Para que serviu todo esse sofrimento?

27 de Setembro de 2022

Por Xi’en, Itália

Depois de me converter, vi que muitos líderes eram capazes de suportar muita adversidade. Eles continuavam trabalhando e cumprindo seu dever mesmo que chovesse, e os irmãos os admiravam. Eu os admirava muito e esperava tornar-me alguém que conseguisse sofrer e pagar um preço igual a eles e ganhar a admiração dos outros. Por isso, era muito entusiasmada em minha busca. Mais tarde, fui eleita líder de igreja. Eu estava muito ocupada com meu dever todos os dias, e os outros me elogiavam por lidar tão bem com adversidades, mesmo sendo tão jovem, e diziam que eu era alguém que buscava a verdade. Eu me animava sempre que ouvia algo assim e sentia que tudo valia a pena. Mais tarde, o escopo das minhas responsabilidades e minha carga de trabalho aumentaram. Vi que algumas das irmãs com que eu trabalhava conseguiam sofrer e pagar um preço. Elas sempre ficavam acordadas até tarde e, às vezes, iam a reuniões de barriga vazia, sem tempo para comer. Suas anfitriãs as elogiavam por terem um fardo e serem capazes de suportar adversidade. Achei que, se os irmãos gostavam de pessoas assim, Deus certamente também gostava, então comecei a cumprir meu dever até tarde. Mas, depois de um tempo, meu corpo não suportou mais e eu ficava com sono quando passava da meia-noite. Mas quando via as irmãs trabalhando, eu tinha vergonha de ir para a cama, temendo que diriam que eu me concentrava na carne e não tinha um fardo no meu dever. Então me obrigava a continuar, mas eu não escapava da sonolência constante e não conseguia fazer muita coisa. A despeito disso, eu não ia dormir. Em silêncio, eu me encorajava a continuar, pensando que não devia me concentrar na carne e ser menosprezada pelos outros. Às vezes, após ficar acordada até tarde, eu tinha que levantar cedo para uma reunião e, sonolenta, saía de bicicleta e passava a reunião com sono. Eu queria cochilar depois do almoço, mas temia que os outros diriam que eu estava me mimando fisicamente. Todos os dias, eu me forçava a ficar acordada até tarde. Um dia, a caminho de uma reunião, eu estava tão sonolenta e atordoada que caí numa vala com a bicicleta, o que me despertou na hora. Ao empurrar a bicicleta ao longo da estrada, perguntei-me o que tinha acontecido comigo. Em minha introspecção, percebi que, desde que havia sido eleita líder, eu só tinha pensado em ganhar a admiração por meio da minha capacidade de sofrer, temendo que as pessoas diriam que eu me concentrava na carne e cobiçava conforto. Como resultado, eu carecia de rotina e nem descansava adequadamente.

Um dia, li algumas das palavras de Deus que expõem os fariseus e me comparei com isso. As palavras de Deus dizem: “Vocês sabem quem é realmente um fariseu? Existem fariseus ao seu redor? Por que essas pessoas são chamadas de ‘fariseus’? Como um fariseu é descrito? São pessoas que são hipócritas, completamente falsas e encenam tudo que fazem. Que tipo de encenação elas fazem? Elas fingem ser boas, gentis e positivas. É isso que essas pessoas são de fato? De forma alguma. Dado que são hipócritas, tudo que é manifestado e revelado nelas é falso; é tudo fingimento — não é a sua face verdadeira. Onde se esconde seu rosto verdadeiro? Ele se esconde no fundo do seu coração para jamais ser visto por outros. Tudo o que está do lado de fora é uma encenação, é tudo falso, mas só podem enganar pessoas; não podem enganar a Deus. Se as pessoas não buscam a verdade, se elas não praticam nem experimentam as palavras de Deus, então não podem realmente compreender a verdade e, assim, independentemente de quão agradáveis soem suas palavras, essas palavras não são a realidade de verdade, mas palavras de doutrina. Algumas pessoas só se concentram em papaguear palavras de doutrina, imitam qualquer um que pregue os sermões mais elevados, com o resultado de que, em apenas poucos anos, seu recital de doutrinas fica ainda mais elevado, e elas são veneradas e admiradas por muitas pessoas; depois disso, começam a se camuflar e a dar muita atenção ao que dizem e fazem, mostrando-se especialmente piedosas e espirituais. Elas usam essas assim chamadas teorias espirituais para se camuflar. Só falam sobre isso onde quer que vão, coisas ilusórias que se encaixam nas noções das pessoas, mas que não têm nenhuma realidade da verdade. E por meio da pregação dessas coisas — coisas que estão alinhadas com as noções e os gostos das pessoas — elas enganam muita gente. Para os outros, essas pessoas parecem muito devotas e humildes, mas, na verdade, isso é falso; elas parecem tolerantes, pacientes e amorosas, mas, na verdade, é fingimento; elas dizem que amam a Deus, mas, na verdade, é uma encenação. Outros acham que essas pessoas são santas, mas, na verdade, são falsas. Onde pode ser encontrada uma pessoa verdadeiramente santa? A santidade humana é toda falsa. Tudo é fingimento, falsa aparência. Por fora, elas parecem leais a Deus, mas na verdade estão só representando para os outros verem. Quando ninguém está olhando, elas não são nem um pouco leais e tudo o que fazem é superficial. Aparentemente, elas se despendem por Deus e abriram mão da família e da carreira. Mas o que estão fazendo em segredo? Estão desenvolvendo sua própria empresa e administrando sua própria operação na igreja, lucrando da igreja e roubando ofertas secretamente sob o disfarce de trabalhar para Deus… Essas pessoas são os fariseus hipócritas modernos” (A Palavra, vol. 2: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Seis indicadores de crescimento da vida”). O que as palavras de Deus revelam foi pungente e difícil para mim. Eu estava agindo igual aos fariseus. Eles fingiam por meio de comportamentos superficiais, oravam nas esquinas e pregavam as palavras de Deus para que as pessoas achassem que eles eram devotos e amavam a Deus. Mas, em particular, eles não praticavam as palavras de Deus. Só agiam daquele jeito pela aparência, para ganhar admiração. Eu era igual. Eu estava concentrada num bom comportamento superficial para que os irmãos pensassem bem de mim. Quando vi outros sofrendo e pagando um preço em seu dever e sendo elogiados por todos, busquei ser esse tipo de pessoa. Quando fui escolhida como líder e vi as outras irmãs trabalhando até tarde, eu me obriguei a ficar acordada até tarde para não ficar para trás. Continuei por mais sonolenta que estivesse. Não ousei tirar um cochilo normal em meu esforço de me apresentar como alguém que suportava adversidade. Eu estava me disfarçando a cada passo, tentando ganhar a admiração dos irmãos por parecer estar fazendo coisas boas. Sofrer e me despender desse jeito era fingimento, enganação. Eu estava trilhando a senda dos fariseus — como isso poderia não enojar a Deus? Depois disso, ajustei meus horários de trabalho e descanso e ia dormir normalmente depois de terminar o trabalho do dia. Eu me senti muito mais relaxada quando fiz isso.

Um ano depois, vim para o exterior. Vi que algumas das irmãs com as quais eu morava conseguiam suportar adversidade em seu dever e trabalhavam até tarde todas as noites. Às vezes, eu queria dormir cedo depois de terminar o trabalho, mas temia que elas pensariam que eu desejava conforto. Além disso, eu era uma líder, assim, o que elas pensariam se eu fosse dormir antes das outras? Diriam que eu não suportava sofrimento e não tinha um fardo em meu dever. Pensando desse jeito, comecei a fingir novamente e ficava acordada até tarde com elas. Mas eu ficava sonolenta e caía no sono depois de uma da manhã. Elas me disseram que eu devia ir dormir mais cedo, mas eu me forçava a despertar e dizer: “Estou bem. Eu consigo. Vou dormir daqui a pouco”. Mas então acabava atordoada novamente. Às vezes, eu não dava conta do meu sono, deitava a cabeça na mesa e cochilava um pouco, mas não me sentia em paz com isso. Estava preocupada com o que as outras diriam sobre mim, então voltava a trabalhar. Para fazer de conta que eu suportava um fardo, às vezes eu enviava uma mensagem para o grupo quando já era muito tarde para que todos soubesse até quando eu ficava acordada, que eu cumpria meu dever à noite. Eu queria comprar alguns suplementos nutricionais por causa de alguns problemas de saúde, mas tinha medo do que os outros diriam. Achariam que eu valorizava demais a carne? Por isso, não os comprei. Um dia, numa reunião, descobri que uma irmã não estava num estado bom e precisava de comunhão e apoio. Mas já que ela estava num país com fuso horário diferente e eu já estava no meio da noite, eu pensei que comungaria com ela no dia seguinte. Mas então pensei que comungar com ela de noite passaria a impressão de que eu carregava um fardo pela entrada na vida dos irmãos. Então liguei para essa irmã e só encerrei a comunhão por volta das duas da manhã. Ela me disse: “Está tarde para você, você deve dormir. É ruim para a saúde sempre ficar acordado até tarde”. Fiquei satisfeita ao ouvi-la dizer isso. Eu estava fisicamente desconfortável, mas não era em vão, pois eu a levara a pensar que eu tinha um fardo e senso de responsabilidade. Depois disso, comecei a ter muitos probleminhas de saúde, e um médico me disse que isso se devia à falta de sono de longo prazo. Eu ignorei isso e continuei fazendo a mesma coisa. Uma líder superior sempre me lembrava de que não devia ficar acordada até tarde, que o trabalho não se atrasa se eu dormir cedo e acordar cedo. Pensei que, se eu fosse dormir cedo, os outros pensariam que eu, como líder, não suportava tanta adversidade quanto os outros, então ainda me admirariam? Eu não levei as palavras da líder a sério. Uma irmã viu que eu não estava bem e disse: “Sua mente deve estar sobrecarregada. Ter tantos problemas para resolver e todo esse estresse está impactando sua saúde. Como líder, você tem tantas preocupações”. Fiquei muito satisfeita comigo mesma quando ela disse isso. Senti que o preço que pagava e o sofrimento que suportava valiam a aprovação dos outros. Mais tarde, li uma passagem das palavras de Deus que me deu algum entendimento da senda errada em que eu estava. As palavras de Deus dizem: “Os anticristos nunca agem de acordo com os princípios da verdade, nunca praticam a verdade — o que é a manifestação mais escancarada de um anticristo. Além de status e prestígio e de ser abençoados e recompensados, a única coisa que eles buscam é o prazer dos confortos da carne e dos benefícios do status; e esse sendo o caso, eles naturalmente causam perturbações. Esses fatos mostram que aquilo que eles buscam, seu comportamento e o que se manifesta neles não é amado por Deus. E estes não são, de forma alguma, jeitos de agir e comportamentos de pessoas que buscam a verdade. Por exemplo, alguns anticristos que são como Paulo têm a determinação de sofrer quando cumprem seu dever, conseguem ficar acordados a noite toda e não comer nada quando fazem seu trabalho, conseguem conquistar necessidades físicas, conseguem superar doença e desconforto. E qual é o seu objetivo quando fazem tudo isso? É mostrar a todos que eles são capazes de renunciar a si mesmos — de abnegar a si mesmos — quando se trata da comissão de Deus; que, para eles, só existe dever. Eles mostram tudo isso na frente de outras pessoas, eles se exibem, não descansam quando deveriam, e até estendem deliberadamente seu horário de trabalho, levantando cedo e dormindo tarde. E quanto à eficiência de trabalho e a eficácia de seu dever quando os anticristos labutam dessa forma desde cedo até tarde? Essas coisas estão fora do escopo das considerações deles. Seu único desejo é fazer tudo isso na frente dos outros, para que outras pessoas os vejam sofrer e vejam como eles se despendem por Deus sem pensar em si mesmos. Se o dever que eles cumprem e o trabalho que fazem são executados de acordo com os princípios da verdade, eles não pensam nisso nem um pouco. Tudo em que pensam é se seu comportamento bom no exterior foi visto por todos, se todos estão cientes dele, se eles causaram uma impressão em todos, e se essa impressão provocará admiração e aprovação neles, se essas pessoas os aprovarão quando forem embora e os elogiarão, dizendo: ‘Ele realmente consegue suportar adversidade, seu espírito de persistência e sua perseverança extraordinária estão fora do alcance de qualquer um de nós. Esse é alguém que busca a verdade, que é capaz de sofrer e suportar um fardo pesado, ele é um pilar da casa de Deus’. Quando ouvem isso, os anticristos ficam satisfeitos. Em seu coração, pensam: ‘Fui tão inteligente ao fingir desse jeito, fui tão esperto ao fazer isso! Eu sabia que todos só olhariam o lado externo, as pessoas são assim. Eu sabia que, se agisse dessa forma, isso ganharia a aprovação das pessoas, isso as levaria a me aprovar, isso as levaria a me admirar no fundo do seu coração, as faria olhar para mim de modo favorável e que ninguém me menosprezaria nunca mais. E se vier o dia em que o Alto descobrir que eu não tenho feito trabalho real e me substituir, sem dúvida alguma haverá muitas pessoas que me defenderão, que clamarão por mim e me urgirão a ficar e falarão em minha defesa’. Em segredo, eles têm orgulho de seu comportamento falso — e esse orgulho não revela também a natureza e a essência de um anticristo? E qual é essa essência? (Perversidade.) Correto — essa é a essência da perversidade” (A Palavra, vol. 3: Expondo os anticristos, “Item Nove: Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 10)”). As palavras de Deus expõem a essência de um anticristo como terrivelmente maligna. Ele recorre a qualquer tática para fingir e apresentar uma fachada falsa para alcançar o objetivo horrível de controlar os outros e ser admirado. Por exemplo, ele procrastina em seus deveres, fica acordado até tarde e se levanta cedo para fingir que ele é devoto a Deus. Labuta até tarde e deixa de comer e beber, negligencia suas necessidades físicas nos deveres para que as pessoas o admirem e adorem. Ele acaba trazendo as pessoas para diante dele. Deus odeia e condena esse tipo de comportamento. Eu me senti horrível e desconfortável quando me comparei com as palavras de Deus. Eu estava agindo igual a um anticristo. Eu queria que os outros vissem que eu suportava adversidade, que não me mimava e tinha um fardo no meu trabalho e queria que eles me admirassem por ser uma boa líder, então fiz um esforço grande me exibir em meus horários de trabalho, descanso e refeições. Não descansava como devia e ficava acordada até tarde mesmo quando meu dever não exigia isso. Fiquei fazendo isso mesmo com problemas de saúde. Eu temia que os outros dissessem que eu me importava demais com a carne e tivessem uma impressão ruim de mim, por isso não cuidei das necessidades físicas normais nem comprei os suplementos que precisava. Eu estava me estabelecendo pelo meu comportamento, sofrimento e preço que pagava, para que os outros achassem que eu buscava a verdade, que eu era diligente e devota em meu dever e uma boa líder, para que me respeitassem mais. Todos os meus esforços estavam manchados de fingimento e enganação. Eu estava passando uma impressão boa, enganando os outros com uma imagem falsa. Eu não queria continuar agindo assim, então orei a Deus, pronta para me arrepender e mudar.

Mais tarde fiquei pensando — por que eu estava tão concentrada em passar a impressão de que eu suportava adversidade? Percebi que eu estava abrigando uma perspectiva equivocada. Eu sempre achei que ser capaz de sofrer e pagar um preço, parecer fazer coisas boas, era praticar a verdade e satisfazer a Deus, que Deus aprovaria isso. Mas, por meio da análise nas palavras de Deus, vi que essa perspectiva não é correta. As palavras de Deus dizem: “O que representam as boas ações superficiais dos humanos? Elas representam a carne, e nem mesmo as melhores práticas exteriores representam a vida; elas só podem mostrar seu temperamento individual. As práticas exteriores da humanidade não podem satisfazer o desejo de Deus. […] Se suas ações existem sempre apenas em aparência, então isso significa que você é vaidoso ao extremo. Que tipo de humano é esse que realiza somente boas ações superficiais e é desprovido de realidade? Tais pessoas são fariseus e figuras religiosas hipócritas! Se vocês não se livrarem de suas práticas exteriores e não conseguirem fazer mudanças, então os elementos de hipocrisia que há em vocês crescerão ainda mais. Quanto maiores forem seus elementos de hipocrisia, maior será a resistência a Deus. No final, tais pessoas serão certamente eliminadas!” (A Palavra, vol. 1: A obra de Deus e conhecer a Deus, “Na fé, é preciso concentrar-se na realidade: engajar-se em ritual religioso não é fé”). “Hoje, há algumas pessoas que, quando cumprem seu dever, estão dispostas a trabalhar desde o amanhecer até o anoitecer ou a ficar acordadas a noite toda e a não comer. São capazes de sujeitar a carne, de ignorar adversidade física — de trabalhar até quando estão doentes. Mas, a despeito de terem esses méritos e de serem pessoas boas, pessoas corretas, ainda há coisas em seu coração que elas não conseguem deixar de lado: status, prestígio e vaidade. E se elas nunca deixam essas coisas de lado, elas são pessoas que buscam a verdade? A resposta é evidente. Nada é mais difícil do que alcançar mudanças no caráter quando você acredita em Deus. As pessoas podem permanecer solteiras a vida toda, podem nunca comer alimentos nutritivos ou usar roupas bonitas, podem até dizer: ‘Não importa se eu sofrer nem se ficar sozinho durante toda a minha vida, eu suportarei isso — com Deus, essas coisas não significam nada’. Para elas, é fácil superar e resolver a dor e a adversidade da carne. Para elas, o que não é fácil superar? Seus caracteres corruptos. Caracteres corruptos não são resolvidos meramente por meio da superação. A fim de cumprir seus deveres corretamente, a fim de satisfazer a vontade de Deus e de entrar no reino, as pessoas são capazes de sofrer a dor da carne — mas ser capaz de sofrer e pagar um preço significa que houve uma mudança em seus caracteres? Não significa. Ao avaliar se houve uma mudança no caráter de alguém, não olhem para quanto sofrimento ele suporta nem em quão bem-comportado é por fora; em vez disso, vocês devem ver que ponto de partida, quais motivos e intenções estão por trás de suas ações, quais são os princípios por trás de sua conduta, e qual é a sua atitude em relação à verdade. Somente a avaliação de acordo com esses aspectos é correta” (A Palavra, vol. 2: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Bom comportamento não significa que o caráter de alguém mudou”). As palavras de Deus são claras. Não importa quão bem alguém parece se comportar, isso não significa que ele pratica a verdade nem que ele teve uma mudança de caráter e ganhou a aprovação de Deus. Na Era da Graça, Paulo foi capaz de resistir a adversidades. Ele foi preso e não traiu o Senhor em seu esforço de espalhar o evangelho. Seu comportamento parecia ser muito louvável. Mas todo o seu sofrimento, o preço que ele pagou, era para fazer transações com Deus. Ele quis trocar seu sofrimento por uma coroa e pelas bênçãos do reino de Deus. Suas boas obras não significam que ele alcançou mudança comportamental, ao contrário, ele se tornou cada vez mais arrogante, sempre se exibia e dava testemunho de si mesmo. Ele até testificou que ele era o Cristo vivo e acabou sendo condenado e punido por Deus. Quanto a mim mesma, eu só pensava em apresentar um comportamento bom para que as pessoas me admirassem, mas eu não estava tentando praticar as palavras de Deus nem resolver meus caracteres corruptos. Como resultado, tornei-me mais hipócrita e não mudei meu caráter de vida. Se continuasse nessa busca, eu não ganharia nenhuma verdade. Eu acabaria expulsa igual a Paulo! Quando refleti sobre isso, eu quis mudar minhas buscas e perspectivas incorretas imediatamente.

Mais tarde, li esta passagem das palavras de Deus. “Deus deu ao homem este corpo e, dentro de certos limites, suas faculdades permanecerão saudáveis; mas se você ultrapassar esses limites ou violar certas leis, coisas acontecerão — as pessoas adoecerão. Não se oponha às leis que Deus estabeleceu para o homem. Se o fizer, isso significa que você não respeita Deus e que você é tolo e ignorante. Se você se opuser a essas leis — se você ‘sair da pista’ —, Deus não o protegerá, Deus não assumirá nenhuma responsabilidade por você; Deus despreza tal comportamento. […] No cumprimento do seu dever, o melhor é seguir leis normais. Quando seu dever fica corrido, sua carne deve suportar um pouco de sofrimento, você deve deixar de lado as suas necessidades físicas, mas isso não deve se estender por muito tempo; se isso acontecer, você ficará exausto e o desempenho do seu dever se tornará ineficiente. Em momentos como esse, você deve descansar imediatamente. Qual é o objetivo do descanso? É cuidar do seu corpo para que você possa cumprir melhor o seu dever. Mas se você não está fisicamente cansado, mas sempre busca uma chance para descansar, não importa se seu dever está corrido ou não, você não tem devoção. Além de ser devoto e cumprir corretamente o dever que Deus lhe confiou, você também não deve esgotar o seu corpo. Você deve entender esse princípio. Quando seu dever não estiver corrido, planeje descansos. Quando se levanta de manhã, pratique devoções espirituais, ore, leia as palavras de Deus e comungue a verdade das palavras de Deus junto de alguém ou aprenda hinos, como normalmente; quando ficar corrido, concentre-se em cumprir seu dever, pratique e experimente as palavras de Deus e incorpore as palavras de Deus na sua vida; isso tornará fácil cumprir o seu dever de acordo com os princípios da verdade. Somente assim você experimentará verdadeiramente a obra de Deus. Esses são os tipos de ajustes que você deve fazer” (A Palavra, vol. 2: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). A leitura das palavras de Deus me iluminou tanto. Deus quer que vivamos dentro das regras que Ele preordenou, que trabalhemos e descansemos e cumpramos nosso dever sobre esse fundamento. Quando nosso trabalho exige algum sofrimento, devemos renunciar à carne, fazer o melhor que podemos para cumpri-lo. Quando não precisamos ficar acordados até tarde, devemos trabalhar e dormir apropriadamente e manter um estado normal. Assim podemos ser eficientes no nosso dever. Lembrei-me disto na Bíblia: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento” (Mateus 22:37-38). Deus espera que pensemos em Sua vontade no nosso dever, que tenhamos um fardo e cumpramos nosso dever de coração. Só isso ganha a aprovação de Deus. Considerando essas sendas que Deus nos deu, vi como eu era tola. As palavras de Deus são tão claras, mas eu nunca as pratiquei. Eu agia com base em minhas noções e imaginações, sofrendo muitas coisas sem sentido. Então percebi que eu não devia me concentrar em me comportar bem, mas que devia aceitar o escrutínio de Deus, fazer tudo diante de Deus em considerar o que as pessoas pensam. Eu devia dar o meu melhor no meu dever — era isso que eu devia fazer.

Nas reuniões depois disso, dissequei como eu tinha me desviado e os problemas em meu raciocínio para que os irmãos pudessem ganhar discernimento. Normalmente, eu me concentrava em praticar as palavras de Deus e deixei de fingir. Com o tempo, deixei de me preocupar com como os outros me viam e não pensei mais em fingir. Isso meu deu um alívio enorme. Por meio da experiência, aprendi que só as palavras de Deus são a direção e o princípio para agir na vida, e agir segundo as palavras de Deus é um alívio tão grande. Não há necessidade de fingir sempre, de viver de modo tão cansativo e doloroso. Graças a Deus!

O alarme dos últimos dias já tocou e grandes desastres já começaram. Você quer dar as boas-vindas ao retorno do Senhor e ter a chance de receber a proteção de Deus com sua família?

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