O salário do disfarce e encobrimento

01 de Agosto de 2022

Por Lilieth, Honduras

Em outubro de 2018, aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso nos últimos dias. Seis meses depois, fui eleita diaconisa de rega em minha igreja. Quando assumi esse dever, tive muitas dificuldades, mas, após oração e comunhão com meus irmãos e irmãs, passei a dominar aos poucos alguns princípios e alcancei alguns resultados em meu dever. Em meu tempo livre, eu também praticava a redação de testemunhos experienciais, refletia frequentemente sobre mim mesma e me sentia muito realizada todos os dias.

Um dia, em janeiro deste ano, meu líder me disse: “Você tem feito algum progresso na entrada na vida, por isso gostaríamos de escolhê-la para ser pregadora. Você gostaria de fazer isso?”. Um pouco nervosa, eu disse: “Eu darei o melhor de mim.” O líder disse: “Os testemunhos experienciais que você escreveu são muito bons. Só irmãos e irmãs com alguma entrada na vida podem servir como pregadores. Então podem realmente resolver os problemas e as dificuldades de seus irmãos e irmãs.” Ouvir isso do líder me deixou muito feliz. Era como se ele realmente me valorizasse e me apreciasse, portanto, eu não poderia decepcionar ninguém e quis mostrar a eles que conseguiria fazer bem esse trabalho. Depois disso, o líder me fez responsável pelo trabalho de várias igrejas e me ensinou muitos princípios. O escopo do trabalho era maior e também havia muitas tarefas pelas quais eu era responsável, por isso eu estava estressada e temia que não conseguiria dar conta. Vi que alguns irmãos e irmãs que cumpriam um dever igual ao meu estavam familiarizados com o trabalho, mas eu era nova nesse dever e não sabia como fazê-lo. Eu queria expressar minhas dificuldades, mas então me lembrei dos elogios do meu líder. Eu fiquei preocupada e pensei: se ele soubesse que eu não sei como fazer esse trabalho, o que ele pensaria de mim? Ele acharia que eu não consigo fazê-lo e que escolher-me foi um erro? Além disso, agora eu era pregadora. Se eu não estivesse familiarizada nem com o trabalho, como eu poderia ajudar e apoiar os líderes de igreja? Pensar nisso me deixou bastante estressada, mas eu estava envergonhada demais para compartilhar minha dificuldade com o líder.

Uma vez, nosso líder superior discutiu o trabalho conosco, e eu vi que a irmã Silvia e o irmão Ricardo eram muito ativos respondendo às perguntas do líder e também sabiam como fazer cada aspecto do trabalho. Quando o líder me perguntou: “Você tem alguma dificuldade?” eu pensei: “Todos cumprimos o mesmo dever. Se eu disser sim, o que o líder pensará de mim? Achará que eu não tenho capacidade de trabalhar?”. Então eu menti e disse que não estava tendo nenhum problema. Mais tarde, sempre que o líder nos encontrava, eu falava pouco e quando falava, sempre pensava primeiro em como responder para impedir que os outros soubessem que havia muitas coisas que eu não entendia e assim me menosprezassem. Dessa forma, fiquei me encobrindo e disfarçando. Eu me sentia muito constrangida e me tornei cada vez mais passiva em meu dever. Eu até queria sair do grupo e deixar de ir às reuniões. Ainda assim, eu não quis me abrir aos meus irmãos e irmãs sobre meu estado. Só queria mostrar meu lado bom aos outros. Um dia, marquei um encontro com dois líderes de igreja para me informar sobre o estado do trabalho na igreja. Quando os encontrei, um deles disse entusiasmado: “É ótimo tê-la no controle do nosso trabalho! Eu gosto de me reunir com você e a admiro sempre que ouço sua comunhão. Espero poder ser igual a você no futuro.” O outro líder disse: “Nós nos sentimos bem cumprindo nosso dever com você. Sua comunhão sempre nos traz luz.” Na época, eu quis dizer a eles que não deveriam me ter em tão alta estima, que eu também tinha dificuldades em meu dever e que ficava negativa sob pressão. Mas então, pensei: “Se eu lhes contar a verdade, eles ainda me terão em alta estima no futuro? Ainda me consultarão quando tiverem perguntas?”. Travei uma luta interna e, no fim, não contei a verdade.

Em outra ocasião, tive uma reunião com vários líderes de igreja e diáconos. Eles disseram que não conseguiam fazer alguns trabalhos e estavam tendo dificuldades. Eu os confortei: “Não se preocupem, todos nós somos novos em nossos deveres. Entenderemos as coisas ao passo que aprendermos.” Na superfície, não havia nada de errado com aquilo que eu disse. Na verdade, porém, eu também não conseguia fazer o trabalho. Eu temia que eles vissem minha estatura real, por isso não ousei falar honestamente e só lhes dei um pouco de encorajamento, que não resolveu o problema deles. Por continuar encobrindo a mim mesma e disfarçando, eu não conseguia sentir a orientação do Espírito Santo e me sentia emocionalmente esgotada. Eu pensava com frequência: “Por que não posso fazer trabalho de igreja como todos os outros?”. Eu sabia que deveria buscar com meu líder para resolver minhas dificuldades, mas eu temia que ele pensaria que eu não era apta se falasse sobre elas. Pensei: “Recebi esse dever porque o líder disse que eu tinha entrada na vida, portanto, ele deve pensar que sou uma pessoa com calibre bom que busca a verdade. Se ele souber que existem tantas coisas que eu não entendo e que eu não consigo fazer trabalho de igreja, certamente pensará que foi um erro escolher-me como pregadora.” Ao pensar isso, fiquei com ainda mais medo de falar. Meu estado só foi piorando, e eu vivia em escuridão e sofrimento. Orei a Deus: “Deus Todo-Poderoso, não sei como vivenciar esse ambiente. Peço que Tu me conduzas e guies.”

Uma vez, numa reunião, nosso líder superior perguntou sobre nossa experiência durante esse período. Os outros se abriram sobre sua corrupção e deficiências em seus deveres, e eu encontrei a coragem de falar sobre meu próprio estado. O líder usou sua experiência para me ajudar e disse: “Como líderes e obreiros, vocês não precisam entender tudo para cumprir bem o seu dever. Essa é uma ideia errada. Somos apenas pessoas comuns, por isso é normal que não entendamos e não enxerguemos através de algumas coisas. Mas se quisermos ser sabichões e não lidarmos corretamente com nossas deficiências, e se, a fim de manter nosso status e imagem, usarmos máscaras para nos disfarçar e enganar os outros e nunca permitirmos que os outros vejam nossa estatura verdadeira, viver desse jeito será doloroso.” Então o líder me enviou algumas das palavras de Deus. “Como ser alguém que é comum e normal? Como podem as pessoas, como diz Deus, assumir o lugar correto de um ser criado, como podem não tentar ser sobre-humano, ou alguma grande figura? […] Em primeiro lugar, não permita que seu próprio título o prenda. Não diga: ‘Sou o líder, sou o chefe da equipe, sou o supervisor, ninguém conhece esse negócio melhor do que eu, ninguém entende as habilidades melhor do que eu’. Não fique preso a seu título conferido a si mesmo. Assim que o fizer, isso atará as suas mãos e pés, e o que disser e fizer será afetado; o seu pensamento e julgamento normais também serão afetados. Você deve se libertar dos grilhões desse status; primeiro desça dessa posição oficial que você imagina ter e se coloque no lugar de uma pessoa comum; se o fizer, a sua atitude se tornará normal. Deve também admitir e dizer: ‘Não sei como fazer isso e também não entendo aquilo — terei de fazer alguma pesquisa e estudo’, ou ‘nunca experimentei isso, por isso não sei o que fazer’. Quando for capaz de dizer o que está realmente pensando e de falar honestamente, você possuirá senso normal. Outros conhecerão o seu eu verdadeiro e assim terão uma visão normal de você, e você não terá de fazer uma encenação nem haverá grande pressão sobre você, e assim poderá se comunicar com as pessoas normalmente. Viver assim é livre e fácil; qualquer pessoa que considere a vida cansativa causou isso pessoalmente. Não finja nem apresente uma fachada; primeiro, abra-se sobre o que está pensando no seu coração, sobre os seus verdadeiros pensamentos, para que todos estejam cientes deles e os entendam. Como resultado, as suas preocupações e as barreiras e suspeitas entre você e os outros serão todas eliminadas. Você também é tolhido por outra coisa. Você sempre se considera o chefe da equipe, um líder, um obreiro ou alguém com um título e status: se disser que não entende algo ou que não pode fazer algo, você não está denegrindo a si mesmo? Quando você deixa de lado esses grilhões no seu coração, quando deixa de pensar em si mesmo como um líder ou um obreiro, e quando deixa de pensar que é melhor do que as outras pessoas e sente que é uma pessoa comum que é igual a todos os outros, que existem algumas áreas em que é inferior aos outros — quando comunga a verdade e assuntos relacionados a o trabalho com essa atitude, o efeito é diferente, e a vibração também é diferente. Se, no seu coração, você sempre tiver receios, se sempre se sentir estressado e tolhido, e se quiser se livrar dessas coisas, mas não conseguir, então você poderá ser eficaz ao fazê-lo, orando seriamente a Deus, refletindo sobre si mesmo, vendo as suas falhas, esforçando-se a alcançar a verdade e pondo a verdade em prática. Faça o que fizer, não fale nem aja a partir de uma certa posição ou usando um certo título; primeiro ponha tudo isso de lado e se coloque no lugar de uma pessoa comum” (‘Valorizar as palavras de Deus é o fundamento da crença em Deus’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). “Se, em seu coração, você tiver clareza sobre que tipo de pessoa você é, qual é a sua essência, quais são os seus fracassos e as suas manifestações de corrupção, você deve comungar abertamente com outras pessoas, para que elas possam ver qual é o seu verdadeiro estado, quais são os seus pensamentos e opiniões, para que elas saibam que conhecimento você tem dessas coisas. Não importa o que faça, não finja nem apresente uma fachada, não esconda a sua própria corrupção e falhas dos outros para que ninguém saiba delas; esse tipo de comportamento falso significa que há um impedimento no seu coração, e é também um caráter corrupto e pode impedir as pessoas de se arrependerem e mudarem. Você deve orar a Deus, e expor as coisas falsas à reflexão e dissecção, como os elogios dos outros a você, a glória que eles derramam sobre você e as coroas que lhe dão, você deve ver o dano que essas coisas lhe fazem — e ao fazê-lo, você conhecerá a sua própria medida, alcançará autoconhecimento e deixará de se ver como super-humano ou alguma grande figura. Uma vez que tenha tal autoconhecimento, torna-se fácil para você aceitar a verdade, aceitar as palavras de Deus e o que Deus exige do homem no seu coração, aceitar a sua salvação pelo Criador, ser firmemente uma pessoa comum com os pés no chão, estabelecer uma relação normal entre você — um ser criado, e Deus — o Criador. Isso é precisamente o que Deus exige das pessoas, bem como algo que é totalmente alcançável para elas” (‘Valorizar as palavras de Deus é o fundamento da crença em Deus’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Depois de ler a palavra de Deus, comecei a refletir sobre meu estado naquela época. Quando o líder disse que eu era uma pregadora porque eu tinha entrada na vida, eu me tornei orgulhosa e complacente. Achava que era porque eu buscava a verdade e era capaz de trabalhar que eu havia sido selecionada para um trabalho tão importante. Mas quando comecei a cumprir esse dever, vi que eu não entendia muito do trabalho. Eu não entendia alguns princípios e senti muita pressão, por isso me sentia negativa com frequência. Mas eu não me abri sobre meu estado real e enganei meu líder, dizendo que eu não tinha problemas, pois temia que ele pensaria que eu não era qualificada. Quando os líderes de igreja e diáconos me elogiaram e até me viram como um bom exemplo, embora eu soubesse que devia me abrir sobre minha corrupção e deficiências e mostrar a eles minha estatura verdadeira para que parassem de me admirar, eu temi que eles deixassem de me ter em alta estima se soubessem dos fatos. Por isso fiquei em silêncio. E até quando os líderes e diáconos me fizeram algumas perguntas que eu não sabia resolver, eu não me abri e não discuti as coisas com eles. Fingi entender o que eu não entendia e respondi com palavras superficiais. Vez após vez, eu me disfarcei e passei uma impressão errada, e tudo isso só porque estava presa ao título de “pregadora”. Eu achava que, como pregadora, meu entendimento e conhecimento deveriam ser mais elevados do que os dos outros, eu não deveria ter deficiências e não deveria ser negativa nem fraca. Achava que era o único jeito de os outros me admirarem e aprovarem. A fim de manter meu status e imagem, coloquei uma máscara para me encobrir e me disfarcei como irrepreensível. Mesmo quando me sentia atormentada, negativa e fraca, a fim de manter o título de “pregadora”, eu preferia chorar em segredo e sozinha a abrir meu coração e pedir ajuda. Esse título era difícil e cansativo demais para suportar. Quando a igreja fez de mim uma pregadora, ela estava me dando uma chance de praticar e me permitindo buscar e entender mais verdade em meu dever. Mas eu não segui a senda certa. Eu usei essa chance para buscar fama e status. Isso não era contrário à vontade de Deus? Deus não quer que busquemos ser super-homens ou pessoas importantes. Deus quer que permaneçamos no lugar de seres criados e sejamos pessoas comuns e normais, que busquemos a verdade com os pés no chão, encaremos honestamente as nossas deficiências e que nos abramos com nossos irmãos e irmãs e busquemos ajuda quando não entendermos algo. Esse é o raciocínio que devemos possuir. Tive uma sensação maior de liberdade depois de entender a vontade de Deus.

Mais tarde, li alguns testemunhos experienciais escritos por alguns irmãos e irmãs que citavam palavras de Deus relevantes para o meu estado. Deus Todo-Poderoso diz: “Independentemente do contexto, não importa que dever está cumprindo, o anticristo tentará passar a impressão de que não é fraco, que é sempre forte, cheio de confiança, nunca negativo. Ele nunca revela sua estatura verdadeira ou sua atitude real em relação a Deus. De fato, nas profundezas do seu coração, ele realmente acredita que não há nada que não possa fazer? Ele realmente acredita que não tem fraqueza, negatividade ou efusões de corrupção? De forma alguma. Ele é bom em fingir, é hábil em esconder coisas. Ele gosta de mostrar às pessoas seu lado forte e honrável; não quer que vejam seu lado fraco e verdadeiro. Seu propósito é óbvio: é simplesmente manter as aparências, para proteger o lugar que tem no coração das pessoas. Ele acredita que, se ele se abrir na frente dos outros sobre a própria negatividade e fraqueza, se revelar seu lado rebelde e corrupto, isso será um dano sério a seu status e sua reputação — não vale o esforço. Por isso, ele prefere manter sua fraqueza, sua rebeldia e sua negatividade estritamente em segredo. E se vier o dia em que todos virem o lado dele que é fraco e rebelde, quando virem que ele é corrupto e que não mudou coisa nenhuma, ele ainda continuará fingindo. Ele acredita que, se admitir que tem um caráter corrupto, que é uma pessoa comum, alguém que é pequeno e insignificante, ele perderá seu lugar no coração das pessoas, perderá a veneração e a adoração de todos e, assim, terá fracassado completamente. E então, não importa o que aconteça, ele simplesmente não se abrirá para as pessoas; não importa o que aconteça, ele não entregará seu poder e status a nenhuma outra pessoa; em vez disso, ele se esforça ao máximo para competir, e nunca desistirá” (‘Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 10)’ em “Expondo os anticristos”). Em outra passagem, Deus revelou a natureza e as consequências da busca por status das pessoas. As palavras de Deus dizem: “Você está sempre buscando grandeza, nobreza e status; sempre busca exaltação. Como Deus Se sente quando vê isso? Ele detesta e não quer considerar isso. Quanto mais você busca coisas como grandeza, nobreza, ser superior aos outros, distinto, proeminente e digno de nota, mais Deus acha você repugnante. Se você não refletir sobre si mesmo e não se arrepender, Deus o desprezará e abandonará. Assegure-se de que você não seja alguém que Deus considera repugnante; seja uma pessoa que Deus ama. Como, então, pode-se alcançar o amor de Deus? Recebendo-se a verdade obedientemente, permanecendo-se na posição de um ser criado, agindo-se pela palavra de Deus com os pés no chão, tentando-se ser uma pessoa honesta e vivendo-se a semelhança de um ser humano. Isso basta, Deus estará satisfeito. As pessoas devem assegurar-se de não ter ambição nem de entreter sonhos vãos, não buscar fama, ganhos, status ou destacar-se da multidão. Ademais, não devem tentar ser uma pessoa de grandeza ou super-humana, que é superior entre os homens e faz com que os outros a adorem. Esse é o desejo da humanidade corrupta e é a senda de Satanás; Deus não salva tais pessoas. Se as pessoas incessantemente buscam fama, ganhos e status e se recusam a se arrepender, não há cura para elas e só existe um desfecho para elas: ser eliminadas” (‘O cumprimento adequado dos deveres exige cooperação harmoniosa’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Eu contemplei a palavra de Deus e vi que anticristos são hipócritas que sempre se encobrem e se camuflam. Eles nunca dizem a verdade, nunca permitem que os outros vejam suas fraquezas, e se disfarçam como pessoas que entendem a verdade e não têm falhas. Tudo para ganhar o elogio e a admiração dos outros, para que todos os sigam e adorem. A natureza deles é especialmente arrogante e maligna. Refleti sobre meu comportamento e vi que eu era igual a um anticristo. Eu sempre fingia saber tudo. Eu queria que os outros me admirassem, achassem que eu tinha calibre bom e conseguia resolver qualquer problema, para que houvesse um lugar para mim no coração deles, e eles me cercassem e me adorassem. Eu era arrogante e insensata. Eu não estava competindo com Deus por posição? Tudo que eu pensava e fazia era totalmente em oposição a Deus. Especialmente quando vi estas palavras de Deus: “Se as pessoas incessantemente buscam fama, ganhos e status e se recusam a se arrepender, não há cura para elas e só existe um desfecho para elas: ser eliminadas.” eu sabia que Deus estava me alertando. Se eu continuasse na senda de buscar status e fama, eu certamente seria detestada e rejeitada por Deus e acabaria sendo expulsa. Orei a Deus para dizer que eu desejava me arrepender, que não queria perder minha chance de ser salva e que estava disposta a buscar ser uma pessoa pura e honesta.

No dia seguinte, meu líder pediu que eu preparasse um documento para uma reunião. Ele mencionou várias coisas que deveriam ser comungadas na reunião e perguntou se eu tinha entendido. Na verdade, eu estava um pouco confusa na época, mas temia que ele pensasse que eu tinha calibre pobre e não dava conta nem de um documento, por isso menti e disse que entendia. Mas quando comecei a prepará-lo, eu não soube como organizá-lo. Eu fiquei muito nervosa, minhas mãos suavam e eu não soube o que fazer, então orei a Deus: “Deus Todo-Poderoso, eu fui profundamente corrompida por Satanás. Ainda estou condicionada a status e reputação. Não consigo renunciar à carne e ser honesta. Por favor, guia-me a encontrar um caminho para praticar.”

Na palavra de Deus, eu li: “Algumas pessoas são promovidas e nutridas pela igreja e isso é algo bom, é uma boa chance de ser treinado. Pode-se dizer que elas foram elevadas e agraciadas por Deus. Como, então, elas deveriam cumprir seu dever? O primeiro princípio que deveriam seguir é entender a verdade. Quando não entendem a verdade, elas devem buscar a verdade, e se elas ainda não entenderem depois de buscarem, elas podem encontrar alguém que entenda a verdade para comungar e com quem buscar, o que tornará a resolução do problema mais rápida e oportuna. Se você se concentrar apenas em passar mais tempo lendo as palavras de Deus sozinho e em passar mais tempo ponderando essas palavras, a fim de alcançar entendimento da verdade e resolver o problema, isso é lento demais; como diz o ditado, ‘a água distante não saciará uma sede urgente’. Se, quando se trata da verdade, você deseja progredir rapidamente, então deve aprender a trabalhar em harmonia com os outros, a fazer mais perguntas e a fazer mais busca. Só então a sua vida crescerá rapidamente e você será capaz de resolver os problemas em tempo oportuno, sem qualquer atraso em qualquer dos dois. Visto que você acabou de ser promovido e ainda está em período de teste, e não compreende realmente a verdade nem possui a realidade da verdade — porque ainda lhe falta essa estatura — não pensa que a sua promoção significa que você possui a realidade da verdade; não é o caso. É apenas porque você tem um senso de fardo em relação ao trabalho e possui o calibre de um líder que você é selecionado para a promoção e nutrição. Você deveria ter esse senso. Se, depois de ser promovido e aproveitado, você ocupa a posição de líder ou obreiro e acredita que tem a realidade da verdade e que é alguém que busca a verdade — e se, independentemente dos problemas que os irmãos e irmãs têm, você finge que entende e que é espiritual — então essa é uma maneira estúpida de ser, e é aos fariseus hipócritas. Você deve falar e agir verdadeiramente. Quando não entende, você pode perguntar aos outros ou buscar respostas e comunhão com o alto — não há nada de vergonhoso em nada disso. Mesmo que não pergunte, o alto conhecerá a sua estatura verdadeira e saberá que a realidade da verdade está ausente em você. Buscar e comungar é o que você deveria estar fazendo; esse é o senso que deveria ser encontrado na humanidade normal e é o princípio que deveria ser seguido por líderes e obreiros. Não é algo do qual você deve se envergonhar” (Identificando falsos líderes (5)). Depois de ler as palavras de Deus, entendi que a igreja me promoveu como pregadora para me dar uma chance de praticar e para que eu pudesse aprender a fazer o trabalho em meu dever. Isso não significava que eu era melhor do que os outros, mais importante do que os outros ou que eu sabia de tudo. Eu tinha acabado de começar esse dever, portanto, era perfeitamente normal que houvesse muito trabalho que eu não sabia fazer e princípios que eu não entendia. Além disso, o fato de eu saber escrever testemunhos experienciais só significava que eu tinha alguma experiência e entendimento superficial da palavra de Deus, não que eu entendia a verdade e possuía as realidades da verdade. Eu devia tratar minhas deficiências e falhas corretamente, e quando não entendesse as coisas, eu devia me abrir e comungar com os irmãos e irmãs. Não havia nada de vergonhoso nisso. Vergonhoso era fingir que eu entendia quando não entendia, O que fez com que muitos problemas não fossem resolvidos a tempo, atrasando o trabalho da igreja. Também perdi repetidas vezes a chance de buscar a verdade e vivi em negatividade. Eu fui tão tola! Eu não podia continuar assim, Eu tinha de corrigir minhas intenções, me abrir, buscar e comungar com meus irmãos e irmãs e cumprir bem o meu dever.

Mais tarde, perguntei ao líder como organizar o documento da reunião e ele comungou pacientemente comigo. Peguei o jeito e logo o documento estava preparado. A reunião foi muito eficaz e eu me senti relaxada e à vontade. Agora, ao cumprir meu dever, ainda encontro muitos problemas e dificuldades, mas posso orar e confiar em Deus e, muitas vezes, busco a ajuda dos meus irmãos e irmãs. Durante as reuniões, eu também me abro sobre mim mesma com meus irmãos e irmãs e mostro a eles minha corrupção e deficiências. Ao fazer isso, sinto-me segura e à vontade. Graças a Deus!

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