Palavras diárias de Deus | "O Próprio Deus, o Único X" | Trecho 194

26 de Novembro de 2020

O ciclo de vida e morte das várias pessoas de fé

Nós acabamos de discutir o ciclo de vida e morte da primeira categoria, os incrédulos. Agora, vamos discutir o da segunda categoria, as várias pessoas de fé. “O ciclo de vida e morte das várias pessoas de fé” também é um tópico muito importante, sendo conveniente que vocês tenham alguma compreensão disso. Primeiro, vamos falar das crenças a que se refere “fé” em “pessoas de fé”: significa judaísmo, cristianismo, catolicismo, islamismo e budismo, essas cinco religiões principais. Além dos incrédulos, as pessoas que acreditam nessas cinco religiões perfazem uma grande porção da população mundial. Dentre essas cinco religiões, são poucos os que fizeram de sua crença uma carreira, contudo essas religiões têm muitos crentes. Seus crentes vão para um lugar diferente quando morrem. “Diferente” de quem? Dos incrédulos, as pessoas sem fé, sobre as quais estávamos falando. Depois que eles morrem, os crentes dessas cinco religiões vão para outro lugar, em algum lugar diferente dos incrédulos. Mas é o mesmo processo. O mundo espiritual também os submeterá a um julgamento baseado em tudo o que fizeram antes de morrer, após o qual eles serão tratados de acordo. Mas por que essas pessoas são colocadas em outro lugar para serem tratadas? Há uma razão importante para isso. E qual é essa razão? Eu lhes direi usando um exemplo. Mas antes de fazer isso, vocês podem estar pensando: “Talvez seja porque eles têm um pouco de crença em Deus! Eles não são completamente incrédulos”. Essa não é a razão. Há uma razão muito importante pela qual eles são colocados em outro lugar.

Tomemos o budismo: permitam-Me contar-lhes um fato. Um budista é, em primeiro lugar, alguém que se converteu ao budismo e é alguém que sabe o que é sua crença. Quando um budista corta o cabelo e se torna um monge ou uma monja, significa que ele se separou do mundo secular e deixou para trás o clamor do mundo do homem. Todos os dias, eles recitam os sutras e cantam os nomes de Buda, comem apenas comida vegetariana, vivem vidas ascéticas e passam seus dias acompanhados pela luz fria e fraca da lamparina. Eles passam a vida inteira dessa maneira. Quando sua vida física termina, eles fazem um resumo de suas vidas, mas, em seu coração, eles não sabem para onde vão depois de morrer, quem encontrarão e que fim terão — no seu coração, essas coisas não estão nítidas. Eles não fizeram nada além de cegamente passar toda a sua vida acompanhada de uma fé, depois do que eles partem do mundo acompanhados de desejos e ideais cegos. Assim é o término de sua vida física, quando deixam o mundo dos vivos e, depois disso, eles retornam ao seu lugar original no mundo espiritual. Se essa pessoa será reencarnada para retornar à terra e continuar o autocultivo, dependerá de seu comportamento e autocultivo antes de sua morte. Se não fizer nada errado durante a sua vida, ela será rapidamente reencarnada e enviada de volta à terra, onde voltará a ser monge ou monja. Conforme o procedimento da primeira vez, seu corpo físico se autocultiva e depois eles morrem e retornam ao mundo espiritual, onde são examinados, e depois — se não houver problemas — eles poderão voltar mais uma vez ao mundo dos homens e mais uma vez converter-se ao budismo e continuar seu autocultivo. Depois de reencarnarem de três a sete vezes, voltarão mais uma vez ao mundo espiritual, para onde vão cada vez que sua vida física termina. Se as suas várias qualificações e seu comportamento no mundo humano estiverem de acordo com os éditos celestes do mundo espiritual, a partir daquele momento eles permanecerão lá; eles não serão mais reencarnados como humanos, nem haverá risco de serem punidos pelo mal na terra. Eles nunca mais experimentarão esse processo. Em vez disso, de acordo com suas circunstâncias, eles assumirão uma posição no reino espiritual. Isso é o que os budistas chamam de “alcançar o estado de Buda”. Alcançar o estado de Buda significa principalmente alcançar fruição como um oficial do mundo espiritual e, daí, não reencarnar mais nem estar em risco de ser punido. Mais do que isso, significa não sofrer mais as aflições de ser humano depois da reencarnação. Então, ainda há alguma chance deles serem reencarnados como um animal? (Não.) Isso significa que eles continuam a assumir um papel no mundo espiritual e não serão mais reencarnados. Esse é um exemplo de alcançar a fruição do estado de Buda no budismo. Quanto àqueles que não alcançam a fruição, ao retornarem ao mundo espiritual, eles estão sujeitos ao exame e à verificação pelo oficial correspondente, que descobre que, quando ainda estavam vivos, não tinham praticado diligentemente o autocultivo nem foram conscienciosos em recitar os sutras e cantar os nomes de Buda como prescritos pelo budismo e, em vez disso, cometeram muitos atos malignos e se engajaram em muito comportamento perverso. Então, no mundo espiritual, um julgamento é feito sobre o mal que fizeram, depois do qual eles certamente serão punidos. Nisso não há exceções. Sendo assim, quando tal pessoa poderá alcançar a fruição? Numa duração de vida em que ela não comete mal nenhum — quando, depois de voltar ao mundo espiritual, é visto que ela não fez nada de errado antes de morrer. Então, ela continua sendo reencarnada, continua recitando os sutras e cantando os nomes de Buda, passa seus dias na luz fria e fraca da lamparina, não mata nenhum ser vivo, não come carne e não participa do mundo do homem, deixando seus problemas para trás, não tendo disputas com os outros. Durante esse processo, ela não faz o mal, depois que ela retorna ao mundo espiritual, e depois de todas as suas ações e comportamentos terem sido examinados, ela será enviada mais uma vez para o mundo do homem, em um ciclo que vai de três até sete vezes. Se não for cometido nenhum erro de conduta durante esse tempo, então, o fato de que ela alcance o estado de Buda permanecerá inalterado e não será adiado. Essa é uma característica do ciclo de vida e morte de todas as pessoas de fé: elas são capazes de “alcançar a fruição” e assumir uma posição no mundo espiritual. Isso é o que as torna diferentes dos incrédulos. Primeiramente, quando elas estão vivas na terra, qual é a conduta daquelas que são capazes de assumir uma posição no mundo espiritual? Elas não devem cometer absolutamente nenhum mal: não deverão cometer assassinato, incêndio criminoso, estupro ou saque; e, se cometerem fraude, trapaça, furto ou roubo, elas não poderão alcançar a fruição. Em outras palavras, se tiverem alguma conexão ou associação com o mal, eles não serão capazes de escapar da punição do mundo espiritual. O mundo espiritual faz arranjos adequados para os budistas que alcançam o estado de Buda: eles podem ser designados para administrar aqueles que parecem acreditar no budismo e no Bom Velhinho no Céu, e aos budistas será atribuída uma jurisdição, em que poderão administrar apenas os incrédulos ou então poderão ser um oficial de justiça inferior. Essa alocação será de acordo com a natureza dessas almas. Esse é um exemplo do budismo.

Entre as cinco religiões de que falamos, o cristianismo é um tanto especial. E o que há de especial no cristianismo? Trata-se de pessoas que creem no Deus verdadeiro. Como podem ser listados aqui aqueles que creem no Deus verdadeiro? Como o cristianismo é um tipo de fé, ele, sem dúvida, apenas tem relação com a fé — é uma espécie de cerimônia, uma espécie de religião e algo separado da fé daqueles que realmente seguem a Deus. A razão pela qual Eu o listei entre as cinco principais religiões é porque o cristianismo foi reduzido ao mesmo nível do judaísmo, do budismo e do islamismo. A maioria dos cristãos não acredita que existe um Deus nem que Ele governa sobre todas as coisas, muito menos acreditam em Sua existência. Em vez disso, eles apenas utilizam as Escrituras para falar sobre teologia, usando a teologia para ensinar as pessoas a serem gentis, a suportar o sofrimento e a fazer coisas boas. Esse é o tipo de religião que o cristianismo é: ele só se concentra em teorias teológicas, não tem absolutamente nenhuma relação com a obra de Deus de gerenciar e salvar o homem, é uma religião daqueles que seguem a Deus que não é reconhecida por Deus. Mas Deus também tem um princípio para abordá-los. Ele não os trata ao acaso nem lida com eles arbitrariamente, como faz com os incrédulos. Sua abordagem deles é a mesma que a dos budistas: se, enquanto estiver vivo, um cristão tiver autodisciplina, for capaz de obedecer estritamente aos Dez Mandamentos e obedecer às leis e mandamentos nas exigências que eles fazem ao seu próprio comportamento — e se eles conseguirem fazer isso durante toda a sua vida —, eles também terão de gastar a mesma quantidade de tempo passando pelos ciclos de vida e morte antes que possam verdadeiramente alcançar o assim chamado arrebatamento. Depois de atingir esse arrebatamento, eles permanecem no mundo espiritual, onde assumem uma posição e se tornam um de seus oficiais de justiça. Da mesma forma, se eles praticarem o mal na terra, se forem pecadores e cometerem muitos pecados, então é inevitável que sejam punidos e disciplinados com severidade variada. No budismo, alcançar a fruição significa passar para a Pura Terra da Máxima Felicidade, mas como se chama isso no cristianismo? É chamado de “entrar no céu” e ser “arrebatado”. Aqueles que são verdadeiramente arrebatados também passam pelo ciclo de vida e morte de três a sete vezes e, depois disso, tendo morrido, eles vêm ao mundo espiritual como se tivessem adormecido. Se eles estiveram de acordo com o padrão, poderão continuar a assumir um papel e, ao contrário das pessoas da terra, não reencarnarão de maneira simples nem de acordo com a convenção.

Em todas essas religiões, o fim do qual falam e pelo qual lutam é o mesmo que alcançar a fruição no budismo; só que essa “fruição” é alcançada por meios diferentes. São todas do mesmo tipo. Para a parcela de pessoas dessas religiões que são capazes de obedecer estritamente aos preceitos religiosos em seu comportamento, Deus dá um destino adequado, um lugar adequado para onde ir e as maneja apropriadamente. Tudo isso é razoável, mas não é como as pessoas imaginam, não é? Agora, tendo ouvido sobre o que acontece com as pessoas no cristianismo, como vocês se sentem? Vocês acham que a situação delas é injusta? Vocês simpatizam com elas? (Um pouco.) Não há nada que possa ser feito; a culpa é delas mesmas. Por que Eu digo isso? A obra de Deus é verdadeira; Ele está vivo e é real, e Sua obra é voltada para toda a humanidade e para cada indivíduo. Por que, então, elas não aceitam isso? Por que elas se opõem e perseguem a Deus como loucos? Elas até têm a sorte de ter um fim como esse, então por que vocês sentem pena delas? Que elas sejam tratadas dessa maneira é mostra de grande tolerância. Tomando por base o quanto se opõem a Deus, elas deveriam ser destruídas — mas Deus não faz isso e apenas lida com o cristianismo da mesma forma que lida com uma religião comum. Então, há alguma necessidade de entrar em detalhes sobre as outras religiões? O etos de todas essas religiões é que as pessoas sofram mais dificuldades, não façam o mal, façam boas obras, não praguejem contra os outros, não julguem os outros, se afastem das disputas, e sejam boas pessoas — a maioria dos ensinamentos religiosos vai nessa linha. E, assim, se essas pessoas de fé — essas pessoas de várias religiões e denominações — forem capazes de obedecer estritamente aos preceitos religiosos, elas não cometerão grandes erros ou pecados durante o tempo que estão na terra e, depois de reencarnarem de três a sete vezes, em geral, essas pessoas que são capazes de obedecer estritamente aos preceitos religiosos, permanecerão para assumir um papel no mundo espiritual. E há muitas dessas pessoas? (Não, não há muitas.) Em que se baseia a sua resposta? Não é fácil fazer o bem ou obedecer a regras e leis religiosas. O budismo não permite que as pessoas comam carne — você conseguiria fazer isso? Se você tivesse de usar roupões cinzas e recitar sutras e cantar os nomes de Buda em um templo budista durante todo o dia, você conseguiria fazer isso? Não seria fácil. O cristianismo tem os Dez Mandamentos, os mandamentos e as leis; é fácil obedecer a eles? Não é! Tomemos não praguejar contra os outros: as pessoas são incapazes de obedecer a essa regra. Incapazes de conter-se, elas praguejam — e depois de praguejar, não conseguem voltar atrás, então, o que elas fazem? De noite, elas confessam seus pecados. Às vezes, depois de praguejar contra os outros, ainda há ódio em seu coração e elas chegam ao ponto de planejar quando irão prejudicá-los. Em suma, para aqueles que vivem em meio a esse dogma morto, não é fácil não pecar nem praticar o mal. E, assim, em todas as religiões, apenas um punhado de pessoas é realmente capaz de alcançar a fruição. Você acha que por haver muitas pessoas seguindo essas religiões muitas serão capazes de permanecer para assumir um papel no reino espiritual. Porém, não são tantas assim, apenas poucas são capazes de conseguir isso. É isso de modo geral sobre o ciclo de vida e morte das pessoas de fé. O que as diferencia é que elas podem alcançar a fruição, e é isso o que as diferencia dos incrédulos.

Extraído de “A Palavra manifesta em carne

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