doutrinas espirituais elas compreenderem, maior será a probabilidade de serem salvas, ou algumas pensam que os líderes e os obreiros certamente serão salvos. Todas estas são noções e imaginação humanas. A chave para isso é que as pessoas devem entender o significado da salvação. Ser salvo significa primariamente ser libertado da influência de Satanás, libertado do pecado, e voltar-se genuinamente para Deus e obedecer a Deus. O que vocês devem possuir para estarem livres do pecado e da influência de Satanás? A verdade. Se as pessoas esperam obter a verdade, elas devem estar equipadas com muitas das palavras de Deus, devem ser capazes de experimentar e praticá-las, para que possam entender a verdade e entrar na realidade da verdade. Somente então poderão ser salvas. Se uma pessoa pode ou não ser salva nada tem a ver com há quanto tempo ela acredita em Deus, quanto conhecimento tem, quanto sofre ou se possui dons ou pontos fortes. A única coisa que tem relação direta com a salvação é se a pessoa pode ou não obter a verdade. Então, hoje, quantas verdades você realmente entendeu? E quantas palavras de Deus se tornaram a sua vida? De todas as exigências de Deus, em quais você alcançou entrada? Durante os seus anos de crença em Deus, quanta entrada na realidade da palavra de Deus você alcançou? Se você não sabe ou se não alcançou entrada em nenhuma realidade da palavra de Deus, então, francamente, você não tem esperança de salvação. É impossível você ser salvo” (A Palavra, vol. 2: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Valorizar as palavras de Deus é o fundamento da crença em Deus”). As palavras de Deus me mostraram que se alguém pode ser salvo nada tem a ver com seu dever. A salvação tem a ver com se ele ganhou a verdade, se livrou do pecado e de seu caráter corrupto e se ele consegue se submeter a Deus. Ganhar a verdade depende da busca de uma pessoa e da senda que trilha. Deus é justo, nunca é parcial. Não importa qual seja o calibre ou dever de uma pessoa, contanto que busque a verdade e se concentre em sua mudança de caráter, ela, aos poucos, pode aprender a verdade, se livrar da corrupção e ser salva. Lembrei-me de alguns líderes que conhecera no passado. Eles pareciam buscar e sua comunhão nas reuniões era muito clara, por isso, eu achava que eles definitivamente seriam salvos. Eu os adulava e admirava. Para a minha surpresa, mais tarde eles foram expulsos por seguirem a senda de um anticristo. Eles pareciam fervorosos em sua fé e sua comunhão era ótima, mas era tudo doutrina, uma imagem falsa para enganar os outros. Na verdade, estavam buscando status e fama, estabelecendo seu próprio empreendimento sem fazer trabalho real. Como resultado, o trabalho da casa de Deus foi interrompido, e eles foram expulsos. Também pensei nos muitos irmãos que cumpriamm deveres comuns que não impressionam, mas que se concentravam em buscar a verdade. Eles mostravam alguma corrupção nas coisas que aconteciam, mas também conseguiam refletir e conhecer a si mesmos e praticar a verdade para resolver sua corrupção. Estavam mudando seu caráter de vida. Eu, porém, eu tinha sido uma crente por anos em buscar a verdade, por isso ainda não tinha entrado na realidade da verdade. Quando enfrentei uma simples mudança no meu dever, eu tive equívocos e queixas enormes sem qualquer submissão. Não consegui escapar da minha negatividade. Sem me concentrar na busca e na prática da verdade, quando a obra de Deus fosse concluída, eu certamente estaria de mãos vazias e seria expulsa.

Essas mudanças no meu dever me deram algum entendimento do meu caráter astuto e maligno. Também vi que minha perspectiva sobre a fé e meus motivos por bênçãos não tinham mudado, e percebi que a salvação de uma pessoa nada tem a ver com seu dever. O que importa é se ela consegue buscar a verdade, se seu caráter de vida muda, se ela se submete a Deus.

O alarme dos últimos dias já tocou e grandes desastres já começaram. Você quer dar as boas-vindas ao retorno do Senhor e ter a chance de receber a proteção de Deus com sua família?

Conteúdo relacionado

Não continuarei esses estudos

Por Thivei, Índia Nasci numa família cristã. Meus pais eram fazendeiros. Nossa família se sustenta cultivando arroz e legumes. Eu sempre...

Salvação exige status?

Por Yixun, China Durante anos, servi como líder longe de casa e fui responsável por várias igrejas. Tenho uma cardiopatia congênita, mas...

Entre em contato conosco pelo WhatsApp