O que está me impedindo de seguir a Deus

20 de Janeiro de 2022

Por Chen Ming, China

Foi em dezembro de 2011, E os dois líderes da nossa igreja foram presos. Depois de ouvirem a notícia, meus irmãos e eu tivemos de lidar rapidamente com as consequências. Alguns dias depois, recebi uma carta que dizia que alguns irmãos de outras igrejas estavam sendo continuamente presos pela polícia e que havia uma pessoa suspeita na frente da minha casa, de modo que eu também poderia estar sob vigilância. A carta dizia que eu não deveria ir para casa, mas para um lugar seguro e lidar com o trabalho da igreja a partir de lá. Fiquei muito ansiosa após ler a carta. Pensei nas patrulhas que patrulhavam as ruas o tempo todo nos últimos dias, e também no monitoramento onipresente. Será que tinham descoberto que eu era diaconisa da igreja? Estavam vigiando minha casa para me prender? Pensei em todos os irmãos que tinham sido pegos, alguns espancados até ficarem aleijados, outros espancados até a morte. Naqueles dias, eu estava fazendo o trabalho da igreja, que sempre me obrigava a sair de casa. Se eu fosse seguida e presa pela polícia, o que eu faria? Quando mais pensava nisso, mais assustada ficava. Se eu realmente fosse espancada até a morte, como eu ganharia salvação e vida eterna? Era como se uma pedra enorme estivesse pesando no meu coração. Até tive dificuldades de respirar. Mais tarde, fui passar uns dias na casa de um parente. Meu marido me encontrou e disse: “Aqui também não é seguro. É melhor você se esconder na casa de uma amiga em outra província. A polícia sabe que você é diaconisa da igreja. Por que deixariam você escapar?”. Hesitei depois de ouvir meu marido, Especialmente porque os líderes da nossa igreja já tinham sido presos. Ainda havia muito trabalho urgente que devia ser feito, então, se eu fosse embora agora, não haveria ninguém para fazer o trabalho da igreja. No entanto, se eu não fosse embora e a polícia me prendesse, eu seria torturada até a morte ou acabaria aleijada. Então, decidi que era melhor ir e me esconder por uns dias e então voltar para continuar a cumprir o meu dever depois que as coisas se acalmassem. Por isso, abandonei meu dever e fui para a casa de uma amiga em outra província. Na verdade, foi nesse momento crucial que abandonei meu dever. Isso foi um ato de traição a Deus! Na época, porém, estava pensando apenas em minha própria segurança e não tive nenhuma fé. Também não tinha entendimento da natureza do que tinha feito.

Mais tarde, temendo que eu pudesse envolvê-la nisso, minha amiga arranjou uma casa dilapidada para mim fora de seu vilarejo. Estava tão dilapidada que a porta nem fechava, e não havia nada para comer nem água corrente. Confrontada com tal ambiente, fiquei muito infeliz. Foi então que comecei a refletir. Eu estivera certa ao abandonar meu dever para me esconder em outra província? Então vi estas palavras de Deus: “No momento, há alguns que não carregam nenhum fardo pela igreja. Essas pessoas são indolentes e descuidadas e se importam somente com a própria carne. Tais pessoas são extremamente egoístas e também são cegas. Se você não consegue ver esta questão com clareza, você não carregará nenhum fardo. Quanto mais atento você estiver à vontade de Deus, maior será o fardo que Ele confiará a você. Os egoístas não estão dispostos a sofrer tais coisas; não têm disposição de pagar o preço e, como resultado, perderão as oportunidades de serem aperfeiçoados por Deus. Não estão causando danos a si mesmos?” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Fique atento à vontade de Deus para alcançar a perfeição”). Ao ler as palavras de Deus, senti uma pontada no coração; vi que eu tinha sido o tipo de pessoa egoísta e vulgar exposta por Deus. Nossos líderes da igreja tinham sido presos, e era necessário lidar prontamente com as consequências. Naquele momento crucial, eu deveria ter confiado em Deus e continuado fazendo o trabalho da igreja, protegendo meus irmãos. No entanto, eu só tinha pensado em minha própria segurança e sido covarde, escondendo-me, abandonando o trabalho da igreja e não me importando com a vida dos meus irmãos. Isso era uma séria traição a Deus! Na época, lembrei-me de algumas linhas de um hino das palavras de Deus: “Abraão ofereceu Isaque — o que vocês ofereceram? Jó ofereceu tudo — o que vocês ofereceram? Tantas pessoas têm dado a vida, sacrificado a cabeça, derramado o sangue para buscar o caminho verdadeiro. Vocês pagaram esse preço?” (Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos, “O que vocês têm dedicado a Deus?”). O que eu tinha sacrificado por Deus? Abraão foi capaz de sacrificar seu filho para satisfazer a Deus; Jó tinha dado tudo para satisfazê-Lo. E eu? Com medo de ser presa e torturada até a morte, eu tinha fugido pela minha própria segurança. Eu não tinha sido igual a uma desertora, agarrando-me à vida em vez de encarar a morte? Como diz o ditado: “no final, os preparativos extensos compensam”. Como diaconisa da igreja, nutrida pela casa de Deus por muitos anos, nesse momento mais crucial, eu não tinha nem pensado naquilo que tinha sido confiado a mim nem em como manter o trabalho da igreja. Só tinha pensado em mim mesma, prezando minha própria existência e fugindo do perigo. Eu ainda era diga de ser chamada de humana? Eu tinha mordido a mão que me alimentava e era pior do que um animal!

Depois disso, li outra seção da palavra de Deus: “Não importa o que Deus peça de você, você só precisa trabalhar para isso com toda a sua força, e Eu espero que você seja capaz de vir para diante de Deus e de dar para Ele toda a sua devoção no fim. Enquanto puder ver o sorriso gratificado de Deus sentado em Seu trono, mesmo que esse momento seja a hora determinada da sua morte, você deve ser capaz de rir e sorrir ao fechar seus olhos. Você deve, durante seu tempo na terra, cumprir seu dever final para Deus. No passado, Pedro foi crucificado de cabeça para baixo em nome de Deus; mas, no fim, você deve satisfazer a Deus e esgotar toda a sua energia para o bem Dele. O que um ser criado pode fazer em prol de Deus? Portanto, você deve se entregar a Deus o mais cedo e não o mais tarde possível, para que Ele possa dispor de você como Ele desejar. Contanto que isso deixe Deus feliz e satisfeito, permita que Ele faça o que quiser com você. Que direito os homens têm de falar palavras de queixa?” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Interpretações dos mistérios das palavras de Deus para todo o universo, Capítulo 41”). Essas palavras de Deus me encorajaram muito e também senti culpa. Pensei em como Pedro tinha escapado da prisão e como o Senhor Jesus tinha lhe aparecido e dito que Ele seria crucificado de novo por causa dele. As palavras do Senhor levaram Pedro a entender: “O Senhor Jesus já foi crucificado uma vez para redimir a humanidade, não posso permitir que Ele seja crucificado de novo. Ele entregou Sua vida por nossa causa; dessa vez, eu devo entregar a minha vida por Ele”. Então Pedro voltou para a prisão sem hesitar e, no fim, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo por causa de Deus. Pedro foi capaz de entregar sua vida por Deus, e quanto a mim? Confrontada com um ambiente um pouco perigoso, eu tinha abandonado minha comissão e fugido para um lugar distante. Como eu podia alegar que possuía um pingo de consciência? Eu tinha seguido a Deus por tantos anos e tinha recebido tantas das Suas palavras, mas eu tinha traído a Deus num momento crucial. Eu não era apta a viver diante de Deus. Eu me ajoelhei e me arrependi em oração diante de Deus, dizendo: “Deus! Cometi um erro. Abandonei meu dever pelo bem da minha própria segurança. Tenho sido tão egoísta e vulgar! Não quero mais considerar meus próprios interesses. Quero aprender com Pedro e completar o que Tu me confiaste a fazer, mesmo que isso signifique a morte”. Depois disso, voltei para a igreja. Quando uma das irmãs me viu, ela disse: “Hoje recebemos os sermões mais recentes de Deus. Eu não sabia com quem falar para enviá-los para os nossos irmãos. Eu estava começando a ficar ansiosa, quando você voltou”. Ao ouvi-la dizer isso, fiquei tão feliz por ter voltado a tempo. Eu não tinha causado muitas perdas ao trabalho da igreja. Rapidamente, discuti com a irmã os arranjos para um pessoal apropriado para enviá-los aos irmãos em tempo oportuno. A partir de então, não fui mais tão covarde quanto tinha sido ao cumprir o meu dever.

Depois de passar por aquele ambiente, pensei que tinha ganhado alguma fé, mas, para a minha surpresa, encontrei outra situação e fui exposta novamente. Um dia, minha colega, a irmã Zhou, me disse: “Várias casas em que o dinheiro da igreja está sendo guardado estão em perigo”. Então ela me deu a tarefa de transferir o dinheiro para um lugar mais seguro. Pensando nas viaturas patrulhando por toda parte, fiquei com medo, temendo que as casas poderiam estar sendo vigiadas pela polícia. E se me seguissem e me prendessem enquanto transferia o dinheiro da igreja? Não pude deixar de pensar: “Sou diaconisa da igreja; se me pegarem, certamente serei torturada. E então minhas chances de sair viva serão nulas. E então, como poderei alcançar salvação e entrar no reino dos céus?”. Fiquei remoendo isso e só queria me esconder. Senti que cumprir esse dever seria perigoso demais. Justo naquele momento, lembrei-me da minha experiência anterior. Por ter sido egoísta e vulgar demais, agindo só em nome da minha própria segurança, eu quase tinha atrasado o trabalho da casa de Deus. Eu me adverti que não deveria seguir a mesma senda de fracasso. Em vez disso, eu confiaria em Deus e completaria esse dever importante. Pensando assim, eu me senti menos ansiosa. Na época, perguntei-me muitas vezes: “Por que, num momento tão crítico, sempre tenho tanto medo de ser presa e torturada até a morte?”. Mais tarde, li esta seção das palavras de Deus: “Começando hoje, Eu permitirei que todas as pessoas comecem a Me conhecer — o único Deus verdadeiro, que criou tudo, que veio para o meio dos humanos e foi rejeitado e caluniado por eles, que controla e arranja tudo em sua totalidade; o Rei que está no controle do reino, o Próprio Deus que gerencia o cosmo; e, mais ainda; o Deus que controla a vida e a morte dos humanos e que segura a chave do Hades. Eu farei com que todos os humanos (adultos e crianças, tenham eles espíritos ou não, sejam eles tolos ou tenham eles deficiências ou não etc.) Me conheçam. Eu não dispensarei ninguém dessa tarefa; é a obra mais severa, uma tarefa que Eu preparei bem e que está sendo executada, começando neste exato momento. O que Eu digo será feito. Abra seus olhos espirituais, abandone as suas noções individuais e reconheça que Eu sou o único Deus verdadeiro que administra o universo! Não estou oculto para ninguém e executo Meus decretos administrativos em todos” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Declarações de Cristo no princípio, Capítulo 72”). Ao ler essas palavras de Deus, fiquei muito envergonhada. Deus Todo-Poderoso detém a soberania sobre todo o universo e controla o destino da humanidade; a vida e a morte das pessoas estão em Suas mãos e tudo está sujeito aos Seus arranjos. Ainda assim, eu não tinha nenhum entendimento da onipotência e soberania de Deus. Ao cumprir o meu dever, eu só tinha pensado em minha própria vida. Eu tivera muito medo de cair nas mãos da polícia e de ser torturada até a morte. Eu não possuía nem um pouco de fé genuína em Deus. Eu era de estatura demasiadamente baixa. Eu era uma pessoa que medrosamente se agarrava à vida, que sempre queria fugir diante de um dever perigoso. Se eu realmente fosse presa e torturada, eu certamente trairia a Deus, tornando-me assim um judas, e, no fim, seria mandada para o Inferno como punição. Essa percepção me deixou com muito medo.

Mais tarde, deparei-me com outra seção das palavras de Deus: “Quando as pessoas estão preparadas para sacrificar a própria vida, tudo se torna insignificante e ninguém consegue vencê-las. O que poderia ser mais importante que a vida? Assim, Satanás se torna incapaz de fazer algo mais nas pessoas, não há nada que ele possa fazer com o homem. Embora, na definição da ‘carne’, se diga que a carne é corrompida por Satanás, se as pessoas verdadeiramente se entregarem, e não forem guiadas por Satanás, então ninguém consegue vencê-las” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Interpretações dos mistérios das palavras de Deus para todo o universo, Capítulo 36”). Essas palavras de Deus me ajudaram a reconhecer que meu calcanhar de Aquiles sempre tinha sido meu medo da morte. Satanás usava a fraqueza da minha carne para me atacar, levando-me a trair a Deus, o que levaria à minha destruição juntamente com Satanás. Satanás é absolutamente desprezível e maligno! Minha vida e morte estão sob a soberania de Deus e são determinadas por Ele. Não importa quão selvagem Satanás seja, sem a permissão de Deus, ele não ousaria fazer nada contra mim. Devo entregar minha vida e morte a Deus e me submeter às Suas orquestrações; mesmo se eu fosse torturada até a morte pelo PCCh, eu ainda precisava dar testemunho de Deus e glorificá-Lo. Foi então que me ajoelhei e orei a Deus, dizendo: “Deus, estou disposta a entregar minha vida a Ti e permitir que Tu orquestres se eu viva ou morra. Por favor, inspeciona meu coração”.

Naquele momento, lembrei-me de outras palavras que Deus tinha professado: “Como membros da raça humana e cristãos devotos, é responsabilidade e obrigação de todos nós oferecer nossa mente e nosso corpo para a realização da comissão de Deus, pois todo o nosso ser veio de Deus e existe graças à Sua soberania. Se a nossa mente e o nosso corpo não servirem à comissão de Deus e à causa justa da humanidade, então nossa alma se sentirá indigna daqueles que foram martirizados pela comissão de Deus e mais indigna ainda de Deus, que nos proveu de todas as coisas” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Deus preside o destino de toda a humanidade”). As palavras de Deus evidenciam que quando um ser criado morre para completar as tarefas confiadas por Deus isso é a coisa mais significativa. Pensando nos discípulos e apóstolos que seguiram o Senhor Jesus na época, muitos foram martirizados enquanto espalhavam o evangelho, mas sua morte é lembrada por Deus. Podem estar mortos na carne, mas seu espírito continua vivo. Se nos tornamos um judas e traímos a Deus porque temos medo da morte e então Ele nos pune e nós morremos, isso é um tipo real de morte; iremos para o Inferno. E isso é sofrimento eterno. O Senhor Jesus disse: “Pois, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á” (Mateus 16:25). Nesse ambiente difícil, no qual o PCCh está aleatoriamente oprimindo e prendendo as pessoas, Deus viu minha atitude; Ele estava olhando se eu arriscaria a morte para satisfazê-Lo e dar testemunho diante de Satanás. Se eu abandonar meu dever e trair a Deus porque tenho medo de morrer, então já sou uma mulher morta-viva. Ao perceber isso, orei a Deus, proclamando que eu estava disposta a trair a carne e confiar Nele para cumprir o meu dever. Enquanto estava transferindo o dinheiro da igreja, cantei em silêncio um hino das palavras de Deus: “Você é um ser criado — você deveria, é claro, adorar Deus e buscar uma vida com significado. Já que você é um ser humano, você deveria se despender por Deus e aguentar todo o sofrimento! Você deveria aceitar o pequeno sofrimento a que é submetido hoje com alegria e certeza e viver uma vida significativa, como Jó e Pedro. Vocês são pessoas que buscam o caminho correto, aquelas que buscam melhoria. Vocês são as pessoas que se levantam na nação do grande dragão vermelho, aqueles a quem Deus chama de justos. Não é essa a vida mais significativa?” (Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos, “A vida mais significativa”). Quanto mais cantava esse hino, mais eu o apreciava. Como ser criado, ser capaz de cumprir seu dever é a coisa mais valiosa. Esse jeito de viver é uma vida significativa. É elogiada por Deus. Então deixei de me sentir covarde e medrosa e fui capaz de transferir o dinheiro da igreja sem contratempos. No fundo, eu me sentia agora completamente calma e confortada. Depois disso, com a orientação de Deus, transferi seguramente os bens e os livros de Sua casa em várias ocasiões.

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