589 Aqueles que temem a Deus exaltam Deus em todas as coisas
I
Embora Jó nunca tivesse visto Deus ou ouvido as palavras de Deus com os próprios ouvidos, Deus tinha um lugar no coração de Jó. Sua atitude para com Deus era: “bendito seja o nome de Jeová”. Sua bendição ao nome de Deus era incondicional, independentemente do contexto e não estava ligada a nenhuma razão. Jó havia entregado o coração a Deus, permitindo que ele fosse governado por Deus; tudo o que ele pensava, tudo o que ele decidia, e tudo o que ele planejava no coração estava aberto a Deus e não fechado para Deus. Seu coração não estava em oposição a Deus, e ele nunca pedira a Deus para fazer qualquer coisa por ele ou conceder-lhe qualquer coisa, e ele não abrigava desejos extravagantes de que ele iria ganhar qualquer coisa com base em sua adoração a Deus. Jó não tentava fazer acordos com Deus, não fazia exigências a Ele, nem solicitava nada Dele. Seu louvor ao nome de Deus se devia ao grande poder e autoridade de Deus ao ter soberania sobre todas as coisas, e não dependia de se ele ganhasse bênçãos ou recebesse adversidade.
II
Não importando se as pessoas recebessem bênçãos ou adversidade de Deus, ele acreditava que o grande poder e a autoridade de Deus não mudariam e independentemente das circunstâncias de uma pessoa, o nome de Deus deveria ser louvado. O fato de o homem ser abençoado por Deus se deve à soberania de Deus, e quando a adversidade vem sobre o homem, isso também se deve à soberania de Deus. O grande poder e a autoridade de Deus têm soberania e arranjam tudo concernente ao homem; os caprichos da sina do homem são a manifestação do grande poder e da autoridade de Deus. Não importa sob que perspectiva você veja isso, o nome de Deus deve ser louvado. Foi isso que Jó experienciou e passou a saber durante os anos de sua vida. Todos os pensamentos e ações de Jó alcançaram os ouvidos de Deus e chegaram diante de Deus e foram valorizados por Deus. Deus apreciou esse conhecimento de Jó e o valorizou por ter tal coração. Esse coração sempre aguardava a ordem de Deus e, em todos os lugares, não importavam a hora ou o lugar, acolhia de bom grado o que quer que acontecesse com ele. Jó não fez exigências a Deus. O que ele exigia de si mesmo era esperar, aceitar, encarar e se submeter a todos os arranjos que vinham de Deus; Jó acreditava que esse era seu dever, e era exatamente o que era desejado por Deus.
Extraído de “A Palavra, vol. 2: Sobre conhecer a Deus, ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’”