Libertada dos grilhões do lar

04 de Fevereiro de 2022

Por Cheng Shi, China

Em junho de 2012, aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias. Por meio da leitura das palavras de Deus, obtive certeza de que Deus Todo-Poderoso era o Senhor Jesus retornado, o Senhor que veio à Terra para salvar a humanidade, e me enchi de entusiasmo. Pensei em meu marido que costumava ir à igreja com seu supervisor quando era estudante de pós-graduação na China. Quando ele foi para o exterior, ele também costumava ir à igreja com a comunidade chinesa local. Eu queria lhe contar as boas novas o mais rápido possível.

Meu marido voltou para a China no início de setembro e eu testifiquei da obra de Deus Todo-Poderoso nos últimos dias para ele. Fiquei surpresa quando, depois que ele ouviu tudo, ele encontrou na internet todos os tipos de rumores inventados pelo Partido Comunista Chinês e propaganda negativa que caluniavam a Igreja de Deus Todo-Poderoso. Depois disso, ele olhou para mim e gritou: “Veja isso! O que você crê é na ‘Relâmpago do Oriente’, que o Partido Comunista Chinês vem perseguindo há anos. No instante em que prenderem você, você será condenada e mandada para a prisão. Você está proibida de acreditar nisso!”. Então rasgou todos os meus livros da palavra de Deus. Na época, fiquei furiosa, mas então pensei que meu marido se opunha à minha crença porque havia sido temporariamente enganado pelos rumores do Partido Comunista, mas que entenderia mais tarde. Eu, porém, sabia que, não importava o que acontecesse, crer em Deus era a senda correta na vida e que eu jamais desistiria. Depois disso, meu marido me ligava todos os dias para rastrear meus movimentos. Na época, eu era aluna de pós-graduação, então, para fugir de seu controle, eu participava de reuniões próximas da faculdade e só ia para casa nos fins de semana. No final de 2012, o Partido Comunista lançou uma campanha mais maníaca de supressão e prisões contra a Igreja de Deus Todo-Poderoso. Na internet, TV e jornais havia rumores e falácias por toda parte que caluniavam e atacavam a Igreja de Deus Todo-Poderoso, e o governo usou isso como pretexto para prender crentes em Deus por toda parte. Meu marido temia que eu fosse presa por crer em Deus, o que poderia afetar a ele e a nossa filha, então ele me impôs restrições cada vez mais severas. Também me ameaçou, dizendo que se divorciaria se eu continuasse acreditando em Deus. Isso me deixou muito perturbada. Na China, crer em Deus não nos traz só o risco de ser condenado à prisão, também sofremos perseguição da nossa família incrédula. As coisas são tão difíceis para nós! Se meu marido e eu nos divorciássemos, o que aconteceria com nossa filha? Durante uns dias, não tive nenhum interesse em cumprir meus deveres. Estava péssima.

Quando uma das irmãs soube do meu estado, ela leu uma passagem da palavra de Deus para mim. Deus diz: “Em cada passo da obra que Deus faz no interior das pessoas, externamente ela parece consistir em interações entre pessoas, como se nascida de arranjos humanos ou de perturbação humana. Mas nos bastidores, cada passo da obra e tudo o que acontece é uma aposta feita por Satanás diante de Deus e requer que as pessoas permaneçam firmes em seu testemunho a Deus. Veja quando Jó foi provado, por exemplo: nos bastidores, Satanás estava fazendo uma aposta com Deus, e o que aconteceu a Jó foram os feitos dos homens e a perturbação dos homens. Por trás de cada passo da obra que Deus faz em vocês está a aposta de Satanás com Deus — por trás disso tudo há uma batalha(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Apenas amando a Deus é que verdadeiramente se crê em Deus”). As palavras de Deus me fizeram entender que essas circunstâncias difíceis eram externamente meu marido me restringindo e perseguindo, na verdade, porém, por trás disso estavam a perturbação e a manipulação de Satanás. Deus quer me salvar, e Satanás causa todos os tipos de perturbações e interrupções para me levar a trair a Deus, perder Sua salvação e ser arrastada para o Inferno com ele. Satanás é tão sinistro e cruel! Sabendo disso, orei a Deus: “Deus, minha estatura é muito baixa, por isso peço que Tu me dês fé e me capacites a permanecer firme contra as perturbações de Satanás. Mesmo que meu marido se divorcie de mim, não Te trairei e não cairei nos esquemas de Satanás”. Depois de orar, ficou mais fácil suportar e continuei a espalhar o evangelho e cumprir meu dever.

Pouco tempo depois, fui presa pela polícia numa reunião. A polícia me acusou de “perturbar a ordem social” e me deteve por 30 dias. Durante o interrogatório, o policial me ameaçou: “Sua escola já sabe que foi presa por crer em Deus e planeja expulsá-la. Mas se você cooperar conosco e nos disser o que sabe, conversaremos com o reitor, e você poderá continuar sua pós-graduação. Pense bem!”. Depois que saíram, olhei para as frias barras de ferro da cela e me senti muito deprimida e triste. Pensei: “Se eu for expulsa da escola por crer em Deus, isso será uma questão política e a ocorrência será registrada no meu histórico estudantil e policial, nenhum hospital me contratará, e meu sonho de me tornar médica estará destruído. Aos 30 anos, meus estudos, trabalho e futuro estarão completamente perdidos. Como sobreviverei no futuro? Como encararei a discriminação e ser ridicularizada pelas pessoas ao meu redor?”. Por alguns dias, não consegui comer nem dormir bem.

Durante aquele tempo, orei a Deus sobre isso com frequência. Certa manhã, eu me peguei cantarolando um hino da palavra de Deus intitulada “A vida mais significativa”: “Você é um ser criado — você deveria, é claro, adorar a Deus e buscar uma vida com significado. Já que você é um ser humano, você deveria se despender por Deus e aguentar todo sofrimento! Você deveria aceitar o pequeno sofrimento a que é submetido hoje com alegria e certeza e viver uma vida significativa, como Jó e Pedro. Vocês são pessoas que buscam o caminho correto, aquelas que buscam melhoria. Vocês são as pessoas que se levantam na nação do grande dragão vermelho, aqueles a quem Deus chama de justos. Não é essa a vida mais significativa?(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Prática (2)”). Enquanto cantava o hino, eu me senti muito tocada e não consegui parar de chorar. Sou um ser criado e devo naturalmente crer em Deus e adorá-Lo. É normal e certo que eu faça isso. Deus ordenou que eu nascesse numa família que acredita no Senhor para que eu soubesse da existência de Deus desde cedo. Nos últimos dias, Deus foi gracioso comigo e Ele permitiu que eu ouvisse a voz do Senhor e O recebesse. Ele me permitiu desfrutar a rega e o sustento da palavra de Deus, aceitar seu julgamento e purificação e receber a chance de ser salva por Deus. Que bênção incrível! Pensei nas muitas pessoas ao longo das gerações que seguiram Deus. Sofreram perseguição e adversidade para espalhar o evangelho de Deus, e muitos até deram sua vida. Todos eles criaram um lindo e retumbante testemunho de Deus. O que era o meu pouco sofrimento à luz disso? Pensei que, se desistisse de crer em Deus para proteger meu futuro e interesses, eu ainda teria uma consciência? Seria digna de ser chamada de humana? Esse pensamento me deu forças e jurei que, não importando se eu fosse expulsa nem qual fosse meu futuro e destino, nem como as pessoas em minha volta me rejeitassem ou caluniassem, eu jamais trairia a Deus e eu daria testemunho de Deus. No meu interrogatório final, eu disse calmamente à polícia: “Se a escola me expulsar, só peço que instruam meu marido a ir até a escola para pegar minhas coisas”. Quando viram a minha determinação, os policiais saíram bastante desencorajados. Eu estava muito grata a Deus.

Depois de ser solta, meu marido disse com raiva: “A polícia me disse que, se você voltar a ser presa por crer em Deus, você não será detida apenas por um mês. Isso afetará a mim e também a nossa filha. A universidade e as perspectivas de trabalho da nossa filha serão afetadas, e ela não poderá ser funcionária pública. Você não entende? Por causa de sua prisão por crer em Deus, eu também sofri por um mês. Chorei inúmeras vezes e quase me envolvi num acidente de carro. Para tirá-la do centro de detenção, tive de implorar por ajuda e passei uma vergonha tremenda. Não quero sofrer assim de novo. Você pode parar de crer e pensar mais na sua família?”. Depois disso, para impedir que eu entrasse em contato com meus irmãos, ele me vigiou como se fosse uma criminosa. Não me deixava sair de casa e não me dava independência nenhuma. Quando ia trabalhar, mandava sua mãe me vigiar. Ele ligava o tempo todo para perguntar onde eu estava e o que estava fazendo. Também não parava de falar de vários movimentos revolucionários do Partido Comunista e dos métodos violentos usados para me informar sobre as consequências de desobedecer ao Partido Comunista e eliminar minhas ideias sobre crer em Deus. Também disse: “Sei que os rumores que o Partido Comunista inventa sobre sua igreja são falsos. Você quer crer em Deus, mas eles não permitem. Se você desobedecer, eles arruinarão sua vida. Olhe para todas as pessoas que acabaram morrendo tão tragicamente durante a Revolução Cultural e no incidente de 4 de junho. Se ofender o Partido Comunista, você não conseguirá nem fugir para o exterior”. Minha sogra se meteu na conversa e disse: “O Partido Comunista não presta, mas detém o poder. Somos apenas pessoas irrelevantes e comuns e não somos fortes o bastante para resistir a ele”. Depois disso, fui expulsa da escola por minha crença em Deus, e meu marido culpava minha crença em Deus por tudo de ruim que aconteceu com a família. Sempre que algo o incomodava, ele me repreendia, zombava de mim e me alfinetava. Esse tipo de vida me deixou muito deprimida e, além disso tudo, eu não podia ler a palavra de Deus nem entrar em contato com os irmãos, por isso, me senti ainda pior e não sabia quando esses dias passariam.

Durante esse período, orei muito a Deus pedindo que Ele me esclarecesse, me guiasse e me permitisse entender Sua vontade. Certo dia, lembrei-me de uma passagem da palavra de Deus: “O grande dragão vermelho persegue a Deus e é inimigo Dele, e assim, nesta terra, aqueles que creem em Deus são assim sujeitos à humilhação e à opressão […]. Por ter sido iniciada em uma terra que se opõe a Deus, toda a obra de Deus enfrenta obstáculos tremendos, e o cumprimento de muitas de Suas palavras leva tempo; assim, as pessoas são refinadas como resultado das palavras de Deus, o que também é parte do sofrimento. É tremendamente difícil para Deus realizar a Sua obra na terra do grande dragão vermelho — mas é por meio dessa dificuldade que Deus realiza um estágio da Sua obra, tornando manifestas Sua sabedoria e Seus feitos maravilhosos, e usando esta oportunidade para completar este grupo de pessoas(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “A obra de Deus é tão simples quanto o homem imagina?”). A palavra de Deus me mostrou que, visto que o grande dragão vermelho odeia a Deus e resiste selvagemente a Ele, como crentes em Deus na China, estamos fadados a suportar muito sofrimento, mas esse sofrimento é significativo. Deus usa esse tipo de perseguição e tribulação para aperfeiçoar nossa fé e nos dar discernimento. Só porque eu acreditava em Deus, o Partido Comunista tinha me detido, feito com que a escola me expulsasse e usado o trabalho e futuro da minha família para me ameaçar e forçar a desistir do caminho verdadeiro. O Partido Comunista é realmente maligno! Meu marido tentou me impedir de crer em Deus porque ele temia suas medidas violentas. Experimentar pessoalmente a perseguição do Partido Comunista me permitiu ver sua essência demoníaco de ser ferozmente maligno e odiar a verdade. Pensei: “Quanto mais o Partido Comunista me perseguir, mais o rejeitarei, renunciarei a ele e seguirei a Deus até o fim”. Dez meses depois, encontrei uma oportunidade de entrar em contato com os irmãos. Quando finalmente pude voltar a ler a palavra de Deus, fiquei muito excitada e senti ainda mais a preciosidade da palavra de Deus. Quanto mais lia, mais esclarecida e revigorada me sentia.

Vários meses depois, meu marido encontrou minhas anotações devocionais em meu quarto. Quando soube que eu ainda acreditava em Deus, ele perdeu o controle e me derrubou com um único soco e então me deu outros 20 socos na cabeça. Fiquei vendo estrelas e tinha galos do tamanho de um ovo de pombo na minha cabeça. Lembro-me da fúria fria no rosto do meu marido E como minha filha de seis anos ficou tão assustada que começou a gritar: “Não bata na mamãe! Não bata na mamãe!”. Meu marido me agarrou pelo colarinho e me jogou pela porta, dizendo enfurecido: “Se continuar acreditando em Deus, saia da minha casa!”. Quando vi como meu marido tinha mudado, como ele era cruel e brutal e como não dava o menor valor aos nossos anos juntos, meu coração se partiu. O mais insuportável foi ver o medo que minha filha tinha de seu temperamento violento. Quando ele se aproximou de mim, ela pensou que ele me espancaria, então ela ficou na minha frente e levantou seus bracinhos para me proteger e disse: “Fique longe da mamãe!”. Às vezes, quando estava no andar de cima, assim que meu marido se aproximava das escadas, minha filha gritava para ele não subir. Sempre que via o rosto da filha cheio de medo e angústia, o dano psicológico de lidar com violência doméstica nessa idade tão tenra, era como se uma faca fosse revirada no meu coração, e odiei o grande dragão vermelho ainda mais. Todos esses desastres eram causados pela perseguição do Partido Comunista.

Um dia, quando meu marido voltou do trabalho, ele pegou seu celular e disse, irritado: “Veja, o Partido Comunista voltou a prender muitas pessoas. Você ainda quer acreditar? Você tem desejo de morte? Você quer acreditar em Deus, ótimo. Mas não nos arreste consigo. Se você for presa de novo, nossa vida se tornará impossível. Se soubesse que você seguiria a senda de crer em Deus, jamais teria me casado com você”. O que meu marido disse me feriu profundamente. Lembrei-me desse período anterior, de como ele me dava menos liberdade do que a um criminoso, só porque eu acreditava em Deus, da frequência com que me espancava e de como isso machucava minha filha, e percebi que não poderia mais fazer concessões, então concordei com o pedido de divórcio do meu marido. Quando ele viu que eu insistia em continuar a crer em Deus, ele chamou meu irmão e pediu que ele me convencesse. Meu irmão sempre me amou e sempre teve orgulho de mim, mas por ter sido perseguida pelo Partido Comunista, eu fui expulsa da escola e proibida de completar minha pós-graduação. Se me divorciasse depois disso, eu me tornaria o alvo de piadas na aldeia. Meu irmão ficaria tão decepcionado! Eu não sabia como encarar meu irmão, clamei a Deus em meu coração e pedi que Ele me protegesse para que eu pudesse dar testemunho de Deus, para que, não importando o que acontecesse, eu jamais desistisse de minha crença em Deus. Então, lembrei uma passagem da palavra de Deus: “Você precisa possuir Minha coragem dentro de si e precisa ter princípios quando se tratar de enfrentar parentes que não creem. Por Minha causa, porém, você também não precisa se render a quaisquer forças das trevas. Confie em Minha sabedoria para trilhar o caminho perfeito; não permita que quaisquer conspirações de Satanás se consolidem(A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “Declarações de Cristo no princípio, Capítulo 10”). Certo. Deus criou a humanidade, e crer em Deus e segui-Lo é natural e correto. Devemos permanecer firmes na escolha da nossa senda e não ser enganados por Satanás. Não devemos permitir que nem as pessoas mais próximas interfiram. Quando meu irmão veio, meu marido ficou me criticando na frente dele, dizendo que eu não deveria crer em Deus. Quando meu marido viu como eu estava calma, ele levantou o braço para me bater, mas meu irmão o impediu. Calmamente, meu irmão me disse: “Você é adulta e pode tomar suas próprias decisões sobre sua vida. Mas deve pensar no que acontecerá com sua filha se você se divorciar. Se olhar para o que aconteceu com minha filha, saberá o que acontecerá com sua filha”. As palavras do meu irmão me entristeceram por um momento, pois pensei no divórcio dele e em como sua filha foi ridicularizada e menosprezada pelas pessoas à sua volta. É tão lamentável uma criança estar sem a mãe. Do jeito que as coisas estavam para mim naquele ponto, se eu me divorciasse, meu marido certamente receberia a guarda da nossa filha e se tornaria uma criança sem mãe. Ela não sofreria discriminação e ridicularização de seus professores e colegas? Sem mim ao seu lado, se vivesse com seu pai e avós incrédulos, ela seria capaz de trilhar a senda de crer em Deus? Pensei em como minha filha era nova e senti que não suportaria me separar dela. Eu estava muito mal durante aquele período, então orei a Deus: “Deus, não consigo abrir mão da minha filha. Sempre fico triste quando penso no futuro dela. Peço que Tu me ilumines, me guies e protejas meu coração”.

Depois disso, li duas passagens da palavra de Deus: “Além do nascimento e da criação, a responsabilidade dos pais na vida de um filho é simplesmente proporcionar-lhe um ambiente formal para crescer, pois nada, exceto a predestinação do Criador, tem relação com o destino da pessoa. Ninguém pode controlar que tipo de futuro uma pessoa terá; ele é predeterminado com grande antecedência e nem mesmo os pais podem mudar o destino da pessoa. No que diz respeito ao destino, todos são independentes, e todos têm destino próprio. Logo, nenhum pai pode protelar o destino da pessoa na vida nem exercer a menor influência sequer no papel que ela desempenha na vida. Pode-se dizer que a família em que uma pessoa é destinada a nascer e o ambiente em que ela cresce nada mais são do que as precondições para o cumprimento da sua missão na vida. De modo algum eles determinam o destino da pessoa na vida nem o tipo de destino em meio ao qual ela cumpre a sua missão. E, portanto, os pais não podem ajudar a pessoa a realizar sua missão na vida, nem os parentes podem ajudá-la a assumir seu papel na vida. Como uma pessoa realiza sua missão e em que tipo de ambiente vital ela exerce seu papel são inteiramente determinados pelo destino da pessoa na vida. Ou seja, nenhuma outra condição objetiva pode influenciar a missão de uma pessoa, que é predestinada pelo Criador. Todas as pessoas amadurecem em seus ambientes específicos de crescimento; depois, gradativamente, passo a passo, tomam as próprias estradas na vida e consumam os destinos planejados para elas pelo Criador. Natural e involuntariamente, elas entram no vasto mar da humanidade e assumem seus postos na vida, onde começam a desempenhar suas responsabilidades como seres criados em prol da predestinação do Criador, em prol da Sua soberania(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único III”). “Os planos e as fantasias das pessoas são perfeitos; elas não sabem que o número de filhos que têm, a aparência, as habilidades deles, e assim por diante, não são para elas decidirem, que nem um pouco do destino de seus filhos está nas mãos delas? Os humanos não são senhores do próprio destino, mas desejam mudar o destino da geração mais jovem; são impotentes para escapar do próprio destino, mas tentam controlar o de seus filhos e filhas. Eles não estão se superestimando? Isso não é tolice, ignorância humana?(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único III”). As palavras de Deus me mostraram que Deus criou tudo e tem soberania sobre todas as coisas e que o destino de todas as pessoas está nas mãos de Deus. Os pais só existem para criar os filhos, no entanto, não podem mudar o destino dos filhos. Sempre pensei que eu poderia influenciar e controlar a vida da minha filha, que ela encontraria a felicidade, contanto que eu estivesse ao lado dela e que eu poderia guiá-la na senda de crer em Deus. Mas, pensando bem, eu não tinha controle nem mesmo sobre meu próprio destino, como, então, poderia controlar o destino da minha filha? Lembrei-me de como minha filha adoeceu e desmaiou uns dias atrás, e eu não consegui aliviar sua dor, só pude estar ali e ficar olhando. Só pude implorar que Deus protegesse minha filha. Minha filha tropeçou durante uma escalada e caiu de um penhasco. Eu não pude fazer nada. No entanto, ela foi salva misteriosamente por uma árvore morta à beira do penhasco. Esses incidentes me mostraram que, mesmo que cuidasse da minha filha de todas as maneiras possíveis, não existia garantia de que ela não adoeceria ou sofreria um desastre. A vida das pessoas está nas mãos de Deus. O sofrimento que uma pessoa suporta ao longo de sua vida e a senda que ela trilha foram preordenados por Deus há muito tempo. As pessoas não podem opinar sobre essas coisas nem as influenciar. Quando entendi essas coisas, me senti muito aliviada. Percebi que deveria colocar a minha filha nas mãos de Deus e obedecer à soberania e aos arranjos de Deus. Era isso que eu deveria fazer como ser criado.

Mais tarde, quando meu marido viu que eu insistia em crer em Deus, ele decidiu se divorciar de mim. Exigiu que eu saísse da casa sem nada e se recusou a me dar a guarda da nossa filha. Queria até retirar meus direitos de visitação. Quando perguntei sobre a divisão da propriedade, ele até me bateu na cabeça com uma caneca de aço. Usei minhas mãos para me proteger, mas meus punhos foram machucados, o que quis dizer que eu fui incapaz de carregar objetos pesados por mais de dois meses. Ele também espancou cruelmente as minhas costas várias vezes, o que provocou uma tosse violenta de mais de um mês. Depois disso, ele se apoderou de centenas de milhares que eu tinha economizado do meu trabalho. Ele disse: “Você acredita em Deus, não acredita? Então peça que seu Deus lhe dê comida e água”. Quando vi meu marido sendo tão insensato e cruel, lembrei-me das palavras de Deus: “Se um homem se enfurece e explode de raiva quando Deus é mencionado, ele viu a Deus? Ele sabe quem Deus é? Ele não sabe quem Deus é, não crê Nele, e Deus não falou com ele. Deus nunca o perturbou, então por que ele estaria zangado? Poderíamos dizer que essa pessoa é maligna? Tendências mundanas, comer, beber, buscar diversão e perseguir celebridades — nenhuma dessas coisas incomodaria tal homem. No entanto, à mera menção da palavra ‘Deus’ ou da verdade das palavras de Deus, ele explode em fúria. Isso não constitui ter uma natureza maligna? Isso basta para provar que isso é a natureza maligna do homem(A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, “O Próprio Deus, o Único V”). A revelação das palavras de Deus me permitiu ver claramente a natureza maligna do meu marido de resistir a Deus. No início, quando meu marido soube que eu acreditava em Deus Todo-Poderoso, ele foi especialmente hostil e até rasgou meus livros da palavra de Deus. Mais tarde, ele começou a tentar me impedir freneticamente de crer em Deus e me tratou como uma prisioneira, não me deu nenhuma liberdade e me bateu cruelmente muitas vezes. Parecia que queria me matar. Quando nos divorciamos, ele tomou todos os meus bens para me jogar em desespero e tornar impossível que eu vivesse minha vida. Seu objetivo era levar-me a trair e negar a Deus. Agora vejo claramente a natureza essência do meu marido. Ele era um diabo que odeia e resiste a Deus. Meu marido e eu não falávamos a mesma língua. Morando com ele, eu não tinha liberdade e era espancada e restringida. Isso era agonizante! Como isso poderia ser um lar? Isso não passava de grilhões. Era o Inferno.

Depois do divórcio, meu marido não me impediu nem me restringiu mais. Eu podia ir às reuniões e ler as palavras de Deus normalmente, e rapidamente assumi deveres na igreja. Senti uma tranquilidade e liberdade profunda. Graças a Deus por me salvar!

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