Apenas o amor de Deus é real

21 de Agosto de 2019

Xiaodong Província de Sichuan

Deus disse: “A nação chinesa que foi corrompida por milhares de anos, prosseguiu até hoje. Todo tipo de ‘vírus’ continua a se expandir e está se espalhando por toda parte como praga; basta olhar para o relacionamento das pessoas para ver quantos vírus existem nelas. É extremamente difícil para Deus desenvolver Sua obra em uma área tão fechada e infestada de vírus. A personalidade das pessoas, os hábitos, o modo como fazem as coisas, tudo o que expressam em suas vidas e seus relacionamentos interpessoais estão todos rompidos, além da crença, […]” (de ‘A senda… (6)’ em “A Palavra manifesta em carne”). A revelação nas palavras de Deus me fez ver como a corrupção de Satanás torna anormais todos os relacionamentos entre as pessoas, porque todos eles têm como base a filosofia de vida de Satanás, sem conter o menor vestígio de verdade. Sem a salvação de Deus, meus olhos ainda estariam cobertos, eu ainda estaria preso às minhas emoções, mas vivenciar a obra de Deus me fez entender a essência do que significa “ajudar o próximo” e me mostrou a verdade sobre amizade, amor e carinho familiar. Vi que só as palavras de Deus são a verdade, e que somente ao vivê-las poderíamos escapar da influência de Satanás; somente agindo de acordo com a verdade é possível ter uma vida significativa.

Meus pais eram ambos cristãos, e, naquela época, nossa fé em Jesus nos trouxe graça em abundância. Principalmente, nos negócios, Deus nos abençoou com muito conforto material. A maioria dos meus parentes não estava tão bem de vida quanto nossa família, e os meus pais cuidavam bem deles do ponto de vista material e financeiro. Meus parentes tinham muito respeito por meus pais, e também por mim, é claro. Esse era o tipo de ambiente vantajoso em que cresci. Eu considerava os meus amigos e parentes maravilhosos, e, não importa o que nossa família precisasse, eles estariam dispostos a ajudar.

Em 1998, toda a minha família aceitou a obra de Deus Todo-Poderoso, e porque era um campo difícil, nós encerramos nosso negócio de família. Na época, eu não entendia a verdade, por isso, o meu coração ainda ansiava por este mundo. Eu passava o tempo comendo, bebendo e farreando com meus amigos e parentes, e porque esbanjava dinheiro, tinha cada vez mais amigos, mais reuniões de colegas de classe, festas, aniversários e casamentos de colegas e amigos, e outros eventos que não poderiam ser realizados sem que me convidassem, porque eu era muito “importante”. Além disso, todos os domingos, eu tinha que ir buscar minha namorada e despedir-me dela e, muitas vezes, saíamos juntos. Naquela época, apesar de nunca faltar a nenhuma das três reuniões semanais realizadas na igreja, eu ainda não entendia nada das palavras de Deus, meu coração ainda vagava no mundo exterior, e minha crença em Deus mais parecia um fardo cheio de regras. Mas Deus usou ambientes para me fazer entender a verdade. Ele me mostrou que os relacionamentos entre as pessoas se baseiam apenas no interesse mútuo, e que não existe sentimento, nem amor verdadeiro nelas.

Depois de encerrar o negócio, meus pais reformaram a nossa casa e tiveram que pagar os estudos da minha irmã e os meus, de modo que a poupança da nossa família quase desapareceu depois de alguns anos. É como descreve o provérbio: “Os tributários secam quando o rio principal tem pouca água”. Como eles me sustentavam, fui obrigado a reduzir meus gastos. Eu evitava casamentos e reuniões, grandes ou pequenas, sempre que podia, e, por conseguinte, meu círculo de amigos começou a reduzir-se, e meu status aos olhos dos meus amigos foi diminuindo cada vez mais. À medida que a condição financeira dos meus amigos e parentes pobres ia melhorando, eles passaram a se relacionar cada vez menos conosco também. Este período foi de refinamento para mim, porque senti que não tinha nenhum status nos corações dos outros. Principalmente da minha namorada, que ficou mais distante, porque eu não esbanjava mais tanto dinheiro como no passado, e terminou me deixando por outra pessoa em 2001. Quando soube disso, não consegui aceitar que era verdade. Não deixei minhas emoções transparecerem, mas saber disso foi como ser apunhalado no coração. Eu era leal a ela, esforçava-me de modo sincero para agradá-la, então por que ela tinha me retribuído com traição? Foi assim que acabou o nosso relacionamento de cinco anos. Como eu não sabia o que fazer para esquecê-la, só pude enterrar a dor no fundo do meu coração. Depois disso, sentia ódio quando as pessoas mencionavam nosso rompimento. Eu não conseguia entender como algo assim podia ter acontecido comigo. Então um dia, vi esta passagem da palavra de Deus: “A maior parte das pessoas vive no lugar imundo de Satanás e sofre sua zombaria; ele os provoca desta e daquela maneira, até que estejam meio vivas apenas, suportando todas as vicissitudes, todas as dificuldades no mundo humano. Depois de brincar com elas, Satanás põe fim a seu destino. E, assim, as pessoas passam a vida toda em uma confusão estonteante, sem jamais aproveitar as coisas boas que Deus preparou para elas, mas, em vez disso, sendo prejudicadas por Satanás e deixadas em frangalhos. Hoje, elas se tornaram tão enfraquecidas e apáticas que simplesmente não têm inclinação para notar a obra de Deus” (de ‘Obra e entrada (1)’ em “A Palavra manifesta em carne”). A revelação nas palavras de Deus é um verdadeiro retrato da vida humana. Pensando no passado, vejo que passei os dias me afogando em dor de cotovelo e vivendo em um mundo imaginário de “amor romântico”. Eu estava inextricavelmente aprisionado e não fazia nenhuma ideia de que essas coisas eram truques de Satanás para enganar as pessoas, estratagemas projetados para aprisionar as pessoas e fazê-las viverem sem objetivos e sem inclinação para tomar conhecimento da obra de Deus. Embora eu me intitulasse crente em Deus, passava o tempo preocupando-me e lidando com amizade e amor, e se as circunstâncias não tivessem mudado para mim, ainda acreditaria em “juras de amor eterno” e “amigos leais” e jamais teria escapado delas. Por causa do rompimento com a minha namorada, cortei todas as relações com meus colegas de classe; sem um ambiente tão agitado, eu poderia acalmar o meu coração e me dedicar à minha fé em Deus. Nas reuniões, através da comunicação sobre as palavras de Deus com meus irmãos e irmãs, vim a entender algo da verdade e ganhei alguma penetração no amor e na comunhão, e percebi que é apenas buscando a verdade e entendendo a verdade que nossos pontos de vista sobre as coisas podem ser mudados, e eles jamais serão enganados por Satanás. Aos poucos, o meu coração ferido começou a curar-se. Sentia uma alegria há muito esquecida e já não estava mais perdido, nem vivia sofrendo. Por não haver nenhuma interrupção do mundo exterior, consegui acalmar a minha mente e me concentrar nas reuniões. Fiquei cada vez mais interessado na minha fé em Deus e, a partir daí, comecei a cumprir os meus deveres.

Quando meus parentes ficaram sabendo que eu acreditava em Deus, começaram a preocupar-se sem parar. Achavam que eu não tinha nada que acreditar em Deus sendo tão jovem. Minha tia materna muitas vezes me pedia favores, minha tia paterna pedia-me para fazer negócios com ela, até minha mãe adotiva me pressionava para que eu me casasse, dizendo que ela tomaria conta do meu filho depois que ele nascesse (porque ela não tinha nenhum filho biológico) e a minha avó chorava, dizendo: “Eu não tenho absolutamente nenhuma objeção contra seus pais acreditarem em Deus, porque eles tinham passado metade da vida trabalhando e deram tudo o que eles têm para preparar o caminho para você, então é hora de deixá-los descansar. Você deve concentrar-se em começar uma família e seguir uma carreira.” Ela, então, passou a contar como meu pai cresceu pobre, como ele começou do nada, o quanto ele sofreu, o quanto trabalhou, e disse que eu vivia em um ambiente muito bom, mas não tinha nenhum ideal. A súbita “preocupação” dos meus parentes por mim era muito lisonjeira. Fiquei confuso, porque parecia que o que cada um deles dizia estava certo, todos queriam o melhor para mim e, como eles eram os meus parentes mais próximos, é claro que não iam me prejudicar. Eu estava vivendo em refinamento, e mesmo que eu soubesse que esta era uma batalha espiritual, não tinha forças para continuar lutando. Em uma reunião, um líder me mostrou esta passagem da palavra de Deus: “Por milhares de anos, o povo chinês levou a vida de escravo, e isso limitou tanto seus pensamentos, concepções, vida, linguagem, comportamento e ações que ficaram sem a menor liberdade. Vários milhares de anos de história tomaram pessoas vitais possuidoras de um espírito e as desgastaram, tornando-as algo semelhante a cadáveres destituídos de espírito. Muitos são os que vivem sob a faca de açougueiro de Satanás, […] Por fora, os seres humanos parecem ‘animais’ mais elevados; na verdade, vivem e residem com demônios imundos. Sem ninguém para cuidar delas, as pessoas vivem dentro da emboscada de Satanás, presas, sem escapatória, em suas armadilhas. Em vez de se dizer que se reúnem com seus entes queridos em lares acolhedores, vivendo vidas felizes e gratificantes, deve-se dizer que os seres humanos vivem no Hades, lidando com demônios e associando-se a diabos” (de ‘Obra e entrada (5)’ em “A Palavra manifesta em carne”). Por meio da revelação na palavra de Deus e da comunhão com os meus irmãos e irmãs, percebi que meus parentes, embora parecessem ser meus parentes por fora, e suas palavras estivessem de acordo com as necessidades da minha carne, seus pensamentos, conceitos, sua vida, linguagem, seu comportamento e suas ações eram restritos pela corrupção de Satanás. Eles são todos incrédulos, todos os seus pontos de vista e tudo o que falam vêm de Satanás, e só buscam os desejos maus da carne, nenhum dos quais está de acordo com a verdade. Se eu os ouvisse, eu cairia nos esquemas de Satanás. Eu não possuo nenhuma verdade e nem discernimento, mais contato com eles apenas me torna mais degenerado. Eu não ganharia nada com isso, eles só me levariam à perdição. Naquela época, eu tive algum entendimento das palavras de Deus: “Todos que não acreditam, ao lado daqueles que não praticam a verdade, são demônios”, mas ainda não o tinha entendido por completo. Mais tarde, Deus preparou as circunstâncias que me mostraram a verdadeira essência dos laços familiares.

Nossa família sempre foi família anfitriã, e um dia, em 2005, graças ao relatório de um malfeitor, meus pais e vários irmãos e irmãs foram presos pela polícia do Partido Comunista Chinês. Minha irmã de sangue, felizmente, quase se afogou enquanto fugia, escapando com vida por muito pouco porque Deus a protegeu. Meus pais, irmãos e irmãs da casa da minha família foram detidos e multados, e todos foram torturados, todos ficaram feridos. Quando ouvi a notícia, não consegui controlar as emoções. Não tive coragem de cumprir com os meus deveres. Pensei: “Em um momento assim, eu deveria ir para casa, deixando tudo para trás. Meus pais me criaram e agora, que eles estão em apuros, mesmo que eu não possa fazer nada, pelo menos deveria estar lá para ver se precisam de alguma coisa e consolá-los”. Então, peguei o trem para casa e fui direto para a residência da minha tia paterna (que também acredita em Deus), para visitar os meus pais. Naquele momento, ao ver que as feridas deles não tinham se curado, senti-me horrível por dentro e não pude conter as lágrimas. Senti-me como se os meus pais tivessem sido humilhados. Foi quando os meus pais me disseram que, enquanto eles fugiam da polícia, minha irmãzinha mergulhou no rio (isso aconteceu em dezembro, depois de escurecer). Ela afundou na água até o pescoço, as correntes do rio eram fortes, plantas silvestres foram encontradas grudadas na sua calça, os sapatos dela ficaram grudados na lama, e ela não sabia nadar, por isso era um mistério total como ela conseguiu chegar até o outro lado. Deus deve tê-la milagrosamente protegido, ou os resultados teriam sido terríveis demais para encarar (as águas profundas e as correntes fortes tinham matado um homem de 40 anos vários dias antes). Mais tarde, a minha irmãzinha se escondeu na casa de uma irmã mais velha, que deu à minha irmã uma muda de roupa enquanto chorava, ao secar suas roupas molhadas na lareira, e cuidou muito bem dela. Vários dias depois, quando minha irmã de sangue soube que a casa da irmã mais velha não era mais segura, foi se esconder na casa da minha tia materna. Ela saiu durante o dia para levar uma carta à nossa igreja para informar o nosso líder sobre a situação da minha família, mas, quando voltou, a filha caçula da minha tia materna perguntou a ela: “Ei prima, por que voltou? Pensei que você tinha ido embora. Nós já guardamos a cama”. Minha irmã percebeu que minha tia materna estava com medo de se envolver e não queria deixá-la ficar lá; então minha irmã saiu da casa da tia, chorando, e arriscou-se a ser presa ao voltar para casa, porque não tinha mais para onde ir. Depois que os meus pais foram libertados, quando eles ficaram sabendo que minha irmã quase se afogou e que tinha sido expulsa da casa da minha tia materna, ficaram muito zangados. Mas minha tia materna, em um tom de quem estava convencida de estar com a razão, respondeu: “É isso mesmo, estamos com medo de nos envolver. Vocês mesmos causaram essas prisões. Vocês tinham uma vida perfeita, mas tinham que estragar tudo, e agora quase mataram uma pessoa por causa disso!” Nunca imaginei que meus parentes mais próximos, as pessoas mais chegadas a mim no passado, num momento em que o Partido Comunista Chinês estava prendendo a minha família, e as suas vidas estavam em perigo, num momento em que o consolo é necessário acima de tudo, pudessem dizer palavras tão desumanas ou fazer coisas tão cruéis. Saber que eles eram capazes disso me deixou muito triste. Nenhuma das pessoas que tanto ajudamos no passado veio nos visitar, nem nos consolar. Pessoas que antes mantinham os melhores relacionamentos conosco não só deixaram de falar com meus pais quando os encontravam na rua, como também faziam de conta que nem os conheciam quando os viam. Outras pessoas, que costumavam acenar e cumprimentar-nos, agora nos davam as costas e faziam comentários maldosos. Apenas os nossos irmãos e irmãs vinham visitar-nos e comungar conosco à noite. Nunca imaginei que nossa família pudesse chegar a um estado tão abjeto. Eu estava novamente aprisionado em dor, com pensamentos de trair Deus se formando no meu coração. Mais tarde, após ter recebido uma revelação de Deus, vivenciei algo sobre o qual os meus irmãos e irmãs tinham falado na comunhão: “Os relacionamentos entre as pessoas baseiam-se apenas em interesse mútuo, a família e os amigos apenas ajudam-se sobre o alicerce do uso mútuo”. Lembrei-me, também, das palavras dos meus pais sobre o que eles ganharam com sua experiência de serem presos; por exemplo: quando a polícia usou um chicote de couro para bater no meu pai, ele disse que não sentiu muita dor, e que a correia se partiu em três pedaços quando o açoitaram. Minha irmã disse que ela não sentiu medo nenhum durante a sua experiência, e que não sentiu frio quando saiu da água, mesmo em dezembro. Deus deu-lhe força e confiança extras. O fato de terem sido presos pelo Partido Comunista Chinês, na verdade, fez com que sua fé ficasse mais firme. A experiência deixou-os mais fortes. Meu pai disse que, antes, ele não acreditava nas palavras de Deus referentes a como Deus expõe a maldade do Partido Comunista Chinês, o ódio da verdade no passado, e que era um admirador do rei dos diabos, mas este incidente tinha lhe mostrado que o Partido Comunista Chinês não passava de um bando de brutamontes, facínoras que tirariam de nossa casa qualquer coisa valiosa, e que preferiam prender crentes cumpridores da lei a prender assassinos e incendiários. Senti vergonha quando percebi que todos nós vivemos sob a liderança de Deus, tudo o que vivenciamos faz parte da soberania de Deus e dos desígnios Dele, que ninguém tem poder para ajudar o próximo, as afeições entre familiares só nos afastam de Deus, e as coisas com as quais as pessoas podem ajudar umas às outras estão de acordo apenas com a carne, não com a verdade. Pensamentos como “não quero que meus pais sofram na carne” não só não trazem nenhum benefício à vida deles, como não trazem benefício algum para a salvação deles. Só Deus sabe do que os homens precisam, e Ele é quem mais os ama. Vi uma passagem da palavra de Deus que dizia: “Desde que criou o mundo, Deus tem feito muita obra envolvendo a vitalidade da vida, tem feito muita obra que traz vida ao homem e tem pagado um grande preço para o homem poder ganhar vida, pois o Próprio Deus é vida eterna e Ele é o caminho pelo qual o homem é ressuscitado. Deus nunca está ausente do coração do homem e vive em todos os momentos entre os homens. Ele tem sido a força impulsionadora da vida do homem, o fundamento da existência humana e um rico depósito para a existência do homem após o nascimento. Ele faz o homem renascer e o capacita a viver obstinadamente em cada um de seus papéis. Graças ao poder Dele e à Sua inextinguível força vital, o homem tem vivido geração após geração, ao longo das quais o poder de vida de Deus foi o esteio da existência humana e pelas quais Deus tem pagado um preço que nenhum homem comum jamais pagou. A força de vida de Deus pode prevalecer sobre qualquer poder; além do mais, ela ultrapassa qualquer poder. Sua vida é eterna; Seu poder, extraordinário, e Sua força vital não é facilmente vencida por qualquer ser criado ou força inimiga. A força de vida de Deus existe e fulgura em seu brilhante esplendor, independentemente de tempo ou lugar. A vida de Deus permanece eternamente inalterada durante as comoções do céu e da terra. Todas as coisas passam, mas a vida de Deus ainda permanece porque Deus é a fonte e a raiz da existência de todas as coisas. A vida do homem se origina de Deus, a existência do céu se deve a Deus, e a existência da terra provém do poder de vida de Deus. Nenhum objeto possuidor de vitalidade pode transcender a soberania de Deus, e coisa alguma com vigor pode se separar do âmbito da autoridade de Deus. Desse modo, todos, sejam quem forem, devem submeter-se ao domínio de Deus, todos devem viver sob o comando de Deus, e ninguém pode escapar do Seu controle” (de ‘Só o Cristo dos últimos dias pode dar ao homem o caminho de vida eterna’ em “A Palavra manifesta em carne”). Por meio das palavras e da realidade de Deus, vi o caráter extraordinário e a grandeza da Sua força de vida, constatei que Ele vive sempre entre os homens, que guia a humanidade e demonstra Seu poder em todos os momentos, e que todas as pessoas vivem segundo o desígnio de Deus. Diante da palavra de Deus, vi como eu era pequeno, e como são insignificantes os laços emocionais. O que eu poderia ter feito contra as dificuldades que a minha família enfrentou? Não foi Deus quem os protegeu, cuidou deles e os guiou em meio à crise? O amor de um ser humano por outro pode ser maior do que o amor de Deus pelos homens? Ao mesmo tempo, as palavras de Deus me julgaram: “Quem, dentre vocês, pode verdadeiramente despender-se completamente por Mim e oferecer tudo que tem por Mim? Todos vocês estão indecisos, seus pensamentos giram em círculo, pensam em sua casa, no mundo externo, em comida e roupas. A despeito do fato de você estar diante de Mim, fazendo coisas por Mim, em seu coração você ainda pensa em sua esposa, seus filhos,e seus pais em casa. Todos eles são sua propriedade? Por que você não os entrega em Minhas mãos? Você não acredita em Mim o suficiente? Ou será que é por medo de Eu fazer arranjos impróprios para você? Por que você sempre sente falta de sua casa? E sente falta das outras pessoas! Será que Eu ocupo algum lugar no seu coração? E você ainda fala de Me deixar ter domínio em seu interior e ocupar todo o seu ser. Todas essas são mentiras enganosas! Quantos de vocês são pela igreja, de todo coração? E quem, dentre vocês, pensa não em si mesmo, mas é pelo reino de hoje? Pense com cuidado em tudo isso” (de ‘Capítulo 59’ das declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). Vi que o que eu considerava importante, no meu coração, ainda era minha família, porque eu não tinha fé verdadeira em Deus, ainda não podia confiá-los completamente a Deus; vi que eu não vivia na verdade, e mesmo que estivesse cumprindo meus deveres na casa de Deus, muitas vezes me preocupava com a minha família e não deixava Deus ocupar o meu coração. Eu não conseguia respeitar a Deus acima de todos os outros e executar fielmente os meus deveres. Eu tinha sido enganado e afligido por Satanás. Se não fosse por esses “infortúnios” que aconteceram comigo, jamais teria visto as coisas de modo claro. É como diz o hino da palavra de Deus, “Quando se trata da situação da vida humana, o homem ainda precisa descobrir a vida real, ele ainda não discerniu a injustiça, a desolação e as condições miseráveis do mundo — e assim, não fosse pelo advento do desastre, a maioria das pessoas ainda abraçaria a Mãe Natureza, ainda se imergiria no sabor da ‘vida’. Não é essa a realidade do mundo? Não é essa a voz da salvação que Deus dirige ao homem? Por que, entre a humanidade, ninguém jamais amou a Deus de verdade? Por que o homem só ama a Deus em meio ao castigo e às provações, mas ninguém ama a Deus sob Sua proteção?” (de ‘As pessoas não conhecem a salvação de Deus’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Se não fosse pelas coisas que essas circunstâncias me revelaram, jamais teria entendido de verdade os relacionamentos entre as pessoas, e ainda estaria sendo controlado pelos laços familiares, de amor e amizade, inextricavelmente aprisionado, buscando essas coisas, sendo enganado e sofrendo por elas, feliz em minha ignorância; além disso, eu jamais teria tomado o caminho correto na vida, e foi a salvação de Deus que me permitiu nunca mais sentir o sabor da “vida” novamente. Quando entendi tudo isso, decidi que acreditaria em Deus de todo o coração e buscaria a verdade para retribuir Seu amor por mim.

Já faz vários anos que cumpro meus deveres na família de Deus, e nela tenho experimentado Seu amor. Não importa onde eu cumpra os meus deveres, Deus está sempre lá para tomar conta de mim. Tenho um bom relacionamento com os meus irmãos e irmãs, como se fôssemos uma família; não usamos uns aos outros e não há nenhuma troca de benefícios. Meus irmãos e irmãs são tão sinceros que, mesmo que nossa corrupção transpareça e seja percebida pelos outros de vez em quando, ao abrirmos o coração e falarmos sobre nossa compreensão de nós mesmos, não guardamos nenhum rancor, nem precisamos ter cautela. Ajudamo-nos uns aos outros e compartilhamos amor uns pelos outros, todos são considerados iguais, e ninguém é tratado de forma diferente por ser pobre ou rico. Tenho problemas de saúde, e, por conseguinte, muitas vezes adoeço, mas os meus irmãos e irmãs são muito atenciosos e cuidam muito bem de mim, o que me faz sentir que, mesmo que não haja laços de sangue entre os meus irmãos e irmãs, eles podem ser ainda mais próximos do que parentes. Eu me dou bem com os meus irmãos e irmãs e, com a orientação de Deus, nós todos buscamos a verdade e nos esforçamos para cumprir os nossos deveres.

Minhas experiências ao longo desses anos também me ajudaram a, pouco a pouco, entender a vontade de Deus, bem como a ver que a obra que Ele tem realizado em mim é a obra da salvação e do amor, que Suas palavras são a verdade, mas, acima de tudo, elas são as palavras que salvam a nossa vida. Essas verdades tornaram-se os melhores cuidados e a melhor proteção de Deus para mim. Se eu me afastasse dessas palavras ou não visse as coisas a partir da base fornecida por elas, estaria perdido. Eu fui profundamente corrompido por Satanás e fiquei incapaz de compreender diretamente o significado das palavras de Deus, e, portanto, Ele providenciou muitas circunstâncias, pessoas, assuntos e coisas diferentes projetadas para as minhas necessidades, para me beneficiar e aperfeiçoar, para me ajudar a entender as Suas palavras. Em meio às minhas dificuldades e provações, eu, sem querer, percebi que essas palavras expressas por Deus são todas verdadeiras, que elas são as coisas de que a humanidade precisa. Elas não só podem conceder vida à humanidade e permitem que ela leve uma vida humana normal, como também apontam o caminho correto na vida, porque Deus é o caminho, a verdade e a vida. São as palavras de Deus que me trazem até este dia. Estou disposto a guardar Suas palavras como meu lema, como a placa na estrada para avançar e o guia para agir. Apesar de não entender boa parte da verdade, por meio de minha busca permanente da verdade e do cumprimento dos meus deveres, Deus dar-me-á entendimento e iluminação para que eu consiga entender as Suas palavras. Ainda há em mim muita corrupção, que precisa ser purificada, e preciso experimentar muito mais da obra de Deus, bem como de Seu julgamento e castigo, e das dificuldades e dos refinamentos que os acompanham. Eu me esforçarei muito para buscar a verdade. Não importa quais tribulações ou dificuldades caiam sobre mim no futuro, eu seguirei a Deus até o fim!

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