Uma lição aprendida de um pequeno problema

01 de Agosto de 2022

Por Yu Cheng, Estados Unidos

Algum tempo atrás, a irmã Li, uma líder de grupo, apresentou Wang Mei como regadora. Eu tive a impressão de que a humanidade dela era pobre. Ela era sempre desleixada em seu dever e não protegia o trabalho da casa de Deus. Fui falar com a irmã Li e pedi sua avaliação de Wang Mei para ver como estava agora. Se ainda fosse irresponsável em seu dever, ela não seria apta a regar recém-convertidos. Então a irmã Li disse: “Wang Mei preza seu status e reputação, mas sua atitude em relação ao seu dever é decente, e não vejo problemas maiores”. Fiquei aliviada ao ouvir isso. Se a irmã Li já investigou o assunto, Wang Mei deveria ser apta como regadora. Alguns dias depois, eu tinha arranjado tudo para a transferência de funções e para que Wang Mei assumisse o trabalho. De repente, porém, a irmã Li me disse que, já que Wang Mei tinha sido escorregadia e desleixada e não aceitava a verdade, ela tinha sido dispensada do dever dela. Fiquei chocada ao ouvir isso e pensei: “Você não disse que não havia problemas maiores quando a avaliou alguns dias atrás? Só se passaram alguns dias, como pôde ser dispensada de seus deveres assim?” Não pude deixar de me queixar: “Não se pode confiar em você. Peço que investigue alguém e você não faz um bom trabalho. Isso mostra uma séria falta de discernimento. Escolher a pessoa errada também impacta o meu dever. Isso não atrasará as coisas? Como você pode ser uma líder de grupo com esse calibre?”. Quanto mais pensava nisso, mais irritada ficava, mas eu não entendia a situação real e continuei julgando-a na minha mente. Na época, eu queria muito enviar uma mensagem à irmã Li e perguntar o que estava acontecendo com ela, se ela tinha algum discernimento dessa pessoa, por que ela não tinha investigado isso a fundo e como ela pôde ser tão irresponsável. Mas então pensei: “Não é sensato enviar mensagens a pessoas quando estou com raiva”. Então não enviei a mensagem e o assunto passou.

Durante uma reunião, ouvi um irmão comungar como ele se irritava e culpava as pessoas quando as coisas não iam do jeito que ele queria e como ele buscou a verdade, refletiu e aprendeu sobre si mesmo. Fiquei envergonhada quando ouvi isso e me lembrei da minha experiência anterior. Esse irmão e eu não estávamos na mesma situação? Ele obteve resultados porque buscou a verdade e aprendeu sua lição. Por que eu não estava aprendendo minha lição? Então levei essa questão para diante de Deus em oração, buscando a lição que devia aprender. Uma vez durante os devocionais, li a palavra de Deus: “Obediência aos arranjos e orquestrações de Deus é a lição mais básica da obediência a Deus. Os arranjos e orquestrações de Deus incluem as pessoas, os assuntos e as coisas — e várias situações — que Deus levanta ao seu redor. Então, como você deve reagir quando confrontado com essas situações? O mais fundamental de tudo é aceitá-las de Deus. O que significa ‘aceitá-las de Deus’? Reclamar e resistir — isso é aceitá-las de Deus? Inventar desculpas e criticar — isso é aceitá-las de Deus? Não. Então como deve ser posta em prática a aceitação de Deus? Primeiro, relaxe, busque a verdade e pratique a obediência. Não apresente desculpas ou razões. Não tente adivinhar ou analisar quem está certo e quem está errado. E não analise qual erro é mais grave, e qual erro é menos. Sempre analisar essas coisas é a atitude de aceitação de Deus? É a atitude de obediência? (Não.) Essa não é a atitude de obediência a Deus, não é a atitude de aceitação de Deus, não é a atitude de aceitar o domínio e os arranjos de Deus. Aceitação de Deus: esse é um aspecto dos princípios para praticar a obediência a Deus. […] Não analisar o certo ou o errado, não racionalizar, não criticar as pessoas, não ser mesquinho, não analisar razões objetivas e não analisar e examinar usando a mente humana; tudo isso são detalhes, e isso é aceitar de Deus. E a forma de pôr isso em prática é obedecer primeiro. Mesmo se você tiver noções ou se as coisas não lhe forem claras, obedeça, não invente desculpas nem se revolte; e depois de obedecer, busque a verdade; ore a Deus e busque” (As declarações de Cristo dos últimos dias). Deus diz que, quando somos colocados numa situação, não importa se entendemos Sua vontade, nós não devemos contradizê-la nem defender nossa causa. Devemos ter uma atitude de aceitação e obediência em relação à situação em que Deus nos coloca. Esse é o comportamento de aceitar coisas como vindas de Deus. Quando algo acontecia, eu sempre olhava aquilo de fora, analisando o certo e o errado, reclamando disso e daquilo. Eu sempre pensava que a líder de grupo estava sendo desleixada e irresponsável em seu dever, impactando meu trabalho e me obrigando a fazer muito esforço desnecessário. Nessa situação, eu não tive uma atitude de aceitar as coisas como vindas de Deus. Eu não acalmei meu coração nem busquei a vontade de Deus, tampouco refleti sobre as lições que deveria aprender. Em vez disso, fixei meu olhar na líder de grupo. Queria me irritar, repreendê-la e criticar as deficiências dela. Isso não era uma atitude de aceitação nem de obediência! Será que os problemas e imprevistos no trabalho realmente eram culpa dos outros? Nada disso tinha algo a ver comigo? Eu sempre resistira às situações em que Deus me colocava. Mesmo que, no fim, os problemas eram culpa de outros e eu não era responsável, os outros eram capazes de refletir sobre si mesmos, aprender com isso e crescer. Mas o que eu estava ganhando além de ficar com raiva represada dentro de mim? Foi aí que eu percebi que eu estava num estado errado. Eu não devia continuar analisando e pesquisando, emaranhando-me em quem estava certo ou errado. Eu devia me acalmar, buscar a verdade e aprender minha lição.

Enquanto refletia, li uma passagem da palavra de Deus. “Se você não depende nem olha para Deus no cumprimento do seu dever e apenas faz o que quer, então, por mais esperto que seja, haverá sempre momentos em que você falhará. As pessoas teimosas tendem a seguir as próprias ideias, então será que elas têm um coração que teme a Deus? As pessoas que são teimosas demais esqueceram Deus, e esqueceram a obediência a Deus; só quando as coisas acontecem, quando essas pessoas entram num beco sem saída, ou não conseguem realizar nada, ocorre-lhes que elas não obedeceram a Deus e não oraram a Deus. O que é isso? Isso é não ter Deus no coração. As ações dessas pessoas indicam que Deus está ausente no seu coração, que tudo provém delas mesmas. E assim, quer esteja fazendo trabalho da igreja, quer esteja cumprindo um dever, quer esteja tratando de alguns assuntos externos ou tratando de assuntos da sua vida pessoal, deve haver princípios no seu coração, deve haver um estado espiritual. Que estado? ‘Não importa o que seja, antes que algo me aconteça, devo orar, devo obedecer a Deus, devo obedecer ao Seu domínio, tudo é arranjado por Deus, e quando algo acontece, devo buscar a vontade de Deus, devo ter essa mentalidade, não devo fazer os meus próprios planos.’ Depois de terem experimentado isso durante algum tempo, as pessoas se acharão vendo o domínio de Deus em muitas coisas. Se você sempre tiver planos, considerações, vontades, motivações egoístas e desejos próprios, seu coração se desviará involuntariamente de Deus, você ficará cego à forma como Deus age, e, na maioria das vezes, Deus se ocultará de você. Você não gosta de fazer as coisas de acordo com as suas ideias? Você não faz os seus planos? Você tem uma mente, é educado, culto, tem capacidade e metodologia para fazer as coisas, consegue fazê-las sozinho, é bom, não precisa de Deus, e por isso Deus diz: ‘Então vá e faça sozinho, e assuma a responsabilidade se tudo correr bem ou não, eu não me importo’. Deus não lhe dá atenção. Quando as pessoas seguem a própria vontade dessa forma na sua fé em Deus e acreditam no que querem, qual é a consequência? Elas nunca são capazes de experimentar o domínio de Deus, nunca conseguem ver a mão de Deus, nunca conseguem sentir o esclarecimento e a iluminação do Espírito Santo, não conseguem sentir a orientação de Deus. E o que acontecerá com o passar do tempo? Seu coração se afastará cada vez mais de Deus, e haverá efeitos em cadeia. Que efeitos? (Duvidar e negar a Deus.) Não se trata apenas de duvidar e negar a Deus; quando Deus não tem lugar no coração das pessoas e elas fazem o que querem a longo prazo, um hábito se instala: quando algo lhes acontecer, a primeira coisa que farão é pensar em solução, objetivos, motivações e planos próprios; considerarão primeiro se isso as beneficia; se sim, elas o farão, e se não, não o farão; elas desenvolverão o hábito de ir diretamente por esse caminho. E como Deus tratará tais pessoas se continuarem a agir assim, sem se arrepender? Deus não lhes dará atenção, e as deixará de lado” (‘Os princípios da prática de se submeter a Deus’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Depois de ponderar as palavras de Deus, vi meu estado com clareza maior. A palavra de Deus diz que pessoas com uma vontade própria muito forte costumam começar planejando e estabelecendo regras, calculando o que farão e como o farão. Começam formulando e finalizando um plano, então o executam usando os meios e métodos que escolheram, exigindo que os outros também sigam seu método. Aparentemente, estão cumprindo seu dever, protegendo o trabalho da casa de Deus e garantindo que seu trabalho produza bons resultados. Mas quando fazem as coisas desse jeito, há um excesso de sua vontade e um excesso de suas regras. Elas não oram nem buscam Deus, carecem de uma atitude de obediência e não se importam em seguir a orientação do Espírito Santo. Fazem tudo de acordo com seus próprios desejos e querem que as coisas se desenvolvam como desejam. Deus diz que seu desejo é forte demais e que não há lugar para Deus em seu coração. Deus detesta e ignora esse tipo de pessoa. A reflexão sobre meu comportamento me mostrou que eu tinha sido teimosa demais em meus deveres e que, não importava o que estivesse fazendo, assim que decidisse algo, nada poderia mudar isso. Até fiz com que outros se curvassem às minhas exigências e quando não faziam, eu achava que eles não eram leais em seu dever e não estavam protegendo o trabalho da igreja. Foi o que tinha acontecido com a investigação da regadora. Eu ouvi que não havia problemas com Wang Mei, então planejei quando ela viria e assumiria o trabalho, mas então a líder de grupo me contou que Wang Mei tinha sido dispensada de seu dever e meus planos foram por água abaixo. Eu quis me irritar e meu coração se encheu de queixas. Eu julguei a líder de grupo como carecendo de calibre e discernimento e como irresponsável. Eu era tão hipócrita, arrogante e irracional! Mesmo que as coisas que eu planejo e decido sejam corretas e não violem os princípios da casa de Deus, nem sempre as coisas acontecem do jeito que eu quero e nem sempre terão o efeito que eu imagino. Eu faço planos e arranjos, esse é o meu dever e é assim que devo cooperar, mas não devo predestinar o resultado final. Devo fazer o que posso e então me submeter à vontade de Deus. Se uma questão pode ser resolvida no fim, quais variáveis entram em jogo e como tudo se desenvolve, nisso eu devo seguir a orientação do Espírito Santo e me submeter ao governo de Deus. Esse é o senso de razão que devo ter. As coisas que eu fazia eram totalmente vontade minha, eu não conhecia a soberania de Deus e não havia espaço para Deus no meu coração. Como eu podia obter o esclarecimento e a orientação de Deus cumprindo meu dever desse jeito?

Mais tarde, li outra passagem da palavra de Deus que me deu alguma percepção do caráter corrupto por trás da minha raiva. Deus diz: “Se, em seu coração, você realmente entender a verdade, você saberá como praticar a verdade e obedecer a Deus e naturalmente embarcará na senda de buscar a verdade. Se a senda que você trilha for a correta e estiver alinhada com a vontade de Deus, então a obra do Espírito Santo não o abandonará — nesse caso você correrá menos risco de trair a Deus. Sem a verdade, é fácil praticar o mal, e você o praticará a despeito de si mesmo. Por exemplo, se você tem um caráter arrogante e presunçoso, então ser ordenado a abster-se de se opor a Deus não faz diferença nenhuma, você não pode impedir, está fora de seu controle. Não faria isso de propósito; você o faria sob o domínio de sua natureza arrogante e vaidosa. Sua arrogância e vaidade fariam com que você desprezasse a Deus e O visse como um ser sem importância; fariam você se exaltar, e se colocar sempre na vitrine; levariam você a desprezar os outros, não deixariam ninguém em seu coração além de você mesmo; roubariam o lugar de Deus em seu coração e, no fim, levariam você a se sentar no lugar de Deus e a exigir que as pessoas se submetessem a você e a fazer com que você venerasse seus próprios pensamentos, ideias e noções como a verdade. Tanto mal é feito pelas pessoas sob o domínio da natureza arrogante e vaidosa delas!” (‘Somente buscando a verdade pode-se alcançar uma mudança no caráter’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Ao ponderar as palavras de Deus, ganhei algum entendimento da minha natureza arrogante e presunçosa. Descobri que eu não só estava fazendo as coisas de acordo com meus desejos, um caráter arrogante também se escondia por trás disso. Quanto ao problema no trabalho dessa vez, eu não entendi o contexto nem perguntei se a líder de grupo tinha alguma dificuldade. Indiscriminadamente, eu me queixei e a julguei. Quando a desprezei e julguei, eu a menosprezei para elevar a mim mesma, colocando-me num pedestal e pensando que eu era melhor do que os outros, como se eu tivesse um entendimento especial da verdade, e os outros, não, como se só eu fosse conscienciosa e todos os outros fossem desleixados, como se eu percebece tudo e os outros fossem cegos. Eu me via como dona da verdade e os outros como servos da verdade. Eu exigia que os outros refletissem sobre suas ações, conhecessem a si mesmos e aprendessem lições, como se eu não tivesse sido corrompida por Satanás e não precisasse de reflexão e autoconsciência. Aos meus olhos, os outros eram incompetentes e insuportáveis, e eu era a melhor, assim, quando problemas surgiam no dever de alguém, eu sempre pensava: “Você chama isso de cumprir seu dever?” “Você é capaz de cumprir seu dever?” “Você só está interrompendo as coisas”, dizendo que eles eram isso ou aquilo. Eu só queria culpar e repreender os outros. Na verdade, eu também tinha cometido muitos dos mesmos erros em meus deveres e me emaranhado nas mesmas coisas, será que eu realmente era tão melhor do que eles? Todos têm momentos em que não conseguem enxergar uma pessoa ou situação claramente, e é inevitável que as pessoas careçam e falhem em seus deveres. Contanto que os problemas e desvios possam ser encontrados a tempo e sejam sempre revisados e revertidos, isso é simplesmente um processo de crescimento. Na verdade, eu cometo muitos erros no meu dever, como no incidente com Wang Mei. Eu sabia que o comportamento dessa pessoa tinha sido ruim no passado, mas quando a irmã Li disse que não houve problemas recentes com seu comportamento, eu deixei de buscar clareza. Eu supus que a irmã Li tinha avaliado a situação e que não havia nenhum problema. No fim, um problema surgiu e era evidente que eu também era responsável, mas joguei toda a culpa na irmã Li, apontando o dedo, julgando e criticando ela. Eu era tão arrogante e não tinha nenhuma humanidade! Cumprir seu dever desse jeito não só não fará nada para ajudar e edificar os outros, é provável que também restrinja as pessoas e as torne negativas. Quando confrontada com um problema, eu não via as coisas e pessoas de acordo com a palavra de Deus. Eu só reclamava, me irritava e repreendia as pessoas. Até achava que isso era ser responsável, que era um ato de justiça e que eu estava protegendo o trabalho da igreja. Essa opinião era totalmente absurda!

Mais tarde, li uma passagem da palavra de Deus que iluminou meu coração. Deus Todo-Poderoso diz: “Uma vez que tenha status, muitas vezes um homem achará difícil controlar seu estado de espírito e, assim, ele apreciará aproveitar as oportunidades para expressar sua insatisfação e descarregar suas emoções; frequentemente irromperá em fúria por nenhuma razão aparente, a fim de revelar sua habilidade e permitir que os outros saibam que seu status e identidade são diferentes daqueles das pessoas comuns. É claro que as pessoas corruptas sem qualquer status também perdem o controle com frequência. A raiva delas é muitas vezes causada por dano a seus interesses privados. A fim de proteger o próprio status e dignidade, elas frequentemente descarregarão suas emoções e revelará sua natureza arrogante. O homem irromperá em raiva e descarregará suas emoções a fim de defender e sustentar a existência do pecado, e essas ações são as maneiras com que o homem expressa sua insatisfação; elas transbordam de impurezas, de esquemas e intrigas, da corrupção e da maldade do homem e, mais que qualquer outra coisa, elas transbordam das ambições e dos desejos selvagens do homem. Quando a justiça se confrontar com a malícia, a raiva do homem não irromperá em defesa da existência da justiça ou para sustentá-la; pelo contrário, quando as forças da justiça são ameaçadas, perseguidas e atacadas, a atitude do homem é de ignorar, se esquivar ou recuar para longe. Entretanto, ao enfrentar as forças do mal, a atitude do homem é a de acomodar-se, de comportar-se servilmente. Portanto, o descarregar do homem é um escape para as forças do mal, uma expressão da má conduta desenfreada e incontrolável do homem carnal. Quando Deus enviar a Sua ira, contudo, todas as forças do mal serão detidas, todos os pecados que lesaram o homem serão refreados, todas as forças hostis que obstruem a obra de Deus se tornarão aparentes, serão separadas e amaldiçoadas, enquanto todos os cúmplices de Satanás que se opõem a Deus serão punidos e erradicados. No lugar deles, a obra de Deus prosseguirá livre de quaisquer obstáculos, o plano de gerenciamento de Deus continuará a se desenvolver passo a passo de acordo com o cronograma e o povo escolhido de Deus será libertado da perturbação e do engano de Satanás, enquanto aqueles que seguem a Deus desfrutarão da liderança e da provisão de Deus entre ambientes tranquilos e pacíficos. A ira de Deus é uma salvaguarda, impedindo que todas as forças do mal se multipliquem e corram desenfreadas e é também uma salvaguarda que protege a existência e a propagação de todas as coisas que são justas e positivas e as guarda eternamente da supressão e da subversão” (‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne”). Depois de ler a palavra de Deus, eu entendi que a fim de proteger seus interesses pessoais e satisfazer seus desejos e ambições, as pessoas se irritam sem considerar a razão, o princípio e o alvo de sua raiva. São formas de irritabilidade e mostram um caráter corrupto, e isso enoja Deus. Mas se as pessoas conseguem ver as coisas e pessoas de acordo com a palavra de Deus, amam o que Deus ama, odeiam o que Ele odeia, detestam aqueles malfeitores perturbadores e anticristos para proteger o trabalho da igreja e os interesses dos escolhidos de Deus, isso é uma expressão de humanidade normal e uma manifestação do senso de justiça. Mesmo que, às vezes, você fale de modo duro ou rígido demais, contanto que tudo que diga se baseie na palavra de Deus, não contradiga os fatos, não for dar vazão à raiva pessoal e não estiver adulterado por seus motivos pessoais, então as pessoas se convencerão e verão a essência dos problemas com uma clareza maior e seus comentários alcançarão resultados positivos. Esse tipo de raiva é algo positivo e não é a expressão de um caráter corrupto. Perder o controle como resultado de um caráter corrupto é diferente. A raiva é contaminada por motivos pessoais e objetivos indizíveis. Algumas pessoas perdem o controle para proteger seu status e reputação, outras o perdem para fazer com que os outros as ouçam e ajam de acordo com seus desejos, e algumas o perdem porque seus interesses pessoais foram prejudicados. Tudo isso são formas de irritabilidade e de um caráter corrupto. Quando eu via problemas nos deveres das pessoas que atrasavam o progresso, minha raiva parecia ser motivada por um desejo de proteger o trabalho da igreja, mas, na verdade, eu me irritava porque as pessoas não estavam satisfazendo minhas exigências e eu era obrigada a fazer um esforço desnecessário. Eu usava isso como chance de dar vazão aos meus sentimentos de insatisfação, julgando e menosprezando as pessoas por dentro. Isso era claramente a irritabilidade que se manifestava.

Eu costumava encontrar esse tipo de situação no decurso regular dos meus deveres. No passado, minha natureza me dominava, mas eu não dava muita atenção. Como, então, eu devia agir se encontrasse essa situação no futuro? Em meus devocionais, li uma passagem da palavra de Deus. “Quando se trata de trabalho ou de resolver as coisas, no mínimo não viole os padrões da consciência e do bom senso; envolva-se e interaja com as pessoas — e lide com as coisas — de acordo com o senso de humanidade normal; naturalmente, o melhor é praticar de acordo com os princípios da verdade exigidos por Deus, isso satisfaz a Deus. Então, quais são os princípios da verdade exigidos por Deus? Que as pessoas entendam a fraqueza e a negatividade dos outros quando estes estão fracos e negativos, que as pessoas estejam atentas à dor e às dificuldades dos outros, e então investiguem essas coisas, e ofereçam ajuda e apoio, e leiam para eles as palavras de Deus para ajudá-los a resolver os problemas, para que deixem de ser fracos, e sejam trazidos para diante de Deus. Essa é uma forma de praticar que está de acordo com os princípios? Praticar assim está alinhado com os princípios. Naturalmente, relações desse tipo estão também alinhadas com os princípios. Quando as pessoas são deliberadamente intrometidas e perturbadoras, ou deliberadamente descuidadas e superficiais no cumprimento do seu dever, se você vê isso e é capaz de lidar com os assuntos de acordo com os princípios, e consegue apontar essas coisas para elas, e repreendê-las, e ajudá-las, isso está alinhado com os princípios da verdade. Se você fizer vista grossa, ou se for tolerante para com elas e encobri-las, e até chegar a lhes dizer coisas agradáveis, e elogiar e aplaudi-las, enganando-as com palavras falsas, então tais comportamentos, tais formas de interagir com as pessoas, de lidar com as questões, e de lidar com os problemas, estão claramente em desacordo com os princípios da verdade e não têm a menor base nas palavras de Deus — nesse caso, esses comportamentos e formas de interagir com as pessoas e de lidar com as questões são claramente ilegítimos” (Identificando falsos líderes). Depois de ler a palavra de Deus, eu entendi que a maneira mais racional de agir quando problemas emergem nos deveres dos outros é comungar a verdade e ajudar e apoiá-los. Se os outros estão causando atrasos no trabalho devido a um lapso momentâneo ou porque eles não entenderam os princípios, você deve comungar a verdade com eles com paciência, ao mesmo tempo em que comunga os princípios claramente para conscientizá-los dos problemas que existem e para dar-lhes uma senda. Algumas pessoas são sempre desleixadas em seu dever. Não conseguem suportar fardos, problemas continuam surgindo, e coisas que poderiam ser bem-feitas não são. Os mesmos problemas continuam aparecendo o tempo todo, impactando o trabalho ou até causando danos sérios. Então esse tipo de pessoa pode ser tratado, podado ou alertado. Se não mudar a despeito de repetidas admoestações, ela pode ser realocada ou dispensada. Mas não importa qual seja a situação, você deve sempre ver e lidar com os assuntos com base na palavra de Deus e nos princípios da verdade, não agir com irritabilidade ou com um caráter corrupto. Depois de ponderar essas coisas, meu coração se iluminou e eu encontrei uma senda de prática.

Depois disso, procurei a irmã Li para entender o que aconteceu com Wang Mei. Só então eu soube que Wang Mei tinha cumprido deveres em outras igrejas e só tinha sido transferida para a nossa igreja recentemente, por isso, a irmã Lei não estava familiarizada com ela. Ao investigar em outras igrejas, ela descobriu que Wang Mei sempre tinha sido desleixada, desonesta e escorregadia. As coisas que ela dizia pareciam ser boas superficialmente, mas ela não fazia o que dizia, ela carecia de humanidade e gostava de constranger pessoas, por isso acabou sendo dispensada de seu dever. Fiquei tão envergonhada quando descobri esse contexto. A irmã Li não tinha sido irresponsável como eu pensara. Foi só porque investigações precisaram ser feitas em outras igrejas que alguns erros ocorreram no processo e a verificação não tinha sido feito claramente. Eu não critiquei mais a irmã Li por causa disso e só lhe disse que devia usar esse problema como oportunidade para revisar esses erros e evitar que esse tipo de problema ocorresse de novo. Quando lidei com o problema dessa vez, isso não proveio de raiva nem da minha vontade, só da busca dos princípios da verdade. Ao praticar desse jeito, meu coração ficou em paz.

Essa experiência me mostrou que, não importa se isso acontece em seu dever ou em como você trata as pessoas, você não deve confiar em suas noções e imaginações nem em sua raiva. Tudo deve se basear nas palavras de Deus. Busque os princípios da verdade a partir das palavras de Deus e pratique e cumpra seus deveres de acordo com Suas exigências. Só isso é uma busca genuína da verdade e a senda para entrar na vida.

O alarme dos últimos dias já tocou e grandes desastres já começaram. Você quer dar as boas-vindas ao retorno do Senhor e ter a chance de receber a proteção de Deus com sua família?

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