Renunciando ao meu jeito dominador

20 de Janeiro de 2022

Por Cheng Nuo, França

Na verdade, quando a líder designou a irmã Lin para regar uma igreja de recém-convertidos comigo, não fiquei muito feliz. Eu tinha dado conta de duas igrejas sozinha, por que precisaria de uma parceira para dar conta de uma só? Quaisquer conquistas seriam vistas como alcançadas por duas pessoas, eu não seria mais o centro das atenções e ninguém me admiraria. Se eu cuidasse dela sozinha, os irmãos me veriam como capaz por assumir tanto sozinha. Eu seria o pilar daquele dever, indispensável. Eu brilharia. Com uma parceira, eu não teria a última palavra, portanto, não teria só metade do poder? Teria que pedir a opinião dela em tudo e pareceria inepta. Tudo isso me levou a resistir muito a esse arranjo e me perguntei se a líder tinha feito um erro ou se me menosprezava. Eu sabia que todas as outras igrejas tinham duas pessoas responsáveis, mas sentia que eu era muito capaz, diferente dos outros. Eu estava deixando a irmã Lin de lado e nem a informei sobre muitas coisas que eu fazia. Uma vez, dois grupos precisavam ser unidos, porque alguns membros tinham saído. Pensei que conseguiria fazer algo tão simples sozinha. Eu já tinha lidado com isso antes, não havia necessidade de discutir. Fui em frente e juntei os grupos. Quando a irmã Lin perguntou, eu lhe disse que tinha cuidado de tudo. Outra vez, uma líder queria que víssemos quais dos recém-convertidos podiam ser cultivados para evangelizar, e eu formei um grupo de candidatos bons. Quando estavam aprendendo os princípios para esse trabalho, Percebi que um deles tendia se ocupar muito com seu emprego. Eu o transferi para fora daquele grupo e revoguei sua elegibilidade para cumprir um dever. Quando o irmão Zhang, responsável pelo trabalho evangelístico, descobriu, ele lidou comigo, dizendo que eu era autoritária e arbitrária, que tomava decisões sem envolver minha parceira. Na época, simplesmente concordei com ele, mas, no fundo, não acreditava que minha corrupção era tão séria.

Depois de isso acontecer muitas vezes, a irmã Lin me procurou e disse: “Somos parceiras. Mesmo que consiga fazer as coisas sozinha, você deve me manter informada, para que eu também saiba como nosso trabalho está indo. A irmã Zhang sempre faz um esforço para discutir as coisas com sua parceira. Conversam sobre tudo uma com a outra”. Pensei: “Se eu lhe conto, você aceita meu conselho, isso não seria uma mera formalidade? As pessoas perguntam porque não sabem fazer algo. Para que isso se eu consigo dar conta? Ter uma parceira é um incômodo, tendo que falar com você sobre tudo. Parecerá que sou uma subordinada que presta contas ao superior, parecerei inepta”. Ela mencionou isso mais algumas vezes, mas continuei agindo igual. Às vezes, ela me perguntava sobre coisas específicas, mas eu a desprezava. Eu fiquei pensando que ela me perguntava sobre coisas que já tínhamos discutido, por isso a ignorei. Nas discussões de trabalho, eu a ouvia suspirando sem parar, e me perguntava se ela se sentia restringida por mim. Eu me sentia um pouco mal. Mas então pensava que não tinha feito nada a ela, e não levei a sério. Um dia, ela me perguntou: “Você daria conta desta igreja sozinha, não daria?”. Na época, não percebi por que ela tinha perguntado aquilo e imaginei que ela seria transferida para outro lugar. Pensei que isso seria ótimo, que não teria que informá-la, mas poderia estar no controle. Eu disse: “Eu daria, sim”. Ela não disse nada. Mais tarde, eu soube que ela se sentia impedida por mim, que não podia fazer nada e que queria se demitir. Eu só reconheci que minha atitude não era muito boa, mas não refleti muito sobre mim mesma.

A líder pediu que a irmã Lin focasse seus esforços em outro projeto, e eu passei a ser responsável por mais trabalho da igreja. Fiquei secretamente satisfeita, pensando que finalmente poderia exibir minhas habilidades. Mas não foi assim que as coisas aconteceram. Obviamente, meu dever se tornou muito mais difícil, e quando os irmãos tinham um problema em seu dever, eu não enxergava sua essência e não conseguia resolvê-lo em sua raiz. Depois de um tempo, mais e mais recém-convertidos se reuniam regularmente, e a líder me disse que o desemprenho do meu trabalho era o pior. A irmã Lin também apontou meus problemas muitas vezes, dizendo que eu era uma loba solitária, não conversava com os outros e não buscava a verdade nas coisas. Na época, eu era muito rígida e não absorvei isso nem refleti sobre mim mesma. Meu estado foi piorando depois disso, e eu fiquei confusa. Um dia, a líder disse que queria conversar comigo sobre meu estado e organizou uma reunião com outra irmã. Eu soube que o desempenho daquela irmã era ruim, então pensei que isso significava que a líder achava que eu era igual a ela. Fiquei com um pouco de medo. Meu problema era realmente tão sério? Eu perderia meu dever? Tudo corria tão bem quando eu administrava duas igrejas, e agora, com apenas uma, fazendo um trabalho que eu conhecia, que eu já tinha feito, eu não estava indo bem? Algo devia estar errado comigo. Vim para Diante de Deus em oração, pedi que Ele me guiasse a refletir e entender meu problema. Então, um dia, li esta passagem das palavras de Deus: “Quando duas pessoas são responsáveis por algo, e uma delas tem a essência de um anticristo, o que essa pessoa exibe? Não importa o que seja, ela e apenas ela é a pessoa que faz as coisas acontecer, que faz as perguntas, que resolve as coisas, que encontra uma solução. E, na maioria das vezes, mantém seu parceiro completamente no escuro. O que é seu parceiro aos seus olhos? Não é seu substituto, mas simplesmente decoração de vitrine. Aos olhos do anticristo, ele simplesmente não é seu parceiro. Sempre que há um problema, o anticristo reflete sobre isso, rumina sobre isso, e, uma vez que tenha tomado uma decisão sobre o curso de ação, ele informa todos os outros de que é assim que isso será feito, e ninguém deve questionar. Qual é a essência de sua cooperação com outros? O fato é que é ele que dá as ordens. Ele age sozinho, fala, resolve problemas e assume trabalho sozinho, seu parceiro nada mais é do que decoração de vitrine. E, sendo incapaz de trabalhar com qualquer outra pessoa, ele comunga sobre seu trabalho com os outros? Não. Em muitos casos, as outras pessoas só descobrem quando ele já terminou e resolveu. Outras pessoas lhe dizem: ‘Todos os problemas devem ser discutidos conosco. Quando foi que você lidou com aquela pessoa? Como a tratou? Como é que não ficamos sabendo disso?’. Ele não fornece uma explicação nem presta atenção; para ele, seu parceiro é inútil. Quando algo acontece, ele reflete sobre isso e toma uma decisão, agindo como acha apropriado. Não importa quantas pessoas haja ao redor dele, é como se essas pessoas não estivessem ali; para o anticristo, elas poderiam muito bem nem existir. Dessa forma, qualquer coisa real resulta de sua cooperação com os outros? Não, ele só age sem se envolver, exercendo um papel. Outras pessoas lhe dizem: ‘Por que você não comunga com todos os outros quando se depara com um problema?’. Ao que ele responde: ‘E o que eles sabem? Eu sou o líder da equipe, cabe a mim decidir’. Os outros dizem: ‘E por que você não comungou com seu parceiro?’. Ele responde: ‘Eu o informei; ele não teve opinião’. Ele usa o fato de seu parceiro não ter opinião ou não ser capaz de refletir por conta própria como desculpa para ofuscar o fato de que ele está agindo como sua própria lei. E isso não resulta em nenhuma introspecção, muito menos na aceitação da verdade — isso seria impossível. Esse é um problema com a natureza do anticristo” (‘Eles gostariam que os outros obedecessem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 1)’ em “Expondo os anticristos”). Essa passagem me acertou em cheio. Cada palavra de Deus me expunha diretamente. Finalmente vi que sempre querer ter a última palavra em tudo, tratar a irmã Lin como se ela não existisse e não consultá-la com a desculpa de que eu conseguia dar conta, era ser ditatorial e seguir a senda de um anticristo. Eu tinha cumprido meu dever desse jeito o tempo todo. Quando aqueles dois grupos foram unidos, eu o fiz sem discutir as coisas com a irmã Lin. Eu nem lhe contei que aquilo já estava feito. Quando vi que um recém-convertido estava muito ocupado em seu emprego, eu não discuti a melhor medida a ser tomada, mas o expulsei do grupo e tirei dele o seu dever. Quando a irmã Lin perguntava sobre projetos e novos convertidos, eu não respondia com paciência, mas me aborrecia, me sentia como se estivesse relatando a um superior, como se estivesse abaixo dela, e eu a desdenhava. Eu sempre queria ter a última palavra, ter autoridade. Eu era autoritária e arbitrária em meu dever, não queria trabalhar com ninguém e a impedi. Isso não era cumprir um dever. Eu estava interrompendo o trabalho da casa de deus e agindo como ajudante de Satanás.

Mais tarde, li uma passagem das palavras de Deus. “Alguns anticristos dizem: ‘Quando me deparo com um problema, eu gosto de dar as ordens. Não gosto de discutir com nenhuma outra pessoa — isso me faria parecer burro e incompetente!’. Que tipo de ponto de vista é esse? Isso é um caráter arrogante? Eles acreditam que cooperar e discutir coisas com os outros, buscar respostas deles e fazer-lhes perguntas é indigno e degradante, uma afronta a seu autorrespeito. E assim, a fim de proteger seu autorrespeito, eles não permitem transparência em nada que fazem, não informam os outros, muito menos discutem com eles. Eles acham que discutir com os outros significa mostrar-se incompetente; que sempre pedir a opinião dos outros significa que eles são burros e incapazes de pensar por conta própria; que trabalhar com os outros para completar uma tarefa ou resolver algum problema os faz parecer inúteis. Não é esse o ponto de vista ridículo em seu coração? E não é esse o seu caráter corrupto? Quando a mente deles é governada por tal caráter, eles são incapazes de trabalhar bem com outros. A arrogância e a hipocrisia não estão envolvidas aqui? Sem dúvida. Sempre achar que estão certos, que são eles que deveriam estar no controle e dar as ordens — não é essa a sua mentalidade? De um lado, sua mentalidade e motivação corruptas; acima de tudo, seu caráter corrupto. Como parte de seu caráter corrupto, eles acreditam que trabalhar com os outros significa diluir e fragmentar seu poder, que, quando o trabalho é compartilhado com os outros, seu poder é diminuído. Poder mandar menos equivale a uma falta de poder real, o que, para eles, é uma perda tremenda. E assim, não importa o problema com que se deparam, se tiverem a chance e forem capazes de fazer tudo por conta própria, eles não discutirão com ninguém, preferindo cometer erros a informar os outros, preferindo cometer erros a compartilhar poder com outra pessoa, preferindo ser demitidos a permitir que outras pessoas se metam em seu trabalho. Esse é um anticristo. Eles preferem prejudicar os interesses da casa de Deus, preferem arriscar os interesses da casa de Deus a compartilhar seu poder com qualquer outra pessoa. Acham que, quando estão fazendo algum trabalho ou lidando com alguma questão, contanto que entendam a verdade e sejam capazes de fazer tudo por conta própria, eles não precisam colaborar com ninguém nem precisam buscar os princípios; pensam que devem executar o trabalho e completá-lo sozinhos, e que só isso os torna competentes. Sob o disfarce desse pretexto, eles alcançam seu objetivo: fazer tudo que podem para promover a si mesmos, para se destacar, para exercer poder. Assim, os anticristos se fixam no poder que detêm, e jamais renunciarão a ele, jamais” (‘Eles gostariam que os outros obedecessem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 1)’ em “Expondo os anticristos”). Quando li isso, refleti que a razão pela qual eu era tão dominadora e não queria trabalhar com outros era que eu temia que, se mais pessoas se envolvessem no trabalho da igreja, meu poder seria repartido e eu não poderia estar no controle, dar as ordens, nem ganhar a admiração dos outros. Quando trabalhava com a irmã Lin, já que eu tinha assumido a responsabilidade por recém-convertidos no passado, eu pensava que era experiente, que era boa nisso e era capaz. Eu me aproveitei disso e me tornei arrogante, pensando que era especial e estava num nível mais elevado. Ela queria que eu a informasse antes de fazer qualquer coisa, mas eu achava que, se discutisse as coisas com ela, eu pareceria incompetente, por isso fazia tudo sozinha. Às vezes, eu me perguntava se devia consultá-la, mas, a fim de me exibir e ganhar admiração, eu inventava a desculpa de que ela não teria opiniões para compartilhar, que ela simplesmente concordaria comigo. A igreja arranjou que nós duas trabalhássemos juntas. Ela tinha o direito de participar em todos os tipos de trabalho, conhecer os detalhes e seu progresso, mas eu a colocava de escanteio e fazia as coisas sozinha, privando-a do direito de saber e falar, fazendo dela um testa-de-ferro. Fiquei com todo trabalho em minhas mãos e não permiti que ela participasse. Eu não tinha me tornado um anticristo que estabelece seu próprio império? Lembrei-me da ditadura do grande dragão vermelho e de seu controle total, que as pessoas devem obedecer-lhe sem questioná-lo. E eu queria estar no controle de tudo que fazia, dominando e sem querer discutir as coisas com os outros. Eu era uma ditadora na igreja e tinha o controle final. Como eu era diferente do grande dragão vermelho? Quanto mais pensava sobre isso, mais sério meu problema de me recusar a cooperar com os outros se tornava, e fiquei com medo. Cristo e a verdade detêm poder na igreja. Não importa o que aconteça, devemos buscar a verdade e fazer as coisas de acordo com os princípios. Mas eu sempre queria ter a última palavra na igreja pela qual eu era responsável. Eu não queria ser o rei do pedaço? Eu não considerava como praticar a verdade e proteger os interesses da casa de Deus, só se meus desejos pessoais seriam satisfeitos. No fim, não houve nenhum progresso no trabalho da igreja que eu liderava, eu só estava obstruindo o caminho. Deus tinha me elevado para cumprir aquele dever, esperando que eu buscasse a verdade, trabalhasse bem com os irmãos e regasse os recém-convertidos para que se firmassem rapidamente no caminho verdadeiro. Mas eu vi isso como uma chance de me exibir, exercer poder e fazer com que os outros me admirassem. Eu era sempre soberba, exibindo minhas habilidades. Isso não só obstruiu o caminho do trabalho da casa de Deus, mas prejudicou os irmãos, além disso, prejudicou minha própria vida.

Vi um vídeo de leitura das palavras de Deus que reverteu minha opinião equivocada. Deus Todo-Poderoso diz: “A cooperação harmoniosa exige permitir que os outros opinem e permitir que façam sugestões alternativas, e significa aprender a aceitar a ajuda e dicas dos outros. Às vezes, as pessoas não dizem nada, e você deve pedir a opinião delas. Não importa o problema que encontre, você deve buscar os princípios da verdade e tentar alcançar um consenso. Fazer as coisas desse jeito resultará numa cooperação harmoniosa. Como líder ou obreiro, se você sempre pensa que está acima dos outros e se deleita em seu dever como um funcionário do governo, sempre cobiçando os privilégios da sua posição, sempre fazendo planos próprios, sempre administrando uma operação própria, sempre buscando sucesso e promoção, isso significa encrenca: agir como um funcionário do governo, dessa forma, é extremamente arriscado. Se é assim que você sempre age e você não quer cooperar com mais ninguém, para não dividir sua autoridade com os outros, para impedir que os outros fiquem com seu mérito e que sua auréola seja roubada — se você quiser tudo para si, então é um anticristo. Mas se você busca a verdade com frequência, se você renuncia à carne, aos seus próprios planos e motivações, e se você consegue tomar a iniciativa para cooperar com os outros, abrindo seu coração com frequência para se consultar com os outros e buscar seu conselho, e se você consegue adotar as sugestões dos outros e ouvir com atenção seus pensamentos e palavras, então você está seguindo a senda certa, na direção certa. Desça de seu pedestal e esqueça seu título. Não dê atenção a essas coisas, trate-as como coisas sem importância, e não as veja como um distintivo de status, como galardão. Acredite, em seu coração, que você e os outros são iguais; aprenda a colocar-se em pé de igualdade com os outros e seja capaz até mesmo de se rebaixar para pedir a opinião dos outros. Seja capaz de ouvir com seriedade, cuidado e atenção o que os outros têm a dizer. Dessa forma, você gerará cooperação pacífica entre você e os outros. A que função, então, serve a cooperação pacífica? Serve a uma grande função, na verdade. Você ganhará o que jamais teve, coisas novas, coisas de um império mais alto; você descobrirá as virtudes dos outros e aprenderá com seus pontos fortes. E há mais uma coisa: os aspectos em meio às suas noções que o levam a considerar os outros imbecis, estúpidos, tolos, inferiores a você — quando você ouve as sugestões dos outros ou quando os outros abrem seu coração para falar com você, sem querer você vem a perceber que ninguém é tão simples assim, que todos, não importando quem sejam, têm uns pensamentos importantes. E dessa forma, você deixará de ser um sabichão, não pensará mais que é mais esperto e melhor do que todos os outros. Impede que você viva sempre num estado narcisista de autoadmiração. Serve para proteger você, não serve? Tal é o resultado e benefício de trabalhar com outros” (‘Eles gostariam que os outros obedecessem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 1)’ em “Expondo os anticristos”). Quando vi isso, percebi que a razão pela qual eu não queria cooperar com a irmã Lin e temia dividir meu poder era que eu não via o dever que Deus me deu como Sua comissão e minha missão. Eu a via como posição oficial, como se fosse minha posição e coroa. Eu me recusava a cooperar com outros, mas era sempre altiva e poderosa, querendo me destacar sozinha. Era a senda errada. O que aquele período revelou foi que eu tinha um entendimento superficial da verdade. Eu não considerava nosso trabalho de forma holística e mal fazia qualquer trabalho prático. Ajudar os irmãos em seus problemas na entrada na vida era uma luta, e havia muito trabalho que eu não conseguia fazer sozinha. Eu precisava de mais alguém com quem pudesse trabalhar, discutir e para receber um feedback, para aprender com seus pontos fortes e fortalecer minhas fraquezas. Pensei em Deus encarnado, que expressou tantas verdades para a salvação da humanidade, mas que nunca Se colocou na posição de Deus. Ele ouve as sugestões das pessoas em muitas coisas. Ele não é nem um pouco arrogante e nunca se exibe. Ele sempre expressa verdades para regar e sustentar a humanidade. Vi como a essência de Deus é bondosa e amável. Mas eu era corrompida por Satanás, cheia de caracteres satânicos, e não entendia a verdade. Havia muito que eu não conseguia entender. Mesmo assim era altiva e poderosa, pensando que era algo especial, que podia assumir muito trabalho sozinha, sem uma parceira, sem considerar ninguém. Vi que era muito arrogante. Na verdade, discutir as coisas e comungar mais em seu dever é sensato e sábio, não é sinal de incompetência. É ganhar de outros aquilo que você não vê nem entende e evitar a senda errada por causa da sua presunção. É a única maneira de cumprir bem um dever e ganhar a proteção de Deus. Agora entendo a vontade de Deus. Discutir as coisas, cooperar e fortalecer as fraquezas dos outros é o único jeito de cumprir bem um dever e agradar a Deus.

Li ainda outra passagem: “Quando estão coordenando com outros para cumprir seus deveres, vocês são capazes de ser abertos a opiniões divergentes? Vocês aceitam o que outros dizem? Vocês acham que alguém é perfeito? Não importa quão fortes as pessoas sejam ou quão capazes e talentosas, elas ainda assim não são perfeitas. As pessoas devem reconhecer isso; é um fato. Essa é também a atitude mais apropriada de qualquer um que esteja considerando corretamente seus pontos fortes e vantagens ou defeitos; essa é a racionalidade que as pessoas possuem. Com tal racionalidade, você pode lidar adequadamente com seus próprios pontos fortes e fraquezas, assim também com os de outros, e isso irá capacitá-lo a trabalhar junto a eles harmoniosamente. Se está munido desse aspecto da verdade e pode entrar neste aspecto da realidade da verdade, então você pode se relacionar harmoniosamente com seus irmãos e irmãs, valendo-se dos pontos fortes uns dos outros para compensar quaisquer fraquezas que você tenha. Dessa forma, não importa que dever você esteja cumprindo ou o que esteja fazendo, você sempre ficará melhor no que faz e terá a bênção de Deus” (‘Apenas praticando a verdade é possível possuir humanidade normal’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). Verdade. Ser ótimo e capaz não torna alguém completo. Todos têm pontos fortes e fraquezas, e eles devem ser abordados corretamente. Devemos aprender a ouvir as sugestões de outros e fortalecer uns aos outros, para termos um bom senso de cooperação com os outros. Antes, eu só dava atenção à rega dos recém-convertidos, e a irmã Lin assumia o trabalho evangelístico. Se eu tivesse assumido todo esse trabalho, eu jamais teria dado conta nem trabalhado bem. E minha perspectiva era limitada em muitas coisas em meu dever. Eu era precipitada. Sempre que um líder perguntava sobre meu trabalho, havia muitos erros e coisas que não tinham sido feitas corretamente. Percebi que realmente precisava de uma parceira naquele dever. Nunca entendi isso antes, e não conhecia a mim mesma. Eu era arrogante, queria estar no controle e não conseguia trabalhar com outros. Isso atrasou o trabalho da igreja. Me senti muito culpada, então orei a Deus em silêncio, não queria mais viver em corrupção, estava pronta para trabalhar bem com a irmã Lin em meu dever.

Depois disso, no nosso trabalho, vi que ela tinha muitos pontos fortes. Ela era mais atenciosa do que eu e buscava os princípios da verdade quando as coisas surgiam. Ela era minuciosa em sua comunhão sobre problemas. Eu não tinha sido uma líder por muito tempo e só tinha uma ideia vaga de como administrar o trabalho da igreja. Eu carecia de clareza quando se tratava dos detalhes do trabalho e da comunhão. Eu não estava à altura dela nesses pontos. E ela era mais amável do que eu em sua rega dos recém-convertidos. Quando ela os ajudava, Ela comungava repetidas vezes e os acompanhava. Quando eu achava que ela já tinha feito um trabalho maravilhoso, ela dizia que devia acompanhá-los ainda mais. Pensei sobre como eu não tinha cooperado com ela, mas que a tinha tratado como supérflua. Às vezes, ela caía em negatividade, mas rapidamente corrigia seu pensamento e continuava cumprindo seu dever. Embora eu a desdenhasse, ela continuava fazendo perguntas. Ela era amável e paciente e assumia uma responsabilidade em seu dever. Eram qualidades que me faltavam. Eu me senti péssima quando percebi isso. Vi como meu caráter corrupto tinha prejudicado a irmã Lin e o trabalho da casa de Deus. Se eu tivesse cooperado com ela desde o início, discutindo tudo com ela, as coisas não teriam resultado nisso. Cheia de remorso, vim para diante de Deus e orei: “Deus, vejo minha corrupção e minhas falhas, e agora entendo Tua vontade. A partir de agora, cooperarei com a irmã Lin e viverei uma semelhança humana”.

Depois disso em meu trabalho com a irmã Lin, eu fazia questão de perguntá-la coisas como: “Você concorda com isso? Você tem outra sugestão?”. Certa vez, quando estávamos discutindo nosso trabalho, ela me perguntou como estava indo a rega dos recém-convertidos. Pensei: “Conversamos sobre isso uns dias atrás, por que fazer isso de novo? Se houver algum problema, eu dou conta dele”. Quis ignorá-la novamente. Então percebi que meu velho problema estava mostrando a cara de novo, que eu queria estar no controle. Fiz uma oração rápida, pedindo que Deus me guiasse para que eu não agisse a partir da corrupção. Depois da minha oração, lembrei-me de todas as minhas falhas, de como eu era ditatorial e dominadora, sempre querendo fazer as coisas do meu jeito e me exibir. Era uma expressão de Satanás. Eu devia renunciar a mim mesma e praticar as palavras de Deus e cooperar com ela. Assim, compartilhei com ela tudo que sabia sobre meu trabalho, e quando terminei, ela compartilhou as ideias dela. Aprendi algumas coisas com a comunhão dela e senti que era um jeito maravilhoso de cumprir um dever. Depois disso, eu a procurava para discutir nosso dever e procurávamos a verdade e comungávamos sobre os problemas dos recém-convertidos. Depois de um tempo, meu estado e meu desempenho em meu dever melhoraram. Sou tão grata a Deus. E vi como praticar a verdade em meu dever, como trabalhar bem com os outros e apoiar uns aos outros é abençoado por Deus!

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