Por que me tornei tão arrogante e hipócrita

27 de Setembro de 2022

Por Mu Tong, Japão

Em 2017, a igreja fez arranjos para que eu regasse recém-convertidos estrangeiros. Visto que eu dominava línguas estrangeiras e já tinha regado recém-convertidos no passado, achei que esse trabalho não seria muito difícil. Mas eu sabia que cumprir meu dever na casa de Deus não girava só em torno de habilidades. Eu também devia entender a verdade e agir de acordo com os princípios. No início, eu era bem humilde. Sempre me lembrava de orar mais e de confiar em Deus quando coisas aconteciam e quando não as entendia, eu consultava e buscava com os outros. Depois de um tempo, vi alguns resultados no meu trabalho. Alguns recém-convertidos que não vinham às reuniões regularmente começaram a participar ativamente e estavam dispostos a cumprir seus deveres. Também treinei alguns recém-convertidos que se tornaram líderes de grupo e de igreja. Isso me deixou muito feliz e achei que tinha algum talento nesse trabalho. Mais tarde, todos que tinham problemas difíceis vinham conversar comigo e as opiniões que eu apresentava eram adotadas com frequência. Aos poucos, comecei a me valorizar. Achava que, em termos tanto de línguas estrangeiras como de rega, eu era a mais capaz do grupo. Logo depois, fui escolhida como supervisora, o que me fez acreditar ainda mais que eu tinha calibre mental e habilidades extraordinários. Sem perceber, comecei a ficar arrogante. Quaisquer que fossem os problemas, eu os achava simples e fazia o que achava melhor. Eu não orava nem buscava e não consultava os outros. Uma vez houve um problema no nosso trabalho, e minha irmã parceira disse que ela queria buscar os princípios. Eu a tratei com desdém e disse à minha irmã: “É um problema tão simples, Você só precisa contemplá-lo um pouco e entenderá. Buscar princípios é um tanto supérfluo, não é?”. Depois disso, ela falava com muito cuidado comigo. Naquele tempo, alguns irmãos também disseram que eu era arrogante demais, mas eu não me importei. Achava que era um pouco arrogante, mas todos têm problemas. Além disso, como alguém com algum calibre mental pode não ser arrogante? Não achava que era um problema sério. Uma vez, eu quis que uma recém-convertida praticasse como líder de grupo. Meu líder achou que ela tinha acreditado por pouco tempo, não tinha fundamento e não conseguia fazer o trabalho. Eu resisti muito quando ouvi isso e pensei: “Embora você seja o líder, você não entende a recém-convertida tão bem quanto eu. Se eu me preocupasse tanto quanto você, quando terminaríamos de treinar recém-convertidos?”. Encontrei muitas razões para refutar o raciocínio do líder. Depois disso, a recém-convertida foi promovido a líder de grupo. Não demorou, e ela achou que o trabalho era estressante demais, ela se tornou negative e quase desistiu do dever. Na época, também fiquei muito triste. Eu me arrependi de não ter ouvido meu líder. Mas então pensei: “Ninguém é perfeito, que cumpre seu dever sem desivos? Tentarei fazer melhor da próxima vez”. Depois, meu líder também me expôs e lidou comigo por ser arrogante demais, dizendo que era perigoso continuar assim. Na hora, foi desagradável ouvir isso, mas eu não tinha conhecimento de mim mesma.

Mais tarde, a irmã Ye e eu trabalhamos juntas para supervisionar o trabalho da igreja. Ela era mais cuidadosa e séria no trabalho e se concentrava em buscar os princípios da verdade. Quando discutíamos e tomávamos decisões no trabalho, ela sempre investigava e confirmava as coisas antes de decidir. No entanto, eu achava que ela não era eficiente, por isso comecei a desprezá-la. Depois disso, tomei muitas decisões sozinha e não a levei a sério. Uma vez a igreja precisou comprar alguns itens, e já que isso envolvia gastar ofertas, meu líder me instruiu várias vezes a discutir isso com minha parceira. Prometi fazer isso, mas pensei: “Essas coisas não são difíceis, já fiz isso antes. Posso fazer isso sozinha. Para que preciso da minha parceira?”. Quando minha parceira me enviou uma mensagem fazendo perguntas sobre as compras, sem pensar, respondi que tinha feito arranjos e que ela não precisava se preocupar. O resultado foi que os itens que comprei não estavam à altura dos padrões, e as ofertas foram desperdiçadas. Na época, entrei em pânico. Percebi que desperdiçar ofertas era uma transgressão séria. Deus me perdoaria? Uma pedra grande pesava no meu coração, de modo que eu não conseguia respirar. Eu chorava em segredo e cada dia era muito deprimente e doloroso. Meu estado estava piorando, meu dever estava mais difícil e eu não conseguia ver os problemas claramente.

Mais tarde, o líder comungou comigo e me expôs e lidou comigo, dizendo que meu caráter era arrogante e hipócrita demais, que eu agia arbitrariamente em meu dever, que eu não cooperava com outros nem ouvia as sugestões dos outros e que eu não era apta a ser supervisora. Depois de ser dispensada, eu me senti péssima. Orei a Deus: “Deus, não sei como caí tão fundo. Sei que Tua vontade está por trás da minha dispensa, mas não conheço a fonte do meu fracasso. Por favor, esclarece-me e me ajuda a refletir sobre mim mesma”. Durante meus devocionais, assisti a um vídeo das palavras de Deus. “Algumas pessoas nunca buscam a verdade enquanto cumprem seu dever. Apenas fazem o que querem, agindo de acordo com as próprias imaginações, e são sempre arbitrárias e precipitadas e simplesmente não trilham a senda de praticar a verdade. O que significa ser ‘arbitrário e precipitado’? Significa, ao encontrar um problema, agir da forma que achar melhor, sem um processo de pensamento nem qualquer processo de busca. Nada que qualquer pessoa diga pode tocar seu coração ou mudar sua opinião. Você não consegue nem aceitar isso quando a verdade lhe é comunicada, você se agarra às suas opiniões, não ouve quando outras pessoas dizem algo correto, acreditando que você está certo e agarrando-se às suas ideias. Mesmo que seu raciocínio seja correto, você também deveria levar em consideração as opiniões das outras pessoas, certo? E se você não o fizer de modo algum, isso não é ser extremante hipócrita? Aceitar a verdade não é fácil para pessoas que são extremamente hipócritas e teimosas. […] Se sua atitude é insistir com teimosia, negar a verdade, rejeitar as sugestões de todos os outros, não buscar a verdade, só ter fé em si mesmo e só fazer o que você quer — se essa é a sua atitude, seja lá o que Deus faz ou pede, qual é a reação de Deus? Deus não lhe dá atenção, Ele deixa você de lado. Você não é teimoso? Você não é arrogante? Você não acha sempre que está certo? Se você é desprovido de obediência, se você nunca busca, se seu coração está totalmente fechado e resistente a Deus, Deus não lhe dá atenção. Por que Deus não lhe dá atenção? Porque, se o seu coração está fechado para Deus, você consegue aceitar o esclarecimento de Deus? Consegue sentir quando Deus o repreende? Quando as pessoas são intransigentes, quando suas naturezas satânicas e barbáricas estão em jogo, elas não sentem nada que Deus faz, tudo é em vão — portanto Deus não faz obra inútil. Se você tem esse tipo de atitude antagonista e teimosa, tudo que Deus faz é permanecer oculto de você, Deus não fará coisas supérfluas. Quando você é tão teimoso e antagonista, e tão fechado, Deus jamais faria nada forçosamente em você nem imporia nada a você, Ele jamais continuaria tentando movê-lo e esclarecê-lo, vez após vez — Deus não age assim. Por que Deus não age assim? Principalmente, porque Deus viu certo tipo de caráter em você, uma bestialidade que está farta da verdade e é impermeável à razão. E você acha que as pessoas conseguem controlar um animal selvagem quando sua bestialidade está em jogo? Gritar e berrar para ele adianta alguma coisa? Discutir com ele ou oferecer-lhe conforto adianta alguma coisa? As pessoas ousam aproximar-se dele? Existe um bom jeito de descrever isso: ele é impermeável à razão. Quando a bestialidade das pessoas está em jogo e elas são impermeáveis à razão, o que Deus faz? Deus não lhes dá atenção. O que mais Deus tem a dizer a você quando você é impermeável à razão? Dizer mais qualquer coisa é inútil. E quando Deus não lhe dá atenção, você é abençoado ou você sofre? Você ganha algum benefício ou sofre uma perda? Sem dúvida alguma, você sofrerá perda. E quem causou isso? (Nós causamos isso.) Você causou isso. Ninguém o obrigou a agir desse jeito, e ainda assim você fica chateado. Você não causou isso para si mesmo? Deus não lhe dá atenção, você não consegue sentir Deus, há escuridão no seu coração, sua vida está comprometida — e você causou isso para si mesmo, você merece!” (A Palavra, vol. 2: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). A palavra de Deus revelou meu estado, especialmente onde Ele diz: “Você não é teimoso? Você não é arrogante? Você não acha sempre que está certo? Se você é desprovido de obediência, se você nunca busca, se seu coração está totalmente fechado e resistente a Deus, Deus não lhe dá atenção”. “Deus não lhe dá atenção, você não consegue sentir Deus, há escuridão no seu coração, sua vida está comprometida — e você causou isso para si mesmo, você merece!”. Ler isso foi pungente, como se Deus me expusesse face a face. Eu cumpria meu dever com tanta arrogância e arbitrariedade. Só porque eu entendia uma língua estrangeira e era um pouco eficiente no meu dever, eu achava que tinha calibre e habilidades bons. Quando fui escolhida como supervisora, achei que eu era muito capaz, comecei a menosprezar e desprezar os outros e não levava ninguém a sério. Quando tinha problemas no meu trabalho, eu raramente os discutia com outros e fazia tudo que eu queria fazer. Quando meus irmãos faziam sugestões diferentes, eu não as recebia como vindo de Deus. Minha atitude era: “Quem entende isso melhor: você ou eu?”. Mesmo quando os outros estavam certos, eu não aceitava. Em vez disso, eu resistia, os rejeitava e refutava com todos os tipos de desculpas. Como resultado, tudo era feito do meu jeito, o que constrangeu os meus irmãos. Eles sempre se preocupavam com o que eu pensaria e não conviviam comigo normalmente. Ainda assim, eu não refleti sobre mim mesma. Quando era responsável pelo trabalho da igreja, eu agia sem princípios, o que resultou no desperdício de ofertas. Meu caráter era arrogante demais. Não importava o que os outros dissessem, eu não ouvia. Eu era tão insensata como um jumento teimoso. Meu comportamento enojava Deus, e eu não conseguia obter a obra do Espírito Santo. Tudo que fazia causava perturbação e interrupção. Quando vi o mal que eu cometera, eu quis bater em mim mesma. Eu me odiava por ser tão hipócrita. Por que eu não conseguia ouvir os conselhos de outros? O estrago estava feito, era inútil eu me arrepender.

Mais tarde, eu me concentrei em refletir sobre meus problemas. Enquanto buscava, li algumas das palavras de Deus que me deram um novo entendimento de mim mesma. Deus Todo-Poderoso diz: “Arrogância e hipocrisia são os caracteres satânicos mais óbvios das pessoas, e se elas não aceitam a verdade, não há como possam ser purificadas. As pessoas têm caracteres arrogantes e hipócritas, elas sempre acreditam que estão certas, e em tudo que pensam, e sobre o qual têm uma opinião, elas sempre acreditam que sua opinião e mentalidade estão corretas, que nada que os outros dizem é tão bom ou tão certo quanto o que elas dizem. Elas sempre são fiéis às suas opiniões e não ouvem o que todos os outros dizem; mesmo quando o que as pessoas dizem está correto e alinhado com a verdade, elas não aceitam, só aparentam estar escutando, mas não absorvem nada. Quando chega a hora de agir, elas ainda seguem o próprio caminho; sempre acham que estão certas e justificadas. Você pode estar certo e justificado, ou pode estar fazendo a coisa certa, sem problemas, mas qual é o caráter que você revela? Não é o de arrogância e hipocrisia? Se você for incapaz de se livrar desse caráter arrogante e hipócrita, isso afetará seu desempenho no seu dever? Afetará sua capacidade de colocar a verdade em prática? Se você não conseguir resolver esse tipo de caráter arrogante e hipócrita, é provável que você encontre grandes contratempos no futuro? Não há dúvida de que encontrará; isso é inevitável. Deus consegue ver essas coisas manifestadas nas pessoas? Ele consegue, extremamente bem; Deus não só examina o ser mais íntimo do homem, mas também está sempre observando todas as suas declarações e ações. E o que Deus dirá quando Ele vir essas coisas manifestadas em você? Deus dirá: ‘Você é intransigente! Insistir em sua opinião quando você não sabe que está errado é compreensível, mas se você insiste em sua opinião mesmo quando sabe muito bem que está errado e se recusa a se arrepender, você é um velho tolo teimoso e está encrencado. Se, não importa de quem seja a sugestão, você reage com uma atitude negativa e antagonista e não aceita nada da verdade — se, no seu coração, não há nada além de antagonismo, fechamento e recusa —, você é ridículo, um tolo absurdo! É difícil demais lidar com você’. É difícil demais lidar com o que em você? O que é difícil em você é que seu comportamento não é um jeito errado de fazer as coisas nem um tipo errado de comportamento, mas que isso revela certo tipo de caráter. Que tipo de caráter isso revela? Você está farto da verdade e odeia a verdade. Uma vez que foi definido como alguém que odeia a verdade, aos olhos de Deus, você está encrencado; Deus rejeita você e não lhe dá a mínima atenção. […] Uma pessoa que odeia a verdade odiaria Deus no coração. Por que digo que ela odeia Deus? Essa pessoa amaldiçoou Deus? Ela se opôs a Ele na frente Dele? Ela O julgou ou condenou pelas costas? Não necessariamente. Por que, então, se diz que revelar tal caráter — um caráter de ódio contra a verdade — significa odiar a Deus? Isso não é criar tempestade em copo d’água; isso é fato. Como quando os fariseus hipócritas pregaram o Senhor na cruz porque odiavam a verdade, as consequências disso são catastróficas. Ou seja, quando uma pessoa tem o caráter de estar farta da verdade e hostil à verdade, ela é capaz de revelar esse tipo de caráter a qualquer momento e em qualquer lugar, e se ela continuar vivendo em um estado de confiar nisso, ela vai se opor a Deus ou não? Quando se depara com um problema que envolve a verdade, que envolve as escolhas que tem que fazer, se ela não consegue aceitar a verdade, e continua vivendo em um estado de confiança em seu caráter corrupto, naturalmente ela se oporá a Deus e O trairá. Isso acontece porque esse tipo de caráter corrupto não é nada menos que um caráter que odeia Deus e a verdade” (A Palavra, vol. 2: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Só vivendo frequentemente diante de Deus pode-se ter um relacionamento normal com Ele”). Foi só quando li as palavras de Deus que percebi que meu caráter era não só arrogante, o que era ainda mais sério era que eu odiava e estava farta da verdade e odiava Deus. Tantos irmãos me deram conselhos e meu líder me podou e lidou comigo, mas eu me fingi de surda e não refleti sobre mim mesma. Deus usou fatos muitas vezes para me refutar e me mostrar que eu insistia em algo errado. Eu só perturbava e interrompia o trabalho, ainda assim, não refleti sobre mim mesma e segui meu próprio caminho. Às vezes, quando meus irmãos me davam conselhos, eu sabia que isso estava certo e alinhado com os princípios da verdade, ainda assim desobedecia e negava, e era extremamente teimosa. Isso não era o caráter satânico de odiar e estar farto da verdade? Deus diz: “Uma vez que foi definido como alguém que odeia a verdade, aos olhos de Deus, você está encrencado”. “Uma pessoa que odeia a verdade odiaria Deus no coração”. Isso me deixou ainda mais atormentada. O caráter de Deus é justo e santo, e a atitude de Deus em relação às pessoas se baseia em nossa atitude em relação à verdade e a Deus. A verdade é expressão de Deus, mas o que eu expressava era o caráter de odiar e estar farta da verdade. Isso não era odiar a Deus? Não importa qual seja o caráter corrupto de uma pessoa, contanto que ela aceite a verdade, tudo pode ser consertado, e cada pessoa tem a chance de mudar e ser salva por Deus. Mas se a essência da natureza de uma pessoa é odiar e estar farta da verdade, ela é inimiga de Deus. Como os inimigos de Deus podem ser salvos? Pensei em todos os anticristos que foram expulsos da igreja porque eles odiavam e não aceitavam a verdade e finalmente foram revelados e expulsos.

Fiquei com muito medo, e, por muito tempo, vivi num estado de autoacusação. Sempre que pensava nos danos que eu causara no trabalho, eu sentia uma facada no coração, então orei a Deus: “Deus, esse fracasso é doloroso demais para mim, mas sem esse fracasso, eu não faria ideia de que meu caráter corrupto é tão sério, e estaria ainda mais inconsciente de que estou em grande perigo. Não quero mais viver segundo meu caráter corrupto. Por favor, guia-me a ser uma pessoa que aceita a verdade e que, no futuro, se concentra em praticar a verdade no meu dever”.

Mais tarde, me perguntei várias vezes: “O que me leva a ser tão arrogante? Como posso resolver esse caráter corrupto?”. Durante meus devocionais, vi duas passagens da palavra de Deus que me esclareceram repentinamente. As palavras de Deus dizem: “Pessoas dotadas e que têm talentos especiais acham que são muito espertas, que entendem tudo — mas elas não sabem que dons e talentos especiais não representam a verdade, que essas coisas não têm conexão com a verdade. Os pensamentos e as opiniões de pessoas cujo comportamento é determinado por seus dons e imaginações se opõem muitas vezes à verdade — mas não conseguem ver isso, elas ainda pensam: ‘Vejam como sou esperto; fiz escolhas tão inteligentes! Tomei decisões tão sábias! Nenhum de vocês está à minha altura’. Elas vivem eternamente num estado de narcisismo e apreciação própria. Para elas, é difícil aquietar seu coração e contemplar o que Deus exige delas, o que é a verdade e quais são os princípios da verdade. Para elas, é difícil entender a verdade, e embora cumpram um dever, elas não são capazes de praticar a verdade, e, por isso, também é muito difícil, para elas, entrar na realidade da verdade” (A Palavra, vol. 2: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Em que, exatamente, as pessoas têm confiado para viver?”). “Você diria que é difícil cumprir adequadamente o dever? Na verdade, não é; as pessoas só devem ser capazes de adotar uma postura de humildade, possuir um pouco de bom senso e adotar uma posição apropriada. Não importa quão instruído você seja, que prêmios ganhou ou quanto alcançou, tampouco importa quão altos sejam seu status e sua posição, você deve abrir mão de todas essas coisas, você deve descer do pedestal — tudo isso não vale nada. Na casa de Deus, por maiores que sejam essas glórias, elas não podem ser mais altas do que a verdade, pois essas coisas superficiais não são a verdade e não podem tomar o lugar dela. Você deve ter clareza sobre esse problema. Se você disser: ‘Sou muito talentoso, tenho uma mente muito perspicaz, tenho reflexos rápidos, aprendo rápido e tenho uma memória extremamente boa, portanto sou qualificado para tomar a decisão final’. Se você sempre usa essas coisas como capital e as vê como preciosas e positivas, isso é encrenca; se seu coração é ocupado por essas coisas, se elas se enraizaram no seu coração, será difícil, para você, aceitar a verdade — e é melhor nem pensar nas consequências disso. Portanto, você deve, primeiro, largar e negar essas coisas que você ama, que parecem agradáveis, que são preciosas para você. Essas coisas não são a verdade; ao contrário, elas podem impedir você de entrar na verdade” (A Palavra, vol. 2: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Qual o desempenho adequado do dever?”). A palavra de Deus me mostrou que eu era tão arrogante e incapaz de aceitar a verdade por outra razão, que é que eu sempre vivia segundo meus dons. Já que eu dominava uma língua estrangeira e tinha alguma experiência de trabalho e, por for a, tinham algum calibre mental e conseguia lidar com alguns problemas, eu via esses dons como capital, nunca buscava os princípios da verdade nem a vontade de Deus, tratava meus irmãos com desdém e desprezo e nunca ouvia suas sugestões. Eu colocava os dons acima de tudo, vivia num estado de apreço próprio cada vez mais arrogante e cegamente acreditava em mim mesma, como se nunca errasse, mas repetidas vezes foi revelado que minhas ideias não se conformavam aos princípios da verdade. Estavam todas erradas. Enquanto isso, alguns irmãos eram externamente comuns e não tinham dons, mas, em seu dever, eram capazes de buscar os princípios da verdade com os pés no chão. A orientação de Deus se mostrava neles, e eles conseguiam alcançar bons resultados em seu dever. Os fatos me mostraram que ter dons não significa entender a verdade. Se cumprimos nosso dever sem buscar os princípios da verdade e vivemos apenas segundo nossos dons, nós só nos tornamos cada vez mais arrogantes, perdemos toda razão e humanidade e resistimos a Deus. A fim de resolver um caráter arrogante, devemos renunciar a esse capital e então aprender a negar a nós mesmos e buscar a verdade.

Depois disso, eu me concentrei em praticar assim, mas quando encontrava problemas e queria pedir ajuda aos meus irmãos, ainda havia uma luta no meu coração. Eu achava que minhas ideias eram boas e que perguntar a todos era supérfluo. Eu temia ser menosprezada pelos outros por não ser capaz nem de lidar com uma tarefa simples, mas quando pensei nas transgressões que eu cometera por acreditar demais em mim mesma, eu fiquei com medo e não ousei mais agarrar-me às minhas ideias. Eu fui capaz de renunciar a mim mesma e discutir com todos. Logo, meus irmãos viram que eu tinha algum entendimento de mim mesma e algumas mudanças, e fui eleita para liderar a igreja novamente. Uma vez a igreja estava precisando de um diácono evangelístico. Vi que a irmã Li era proativa em pregar o evangelho e comungava ativamente nas reuniões, então decidi no meu coração que a irmã Li era a escolha perfeita. Naquele momento, minha parceira me lembrou de que escolher um diácono evangelístico não era coisa banal e que eu devia pedir ajuda ao meu líder. Quando vi minha irmã hesitar, pensei: “A irmã Li sempre tem sido ativa em espalhar o evangelho. Além da irmã Li, existe um candidato mais apto? Além disso, a promoção só é uma chance para praticar, se ela não for apta, podemos transferi-la. Por que preciso do conselho do líder?”. Enquanto resistia, lembrei-me das palavras de Deus: “Mesmo que seu raciocínio seja correto, você também deveria levar em consideração as opiniões das outras pessoas, certo? E se você não o fizer de modo algum, isso não é ser extremante hipócrita?”. Sim, já que minha irmã não tinha certeza, eu devia buscar. Durante meus devocionais, li estas palavras de Deus: “Se, sempre que tem uma ideia ou opinião, você afirma cegamente que ela está correta, e afirma o que deve ser feito, você está sendo arrogante e hipócrita. Se você tem uma ideia ou opinião que acha ser correta, mas não tem fé absoluta em si mesmo e pode se certificar buscando e comungando, isso não é ser hipócrita. Obter o consentimento e a aprovação de todos antes de executá-la é o modo racional de agir” (A Palavra, vol. 2: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Só vivendo frequentemente diante de Deus pode-se ter um relacionamento normal com Ele”). A palavra de Deus me mostrou que, mesmo quando você acha que está certo, você deve aprender a renunciar a si mesmo e buscar a verdade. Só com essa atitude você pode ganhar o esclarecimento do Espírito Santo e se tornar cada vez melhor em seu dever. Se você se agarra a si mesmo e desdenha os lembretes dos outros, se você não renuncia a si mesmo e não busca a verdade, você não pode receber a orientação do Espírito Santo. Com isso em mente, minha resistência desapareceu. Depois disso, orei, confiei esse assunto a Deus e pedi que Deus me guiasse. Se a irmã Li não fosse apta, pedi que Deus levantasse pessoas e coisas para me mostrar. Ao mesmo tempo, busquei os princípios para escolher e promover pessoas. Alguns dias depois, eu soube de alguém que a conhecia, que, embora a irmã Li parecesse ser muito proativa, ela só fazia coisas para se exibir e era preguiçosa e astuta, agia superficialmente, recuava quando encontrava dificuldades e ainda não tinha nenhuma entrada. De acordo com os princípios, ela era inapta a ser diaconisa evangelística. Quando soube disso, fique feliz por não ter insistido no meu ponto de vista. Caso contrário, usar uma pessoa inapta teria interrompido o trabalho evangelístico. Isso era a proteção de Deus. Fiquei muito grata pela orientação da palavra de Deus. Vi que, ao praticar a verdade e aceitar o conselho dos outros, eu podia evitar problemas e desvios no meu dever, e meu coração também estava à vontade. Agora, sinto vergonha quando me lembro da minha arrogância no passado. Sem o julgamento e castigo da palavra de Deus, e sem a poda, tratamento, castigo e disciplina severos, eu nunca teria refletido sobre mim mesma e nunca teria negado a mim mesma e aceitado o conselho de outros. Agora sou mais contida e consigo discutir e buscar com meus irmãos quando tenho problemas. Essa pequena mudança é o resultado das palavras e da obra de Deus. Agradeço a Deus do fundo do meu coração.

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