Quais são as diferenças entre cumprir o seu dever e prestar serviço?

07 de Outubro de 2018

Palavras de Deus relevantes:

Não há correlação entre o dever do homem e se ele é abençoado ou amaldiçoado. O dever é o que o homem deve cumprir; é sua vocação providencial, e não deveria depender de recompensa, condições ou razões. Só então ele está fazendo o seu dever. Ser abençoado é quando alguém é aperfeiçoado e desfruta das bênçãos de Deus após experimentar julgamento. Ser amaldiçoado é quando o caráter de alguém não muda depois de ter experimentado castigo e julgamento, é quando não experimenta ser aperfeiçoado, mas, sim, punido. Mas, independentemente de ser abençoados ou amaldiçoados, os seres criados devem cumprir seu dever, fazer o que devem fazer e fazer o que são capazes de fazer; isso é o mínimo que uma pessoa, uma pessoa que busca a Deus, deveria fazer. Você não deve fazer o seu dever apenas para ser abençoado e não deve se recusar a agir por medo de ser amaldiçoado. Deixe-Me dizer-lhes uma coisa só: o desempenho do homem de seu dever é o que ele deve fazer e, se ele é incapaz de desempenhar seu dever, então isso é a sua rebeldia. É através do processo de fazer o seu dever que o homem é gradualmente mudado e é através desse processo que ele demonstra sua lealdade. Assim, quanto mais você for capaz de fazer o seu dever, mais verdade você receberá e mais real sua expressão se tornará. Aqueles que simplesmente agem sem se envolver ao cumprir seu dever e não buscam a verdade serão eliminados no fim, pois tais pessoas não fazem seu dever na prática da verdade e não praticam a verdade no cumprimento de seu dever. Elas são aquelas que permanecem inalteradas e serão amaldiçoadas. Suas expressões não só são impuras, mas tudo que expressam é maldade.

Extraído de ‘A diferença entre o ministério de Deus encarnado e o dever do homem’ em “A Palavra manifesta em carne

Não importa que tipo de talentos, dons ou habilidades alguém tenha, se ele simplesmente age e se esforça no cumprimento de seu dever e, independentemente do que faça, confia em suas imaginações ou noções ou em seus próprios instintos ao se esforçar e nunca busca a vontade de Deus e não existe nenhum conceito nem necessidade em seu coração que diga: “Devo pôr a verdade em prática. Estou desempenhando meu dever”, e seu único ímpeto éfazer bem o seu trabalho e completar suas tarefas, então ele não é alguém que vive inteiramente por meio de seus dons, talentos, habilidades e aptidões? Existem muitas pessoas assim? Na fé, elas só pensam em se esforçar, em vender o próprio trabalho e em vender as próprias aptidões. Especialmente quando a casa de Deus der trabalho básico às pessoas, a maioria assumirá tal ponto de vista ao fazê-lo. Tudo que fazem é esforçar-se. Às vezes, isso significa usar a boca para falar um pouco, às vezes, significa usar as mãos e a força física e, às vezes, significa usas as pernas para correr por aí. Por que se diz que confiar nessas coisas para viver é usar a própria força em vez de pôr a verdade em prática? Quando alguém aceitou uma tarefa que lhe foi dada pela casa de Deus, ele só pensa em como concluí-la o mais rápido possível para poder prestar contas aos seus líderes e ganhar seus elogios. Ele estabelece um plano passo a passo e pode parecer bastante sincero, mas só se concentra em concluir a tarefa para que os outros vejam, ou, quando a está fazendo, estabelece padrões próprios para avaliar seu desempenho com base em como pode agir para alcançar felicidade e contentamento e alcançar o nível de perfeição que busca. Não importa quais padrões estabeleça para si mesmo, se estiver desconectado da verdade e não buscar a verdade nem entender e confirmar o que Deus exige dele antes de agir, e, em vez disso, agir cegamente, em perplexidade, aquilo que está fazendo é mero esforço. Ele está agindo de acordo com desejos próprios, por força da própria mente ou de seus dons ou por força das próprias habilidades ou aptidões. Qual é a consequência de agir dessa forma? A tarefa pode ter sido cumprida, e talvez ninguém tenha encontrado falhas nela e você se sinta muito satisfeito — mas, enquanto a fazia, em primeiro lugar, você não entendeu a vontade de Deus e, em segundo lugar, não agiu com todo o seu coração, toda a sua mente e toda a sua força — não colocou todo o seu coração nisso. Se tivesse buscado as verdades-princípio e a vontade de Deus, você teria realizado nove décimos da tarefa e também teria sido capaz de entrar na verdade-realidade e de entender corretamente que aquilo que estava fazendo estava de acordo com a vontade de Deus. Se, porém, agisse descuidada e casualmente, embora a tarefa fosse cumprida, você não saberia em seu coração quão bem ela foi feita. Você não teria referência e não saberia se ela está de acordo com a vontade de Deus ou com a verdade. Portanto, para descrever qualquer desempenho de dever em tal estado, basta uma expressão — esforçar-se. […]

Todos que creem em Deus devem entender Sua vontade. Apenas aqueles que cumprem bem os seus deveres podem satisfazer a Deus, e apenas através da conclusão das tarefas que Ele lhes confia o desempenho de seu dever será satisfatório. Existem padrões para o cumprimento da comissão de Deus. O Senhor Jesus disse: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças”. Amar a Deus é um aspecto daquilo que Ele exige das pessoas. Na verdade, contanto que Deus tenha dado uma comissão às pessoas e contanto que elas acreditem Nele e cumpram seu dever, estes são os padrões que Ele exige delas: que ajam com todo o seu coração, e com toda a sua alma, e com todo o seu entendimento, e com todas as suas forças. Se você está presente, mas seu coração não está — se a memória e os pensamentos de sua mente estão presentes, mas seu coração não está — e se você realiza coisas por meio de habilidades próprias, você está cumprindo a comissão de Deus? Qual, então, é o padrão que deve ser alcançado a fim de cumprir a comissão de Deus e realizar bem e lealmente o seu dever? É cumprir o seu dever com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua mente e com toda a sua força. Se você tentar cumprir bem o seu dever sem um coração cheio de amor por Deus, não vai dar certo. Se seu amor por Deus ficar cada vez mais forte e mais genuíno, então você naturalmente será capaz de cumprir seu dever com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua mente e com toda a sua força.

Extraído de ‘Em que, exatamente, as pessoas têm confiado para viver’ em “Registros das falas de Cristo”

Para algumas pessoas, não importa que problema possam encontrar ao realizar seus deveres, elas não buscam a verdade e sempre agem segundo os próprios pensamentos, noções, imaginações e desejos. Estão constantemente satisfazendo seus próprios desejos egoístas, e seus caracteres corruptos estão sempre em controle sobre suas ações. Embora possam completar os deveres aos quais foram designadas, elas não ganham verdade alguma. Então, em que essas pessoas estão confiando quando realizam seus deveres? Elas não estão confiando nem na verdade e nem em Deus. O pouco da verdade que elas entendem não assumiu soberania em seu coração; elas estão confiando em seus próprios dons e habilidades, em qualquer que seja o conhecimento que adquiriram e em seus talentos, como também em sua força de vontade ou boas intenções para completar esses deveres. Isso é um tipo diferente de natureza, não é? Embora às vezes você possa confiar em sua naturalidade, em suas imaginações, noções, conhecimento e aprendizado para cumprir o seu dever, nenhuma questão de princípio emerge em algumas das coisas que você faz. Superficialmente parece que você não tomou a senda errada, mas há uma coisa que não pode ser ignorada: durante o processo de cumprir o seu dever, se suas noções, imaginações e desejos pessoais nunca mudam e nunca são substituídos pela verdade, e se seus atos e feitos nunca são realizados de acordo com a verdade-princípio, então qual será o resultado final? Você se tornará um servidor. Isso é precisamente o que está escrito na Bíblia: “Muitos Me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? e em Teu nome não expulsamos demônios? e em Teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7:22-23). Por que Deus chama essas pessoas que fazem esforço e prestam serviço de “vós que praticais a iniquidade”? Existe um ponto sobre o qual podemos ter certeza, e esse é que, não importa que deveres ou trabalho essas pessoas façam, suas motivações, o ímpeto, intenções e pensamentos surgem inteiramente de seus desejos egoístas, estão totalmente baseados em suas próprias ideias e interesses pessoais, e seus planos e considerações giram completamente em torno de sua reputação, status, vaidade e perspectivas para o futuro. No fundo, elas não possuem nenhuma verdade nem agem de acordo com a verdade-princípio. Assim, o que é crucial que vocês busquem agora? (Devemos buscar a verdade e cumprir nossos deveres de acordo com a vontade e as exigências de Deus.) O que, especificamente, vocês devem fazer ao cumprirem seus deveres de acordo com as exigências de Deus? No que diz respeito às suas intenções e ideias quando faz algo, você deve aprender a discernir se elas estão ou não de acordo com a verdade, como também se suas intenções e ideias estão voltadas para cumprir seus próprios desejos egoístas ou para os interesses da casa de Deus. Se suas intenções e ideias estiverem de acordo com a verdade, então você pode cumprir seu dever alinhado com seu pensamento; se, porém, elas não estiverem de acordo com a verdade, então você deve dar meia-volta rapidamente e abandonar aquela senda. Aquela senda não é certa, e você não pode praticar daquela maneira; se você continuar seguindo aquela senda, você acabará cometendo o mal.

Extraído de ‘Como vivenciar as palavras de Deus nos deveres de alguém’ em “Registros das falas de Cristo”

Pedro foi aperfeiçoado por meio da experiência de tratamento e refinamento. Ele disse: “Devo satisfazer o desejo de Deus a todo momento. Em tudo o que faço, só procuro satisfazer o desejo de Deus e, quer eu seja castigado ou julgado, ainda fico feliz por fazê-lo”. Pedro deu tudo de si a Deus, e seu trabalho, suas palavras, sua vida inteira, foi tudo por amar a Deus. Ele foi alguém que buscou santidade e, quanto mais experimentava, maior era o amor por Deus no fundo de seu coração. Paulo, entretanto, fez um trabalho apenas externo e, ainda que também tenha trabalhado muito, sua labuta foi por uma questão de fazer seu trabalho corretamente e, assim, ganhar uma recompensa. Se soubesse que não receberia recompensa, ele teria desistido de seu trabalho. Aquilo com que Pedro se importava era o amor verdadeiro dentro de seu coração e aquilo que era prático e que podia ser alcançado. Não lhe importava se receberia ou não uma recompensa, mas se o seu caráter podia ser modificado. Paulo se importava em trabalhar sempre mais, se importava com o trabalho externo e a devoção, e com as doutrinas não experimentadas pelas pessoas normais. Não se importava em nada com as mudanças profundas em seu interior, nem com o verdadeiro amor a Deus. As experiências de Pedro foram para alcançar um amor a Deus e um conhecimento de Deus verdadeiros. Suas experiências eram para ganhar um relacionamento mais próximo com Deus e ter um viver prático. O trabalho de Paulo foi feito por causa daquele que Jesus lhe confiara e visava obter as coisas que ele almejava, mas essas não tinham relação com seu conhecimento de si mesmo e de Deus. Seu trabalho era unicamente para escapar do castigo e do julgamento. O que Pedro buscava era amor puro, e o que Paulo buscava era a coroa da justiça. Pedro experimentou a obra do Espírito Santo por muitos anos e tinha conhecimento prático de Cristo, bem como profundo conhecimento de si mesmo. Logo, seu amor a Deus era puro. Muitos anos de refinamento haviam elevado o seu conhecimento de Jesus e da vida, e seu amor era um amor incondicional, um amor espontâneo, e ele não pedia nada em troca nem esperava benefício algum. Paulo trabalhou durante muitos anos, mas não possuiu um grande conhecimento de Cristo e seu conhecimento de si mesmo também era lamentavelmente pequeno. Ele simplesmente não tinha amor algum por Cristo e seu trabalho e o curso que seguiu foram para obter os louros finais. O que ele buscava era a coroa mais fina, não o amor mais puro. Ele não buscava ativamente, mas de forma passiva; não estava cumprindo o seu dever, mas foi compelido em sua busca depois de ser capturado pela obra do Espírito Santo. Logo, sua busca não prova que ele fosse uma criatura de Deus qualificada; Pedro sim, foi uma criatura de Deus qualificada que cumpria o seu dever.

Extraído de ‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”

O trabalho de Paulo dizia respeito à provisão e ao apoio às igrejas. O que Pedro experimentou foram mudanças em seu caráter de vida; ele experimentou o amor a Deus. Agora que você conhece a diferença de suas substâncias, pode ver quem, em última instância, acreditou verdadeiramente em Deus e quem não acreditou verdadeiramente em Deus. Um deles amou Deus autenticamente, o outro não amou Deus autenticamente; um passou por mudanças em seu caráter, o outro não; um serviu humildemente sem ser facilmente notado pelas pessoas, e o outro foi adorado pelo povo, e foi uma grande figura; um buscou santidade e o outro não e, embora não fosse impuro, não era dotado de amor puro; um era dotado de autêntica humanidade e o outro não; um era dotado da razão de uma criatura de Deus e o outro não. Eis as diferenças entre as substâncias de Pedro e de Paulo. A senda que Pedro trilhou era a do sucesso, que era também a senda de se alcançar a recuperação de humanidade normal e da recuperação do dever de uma criatura de Deus. Pedro representa todos os que são bem-sucedidos. A senda trilhada por Paulo era a do fracasso, e ele representa todos aqueles que só se submetem e se gastam superficialmente, sem amarem genuinamente a Deus. Paulo representa todos aqueles que não possuem a verdade.

Extraído de ‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”

Trechos de sermão e comunhão para referência:

Todos os que não entraram na senda correta da fé em Deus, cujo caráter de vida não experimentou qualquer mudança e que não compreendem nada da verdade, contanto que confiem em seu entusiasmo e em sua motivação para obter bênçãos e estejam dispostos a fazer algum esforço, podem prestar serviço. Quando alguém compreende algumas verdades, tem fé verdadeira em Deus, já não tem mais nenhuma dúvida em relação a Deus, tem uma compreensão de Sua obra, vê que o propósito de Sua obra é inteiramente salvar e aperfeiçoar as pessoas, consegue ver que Seu amor pelo homem é realmente grande, e desenvolveu um coração que ama a Deus que retribui o amor que Ele nos dá, então os deveres que esse tipo de pessoa cumpre podem ser considerados boas ações. Os deveres que essa pessoa cumpre podem ser oficialmente considerados deveres cumpridos por uma das criações de Deus e não são serviços prestados. Cumprir deveres significa que você está disposto a cumprir seus deveres como uma maneira de retribuir o amor de Deus. Essa é a diferença entre cumprir deveres e prestar serviço. A motivação não é a mesma. O estado e a condição dentro do coração não são os mesmos. Prestar serviço é realizar algum dever dominado pela motivação de obter bênção e pelo entusiasmo. O verdadeiro cumprimento do dever está fundamentado em uma compreensão da verdade. Baseia-se na compreensão de que a lei dos céus é que uma criação de Deus deve cumprir seus deveres, e é num fundamento de conhecer o amor de Deus e o desejo de retribuir esse amor a Deus que surge o desejo de cumprir seus deveres. É isso que significa cumprir verdadeira e corretamente os seus deveres.

Extraído de “Sermões e comunhão sobre a entrada na vida”

Todas as pessoas que se concentram na vida e buscam ser povo de Deus são capazes tomar o cumprimento de seu dever como uma responsabilidade da qual não se pode fugir; fazem isso para retribuir o amor de Deus. Elas não regateiam recompensas no cumprimento de seu dever nem fazem exigências. Tudo o que fazem pode ser considerado cumprimento do dever. A categoria daqueles que são chamados de servidores faz, na melhor das hipóteses, um pequeno esforço para satisfazer a Deus para que possa ser abençoada. Sua fé é impura. Elas não têm consciência nem razão e muito menos buscam a verdade e a vida. Por perceber o quanto são terríveis por natureza e que é impossível que se tornem povo de Deus, elas abandonam sua busca de se tornar povo de Deus, sempre vivendo num estado de negatividade. Daí, tudo o que fazem é prestar serviço porque são limitadas por sua concepção distorcida da vontade de Deus. A senda que uma pessoa percorre determina se ela está cumprindo o seu dever ou apenas prestando serviço. Se ela busca a verdade e enfoca a vida, cumpre bem o seu dever para retribuir o amor de Deus e satisfazê-Lo, trabalha duro com o objetivo de fazer parte de Seu povo — se ela é sustentada por esse tipo de visão, então certamente está cumprindo o seu dever. Todas as pessoas que não têm a verdade, que se desesperam e vivem em um estado de negatividade, só fazendo o mínimo esforço para apaziguar e enganar a Deus são os tipos de pessoas que só prestam serviço. Está claro que todos os servidores são de fato pessoas sem consciência nem razão e que não buscam a verdade nem possuem a vida. A partir disso, é evidente que as pessoas que não têm determinação, que não buscam a verdade nem prestam atenção à vida talvez não estejam aptas nem mesmo para ser servidores. Elas têm uma natureza terrível; não estão dispostas a aceitar a verdade nem creem em Deus. Elas até mesmo abrigam dúvidas para com as palavras. Estão simplesmente sendo enganadas por sua própria falsidade. Se alguém é verdadeiramente um servidor, ainda deve executar bem o serviço ao invés de ser superficial e desleixado. Somente isso pode qualificá-lo como um servidor consistente, o que seria muito bom para ele. Tornar-se um servidor de fato não é uma questão simples.

Extraído da comunhão do alto

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