Depois da repetida hostilidade e resistência de Sodoma a Ele, Deus a erradica por completo

13 de Dezembro de 2018

Agora que temos um entendimento geral do caráter justo de Deus, podemos voltar nossa atenção à cidade de Sodoma — um lugar que Deus viu como uma cidade de pecado. Ao entender a substância dessa cidade, podemos entender por que Deus quis destruí-la e por que Ele a destruiu tão completamente. A partir disso, podemos vir a conhecer o caráter justo de Deus.

De uma perspectiva humana, Sodoma era uma cidade que poderia satisfazer plenamente o desejo do homem e a maldade do homem. Sedutora e fascinante, com música e dança noite após noite, sua prosperidade levava os homens ao fascínio e à loucura. Seu mal corroía o coração das pessoas e as enfeitiçava até a depravação. Essa era uma cidade onde espíritos imundos e malignos corriam soltos; que transbordava de pecado e homicídio e o ar era pesado com um mau cheiro de sangue e podridão. Era uma cidade que fazia o sangue das pessoas gelar, uma cidade da qual se recuaria para longe de horror. Ninguém nessa cidade — nem homem nem mulher, jovem ou velho — buscava o caminho verdadeiro; ninguém ansiava pela luz nem almejava afastar-se do pecado. Eles viviam sob o controle de Satanás, debaixo da corrupção e do engano de Satanás. Eles haviam perdido sua humanidade, haviam perdido o sentido e haviam perdido o objetivo original da existência do homem. Cometiam incontáveis atos perversos de resistência contra Deus; recusavam a Sua orientação e se opunham à Sua vontade. Eram seus atos perversos que levavam essas pessoas, a cidade e toda coisa viva dentro dela, passo a passo, a descer pela senda da destruição.

Embora essas duas passagens não registrem todos os detalhes relativos à medida da corrupção das pessoas de Sodoma, registrando, em vez disso, a conduta delas em relação aos dois servos de Deus após a chegada destes últimos à cidade, há um fato simples que revela a medida à qual as pessoas de Sodoma eram corruptas, más e resistentes a Deus. Com isso, a verdadeira face e a substância das pessoas da cidade também são expostas. Essas pessoas não só se recusaram a aceitar os avisos de Deus, mas também não temeram a Sua punição. Pelo contrário, elas escarneceram da raiva de Deus. Elas resistiram cegamente a Deus. Independentemente do que Ele fizesse ou de como Ele o fizesse, a natureza cruel delas só se intensificava e elas se opunham repetidamente a Deus. As pessoas de Sodoma eram hostis em relação à existência de Deus, à Sua vinda, à Sua punição e, ainda mais, a Seus avisos. Eram excessivamente arrogantes. Elas devoravam e lesavam todas as pessoas que pudessem ser devoradas e lesadas e trataram os servos de Deus da mesma forma. Em relação a todos os atos perversos cometidos pelas pessoas de Sodoma, lesar os servos de Deus foi apenas a ponta do iceberg e a natureza perversa delas, que assim foi revelada, na verdade equivalia a não mais que uma gota num vasto oceano. Assim, Deus escolheu destruí-las com fogo. Deus não usou um dilúvio, nem usou um furacão, terremoto, tsunami ou qualquer outro método para destruir a cidade. O que significou o uso que Deus fez do fogo para destruir a cidade? Significou a destruição total da cidade; significou que a cidade desapareceu por completo da terra e da existência. Aqui, “destruição” não se refere apenas ao desaparecimento da forma e da estrutura ou da aparência exterior da cidade; também significa que as almas das pessoas dentro da cidade deixaram de existir, tendo sido inteiramente erradicadas. Basicamente, todas as pessoas, todos os eventos e coisas associados à cidade foram destruídos. Não haveria outra vida ou reencarnação para as pessoas dessa cidade; Deus as havia erradicado da humanidade de Sua criação, por toda a eternidade. O uso do fogo significava um fim para o pecado nesse lugar e que o pecado fora refreado ali; esse pecado deixaria de existir e de se espalhar. Significava que o mal de Satanás havia perdido o seu solo nutritivo, bem como o cemitério que garantia a ele um lugar para ficar e morar. Na guerra entre Deus e Satanás, o uso do fogo por Deus é a insígnia de Sua vitória com a qual Satanás é marcado. A destruição de Sodoma é um grande passo em falso na ambição de Satanás de se opor a Deus ao corromper e devorar os homens e é, da mesma maneira, um sinal humilhante de uma época do desenvolvimento humano em que o homem rejeitou a orientação de Deus e se entregou à depravação. Além disso, é um registro de uma verdadeira revelação do caráter justo de Deus.

Quando o fogo enviado do céu por Deus tivesse reduzido Sodoma a nada além de cinzas, isso significava que a cidade chamada “Sodoma” deixaria de existir dali em diante, assim como tudo dentro da cidade. Ela foi destruída pela raiva de Deus, desaparecendo dentro da ira e da majestade de Deus. Por causa do caráter justo de Deus, Sodoma recebeu sua justa punição e seu fim legítimo. O fim da existência de Sodoma deu-se por causa de seu mal e também por causa do desejo de Deus de nunca mais olhar para essa cidade nem para qualquer pessoa que houvesse morado nela ou qualquer vida que tivesse crescido dentro dela. O “desejo de nunca mais olhar para a cidade” que Deus teve é a Sua ira, bem como a Sua majestade. Deus queimou a cidade porque a malícia e o pecado dela fizeram com que Ele sentisse raiva, repugnância e aversão por ela e desejasse nunca mais vê-la, nem jamais a qualquer das pessoas ou seres vivos dentro dela. Tendo terminado de queimar, deixando apenas cinzas para trás, a cidade havia verdadeiramente deixado de existir aos olhos de Deus; até a Sua memória dela sumiu, foi apagada. Isso significa que o fogo enviado do céu não só destruiu a cidade inteira de Sodoma, nem só destruiu as pessoas dentro da cidade que eram cheias de pecado, nem só destruiu todas as coisas de dentro dela que haviam sido maculadas pelo pecado; além de somente essas coisas, o fogo também destruiu a memória da maldade e da resistência da humanidade contra Deus. Esse foi o propósito de Deus ao destruir a cidade pelo fogo.

Essa humanidade havia se tornado corrupta ao extremo. Essas pessoas não sabiam quem Deus era nem de onde elas mesmas haviam vindo. Se você lhes mencionasse Deus, elas agrediriam, difamariam e blasfemariam. Até quando os servos de Deus haviam vindo para propagar o Seu aviso, essas pessoas corruptas não só não mostraram quaisquer sinais de arrependimento e não abandonaram sua conduta perversa, mas, ao contrário, elas lesaram audaciosamente os servos de Deus. O que elas expressaram e revelaram foi a sua natureza-essência de hostilidade extrema em relação a Deus. Podemos ver que a resistência dessas pessoas corruptas contra Deus era mais que uma revelação de seu caráter corrupto, assim como era mais que um caso de difamação ou zombaria que simplesmente resultou de uma falta de entendimento da verdade. Nem estupidez nem ignorância causaram sua conduta perversa; elas agiam dessa maneira não porque tivessem sido enganadas e certamente não foi porque elas haviam sido induzidas a erro. A conduta delas havia atingido o nível de antagonismo, oposição e clamor flagrantemente descarados contra Deus. Sem dúvida, esse tipo de comportamento humano enfureceria a Deus e enfureceria o Seu caráter — um caráter que não deve ser ofendido. Assim, Deus desencadeou direta e abertamente a Sua ira e a Sua majestade; essa era uma verdadeira revelação de Seu caráter justo. Frente a uma cidade transbordante de pecado, Deus desejou destruí-la da maneira mais rápida possível, para erradicar as pessoas de dentro dela e a totalidade de seus pecados da forma mais completa, para fazer as pessoas dessa cidade deixarem de existir e para parar o pecado de dentro desse local de se multiplicar. A maneira mais rápida e mais completa de fazê-lo era queimando-a com fogo. A atitude de Deus em relação às pessoas de Sodoma não foi de abandono ou desconsideração. Antes, Ele usou a Sua ira, majestade e autoridade para punir, abater e destruir completamente essas pessoas. Sua atitude em relação a elas não foi somente de destruição física, mas também de destruição da alma, uma erradicação eterna. Essa é a verdadeira implicação do que Deus quer dizer com as palavras: “deixar de existir”.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne

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