Aprendendo a ser uma testemunha melhor

04 de Fevereiro de 2022

Por Moran, China

Em junho do ano passado, fui selecionada como diaconisa de rega e me tornei responsável pela rega daqueles que tinham acabado de aceitar a obra de Deus dos últimos dias. Eu pensei: “Deus me exalta com um dever tão importante, devo então cumprir bem o meu dever e retribuir o amor de Deus”. No início, tive muitas dificuldades com o trabalho. Alguns irmãos estavam ocupados com seus empregos e não participavam regularmente das reuniões, alguns foram enganados pela calúnia religiosa e do Partido Comunista e relutavam em participar, e alguns eram passivos e fracos por causa da resistência da família e não podiam cumprir os seus deveres. Eu sentia muita pressão quando refletia sobre essas coisas. Para regar bem esses irmãos, de modo que entendessem a verdade e criassem raízes na senda certa, muito trabalho precisava ser feito. Durante aquele tempo, orei a Deus, confiei Nele e busquei a verdade para resolver seus problemas e dificuldades. Depois de um tempo, a maioria frequentava as reuniões normalmente, e alguns deles aprenderam o significado de cumprir seus deveres e assumiram um dever. Quando vi esses resultados, fiquei encantada e fiquei satisfeita comigo mesma. “Devo ser boa nesse trabalho. Caso contrário não alcançaria resultados tão bons.” Depois disso, quando ouvia os irmãos falarem sobre seus estados e dificuldades, eu involuntariamente começava a exibir que eu era melhor e mais experiente do que eles.

Certa vez, numa reunião com algumas irmãs que tinham acabado de começar seu dever de rega, elas mencionaram que alguns recém-convertidos enfrentavam a repressão e detenção frenética do Partido Comunista e se sentiam negativas, fracas, tímidas e temerosas. Essas irmãs não sabiam como comungar para resolver isso. Pensei que, já que tinha resolvido esses problemas recentemente e obtido alguns resultados, essa era uma boa chance de dizer-lhes como eu comungava sobre a verdade para resolver essas coisas e mostrar-lhes que eu entendia a verdade melhor e era a obreira mais capaz. Então, eu disse, cheia de confiança: “Recentemente, reguei alguns irmãos que estavam no mesmo estado. Eu estava muito ansiosa na época, então, para regá-los bem, eu tive muitas reuniões com eles e li a palavra de Deus e comunguei sobre a verdade voltada para o seu estado. Eu ia de bicicleta. Eram mais de 50 quilômetros para ir e voltar. Depois de regá-los por um tempo, eles ganharam algum conhecimento da obra, onipotência e sabedoria de Deus, entenderam como Deus usa o grande dragão vermelho como contraste em Sua obra, e eles ganharam confiança em Deus. Não se sentiram mais constrangidos pela perseguição do Partido Comunista e até quiseram espalhar o evangelho para testificar da obra de Deus…” Enquanto eu comungava, as irmãs me olharam como que em trance. Tive uma sensação de realização e me sentia cada vez mais energizada enquanto falava. Quando terminei, uma irmã disse, animada: “Com toda a sua experiência, você vê os problemas claramente. Eu ficaria toda confusa”. Outra irmã disse com inveja: “Resolver esses problemas é tão fácil para você. Se você tiver outras experiências boas, por favor, comungue conosco para que possamos aprender com você”. Fiquei encantada ao ouvir seus elogios. Embora dissesse que os resultados do meu trabalho se deviam à orientação de Deus e não aos meus próprios esforços, em meu coração, senti que eu tinha sofrido e pago um preço por esses resultados. Depois disso, passei a me exibir ainda mais.

Numa reunião, uma irmã estava negativa porque seus deveres de rega não produziam bons resultados, e ela falou sobre muitas dificuldades. Pensei: “Se eu falar que tenho as mesmas dificuldades, os outros não me menosprezarão? Sou responsável pelo trabalho dela, então lhe contarei minhas experiências de sucesso e lhes mostrarei como eu comunguei sobre a verdade para resolver problemas quando eu enfrentei esses problemas e dificuldades. Assim, posso resolver seus problemas e fazer com que me admirem ainda mais”. Depois disso, evitei falar sobre minhas fraquezas e deficiências e, em vez disso, me gabei de como eu era eficiente em meus deveres. Eu disse: “Durante esse período, reguei e apoiei cinco irmãos e irmãs. Alguns tinham noções religiosas, alguns cobiçavam dinheiro e não participavam das reuniões normalmente, e alguns eram fracos e negativos devido a problemas em casa. Eu os procurei um por um, superei algumas dificuldades, busquei muito na palavra de deus e comunguei com cada um para resolver esses problemas, até entenderem a verdade, abandonarem suas noções, participarem das reuniões e assumirem um dever. Havia um irmão, um profissional talentoso, que raramente vinha às reuniões porque ele buscava status e fama no mundo. Eu tive muitas dificuldades no processo de apoiá-lo, mas confiei em Deus, li a palavra de Deus para ele e comunguei sobre a vontade de Deus. Isso o ajudou a entender o valor de buscar a verdade para crentes em Deus e lhe permitiu ver que buscar reputação e status é algo vazio e que ele só poderia ganhar a verdade e vida e ser salvo por Deus se seguisse a Deus, então ele se dispôs a buscar a verdade e a cumprir os seus deveres”. Depois da minha comunhão, vi muita admiração e adoração nos rostos das minhas irmãs, e elas anotaram as passagens da palavra de Deus em minha comunhão. Uma irmã exclamou: “Você usou a verdade para resolver seus problemas, os ajudou a entender a vontade de Deus, a seguir a Deus e a cumprir seus deveres. Você não poderia fazer isso se não possuísse as realidades da verdade”. Outra irmã disse, admirada: “Se eu enfrentasse esses problemas, eu não seria capaz de resolvê-los. Você tem mais experiência, por isso é melhor em resolver esses problemas do que nós”. Eu também senti isso na época. Depois da nossa conversa, uma das irmãs se senti um pouco negativa, pois achava que seu calibre era baixo e que não conseguia usar a verdade para resolver os problemas dos recém-convertidos. Pensei: “Estou falando demais sobre minha experiência bem-sucedida? Os problemas que elas enfrentam são simples para mim e fáceis de resolver. Por isso, elas se sentem incapazes e me admiram e confiam em mim para resolver todos os seus problemas?”. Pensei sobre os danos de admirar e ser admirado. Mas então pensei: “Estou falando sobre minha experiência prático, então não deve haver problema”. Àquela altura, eu não refleti sobre mim mesma, e o assunto passou. Mais tarde, encontrei duas irmãs de rega para perguntar sobre o trabalho delas. Assim que cheguei, uma delas disse toda animada: “Ainda bem que você está aqui. Temos alguns irmãos aqui com problemas que não sabemos resolver. Agora que você está aqui, podemos perguntar você”. Seu olhar de expectativa me deixou animada e preocupada ao mesmo tempo. Animada, porque ela me admirava, mas preocupada, porque eu me perguntava se falar sempre sobre os resultados que eu alcançava em meu trabalho a tinha levado a me admirar. Meu pensamento seguinte foi: “Eu sempre falo sobre meus sucessos para lhes dar uma senda de prática, o que é proteger o trabalho da casa de deus. Além disso, só falo sobre minhas experiências reais, eu não exagero”. Então, de novo, comunguei sobre minhas experiências positivas. Elas reagiram com a admiração e inveja habituais, e eu fiquei encantada.

Depois disso, em cada reunião, eu falava sobre como eu sofria e pagava um preço em meus deveres, como eu comungava sobre a verdade para resolver problemas e cada um dos meus exemplos de sucesso. Aos poucos, todos os meus irmãos e irmãs começaram a me adorar, esperavam que eu resolvesse todos os seus problemas, e eu gostava muito da sensação de ser admirada e adorada. Voltando das reuniões, eu me lembrava das expressões dos irmãos de admiração e estima e me sentia exultante. Depois de pouco tempo em meus deveres, eu era admirada por tantos, e isso me dava forças e motivação em meus deveres. Mas assim que mergulhei na alegria de ser adorada, enfrentei poda e tratamento inesperados.

Um dia, a líder da igreja me procurou e disse: “Pedi que os irmãos avaliassem você nessa eleição da igreja, e todos disseram que você gosta de se exibir”. Quando ouvi isso, meu rosto ficou vermelho de vergonha. Pensei: “Como puderam dizer que eu gosto de me exibir? O que o líder pensa de mim? Como poderei encarar os outros novamente?”. Eu me apressei para me explicar: “Admito que sou um tanto arrogante e, às vezes, me exibo involuntariamente, mas não me exibo deliberadamente. Eu só apresento um relato verdadeiro da minha experiência e conhecimento”. Minha líder viu que eu não conhecia a mim mesma e disse: “Você fala sobre sua própria experiência, mas por que os irmãos admiram você e confiam em você em vez de confiarem em Deus e buscarem a verdade? Você diz que não se exibe deliberadamente, mas por que não fala de sua própria corrupção, suas deficiências, negatividade, fraqueza nem seus pensamentos reais? Você só fala sobre as coisas boas, não sobre sua corrupção e fraqueza. Isso passa a impressão de que você busca a verdade e sabe como experimentar. Isso não é exaltar a si mesma e se exibir?”. Eu não tinha resposta para o que minha líder expôs e criticou. Lembrei-me de que eu só falava sobre minha experiência de sucesso nas reuniões, mas nunca me abria sobre meus desvios e fracassos em meu dever. Eu realmente estava me exibindo. Ao pensar em como eu tinha me exibido na frente de tantos irmãos e como todos eles me discerniram, eu senti tanta vergonha que quis ser engolida pelo chão. Quanto mais pensava, pior me sentia, e não conseguia parar de chorar. Caí de joelhos diante de Deus e orei: “Deus, não quero mais me exibir. Por favor, guia-me para que eu possa refletir e vir a conhecer a mim mesma”.

Mais tarde, li uma passagem das palavras de Deus: “Exaltar-se, testificar de si mesma, exibir-se, tentar fazer com que as pessoas a estimem — a humanidade corrupta é capaz dessas coisas. É assim que as pessoas reagem instintivamente quando são governadas por sua natureza satânica, e é algo comum a toda a humanidade corrupta. Como as pessoas costumam exaltar e testificar de si mesmas? Como alcançam esse objetivo? Uma maneira é testificar o quanto sofreram, quanto trabalho fizeram e o quanto se despenderam. Elas falam sobre essas coisas como uma forma de capital pessoal. Isto é, elas usam essas coisas como capital para se exaltar, o que lhes garante um lugar mais elevado, mais firme e mais seguro na mente das pessoas, para que mais pessoas as estimem, admirem, respeitem e até mesmo venerem, idolatrem e sigam. Esse é o efeito principal. As coisas que fazem para alcançar esse objetivo — toda sua exaltação própria e os testemunhos de si mesmas — são sensatas? Não são. Estão além do alcance da racionalidade. Essas pessoas não têm vergonha: elas testificam descaradamente daquilo que fizeram por Deus e quanto sofreram por Ele. Até exibem seus dons, talentos, experiências e habilidades especiais ou suas técnicas espertas de comportar-se e os meios que usam para brincar com as pessoas. Seu método de se exaltar e testificar de si mesmas é exibir-se e depreciar os outros. Elas também dissimulam e se camuflam, escondendo suas fraquezas, deficiências e falhas das pessoas para que estas só vejam sua excelência. Nem ousam contar a outras pessoas quando se sentem negativas; carecem da coragem de se abrir e comungar com elas, e quando cometem algum erro, fazem de tudo para escondê-lo e encobri-lo. Jamais mencionam os danos que causaram à casa de Deus durante o cumprimento de seu dever. Quando, porém, fazem alguma contribuição insignificante ou alcançam algum sucesso menor, elas são rápidas em exibi-lo. Não conseguem esperar para contar ao mundo inteiro como são capazes, como é alto o seu calibre, quão excepcionais são e quão melhores são do que as pessoas normais. Isso não é uma maneira de se exaltar e testificar de se mesmo? Exaltar-se e testificar de si mesmo está dentro dos limites da humanidade normal? Não está. Assim, quando as pessoas fazem isso, que caráter costumam revelar? O caráter arrogante é uma das manifestações principais, seguida por enganação, que envolve fazer o possível para fazer com que as pessoas as tenham em alta estima. Suas histórias são totalmente perfeitas; suas palavras contêm claramente motivações e esquemas, e elas encontraram um jeito de esconder o fato de que estão se exibindo, mas o resultado daquilo que dizem é que as pessoas ainda são levadas a pensar que elas são melhores do que os outros, que ninguém se compara a elas, que todos os outros são inferiores a elas. E esse resultado não é alcançado por via de meios ardilosos? Que caráter está no centro de tais meios? E há quaisquer elementos de perversidade? Esse é um tipo de caráter perverso” (‘Eles se exaltam e dão testemunho de si mesmos’ em “Expondo os anticristos”). A revelação da palavra de Deus tocou meu coração. Meu comportamento não era exatamente o exibir-se e testificar de si mesmo revelados na palavra de Deus? Percebi que, quando cumpria o meu dever, eu só falava sobre meu próprio sofrimento e os resultados positivos dos meus deveres. Nas reuniões, meus irmãos mencionavam problemas que não sabiam resolver, mas eu não comungava sobre a verdade para ajudá-los a entender a vontade de Deus nem os orientava a confiar em Deus em seus deveres. Em vez disso, eu testificava de meu próprio sofrimento e minha habilidade em resolver problemas. Eu sempre falava sobre o quanto eu viajava e o preço que pagava para regar as pessoas. Eu nunca falava das minhas fraquezas e deficiências que expunha quando enfrentava dificuldades. Normalmente, eu só falava sobre entrada positiva nas reuniões, como eu suportava fardos e considerava a vontade de Deus, como eu buscava a verdade para resolver as coisas quando meus irmãos tinham problemas ou sobre quantos participavam das reuniões e cumpriam seus deveres graças à minha rega e apoio. para fazer com que os outros pensassem que eu entendia a verdade e sabia resolver problemas. Era claramente a palavra de Deus que lhes permitia entender a verdade, ter fé e querer cumprir os seus deveres. Esses são os resultados alcançados pela palavra de Deus. Mas eu não exaltava a Deus nem testificava da palavra e obra de Deus. Ouvir minhas experiências não passava conhecimento de Deus a ninguém, mas eles me adoravam. Eles não confiavam em Deus nem buscavam a verdade quando tinham problemas. Em vez disso, buscavam minha comunhão para resolver as coisas. Eles me viam como alguém que poderia até salvar sua vida. Eu estava trazendo as pessoas para diante de mim mesma. Eu estava enganando as pessoas e competindo com Deus por status. Ainda assim, eu não sentia que estava exaltando a mim mesma nem me exibindo. Ainda achava que estava apenas discutindo minha própria experiência. Agora eu vi que eu tinha intenções desprezíveis quando discutia minhas experiências. Eu estava tentando conquistar uma posição alta no coração das pessoas. Quanto mais eu refletia, mais eu me sentia desprezível e descarada. Deus me exaltou com esse dever de rega, para que eu pudesse comungar sobre Sua palavra para resolver problemas, levar pessoas para diante de Deus e ajudá-las a entender a verdade e vir a conhecer a Deus. Mas em meus deveres, eu me exibia por toda parte para fazer com que as pessoas me adorassem. Vi os efeitos da obra do Espírito Santo como efeitos do meu próprio trabalho e usei isso como capital para me gabar. Roubei a glória de Deus e desfrutei da admiração e adoração dos meus irmãos e não senti vergonha nenhuma. Eu não tinha nem um pingo de consciência e razão! Deus arranjou uma irmã para me podar e lidar comigo, para me levar a refletir sobre a senda errada em que eu estava e corrigir meu curso a tempo, o que era o amor e a salvação de Deus para mim. Eu sabia que não podia mais machucar o coração de Deus. Eu devia me arrepender.

Na época, lembrei-me de uma passagem da palavra de Deus: “‘Compartilhar e comunicar experiências’ significa dar voz a cada pensamento em seu coração, a seu estado de ser, às suas experiências, ao seu conhecimento das palavras de Deus e ao caráter corrupto dentro de você e então permitir que os outros os discernem, aceitam as partes positivas e reconhecem o que é negativo. Só isso é compartilhar e só isso é verdadeiramente comunicar” (‘A prática mais fundamental de ser uma pessoa honesta’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Enquanto pesava as palavras de Deus, entendi que a comunhão sobre experiências não deve conter intenções, ambições e desejos pessoais. Não importa se fosse positivo ou negativo, eu sempre deveria me abrir aos meus irmãos sobre meu estado verdadeiro, para que pudessem absorver o positivo e aprender a discernir o negativo a partir da minha experiência e vissem que eu também sou rebelde e corrupta, e não me admirassem. Assim, minha experiência poderia ensinar-lhes lições a ajudá-los a evitar sendas erradas. Na reunião no dia seguinte, encontrei a coragem para discutir meu estado. Analisei e desabafei sobre como eu tinha me exibido para que os outros me admirassem e como tinha refletido e vindo a conhecer a mim mesma. Tive uma forte sensação de segurança e alegria naquela reunião.

Mais tarde, eu soube que uma irmã estava muito deprimida. Quando conversamos, ela disse: “Nas reuniões, sempre ouço suas experiências e como você consegue ajudar os outros, mas eu careço das realidades da verdade e meu calibre é pobre demais. Quando surgem problemas, não consigo resolvê-los. É estressante demais. Não dou conta desse dever”. Quando ouvi aquilo, senti muita vergonha. Pensei: “Eu sou responsável pela negatividade dela. Eu não exaltei Deus em meus deveres, não resolvi as dificuldades práticas dos meus irmãos em sua entrada na vida e sempre exagerei e me exibi, o que a levou a crer equivocadamente que eu entendia a verdade e tinha estatura. Não posso repetir meu erro. Devo me abrir e me revelar a ela”. Então, eu lhe contei tudo, incluindo meu estado e como eu tinha me exibido durante esse período. Eu lhe disse que, na verdade, eu não possuía as realidades da verdade, que os resultados dos meus deveres vinham da obra e orientação do Espírito Santo e que eu não conseguia alcançar nada por conta própria. Minha irmã se comoveu e disse: “Eu não busco a verdade, não tenho lugar para Deus em meu coração e admiro dons externos e não sei que é tudo obra e orientação de Deus. Não quero viver em negatividade e fraqueza. Quero confiar em Deus e cumprir meus deveres”.

Depois disso, comecei a refletir sobre mim mesma. Por que, mesmo sabendo que se exibir era resistir a Deus, eu ainda assim seguia essa senda involuntariamente? O que estava acontecendo aqui? Mais tarde, li uma passagem da palavra de Deus: “Algumas pessoas particularmente idolatram Paulo. Elas gostam de sair, dar palestras e trabalhar, gostam de participar de reuniões e pregar e gostam quando as pessoas as ouvem, as veneram e giram em torno delas. Elas gostam de ter status na mente dos outros e apreciam quando os outros valorizam a imagem que apresentam. Vamos analisar sua natureza a partir desses comportamentos: qual é natureza delas? Se elas realmente se comportam assim, então é o suficiente para mostrar que são arrogantes e convencidas. Elas não adoram a Deus nem um pouco; elas buscam um status mais elevado e desejam ter autoridade sobre os outros, possuí-los e ter status na mente deles. Essa é a imagem clássica de Satanás. Os aspectos de sua natureza que se sobressaem são a arrogância e a presunção, uma relutância em adorar a Deus e um desejo de ser adorado pelos outros. Tais comportamentos podem lhe dar uma visão muito clara da natureza delas” (‘Como conhecer a natureza do homem’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Entendi a partir da revelação da palavra de Deus que eu gostava de me exibir aos meus irmãos e os levava a me admirar porque eu era controlada por minha natureza arrogante, e essa é a senda de resistir a Deus. Minha natureza arrogante me levava a me apreciar quando meus deveres produziam algum resultado. Nas reuniões, eu sempre exagerava e exibia os resultados do meu trabalho para provar que eu era capaz e fazer com que os outros me admirassem. Eu me sentia fraca diante de dificuldades em meu dever e manifestava rebeldia e corrupção, mas eu nunca as mencionava para parecer extraordinária e superior, para que os outros me admirassem e adorassem ainda mais. Quando meus irmãos me elogiavam, eu ficava muito feliz e desfrutava descaradamente de sua admiração e adoração. Eu não estava tentando me tornar um rei no coração das pessoas e competir com Deus por elas? Lembrei-me de o quanto Paulo gostava de reuniões e de pregar, como ele reivindicava os efeitos da obra do Espírito Santo como seu próprio capital, sempre se exibia e se exaltava para enganar as pessoas e trazia os crentes para diante de si mesmo, de modo que, ainda agora, dois mil anos depois, todo o mundo religioso adora e exalta Paulo, tratando as palavras de Paulo como a palavra de Deus e carece de qualquer conhecimento do Senhor Jesus. Paulo era arrogante, hipócrita e não tinha consideração por Deus; ele trilhava a senda de um anticristo que resiste a Deus. Ele ocupou a posição de Deus no coração das pessoas, ofendeu o caráter justo de Deus e foi punido e amaldiçoado por Deus. Eu não era igual a Paulo? Eu também era arrogante, hipócrita, gostava de me exaltar e exibir e de me cercar com pessoas. Como resultado, após meses de minha “apresentação”, todos me admiravam e não tinham lugar para Deus em seu coração. Quando ocorriam problemas, em vez de procurar Deus, eles buscavam minha comunhão e soluções. Eu não estava resistindo a Deus e prejudicando os irmãos? Eu aceitei a comissão de Deus, mas me opunha a Deus, tornei-me inimiga Dele e, como Paulo, trilhei a senda do anticristo de resistir a Deus. Se eu não me arrependesse, meu fim seria igual ao de Paulo. Eu seria eliminada e punida por Deus. Só então eu vi que eu era controlada por minha natureza arrogante. Repetidas vezes, eu me exibi descaradamente e me gabei de mim mesma, enganei meus irmãos para que me adorassem e, às vezes, até tive intenções desprezíveis e usei truques para me exibir. Eu era tão maligna! Fiquei enojada comigo mesma, odiei a mim mesma e jurei que nunca mais me exibiria.

Depois disso, vi um vídeo de uma leitura da palavra de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Qual é o seu entendimento do caráter de Deus, daquilo que Ele tem e é? Qual é o seu entendimento de Sua autoridade e de Sua onipotência e sabedoria? Alguém sabe há quantos anos Deus tem operado entre toda a humanidade e todas as coisas? Ninguém conhece o número exato de anos até agora pelos quais Deus tem operado e gerenciado toda a humanidade; Ele não informa tais coisas à humanidade. Mas se Satanás fosse fazer isso por um tempo, ele o anunciaria? Ele certamente o anunciaria. Satanás quer se exibir, para que ele possa enganar mais pessoas e fazer com que mais pessoas lhe deem crédito. Por que Deus não informa esse empreendimento? Existe um aspecto na essência de Deus que é humilde e oculto. Quais coisas estão em oposição à humildade e ocultabilidade? Arrogância, impudência e ambição. […] Os anticristos não são diferentes: eles se gabam de cada coisinha que fazem na frente de todos. Ouvindo-os, parece que estão testificando de Deus — mas se ouvir com atenção, você descobrirá que eles não estão testificando de Deus, mas se exibindo, aumentando a si mesmos. A motivação e a essência por trás daquilo que eles dizem é competir com Deus pelos escolhidos e por status. Deus é humilde e oculto, e Satanás se exibe. Existe uma diferença? Satanás poderia ser descrito como humilde? (Não.) A julgar por sua natureza e essência perversas, ele é um pedaço de lixo sem nenhum valor; seria extraordinário se Satanás não se exibisse. Como Satanás poderia ser chamado de ‘humilde’? ‘Humildade’ é algo que se diz sobre Deus. A identidade, a essência e o caráter de Deus são elevados e honráveis, mas Ele nunca se exibe. Deus é humilde e oculto, Ele não permite que as pessoas vejam o que Ele fez, mas enquanto Ele opera em tal obscuridade, a humanidade é incessantemente sustentada, nutrida e orientada — e tudo isso é arranjado por Deus. É ocultação e humildade o fato de que Deus nunca divulga essas coisas, nunca as menciona? Deus é humilde exatamente porque Ele é capaz de fazer essas coisas, mas nunca as menciona nem divulga, não as discute com as pessoas. Que direito você tem de falar de humildade quando é incapaz de fazer essas coisas? Você não fez nenhuma dessas coisas, mas insiste em ficar com o mérito por elas — isso se chama ser descarado. Orientando a humanidade, Deus executa uma obra tão grande, e Ele preside sobre todo o universo. Seu poder e autoridade são tão vastos, mas Ele nunca disse: ‘Minha habilidade é extraordinária’. Ele permanece oculto entre todas as coisas, presidindo sobre tudo, nutrindo e provendo para a humanidade, permitindo que toda a humanidade continue geração após geração. Veja, por exemplo, o ar e o brilho do sol ou todas as coisas materiais visíveis necessárias para a existência humana — todas elas jorram sem cessar. Não há dúvida de que Deus provê para o homem. Então, se Satanás fizesse algo bom, ele permaneceria em silêncio e seria um herói anônimo? Jamais. É como o fato de que existem alguns anticristos na igreja que, no passado, fizeram trabalho perigoso ou realizaram trabalho que prejudicou seus interesses, que podem até ter ido para a prisão; há também aqueles que, no passado, contribuíram para um aspecto do trabalho da casa de Deus. Eles nunca se esquecem dessas coisas, acham que merecem crédito vitalício por elas, acreditam que são o capital de sua vida — o que mostra como as pessoas são pequenas! As pessoas são pequenas, e Satanás é descarado” (‘Eles são malignos, insidiosos e enganosos (parte 2)’ em “Expondo os anticristos”). Senti vergonha quando vi essas palavras de Deus. Deus é o Criador, Ele tem autoridade e poder e o status mais elevado. No entanto, Deus veio encarnado para salvar a humanidade corrupta, e, em silêncio, Ele expressa a verdade para suprir e salvar as pessoas. Deus é supremo e poderoso, mas Ele nunca reivindica o status de Deus. Ele nunca exibe quanta obra Ele fez para salvar a humanidade nem quanta humilhação e dor Ele sofre. Em vez disso, Ele permanece humilde e oculto entre as pessoas, fazendo a Sua obra. Isso é algo que nenhum ser humano pode fazer. Quando vi que a essência de Deus é santa e bela, senti ainda mais vergonha da minha arrogância e hipocrisia e do meu hábito de me exibir. Sou uma pessoa totalmente imunda e profundamente corrompida por Satanás, aos olhos de Deus sou insignificante, mesmo assim eu me exaltava descaradamente, me exibia e fazia com que os outros me admirassem e adorassem. Eu era tão arrogante que perdi minha razão e não era digna de viver diante de Deus! Em minha vergonha, orei a Deus: “Deus, por meio do Teu julgamento e revelação, vi que não vivo nenhuma semelhança humana, e não quero mais viver assim. Deus, guia-me para que eu pratique a verdade e me livre da escravidão e restrições do meu caráter satânico”.

Então, eu vi outra passagem da palavra de Deus:“Ao dar testemunho de Deus, deveriam sobretudo falar mais de como Deus julga e castiga as pessoas, que provações Ele usa para refinar as pessoas e mudar o caráter delas. Deveriam falar também de quanta corrupção foi revelada em sua experiência, quanto suportaram e como foram finalmente conquistados por Deus; falar sobre quanto conhecimento real da obra de Deus vocês têm e de como deveriam dar testemunho de Deus e retribuir-Lhe por Seu amor. Vocês deveriam pôr substância nesse tipo de linguagem, colocando-a de uma maneira simples. Não falem sobre teorias vazias. Falem de forma mais realista; falem a partir do coração. É assim que vocês deveriam experimentar. Não se equipem com teorias vazias que pareçam profundas em um esforço para se mostrar; fazer isso faz com que pareçam bastante arrogantes e insensatos. Vocês deveriam falar mais de coisas reais a partir de sua experiência atual que são genuínas e a partir do coração; isso é mais benéfico para os outros e mais apropriado para eles verem. Vocês costumavam ser pessoas que mais se opunham a Deus e foram as menos inclinadas a se submeter a Ele, mas agora foram conquistadas — nunca se esqueçam disso. Deveriam ponderar e refletir mais sobre esses assuntos. Uma vez que as pessoas os entenderem claramente, elas saberão como dar testemunho; caso contrário, estarão propensos a cometer atos vergonhosos e insensatos” (‘Somente buscando a verdade pode-se alcançar uma mudança no caráter’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Encontrei sendas de prática nas palavras de Deus. A fim de resolver o problema de me exibir, eu devia exaltar e testificar de Deus, Testificar da obra, do caráter de Deus e de Suas exigências às pessoas, expor minha rebeldia, corrupção e minhas intenções desprezíveis e suas consequências quando eu fazia as coisas, e falar sobre como, mais tarde, eu experimentei o julgamento e castigo na palavra de Deus e vim a conhecer a mim mesma, para que os outros possam ganhar discernimento da minha corrupção e ter conhecimento da obra de Deus, ver a salvação de Deus para as pessoas e testificar do amor de Deus pelas pessoas. Além disso, eu devia aprender a falar honestamente e de coração ao discutir minha experiência, sem exagerar, sem me exibir e me colocar acima dos outros. Quando entendi essas sendas de prática, comecei a praticá-las conscientemente. Numa reunião, um irmão falou sobre buscar reputação e status em seus deveres. Ele se comparava com todos, se sentia péssimo e não sabia como resolver isso. Quando ele descreveu seu estado, pensei: “Se eu resolver seu problema, quando ele falar sobre sua experiência no futuro, ele dirá que foi a minha comunhão que lhe permitiu mudar seu estado. Os irmãos me admirarão e dirão que eu entendo a verdade e tenho estatura. Devo compor minhas palavras e ideias na minha comunhão e contar-lhe tudo sobre minha experiência”. Naquele momento, senti repreensão própria quando percebi de repente que eu estava prestes a fazer minha apresentação satânica de novo. O pensamento que eu acabara de ter era repugnante, como se tivesse engolido uma mosca morta, então orei a Deus em silêncio pedindo força para negar a mim mesma e exaltar e testificar de Deus dessa vez. Eu simplesmente contei ao irmão que eu buscava status e reputação no passado, falei da minha luta por fama e fortuna, do meu fracasso e de minha demissão, e de como, mais tarde, por meio do julgamento e revelações da palavra de Deus, eu fui capaz de refletir, vir a conhecer a mim mesma e alcançar alguma mudança. Depois da minha comunhão, meu irmão reconheceu que sua natureza era arrogante demais e que buscar status e reputação é a senda do anticristo, e ele quis se arrepender. Quando ouvi a comunhão do meu irmão, não pude parar de agradecer a Deus. Essa era a orientação de Deus em operação.

Depois disso, em minha comunhão com meus irmãos nas reuniões, embora ainda me exibisse de vez em quando, isso já não era mais tão óbvio e sério quanto antes. Às vezes, eu pensava em me exibir, mas quando percebia isso, eu orava a Deus e negava a mim mesma. Aos poucos, eu me exibi cada vez menos e experimentei menos estados de querer me gabar, e eu sei que foram o julgamento, o castigo, a poda e o tratamento da palavra de Deus que me mudaram. Sou profundamente grata pela salvação de Deus Todo-Poderoso!

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