O que está por trás de não se posicionar

13 de Junho de 2022

By Mu Xi, Coreia do Sul

Um tempo atrás, eu era muito ineficiente em meu dever. Sempre que realizava um projeto de vídeo, eu o mudava muitas vezes, o que afetou seriamente o progresso geral do trabalho. No início, achava que era por causa da minha falta de opinião própria, pois sempre que meus irmãos sugeriam algumas revisões, eu não avaliava se eram necessárias com base nos princípios e simplesmente fazia as mudanças que sugeriam. Algumas sugestões não eram muito sensatas, o que resultou em revisões constantes. Mais tarde, depois de ser podada e tratada, ao aplicar o que revela a palavra de Deus e ao refletir sobre mim mesma, percebi que havia caracteres satânicos e intenções desprezíveis por trás da minha falta de autoafirmação.

Isso foi alguns meses atrás. Havia alguns irmãos que sempre insistiam arrogantemente em suas próprias opiniões e não aceitavam as sugestões de outros, o que afetou o progresso do trabalho. Nosso líder comungou várias vezes para expô-los, mas eles não mudaram e foram dispensados. Pensei: “Se os outros me derem conselhos, não devo insistir em minha opinião”. Sempre que terminava um vídeo, quando outros davam um conselho, eu quase sempre o aceitava, embora fossem questões pequenas e opcionais que não exigiam mudanças. Até achava que algumas mudanças não estavam alinhadas com os princípios e que algumas eram só revisões banais, mas eu temia que, se não aceitasse, minha supervisora e os irmãos formariam uma opinião ruim sobre mim. Eles achariam que eu era arrogante e não aceitava o conselho dos outros? Se passasse uma impressão ruim, que não conseguia aceitar a verdade, eu estaria prestes a ser dispensada? Além disso, eu não tinha certeza absoluta das minhas opiniões. Se estivesse errada e não fizesse as mudanças necessárias, se o problema fosse encontrado após o vídeo ser publicado, a responsabilidade seria minha. Após refletir sobre isso, a fim de não correr nenhum risco, fiz todas as revisões sugeridas. Às vezes, faziam sugestões diferentes, e eu produzia várias versões e pedia que minha supervisora escolhesse a melhor, ou, quando discutíamos o trabalho, eu as discutia com meus irmãos e nós chegávamos à decisão juntos. Pensava: “Minha supervisora e a maioria dos irmãos tomaram essa decisão. É a opinião majoritária, então não deve haver nenhum problema sério. É o jeito mais seguro. Se algo der errado no futuro, a responsabilidade não será só minha”. Às vezes, eu recebia muitas sugestões e não sabia bem como fazer a revisão, então chamava a supervisora e pedia a ajuda dela para decidir o que fazer. Às vezes, ouvia conselhos demais e, no fim, ficava sem saber o que fazer, por isso, acabei sendo muito ineficiente. Nas discussões de trabalho, meus pedidos constantes de ajuda aos irmãos para decidir entre várias sugestões tirava tempo dos deveres deles e atrasava o progresso do trabalho.

Uma vez, fiz uma imagem de fundo para um vídeo. Ela devia refletir o sofrimento das pessoas que vivem em pecado, então fiz uma imagem sombria em contraluz. Alguns irmãos acharam que era sombria demais e pouco atraente e sugeriram que eu clareasse a imagem e acrescentasse luz e efeitos de sombra. Hesitei diante dessas sugestões. Em vista do tema, uma imagem clara demais não se conformava à atmosfera das pessoas que viviam em trevas, e acrescentar claridade violaria leis objetivas. Não achei que a sugestão era sensata. Mas então pensei que, já que várias pessoas tinham feito essa sugestão, se não o fizesse e isso afetasse o vídeo após ser publicado, a responsabilidade seria minha. Enquanto relutava, vi que o líder também concordava com a revisão, então comecei a fazer concessões. Se eu expressasse minha opinião e discordasse com a revisão, os outros achariam que eu insistia em minhas próprias opiniões? Achariam que eu inventava desculpas para não mudá-lo porque era muito trabalho? Então decidi fazer as mudanças. Se houvesse um problema, não seria responsabilidade só minha, pois tinha feito a mudança com base nas sugestões de todos. Sentia claramente que a mudança era inapropriada, ainda assim gastei muito tempo mudando a imagem. Fiquei chocada quando, após terminar, a supervisora a avaliou com base nos princípios relevantes e no efeito e disse que não era realista e que eu devia reverter as mudanças. Ela disse também que eu vinha sendo passiva em meus deveres, que eu não tinha opinião própria e que estava impedindo o progresso do trabalho. Ela pediu que eu refletisse sobre mim mesma. Depois disso, demorei para me acalmar e me senti muito culpada. Eu tinha gastado tanto tempo mudando a imagem e agora devia mudá-la de volta, o que realmente atrasou o progresso do trabalho. Percebi que, naquele período, sempre que enfrentava sugestões diferentes, eu tinha minhas opiniões próprias, mas, a fim de evitar que as pessoas me chamassem de arrogante, eu não me manifestava. Quando confrontada com incerteza, eu não buscava os princípios da verdade, só esperava até que os outros decidissem por mim e então fazia tudo de acordo com as ordens deles. Cumprir meu dever desse jeito realmente era passivo e atrasou o trabalho da casa de Deus. Vim para diante de Deus e orei, pedindo que Ele me guiasse a refletir sobre mim mesma.

Mais tarde, viu um vídeo com uma leitura da palavra de Deus. “Aqueles que conseguem cumprir um dever na casa de Deus devem ser pessoas cujo fardo é o trabalho da igreja, que assumem responsabilidade, que defendem os princípios da verdade, que sofrem e pagam o preço. Ser deficiente nessas áreas significa ser inapto a cumprir um dever e não possuir as condições para o cumprimento do dever. Há muitas pessoas que têm medo de assumir responsabilidade no cumprimento de um dever. Seu medo se manifesta de três formas principalmente. A primeira é que elas escolhem deveres que não exigem que assumam responsabilidade. Se um líder de igreja arranja para que cumpram um dever, elas perguntam primeiro se terão que assumir responsabilidade por ele: caso positivo, não o aceitam; se o dever não exigir delas que sejam responsáveis por ele, aceitam-no com relutância, mas ainda assim precisam ver se o trabalho é cansativo ou incômodo, e, mesmo que aceitem o dever com relutância, elas não estão motivadas a desempenhá-lo bem, preferindo ainda ser descuidadas e superficiais. Lazer, não trabalho, e nenhuma dificuldade físicaesse é o seu princípio. A segunda é que, quando lhes sobrevém uma dificuldade ou elas se deparam com um problema, seu primeiro recurso é denunciá-lo a um líder e pedir que ele trate disso e o resolva, na esperança de que possam preservar seu conforto. Elas não se importam com como o líder lida com o problema e não se interessam por issocontanto que elas mesmas não sejam responsáveis, está tudo bem para elas. Tal cumprimento do dever é leal a Deus? Isso se chama passar a bola, abandonar o dever, ficar à toa. É tudo conversa, elas não estão fazendo nada real. Elas dizem a si mesmas: “Se cabe a mim lidar com essa coisa, o que acontece se eu cometo um erro? Quando analisarem a questão, não serei eu que acabará sendo responsabilizado? A responsabilidade por isso não recairá primeiro sobre mim?”. É com isso que elas se preocupam. Mas você acredita que Deus consegue sondar todas as coisas? Todos cometem erros. Se uma pessoa cuja intenção é correta carece de experiência e não lidou com certo tipo de assunto antes, mas deu o seu melhor, isso é visível para Deus. Você deve acreditar que Deus escrutiniza todas as coisas e o coração do homem. Se alguém sequer acredita nisso, ele não é um descrente? Que significado poderia haver numa pessoa como essa ao cumprir um dever? Existe mais uma forma em que o medo de uma pessoa de assumir responsabilidades se manifesta. Quando cumprem seu dever, algumas pessoas só fazem um pouco de trabalho superficial e simples, trabalho que não implica assumir responsabilidade. O trabalho que implica dificuldades e exige que assuma responsabilidade, elas o empurram para os outros, e se algo dá errado, elas jogam a culpa nessas pessoas e se mantêm afastadas de problemas. Quando líderes de igreja veem que são irresponsáveis, eles pacientemente oferecem ajuda ou podam e lidam com elas para que elas possam assumir responsabilidade, mas ainda assim não o querem fazer e pensam: “É difícil cumprir bem esse dever, devo assumir responsabilidade quando as coisas dão errado e posso até ser expurgado e expulso, e isso será o meu fim”. Que tipo de atitude é essa? Se você não tem senso de responsabilidade no cumprimento do seu dever, como pode cumprir bem o seu dever? Aqueles que não se despendem verdadeiramente por Deus não podem cumprir bem qualquer dever, e aqueles que temem assumir responsabilidade só atrasarão as coisas quando cumprirem os seus deveres. Tais pessoas não são dignas de confiança nem confiáveis; apenas cumprem seu dever para encher a boca de comida. Mendigos como esses deveriam ser expulsos? Deveriam. A casa de Deus nunca desejaria pessoas desse tipo” (‘Eles gostariam que os outros obedecessem apenas a eles, não à verdade nem a Deus (parte 1)’ em “Expondo os anticristos”). A palavra de Deus revelou meu estado. Lembrei-me do meu desempenho em meus deveres nesse período. Quando recebia tantos conselhos, eu percebia que alguns deles não eram apropriados. Algumas revisões contrariavam os princípios, outras eram desnecessárias. Mas eu temia não ouvir os conselhos de todos, pois, se algo desse errado, eu teria que assumir a culpa sozinha. Também temia que insistir em meu ponto de vista daria às pessoas a má impressão de que eu era arrogante e não aceitava a verdade, então atendia aos gostos e opiniões de todos, fazia todas as mudanças sugeridas e até fazia revisões repetidas e produzia versões múltiplas, deixando que a supervisora e meus irmãos decidissem. Eu nunca buscava os princípios da verdade nem tomava decisões próprias por medo de ser responsabilizada. Achava que fazer as coisas desse jeito era mais seguro, pois, com uma decisão do grupo, problemas eram menos prováveis, e mesmo que houvesse um problema, eu não estaria só. Por fora, eu estava sempre ocupada com meus deveres e estava protegendo o trabalho da casa de Deus, mas, na verdade, eu considerava meus interesses em tudo. Eu pensava em como proteger a mim mesma e evitar responsabilidade. Desse jeito, eu não estava só aplicando truques? Só por fora cumprir meu dever desse jeito era oferecer minha labuta e fazer o que me ordenavam. Eu nunca me preocupava pessoalmente com as coisas. Era irresponsável em meu dever e não considerava os interesses da casa de Deus. Carecia de qualquer humanidade. Aqueles que cumprem seus deveres com sinceridade consideram os interesses da casa de Deus em tudo, e quando enfrentam problemas que não entendem, eles buscam a vontade de Deus, os princípios da verdade, e são de um só coração com Deus em seus deveres. E eu? Eu era totalmente insincera e irracional em meu dever. Era como uma mão contratada, esperando ordens para fazer algo. Eu não buscava resolver os problemas com os princípios da verdade. Cumprir meu dever desse jeito nada tinha a ver com Deus nem com a verdade. Eu agia sem me envolver, não estava nem à altura de um servidor.

Lembrei-me de outra passagem das palavras de Deus: “Qual é o critério pelo qual os feitos de uma pessoa são julgados como sendo bons ou maus? Depende de, em seus pensamentos, expressões e ações, você possuir o testemunho de pôr a verdade em prática ou não e de você viver a realidade da verdade. Se não tiver essa realidade ou não a viver, então sem dúvida você é um malfeitor. Como Deus vê os malfeitores? Seus pensamentos e atos externos não dão testemunho de Deus, tampouco envergonham nem derrotam Satanás; em vez disso, envergonham a Deus e estão repletos de marcas que fazem Deus ficar envergonhado. Você não está testificando de Deus, não está se despendendo por Deus, nem está cumprindo sua responsabilidade e suas obrigações em relação a Deus; em vez disso, está agindo para o próprio bem. Qual é a implicação de ‘para o próprio bem’? Para Satanás. Por isso, no fim, Deus dirá: ‘Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade’. Aos olhos de Deus, você não fez boas ações; mas, ao contrário, seu comportamento se tornou maligno. Em vez de receber a aprovação de Deus, você será condenado. O que alguém com tal crença em Deus busca ganhar? Tal crença não seria em vão no final?” (‘Dê seu real coração a Deus e você poderá obter a verdade’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). As palavras de Deus me fizeram entender. Ele observa o coração de todos. Ele não olha para o quanto trabalhamos nem para o sofrimento que suportamos. Ele observa se as intenções das pessoas em seus deveres são pessoais ou em prol de Deus e se elas têm testemunho de praticar a verdade em seus deveres. Se você sempre tenta satisfazer a si mesmo no seu dever, isso é perversidade aos olhos de Deus, e Ele detesta isso. Por meio das palavras de Deus, vi que eu pensava em mim quando cumpria meu dever. Para não assumir responsabilidade, não importando o tempo que levasse para consertar problemas irrelevantes, eu ficava revisando a imagem. Fui contra minha vontade para fazer revisões inapropriadas, deixando os vídeos cada vez piores. Atrasei o trabalho da casa de Deus, mas nunca me preocupei nem tive um senso de urgência, tampouco tentei ser mais eficiente buscando os princípios da verdade. Tudo que fazia em meu dever era agir sem me envolver e achava que, contanto que terminasse a revisão e todos aprovassem, tudo estaria bem. Meu comportamento irresponsável não era cumprir o meu dever e não era acumular boas obras, era perversidade. Agora é a hora crítica para a casa de Deus espalhar o evangelho, e esses vídeos devem ser postados on-line para espalhá-lo. Mas por causa do meu caráter corrupto, eu repetia trabalho e atrasava as publicações. A fim de proteger meus interesses, eu impedi repetidas vezes o trabalho da casa de Deus. Eu só estava agindo como serva de Satanás e interrompendo o trabalho da casa de Deus! Quando percebi isso, fiquei aterrorizada. Rapidamente orei a Deus para pedir Sua orientação em mudar minha atitude em relação ao meu dever e resolver meus caracteres corruptos.

Depois disso, quando me deparava com sugestões diferentes em meu dever, eu vinha para diante de Deus para orar e buscar, analisava quais mudanças sugeridas eram necessárias e quais não eram e considerava como melhorar minha eficiência para produzir resultados melhores. Quanto às mudanças sugeridas que eram desnecessárias, eu apresentava minha opinião com base nos princípios que entendia, buscava e comungava com todos, e algumas das minhas opiniões foram aceitas. Praticar desse jeito me tornou um pouco mais eficiente em meu dever. Eu achava que tinha mudado algo, mas quando veio a hora de assumir responsabilidade, tornei-me passiva novamente.

Certa vez, fiz uma vinheta de vídeo, e todos tinham opiniões diferentes sobre alguns detalhes da imagem. Quando discutimos e comunicamos, não conseguimos decidir como modificá-la e ficamos presos por bastante tempo. Na verdade, eu sabia que, para uma vinheta, contanto que passasse uma impressão boa e as proporções dos personagens e a imagem não violassem a realidade objetiva, não havia necessidade de se deter em detalhes. Mas após ouvir tantas sugestões diferentes, eu não sabia o que fazer. Se mudasse as coisas de acordo com minhas ideias, o que aconteceria se houvesse um problema após a publicação do vídeo? Isso seria responsabilidade minha. Eu temia ser responsabilizada por um erro, então produzi versões múltiplas com base nas sugestões de todos e esperei até que todos tomassem uma decisão final, mas, no fim, ninguém me deu uma resposta clara. Os dias passaram, e eu fiquei muito ansiosa. Eu não estava atrasando de novo o progresso do vídeo? Eu estava transtornada, então me perguntei: “Por que é tão difícil tomar uma decisão? Por que me sinto como se minhas mãos estivessem atadas?”. Vim para diante de Deus para orar e buscar e pedi que Deus me guiasse a refletir e conhecer a mim mesma.

Mais tarde, li uma passagem da palavra de Deus. “Você deve ser uma pessoa honesta, deve ter um senso de responsabilidade quando enfrenta problemas e deve encontrar formas de buscar a verdade para resolver problemas. Não seja uma pessoa traiçoeira. Se você se esquivar da responsabilidade e rejeitar qualquer envolvimento quando surgem problemas, até os incrédulos o condenarão. Você acha que a casa de Deus não o fará? O povo escolhido de Deus despreza e rejeita tal comportamento. Deus ama pessoas honestas, mas Ele odeia pessoas enganadoras e astutas. Se você agir como uma pessoa traiçoeira e tentar enganar, será que Deus não odiará você? Será que a casa de Deus simplesmente permitirá que você se safe? Mais cedo ou mais tarde, você será responsabilizado. Deus gosta de pessoas honestas e não gosta de pessoas traiçoeiras. Todos devem entender isso claramente e deixar de ser confusos e de fazer coisas tolas. A ignorância momentânea é compreensível, mas a recusa de aceitar a verdade é uma recusa obstinada de mudar. Pessoas honestas conseguem assumir responsabilidade. Não consideram os seus próprios ganhos e perdas, mas protegem o trabalho e os interesses da casa de Deus. Têm um coração bondoso e honesto que é como uma tigela de água clara que permite ver o fundo com um único olhar. Há também transparência nas suas ações. Uma pessoa enganosa sempre trapaceia, sempre disfarça as coisas, encobre-se e se disfarça tão bem que ninguém consegue perceber como realmente ela é. As pessoas não conseguem perceber seus pensamentos íntimos, mas Deus consegue ver as coisas mais profundas no seu coração. Se Deus ver que você não é uma pessoa honesta, que é astuto, que nunca aceita a verdade, que está sempre tentando enganá-Lo e que não entrega seu coração a Ele, então Deus não o amará, Ele odiará e abandonará você. Todos os que prosperam entre os incrédulospessoas eloquentes e espertas, que tipo de pessoa é esse? Isso está claro para vocês? Qual é a essência dessas pessoas? Pode-se dizer que todas elas são extraordinariamente sagazes, são extremamente astutas e escorregadias, são o verdadeiro diabo Satanás. Deus poderia salvar alguém assim? Deus odeia os demônios mais que tudopessoas que são astutas e sorrateiras. De forma alguma Deus salvará tais pessoas, então, não importa o que façam, não sejam esse tipo de pessoa. Aqueles que estão sempre vigilantes e consideram todos os ângulos em sua fala, que veem para que lado sopra o vento e são enganosos no tratamento dos assuntosEu lhe digo, tais pessoas são as que Deus mais odeia, pessoas assim estão fora do alcance da redenção. Quando as pessoas são astutas e sorrateiras, por mais simpático que seja o que dizem, isso continua sendo mentira enganosa. Quanto mais simpáticas as suas palavras, mais elas são o diabo Satanás. Portanto, esse é exatamente o tipo de pessoa que Deus mais despreza. O que vocês acham: as pessoas que são astutas, boas em mentir, boas de lábiaelas poderiam receber a obra do Espírito Santo? Elas poderiam receber a iluminação e o esclarecimento do Espírito Santo? De forma alguma. Qual é a atitude de Deus em relação às pessoas que são astutas e sorrateiras? Ele as despreza, Ele as deixa de lado e não lhes dá atenção, Ele as considera como pertencendo à classe dos animais. Aos olhos de Deus, tais pessoas estão meramente usando pele humana; em essência, são da mesma espécie que o diabo Satanás, são cadáveres ambulantes, e Deus nunca as salvaria” (“Identificando falsos líderes (8)”). A palavra de Deus revelou meu estado. Eu nunca conseguia decidir quando confrontada com sugestões diferentes, temia assumir a responsabilidade por erros e sempre tentava me proteger, pois era controlada por venenos satânicos como “Cada um por si e o demônio pega quem fica por último”, “Proteja a si mesmo, só tente escapar da culpa” e “A lei não pode ser imposta quando todos são infratores”. Quando confrontada com sugestões diferentes, eu tinha minha opinião própria, mas não a manifestava nem buscava a tempo e insistia teimosamente em seguir o conselho dos outros, a fim de me esquivar da responsabilidade e de não ser tratada. Por fora, eu parecia ser aberta às sugestões dos outros e capaz de aceitar e implementar sugestões, o que produzia a ilusão de que eu conseguia aceitar a verdade. Por trás disso estavam minhas intenções sinistras, enganosas e desprezíveis. Lembrei-me de como eu tinha me comportado e de como, sempre que poderia ter sido responsabilizada por algo, eu me protegia. Às vezes, quando os outros tinham problemas e pediam meu conselho, eu tentava primeiro adivinhar as opiniões dos outros e, se concordassem as minhas, eu as usava como base e acrescentava meu próprio conselho, mas se suas opiniões divergiam, eu não queria compartilhar a minha, pois temia que, se estivesse errada e surgissem problemas, eu teria que assumir responsabilidade, então só dizia algo vago e superficial. Vi que, ao viver segundo essas filosofias satânicas, eu tinha me tornado muito astuta e enganosa, nunca conseguia manifestar meu ponto de vista, não tinha princípios nem posição e falava e agia de formas que confundiam as pessoas e tornavam minha opinião inescrutável. Até achava que era mais esperto fazer isso, pois não teria que arcar com as consequências. Eu não seria tratada nem dispensada. Eu não fazia ideia de que estava aplicando truques em Deus e nos meus irmãos, que eu era a pessoa mais astuta. Estava levando Deus a me odiar e detestar, e Deus não salva pessoas como eu. Embora pudesse enganar meus irmãos, Deus observa o meu coração. Se continuasse a enganar a Deus desse jeito, a ser irresponsável em meu dever, agindo sem me envolver, e me recusasse a buscar os princípios da verdade, no fim, jamais ganharia a verdade e certamente seria condenada e eliminada. Vi que era esperta demais para o meu próprio bem. Eu era tão ignorante! Foi só quando percebi isso que comecei a ter medo. Eu queria me arrepender diante de Deus. Não podia continuar assim.

Mais tarde, li uma passagem da palavra de Deus: “Na casa de Deus, você deve entender o princípio de cada dever que cumpre, não importa o que seja. Ser capaz de praticar a verdade significa agir de acordo com os princípios. Se algo não estiver claro para você, se você não tiver certeza sobre qual é a coisa apropriada a se fazer, use a comunhão para alcançar um consenso. Uma vez que se determinou o que é mais benéfico para o trabalho da igreja e para os irmãos e irmãs, faça isso. Não se prenda a regras, não adie, não espere, não seja um observador passivo. Se você é sempre um observador e nunca tem opinião própria, se você sempre espera que outra pessoa tome a decisão antes de fazer alguma coisa e, quando ninguém toma uma decisão, você fica empurrando com a barriga e esperando, qual é a consequência? Você cria um caos em cada trabalho, não realiza nada. Se é algo que está claro para você, e todos dizem que está em ordem, concordam em fazer desse jeito e dizem que esse trabalho deve ser feito, e não há dúvida de que isso é orientado por Deus, então é assim que você deve fazer. Não tenha medo de assumir a responsabilidade por isso, nem de ofender os outros, nem das possíveis consequências. Se as pessoas não fazem nada real, estão sempre calculando, têm medo de assumir responsabilidade e não fazem trabalho real, isso mostra que elas têm um excesso de esquemas diabólicos. Como é iníquo desejar desfrutar da graça e das bênçãos de Deus e ainda assim não fazer nada real. Não há ninguém que Deus despreze mais do que pessoas astutas e intrigantes como essas. A despeito do que você está pensando, você não está praticando a verdade, não tem lealdade e sempre envolve suas considerações pessoais, e você sempre tem seus pensamentos e ideias. Deus está observando, Deus sabe, e se você não se arrepender imediatamente, Ele o abandonará” (‘A parte mais importante de crer em Deus é colocar a verdade em prática’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). “Quais são as expressões de uma pessoa honesta? O xis da questão é praticar a verdade em todas as coisas. Se você diz que é honesto, mas sempre relega as palavras de Deus ao fundo da sua mente e faz o que quer, então essa é uma expressão de uma pessoa honesta? Você diz: ‘Meu calibre é baixo, mas sou honesto no coração’. Quando um dever lhe compete, no entanto, você tem medo de sofrer ou que, se não o cumprir bem, terá de assumir a responsabilidade, e assim você inventa desculpas para esquivar-se dele e recomenda que outros o façam. Isso é uma expressão de uma pessoa honesta? Claramente não é. Como, então, uma pessoa honesta deveria se comportar? Ela deveria aceitar e obedecer, e então ser totalmente devotada a fazer seus deveres com o melhor da sua capacidade, esforçando-se para atender a vontade de Deus. Isso é expressado de diversas maneiras. Uma maneira é que você deveria aceitar seu dever com honestidade, não pensar em outra coisa e não ser indiferente a ele. Não maquine para o seu benefício próprio. Isso é uma expressão de honestidade. Outra maneira é pôr toda a sua força e todo o seu coração nele. Você diz: ‘Isso é tudo que posso fazer; porei tudo em jogo e o dedicarei completamente a Deus’. Isso não é uma expressão de honestidade? Você dedica tudo que tem e tudo que pode fazerisso é uma expressão de honestidade” (‘Apenas sendo uma pessoa honesta pode-se ser verdadeiramente feliz’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). A palavra de Deus me mostrou que Deus ama pessoas honestas. Não importa se você é ignorante ou tem calibre baixo. O importante é ter um coração correto e honesto, não guardar coisas para si mesmo, falar abertamente o que pensa, buscar e comungar com outros sobre o que você não entende, agir de acordo com os princípios e fazer o que beneficia o trabalho da casa de Deus e ser leal em seus deveres. Faça isso, e Deus fica satisfeito. Deus observa o coração das pessoas. Se dermos o nosso melhor, mesmo que cometamos erros por causa do calibre baixo ou por não entendermos a verdade, sempre há lições que podemos aprender. Contanto que aceitemos e busquemos a verdade e resumamos os problemas a tempo, nós nos desviaremos cada vez menos e, aos poucos, dominaremos os princípios e cumpriremos bem o nosso dever. A casa de Deus não condena as pessoas nem as responsabiliza por um único erro. Quando entendi isso, senti um grande alívio.

Mais tarde, eu me abri e comunguei com uma irmã sobre meu estado durante esse tempo, e ela me ajudou com muita paciência. Por meio da busca e comunhão comum, mudei uma opinião equivocada que sempre cultivara. No passado, eu sempre temia que, se não aceitasse o conselho dos outros e oferecesse uma opinião diferente, eles pensariam que eu era arrogante e não aceitava a verdade. Na verdade, eu não conseguia discernir entre arrogância e defender os princípios. Defender os princípios significa, por meio da busca, determinar práticas que se conformam aos princípios e protegem os interesses da igreja e continuar a defendê-los e não ceder quando outros objetam ou levantam questões. Por fora, isso pode se parecer com arrogância, mas é defender a verdade e é uma coisa positiva, enquanto arrogância é sempre se sentir superior aos outros, acreditando que as opiniões e ideias próprias são corretas; quando outros apresentam um ponto de vista diferente, há uma insistência no jeito pessoal sem busca nem contemplação e uma insistência em alegar que o errado é certo. Todas essas opiniões provêm do juízo próprio e não têm base nos princípios. Ainda assim, exigem que os outros os ouçam e façam o que dizem. Isso é um caráter satânico, uma manifestação de arrogância. Lembrei-me de vários irmãos que haviam sido dispensados antes. Alguns deles insistiram em fazer as coisas do jeito deles, não levavam a sério as sugestões de seus irmãos nem as contemplavam, sempre defendiam sua causa e não estavam dispostos a revisar nem melhorar. Aquilo em que insistiam nunca estava alinhado com os princípios, eram só seus pensamentos e preferências pessoais. Essa é a manifestação de arrogância. Quando confrontada com opiniões diferentes, eu achava que algumas sugestões eram inapropriadas, mas se conseguisse avaliá-las de acordo com os princípios e apresentar minha própria opinião, isso não seria arrogância, seria defender os princípios da verdade. Às vezes, quando não entendo um problema ou não consigo compreender as coisas, se eu conseguisse expressar minha opinião e comungar com os outros, isso não seria insistir em meu jeito com arrogância, seria entender os princípios antes de agir e ser séria e responsável em meu dever. Quando entendi essas verdades, senti um alívio enorme.

Mais tarde, quando recebia sugestões demais em meu dever, eu pedia calma a Deus e buscava os princípios da verdade relevantes e avaliava se as revisões eram necessárias com base nos princípios. Também tomei a iniciativa de usar minhas ideias para me comunicar e discutir com todos. Uma vez, terminei a imagem de fundo de um vídeo, e meu líder disse que a cor não era apropriada e sugeriu que eu a mudasse. Pensei: “Se eu fizer essas mudanças, isso causará muito trabalho e atrasará a postagem do vídeo. Isso não é uma questão de princípios, é só uma preferência pessoal, não há necessidade de mudar isso. Mas se eu não fizer isso, meu líder pensará que eu sou arrogante e incapaz de aceitar as sugestões de outros?”. Quando hesitei, vim para Deus e orei, pedindo que Deus me guiasse a praticar de acordo com os princípios. Depois de orar, encontrei algum material de referência e trabalhei com meu líder e minha supervisora para buscar os princípios relevantes. Também mudei meu entendimento e opiniões. Depois, o líder e a supervisora concordaram com meu ponto de vista, e logo o vídeo foi postado on-line. Fiquei feliz e me senti segura.

Lembrando-me da minha experiência naquele tempo, percebi que, a fim de me proteger e fugir de responsabilidade, eu atara minhas próprias mãos em meu dever com muitas preocupações. Viver desse jeito era cansativo, e eu não era muito eficiente. Mas quando entendi a vontade de Deus e pratiquei de acordo com os princípios da verdade, os problemas se resolveram facilmente e meu dever se tornou muito mais fácil e relaxado. Depois dessa experiência, senti que, ao viver segundo filosofias satânicas, só torna as pessoas cada vez mais astutas e enganosas, indignas da confiança dos outros, e elas desagradam a Deus. É só se praticar a verdade e cumprir o seu dever de acordo com os princípios da verdade que você será abençoado. Quando faz isso, você encontra segurança e certeza e sente paz e alegria genuínas.

O alarme dos últimos dias já tocou e grandes desastres já começaram. Você quer dar as boas-vindas ao retorno do Senhor e ter a chance de receber a proteção de Deus com sua família?

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