Como meu dever se tornou transacional

04 de Fevereiro de 2022

Por Caina, China

Em abril de 2017, eu estava tendo pressão alta, por isso, a líder suspendeu meu dever para que eu pudesse descansar. Fiquei bem chateada e pensei: “Deus está prestes a encerrar Sua obra, é um tempo crucial para cumprir o meu dever e preparar boas ações. Sem um dever a cumprir, posso ter um bom destino e desfecho? Todos esses anos de trabalho e de pagar um preço terão sido em vão? Fechei minha clínica para cumprir meu dever em tempo integral e meu marido tentou, mas não conseguiu obstruir meu caminho de seguir a Deus. Agora sou divorciada, sem família. O PCCh está me seguindo e fica perguntando meus pais onde eu estou. Não posso nem visitá-los — nem sei para onde ir”. Uma irmã me acolheu. Ela comungou comigo sobre a vontade de Deus, dizendo que eu devia me submeter, mas eu a invejava quando a via sempre ocupada com seu dever. Eu não podia cumprir um dever porque não estava bem. Deus estava usando minha condição para tirar meu dever de mim, para me expor e eliminar? Esse pensamento me desanimou e estava infeliz e sem esperança. Equívocos e queixas contra Deus também emergiram: eu tinha desistido de tudo e sofrido tanto sem nunca reclamar. Como pude acabar impedida de cumprir meu dever? A partir de então, não consegui absorver as palavras de Deus e não soube o que dizer a Deus em oração. Perdi meu apetite e não conseguia dormir. Eu estava em tamanha escuridão que até pensei em procurar um emprego. Vendo-me assim, a irmã lidou comigo e disse: “Você não está lendo as palavras de Deus e até está pensando em ganhar dinheiro. É uma pessoa totalmente diferente. Não está buscando a verdade”. Foi muito difícil ouvir aquilo, e orei a Deus buscando: “Deus, não sei como experimentar isso e não sei qual é minha senda futura. Estou vivendo em escuridão e estou miserável. Por favor, esclarece-me e guia-me para conhecer a Tua vontade”.

Fiquei orando e buscando muito nos dias seguintes. Certa manhã, de repente, eu me lembrei de algo das palavras de Deus: “Você parece alguém que poderia receber bênçãos?” (‘Ter um caráter inalterado é estar em inimizade contra Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”). Rapidamente, liguei meu computador para encontrar aquelas passagens. Deus Todo-Poderoso diz: “Após vários milhares de anos de corrupção, o homem se tornou entorpecido e estúpido, um demônio que se opõe a Deus a ponto de a rebeldia do homem em relação a Deus ter sido documentada nos livros de História, e até o próprio homem é incapaz de oferecer um relato completo de sua conduta rebelde, pois ele vem sendo tão profundamente corrompido e desencaminhado por Satanás, que não sabe a que recorrer. Ainda hoje o homem trai Deus. Quando o homem vê Deus, ele O trai; quando não O vê, também O trai. Inclusive há aqueles que, tendo testemunhado as maldições de Deus e Sua ira, ainda assim O traem. Por isso, digo que o sentido do homem perdeu sua função original e que a consciência do homem também perdeu sua função original. O homem ao qual Me refiro é uma besta em traje humano, uma serpente venenosa, de quem, por mais digno de pena que tente parecer aos Meus olhos, nunca terei misericórdia, pois o homem não tem a menor noção da diferença entre preto e branco, da diferença entre o que é verdade e o que não é. O sentido do homem está bastante embotado e, mesmo assim, ele ainda deseja ganhar bênçãos. Sua humanidade é por demais ignóbil e, mesmo assim, ele ainda deseja possuir a soberania de um rei. De quem ele poderia ser rei, com um sentido assim? Como, com tal humanidade, ele poderia se sentar num trono? Realmente, o homem não tem vergonha! É um desgraçado presunçoso! Para aqueles de vocês que desejam ganhar bênçãos, sugiro que primeiro peguem um espelho e vejam seu reflexo repulsivo. Você tem o que é preciso para ser rei? Você parece alguém que poderia receber bênçãos? Não houve a mínima mudança em seu caráter e você não colocou nenhuma verdade em prática; mesmo assim, ainda deseja um amanhã maravilhoso. Você está se iludindo!” (‘Ter um caráter inalterado é estar em inimizade contra Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”). “As pessoas acreditam em Deus a fim de receber bênçãos — isso não é algo que está no coração de cada um? […] Sem essa motivação de receber bênçãos, como vocês se sentiriam? Com que atitude cumpririam seu dever? Se vocês se livrassem dessa motivação, ou se as próprias pessoas deixassem de querer isso e desistissem disso, muitas delas cumpririam seu dever sem energia e pensariam que é inútil acreditar em Deus. Seria como se sua alma fosse tirada delas. Essa coisa está na parte mais profunda de seu coração. Talvez, ao cumprirem seu dever ou viverem a vida de igreja, elas sintam que não são mais motivadas pelo recebimento de bênçãos em seu interior. Mas Deus não acredita nisso. As pessoas olham para sua superfície e acham que são boas e acreditam que mudaram. Acham que já passaram do estágio apaixonado para o estágio de buscar a verdade no cumprimento de seu dever, que já não dependem mais da paixão ou de um impulso momentâneo para cumpri-lo, mas que são capazes de buscar a verdade e de se esforçar para cumprir seu dever à altura do padrão ao cumpri-lo, e que estão constantemente purificando a si mesmas, de modo que virão a satisfazer a vontade de Deus e a ser aceitáveis como seres criados, e que também são capazes de se submeter um pouco. Mas quando surge algo que envolve diretamente o seu destino e fim, o rosto verdadeiro das pessoas é completamente revelado em como elas se comportam” (‘Seis indicadores de crescimento na vida’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). As palavras de julgamento de Deus me expuseram à luz do dia. Antes, eu sabia em teoria que a fé não podia ser só por bênçãos, mas eu não conhecia a mim mesma. Essa situação expôs minha motivação para obter bênçãos. Eu tinha desistido de tudo ao longo dos anos, fechei minha clínica e cumpri meu dever na igreja, sofrendo muito, acontecesse o que acontecesse. Pensei que, ao fazer todos esses sacrifícios na fé, certamente ganharia a aprovação e bênçãos de Deus e teria um bom destino, de modo que estava muito motivada em meu dever. Agora, não podia fazer meu dever por causa da minha saúde, e pensei que tinha perdido meu destino, e meus sonhos de bênçãos estavam destruídos. Estava deprimida demais para me mexer. Eu me arrependi de ter desistido de tudo e culpei Deus, argumentei com Ele e me opus a Ele. Tratei meus sacrifícios como capital para negociar com Deus, pensando que meu sofrimento e contribuições significavam que Deus me devia um bom destino e desfecho. Sem isso, eu reclamei e culpei Deus. Então o motivo de ser abençoada se escondia por trás da minha negatividade. Isso me lembrou das palavras de Deus: “O propósito da sua fé em Deus é usá-Lo para concretizar seus objetivos. Isso não é um fato adicional da sua ofensa contra o caráter de Deus?” (‘Como conhecer o Deus na terra’ em “A Palavra manifesta em carne”). O caráter de Deus transparece em Suas palavras. Essa perspectiva em minha fé estava fazendo uma transação com Deus, enganando-O, usando-O para ganhar minhas bênçãos desejadas. Isso ofende Seu caráter. As contribuições e sacrifícios de Paulo só serviam para exigir de Deus uma coroa de justiça. Isso ofendeu o caráter de Deus, e ele foi punido. Depois de ter feito alguns sacrifícios, exigi recompensas, coroas, aprovação e bênçãos, igual a ele. Quando não recebi o que esperava, eu entendi Deus errado e O culpei e até pensei em traí-Lo. Onde estavam minha razão e consciência? Alguém da laia de Satanás como eu sonhando com bênçãos é tão descarado! Se minha saúde não tivesse me impedido de cumprir meu dever, eu nunca teria reconhecido minha busca incorreta na minha fé, eu teria continuado em minha senda errada, e, no fim, teria acabado igual a Paulo. Isso me assustou um pouco e percebi que esse arranjo de Deus era Seu amor e salvação para mim! Eu me enchi de remorso e repreensão quando entendi a vontade de Deus e chorei quando orei: “Ó Deus! Sou tão grata por Tua salvação. Sem ser exposta desse jeito, eu teria me oposto a Ti e ido para o Inferno sem saber por quê. Deus, quero me arrepender diante de Ti e parar de buscar bênçãos. Eu só quero buscar a verdade, me livrar do meu caráter corrupto e viver uma semelhança humana”.

Orando, li mais das palavras de Deus depois disso: “Agora Me concentrarei em descrever para vocês como Pedro Me conheceu e qual foi seu desfecho final. […] Eu o submeti a incontáveis provações — provações, é claro, que o deixaram semimorto — mas em meio a essas centenas de provações, ele nunca perdeu a fé em Mim nem se decepcionou Comigo. Mesmo quando Eu disse que o tinha abandonado, ele não desanimou e continuou a Me amar de um jeito prático e de acordo com os princípios de prática do passado. Eu lhe disse que Eu não o elogiaria mesmo que Me amasse, que, no fim, Eu o lançaria nas mãos de Satanás. Mas em meio a essas provações, provações essas que não sobrevieram à sua carne, mas eram de palavras, ele ainda assim orou a Mim e disse: ‘Ó Deus! Entre o céu e a terra e todas as coisas, existe algum humano, alguma criatura ou alguma coisa que não esteja em Tuas mãos, nas mãos do Todo-Poderoso? Quando és misericordioso para comigo, meu coração se regozija grandemente com Tua misericórdia. Quando Tu me julgas, por mais indigno que eu possa ser, ganho um senso maior da insondabilidade dos Teus feitos, porque Tu és cheio de autoridade e sabedoria. Embora minha carne sofra adversidade, meu espírito é confortado. Como eu poderia não dar louvores à Tua sabedoria e Teus feitos? Mesmo que eu morresse depois de Te conhecer, como eu poderia não fazê-lo com alegria e felicidade? […]’” “Por causa de sua lealdade diante de Mim e porque Eu o abençoei, ele foi um exemplo e modelo para o homem por milhares de anos. Não é exatamente isso que vocês deveriam imitar?” (‘Capítulo 6’ das Palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”). Vi nas palavras de Deus que Pedro não foi constrangido por sina ou destino. Mesmo quando Deus disse que não aprovaria Pedro a despeito de seu amor e que no fim o entregaria a Satanás, Pedro buscou amar a Deus e se submeteu até a morte. Não havia nenhuma transação nem adulteração no amor de Pedro por Deus, mas eram verdadeiros amor e obediência. Encontrei uma senda de prática nas palavras de Deus e me tornei disposta a buscar amar Deus como Pedro, a trilhar a senda de buscar mudança de caráter. Não importa com Deus me trate, qualquer que seja meu destino e desfecho, eu me submeterei ao governo e aos arranjos de Deus e me despenderei por Ele. Não conseguia cumprir meu dever na igreja como antes, mas tinha desfrutado do sustento das palavras de Deus durante os últimos anos e tive algumas experiências, de modo que consegui anotar o que tinha aprendido da obra de Deus para dar testemunho Dele. Isso também é cumprir o dever de um ser criado. Comecei a me aquietar muito diante de Deus, ponderando sobre Suas palavras e escrevendo testemunhos experienciais. Eu me senti bem mais próxima de Deus e parei de me afligir com meu futuro e perspectivas. Eu me senti muito libertada. Depois de me recuperar um pouco, a tensão arterial praticamente normalizou, e voltei a cumprir meu dever na igreja.

Pensei que, depois dessa experiência, eu tinha ganho algum entendimento das minhas visões de crença em Deus e que não seria impedida por esperanças de bênçãos. Mas depois de um tempo, aquele desejo emergiu de novo.

Fui eleita como uma líder da igreja. Numa reunião, nossa líder pediu que checássemos a capacidade de cada líder de grupo de fazer trabalho prático e disse que nenhuma pessoa astuta ou que não conseguia aceitar a verdade podia ocupar essa posição. Pensei que deveria fazer isso logo, que usar a pessoa errada prejudicaria o trabalho da igreja e os irmãos. Eu não só poderia perder meu dever como líder, mas isso também seria uma transgressão, um ato maligno. Um mês depois, as mudanças necessárias tinham sido feitas, e eu estava muito feliz. Surpreendentemente, porém, nossa líder logo descobriu que uma das minhas escolhas era uma pessoa astuta. Aquilo realmente me perturbou. Senti que não tinha cumprido bem o meu dever e que tinha interrompido o trabalho da igreja. Pouco tempo depois, os irmãos relataram que outra das minhas escolhas era muito arrogante. Ele rejeitou sugestões sensatas de outros e os repreendeu e restringiu. Queriam que fosse demitido. Vendo surgir problema após problema, me senti paralisada. Eu estava péssima, e senti que tinha um entendimento superficial da verdade, que carecia da verdade-realidade. Se mais alguma coisa desse errado e impactasse o trabalho da igreja, isso seria um mal muito grande. Não seria o fim do meu futuro, da minha sina, do meu destino e do meu desfecho? Senti que deveria assumir um dever diferente imediatamente. Senti uma tontura certa manhã, e vi que minha pressão estava muito mais alta. Falei com nossa líder sobre isso, pensando que, já que meu problema de saúde tinha aparecido, seria ótimo se ela me designasse para outro dever. Então não teria tanta responsabilidade. Calmamente, disse à irmã que trabalhava comigo: “Estou disposta a desistir dessa posição se necessário, e farei qualquer dever depois disso”. Ela lidou comigo, dizendo que estava exibindo negatividade e que devia refletir sobre mim mesma. Eu não quis aceitar isso. Pensei que estava disposta a obedecer e cumprir o dever que podia. Em que isso era negativo? Então percebi que Deus tinha permitido que ela dissesse aquilo, então orei a Deus por Sua orientação para que eu pudesse conhecer meu estado verdadeiro.

Então li esta passagem das palavras de Deus: “Não importa como são provados, a fidelidade dos que têm Deus no coração permanece imutável; mas aqueles que não têm Deus no coração, quando a obra de Deus não é vantajosa para sua carne, mudam sua visão de Deus e até se afastam de Deus. Assim são os que não resistirão firmemente no final, que buscam somente as bênçãos de Deus e não têm desejo de se despender por Deus e se dedicar a Ele. Essas pessoas torpes serão expulsas quando a obra de Deus chegar ao fim e são indignas de qualquer compaixão. Os que não têm humanidade são incapazes de amar verdadeiramente a Deus. Quando o ambiente é protegido e seguro ou quando há lucros a serem feitos, eles são totalmente obedientes a Deus, mas quando o que desejam é ameaçado ou definitivamente recusado, eles imediatamente se revoltam. Podem de um dia para o outro se transformar de pessoas sorridentes e de ‘bom coração’ em assassinos repulsivos e ferozes, que subitamente tratam o benfeitor de ontem como inimigo mortal, sem mais nem menos. Se esses demônios não forem expulsos, esses demônios que matariam sem piscar os olhos, eles não se tornarão um perigo oculto?” (‘A obra de Deus e a prática do homem’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de julgamento de Deus foram como um soco no estômago. Eu não era exatamente o tipo de pessoa que Ele estava revelando? Eu era entusiasmada e trabalhava muito quando pensava que meu dever renderia bênçãos. Caso contrário, eu mostrava outro lado e não queria mais aquele dever. Só pensava em meu futuro e destino. Quando cometia erros, eu não refletia nem buscava a verdade à luz dos meus erros, compensando minhas falhas e buscando fazer bem, mas tinha medo de ter responsabilidade e de pôr em risco o meu futuro. Eu queria abandonar esse dever por outro com menos responsabilidade, usando minha pressão alta como desculpa. Por fora, eu parecia ser muito sensata, mas por trás disso se escondiam meus motivos desprezíveis. Eu era tão astuta!

Comecei a refletir sobre a raiz verdadeira de sempre buscar bênçãos em minha fé. Li isto nas palavras de Deus: “Todos os humanos corruptos vivem para si mesmos. Cada um por si e o diabo pega quem fica por último — esse é o resumo da natureza do homem. As pessoas creem em Deus por causa de si mesmas; abandonam coisas, despendem-se para Deus e são fiéis a Deus, mas ainda assim fazem todas essas coisas para si mesmas. Em suma, tudo é feito para o propósito de ganhar bênçãos para si mesmas. Na sociedade, tudo é feito pelo benefício pessoal; crer em Deus é algo que se faz apenas para ganhar bênçãos. É para ganhar bênçãos que as pessoas se desfazem de tudo e conseguem suportar muito sofrimento: tudo isso é evidência empírica da natureza corrupta do homem” (‘A diferença entre mudanças externas e mudanças no caráter’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Isso me ensinou que eu estava sempre pensando em mim mesma porque tinha sido corrompida por Satanás. “Cada um por si e o demônio pega quem fica por último” e “Não mexa um dedo sequer se não houver recompensa”, essas leis satânicas de sobrevivência tinham se tornado minha natureza, tornando-me mais egoísta, desprezível e egocêntrica. Eu pensava em ganho pessoal em tudo que fazia. Olhando para a minha senda na fé ao longo desses anos, meu ponto de partida para cumprir meu dever tinha sido ser abençoada, ser recompensada, para no fim entrar no reino dos céus. Meus anos de trabalho duro e sofrimento não tinham sido fazer o dever de um ser criado nem despender-me de verdade por Deus. Tinham sido usar Deus, enganá-Lo, fazer tratos com Ele. Não tinham sido amar e satisfazer a Deus. Como eu era uma pessoa de fé? Eu era uma incrédula. Deus me elevou para servir como líder da igreja para que eu pudesse praticar usar a verdade para resolver problemas, adquirir discernimento e percepção, mas eu não valorizei a chance. Não entrei com a verdade, mas só pensei em meu futuro e destino. Era uma senda contrária a Deus. Sabia que devia me arrepender e buscar a verdade, ou acabaria sendo destruída.

Li estas palavras de Deus em um dos meus devocionais: “O único motivo pelo qual o Deus encarnado Se faz carne são as necessidades do homem corrupto. É por causa das necessidades do homem, não de Deus, e todos os Seus sacrifícios e sofrimentos são em favor da humanidade, e não em benefício do Próprio Deus. Não existem prós e contras ou recompensas para Deus; Ele não colherá alguma colheita futura, exceto aquilo que Lhe é originalmente devido. Tudo o que Ele faz e sacrifica pela humanidade não é para que Ele possa ganhar grandes recompensas, mas simplesmente para o bem da humanidade” (‘A humanidade corrupta está mais necessitada da salvação do Deus encarnado’ em “A Palavra manifesta em carne”). O amor de Deus me comoveu profundamente quando refleti sobre isso. Deus, supremo, santo e honrável, Se tornou carne duas vezes para salvar a humanidade corrompida, sofrendo terrível dor e humilhação. O Senhor Jesus foi crucificado para redimir a humanidade, pagando o preço de Sua vida. Deus Todo-Poderoso Se tornou carne na China nos últimos dias, expressando verdades para purificar e salvar o homem, foi perseguido e blasfemado pelo PCCh e pelo mundo religioso. Ele sofre tudo para operar em nosso meio, para nos dar Suas palavras sem receber nada em troca, só para nos salvar da influência de Satanás. Deus paga preços tão altos para salvar a humanidade, sem jamais considerar Seu próprio ganho ou perda. Ele não exige nada de nós em troca disso. Não exige recompensa. Seu amor é altruísta e verdadeiro. A essência de Deus é tão linda e boa! Então, olhando para mim, Eu dizia que tinha fé e queria agradar a Deus, mas não era nem um pouco genuína com Ele. Eu erguia a bandeira de trabalhar para Ele só para fazer uma transação por bênçãos, usando e enganando a Deus. Vi como eu era egoísta, astuta, corrompida e vergonhosa eu era. Eu estava vivendo uma semelhança de Satanás. Uma pessoa como eu que resiste a Deus, da laia de Satanás, jamais ganharia a aprovação de Deus, independentemente de seu sacrifício. Também li isto nas palavras de Deus: “Como criatura de Deus, o homem deve procurar cumprir o dever de uma criatura de Deus e buscar amar a Deus sem fazer outras escolhas, pois Deus merece o amor do homem. Os homens que buscam amar a Deus não devem buscar quaisquer benefícios pessoais nem buscar aquilo que pessoalmente anseiam; este é o meio de busca mais correto” (‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”). Vi nas palavras de Deus que seres criados não devem ter fé por bênçãos. Buscar amar a Deus e cumprir corretamente nosso dever é a única vida com sentido. Fiz esta oração a Deus: “Deus, quero abandonar a senda do mal e me arrepender a Ti, parar de buscar bênçãos. Não importa meu destino final, Quero cumprir bem o meu dever para retribuir o Teu amor”. Depois de corrigir meu estado, minha pressão estabilizou.

Também assisti a algumas leituras das palavras de deus. “Não há correlação entre o dever do homem e se ele é abençoado ou amaldiçoado. O dever é o que o homem deve cumprir; é sua vocação providencial, e não deveria depender de recompensa, condições ou razões. Só então ele está fazendo o seu dever. Ser abençoado é quando alguém é aperfeiçoado e desfruta das bênçãos de Deus após experimentar julgamento. Ser amaldiçoado é quando o caráter de alguém não muda depois de ter experimentado castigo e julgamento, é quando não experimenta ser aperfeiçoado, mas, sim, punido. Mas, independentemente de ser abençoados ou amaldiçoados, os seres criados devem cumprir seu dever, fazer o que devem fazer e fazer o que são capazes de fazer; isso é o mínimo que uma pessoa, uma pessoa que busca a Deus, deveria fazer. Você não deve fazer o seu dever apenas para ser abençoado e não deve se recusar a agir por medo de ser amaldiçoado. Deixe-Me dizer-lhes uma coisa só: o desempenho do homem de seu dever é o que ele deve fazer e, se ele é incapaz de desempenhar seu dever, então isso é a sua rebeldia. É através do processo de fazer o seu dever que o homem é gradualmente mudado e é através desse processo que ele demonstra sua lealdade. Assim, quanto mais você for capaz de fazer o seu dever, mais verdade você receberá e mais real sua expressão se tornará” (‘A diferença entre o ministério de Deus encarnado e o dever do homem’ em “A Palavra manifesta em carne”). “Se podem ou não alcançar a salvação não depende de que dever as pessoas cumprem, mas se entenderam e ganharam a verdade e se podem ou não se submeter às orquestrações de Deus e ser um genuíno ser criado. Deus é justo, e esse é o princípio pelo qual Ele mede toda a humanidade. Esse princípio é imutável, e você precisa se lembrar disso. Não pense em encontrar alguma outra senda ou buscar algo irreal. Os padrões que Deus exige de todos que alcançam a salvação não mudam jamais; eles continuam os mesmos, seja quem for” (‘A atitude que o homem deve ter para com Deus’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Isso me ajudou a entender que nosso dever nada tem a ver com se somos abençoados ou amaldiçoados no fim. A chave para a salvação plena é se buscamos e ganhamos a verdade e se podemos mudar nossos caracteres. O tipo e o tempo do dever que cumpro são determinados por Deus, e meu desfecho e destino estão sujeitos ainda mais ao governo e aos arranjos de Deus. O que eu devo fazer é aceitar as orquestrações de Deus e cumprir meu dever com devoção. Percebi também que eu não tinha a verdade-realidade e que carecia de muito. Por isso, aquele dever estava expondo minhas falhas e deficiências. Buscar a verdade e entender esses princípios poderia melhorar minhas falhas e me ajudar a crescer na vida. Quando percebi isso, parei de me preocupar com meu futuro e destino e não quis mais mudar de dever. Trabalhei com firmeza, buscando a verdade para tratar dos problemas que surgiam, entendendo aos poucos alguns princípios e a cometer menos erros em meu dever. Seguir as palavras de Deus e não buscar bênçãos em meu dever foi realmente libertador. Tenho sido abençoada e guiada por Deus, com resultados cada vez melhores.

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