O que aprendi com um contratempo

16 de Dezembro de 2022

Por Shi Fang, Coreia do Sul

Em 2014, fui treinado como produtor de vídeos para a igreja. Na época, iniciamos a produção de um novo vídeo. Durante a fase de preparação, havia algumas tarefas e técnicas com as quais eu não estava familiarizado. Quando surgiam dificuldades, eu comungava os princípios com os outros e buscava soluções. Depois de um tempo, eu me familiarizei e dominei essas técnicas. Quando os outros enfrentavam dificuldades, eles vinham discuti-las comigo. Mais tarde, fui eleito líder de grupo e consegui resolver alguns dos problemas do grupo. Eu achava que era muito bom no meu trabalho; caso contrário, por que teriam me escolhido como líder de grupo? Quando discutíamos o trabalho, eu sempre ocupava o centro do palco. Quando havia opiniões diferentes na discussão, eu compartilhava minha experiência com o grupo, para que todos soubessem que a minha opinião tinha uma base sólida, e, no fim, sempre fazíamos as coisas do meu jeito.

Mais tarde, a igreja elegeu duas novas supervisoras. Vi que haviam sido parceiras minhas no passado, as irmãs Zhang e Li. Fiquei chocado: “As habilidades delas são medianas, e elas não têm muita experiência. Elas darão conta do trabalho de supervisão? Minhas habilidades são muito melhores do que as delas. Quem deveria orientar o trabalho de quem?”. Quando as supervisoras acompanhavam nosso trabalho, eu via isso com desdém. Uma vez, a irmã Zhang veio falar comigo, dizendo que um vídeo do grupo sob a minha responsabilidade tinha alguns problemas, e ela sugeriu algumas mudanças. Eu me senti um pouco insultado e disse, impaciente: “As mudanças que você sugere não funcionam. Se seguirmos sua sugestão, o início e o fim não combinarão. Você deve analisar o fluxo geral das ideias quando levanta problemas, não só essa parte. Você precisa aprender mais sobre esse trabalho e estudar mais”. O rosto da irmã ficou vermelho, e ela ficou tão envergonhada que nem conseguia falar. Dois outros irmãos apoiaram a minha opinião. Quando vi que todos concordavam comigo, fiquei arrogante: “Veja, nosso processo foi melhor do que o seu. Quando se trata de produção de vídeos, minhas habilidades são melhores do que as de vocês duas!”. Depois disso, quando faziam sugestões sobre os vídeos que eu produzia, eu queria aceitá-las ainda menos e as menosprezava, pensando: “Suas habilidades são inferiores às minhas. É melhor não mexerem comigo com suas sugestões”. As duas supervisoras acabaram se sentindo constrangidas por mim. Uma vez, uma supervisora veio comungar comigo e disse: “Nós nos sentimos constrangidas por você quando fazemos parceria com você. Sabemos que carecemos de habilidades profissionais, então, se você identificar uma deficiência em nós, por favor, aponte para nós. Assim, podemos trabalhar em harmonia. Também espero que você não se agarre sempre às suas opiniões. Se pudermos buscar mais quando tivermos opiniões diferentes, poderemos comungar sobre os princípios, complementar as fraquezas do outro e produzir bons vídeos”. Quando ouvi isso, por fora, admiti que eu tinha manifestado um caráter arrogante, mas, por dentro, não aceitei. Pensei: “Eu entendo mais princípios do que vocês, então, quando estiverem erradas, devo corrigi-las. Sim, manifestei um pouco de um caráter arrogante, mas foi para o bem do trabalho. Vocês se sentiram constrangidas porque são vaidosas demais”. Nessa questão, eu não refleti sobre mim mesmo, e fui de mal a pior.

Uma noite, o grupo estava discutindo ideias para um vídeo. Já que as ideias eram um tanto complicadas e difíceis, nada havia sido decidido, nem mesmo após várias horas de discussão. Comecei a ficar impaciente e pensei: “Qual é o problema com vocês, supervisoras? Se não conseguem orientar nosso trabalho profissional, tudo bem, mas não conseguem nem decidir um plano de acordo com os princípios?”. Assim, eu disse às supervisoras: “O que há com vocês? Estamos discutindo isso há horas, como podem não ter tomado uma decisão sobre uma ideia? Vocês, supervisoras, são inúteis!”. Quando ouviram minha queixa, os outros concordaram: “Sim, estamos todos esperando. Não fiquem sentadas aí perdendo tempo”. Outros disseram: “Apressem-se e decidam. Já está tarde”. Nossas queixas deixaram as supervisoras ainda mais nervosas e restringiram sua fala.

Mais tarde, o líder de igreja soube do meu comportamento e lidou comigo: “Seu caráter é arrogante demais e você constrange os outros. Você não consegue cooperar normalmente com os outros. Você é um líder de grupo, mas não protege o trabalho da igreja. Em vez disso, toma a frente em reclamar e criticar os outros, semeando divisão no grupo e impedindo as supervisoras de fazerem o trabalho delas, causando atrasos na produção de vídeos. Suas ações estão interrompendo e perturbando o trabalho da igreja”. Quando o líder lidou comigo, fiquei muito abalado. “O quê?”, pensei. “Estou interrompendo e perturbando o trabalho? É óbvio que são as supervisoras, cujas habilidades não estão à altura, e que são incapazes de trabalho real. Minhas habilidades são melhores do que as delas, e eu domino mais princípios. Percebi que estavam fazendo coisas erradas, por isso as corrigi. Isso é interromper e perturbar?”. O líder viu que eu era intransigente e resistia, por isso ele leu várias passagens das palavras de Deus para mim. Deus diz: “Se, em seu coração, você realmente entender a verdade, você saberá como praticar a verdade e obedecer a Deus e naturalmente embarcará na senda de buscar a verdade. Se a senda que você trilha for a correta e estiver alinhada com a vontade de Deus, então a obra do Espírito Santo não o abandonaránesse caso você correrá menos risco de trair a Deus. Sem a verdade, é fácil praticar o mal, e você o praticará a despeito de si mesmo. Por exemplo, se você tem um caráter arrogante e presunçoso, então ser ordenado a abster-se de se opor a Deus não faz diferença nenhuma, você não pode impedir, está fora de seu controle. Não faria isso de propósito; você o faria sob o domínio de sua natureza arrogante e vaidosa. Sua arrogância e vaidade fariam com que você desprezasse a Deus e O visse como um ser sem importância; fariam você se exaltar, e se colocar sempre na vitrine; levariam você a desprezar os outros, não deixariam ninguém em seu coração além de você mesmo; roubariam o lugar de Deus em seu coração e, no fim, levariam você a se sentar no lugar de Deus e a exigir que as pessoas se submetessem a você e a fazer com que você venerasse seus próprios pensamentos, ideias e noções como a verdade. Tanto mal é feito pelas pessoas sob o domínio da natureza arrogante e vaidosa delas!(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Somente buscando a verdade pode-se alcançar uma mudança no caráter”).

Existem muitos tipos de caracteres corruptos que estão incluídos no caráter de Satanás, mas aquele que é mais óbvio e mais se destaca é o caráter arrogante. A arrogância é a raiz do caráter corrupto do homem. Quanto mais arrogantes, mais irracionais as pessoas são, e quanto mais irracionais, mais sujeitas as pessoas ficam a resistir a Deus. Quanto esse problema é sério? As pessoas com caráter arrogante não só consideram todas as outras inferiores a elas, como também, o pior de tudo, são até condescendentes para com Deus, e elas não têm temor de Deus dentro do coração. Embora as pessoas pareçam acreditar em Deus e segui-Lo, elas não O tratam como Deus de modo algum. Sempre sentem que possuem a verdade e pensam que elas são tudo no mundo. Essa é a essência e a raiz do caráter arrogante, e ele vem de Satanás. Portanto, o problema da arrogância precisa ser resolvido(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). As palavras de Deus tocaram meu coração. Reconheci que, sem querer, uma pessoa com uma natureza satânica faz coisas de acordo com um caráter corrupto e pode até interromper e perturbar o trabalho da igreja. Meu caráter arrogante era extremo demais. Eu achava que era experiente na produção de vídeos e que entendia os princípios, por isso confiava muito em mim. Achava que eu devia ter a última palavra em tudo e que os outros deviam me ouvir. Quando trabalhava com as supervisoras, eu nunca lhes dava a menor atenção, achando que eu era melhor do que elas em tudo. Sempre que havia uma diferença de opiniões, minha primeira reação era pensar: “Vocês não entendem, eu entendo”, ou: “Vocês não são qualificadas”, e zombava das sugestões delas. Às vezes, retrucava sem pensar duas vezes, sem a menor atitude de busca e aceitação, constrangendo as supervisoras e deixando-as com medo de fazer sugestões. Os outros me seguiam, assumindo uma opinião negativa das supervisoras, dificultando a tarefa delas de acompanhar nosso trabalho. Como isso não era perturbar o trabalho da igreja? Quando as supervisoras e eu trabalhávamos juntos, não importava a sugestão que faziam, eu nunca buscava um jeito de fazê-la que estivesse alinhado com os princípios. Eu só me agarrava ou meu ponto de vista. Como podia a minha perspectiva sempre estar correta? Todas as coisas que eu achava certas podiam estar alinhadas com os princípios da verdade? Na verdade, eu só analisava as coisas com base em meus dons e experiência. A maioria das minhas opiniões não estava alinhada com os princípios. E quanto mais eu vivia de acordo com essas coisas, mas eu achava que tinha valor e estava certo. Quando trabalhava com as pessoas, eu sempre as subestimava e me exibia. Eu era arrogante a ponto de perder toda a razão! Eu sempre fazia as coisas do meu jeito quando cumpria o meu dever. Eu me agarrava às minhas opiniões e entendimento como se fossem a verdade, não aceitava as sugestões dos outros nem permitia que suas ideias ganhassem das minhas, como se eu fosse o senhor da verdade. De que jeito isso era acreditar em Deus? Obviamente, eu estava acreditando em mim mesmo. Quando percebi isso, fiquei horrorizado e me enchi de remorso. Porque minha natureza era tão arrogante, eu cometia essas coisas malignas que resistiam a Deus. Vi que era muito perigoso cumprir meu dever com um caráter arrogante.

Um tempo depois, terminou a produção do vídeo, mas porque eu não cooperava com os outros, constrangia as pessoas e perturbava o trabalho de vídeos, eu fui dispensado. Depois, vários outros vídeos tiveram que ser produzidos, mas eu já não fazia mais parte. Comecei a resistir de novo e pensei: “Tenho algum entendimento da minha natureza arrogante desde a minha última experiência. Por que não permitem que eu participe?”. Inesperadamente, também não fui chamado para produzir outro vídeo. Foi muito difícil aceitar isso. Se as coisas continuassem assim, eu não teria nenhuma utilidade para a igreja? De repente, lembrei-me de uma passagem da palavra de Deus. “Se você tem calibre bom, mas é sempre arrogante e presunçoso, sempre acha que tudo que você diz é correto e tudo que os outros dizem é errado, recusa quaisquer sugestões que os outros façam e nem aceita a verdade não importa como seja comungada, mas sempre resiste a ela, então uma pessoa igual a você pode ganhar a aprovação de Deus? O Espírito Santo operará numa pessoa igual a você? Ele não operará. Deus dirá que você tem um caráter ruim e não é digno de receber Seu esclarecimento, e se você não se arrepender, Ele até tirará até mesmo o que você teve no passado. É isso o que significa ser exposto(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Meu coração parou. As palavras de Deus estavam falando do meu estado. Em todos os meus anos de fé em Deus, eu sempre tinha cumprido meu dever com um caráter arrogante. Nesse tempo, fui podado e tratado muitas vezes. Mas nunca busquei a verdade, e meu caráter nunca mudou. Agora, eu tinha perturbado o trabalho da igreja e cometido uma transgressão séria. Eu seria exposto e expulso por Deus? Quando refleti sobre o meu comportamento, não importava para onde eu fosse, eu sempre queria me destacar. Se eu era mais capaz dos que os outros, eu ficava contente e me sentia superior aos irmãos. Quando os outros eram mais capazes do que eu, eu sempre pensava em como superá-los. Quando minhas sugestões não eram usadas, eu não conseguia aceitar e quebrava a cabeça para encontrar contra-argumentos, para que todos usassem minhas sugestões. Quando os outros apontavam minhas deficiências, eu não dizia nada, mas, por dentro, resistia. Pensava que eles não eram ninguém e que não tinham qualificações, como se eu fosse alguém. Quanto mais refletia sobre isso, mais eu me assustava. Eu tinha cumprido meu dever com um caráter arrogante durante todos esses anos. Não tinha aceitado a verdade nem refletido ou conhecido a mim mesmo, e assim meu caráter corrupto só foi piorando. Ser dispensado era a revelação da justiça de Deus! Em minha dor, orei a Deus: “Ó Deus! Sei que não tenho buscado a verdade em todos esses anos de fé em Ti. Quando fui podado e tratado, não refleti nem entendi a mim mesmo. Como resultado, cometi o mal e perturbei o trabalho da igreja. Deus, por favor, guia-me a entender minha corrupção, a trilhar a senda de buscar a verdade e a expiar minhas transgressões e dívidas”.

Em um dos meus devocionais, deparei-me com uma passagem das palavras de Deus. “Se o conhecimento de si mesmas for superficial demais, as pessoas acharão impossível resolver os problemas, e seu caráter de vida simplesmente não mudará. É necessário conhecer a si mesmo num nível profundo, o que significa conhecer a própria natureza: que elementos estão incluídos nessa natureza, como essas coisas se originaram e de onde vieram. Além disso, você é realmente capaz de odiar essas coisas? Você viu sua própria alma feia e sua natureza maligna? Se você for realmente capaz de ver a verdade sobre si mesmo, então você se detestará. Quando você se detestar e então praticar a palavra de Deus, você será capaz de abandonar a carne e ter a força para executar a verdade sem acreditar que seja cansativo. Por que muitas pessoas seguem suas preferências carnais? Porque se consideram bastante boas, sentindo que suas ações são certas e justificadas, que não têm falhas e até mesmo que estão inteiramente certas, elas são, portanto, capazes de agir supondo que a justiça está do seu lado. Quando se reconhece o que é a verdadeira naturezaquão feia, desprezível e lamentável, então não se tem muito orgulho de si mesmo, não é tão descontroladamente arrogante e não está tão satisfeito consigo mesmo como antes. Tal pessoa sente: ‘Preciso ser honesta e realista ao praticar algumas das palavras de Deus. Se não, então, não estarei à altura do padrão do ser humano e me envergonharei de viver na presença de Deus’. Ele, portanto, se vê de fato como um ser de pouco valor, verdadeiramente insignificante. Nesse momento, fica fácil para ele realizar a verdade, e ele parecerá ser um pouco como um humano deveria ser. Só quando as pessoas se detestam verdadeiramente, elas são capazes de abandonar a carne. Se não detestarem a si mesmas, elas serão incapazes de abandonar a carne. Detestar-se de verdade não é coisa simples. Há várias coisas que devem ser encontradas nisso: em primeiro lugar, conhecer a sua própria natureza e, em segundo lugar, ver-se como necessitado e lamentável, ver-se como extremamente pequeno e insignificante e ver a sua própria alma suja e lamentável. Quando uma pessoa vê plenamente o que ela realmente é e esse resultado é alcançado, ela ganha verdadeiramente conhecimento de si mesma, e pode-se dizer que a pessoa veio a conhecer-se plenamente. Só então ela pode se odiar verdadeiramente, chegando até a amaldiçoar-se e sentir verdadeiramente que ela foi profundamente corrompida por Satanás, ao ponto de nem mesmo se parecer com um ser humano(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). Depois de ler as palavras de Deus, fiquei envergonhado. Deus disse que só se você reconhece sua natureza, vê claramente como você se compara, sua destituição e miséria, você pode se enojar de si mesmo, se odiar e se arrepender diante de Deus. Então comecei a refletir sobre por que eu era tão arrogante. Pensei em como, após me juntar ao grupo de vídeos, produzir vários vídeos importantes e receber o respeito e os elogios de todos, eu achei que tinha experiência e entendia muitos princípios. Também achei que eu tinha calibre bom, que aprendia rápido e que eu era um talento raro na igreja. Isso fez com que o meu caráter arrogante piorasse cada vez mais. Pensei em quão pouco eu sabia quando comecei a produzir vídeos e em como meus irmãos me pegaram pela mão e me instruíram. Às vezes, eu não acertava, a despeito de sua explicação clara e minuciosa, e precisava de mentoria constante até conseguir produzir tudo corretamente. Por meio disso, vi que não era que eu era inteligente ou tinha calibre alto, era que eu tinha tido muitas oportunidades de praticar e tinha acumulado alguma experiência. Mas eu vi isso como capital e não cumpri meu dever com os pés no chão. Especialmente quando era um pouco eficiente em meu dever, eu achava que era dono do pedaço e então menosprezava os outros e não queria cooperar com eles. Onde estavam minha razão e humanidade? No que diz respeito às duas supervisoras, eu sempre as menosprezava. Na verdade, por meio das minhas interações com elas, descobri que elas tinham muitos pontos fortes. Embora lhes faltassem habilidades e experiência na produção de vídeos, seu coração estava no lugar certo, e elas eram proativas em superar dificuldades. Elas também tinham uma mente aguçada e não se agarravam a regras. Elas ousavam inovar e queriam aprender coisas novas. Quando confrontadas com dificuldades, elas renunciavam a si mesmas e pediam conselhos aos outros. Mas o meu caráter era arrogante demais, e ninguém se comparava a mim. Eu era cego para os pontos fortes dos outros. Pensei em como Paulo era especialmente arrogante. Ele achava que tinha calibre e dons, e seu coração não se curvava a ninguém. Ele sempre testificava que estava acima dos outros discípulos, até dizia palavras abomináveis de que, para ele, viver era Cristo. Ele era arrogante a ponto de não ter razão. Refleti sobre como minha natureza era igual à de Paulo. Eu sempre menosprezava as supervisoras e sempre obrigava os outros a fazerem tudo do jeito que eu dizia. Eu estava seguindo a senda de Paulo. Quando reconheci isso, senti remorso sem limites. Orei a Deus: “Deus! Só agora tenho algum entendimento da minha natureza e essência. Durante esses anos de fé em Deus, a casa de Deus sempre me regou e supriu com a verdade. Mas eu não busquei a verdade e trilhei a senda de um anticristo, ignorando Tua preocupação meticulosa. Tu orquestraste tantas pessoas, eventos e coisas para me lembrar, mas eu resisti e não soube me arrepender. Eu segui minha natureza arrogante pela senda errada e Te levei a me odiar. Deus, estou disposto a me arrepender. Não importa quais arranjos a igreja faça depois disso, eu obedecerei”.

Quando percebi isso, para a minha surpresa, no dia seguinte, uma irmã me informou que o trabalho de alguns membros do grupo não estava à altura e que ela queria que eu os treinasse. Ela me perguntou se eu estava disposto. Meu coração agradeceu a Deus. Justamente quando eu queria me arrepender, a igreja me dava uma chance de cumprir meu dever. Eu tinha que aproveitar esse tempo, e eu aceitei com alegria. Uma surpresa ainda maior foi que, alguns dias depois, o líder fez arranjos para que eu participasse da produção de um vídeo novo. Eu fiquei tão grato a Deus!

Pensando em como eu trabalharia com os outros em breve, busquei uma senda para cooperar com os outros. Vi que a palavra de Deus diz: “Quando estão cooperando com os outros para cumprir seus deveres, vocês são capazes de ser abertos a opiniões divergentes? Vocês conseguem permitir que os outros falem? (Eu consigo, um pouco. Antes, muitas vezes eu não ouvia as sugestões dos irmãos e insistia em fazer as coisas do meu jeito. Foi só depois, quando os fatos provaram que eu estava errado, que vi que a maioria das sugestões deles estavam corretas, que era o desfecho discutido por todos que, na verdade, era apropriado, que minhas opiniões eram erradas e carentes. Depois de experimentar isso, percebi como é importante a cooperação harmoniosa.) E o que isso nos mostra? Depois de experimentar isso, você recebeu algum benefício e entendeu a verdade? Vocês acham que alguém é perfeito? Não importa quão fortes as pessoas sejam ou quão capazes e talentosas, elas ainda assim não são perfeitas. As pessoas devem reconhecer isso; é fato. Essa é também a atitude que as pessoas devem ter para com seus méritos e pontos fortes ou falhas; essa é a racionalidade que as pessoas possuem. Com tal racionalidade, você pode lidar adequadamente com seus próprios pontos fortes e fraquezas, assim também com os de outros, e isso irá capacitá-lo a trabalhar junto a eles harmoniosamente. Se você entendeu esse aspecto da verdade e pode entrar nesse aspecto da realidade da verdade, então você pode se relacionar harmoniosamente com seus irmãos e irmãs, valendo-se dos pontos fortes uns dos outros para compensar quaisquer fraquezas que você tenha. Dessa forma, não importa que dever você esteja cumprindo ou o que esteja fazendo, você sempre ficará melhor no que faz e terá a bênção de Deus(A Palavra, vol. 3: As declarações de Cristo dos últimos dias, “Parte 3”). As palavras de Deus me mostraram que ninguém é perfeito. Todos têm deficiências e inadequações. Não importa que dons ou experiência alguém tem, essas coisas não significam que ele tem a verdade nem que suas ações sempre estão alinhadas com a verdade. Todos precisam cooperar em harmonia e compensar as fraquezas uns dos outros. Especialmente quando há diferenças de opinião, vocês devem deixar seu ego de lado e comungar e investigar o problema juntos com uma atitude de busca. É o único jeito de ter razão e humanidade, de receber a obra do Espírito Santo, de reduzir lapsos no seu dever e de cumprir bem o seu dever. Não entendemos a verdade. Por isso precisamos trabalhar juntos e compensar as fraquezas uns dos outros. É o único jeito de se comportar sensatamente. Tendo entendido isso, eu continuaria praticando essa senda. Se houvesse diferenças de opiniões ao investigar com os outros, eu negaria a minha opinião a favor de ouvir as opiniões dos outros. Onde houvesse desacordo, eu comungaria os princípios aplicáveis com todos e praticaria de um jeito que obedecesse aos princípios. Depois de um tempo, meu relacionamento com os outros melhorou bastante, e eu entendi que só se deixasse de lado meu ego e cooperasse em harmonia, eu poderia ganhar a obra e a orientação do Espírito Santo e ser eficiente no cumprimento do meu dever.

Por meio da experiência dessas situações, ganhei algum entendimento do meu caráter arrogante e fiz algumas mudanças. Só obtive esse resultado comendo e bebendo da palavra de Deus! Sou tão grato a Deus!

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