O que resulta de adulação

08 de Março de 2022

Por Song Yu, Holanda

Em 2019, eu estava treinando numa posição de liderança, trabalhando ao lado de Wang. Ao longo de nossas interações, Descobri que ele tinha servido por vários anos na liderança na China e que tinha lidado com muitos projetos diferentes. Depois de ir ao exterior, ele foi imediatamente promovido à liderança e se tornou responsável por várias igrejas. Achei que ele devia ter calibre ótimo e um bom entendimento dos princípios e que devia entender a verdade. Caso contrário, como poderia assumir deveres tão importantes? Não tive como não admirá-lo um pouco. Eu dizia a mim mesma que eu ainda era iniciante e que não estava familiarizada com muitos princípios. Eu não tinha uma grande percepção das coisas e tendia a ficar confusa com problemas complexos. Por trabalhar com alguém que conhecia os princípios, eu devia aprender com ele e ganhar um entendimento dos princípios o quanto antes para fazer bem o trabalho da igreja.

Com o passar do tempo, nas reuniões, eu o ouvi falar sobre um dever que cumprira na China continental. Algumas igrejas não estavam indo muito bem, e ele ficou encarregado delas. No início, ele achava que seria uma tarefa difícil e não queria ir, mas, depois de comer e beber as palavras de Deus e orar, ele aceitou o dever. Depois de assumi-lo, houve algumas dificuldades reais, mas, através de muito trabalho, as coisas começaram a entrar nos eixos no trabalho das igrejas. Quando o ouvi descrever isso, achei que ele tinha calibre bom, assumia um fardo e considerava a vontade de Deus, reavivando projetos já praticamente mortos. Ele devia ter a obra do Espírito Santo e a orientação e as bênçãos de Deus. Só pude admirá-lo ainda mais. Continuamos cooperando, e eu sempre ouvia atentamente a sua comunhão. Ele falou sobre como deixou sua família, renunciando a sentimentos pessoais para cumprir seu dever, como sua família tentou impedi-lo, como ele superou os truques de Satanás e deu testemunho, como, passo a passo, ele discernira anticristos e como os expulsara da igreja, protegendo assim os irmãos. Também falou sobre como apoiava líderes que tinham dificuldades no trabalho, tomando-os pela mão para ajudá-los a aprender os princípios. Ao ouvir todas as suas histórias, senti que, embora fôssemos parceiros, ele estava num nível mais alto do que nós, o povo comum, que ele tinha uma visão mais ampla das coisas e que nós não chegávamos nem aos pés dele. Ao longo do tempo, observei com cuidado como ele executava seu dever. Nas reuniões, ele começava com uma comunhão sobre as palavras de Deus sobre o amor de Deus pelo homem e sobre considerar a vontade de Deus, como Deus opera em nós e nos salva, quanta graça Ele concede e como devemos retribuir o Seu amor. Então ele comungava sobre como fazer trabalho prático e como, lá na China, ele tinha mergulhado em cada local para fazer trabalho real e obter resultados. Depois de tudo isso, se percebesse que havia problemas em determinada área, ele tratava e dissecava esses líderes por não fazerem trabalho prático, dizendo que careciam de humanidade e consciência, que eram irresponsáveis e não consideravam a vontade de Deus e que era por isso que eles não tinham a orientação de Deus e não conseguiam resultados. Então ele falava sobre seu trabalho na China, como confiara em Deus para ganhar a obra do Espírito Santo e resolver todos os problemas e dificuldades. Então ordenou que aqueles líderes voltassem e confiassem em Deus para consertar as coisas. Depois de um tempo, nas reuniões, ele começava a fazer-lhes perguntas muito detalhadas e, em alguns lugares, estavam tendo mais sucesso em seu trabalho evangelístico. Esse estilo de trabalho era totalmente novo para mim. Cada fase estava ligada à seguinte e tudo era muito metódico. Seu jeito de falar e trabalhar era muito decidido e confiante, e muitos irmãos o admiravam muito. Pensei que ele tinha servido como líder por muito tempo e tinha acumulado muita experiência, por isso ele era melhor do que eu em lidar com problemas e tomar medidas corretivas. Seu estilo de trabalho parecia tão elevado, e eu me perguntei quando eu poderia ser igual a ele. Pensei que, se começasse a fazer as coisas igual a ele, eu também poderia alcançar bons resultados e os outros me admirariam.

Depois disso, em reuniões com os irmãos, eu começava com passagens sobre considerar a vontade de Deus, comungava sobre como Deus opera em nós e nos salva, como devemos retribuir o amor de Deus, como investir nosso coração em nosso dever e fazer trabalho prático. Quando a equipe evangelística não estava obtendo bons resultados, eu imitava o jeito de falar de Wang, podando e lidando com eles, dizendo que eles não obtinham resultados porque não assumiam um fardo em seu dever e que pessoas desse tipo não têm consciência nem humanidade, que não passam de servidores. Em cada reunião, eu fazia perguntas detalhadas sobre seus resultados no trabalho evangelístico. Quando as coisas iam mal, eu os tratava com desdém, pensando que, nem mesmo após tanta comunhão, eles conseguiam obter bons resultados, portanto, não estavam se esforçando muito. Então eu comungava sobre como fazer trabalho prático no dever, como investir seu coração nele e não ser descuidado. Eu podava e lidava com eles em minha comunhão. Mesmo assim, seu desempenho não melhorava. Eu fiquei muito confusa — eu estava seguindo o método de trabalho de Wang, por que não estava vendo resultados? Eu só refleti sobre mim mesma mais tarde, quando uma irmã me disse algo. Estávamos conversando sobre como nos sentíamos em nosso dever e os desafios que tínhamos, e ela se abriu para mim, dizendo que se sentia muito pressionada e constrangida em seu trabalho comigo, que, em cada reunião, eu assumia uma postura altiva e a repreendia, e, depois, ela se fortalecia e continuava, só marcando itens numa lista. Ela temia ser tratada se não o fizesse bem e se sentia tão pressionada que não queria mais estar nas reuniões comigo. Ela também disse que eu não compartilhava muito sobre minhas falhas e corrupção, só falava sobre os problemas dos outros, para que as pessoas não vissem meu coração e que se sentia distante de mim. Ela chorou quando me disse isso. Ouvir isso me deixou atormentada — senti que tinha sido injusta com ela. Eu não sabia que cumprir meu dever desse jeito magoaria tanto os outros. Eu só queria cumprir bem o meu dever e melhorar nossos resultados. Em vez disso, eu não só não estava cumprindo bem o meu dever, eu estava constrangendo os meus irmãos. Onde eu estava errando? Vim para diante de Deus em oração e busca, pedindo que Ele me guiasse a entender meu problema.

Em meus devocionais, vi esta passagem das palavras de Deus: “Se, como líder de igreja ou obreiro, vocês devem guiar os escolhidos de Deus a entrar na realidade da verdade e a dar testemunho correto de Deus, é de suma importância que vocês guiem as pessoas a passar mais tempo lendo as palavras de Deus e comungando a verdade, para que os escolhidos de Deus possam ter um conhecimento mais profundo dos objetivos de Deus em salvar o homem e do propósito da obra de Deus e para que eles possam entender a vontade de Deus e Suas várias exigências ao homem, permitindo assim que eles entendam a verdade. […] Você consegue levar as pessoas a entender a verdade e entrar em sua realidade se você só lida com elas e passa sermões? Se a verdade que você comunga não for real, se não passar de palavras de doutrina, então, por mais que você lide com as pessoas e lhes passe sermões, isso será em vão. Você acha que, quando as pessoas têm medo de você, e fazem o que você lhes diz e não se atrevem a objetar, isso equivale a elas entenderem a verdade e serem obedientes? Esse é um grande erro; a entrada na vida não é tão simples assim. Alguns líderes são como um gerente novo que tenta causar uma forte impressão; eles tentam impor sua autoridade recém-encontrada aos escolhidos de Deus para que todos se submetam a eles, pensando que isso facilitará o seu trabalho. Se você carecer da realidade da verdade, não demorará e suas cores verdadeiras serão reveladas, sua estatura verdadeira será exposta e você poderá ser eliminado. Em alguns trabalhos administrativos, um pouco de tratamento, poda e disciplina é aceitável. Mas se você não for capaz de fornecer a verdade — se você só for capaz de passar sermões nas pessoas e tudo o que fizer for explodir em fúria —, isso é o seu caráter corrupto se revelando, e você mostrou o rosto feio da sua corrupção. Com o passar do tempo, os escolhidos de Deus serão incapazes de receber de você a provisão de vida, não ganharão nada real, e assim sentirão repulsa e nojo de você, e o evitarão. […] Alguns líderes e obreiros são incapazes de comunicar a verdade para resolver problemas. Em vez disso, eles apenas lidam cegamente com os outros e exibem seu poder para que os outros venham a temê-los e a obedecer a eles — tais são os métodos habituais de falsos líderes e anticristos. Os fatos provam que aqueles cujo caráter não mudou não são aptos para ser líderes e obreiros, muito menos são qualificados para servir e testificar de Deus” (‘Somente aqueles com a realidade da verdade podem liderar’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). Tudo que Deus descreveu se aplicava perfeitamente a mim. Nas reuniões com os irmãos, quando eu percebia que eles não estavam obtendo resultados, eu não tentava entender suas lutas reais, nem as razões de não ir bem na divulgação do evangelho, e não fazia esforço nenhum para comungar sobre a verdade para ajudá-los com seus problemas. Eu só podava e lidava com eles e os repreendia altivamente, criticando-os por não carregarem um fardo, por carecerem de humanidade. Então os irmãos se sentiam constrangidos e assustados e se distanciavam. Eu os repreendia altivamente, os estressava e fazia valer a minha autoridade em vez de comungar verdades para ajudá-los. Se isso continuasse, eu poderia me tornar uma falsa líder ou um anticristo. Quando vi a seriedade do problema, vim para diante de Deus e orei: “Deus, tenho abusado do meu poder e lidado com as pessoas cegamente. Não cumpro bem o meu dever e machuco os irmãos. Eu me arrependo diante de Ti. Por favor, guia-me”. Depois disso, encontrei uma senda de prática em algumas das palavras de Deus. A partir de então, nas reuniões, eu pedia que os irmãos falassem primeiro sobre suas lutas, então eu lhes dizia como eu via os problemas e comungava com base nas palavras de Deus. Desse jeito, os outros não se sentiam constrangidos e recebiam alguma ajuda. Eu me senti muito melhor após fazer as coisas desse jeito por um tempo.

Pensei que já tinha aprendido suficientemente bem essa lição até ler uma passagem das palavras de Deus que me ajudou a entender por que eu imitava as práticas de trabalho de Wang e a senda que eu estava trilhando em minha fé em Deus. As palavras de Deus dizem: “Não importa o nível de líderes e trabalhadores dentro de uma igreja, se vocês sempre os adorarem, se seus olhos estiverem sempre fixados neles, vocês os venerarem, confiarem neles em tudo e esperarem que isso lhes permitirá alcançar a salvação, tudo isso dará em nada, pois esse ímpeto em si está errado; quando as pessoas acreditam em Deus, elas só podem venerar e seguir a Deus. Independentemente de sua posição na liderança, os líderes continuam sendo pessoas comuns, e se você os vê como seus superiores imediatos, se sente que eles são superiores a você, que são mais competentes do que você, e que eles deveriam conduzir você, que eles estão, em todos os aspectos, um degrau acima de qualquer outra pessoa, então isso está errado — é sua ilusão. E quais são as consequências dessa ilusão? Essa ilusão, esse entendimento falho, levará você inconscientemente a avaliar seus líderes com base em requisitos que não estão em conformidade com a realidade; ao mesmo tempo, sem que você saiba disso, você também será profundamente atraído pelo seu estilo, dons e talentos, de modo que, antes que você perceba, você está os adorando, e eles se tornaram seus deuses. Essa senda, desde o momento em que eles começam a se tornar seu modelo, o objeto de sua adoração, até o momento em que você se torna um de seus seguidores, é uma senda que o afastará inconscientemente de Deus. E mesmo ao se afastar gradualmente de Deus, você ainda acreditará que está seguindo a Deus, que está na casa de Deus, que está na presença de Deus. Na verdade, porém, você foi afastado por alguém que é de Satanás ou um anticristo, e você nem percebe — o que é uma situação muito perigosa. Para resolver esse problema, você deve entender e discernir com precisão os diferentes caracteres dos anticristos e as maneiras pelas quais operam, bem como a natureza de suas ações e os métodos e truques que gostam de usar; vocês também devem começar a trabalhar em si mesmos. Crer em Deus e ainda assim adorar o homem não é a senda correta. Alguns podem dizer: ‘Bem, eu tenho motivos para adorar os líderes que eu adoro — aqueles que eu adoro estão alinhados com minhas noções’. Por que você insiste em adorar o homem, embora acredite em Deus? Afinal de contas, quem salvará você? Quem realmente ama você e protege você — você realmente não consegue enxergar? Você segue a Deus e ouve Sua palavra; se alguém fala e age corretamente e se conforma aos princípios da verdade, obedecer à verdade não está em ordem? Por que você é tão vulgar? Por que você insiste em encontrar alguém a quem você adora para seguir? Por que você gosta de ser escravo de Satanás? Por que não ser um servo da verdade? Isso mostra se uma pessoa tem senso e dignidade. Você deveria começar trabalhando em si mesmo, equipando-se com as verdades que diferenciam pessoas e eventos diferentes, desenvolvendo discernimento entre várias questões e várias coisas manifestadas em vários pessoas, sabendo qual é a sua substância e quais são os caracteres revelados; você também deve entender que tipo de pessoa você é, que tipo de pessoa são aqueles à sua volta e que tipo de pessoa está lhe conduzindo. Você deve ser capaz de vê-las corretamente. […] Se você não buscar a verdade, sempre viver em meio a um certo tipo de imaginações, sempre confiar cegamente, venerar e lisonjear outras pessoas, se você não trilhar a senda de buscar a verdade, qual, então, será a consequência final? Todos são capazes de enganar você. Você não é capaz de ver ninguém pelo que realmente é — nem mesmo os anticristos mais descarados, que confundem você com sua manipulação; mesmo assim, você ainda os admira por suas habilidades, dançando ao som de sua música todos os dias. Isso é alguém que segue e obedece a Deus?” (‘Eles se comportam de maneiras estranhas e misteriosas, são arbitrários e ditatoriais, nunca comungam com os outros e os obrigam a lhes obedecer’ em “Expondo os anticristos”). Depois de ler as palavras de Deus, vi que, embora tivesse fé, eu estava na senda de adorar e seguir pessoas. Eu sabia, por minhas interações com Wang, que ele tinha sido um líder por anos, por isso achava que ele buscava a verdade e o adulava. Sabendo que ele tinha sido responsável pelo trabalho de muitas igrejas e que tinha reavivado coisas quando não iam bem, eu o admirei ainda mais. Achava que ele tinha a orientação do Espírito Santo e as bênçãos de Deus para fazer todo esse trabalho, que Deus devia amá-lo. E quando o ouvia falar sobre como ele considerava a vontade de Deus e de seus métodos de trabalho e resultados, eu achava que, dentre todos esses líderes e obreiros, Wang tinha o melhor calibre e capacidades, que ele tinha uma estatura maior. Sem me dar conta, eu tinha criado uma imagem grandiosa na minha mente. Comecei a idolatrá-lo. Acreditava que, se quisesse ser uma líder qualificada, eu devia aprender seu estilo de trabalho. Nas reuniões, eu não ouvia o que os outros diziam. Achava que a comunhão deles não acrescentava nada à minha, mas quando Wang abria a boca, eu me concentrava totalmente nele. Às vezes, fazia anotações dos pontos-chave que ele mencionava, pois temia perder algo importante. Naquele tempo, eu não estava vindo para diante de Deus para orar e buscar, não estava buscando os princípios nas palavras de Deus sobre como líderes devem trabalhar. Eu só estava colocando em prática as palavras e o estilo de Wang, como se fossem a verdade. Eu até imitava cada gesto seu, o jeito como ele pregava e agia. Ele ocupava um lugar alto demais no meu coração. Ele estava impactando como eu fazia as coisas e como cumpria meu dever. Ele tinha se tornado meu ídolo. Tecnicamente, eu acreditava e seguia a Deus, mas, na realidade, eu seguia Wang, e Deus tinha perdido Seu lugar no meu coração. Eu adulava e seguia uma pessoa, o que era basicamente seguir Satanás, distanciando-me de Deus e O traindo. O Senhor Jesus disse: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás” (Mateus 4:10). Deus é um Deus ciumento, e Ele não permitirá que Seus crentes adorem qualquer ídolo. Deus Todo-Poderoso diz: “Visto que você já fez resoluções para Me servir, Eu não o deixarei ir. Eu sou um Deus ciumento e sou um Deus que tem ciúme da humanidade. Visto que você já colocou suas palavras sobre o altar, Eu não tolerarei sua fuga diante dos Meus olhos, nem tolerarei seu serviço a dois senhores” (‘Vocês todos são tão baixos em personalidade!’ em “A Palavra manifesta em carne”). Vi que o caráter de Deus não tolera ofensa. Ele não gosta de pessoas que têm fé apenas nominal, mas não O têm em seu coração, que acreditam em Deus, mas O traem seguindo o homem. Elas enojam Deus — Ele as odeia. Quando vi que estava segundo uma pessoa e já estava na senda errada, eu fiquei aterrorizada. Eu também estava grata pela orientação de Deus, por apontar um problema tão sério em mim. Eu realmente queria parar de adular Wang.

Li ainda outra passagem: “O que você admira não é a humildade de Cristo, mas aqueles falsos pastores de posição proeminente. Você não ama a amorosidade ou a sabedoria de Cristo, mas aqueles libertinos que se chafurdam na imundície do mundo. Você ri da dor de Cristo, que não tem lugar para deitar a cabeça, mas admira aqueles cadáveres que caçam oferendas e vivem em devassidão. Você não está disposto a sofrer ao lado de Cristo, mas se lança contente nos braços daqueles anticristos imprudentes, apesar de eles apenas lhe fornecerem carne, palavras e controle. Agora mesmo seu coração ainda se volta para eles, para a reputação deles, para o status deles e para a influência deles. E, no entanto, você continua a manter uma atitude na qual acha a obra de Cristo dura de engolir e não está disposto a aceitá-la. É por isso que Eu digo que você não tem a fé para reconhecer Cristo. A razão por que você O seguiu até hoje foi só porque você não teve outra opção. Uma série de imagens altivas está sempre em destaque em seu coração; você não consegue esquecer cada palavra e feito deles, nem suas palavras e mãos influentes. Eles são, no seu coração, para sempre supremos e para sempre heróis. Mas isso não vale para o Cristo de hoje. Ele é para sempre insignificante no seu coração, e para sempre indigno de reverência. Porque Ele é comum demais, tem muito pouca influência e está longe de ser elevado” (‘Você é um verdadeiro crente em Deus?’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me ajudaram a entender por que eu estava seguindo uma pessoa. Eu adorava status e poder, e eu amava essas coisas por natureza. Quando soube que Wang tinha sido líder o tempo todo, que ele tinha lidado com muitos projetos, comecei a admirá-lo. Quando o ouvi descrevendo o trabalho que tinha feito e as coisas que tinha realizado, comecei a adulá-lo, querendo ser igual a ele um dia. Seu jeito de falar e o trabalho que fazia me impressionaram muito. Eu admirava sua comunhão e autoridade solenes no trabalho. Achava que era assim que um líder devia ser. Mas eu não adorava nem de longe a humildade e ocultabilidade de Cristo, nem sua amabilidade e grandeza. Pensei em Deus que fez roupas para Adão e Eva. Ele é o Criador e tem tamanha honra, mas Ele não Se apresentava assim. Ele Mesmo fez roupas para os ignorantes corrompidos por Satanás. Quando o Senhor Jesus operava e caminhava entre os homens, Ele nunca revelou Sua identidade, mas até lavou os pés de Seus discípulos. E agora, Deus encarnou e veio para a Terra para salvar o homem, revestido de carne comum, expressando verdades e sustentando o homem em silêncio, jamais Se exibindo. A humildade e ocultabilidade de Deus são dignas de nosso amor. Mas não vi que isso contém a santidade, grandeza e dignidade de Deus. Eu só admirava, adorava e até seguia quem tivesse status e ar de superioridade. Eu era tão cega e arrogante. Então jurei que me tornaria uma seguidora verdadeira de Deus, que cumpriria meu dever de acordo com as palavras de Deus e que teria discernimento daquilo que os outros resumiam. Se sua abordagem estivesse alinhada com os princípios da verdade, eu poderia segui-la, pois isso é seguir a verdade. Mas se ela contrariasse as palavras de Deus e a verdade, se fosse um capricho pessoa ou experiência pessoal, se tudo que esse trabalho alcançasse fosse a admiração dos outros ou fizesse as pessoas seguir regras e se sentir encurraladas, eu não poderia aceitá-la cegamente.

Depois de entender o problema um pouquinho melhor, refleti sobre como eu tinha repreendido e constrangido os outros. Era assim que Wang trabalhava. Talvez alguns irmãos também se sentissem constrangidos por ele. E alguns outros refletiam que Wang estava sempre criticando as pessoas nas reuniões e que ele era desagradável, então eu lhe disse que ele estava usando sua posição para repreender as pessoas e que isso as estava restringindo. Mas sua resposta foi: “Eu sei que estou usando minha posição, mas é isso que dá resultados. Se eu não dissecasse nem lidasse com elas, seu desempenho sofreria”. Fiquei muito chocada ao ouvir isso. Ele sabia que sua abordagem era problemática, mas continuava fazendo as coisas do jeito errado. Ele não aceitava nem praticava a verdade. Ele usava sua posição para repreender as pessoas para obter resultados melhores no trabalho, portanto, seus motivos estavam errados. Ele estava fazendo isso por nome e status. Toda sua comunhão sobre considerar a vontade de Deus não era vazia, não era só declamar doutrina? Quando percebi isso, comecei a duvidar do tipo de pessoa que Wang era e comecei a prestar mais atenção em como ele cumpria seu dever. Queria entender que tipo de pessoa ele era com base naquilo que fazia.

Mais tarde, observei como ele liderou reuniões para alguns líderes de equipe. Percebi que ele os repreendia por serem superficiais e irresponsáveis. Ficava dizendo: “Gente, vocês têm qualquer humanidade ou responsabilidade? Quanto trabalho vocês realmente fizeram?” Ele só ficava expondo e criticando as pessoas, mas nunca falava sobre como resolver problemas práticos no trabalho deles. Sempre que resumíamos nosso trabalho, ele pedia que líderes ou irmãos mais experientes compartilhassem, mas ele nunca oferecia soluções nem sendas de prática. Também nunca falava sobre a corrupção que ele tinha revelado em seu dever nem sobre falhas pessoais. Ele sempre repreendia as pessoas altivamente. Depois disso, percebi que ele não acompanhava nenhum trabalho, só dava ordens. Ele jogava os projetos pelos quais era responsável nas costas dos outros e os mandava prestar contas a ele. Em tarefas mais importantes, que exigiam mais responsabilidade, ele sempre protegia seus interesses sem considerar o trabalho da casa de Deus. À luz desse comportamento, meus parceiros e eu discutimos isso e concluímos que ele era um falso líder, então informamos um líder superior sobre tudo isso. Quando o líder ouviu que Wang sempre dizia: “Gente, vocês são desse e daquele jeito”, ele disse que Wang agia como se estivesse numa categoria diferente dos humanos corruptos, como se tivesse sido aperfeiçoado por Deus, como se fosse alguém usado por Deus. Ele não queria ceder a ninguém, mas queria estar em pé de igualdade com Deus. Isso é ter a essência de Satanás, de um anticristo. Quando ouvi o líder mencionar Satanás, um anticristo, fiquei chocada. Tudo que eu sabia era que ele não comungava sobre a verdade para resolver problemas e amava repreender pessoas, que ele era um falso líder, mas eu não tinha visto que ele era um anticristo.

Então li algumas passagens das palavras de Deus. “Apesar da maneira com que falam, é sempre para fazer com que as pessoas os tenham em alta estima e os adorem, para alcançar certa posição no coração delas, até mesmo para ocupar o lugar de Deus ali — tudo isso são objetivos que os anticristos desejam alcançar quando testemunham para si mesmos. A motivação por trás de tudo que dizem, pregam e comunicam é fazer com que as pessoas os tenham em alta estima e os venerem; tal comportamento é exaltar e testemunhar de si mesmos, a fim de ocupar uma posição no coração dos outros. Embora a maneira com que essas pessoas falam não seja totalmente igual, ela tem, em maior ou menor grau, o efeito de testemunhar de si mesmas e fazer com que as pessoas as venerem; e em medida maior ou menor, esses comportamentos existem em quase todos que trabalham. Se eles chegam a um ponto, o ponto em que não conseguem se deter ou se tornam difíceis de conter, e eles têm intenção e objetivo particularmente fortes e óbvios de fazer com que as pessoas os tratem como se fossem Deus ou algum tipo de ídolo, e então eles conseguem alcançar o objetivo de controlar e restringir as pessoas, e chegam ao ponto de levá-las a se submeter, a natureza de tudo isso é exaltar e testemunhar de si mesmo; tudo isso faz parte da natureza de um anticristo. Que meios as pessoas costumam usar para se exaltar e testemunhar de si mesmas? (Elas falam de capital.) O que inclui falar de capital? Falar sobre há quanto tempo acreditam em Deus, sobre quanto sofreram, sobre o preço que pagaram, quanto trabalho fizeram, até onde viajaram, quantas pessoas ganharam espalhando o evangelho e quanta humilhação tiveram que suportar. Algumas pessoas também falam com frequência sobre quantas vezes estiveram na prisão sem nunca entregar a igreja, ou os irmãos e irmãs, ou sem deixar de ser firmes em seu testemunho, e assim por diante; tudo isso são exemplos de falar sobre quanto capital elas possuem. Sob o pretexto de cumprir os deveres de líderes, elas administram uma operação própria, consolidando sua posição, criando uma boa impressão no coração das pessoas. Ao mesmo tempo, usam todos os métodos e truques para conquistar as pessoas, chegando até a atacar e excluir qualquer pessoa que tenha opiniões ou pontos de vista diferentes dos seus, especialmente aqueles que buscam a verdade. E quanto às pessoas que são estúpidas, ignorantes e confusas em sua fé, bem como as que só acreditam em Deus por pouco tempo, ou que são de estatura especialmente baixa, que métodos eles usam? Eles as enganam, atraem e até ameaçam, usando essas estratégias para alcançar seu objetivo de consolidar sua posição. Tudo isso são táticas dos anticristos” (‘Eles tentam conquistar as pessoas’ em “Expondo os anticristos”). “Descobri que muitos líderes só são capazes de passar sermões nas pessoas, só são capazes de pregar para as pessoas de cima para baixo, e não conseguem se comunicar com elas no mesmo nível; não são capazes de interagir normalmente com as pessoas. Quando algumas pessoas falam, é sempre como se estivessem fazendo um discurso ou apresentando um relatório; suas palavras são dirigidas apenas aos estados das outras pessoas, e elas nunca se abrem sobre si mesmas, nunca dissecam seus caracteres corruptos, só dissecam os problemas de outras pessoas para que os outros fiquem sabendo. E por que elas fazem isso? Por que são propensas a pregar tais sermões, a dizer tais coisas? Isso é prova de que elas não têm conhecimento algum de si mesmas, que carecem demais de sentido, que são arrogantes e convencidas demais. Pensam que sua capacidade de reconhecer os caracteres corruptos de outras pessoas prova que elas estão acima de outras pessoas, que são melhores do que os outros em discernir pessoas e coisas, que são menos corruptas do que outras pessoas. Ser capaz de dissecar e passar sermões, mas ser incapaz de se desnudar, não expor ou dissecar os próprios caracteres corruptos, não mostrar sua verdadeira face, não dizer nada sobre as próprias motivações, apenas dar lições a outras pessoas por fazerem a coisa errada — isso é engrandecimento e exaltação de si mesmo. […] Quando lideram pessoas, não exigem que elas pratiquem a verdade, mas que ouçam o que elas dizem e sigam seus caminhos — e isso não é exigir que as pessoas as tratem como Deus e lhe obedeçam como a Deus? Elas possuem a verdade? Elas são desprovidas da verdade e transbordam do caráter de Satanás, são demoníacas — então por que exigem que as pessoas lhes obedeçam? Será que alguém assim não se engrandece? Será que não se exalta? Será que indivíduos como esse podem levar as pessoas para diante de Deus? Podem fazer com que as pessoas adorem a Deus? É a eles mesmos que eles querem que as pessoas obedeçam, e quando trabalham assim, eles estão realmente guiando as pessoas a entrar na realidade da verdade? Estão realmente fazendo o trabalho que Deus lhes confiou? Não, eles estão tentando estabelecer um reino próprio, eles querem ser Deus, querem que as pessoas os tratem como Deus e lhes obedeçam como a Deus. Não são eles uns anticristos? A maneira com que os anticristos fazem as coisas sempre foi que, por mais que atrasem o trabalho da casa de Deus, por maior que seja o dano para os escolhidos de Deus, as pessoas devem obedecer-lhes e ouvi-los. Não é essa a natureza dos demônios? Não é esse o caráter de Satanás? Pessoas como essas são demônios vivos em pele humana; elas podem ter um rosto humano, mas tudo dentro delas é demoníaco. Tudo o que dizem e fazem é demoníaco. Nada do que fazem está alinhado com a verdade, nada disso é o que as pessoas que tem senso fazem — e por isso não há dúvida de que essas são as ações de demônios, de Satanás, de anticristos. Vocês devem ser capazes de identificar isso claramente” (‘Uma conversa sobre os decretos administrativos de Deus na Era do Reino’ em “As declarações de Cristo dos últimos dias”). As palavras de Deus me deram algum discernimento da essência do comportamento de Wang. Ele raramente falava sobre sua corrupção, fraquezas ou falhas nas reuniões e nunca dissecava seus problemas ou erros no trabalho. Ele sempre falava sobre os deveres que tinha assumido, quanto trabalho prático tinha feito, quantas igrejas tinha apoiado e quantos líderes tinha treinado, quantos anticristos tinha identificado, todos os sacrifícios que tinha feito, quanto tinha sofrido, que preço tinha pago, quantas adversidades tinha superado e como tinha satisfeito a vontade de Deus, por mais que isso o fizesse sofrer. Ele se elevava e testificava assim de si mesmo, só para ganhar prestígio entre os irmãos, para fazer com que os outros o admirassem. E quando ele falava sobre essas experiências, ele as vinculava às palavras de Deus. Parecia que ele estava comungando sobre seu entendimento das palavras de Deus e suas experiências reais, mas ele estava se exibindo, ostentando suas qualificações. Sua comunhão não dava às pessoas um entendimento nem de Deus nem de Suas palavras, só lembrava sua experiência e trazia admiração para ele. Ele se exibia sob o pretexto de comungar sobre as palavras de Deus para ter um lugar no coração das pessoas e para desviá-las. Também abusava sempre de sua posição para dissecar as deficiências dos outros, repreendendo os irmãos por sua falta de humanidade, consciência e responsabilidade. Ele sempre dizia: “Gente, vocês…” Era evidente que ele não se via no mesmo nível de todos os outros, como um ser criado, como outro humano corrompido por Satanás. Ele tinha os mesmos tipos de corrupção e falhas como todo o resto, mas ele se comportava como se fosse algo especial, como se outros fossem corruptos e pertencessem a Satanás, mas que ele não era igual a nós, que ele tinha escapado da corrupção e da imundície. Ele não comungava sobre a verdade quando os irmãos não cumpriam bem o seu dever, ele só os repreendia e sempre ameaçava demitir as pessoas caso não fizessem trabalho prático. Isso fazia as pessoas terem medo dele e mantinha todos submissos a ele, controlados por ele. Vi que ele não só abusava de seus status, mas que usava todos os tipos de táticas para fazer com que as pessoas o adorassem, o admirassem e ouvissem. Ele estava na senda de um anticristo, tinha a natureza e essência de um anticristo.

Nós demitimos Wang, de acordo com os princípios. Depois disso, ouvimos que algumas pessoas ficaram tão deprimidas com a demissão dele que queriam parar de cumprir seu dever. Achavam que ele tinha um calibre ótimo, mas que tinha sido demitido, que jamais poderiam se comparar a ele, que, por isso, não conseguiam fazer trabalho prático e que estavam a ser demitidos também no futuro. Percebi que havia muitas pessoas que tinham sido enganadas por Wang, que careciam de discernimento. Meus parceiros e eu fomos comungar com todos os líderes e obreiros com quem ele tinha trabalhado sobre as razões de sua demissão e a natureza de seu comportamento com base nas palavras de Deus. Alguns falaram sobre como o tinham admirado tanto e como achavam que ele tinha calibre ótimo, que era talentoso, eloquente e habilidoso. Usavam o que ele dizia como modelo, tratavam suas palavras como a verdade e estavam percebendo só agora que tinham sido enganados por ele. Alguns disseram que tinham medo de Wang, que, sempre que ele verificava seu trabalho, eles ficavam nervosos, com medo de serem criticados, e que, depois, ficavam deprimidos. Achavam que careciam de calibre e não conseguiam fazer nada certo, que não davam conta do papel de liderança e que deviam se demitir. Só se fortaleciam e continuavam com sua comissão depois de orar a Deus repetidamente. A comunhão de todos me mostrou como tinha sido negativo o impacto do comportamento de Wang e que sua demissão era a justiça de Deus. Se ele tivesse continuado como líder, ele teria prejudicado outros.

Depois de um tempo, recebemos uma carta da China continental com um relatório sobre o tempo em que Wang cumprira um dever ali. Vários dos líderes que ele tinha nomeado não eram aptos para o trabalho. Alguns tinham sido expulsos como anticristos, e alguns delataram a igreja depois de presos, tornando-se um judas sem serem torturados. A nomeação de pessoas erradas prejudicou o trabalho da casa de Deus. Também disseram que Wang sempre se exibira sobre seu calibre e dons para enganar as pessoas, para que todos pensassem que ele conseguia resolver cada problema difícil, que, com poucas palavras de comunhão, ele conseguia identificar e resolver o problema, que, onde quer que comungasse, os irmãos se sentiam melhor em relação ao seu dever. Todos achavam que ele tinha a realidade da verdade, E todos os seus obreiros o admiravam muito. Até pessoas que não o conheciam o elogiavam quando seu nome era mencionado e o usavam como referência. Achavam que, se fizessem as coisas como ele, elas obteriam resultados melhores. Depois de ler esses relatórios sobre Wang, eu o vi com uma clareza ainda maior. Seu jeito de se comportar era exatamente igual à descrição de Deus dos anticristos que testificam de si e se exaltam. Na China e no exterior, Wang não apresentou nenhuma mudança em seu caráter de vida. Ele era um anticristo. Senti gratidão também pela justiça de Deus. Ninguém escapa do escrutínio de Deus, então, mais cedo ou mais tarde, Ele eliminará qualquer um que não busca a verdade, que não está na senda certa.

Essa experiência me mostrou que, como crentes, devemos analisar tudo e todos com base nas palavras de Deus, para aprender a ver que tipo de pessoa alguém é, qual é a sua senda com base em seu comportamento, naquilo que mostram. Deveríamos nos aproximar daqueles que buscam a verdade, aprender e beneficiar-nos deles. Deveríamos abordar corretamente aquele que manifesta corrupção ou fraqueza momentânea, ajudando-o e apoiando-o, comungando a verdade com amor. Mas devemos rejeitar e recusar os incrédulos que nunca praticam a verdade, e quando vemos alguém indo na direção errada, prestes a cometer mal, alguém que é um falso líder, anticristo ou malfeitor, devemos impedi-lo e denunciá-lo. Também devemos aprender com seu fracasso, refletir sobre as maneiras em que agimos como ele, usar seus fracassos como alertas para nós mesmos. Desse jeito, podemos crescer mais rápido na vida. Se não buscarmos a verdade em nossa fé e não usarmos as palavras de Deus para analisar os outros, mas só olharmos para o calibre e dons de uma pessoa, provavelmente adularemos e seguiremos outras pessoas. Então acabaremos numa senda contrária a Deus e seremos eliminados. Isso nos mostra como é importante buscar a verdade na nossa fé.

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Por Si Fan, Coreia do Sul Após crer em Deus, eu busquei com muito entusiasmo. Não importava o dever que a igreja arranjasse para mim, eu...

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