Aprendendo com a expulsão de um malfeitor

04 de Fevereiro de 2022

Por Songyi, Holanda

Em março de 2021, assumir um dever de liderança. Quando me encontrei com a supervisora, descobri que alguns dos líderes de grupos de rega só estavam mandando nas pessoas para que cumprissem seu dever, enquanto eles não faziam nada. Eles não entendiam os problemas que os grupos enfrentavam, só faziam discursos vazios e aplicavam as regras sem compartilhar uma senda prática. Nós comungamos com eles que liderar não era só dizer às pessoas o que devem fazer, que também deviam fornecer rega prática aos recém-convertidos e trabalhar colaborando com os outros. Mas alguns dias depois, eles ainda não tinham tomado nenhuma medida. Investiguei isso e descobri que uma líder de equipe chamado Gao estava causando estragos. Ela não estava fazendo trabalho prático e estava incitando os outros líderes de equipe, dizendo que eu e a supervisora os fazíamos regar recém-convertidos, deixando-os sem tempo para acompanhar o trabalho de suas equipes, o que devia significar que não precisávamos que eles fizessem isso. Qual, então, era sua responsabilidade? Ela também disse que a supervisora era uma amadora, como, então, ela poderia fazer seu trabalho corretamente? O que ela estava dizendo era que, já que a supervisora não tinha experiência na rega, ela não podia lhes dar orientação prática e, por isso, eles não deviam ouvi-la. Quando a supervisora encontrou alguns problemas em seu trabalho, ela foi dura, e Gao criticou isso, dizendo que ela repreendia as pessoas altivamente. Gao também espalhou boatos, fingindo querer buscar, dizendo que a supervisora era uma amadora e que, por isso, seu trabalho sofreria e que a líder superior violou os princípios para nomear pessoas. Na verdade, a líder superior, a irmã Liu, tinha promovido a supervisora segundo os princípios. Ela não tinha muita experiência em regar recém-convertidos, mas era de calibre bom, era capaz e suportava um fardo em seu dever, ela podia ser cultivada. Ela também podia identificar problemas e orientar o trabalho da equipe e tinha feito progresso em regar recém-convertidos. Mas Gao continuou alegando que ela não era qualificada, atacando-a e insistindo que ela não era apta para a posição. Também espalhou boatos de que a líder superior nomeava pessoas sem princípios, instigando outros contra a líder e a supervisora e se recusando a executar o trabalho. Isso causou uma interrupção nos deveres daqueles líderes e no trabalho da casa de Deus. Gao também comungou de forma insincera nas reuniões, sutilmente insultando e atacando a líder superior e a supervisora. Por exemplo, ela disse que percebera que as duas não tinham arranjado bem certa tarefa. Gao o tinha mencionado, mas as duas não entendiam o trabalho e não aceitaram sua sugestão. Gao não quisera insistir, então, mais tarde, percebera que realmente houvera um problema. Mas o que aconteceu não foi nada disso. Ela foi intencionalmente vaga em sua comunhão para passar a impressão de que a liderança não entendia seu trabalho e a impedia, recusando-se a aceitar seu conselho, e que ela estava sendo reprimida por defender os interesses da casa de Deus, para que todos fossem empáticas com ela e ficassem do lado dela. Gao sempre menosprezava e julgava líderes e supervisores, e os outros tinham comungado com ela muitas vezes sobre isso, mas Gao nunca se arrependeu. Isso não é uma questão de mostrar um pouco de corrupção, é um problema de natureza.

Lembrei-me das palavras de Deus sobre expor tal pessoa. Deus Todo-Poderoso diz: “Na vida da igreja, quais pessoas, questões e coisas estão associadas ao problema de competir por status? Quais manifestações de competir por status estão associadas a obstruir e interromper o trabalho da casa de Deus por natureza? O mais comum é competir com líderes de igreja por seu status na igreja a fim de ganhar controle sobre os escolhidos, frequentemente denigrando, caluniando e condenando os líderes de igreja, e deliberadamente expondo seus defeitos e deficiências em sua humanidade, ou problemas com seu calibre, especialmente quando se trata de erros que eles cometeram em seu trabalho ou ao lidar com pessoas. Essa é a competição por status mais evidente e que mais se vê. Quais outras manifestações existem? Competir abertamente por status com líderes de igreja: não obedecer a eles, não importa quão bem eles estejam fazendo seu trabalho ou se isso está ou não de acordo com os princípios e se há ou não problemas com sua humanidade. Por que não obedecer a eles? Porque as pessoas que competem por status também querem ser líderes. E então, não importa o que um líder eleito ou nomeado faça, elas o caluniam e condenam. Elas não usam os princípios que a casa de Deus exige de líderes e obreiros para avaliar ou ver se o que esse líder faz está de acordo com os princípios, se ele é uma pessoa correta, se é alguém que busca a verdade, se há consciência e senso em sua humanidade — não é conforme tais coisas. Em vez disso, como convém aos seus objetivos, ambições e motivações, elas procuram defeitos e buscam pelo em ovo o tempo todo, exercem pressão sobre o líder ou obreiro, espalham boatos pelas costas dele sobre como ele viola a verdade, ou mencionam seus defeitos. Podem dizer, por exemplo, que ‘tal líder cometeu esse erro e foi tratado pelo Alto, e nenhum de vocês sabe disso — de tão bom que ele é em fingir’. Elas ignoram e desconsideram se esse líder ou obreiro está sendo treinado pela casa de Deus, e se ele é qualificado como líder ou obreiro, e simplesmente continuam difamando-o, fofocando sobre ele e tramando contra ele pelas costas. E com que finalidade elas fazem essas coisas? É porque estão competindo por status, não é? Existe um objetivo em tudo que elas dizem e fazem. Não é para o bem do trabalho da igreja, e não é com base nas palavras de Deus nem na verdade, muito menos nos arranjos de trabalho da casa de Deus ou nos princípios que Deus exige do homem, mas em objetivos e ambições próprios. Com suas ‘percepções’, elas contestam tudo que o líder ou obreiro diz; rebatem tudo que você diz com uma opinião própria divergente. Ficam especialmente satisfeitas quando um líder ou obreiro se abre, se desnuda e fala sobre autoconhecimento: elas acham que sua chance chegou. Qual chance? A chance de denigrar o líder ou obreiro, de informar a todos que há um problema com o calibre dele, que ele pode ser fraco, que é corrupto, que comete erros com frequência nas coisas que faz, que não é melhor do que ninguém. Essa é a chance de exercer pressão sobre ele, a oportunidade de encorajar todos a subverter, minar e criticar o líder ou obreiro. E a motivação de todos esses comportamentos e ações não é outra senão a competição por status”. “Protestar abertamente contra um líder ou obreiro e competir com ele por status não deve apenas ser submetido a contenção e limitação; se a situação é séria e satisfaz as condições para remoção e expulsão, ela deve ser tratada de acordo com os princípios. Além disso, eles tentam alienar e atacar pessoas que são mais aptas a buscar a verdade na igreja, pois as pessoas que buscam a verdade têm um entendimento puro, elas têm experiência das palavras de Deus, têm percepções delas, um anseio por elas e, entre os irmãos e irmãs, muitas vezes essas pessoas são capazes de resolver problemas comungando a verdade, e assim edificam os escolhidos de Deus, e assim, aos poucos, ganham prestígio na igreja. Qualquer um que ataca ou tenta alienar pessoas que buscam a verdade está interrompendo e perturbando diretamente a vida de igreja. Eles podem não mirar diretamente em líderes de igreja, mas têm uma antipatia especial pelas pessoas na igreja que têm experiências reais, que possuem a realidade da verdade, que entendem e amam a verdade. Eles alienam, minam e desdenham tais pessoas, muitas vezes zombam delas e as humilham, até armam armadilhas para elas e tramam contra elas, e assim por diante. Embora problemas como esses não sejam tão sérios quanto competir por status com líderes e obreiros, eles, ainda assim, perturbam e interrompem a vida de igreja. E por serem obstrutivas e desordeiras, essas pessoas devem ser limitadas e mantidas sob controle. E se um número grande de irmãos e irmãs na igreja é afetado, se eles são frequentemente reduzidos a negatividade e fraqueza, então essas pessoas devem não só ser mantidas sob controle, mas expurgadas ou separadas de todos os outros para refletir sobre si mesmas. Se elas são obstrutivas e desordeiras por natureza, então todos os problemas desse tipo são do tipo habitual. Se duas pessoas brigam ocasionalmente por causa de determinada coisa, se são rebeldes e rabugentas uma com a outra devido a uma diferença de personalidade, a maneira com que veem as coisas ou com que se expressam, agir dessa forma ocasionalmente não está associado a ser obstrutivo e desordeiro por natureza. Estamos falando de quando a natureza disso já alcançou o ponto de ser obstrutiva e desordeira: pessoas que agem dessa forma habitualmente, que tentam minar, alienar, zombar e tramar contra qualquer um que tem experiências reais e que compartilha essas experiências reais. Elas agem habitualmente dessa maneira, não suportam pessoas que são boas — pessoas boas as provocam, as enfurecem, e elas miram em qualquer um que é bom, tentam prejudicá-lo e fazê-lo sofrer. Tais pessoas já causaram severa obstrução e interrupção na vida normal e ordem da igreja, e os líderes e obreiros devem unir esforços com os irmãos e irmãs para refrear, limitar e expor tais indivíduos. Se não for possível mantê-las sob controle, se comungar com elas não as leva a se arrepender ou conter, então, uma vez que os irmãos e irmãs tenham comungado juntos e alcançado um consenso, essas pessoas devem ser expurgadas da igreja. Não devem receber margem alguma; essa interrupção da vida de igreja não deve mais ser tolerada. Se você tolera esses malefícios, você não está cumprindo suas responsabilidades para com os irmãos e irmãs” (‘Identificando falsos líderes (14)’ em “Registros das falas de Cristo dos últimos dias”). As palavras de Deus me mostraram que não analisar se os líderes são aptos para o trabalho, se estão alinhados com os princípios da casa de Deus para cultivar pessoas, só procurando erros e tentando exercer pressão sobre eles e julgando-os pelas costas, tentando instigar os outros a se opor a eles e a derrubá-los, isso é interromper o trabalho da casa de Deus. Essas pessoas deveriam ser expostas e refreadas e, em casos sérios, expurgadas da igreja. Aplicando isso a Gao, ela não estava analisando se a supervisora estava obtendo resultados em seu dever, se o trabalho dela estava beneficiando a casa de Deus nem se ela merecia ser treinada. Gao só via que ela não tinha a experiência dela e dizia que ela era uma amadora tentando mandar em todos. Ela distorcia os fatos e semeava discórdia e levava os outros a criar preconceitos contra a supervisora e se recusava a seguir instruções. Isso impedia o progresso em nosso trabalho evangelístico. Isso não era Gao mostrando corrupção temporária, ela sempre foi assim. Ela já tinha interrompido a vida da igreja e não era apta para nenhum dever. Eu a deveria ter demitido imediatamente de acordo com os princípios. Se ela não se arrependesse, ela seria removida da igreja. Mas eu hesitei, pensando que ela tinha sido líder de equipe por um tempo e era uma boa atriz. Os irmãos não tinham muito discernimento, e alguns a admiravam. Achavam que ela tinha um senso de justiça, um fardo e amor em seu dever. Se eu a demitisse logo após a minha chegada na igreja, os irmãos não pensariam que eu era fria e cruel, que eu estava sendo punitiva? Eles aprovariam minha liderança depois disso? Mas Gao era muito maligna, boa em abanar as chamas e semear discórdia nos bastidores. Se eu a ofendesse e ela apontasse o dedo para mim e me julgasse no meio dos outros, perturbando meu relacionamento com eles, meu trabalho se tornaria muito mais difícil. Decidi que não deveria ter pressa em demiti-la, mas primeiro podá-la e lidar com ela, expor e dissecar a essência e as consequências de suas ações. Se ela aceitasse isso e mudasse, ela ainda teria uma chance. Se ela continuasse julgando os líderes e obreiros, ela seria removida.

Mais tarde, a irmã Liu, nossa líder superior, e eu conversamos com Gao e os outros envolvidos e comungamos com eles sobre os princípios para as seleções na casa de Deus e sobre as razões da promoção da supervisora. Também expliquei que o comportamento recente de Gao e de outros líderes de equipe era formação de uma facção, um ataque a líderes e obreiros, que os depreciava e interrompia o trabalho da casa de Deus. Se não mudassem e continuassem fazendo isso, eles seriam demitidos. Alguns líderes de equipe reconheceram seus erros e disseram que queriam cooperar com a supervisora e trabalhar com ela. Só a Gao deixou de fazer uma declaração clara. Alguns dias depois, Gao começou a espalhar boatos para outra irmã, dizendo que a supervisora não era qualificada, que a líder tinha feito a escolha errada. Aquela irmã não deixou se seduzir e comungou com ela sobre alguns princípios. Vendo que a irmã não queria entrar no jogo dela, Gao parou. Alguns dias depois, Gao enviou uma mensagem para outros líderes de equipe para enganá-los, dizendo: “Fiquei defensiva depois da comunhão naquele dia, com medo de ser demitida. Vocês sentiram a mesma coisa? Agora, não ouso nem abrir a boca. É como se não pudéssemos nem fazer sugestões ou ter uma opinião diferente. Se abrirmos a boca, seremos demitidos e expulsos da igreja. Quem ousaria fazer uma sugestão?”. Então ela disse que o pouco progresso da igreja se devia aos líderes, eles não estavam nomeando pessoas de acordo com os princípios. Além disso, ela procurou um irmão na equipe evangelística sob o pretexto de buscar aqueles princípios, falando mal da supervisora. Aquele irmão sabia bastante sobre a promoção da supervisora e comungou com ela sobre os princípios de escolher pessoas na casa de Deus. Depois ele perguntou se ela tinha entendido. Ela disse que sim e que não tinha mais preconceitos contra a supervisora. Ele a perguntou se ela apoiaria e trabalharia em harmonia com a supervisora, e ela jurou que sim. Mas depois disso, ela conversou secretamente com uma irmã, fingindo buscar e comungar, mas só se queixou, distorcendo a verdade e dizendo: “Nossa líder, a irmã Liu, arranjou as coisas de antemão com os outros irmãos. Estão conspirando. Liu é bastante poderosa, e todos têm medo dela. Temo que, seu eu continuar denunciando os problemas da supervisora, Ela começará a me tratar como um anticristo”. O que isso significa é que toda a igreja está sob o poder da irmã Liu, que ela suprime denúncias de problemas. Vi como Gao era escorregadia e astuta, que ela só fingia obediência. Tantas pessoas tinham comungado com ela sobre os princípios, mas Gao se recusava a aceitá-los. Ela não se arrependia por julgar os líderes e obreiros, tornando-se cada vez mais enganosa e atacando-os arbitrariamente. Ela incitava desarmonia entre os outros e os líderes, interrompendo constantemente o trabalho da igreja. Ela era um demônio, um assistente de Satanás. Àquela altura, eu me arrependi de não a ter demitido e, ao hesitar por tantos dias, eu lhe dei outras chances de enganar as pessoas. Eu sabia que Gao sempre menosprezava e julgava os líderes e interrompia seu trabalho, portanto, a devia ter demitido. Mas eu tive medo do que os outros pensariam de mim, por isso quis ir devagar, quis primeiro comunicar a verdade e repreendê-la, para então a demitir e expulsar, se ela não se arrependesse. Assim eu convenceria os irmãos, e eles não pensariam mal de mim. Para proteger meu nome e status, não refreei Gao. Dei-lhe rédea solta para interromper o trabalho da casa de Deus. Eu não tinha parte na maldade dela? Refletir sobre o que eu tinha feito foi muito difícil para mim. Senti que eu não tinha cumprido meu dever como líder nem protegido os interesses da casa de Deus. Deus odiava isso. Então orei, pedindo que Deus me guiasse para refletir e conhecer a mim mesma.

Nos meus devocionais no dia seguinte, eu vi uma passagem das palavras de Deus que expõe anticristo e que me ajudou a me entender melhor. As palavras de Deus dizem: “Os anticristos levam em alta consideração como tratar os princípios da verdade, as comissões de Deus e o trabalho da casa de Deus, ou como lidar com algo com que são confrontados. Eles não consideram como cumprir a vontade de Deus, como não prejudicar os interesses da casa de Deus, como satisfazer a Deus ou como beneficiar os irmãos e irmãs; essas não são as coisas que eles consideram. O que os anticristos consideram é se seu status e sua reputação serão afetados ou não, e se eles podem perder prestígio ou não. Se fazer algo de acordo com os princípios da verdade beneficiaria o trabalho da igreja e traria benefícios para os irmãos e irmãs, mas causaria dano à sua reputação e levaria muitas pessoas a perceber sua estatura verdadeira e a saber que tipo de natureza e essência eles têm, eles definitivamente não agiriam de acordo com os princípios da verdade. Se fazer algo de certa forma os capacitará a ganhar prestígio maior dentro da casa de Deus, fazendo com que mais pessoas os tenham em alta estima, os venerem e admirem, e capacitem suas palavras a ter autoridade e a fazer com que mais pessoas se submetam a eles, então eles escolherão fazer isso dessa forma; caso contrário, jamais considerarão os interesses da casa de Deus, ou dos irmãos e irmãs, e escolherão descartar os próprios interesses. Essas são a natureza e a essência dos anticristos. Isso não é egoísta e vil?” (‘Eles só cumprem seu dever para se distinguir e alimentar seus próprios interesses e ambições; eles nunca levam em consideração os interesses da casa de Deus e até traem esses interesses em troca de glória pessoal (parte 3)’ em “Expondo os anticristos”). Deus revela que os anticristos prezam status e reputação, e eles só trabalham para isso. Só fazem coisas que beneficiem seu status, mas quando seus interesses estão em jogo, eles ignoram os problemas. Eles preferem prejudicar os interesses da casa de Deus para defender seus próprios interesses. Meu comportamento era igual ao que Deus dizia sobre os anticristos. Eu sabia muito bem que fazer faxina na igreja era o que a casa de Deus exigia e que Deus dissera muitas vezes que, se uma pessoa maligna interrompe a igreja, os líderes e obreiros deveriam acabar logo com eles, expondo-os, limitando-os ou expurgando-os. O comportamento de Gao já tinha interrompido o trabalho da igreja, e eu deveria ter lidado com ela. Mas eu temia que os outros pensariam mal de mim e não me apoiariam como líder. Para proteger meu nome e status, eu só comunguei um pouco com ela e sabia que ela não tinha aceitado, mas eu não a limitei nem demiti, e assim ela pôde continuar a semear discórdia e interromper o trabalho da igreja. Eu estava disposta a sacrificar os interesses da casa de Deus para proteger a mim mesma. Eu fui tão astuta, egoísta e desprezível! Eu não tinha demitido Gao de acordo com os princípios nem guiado os outros a entender a verdade e a desenvolver discernimento. Como resultado, muitos foram enganados por ela e ficaram do lado dela, o que atrasou o trabalho da igreja. Eu me senti tão culpada e me enchi de remorso. Senti que não merecia ser uma líder. Orei: “Ó Deus, uma malfeitora desordeira emergiu na igreja. Eu protegi meu nome e status em vez de defender os interesses da igreja. Sou tão egoísta. Não quero continuar vivendo de modo tão vil. Quero arrepender diante de Ti”.

Procurei alguns outros que conheciam a situação para descobrir mais sobre o comportamento da Gao. Enquanto investigava, vi que alguns não tinham discernimento sobre ela, achando que ela estava protegendo a casa de Deus. Alguns sabiam dos erros dela, mas acreditavam que ela só não entendia os princípios da verdade. Eu comunguei com eles sobre o que são a justiça e a arrogância e sobre a diferença entre transgressão momentânea e a natureza de alguém. Isso os ajudou a ganhar mais discernimento, e eles estavam prontos para se levantar e expô-la. Mas, para a minha surpresa, quando a mencionei ao irmão Wang, ele respondeu: “Por que você quer saber dela? Ela só fez uma sugestão pequena. Por que a estão atingindo? Como vocês líderes podem reprimir qualquer um que tenha uma ideia e dificultar sua vida? Quem ousaria fazer sugestões? Essa sua investigação me dá medo de ter minha própria opinião. Vocês se parecem muito com anticristos, eles também não permitem vozes diferentes”. Fiquei perplexa ao ouvir isso. Nunca imaginei que sua reação seria tão forte e que ele alegaria que éramos injustas com ela. Comunguei pacientemente com ele. Ele não quis ouvir e continuou acreditando em Gao, achando que nós éramos o problema. Eu realmente quis desistir naquele momento. Achei que meu entendimento da verdade era raso e que eu carecia de experiência. Se eu continuasse lidando com isso, os outros poderiam me menosprezar. Então percebi que, mais uma vez, eu estava considerando meus interesses, então orei em silêncio a Deus e pedi fé e força a Ele. Eu me lembrei desta passagem: “Não faça as coisas sempre pelo seu próprio bem, nem considere constantemente os interesses próprios; não pense em seu status, prestígio ou reputação. Tampouco considere os interesses do homem. Primeiro, você precisa pensar nos interesses da casa de Deus e fazer deles a sua primeira prioridade. Você deve ser atencioso para com a vontade de Deus e começar por contemplar se você tem sido impuro ou não no cumprimento de seu dever, se você fez ou não o melhor que pôde para ser leal, se você fez o melhor que pôde para cumprir suas responsabilidades, e deu tudo de si, e também se você pensou de todo o coração ou não sobre seu dever e a obra da casa de Deus. Você deve considerar essas coisas. Reflita sobre elas com frequência e será mais fácil para você cumprir bem o seu dever. Se seu calibre é baixo, sua experiência é superficial ou se você não é competente em seu trabalho profissional, então pode haver alguns erros ou deficiências em seu trabalho e os resultados podem não ser muito bons — mas você terá feito o maior esforço. Quando não estiver pensando em seus próprios desejos egoístas nem considerando seus interesses próprios nas coisas que faz, mas, em vez disso, estiver dando consideração constante ao trabalho da casa de Deus, tendo seus interesses em mente e desempenhando bem o seu dever, então, você estará acumulando boas obras perante Deus. Pessoas que realizam essas boas obras são aquelas que possuem a realidade da verdade; como tais, elas têm dado testemunho. Se está vivendo sempre segundo a carne, constantemente satisfazendo os próprios desejos egoístas, então tais pessoas não possuem a realidade da verdade; essa é a marca de trazer desonra para Deus” (‘Dê seu real coração a Deus e você poderá obter a verdade’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). As palavras de Deus me mostraram que não devemos considerar ganho pessoal em nosso dever. Devemos colocar os interesses da casa de Deus em primeiro lugar, aceitar o escrutínio de Deus e dedicar todo o nosso coração. É o único jeito de nosso dever ganhar a aprovação de Deus. Caso contrário, cometemos o mal e nos opomos a Deus. Não posso parar de praticar a verdade por medo de ofender os outros ou de seu preconceito. Eu nunca tinha lidado com algo assim antes, mas eu devia pelo menos permanecer fiel ao meu dever e fazer o que podia para comungar com os outros. Eu sabia que Gao tinha enganado e confundido o irmão Wang, ele estava falando em nome dela. Ela tinha fingido falar a verdade e dito que a crítica dos líderes contra ela equivalia a eles proibirem sugestões ou vozes diferentes. Essas falsidades que parecem ser verdadeiras podem ser muito enganosas. Gao tinha dito que os líderes selecionavam pessoas sem princípios, mas estava errada. Ela tinha sido informada sobre os princípios para selecionar pessoas, mas ela se recusou a aceitá-los e a refletir sobre si mesma. Ela ficava distorcendo os fatos, dizendo que os líderes estavam reprimindo a ela e todas as opiniões divergentes. Isso não é inverter os fatos e armar para os outros? Ela disse que, se isso significava ser expulso da igreja, quem ousaria expressar opiniões diferentes? Essas palavras pareciam vir do coração, pareciam ser honestas, mas essa honestidade escondia suas intenções sinistras e os truques de Satanás. Ela queria atrair os outros para o lado dela, para que a defendessem e se colocassem contra os líderes. Isso é enganação e interrupção do trabalho da casa de Deus. O irmão Wang não tinha discernimento e foi enganado pelas observações de Gao. Ele precisava de comunhão amorosa. Por meio de comunhão, mais tarde ele ganhou discernimento dela. Percebeu que não tinha buscado a verdade e que carecia de discernimento, razão pela qual ele protegeu Gao e ficou do lado do mal. Ele também viu como ele era patético sem um entendimento da verdade e como era suscetível a cometer o mal. Fiquei muito feliz ao vê-lo dar meia-volta. Mais tarde, alguns obreiros e eu comungamos com os outros sobre discernir pessoas malignas e dissecamos todo o comportamento de Gao. Todos ganharam discernimento sobre ela e votamos, quase unanimemente, a removê-la da igreja. Durante o voto, eles perceberam o que tinham aprendido. Disseram coisas como: “Gao inventou mentiras e espalhou seus preconceitos, enquanto levantava a bandeira de proteger a casa de Deus. Isso transformou o trabalho da igreja num enorme caos. Por mais que os líderes a expusessem e lidassem com ela, ela não se arrependeu nem um pouco. Ela tem uma essência maligna”. Outros disseram: “Gao parecia ser muito mansa, mas suas palavras eram enganosas, sinistras e malignas. Sem essa comunhão e dissecção, eu ainda careceria de discernimento. Vi a importância de entender a verdade e de ter discernimento”. Alguns disseram que tinham sido enganados por ela antes, acreditando que ela estava protegendo o trabalho da casa de Deus, sem saber que ela estava cometendo muito mal em segredo, por isso ficaram do lado dela, dizendo coisas que não eram verdade. Eles deviam refletir e se arrepender. Também viram o caráter justo de Deus que não tolera ofensa. Quando os malfeitores interrompem o trabalho da casa de Deus, eles acabam sendo eliminados. Isso me lembra das palavras de Deus: “Os homens ímpios sempre serão perversos e não escaparão do dia da punição. Os homens bons sempre serão bons e serão revelados quando a obra chegar ao fim. Nenhum dos ímpios será considerado justo, e nenhum dos justos será considerado perverso” (‘Aqueles que obedecem a Deus com um coração sincero certamente serão ganhos por Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”). Essa experiência me ensinou que, como líder, quando uma pessoa maligna interrompe o trabalho da casa de Deus, se eu não lidar com isso com base nos princípios e na verdade, mas proteger meus interesses pessoais, isso é permitir que Satanás sabote o trabalho da casa de Deus, agindo como seu assistente, cometendo o mal e me opondo a Deus. Devo expulsar os malfeitores da igreja imediatamente e guiar os irmãos para que aprendam a verdade e ganhem discernimento. Isso é proteger a casa de Deus e fazer o que um líder deve fazer. Graças a Deus!

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