Se o Senhor Jesus é o Próprio Deus, por que o Senhor Jesus ora? Por que roga ao Deus Pai? Há um mistério aqui para desvendar. Por favor, comungue conosco.

21 de Fevereiro de 2021

Resposta: Realmente existe um mistério no fato de o Senhor Jesus chamar Deus de Pai celestial em Suas orações. Quando Deus está encarnado, o Espírito de Deus fica escondido dentro da carne, ela mesma desconhece a presença do Espírito. Assim como não sentimos nosso espírito dentro de nós. E o mais importante: o Espírito de Deus não faz nada de sobrenatural dentro de Sua carne. Portanto, embora o Senhor Jesus fosse Deus tornar-se carne, se o Espírito de Deus não tivesse testemunhado pelo Próprio Deus, o Senhor Jesus não saberia que Ele era a encarnação de Deus. A Bíblia diz: “nem o Filho, senão o Pai” (Marcos 13:32). Antes de o Senhor Jesus realizar Seu ministério, Ele viveu como uma humanidade normal. Ele realmente não sabia que era a encarnação de Deus, porque o Espírito de Deus dentro da carne não trabalha de forma sobrenatural, Ele trabalhou dentro de limites normais,, como qualquer outro humano. Então o Senhor Jesus orava naturalmente para o Pai celestial, ou seja, de Sua humanidade normal, o Senhor Jesus orava ao Espírito de Deus. Isso faz todo sentido. Quando o Senhor Jesus realizou Seu ministério formalmente, o Espírito Santo começou a proclamar e a testemunhar que Ele era o Deus encarnado. Só então, o Senhor Jesus descobriu Sua verdadeira identidade, que veio pra realizar a obra de redenção. Mas quando estava para ser pregado na cruz, Ele ainda orou ao Deus Pai. Isso mostra que a essência de Cristo é obediente a Deus.

Vamos ler mais duas passagens da palavra de Deus Todo-Poderoso para esclarecer nossa compreensão do assunto. Deus Todo-Poderoso diz: “Quando Jesus chamou Deus no céu pelo nome de Pai ao orar, isto foi feito somente da perspectiva de um homem criado, somente porque o Espírito de Deus havia Se vestido de uma carne comum e normal e tinha a capa exterior de um ser criado. Mesmo que dentro Dele estivesse o Espírito de Deus, Sua aparência exterior ainda era a de um homem normal; em outras palavras, Ele Se tornou o ‘Filho do homem’, do qual todos os homens, inclusive o Próprio Jesus, falaram. Dado que Ele é chamado o Filho do homem, Ele é uma pessoa (seja homem ou mulher, em qualquer caso, alguém com a aparência exterior de um ser humano) nascida em uma família normal de pessoas comuns. Portanto, Jesus chamar Deus no céu pelo nome de Pai era igual a como vocês inicialmente O chamavam de Pai; Ele fez isso da perspectiva de um homem criado. Vocês ainda lembram da Oração do Senhor que Jesus lhes ensinou a memorizar? ‘Pai nosso que estás no céu…’ Ele pediu a todo homem que chamasse Deus no céu pelo nome de Pai. E desde que Ele também O chamou de Pai, o fez da perspectiva de alguém que está em pé de igualdade com todos vocês. Desde que vocês chamaram Deus no céu pelo nome de Pai, isso mostra que Jesus viu a Si mesmo em pé de igualdade com vocês, e como um homem na terra escolhido por Deus (isto é, o Filho de Deus). Se vocês chamam Deus de Pai, isso não é porque vocês são seres criados? Por maior que fosse a autoridade de Jesus na terra, antes da crucificação, Ele era apenas um Filho do homem, governado pelo Espírito Santo (isto é, Deus), e um dos seres criados da terra, porque Ele ainda tinha que completar Sua obra. Portanto, Ele chamar Deus no céu de Pai era unicamente Sua humildade e obediência. O dirigir-Se a Deus (isto é, o Espírito no céu) de tal maneira, no entanto, não prova que Ele era o Filho do Espírito de Deus no céu. Pelo contrário, era simplesmente que a perspectiva Dele era diferente, não que Ele tivesse sido uma pessoa diferente. A existência de pessoas distintas é uma falácia! Antes da crucificação, Jesus era um Filho do homem, sujeito às limitações da carne, e não possuía plenamente a autoridade do Espírito. É por isso que Ele só podia buscar a vontade de Deus, o Pai, da perspectiva de um ser criado. É como Ele orou três vezes no Getsêmani: ‘Não como Eu quero, mas como Tu queres’. Antes de ser colocado na cruz, Ele era apenas o Rei dos Judeus; Ele era Cristo, o Filho do homem, e não um corpo de glória. É por isso que, do ponto de vista de um ser criado, Ele chamou Deus de Pai.” “Ainda há aqueles que dizem: ‘Deus não declarou expressamente que Jesus era Seu Filho amado?’ Jesus é o amado Filho de Deus, em quem Ele Se compraz — isso foi certamente declarado pelo Próprio Deus. Isso foi Deus testemunhando de Si Mesmo, apenas de uma perspectiva diferente, aquela do Espírito no céu testemunhando de Sua própria encarnação. Jesus é Sua encarnação, não Seu Filho no céu. Você compreende? As palavras de Jesus ‘Eu estou no Pai, e o Pai está em Mim’, não indicam que Eles são um só Espírito? E não é por causa da encarnação que Eles foram separados entre o céu e a terra? Na verdade, Eles ainda são um; não importa o que aconteça, é simplesmente Deus testemunhando de Si Mesmo. Devido à mudança nas eras, às exigências da obra e às diferentes etapas de Seu plano de gestão, o nome pelo qual o homem O chama também varia. Quando Ele veio para realizar a primeira etapa da obra, Ele só poderia ser chamado de Jeová, pastor dos israelitas. Na segunda etapa, o Deus encarnado só poderia ser chamado de Senhor e Cristo. Mas naquela época, o Espírito no céu declarou apenas que Ele era o Filho amado de Deus, e não fez menção de Ele ser o único Filho de Deus. Isso simplesmente não aconteceu. Como Deus poderia ter um filho único? Então, Deus não teria Se tornado homem? Porque Ele era a encarnação, foi chamado o amado Filho de Deus e, com isso, veio o relacionamento entre Pai e Filho. Foi simplesmente por causa da separação entre o céu e a terra” (‘A Trindade existe?’ em “A Palavra manifesta em carne”).

Deus Todo-Poderoso expressou as coisas muito claramente. Quando o Senhor Jesus estava trabalhando entre os homens, era na verdade o Espírito de Deus na carne obrando e aparecendo-se ao homem. Não importa se o Senhor Jesus estava expressando Sua palavra ou orando ao Deus Pai, Sua substância era divina, não humana. O Espírito de Deus é invisível para o homem. Quando Deus se torna carne, o homem vê apenas ela, mas não vê o espírito de Deus. Se o Espírito Santo não tivesse testemunhado diretamente que o Senhor Jesus encarnado era Deus, o homem não aceitaria isso. Porque naquele tempo ninguém sequer sabia o que significava Deus encarnar. Eles entraram em contato com a encarnação de Deus, mas entendiam muito pouco. Nunca imaginaram que aquele Filho do homem comum era a encarnação do Espírito de Deus, ou seja, a aparição de Deus na carne. O Senhor Jesus expressou muito da Sua palavra durante a Sua obra e indicou o caminho para o homem: “Arrependei-vos, pois o reino dos Céus está próximo.” Realizou muitos milagres e revelou a autoridade e o poder de Deus. Mesmo assim, o homem não reconheceu pela obra e a palavra do Senhor Jesus que Ele era o Próprio Deus, ou seja, a manifestação de Deus. Portanto, Deus obrou de acordo com a estatura do povo daquela época. Não dificultou para eles. O Espírito Santo só poderia testemunhar na compreensão do povo naquele tempo, então Ele chamou o Senhor Jesus de Filho amado de Deus, permitindo temporariamente que o homem pensasse que o Senhor Jesus era o Filho de Deus. Isso se encaixou melhor nas concepções do povo e era mais fácil de aceitar, porque naquele tempo o Senhor Jesus estava apenas realizando a obra de redenção. Não importa como o povo chamou o Senhor Jesus, Mas que eles aceitaram que o Senhor Jesus era o Salvador, seus pecados foram redimidos, e, portanto, se qualificaram para gozar da graça de Deus. Então o Espírito de Deus testemunhou o Senhor Jesus dessa maneira porque era mais adequado à estatura do povo daquele tempo. Isso cumpre totalmente a palavra do Senhor Jesus: “Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora. Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras” (João 16:12-13).

Apesar de não vermos o Espírito de Deus quando Ele torna-se carne, o caráter de Deus, tudo o que Ele é e possui, Sua onipotência e sabedoria são expressados pela Sua carne. Pela palavra e obra do Senhor Jesus Cristo e pelo caráter que Ele expressa, sabemos que o Senhor Jesus é o Próprio Deus. A palavra e a obra do Senhor Jesus são cheias de autoridade e poder. O que Ele diz torna-se verdade. O que Ele exige se realiza. Assim que Ele fala, Suas palavras se tornam realidade. Uma palavra do Senhor Jesus foi suficiente para perdoar o homem a sua pecaminosidade e trazer os mortos de volta à vida. Uma palavra acalmou o vento, o mar e assim por diante. Pela obra e palavra do Senhor Jesus não podemos ver a autoridade e o poder de Deus, que governa todas as coisas? Não vimos a onipotência e sabedoria de Deus e Suas obras maravilhosas? O Senhor Jesus expressou assim em Suas palavras: Arrependei-vos, pois o reino dos céus está próximo. Ele iniciou a Era da Graça, concluindo a Era da Lei, expressou o caráter amoroso e compaixção de Deus e concluiu a obra de redenção da humanidade. O Senhor Jesus fez a obra do Próprio Deus? A palavra e a obra do Senhor Jesus são a expressão direta do Espírito de Deus. Isso não é prova de que o Espírito de Deus encarnou para falar e obrar para o homem, para aparecer-se a eles? Seria possível que, independente da forma como o Espírito de Deus fala e obra na carne, nós não O reconhecermos? Essa casca exterior da carne realmente nos impede de reconhecer a essência divina de Cristo? Seria possível que, quando o Espírito de Deus encarna para obrar e falar, Por mais que experimentemos, ainda seríamos incapazes de reconhecer a aparência e o trabalho de Deus? Se for esse o caso, somos pouco inteligentes em nossa crença. De que outra forma seríamos elogiados por Deus?

Extraído do roteiro do filme O mistério da divindade: a continuação

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