Se o coração do homem está em inimizade com Deus, como o homem pode temer a Deus e evitar o mal?

14 de Abril de 2020

Já que as pessoas de hoje não possuem a mesma humanidade que Jó, o que dizer da sua natureza-essência e da sua atitude para com Deus? Elas temem a Deus? Eles se desviam do mal? Aqueles que não temem a Deus ou evitam o mal só podem se resumir em três palavras: “inimigos de Deus”. Vocês costumam dizer essas três palavras, mas nunca conheceram seu verdadeiro significado. As palavras “inimigos de Deus” têm essência: elas não estão dizendo que Deus vê o homem como o inimigo, mas que o homem vê Deus como o inimigo. Primeiro, quando as pessoas começam a acreditar em Deus, qual delas não tem seus próprios objetivos, motivações e ambições? Mesmo que uma parte delas acredite na existência de Deus e tenha visto a existência de Deus, sua crença em Deus ainda contém essas motivações, e seu objetivo final em acreditar em Deus é receber Suas bênçãos e as coisas que elas querem. Nas experiências de vida das pessoas, elas geralmente pensam em si mesmas: “Eu abandonei minha família e minha carreira para Deus, e o que Ele me deu? Devo fazer as contas e confirmar — recebi alguma bênção recentemente? Eu dei muito durante esse período, corri, corri e sofri muito — Deus me deu alguma promessa em troca? Ele Se lembrou das minhas boas ações? Qual será o meu fim? Posso receber as bênçãos de Deus?”… Toda pessoa constantemente faz tais cálculos em seu coração e elas fazem exigências a Deus que trazem em si suas motivações, ambições e uma mentalidade transacional. Isto quer dizer que, em seu coração, o homem está constantemente colocando Deus a prova, constantemente concebendo planos sobre Deus e constantemente argumentando a favor do seu próprio fim individual com Deus, e tentando extrair uma declaração de Deus, vendo se Deus pode ou não dar a ele o que ele quer. Ao mesmo tempo em que busca a Deus, o homem não trata Deus como Deus. O homem sempre tentou fazer acordos com Deus, fazendo exigências incessantes a Ele, e até mesmo pressionando-O a cada passo, tentando tomar um quilômetro depois de receber um centímetro. Ao mesmo tempo em que tenta fazer acordos com Deus, o homem também discute com Ele, e há até mesmo pessoas que, quando as provações lhes sobrevêm ou se encontram em certas situações, frequentemente se tornam fracas, passivas e negligentes em Sua obra, e cheias de reclamações sobre Deus. Desde o tempo em que o homem começou a acreditar em Deus, ele tem considerado que Deus é uma cornucópia, um canivete suíço, e considera-se o maior credor de Deus, como se tentar receber bênçãos e promessas de Deus fosse seu direito intrínseco e obrigação, enquanto a responsabilidade de Deus fosse proteger e cuidar do homem e prover para ele. Essa é a compreensão básica da “crença em Deus” de todos aqueles que acreditam em Deus, e tal é sua compreensão mais profunda do conceito de crença em Deus. Da natureza-essência do homem à sua busca subjetiva, não há nada que se relacione ao temor de Deus. O objetivo do homem em acreditar em Deus não poderia ter nada a ver com a adoração a Deus. Ou seja, o homem nunca considerou nem entendeu que a crença em Deus requer temer e adorar a Deus. À luz de tais condições, a essência do homem é óbvia. Qual é essa essência? É que o coração do homem é malicioso, abriga traição e engano, não ama a equidade e a justiça nem o que é positivo e é desprezível e ganancioso. O coração do homem não poderia estar mais fechado para Deus; ele não o entregou absolutamente a Deus. Deus nunca viu o verdadeiro coração do homem, nem jamais foi adorado pelo homem. Não importa quão grande seja o preço que Deus paga, ou quanta obra Ele executa, ou quanto Ele provê ao homem, o homem permanece cego e totalmente indiferente a tudo isso. O homem nunca entregou seu coração a Deus, ele só quer se importar com seu próprio coração, tomar suas próprias decisões — cujo significado implícito é que o homem não quer seguir o caminho de temer a Deus e se desviar do mal, nem de obedecer a soberania e arranjos de Deus, nem quer adorar a Deus como Deus. Tal é o estado do homem hoje. Agora vamos olhar novamente para Jó. Primeiramente, ele fez um acordo com Deus? Ele tinha algum motivo velado para manter firme o caminho de temer a Deus e se desviar do mal? Naquela época, Deus havia falado com alguém do fim por vir? Naquela época, Deus não havia feito promessas a ninguém sobre o fim, e foi com esse pano de fundo que Jó pôde temer a Deus e se desviar do mal. As pessoas de hoje estão em nível de comparação com Jó? Há demasiada disparidade; eles estão em ligas diferentes. Embora Jó não tivesse muito conhecimento de Deus, ele havia entregado seu coração a Deus e pertencia a Deus. Ele nunca fez um acordo com Deus e não tinha desejos ou exigências extravagantes para com Deus; em vez disso, ele acreditava que “Jeová deu, e Jeová tirou”. Isso foi o que ele havia visto e ganho por se manter fiel ao caminho de temer a Deus e se desviar do mal durante muitos anos de vida. Da mesma forma, ele também ganhou o resultado representado nas palavras: “receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?” Essas duas frases foram o que ele viu e veio a conhecer como resultado de sua atitude de obediência a Deus durante as experiências de sua vida, e elas também foram suas armas mais poderosas com as quais ele triunfou durante as tentações de Satanás e foram a fundação de sua posição firme em testemunho a Deus. Neste ponto, vocês imaginam Jó como uma pessoa adorável? Vocês esperam ser uma pessoa assim? Vocês temem passar pelas tentações de Satanás? Vocês decidem orar a Deus para os sujeitar as mesmas provações que Jó? Sem dúvida, a maioria das pessoas não ousariam orar por tais coisas. É evidente, então, que a fé de vocês é lamentavelmente pequena; comparada à de Jó, a fé de vocês é simplesmente indigna de menção. Vocês são os inimigos de Deus, vocês não temem a Deus, vocês são incapazes de permanecer firmes no testemunho que vocês dão de Deus e incapazes de triunfar sobre os ataques, acusações e tentações de Satanás. O que os torna qualificados para receber as promessas de Deus? Tendo ouvido a história de Jó e entendido a intenção de Deus em salvar o homem e o significado da salvação do homem, vocês agora têm fé para aceitar as mesmas provações que Jó? Vocês não devem ter uma pequena determinação para permitir-se seguir o caminho de temer a Deus e se desviar do mal?

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne

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