Uma maneira maravilhosa de viver

30 de Outubro de 2020

Por Xunqiu, Japão

Quando era pequena, meus pais me ensinaram a não ser franca com os outros e a nunca arrumar confusão. Essa era uma filosofia para a vida. Assim, ao conviver com os outros, sempre agia segundo filosofias de vida satânicas, como “Calar diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura” e “Nunca jogue os erros e as deficiências na cara das pessoas”. Sempre que via alguém fazer algo errado, eu não queria envergonhá-lo e tentava não expor suas deficiências. As pessoas sempre me elogiavam por ser compreensiva e atenciosa com os outros, e eu também achava que era o jeito certo de ser, que era o princípio mais básico para se dar bem com os outros. Após adquirir fé e experimentar o julgamento e castigo das palavras de Deus, percebi que, na verdade, isso não é ser uma boa pessoa, mas é agir de acordo com as filosofias de vida satânicas. Isso não ajuda ninguém e pode até machucar os outros. Minha perspectiva sobre as coisas mudou e as palavras de Deus me deram os princípios de conduta.

Quando fui eleita líder da igreja em agosto de 2019, fiquei muito grata a Deus pela oportunidade. Em silêncio, decidi assumir a responsabilidade desse dever. Depois de um tempo, percebi alguns problemas no trabalho dos irmãos e irmãs. Alguns, por exemplo, eram desleixados em seu dever, causando alguns problemas óbvios nos vídeos em que trabalhavam. Alguns não trabalhavam bem com outros, de modo que o trabalho de todos estava fora de sintonia, e a eficácia do trabalho sofria. Quando vi isso, pensei: “Eles estão revelando corrupção em seu dever. O trabalho da casa de Deus será seriamente impactado se eu não apontar isso. Preciso comunicar com eles e analisar isso para que entendam e mudem”. Mas então, pensei: “Se eu expuser os problemas de todos logo após assumir esse dever, o que pensarão de mim? Dirão que estou sendo rígida porque sou nova, que sou severa e é difícil conviver comigo? Isso não afastará todo mundo se eu passar essa impressão? Esqueça. Não direi nada por ora. Primeiro devo estabelecer uma boa relação com todos”. Assim, deixei passar todos esses problemas dos irmãos e irmãs, sempre com medo de envergonhá-los ou deixá-los numa situação difícil, o que afetaria nossa afinidade.

Certa vez, uma irmã me disse que o irmão Wang era muito teimoso em seu dever e não aceitava sugestões e que isso prejudicava o progresso do trabalho. Falei com alguns outros para ouvir a opinião deles, e todos disseram que o irmão Wang era arrogante, soberbo e condescendente, e a maioria das pessoas que trabalhava com ele se sentia constrangida. Quando ouvi isso, percebi que o irmão Wang tinha um problema bem sério, e não lidar com ele de imediato seria um desfavor para sua entrada na vida ou para o trabalho da casa de Deus. Eu deveria procurá-lo para comunicar e ajudá-lo a entender a seriedade do problema. Mas quando fui falar com ele, eu quis voltar atrás. Pensei: “Todos esses problemas citados pelos outros são os piores lados do irmão Wang. Se eu expuser cada problema, ele não achará que o estou rebaixando, como se não tivesse mérito nenhum? Isso não seria humilhante? Se ele achar que o estou atacando pessoalmente, não ficará ressentido comigo? Nós nos vemos o tempo todo, em reuniões, cumprindo nosso dever. Como conviveremos se as coisas ficarem estranhas entre nós?” Então pensei em como ele sempre dizia nas reuniões que tinha um caráter arrogante. Se eu só sugerisse tudo isso sem entrar em detalhes e não tocasse em nenhum ponto sensível, não seria tão vergonhoso para ele e as coisas não ficariam estranhas entre nós. Assim, em nossa comunhão, eu só toquei de leve no assunto, dizendo que ele era arrogante e condescendente com os outros. Ele me ouviu e admitiu que tinha esses problemas, que já estava ciente deles. Eu sabia que ele não tinha percebido a seriedade do problema, mas não insisti. Já que não tinha ganho nenhum entendimento real de si mesmo, ele continuou teimoso como sempre em seu dever, incapaz de trabalhar com outros e causando atrasos. Mais tarde, ele foi transferido. Assumiu outro dever, mas ainda dominado pelo seu caráter corrupto, também não foi muito eficaz nele. Certo dia, a supervisora dele me disse, irritada: “Você estava ciente dos problemas do irmão Wang? Se estava, por que não comunicou com ele? Ele causou um sério impacto sobre o progresso de nosso trabalho”. Aquelas palavras duras pareciam vir de Deus, repreendendo-me por meio dela por não praticar a verdade. Me senti mal, muito culpada. Se eu tivesse apontado seus problemas a tempo e ele tivesse refletido sobre eles, poderia ter feito seu dever corretamente. Em vez disso, ele não teve um entendimento real de sua natureza satânica, e falhou não só em seu dever anterior, como também não mudou após ser transferido. Ele ainda estava atrapalhando o trabalho da igreja, e eu, prejudicando os outros e atrasando o trabalho da casa de Deus. mas vi que só estava mantendo meu relacionamento com os outros para não envergonhá-los e passar uma impressão ruim para eles. Mas isso era ruim para a entrada na vida dos outros e para o trabalho da casa de Deus. Não era ter uma boa humanidade.

Mais tarde, li isto nas palavras de Deus: “Tem que haver um padrão para se ter boa humanidade. Não envolve tomar a senda da moderação, não aderir a princípios, se esforçar para não ofender ninguém, bajular em todo lugar para onde for, ser tranquilo e astuto com todos a quem encontrar e fazer com que todos se sintam bem. Esse não é o padrão. Então, qual é o padrão? Ele inclui tratar Deus, outras pessoas e eventos com um coração verdadeiro, ser capaz de assumir responsabilidade e fazer tudo isso de uma forma que seja evidente para todos verem e sentirem. Além disso, Deus sonda o coração das pessoas e as conhece, cada uma delas. Algumas pessoas sempre se gabam de possuir boa humanidade, alegando nunca terem feito nada de mau, roubado bens de outros ou cobiçado coisas de outras pessoas. Elas até chegam ao ponto de permitir que outros se beneficiem à sua própria custa quando há litígio por interesses, preferindo sofrer perda, e nunca dizem nada de mau sobre ninguém só para que todos os demais pensem que elas são boas pessoas. Contudo, ao cumprirem seus deveres na casa de Deus, elas são astutas e evasivas, sempre tramando para si mesmas. Elas nunca pensam nos interesses da casa de Deus, nunca tratam como urgentes as coisas que Deus trata como urgentes, nem pensam como Deus pensa e nunca conseguem colocar de lado seus próprios interesses com o intuito de cumprir seus deveres. Elas nunca renunciam aos seus próprios interesses. Até quando veem malfeitores cometendo o mal, elas não os expõem; elas não têm quaisquer princípios. Esse não é um exemplo de boa humanidade” (‘Dê seu real coração a Deus e você poderá obter a verdade’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus expõem os princípios de conduta. Uma pessoa realmente boa não segue a senda da moderação nem se cala diante dos problemas dos outros. Também não busca a harmonia, nem tenta manter uma afinidade perfeita com outros. O padrão para ser uma pessoa realmente boa é ter princípios e senso de justiça. Ela defende princípios sem medo de ofender as pessoas para proteger a casa de Deus quando seus interesses estão em jogo. Em minhas interações com irmãos e irmãs, só me concentrei em não envergonhar nem ofender ninguém, pensando que todos me aprovariam se eu mantivesse meus relacionamentos. Mas isso não estava alinhado com os princípios da verdade. Vi os outros agindo segundo sua corrupção e perturbando o trabalho da casa de Deus, mas, querendo proteger minha imagem, não protegi os interesses da igreja e fiz vista grossa. Deixei passar problemas que eu via claramente. No caso do irmão Wang, eu sabia que seus problemas tinham impactado gravemente o trabalho da casa de Deus. Mas temi que ele pensasse que eu o estava atacando pessoalmente e não aceitasse o que eu dissesse e se colocasse contra mim. Então, quando comuniquei com ele, só falei superficialmente, minimizando o problema. Como resultado, ele não levou seus problemas a sério. Na superfície, consegui manter minha boa imagem de um ser inofensivo, mas na verdade, eu estava prejudicando o trabalho da igreja e a entrada na vida de todos aqueles irmãos e irmãs. Vi que eu era apenas uma “pessoa boazinha”, alguém que agradava os outros, uma enganadora completa.

Depois disso, em meus devocionais, li isto nas palavras de Deus: “Alguns líderes de igreja, embora devessem, não repreendem irmãos ou irmãs a quem eles veem cumprindo o dever de forma descuidada e superficial. Quando eles veem algo que é claramente prejudicial aos interesses da casa de Deus, fazem vista grossa e não investigam para não causarem a menor ofensa a outros. O real propósito e objetivo deles é não mostrar consideração pelas fraquezas alheias — eles sabem muito bem o que pretendem: ‘Se eu continuar assim e não causar ofensa a ninguém, pensarão que sou um bom líder. Terão uma opinião boa e elevada de mim. Eles me favorecerão e gostarão de mim’. Não importa quanto dano seja feito aos interesses da casa de Deus e não importa quão grandemente o povo escolhido de Deus seja entravado em sua entrada na vida ou quão grandemente a vida da sua igreja seja perturbada, tais pessoas persistem em sua filosofia satânica de não causar ofensa. Nunca há um senso de autocensura no coração delas; no máximo, elas podem, de passagem, fazer menção casual a alguma questão, e acabou. Elas não comunicam a verdade nem apontam a essência dos problemas dos outros e muito menos dissecam os estados das pessoas. Elas não conduzem as pessoas a entrarem na verdade-realidade e nunca comunicam qual é a vontade de Deus, nem os erros que as pessoas frequentemente cometem, nem os tipos de caráter corrupto que as pessoas revelam. Elas não resolvem esses problemas práticos; em vez disso, são sempre complacentes com as fraquezas e a negatividade dos outros e até com seu descuido e apatia. Elas consistentemente deixam as ações e comportamentos dessas pessoas passarem sem ser rotulados pelo que são e, precisamente porque elas fazem isso, a maioria das pessoas vem a pensar: ‘Nosso líder é como uma mãe para nós. Ele tem até mais compreensão por nossas fraquezas do que Deus. Nossa estatura pode ser pequena demais para estar à altura das exigências de Deus, mas basta podermos estar à altura de nosso líder. Ele é um bom líder para nós. Se chegar um dia em que o Alto substitua nosso líder, deveremos fazer nossas vozes serem ouvidas e apresentar nossas diferentes opiniões e desejos. Devemos tentar negociar com o Alto’. Se as pessoas abrigam tais pensamentos — se elas têm esse tipo de relacionamento com seu líder e tal impressão dele e desenvolveram em seu coração tais sentimentos de dependência, admiração, respeito e adoração para com seu líder — como, então, o líder deve se sentir? Se, nessa questão, ele sentir autocensura, carregar um fardo no coração e se sentir em dívida com Deus, ele não deve então se fixar em seu status ou imagem no coração de outros. Ele deve testificar de Deus e exaltá-Lo para que Ele tenha um lugar no coração das pessoas e para que as pessoas reverenciem a Deus como grandioso. Somente então o seu coração ficará realmente em paz, e alguém que age assim é alguém que busca a verdade. Se, entretanto, esse não é o objetivo por trás das ações dele, e ele, em vez disso, usa esses métodos e técnicas para incitar as pessoas a se afastarem do caminho verdadeiro e abandonarem a verdade, chegando até a condescender com o cumprimento descuidado, superficial e irresponsável dos deveres das pessoas, com o objetivo de ocupar um certo lugar no coração das pessoas e ganhar a benevolência delas, isso não é uma tentativa de conquistar as pessoas? E isso não é uma coisa maligna e detestável? É abominável!” (‘Para líderes e obreiros, escolher uma senda é de extrema importância (1)’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus revelavam a essência e os motivos por trás das minhas ações. Como líder, eu só vinha contornando os problemas para manter boas relações com as pessoas. Eu não trazia seus problemas à luz, mas só protegia sua dignidade. Eu não tive um senso de urgência nem quando vi como o irmão Wang interrompia e prejudicava o trabalho da igreja. Em vez disso, eu só me preocupava com o que eu dizia, querendo manter minha posição entre as pessoas. Por fora, eu parecia ser mansa e inofensiva, mas isso era uma fachada que desencaminhava os irmãos. Eu usava bom comportamento e palavras agradáveis para conquistar as pessoas e elas gostassem de mim e me admirassem. Assim eu fortaleceria minha posição. Eu queria facilitar minha própria senda e fazia isso à custa dos interesses da casa de Deus. Violei os princípios da verdade e prejudiquei o trabalho da casa de Deus. Eu estava trilhando a senda dos anticristos. A esta altura, lembrei-me das palavras de Deus: “Você pode ser especialmente afável e devotado para com seus familiares, amigos, esposa (ou marido), filhos e filhas, e pais, e nunca se aproveitar dos outros, mas se você for incapaz de compatibilidade com Cristo, se você não for capaz de interagir em harmonia com Ele, então, até se você se doar inteiramente para socorrer o seu próximo ou se cuidar meticulosamente bem de seu pai, mãe e membros da família, ainda assim Eu diria que você é perverso, e além disso alguém cheio de truques ardilosos” (‘Aqueles que são incompatíveis com Cristo certamente são oponentes de Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”). A casa de Deus permitiu que eu agisse como líder para guiar os outros a praticar a verdade e cumprir seu dever, para defender o trabalho da casa de Deus, para comunicar sobre a verdade e resolver os problemas dos outros e assim eles entendessem sua corrupção e aprendessem a cumprir seu dever com princípios. Essa era minha responsabilidade. Mas não cumpri meu dever como Deus exige. Eu me concentrei em meus relacionamentos e em manter meu prestígio, o que acabou prejudicando o trabalho da casa de Deus e prejudicou a entrada na vida dos outros. Eu estava agindo do lado de Satanás. Vi que eu era exatamente o que Deus expôs em Suas palavras. Eu não só não era uma pessoa boa, era também evasiva, egoísta, desprezível e má. Se eu não me arrependesse e mudasse, eu me tornaria uma pedra de tropeço para a entrada na vida dos irmãos e irmãs. Finalmente entendi minhas regras de vida em minhas interações com os outros. Vi que “calar diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura” e “nunca jogue os erros e as deficiências na cara das pessoas” são venenos satânicos, não princípios para uma conduta genuína. Vim para diante de Deus em oração, disposta a me arrepender e corrigir minha busca equivocada.

Mais tarde, li isto nas palavras de Deus: “Se você quer ter um relacionamento normal com Deus, então seu coração precisa voltar-se para Ele. Com isso como fundamento, você também terá um relacionamento normal com outras pessoas. Se você não tiver um relacionamento normal com Deus, então não importa o que faça para manter seus relacionamentos com outras pessoas e quanto se empenhe no trabalho ou quanta energia empregue, tudo isso simplesmente pertencerá a uma filosofia humana para viver. Você está mantendo a sua posição entre as pessoas por meio de uma perspectiva humana e uma filosofia humana para que as pessoas o elogiem, mas não está seguindo a palavra de Deus para estabelecer relacionamentos normais com as pessoas. Se você não se concentrar nos seus relacionamentos com as pessoas, mas mantiver um relacionamento normal com Deus, se estiver disposto a entregar seu coração a Ele e aprender a obedecê-Lo, então naturalmente seus relacionamentos com todas as pessoas se tornarão normais. Dessa maneira, esses relacionamentos não são estabelecidos na carne, e sim no fundamento do amor de Deus. Quase não há interações carnais, mas no espírito há comunhão, amor mútuo, conforto mútuo e provisão de um para o outro. Isso tudo é feito sobre o fundamento de um coração que satisfaz a Deus. Esses relacionamentos não são mantidos confiando-se em uma filosofia humana para viver, mas são formados muito naturalmente por carregar um fardo por Deus. Não requer esforço humano. Você só precisa praticar de acordo com a palavra-princípio de Deus” (‘É muito importante estabelecer um relacionamento normal com Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me mostraram que relacionamentos interpessoais corretos não podem ser estabelecidos com filosofias de vida mundanas. Só nutrindo o espírito dos outros de acordo com as palavras de Deus beneficia a todos. Quando vi os outros cumprindo seu dever com uma corrupção que impactava seu trabalho, eu não deveria ter me concentrado em meu próprio status e imagem. Deveria ter aplicado as palavras de Deus ao problema para ajudá-los a entender seu caráter corrupto e ter comunicado sobre a vontade de Deus para que pudessem cumprir bem o seu dever. Deus teria aprovado isso. Nas reuniões, o irmão Wang conseguia entender a si mesmo à luz das palavras de Deus, o que significa que ele queria tratar seus problemas. Mas ele não entendia a raiz do problema e não odiava a si mesmo de verdade, de modo que ainda vivia em sua corrupção quando os problemas surgiam. Se eu tivesse usado as palavras de Deus para analisar a essência do problema para que ele pudesse encontrar nelas uma senda de prática, isso teria sido uma ajuda para ele. Percebendo isso, eu quis mudar minha busca equivocada e fazer as coisas de acordo com as exigências de Deus. Depois disso, fiz um resumo dos problemas do irmão Wang em seu dever e os listei um por um. Comuniquei com ele, dissecando seu comportamento e analisando a raiz do problema. Depois disso, ele não me odiou nem me evitou como pensei que faria, mas aceitou minha comunhão. Mais tarde, ele me enviou uma mensagem, dizendo: “Que bom que você discutiu isso comigo, caso contrário eu não teria percebido a seriedade do meu problema”. Fiquei comovida. Quando corrigi meus motivos e deixei de me concentrar no que os outros pensavam de mim, mas pratiquei as palavras de Deus e respeitei os princípios, pude oferecer apoio prático àqueles à minha volta. Também me senti em paz e à vontade.

Mais tarde, percebi uma irmã que procrastinava e era teimosa em seu dever, o que gerava muitos problemas. Ela via esses problemas e era muito negativa em relação a isso. Vi que esses problemas partiam de sua atitude em relação ao seu dever, então quis falar sobre isso. Mas então pensei: “Ela já está desanimada e desencorajada. Se eu falar sobre os problemas dela, não estarei jogando sal na ferida? Se ela ficar ainda mais negativa, as pessoas dirão que eu careço de humanidade, que sou implacável, e depois me excluirão”. Pensei que bastaria encontrar uma maneira de resolver os problemas no dever dela, assim não teria que mencionar seus problemas. Então percebi que, de novo, estava agindo de acordo com aquelas filosofias satânicas, e se eu não apontasse os problemas para essa irmã, ela não veria sua própria corrupção, e isso não a ajudaria. Orei a Deus e busquei as verdades nas quais deveria entrar nessa situação. Depois, li isto nas palavras de Deus: “Deus nunca é irresoluto nem hesitante em Suas ações; os princípios e propósitos por trás de Suas ações são todos claros e transparentes, puros e irrepreensíveis, absolutamente sem ardis ou esquemas neles entremeados. Em outras palavras, a substância de Deus não contém trevas nem mal” (‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne”). “Deus não abranda; Ele não é contaminado por ideias humanas. Para Ele, um é um e dois é dois; certo é certo e errado é errado. Não há ambiguidade” (‘Só ser verdadeiramente obediente é uma crença real’ em “Registros das falas de Cristo”). Isso mostra que Deus tem princípios em Suas palavras e ações, que Ele sabe do que gosta e desgosta. Deus aprova quando as pessoas fazem coisas positivas, mas quando elas vão contra a verdade e prejudicam os interesses de Sua casa, isso é algo que Ele odeia. Deus é totalmente claro em suas ações, não há ambiguidade nenhuma. Lembrei que, quando o Senhor Jesus foi crucificado, Pedro disse: “Tenha Deus compaixão de ti, Senhor; isso de modo nenhum te acontecerá” (Mateus 16:22). Mas o Senhor respondeu: “Para trás de Mim, Satanás” (Mateus 16:23). Quando Pedro disse isso, ele estava basicamente obstruindo a obra de Deus, e foi por isso que Deus identificou isso como sendo de Satanás. O Senhor Jesus não se conteve, sem temer magoar a autoestima de Pedro ou aborrecê-lo. Ele agiu com clara uma determinação com base nas ações de Pedro para que ele visse que a atitude de Deus era clara e conhecesse a natureza de suas ações. A atitude de Deus em relação às pessoas me mostrou os princípios de prática. Tolerância e paciência são necessárias com alguns problemas dos irmãos e irmãs, mas quando algo impacta seu dever ou prejudica o trabalho da casa de Deus, é preciso comunicar e aderir aos princípios da verdade. Eu não podia agradar as pessoas sem escolher um lado. Eu sabia que aquela irmã estava se sentindo negativa, mas, com os motivos certos, sem menosprezá-la ou repreendê-la imperiosamente, mas comunicando a ela de forma amorosa a verdade para analisar o problema dela, ela poderia entender sua corrupção. Então poderíamos buscar uma senda de prática e meu dever seria feito de acordo com a vontade de Deus. Mais tarde, eu a procurei para comunicar sobre os problemas dela e discutir suas perspectivas equivocadas. Também compartilhei minhas próprias experiências para orientá-la. No início, eu temia que esse tipo de comunhão fosse duro demais e que ela não conseguiria lidar com isso. Mas quando terminei, ela não ficou mais deprimida nem se colocou contra mim como eu tinha pensado, mas disse com sinceridade que, até então, ela não tinha entendido seus problemas e que aceitava ser tratada daquele jeito. Depois disso, sua atitude em seu dever melhorou e ela começou a buscar conscientemente os princípios da verdade. Fiquei muito feliz ao ver isso. Era tão bom praticar a verdade e cumprir meu dever de acordo com as exigências de Deus.

Em minhas interações com os outros, sempre tive medo de envergonhar as pessoas se fosse dura demais, assim mantinha meus relacionamentos com base em filosofias mundanas. Era um jeito desgastante de viver. Por meio dessas experiências e da orientação das palavras de Deus, aprendi o que é ser uma pessoa realmente boa. Experimentei também que é essencial defender os princípios da verdade e praticar as palavras de Deus com os outros. Esse é o princípio verdadeiro da boa conduta.

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