Aprendendo por meio da cooperação

21 de Agosto de 2020

Deus Todo-Poderoso diz: “Se você deseja cumprir seus deveres adequadamente e satisfazer a vontade de Deus, então deve primeiro aprender a trabalhar harmoniosamente com outros. Ao coordenar-se com seus irmãos e irmãs, você deveria considerar o seguinte: o que é harmonia? A forma como falo com eles é harmoniosa? Meus pensamentos levam à harmonia com eles? A forma como estou fazendo as coisas leva à harmonia com eles? Considere como ser harmonioso. Às vezes, ser harmonioso envolve paciência e tolerância, mas também inclui manter sua posição e defender princípios; não significa reconciliar diferenças independentemente dos princípios, ou tentar ser ‘o sujeito legal’, ou ater-se à senda da moderação. Em especial, não significa agradar a alguém. Esses são os princípios. Uma vez que você tenha entendido esses princípios, você, sem nem mesmo perceber, agirá de acordo com a vontade de Deus e também viverá a realidade da verdade; dessa forma, você pode alcançar unidade com seus irmãos e irmãs. Em suas interações umas com as outras, quando as pessoas confiam em filosofias de vida, em suas noções, ideias, desejos e egoísmo e em suas próprias capacidades, dons, especialidades e inteligência, elas são totalmente incapazes de alcançar unidade diante de Deus. Por estarem vivendo e fazendo coisas a partir de um caráter satânico corrupto, elas não podem se unir. Qual é a consequência final disso? Deus não opera nelas. Quando Ele não opera nelas e elas continuam a confiar em suas escassas habilidades, inteligência e especialidades e no pouquinho de conhecimento e qualificações que ganharam, elas têm muita dificuldade em ser postas a pleno uso na casa de Deus e também acham muito difícil agir de acordo com a Sua vontade, pois se Deus não está operando em você, você nunca pode compreender os princípios de colocar a verdade em prática ou de fazer coisas; isto é, você nunca pode compreender a essência ou a raiz dos princípios por trás do dever que está cumprindo, nem pode saber como agir em harmonia com a vontade de Deus ou o que fazer para alegrá-Lo. Você também não pode saber como agir alinhado com os princípios da verdade. Você é incapaz de compreender essas coisas essenciais; você nem faz ideia. Suas tentativas confusas de cumprir seu dever estão fadadas a falhar, e é certo que você será rejeitado por Deus” (“Registros das falas de Cristo”).

Lembro que, três anos atrás, tivemos que coreografar uma dança para um show. A melodia da música era muito poderosa, portanto, os movimentos e formações na dança teriam que ter garra e paixão, e precisaríamos de mais de dez dançarinos. Após escolher os dançarinos, iniciamos os ensaios. No início, quando discutimos como deveriam ser os movimentos, todos aprovaram minhas ideias e opiniões. Comecei a me sentir satisfeita comigo mesma e pensei: “Parece que sou uma coreógrafa bem talentosa”. E assim, eu sempre achava que qualquer opinião minha estava certa e, cada vez mais, dava menos atenção à opinião dos irmãos e irmãs. Certa vez, estávamos ensaiando os movimentos para uma parte da letra da música. Todos expressaram suas ideias, e eu fiz o mesmo. Pensei que, já que era o clímax da música, deveríamos tentar uma formação vasta e fluida, mas quando terminei de falar, uma irmã compartilhou as ideias dela. Ela disse: “Em vista do conteúdo da letra, devemos expressar o anseio dos crentes pela vinda do Senhor. O melhor seria se nos juntássemos em formação de oração para expressar a sinceridade do anseio dos crentes pela vinda do Senhor”. Assim que ela terminou de falar, pensei: “O quê? Justamente quando a música alcança o clímax, em vez de fluirmos e nos espalharmos, ficaremos imóveis? Isso produziria o efeito desejado?” Rejeitei a ideia dela no mesmo instante. Vi que ela ficou um pouco sem jeito, mas não dei muita atenção. Minha opinião era: se você achasse que algo estava errado, você precisava dizer. Deveria assumir a responsabilidade pelo seu dever. Na hora do almoço, a caminho de casa, um irmão me disse que eu não deveria rejeitar a opinião alheia de imediato, que eu deveria explorá-la. Achei o ponto dele válido, mas pensei: “Só não acho que a sugestão dela teria funcionado. Além disso, minha ideia se baseia em senso comum, portanto deve estar certa. Saberemos se está, quando a experimentarmos”. Eu ainda estava bem confiante naquele momento. Mas, para a minha surpresa, quando ensaiamos, minha ideia era sem graça e inspiração, e a ideia dela transmitiu perfeitamente o anseio dos crentes pela vinda do Senhor, embora não houvesse nenhum movimento ousado ou coisa parecida. A cena era muito comovente e se adaptava perfeitamente à música. Todos acataram a sugestão dela. Eu me senti um pouco humilhada, como se tivesse sido insensata ao descartar a ideia de outra pessoa com base em minha própria imaginação, mas ainda achei que só tinha lidado com a questão de forma errada. Não me concentrei em refletir sobre meu comportamento.

Sempre que discutíamos ideias depois disso, eu continuava achando que minha opinião estava certa e que minhas ideias eram boas. Às vezes, ouvia uma sugestão de outra pessoa com a qual não concordava e a descartava imediatamente. Outras vezes, os outros escolhiam ideias diferentes das minhas, mas eu não as aceitava. Eu pensava: “O que é que vocês estão pensando? A ideia que escolhi é a energia que queremos aqui. Vocês não têm gosto!” Assim, eu continuava insistindo que minha sugestão era a certa. Eu encontrava problemas nas sugestões dos outros e tentava desmontá-las: “Isso não é bom”. “Aquilo não é bom”. Com o tempo, alguns irmãos e irmãs sentiram que eu era controladora e pararam de expressar suas opiniões. Menos pessoas passaram a participar das discussões e o progresso nos ensaios foi ficando mais lento. Às vezes, não chegávamos a lugar nenhum durante horas. Era como se estivéssemos num beco sem saída. Quando os responsáveis descobriram, eles nos chamaram para uma reunião. Lembro-me claramente das duas passagens das palavras de Deus que lemos. “Agora, muitas pessoas não prestam atenção em aprender as lições necessárias de trabalhar juntas. Descobri que muitos de vocês não conseguem aprender nenhuma lição sequer enquanto se coordenam com outras pessoas; a maioria de vocês se atém às suas próprias opiniões. Cada um tem sua própria opinião quando trabalha na igreja, e existe uma falta de conexão; na verdade, vocês não cooperam de forma alguma. Vocês só pensam em comunicar suas próprias percepções ou em aliviar os ‘fardos’ que carregam dentro de vocês e não buscam a vida, mas só parecem improvisar em seu trabalho, pensando em seguir apenas seu próprio caminho, sem se importar com o que os outros fazem, pensando em só comunicar conforme o Espírito Santo guia vocês, sem se importar com o que os outros dizem. Vocês não enxergam os pontos fortes uns dos outros, tampouco examinam a si mesmos. Sua aceitação das coisas é realmente pervertida e errônea. Pode-se dizer que, mesmo agora, vocês ainda exibem muita presunção, como se vocês tivessem recaído naquela velha doença”. “Sempre que se depararem com qualquer coisa, vocês deveriam se comunicar uns com os outros para que sua vida possa se beneficiar. Vocês só deveriam tomar uma decisão após se comunicarem sobre várias coisas. Isso não é ser desleixado, mas assumir responsabilidade pela igreja” (‘Sirva como serviram os israelitas’ em “A Palavra manifesta em carne”). Quando li as palavras de Deus: “Vocês todos estão tão absorvidos … em aliviar os ‘fardos’ que carregam dentro de vocês” e “se atém às suas próprias opiniões”, senti uma dor no coração. Sempre achei que, ao expressar minhas opiniões proativamente e me manifestar quando achava ver um erro, eu estava sendo responsável em meu dever. Ao refletir sobre minha conduta à luz das palavras de Deus, percebi que isso não estava alinhado com as exigências Dele. As palavras de Deus dizem que, quando trabalhamos com os outros, devemos buscar juntos os princípios da verdade e compensar nossas próprias falhas aprendendo com os outros. Somente assim estamos cumprindo nosso dever. Mas eu só me importava em expressar minhas próprias opiniões e em provar que eu estava certa. Eu não me aquietava e não ouvia as opiniões dos outros, nem julgava sua adequação de acordo com os princípios. Simplesmente as descartava quando as considerava erradas. Ao fazer isso, eu não estava trabalhando em harmonia com meus irmãos e irmãs. Isso não era ser responsável em meu dever.

Mais tarde, li as palavras de Deus: “Não seja hipócrita; pegue os pontos fortes dos outros para compensar suas próprias deficiências, observe como os outros vivem de acordo com as palavras de Deus e veja se vale a pena imitar suas vidas, ações e falas. Se você considera os outros menos do que você, você é hipócrita, presunçoso e não beneficia ninguém” (‘Capítulo 22’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). Então refleti sobre minha conduta e a comparei com as palavras de Deus. Sempre achava que minhas ideias eram melhores do que as dos outros, que eu estava certa em tudo. Sempre que alguém fazia uma sugestão diferente, eu nem contemplava a possibilidade de o resultado final ser melhor ou se expressaria melhor o significado das palavras de Deus, eu simplesmente a descartava sem considerá-la por um momento e até acabava discutindo com as pessoas e encontrando erros em suas ideias. Foi só então que vi que, na verdade, eu não estava carregando um fardo, mas apenas exibindo um caráter arrogante. Eu confiava em meu caráter arrogante para cumprir meu dever e defendia minhas opiniões. Eu não aceitava os conselhos que os outros me davam nem pensava em como beneficiar o trabalho da casa de Deus, o que fazia com que todos se sentissem controlados e sem vontade de expressar suas opiniões. A coreografia parou, e isso afetou o progresso da filmagem. Eu não estava exercendo o papel de Satanás, interrompendo o trabalho da casa de Deus? Quando isso passou pela minha cabeça, eu me senti terrível. É fato que o modo de pensar de cada um e suas ideias são diferentes e que cada um vê as coisas do seu jeito. No mínimo, eu deveria ter ouvido e explorado as ideias deles para ver se elas continham algo e se vinham ou não da orientação do Espírito Santo. Se eu ouvisse as sugestões dos outros, eu poderia aprender com os pontos positivos deles para compensar minhas próprias deficiências. Além disso, uma ideia nunca será perfeita e elaborada no momento em que é sugerida. Contanto que os princípios e a direção estejam corretos, todos podem opinar e tornar uma ideia cada vez melhor. Mas eu estava sempre tentando achar pontos negativos nas ideias dos outros, e isso não é trabalhar com os outros em harmonia e cumprir o meu dever. Agora eu entendia um pouco melhor. Eu não podia mais reforçar minha opinião com minha arrogância. Precisava aprender a buscar a verdade e aceitá-la enquanto cumpria meu dever. Devemos acatar a ideia de quem quer que tenha um pensamento ou ideia que dê testemunho de Deus. Aprender a abandonar a si mesmo, trabalhar com os outros e fortalecer as sugestões deles, é como podemos receber a orientação do Espírito Santo e alcançar bons resultados. Depois disso, comecei a aprender como abandonar a mim mesma e ouvir as ideias de todos durante os ensaios. Só então percebi que, muitas vezes, os outros contemplavam as coisas de modo mais completo do que eu e que minhas ideias estavam longe de ser perfeitas. Antes, quando os outros expressavam suas opiniões, eu só agia como se estivesse ouvindo, quando, na verdade, eu estava imersa em meus próprios pensamentos. Às vezes, eu pensava numa ideia que achava muito boa e então interrompia alguém para fazer um discurso prolixo. Eu era tão arrogante. Eu não tinha razão nenhuma. Depois disso, comecei a aprender como negar a mim mesma. Sempre que eu queria insistir em minha própria ideia e rejeitar a de outros, eu pensava: “A minha ideia realmente é a certa? Posso aprender algo com as sugestões deles?” Quando me lembrava de que as minhas nem sempre estavam certas, eu abandonava a mim mesma e orava a Deus. Eu me colocava de lado e orava pela orientação de Deus e para que Ele esclarecesse as coisas. Durante aqueles poucos dias, expressei menos os meus pontos de vista, e ouvi e refleti mais sobre as opiniões alheias. Trabalhando com todos os outros, minhas próprias deficiências foram compensadas. Também refleti sobre as ideias dos outros e ajudei a melhorá-las. Senti que, ao cumprir meu dever desse modo, eu estava sintonizada com eles. Senti uma grande tranquilidade e alegria no coração. Naquele tempo, mais de dez de nós entraram na verdade de trabalhar juntos em harmonia, e progredimos melhor com a coreografia. Logo, todos os movimentos da dança estavam coreografados.

Com a coreografia resolvida, nós nos concentramos nos ensaios. Para garantir que os movimentos fossem lindos e perfeitos, tivemos que ensaiar cada um inúmeras vezes, até que todos os dominassem e não houvesse erros, e sá então podíamos passar para o próximo. Lembro-me de certa vez em que estávamos ensaiando. Eu achava que tinha dançado bem e que poderia passar para o próximo movimento. Mas a irmã que nos instruía disse a alguém: “Ei, você errou de novo. Vamos começar do início”. Eu não quis aceitar. Olhei para o irmão ou a irmã que tinha cometido o erro com um olhar desdenhoso e irritado e pensei: “Já praticamos esse movimento tantas vezes. Como ainda pode estar errando? Você não está levando isso a sério ou está sendo preguiçoso?” Quando via um irmão ou irmã fora do ritmo, fosse mais rápido ou mais lento, eu me irritava ainda mais e pensava comigo mesma: “Estamos ensaiando isso há meses. Ouvimos essa música inúmeras vezes. Você já deveria ser capaz de acertar isso, não? Por que ainda está errando? Você tem um calibre pobre”. Alguns não tinham senso de posicionamento e ficavam no lugar errado. A irmã que nos instruía lhes dizia: “Ei, você aí! Está no lugar errado de novo”. Eu me irritava ainda mais e pensava: “Basta olhar à sua volta para saber o seu lugar. Não é difícil”. Embora, às vezes, estivesse ciente de que não deveria desprezar os outros, eu não conseguia evitar um olhar de irritação sempre que alguém cometia um erro ou tinha um desempenho ruim.

Certo dia, uma das irmãs me disse: “Tenho me sentido muito constrangida por você recentemente. Sempre que erro num movimento ou um dos outros comete um erro, você sempre tem esse olhar de irritação ou desdém, como se fosse perfeita nisso e ninguém fosse melhor do que você. Sempre que vejo esse seu olhar, me sinto muito mal”. Quando ela apontou isso para mim, instintivamente eu retruquei e disse que ela estava errada, mas depois fiquei muito transtornada. Fiquei pensando no que ela tinha dito. Ela estava totalmente certa. Durante aquela época, eu ficava demonstrando minha irritação nos ensaios. Eu podia não ter dito nada, mas minhas expressões revelavam meu caráter arrogante e constrangiam os outros. Aquilo me deixou triste. Pensei: “Como meu caráter arrogante ainda não mudou?” Numa reunião poucos dias depois, todos falaram sobre os problemas nos ensaios e os estados em que estavam. Um irmão disse que nunca tinha feito esse tipo de dança antes e que, embora quisesse dançá-la bem, seu corpo o impedia. Sempre que os outros precisavam ensaiar mais uma vez por causa do seu erro, ele se aborrecia e se culpava. Algumas irmãs disseram que não tinham ouvido para a música e que, quando a dança começava, elas pensavam nos movimentos e não conseguiam manter o ritmo. Outros disseram que, até então, só tinham dançado no mesmo lugar e que essa era a primeira vez que precisavam seguir uma formação, e isso os confundia. Quando ouvi todos dizerem o que estavam sentindo, fiquei com vergonha e me culpei. Pensei nos olhares de desdém que eu tinha lançado aos outros quando erravam e me senti ainda pior. Esses problemas os deixavam ansiosos e eles estavam dando tudo de si. Mas eu, além de não demonstrar compreensão ou de ajudá-los a superar essas dificuldades, também lhes dei um gelo e me aborreci com eles. Isso os deixava constrangidos e magoados. Onde estava minha humanidade? Como eu poderia trabalhar bem com eles desse jeito?

Depois disso, li as palavras de Deus. “Se a verdade realmente estiver em você, você trilhará naturalmente a senda correta. Sem a verdade, é fácil praticar o mal, e você o praticará a despeito de si mesmo. Por exemplo, se você tivesse arrogância e presunção, você seria incapaz de deixar de desafiar a Deus. Não seria intencional; seria por causa de sua natureza arrogante e presunçosa. Sua arrogância e vaidade fariam com que você desprezasse a Deus e O visse como um ser sem importância; fariam você se exaltar, colocar-se constantemente na vitrine e, finalmente, fariam você se sentar no lugar de Deus e dar testemunho de si mesmo. No fim, você transformaria as próprias ideias, os próprios pensamentos e as próprias noções em verdades a serem adoradas. Veja quanto mal as pessoas fazem por causa da natureza arrogante e presunçosa delas!” (‘Somente buscando a verdade pode-se alcançar uma mudança no caráter’ em “Registros das falas de Cristo”). Só depois de ler as palavras de Deus, eu ganhei algum conhecimento da minha natureza arrogante. Controlada por essa minha natureza, eu sempre me tivera em alta estima, como se fosse melhor do que os outros. Quando os outros dava uma sugestão diferente, eu só pensava em minhas próprias ideias, acreditando que eu estava certa. Eu me agarrava às minhas opiniões, rejeitava as ideias dos outros e até discutia com eles. Isso freava o nosso progresso e interrompia o trabalho da casa de Deus. Depois, embora não rejeitasse de imediato as ideias dos outros, sempre que alguém cometia um erro ou não fosse perfeito, eu mostrava minha irritação e o desprezava, sufocando-o e reprimindo-o. Fui tão arrogante. Onde estava minha humanidade? Quando pensei sobre viver com essa natureza arrogante, constrangendo os outros e perturbando o trabalho da casa de Deus, eu me arrependi muito. Então eu soube que, se não resolvesse minha natureza arrogante, eu praticaria o mal contra a minha vontade e não seria capaz de trabalhar bem com meus irmãos e irmãs.

Nos ensaios depois disso, eu não me concentrava mais nos erros dos outros. Aos poucos, percebi que meus movimentos também não eram perfeitos. Muitas vezes, não conseguia me manter firme ou fazer o movimento certo e precisava praticá-lo inúmeras vezes. Eu não tinha do que me gabar. Antes, eu não entendia a verdade e estava presa em minha arrogância. Eu não me conhecia. Sempre me achava melhor do que os outros. Eu era muito insensata! Então, li as palavras de Deus: “Vocês acham que alguém é perfeito? Não importa quão fortes as pessoas sejam ou quão capazes e talentosas, elas ainda assim não são perfeitas. As pessoas devem reconhecer isso; é um fato. Essa é também a atitude mais apropriada de qualquer um que esteja considerando corretamente seus pontos fortes e vantagens ou defeitos; essa é a racionalidade que as pessoas possuem. Com tal racionalidade, você pode lidar adequadamente com seus próprios pontos fortes e fraquezas, assim também com os de outros, e isso irá capacitá-lo a trabalhar junto a eles harmoniosamente. Se está munido desse aspecto da verdade e pode entrar em sua realidade, então você pode se relacionar harmoniosamente com seus irmãos e irmãs, valendo-se dos pontos fortes uns dos outros para compensar quaisquer fraquezas que você tenha. Dessa forma, não importa que dever você esteja cumprindo ou o que esteja fazendo, você sempre ficará melhor no que faz e terá a bênção de Deus”. “Em tudo o que fazem, vocês devem ter o mesmo modo de pensar. E como podem ter o mesmo modo de pensar? Vocês devem praticar a verdade; somente então serão capazes de se tornar fortes como um feixe de gravetostodos juntos, e todos com o mesmo modo de pensar” (‘Só quando colocar o coração, a mente e a alma no cumprimento do seu dever você terá uma semelhança humana’ em “Registros das falas de Cristo”). Então entendi que, se quisermos trabalhar bem com os outros, devemos lidar com as pessoas do jeito certo. Quando vemos falhas em alguém, não devemos esculachá-lo, mas ajudar. Assim, teremos a orientação e bênção de Deus e teremos bons resultados. Eu estava sempre me exibindo e desprezando os outros, quando, na verdade, eu não teria dado conta dessa dança sozinha. Nosso grupo de dez irmãos e irmãs precisava fazer isso junto. A fim de alcançar nosso objetivo de chegar todos no mesmo nível, à altura do mesmo padrão em pouco tempo, e sincronizar todos nossos movimentos, precisávamos trabalhar juntos e compensar as falhas uns dos outros.

Começamos a compartilhar nossas experiências, como em que nos concentrar e que problemas evitar para acertar os movimentos. Quando alguém tinha problemas com um movimento, nós o apontávamos e falávamos sobre o jeito certo de executá-lo. Quando em formação, começamos a olhar uns para os outros e não se preocupar só com a nossa posição. Nos víamos como parte de um todo. Se alguém errava seu lugar, eu ajustava minha posição para corrigir seu erro para manter a formação em linha. Aos poucos, nossos movimentos ficaram mais uniformes e as formações melhoraram. Chegou o dia da filmagem e, quando terminamos, assistimos ao vídeo editado e todos ficaram maravilhados com a qualidade. Jamais teríamos conseguido fazer isso só com nossas habilidades de dança. Tudo se devia à orientação de Deus. Foi por trabalhar bem juntos e receber a obra do Espírito Santo.

Lembrando os três meses que passamos ensaiando a dança, foram a palavra de Deus e as situações que Ele arranjou que nos ajudaram a entender a verdade de trabalhar juntos em harmonia. Enquanto praticava a verdade, aprendi a me deixar de lado e a tratar corretamente as qualidades e fraquezas dos outros, e comecei a saber mais sobre minha natureza arrogante. Vim a compreender de verdade que executar nosso dever não pode ser feito sem trabalhar bem com os outros para um fim comum. Graças a Deus!

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