47. É ótimo viver um pouco de semelhança humana

Deus Todo-Poderoso diz: “Antes da conclusão de Seu plano de gestão de 6.000 anosantes de Ele expor o fim de cada categoria de homensa obra de Deus na Terra é para o bem da salvação, é toda para tornar aqueles que O amam totalmente completos e trazê-los para a submissão ao Seu domínio. Não importa como Deus salva pessoas, tudo é feito levando-as a se libertar de sua velha natureza satânica; isto é, Deus as salva fazendo com que elas busquem a vida. Se não buscarem a vida, elas não terão como aceitar a salvação de Deus… No passado, Seu meio de salvação foi mostrar extremo amor e compaixão, tanto que Ele deu tudo de Si a Satanás em troca pela humanidade inteira. Hoje em nada se parece com o passado: Hoje, a salvação de vocês ocorre no tempo dos últimos dias, durante a classificação de todos conforme a espécie; o meio de sua salvação não é amor nem compaixão, mas castigo e julgamento a fim de que o homem possa ser salvo de forma mais completa. Assim, tudo o que vocês recebem é castigo, julgamento e golpes implacáveis, mas saibam que nesses golpes impiedosos não há a mais ligeira punição, saibam que, independentemente de quão duras sejam as Minhas palavras, o que os sobrevém é apenas algumas palavras que lhes parecem sumamente cruéis, e saibam que, independentemente de quão grande seja a Minha ira, o que sobrevém a vocês ainda são palavras de ensinamento, e Eu não tenho intenção de feri-los nem de causar-lhes a morte. Tudo isso não é um fato? Saibam que, hoje, quer se trate de julgamento justo ou de refinamento e castigo implacáveis, tudo é para o bem da salvação. Independentemente de hoje haver ou não a classificação de todos conforme a espécie ou a exposição das categorias do homem, todas as declarações e obra de Deus são para salvar aqueles que realmente amam a Deus. O julgamento justo visa a purificar o homem, o refinamento implacável visa a limpar o homem, palavras duras ou castigos visam a purificar e são para o bem da salvação” (‘Vocês deveriam pôr de lado as bênçãos do status e entender a vontade de Deus de trazer a salvação ao homem’ em “A Palavra manifesta em carne”).

A igreja estava se preparando para gravar um filme no ano passado, então os irmãos e irmãs me recomendaram para o dever de diretora. Fiquei animada quando soube disso e senti que, já que tinham me recomendado, deviam ter reparado no meu calibre e no meu talento. Por que mais teriam me escolhido? Desenvolvi um complexo de superioridade, achando que eu era melhor do que os outros. Estudei muito, aprendi a gravar filmes e, aos poucos, consegui dominar um pouco do ofício. Me lembro de que quando comecei, me senti um pouco nervosa, mas orei o tempo todo a Deus e, gradativamente, eu me acalmei e fui capaz de dar os meus primeiros passos. E, depois, meus irmãos e irmãs continuaram adotando as minhas ideias. Principalmente a primeira cena que dirigi, todos gostaram do que eu tinha gravado, e a líder disse que eu estava pronta para ser diretora. Meu coração estava explodindo de orgulho, eu sentia que era muito boa naquele cargo e que era um talento indispensável na casa de Deus. Comecei a sentir como se tivesse uma coroa na minha cabeça, e andava de nariz empinado. Eu sentia que fui muito elogiada depois de começar esse dever porque eu era muito capaz e, com um pouco mais de prática, seria uma profissional competente, sem sombra de dúvida. Quando passei a trabalhar com os irmãos e irmãs a partir de então, eu não era mais modesta como antes, falava com confiança e andava com o nariz empinado. Também queria dar a palavra final em tudo e não queria ouvir nada de ninguém. Quando alguém questionava as minhas ideias ou dava outra sugestão, eu era inflexível, impaciente e desdenhava desse alguém. Sentia que os tinha superado em tudo, que eles deveriam apenas me obedecer em vez de ficar fazendo estardalhaço. E aos meus olhos, eles só traziam assuntos insignificantes que nem mereciam ser debatidos. Então eu sempre perguntava: “Essa é uma questão de princípios?” para calar a boca deles. Uma vez, a irmã Zhang, a protagonista, me fez olhar as fantasias que tinha escolhido. Eu pensei o seguinte: “Como você pode ter um gosto tão ruim?” E a fiz escolher fantasias novas. Rejeitei muitas das escolhas de figurino dela. Eu estava tomada pela ideia de ser diretora, por isso, eu estava certa e todos deveriam me ouvir. Os irmãos e irmãs acabaram se sentindo restringidos por mim e não quiseram mais dar sugestões. Eu me senti mal quando vi aquilo, mas pensei: “Só estou considerando nosso trabalho. Não posso me ocupar com isso”. Então, nem pensei muito. Durante aquele período, minha líder comunicou comigo e me expôs, dizendo que eu era arrogante e gostava de controlar as pessoas, e me alertou para não me concentrar nas outras pessoas, mas fazer uma autorreflexão e praticar a verdade para resolver meus problemas. Mas eu não compreendia nada da minha natureza na época. Eu sentia que era responsável em meu trabalho. Eu continuava vivendo naquele estado inflexível e rebelde, e não conseguia mais trabalhar bem com meus irmãos e irmãs. Com o tempo, começaram a aparecer problemas no nosso trabalho que atrapalharam nosso progresso.

Um dia, eu soube que havia um diretor que tinha sido dispensado por atrasar a obra devido à sua arrogância, por ser incapaz de aceitar a verdade e que restringia seus irmãos e irmãs. Aquilo me fez sentir um pouco de medo. Eu sabia que estava me comportando como aquele diretor. Percebi que Deus estava me alertando, então decidi que não podia continuar autoritária daquele jeito. Em vez disso, eu deveria me controlar e falar com mais gentileza, e dar o meu melhor para me comunicar e debater o trabalho com os outros. Mas eu ainda não compreendia nada da minha natureza, então não buscava a verdade para resolvê-la.

Pouco depois, já que o progresso na nossa equipe estava muito lento, a líder escolheu a irmã Liu para trabalhar comigo. No começo, eu não aceitava de jeito nenhum. Achava que a líder estivesse duvidando da minha capacidade, mas já que estava decidido, eu, relutantemente, aguentei firme. Nas conversas, dali em diante, vi que a líder sempre pedia o conselho da irmã Liu. Eu ficava muito inquieta e sentia que a líder não pensava muito em mim. Passei a ficar ressentida com ela. Mais ainda, eu era resistente à irmã Liu. Não conseguia aceitá-la. Então, sempre que debatíamos nosso trabalho, eu ficava de cara fechada, em silêncio. Uma vez, ela percebeu alguns problemas no trabalho da equipe e deu algumas sugestões de que nossos irmãos e irmãs gostaram muito. mas eu não havia gostado de nenhuma. Eu me recusei a ouvir as sugestões dela. Quando perguntaram minha opinião, engoli minha raiva e respondi: “Tanto faz”. A líder então lidou comigo, dizendo que eu não estava defendendo o trabalho da casa de Deus. Me senti muito mal e sabia que não podia continuar descontando minha frustração no trabalho da casa de Deus. Mas eu não conseguia engolir aquela situação. Eu pensava: “Se você ouvir a irmã Liu sempre, o que resta para discutir?” Eu continuava achando que estava sempre certa, então nas conversas seguintes de trabalho, eu me apegava às minhas opiniões e discordava da irmã Liu, mesmo quando as sugestões dela eram razoáveis. Eu achava que ela estava se exibindo. Uma vez, ela chegou a recomendar um certo ator. Impliquei com vários aspectos dele e rejeitei a sugestão dela. Eu não estava disposta a ouvi-la. Só o que eu queria era comandar todo o trabalho. A irmã Liu acabou se sentindo restringida por mim e não dava mais sugestões. Naquele período, já que eu estava vivendo com um caráter arrogante, hipócrita e não buscava a verdade, meu espírito caiu, aos poucos, nas trevas. Me senti deprimida todos os dias e parecia que Deus estava Se escondendo de mim. Eu não tinha nada para dizer a Deus em minhas orações e, quando eu lia, não absorvia as palavras de Deus. Minha cabeça estava oca e eu estava obtusa no meu dever. Não via nenhum tipo de problema. Estava vivendo em um estado de ansiedade e sentia como se alguma coisa fosse acontecer.

Poucos dias depois, nossa líder convocou uma reunião com a gente. Ela expôs meu caráter e disse que eu era muito arrogante, que eu era autocrática e arbitrária no meu dever, e tinha atrapalhado nosso trabalho. Ela me mandou ir para casa fazer devoções e uma autorreflexão. Fiquei chocada em ouvir aquilo, mas orei a Deus sinceramente dizendo: “Ó, Deus, não importa em que situação eu me encontre, acredito que tudo esteja preparado por Ti e estou disposta a me submeter”. Passei a noite toda sem conseguir dormir. Fiquei pensando em como passei tanto tempo na equipe do filme, mas da qual, logo, eu não faria mais parte. Eu não conseguia desapegar e estava muito chateada, não conseguia segurar as lágrimas. Queria usar aquela oportunidade para fazer uma autorreflexão para poder me recuperar onde tinha fracassado. Mas, em casa, não conseguia me concentrar nas palavras de Deus e estava tendo dificuldades. Só o que eu podia fazer era me prostrar diante de Deus e recorrer a Ele diversas vezes. Eu dizia: “ Deus, estou com tanta dor. Por favor, me ajude e proteja o meu coração para que eu entenda a Tua vontade nessa situação e conheça a mim mesma”. Orando constantemente a Deus, finalmente consegui sentir paz.

Alguns irmãos e irmãs vieram ver como eu estava no dia seguinte, para comunicar comigo, e mencionaram alguns dos meus problemas. Me lembro que uma irmã me disse: “Você mudou muito desde que começou a trabalhar como diretora. Você até olha diferente para os outros e quer dar a palavra final em tudo. Você é muito controladora e é impossível trabalhar com você”. Outro irmão disse: “Nas discussões de trabalho, ficamos todos relaxados quando você não está presente, mas assim que você aparece, ficamos tensos, com medo de que você descarte todas as nossas ideias”. Cada palavra que saía da boca deles era como uma facada no meu coração. Fiquei com vergonha de encará-los e me senti péssima. Em toda a minha vida, nunca tinha me sentido tão fracassada como pessoa. Piorou tanto, que os irmãos e irmãs nem se atreviam se aproximar de mim e ficavam com medo quando me viam. Pensei: “Ainda estou sendo uma pessoa normal? Como pude ser tão insensível?” Eu nunca tinha percebido que meu caráter arrogante poderia restringir e magoar tanto outras pessoas. Eu já sabia que tinha virado uma pessoa arrogante e a líder comunicava comigo com frequência, mas eu nunca tinha pensado muito nisso. Em vez disso, eu achava que minha arrogância vinha de um calibre mais alto. Como não ser arrogante sendo abençoada e de alto calibre? Por isso nunca busquei a verdade para resolver isso. Mas, por meio da ajuda e da comunhão dos irmãos e irmãs, encontrei a paz no meu coração e consegui me aquietar para refletir sobre o meu comportamento.

Enquanto eu refletia, li duas passagens das palavras de Deus, e que gostaria de compartilhar. Deus diz: “Se você realmente possui a verdade em seu interior, a senda que trilhar será naturalmente a correta. Sem a verdade, é fácil praticar o mal, e você o praticará a despeito de si mesmo. Por exemplo, se você tivesse arrogância e presunção, acharia impossível abster-se de desafiar Deus; você se sentiria compelido a desafiá-Lo. Não faria isso de propósito; você o faria sob o domínio de sua natureza arrogante e vaidosa. Sua arrogância e vaidade fariam com que você desprezasse a Deus e O visse como um ser sem importância; fariam você se exaltar, colocar-se constantemente na vitrine e, finalmente, fariam você se sentar no lugar de Deus e dar testemunho de si mesmo. No fim, você transformaria as próprias ideias, os próprios pensamentos e as próprias noções em verdades a serem adoradas. Veja quanto mal é feito pelas pessoas sob o domínio da natureza arrogante e vaidosa delas!” (‘Somente buscando a verdade você pode obter mudanças em seu caráter’ em “Registros das falas de Cristo”). “A arrogância é a raiz do caráter corrupto do homem. Quanto mais arrogantes, mais sujeitas as pessoas ficam a resistir a Deus. O quanto esse problema é sério? As pessoas com caráter arrogante não só consideram todas as outras inferiores a elas, como também, o pior de tudo, são até condescendentes para com Deus. Embora algumas pessoas, externamente, pareçam acreditar em Deus e segui-Lo, elas não O tratam como Deus de modo algum. Sempre sentem que possuem a verdade e pensam que elas são tudo no mundo. Essa é a essência e a raiz do caráter arrogante, e ele vem de Satanás. Portanto, o problema da arrogância precisa ser resolvido. Sentir que um é melhor que os outrosesse é um caso trivial. A questão crítica é que o caráter arrogante de uma pessoa a impede de se submeter a Deus, Seu governo e Seus arranjos; tal pessoa se sente sempre inclinada a competir com Deus pelo poder sobre os outros. Esse tipo de pessoa não reverencia a Deus nem um pouco, sem falar de amar a Deus ou submeter-se a Ele” (A comunhão de Deus). Percebi a partir das palavras de Deus que minha arrogância e meu convencimento faziam eu me rebelar contra Deus e resistir a Ele. Desde que assumi o dever como diretora, quando eu tinha sucesso em algo, achava que fosse por causa do meu trabalho árduo, que eu era melhor do que os outros. Comecei a desprezar os outros e me manter firme, querendo dar a palavra final em tudo. Quando fracassava em alcançar os resultados, eu nunca refletia se o problema estava comigo, e só me concentrava nos meus irmãos e irmãs. Eu lidava com os outros de forma condescendente e sempre lhes dava sermões. Desprezava a todos, com arrogância e convencimento. Não via os pontos fortes de ninguém e achava que minhas ideias eram as melhores. Rejeitava as sugestões de todos e era controladora. Fracassei em me conhecer por conta da minha arrogância e meu convencimento, e mesmo depois de ter sido podada e de lidarem comigo, não aceitava nem fazia uma autorreflexão. Me faltava um coração de buscadora. Quando meu progresso diminuiu e ficou claro que eu não conseguiria dar conta do trabalho, ainda assim, não quis trabalhar com os outros, ou deixá-los intervir nas minhas tarefas. Sentia que aquilo comprometeria minha autoridade e ameaçaria a minha reputação e meu cargo. Queria estar completamente no comando e dar a palavra final. Eu não estava andando na senda de resistência a Deus? Quando a irmã Liu tinha algum êxito em seu dever, que ameaçava minha posição, eu sabia que ela estava certa, e que o que ela sugeria beneficiaria a obra da casa de Deus, mas eu não aceitava. Eu implicava, e quando via nossos irmãos e irmãs concordando com ela, não conseguia aceitar e descontava minha frustração na obra da igreja. Estava disposta a ver a obra da casa de Deus sofrer para proteger minha reputação e meu prestígio. Onde estava minha reverência a Deus? Onde estava minha consciência e minha razão? Eu vi que estava vivendo sob meu caráter satânico arrogante e convencido, forçando meus pensamentos e minhas opiniões sobre os irmãos e irmãs, como se fossem a verdade, fazendo as pessoas me escutarem em tudo. Isso não era querer estar no mesmo nível de Deus e desejar controlar os outros? “O homem não deve se engrandecer nem se exaltar. Ele deve adorar e exaltar a Deus” (‘Os dez decretos administrativos que devem ser obedecidos pelo povo escolhido por Deus na Era do Reino’ em “A Palavra manifesta em carne”). Finalmente, percebi que estava em uma posição perigosa. Eu aparentava cumprir meu dever todos os dias e adorar me despender, mas eu estava revelando um caráter satânico em tudo. Minhas ações eram contrárias à verdade, eu estava atrapalhando a obra da igreja. Eu estava fazendo o mal, resistindo a Deus e ofendendo o caráter Dele! Me perguntava como tinha chegado àquele ponto. Era por causa da minha natureza arrogante e rígida. Nunca aceitei a verdade, então trouxe a ira de Deus sobre mim. Vi que tinha sido profundamente corrompida por Satanás e carecia da realidade da verdade. Ser capaz de assumir um dever tão importante era Deus me elevando e ter sucesso no meu dever tinha sido obra do Espírito Santo, não foi porque eu tinha alguma habilidade. Eu vi que quando contava com a minha natureza arrogante, o Espírito Santo parava de trabalhar e eu não conseguia mais compreender nada, nem resolver nada. Mas mesmo assim, ainda sentia que estava tudo bem. Eu era arrogante além da razão, sem um pingo de autopercepção. Foi aí que comecei a sentir nojo e ódio pela minha natureza arrogante.

Depois, li estas palavras de Deus: “Todos vocês vivem em uma terra de pecado e licenciosidade e todos são licenciosos e pecadores. Hoje, vocês não só são capazes de olhar para Deus, mas, mais importante, receberam castigo e julgamento, receberam salvação verdadeiramente profunda, o que quer dizer que receberam o maior amor de Deus. Em tudo que faz, Deus é verdadeiramente amoroso para com vocês. Ele não tem má intenção. É por causa dos seus pecados que Ele os julga, de modo que vocês examinarão a si mesmos e receberão essa salvação tremenda. Tudo isso é feito com o propósito de completar o homem. Do início ao fim, Deus fez o melhor que pôde para salvar o homem e não tem o desejo de destruir completamente os homens que Ele criou com Suas mãos. Hoje, Ele veio entre vocês para operar, e tal salvação não é ainda maior? Se odiasse vocês, Ele ainda faria uma obra de tal magnitude a fim de guiá-los pessoalmente? Por que Ele sofreria assim? Deus não odeia vocês nem tem quaisquer más intenções para com vocês. Vocês deveriam saber que o amor de Deus é o amor mais verdadeiro. Só porque as pessoas são desobedientes é que Ele tem de salvá-las através do julgamento; se não por isso, salvá-las seria impossível” (‘A verdade interna da obra de conquista (4)’ em “A Palavra manifesta em carne”). Eu li as palavras de Deus várias e várias vezes. Tive uma sensação de conforto e fiquei muito comovida. Eu vi que, me revelando dessa forma, Deus não estava me condenando nem me eliminando, e Ele não estava dificultando as coisas de propósito. Ele estava agindo para a minha salvação. Eu tinha uma natureza tão arrogante e tão rígida que Deus sabia do que eu precisava. Por perder meu dever, e pelos irmãos e irmãs me podarem e lidarem comigo, conheci meu próprio caráter arrogante e pude refletir sobre a senda que tinha seguido e me arrepender de verdade a Deus, então não me rebelaria mais contra Deus nem resistiria a Ele. Mesmo tendo experimentado dor e negatividade durante esse processo, sem esse tipo de juízo e castigo, meu coração insensível não teria conseguido despertar. Eu não teria conseguido refletir sobre meu comportamento nem teria conhecido o caráter justo de Deus. Não teria conseguido me arrepender de verdade, só teria continuado a competir com Deus e me opor a Ele, no fim, ofendendo o caráter Dele e sendo punida. Eu, finalmente, vivenciei que o castigo e a revelação das palavras de Deus eram a proteção Dele para mim e o amor mais verdadeiro. Amém! Fiquei tão grata a Deus quando percebi isso que senti que deveria buscar a verdade a sério no futuro, para que eu pudesse abandonar logo meu caráter corrupto e viver uma semelhança humana.

Depois disso, continuei a orar e a buscar. Me perguntava como eu poderia parar de viver com o meu caráter arrogante e parar de resistir a Deus. Nessa busca, li estas palavras de Deus: “Uma natureza arrogante torna você teimoso. Quando têm esse caráter teimoso, as pessoas não tendem a ser voluntariosas? Como, então, você resolve a sua voluntariedade? Quando tem uma ideia, você a expõe e diz o que pensa e acredita sobre esse assunto e depois se comunica com todos a respeito. Primeiro, você pode explicar a sua opinião e buscar a verdade; esse é o primeiro passo a pôr em prática a fim de dominar esse caráter de voluntariedade. O segundo passo acontece quando outras pessoas dão opiniões divergentesque prática você pode adotar para não ser voluntarioso? Primeiro, precisa ter uma atitude de humildade, deixar de lado o que acredita ser certo e permitir que todos compartilhem. Embora acredite que seu caminho esteja correto, você não deveria continuar insistindo nele. Isso, antes de tudo, é uma espécie de avanço; mostra uma atitude de buscar a verdade, de negar-se e de cumprir a vontade de Deus. Uma vez que tenha essa atitude, ao mesmo tempo em que não se atém à sua opinião, você ora. Enquanto não distingue o certo do errado, você permite que Deus lhe revele e diga que coisa é a melhor e mais adequada a fazer. Quando todos se unem em comunhão, o Espírito Santo traz todo o esclarecimento” (A comunhão de Deus). Encontrei uma senda de prática nas palavras de Deus. Se eu não quisesse viver em arrogância ou ser arbitrária no meu dever, eu tinha que ter um coração verdadeiro que buscasse e reverenciasse a Deus. Eu tinha que cooperar com os irmãos e irmãs, e quando houvesse uma diferença de opinião, eu deveria ser capaz de me negar e deixar o ego de lado, orar a Deus e buscar a verdade. Apenas com aquela mentalidade, eu seria mais facilmente iluminada pelo Espírito Santo, e eu nunca teria ido tão longe na minha rebeldia contra Deus e danificado a obra da casa de Deus por me apegar às minhas ideias. Perceber tudo isso era como uma luz brilhando no meu coração. Eu fiz a seguinte prece: “Deus, de agora em diante, desejo trabalhar em harmonia com os irmãos e irmãs para buscar a verdade e cumprir nosso dever conforme os princípios”.

Pouco depois, me pediram para escrever algumas frases com a minha caligrafia para o meu dever. Quando ouvi aquilo, pensei: “Alguns caracteres não são nada. Eu estudei caligrafia, então estou confiante em fazer isso”. Escrevi algumas versões e, depois de olhá-las, a irmã Liu disse: “Hm, não está muito ruim”. Senti aversão a ela de novo e pensei: “Você diz isso de forma relutante. Minha caligrafia ficou tão ruim assim? Eu estudei caligrafia e sou boa nisso. Não sei mais do que você? Dá para notar que você não entende nada disso e está sendo implicante de propósito”. Mas conforme eu tinha esses pensamentos, eu vi que estava errada. Eu não estava revelando um caráter corrupto? Não perdi tempo para orar a Deus: “Ó, Deus, quero ter uma atitude de busca e de obediência, deixar a mim mesma de lado e dar tudo de mim pelo meu dever”. Escrevi outra versão dos caracteres com essa mentalidade, e quando a irmã Liu as viu, deu mais sugestões, perguntando se eu poderia deixar mais elegante. Alguns irmãos e irmãs, na verdade, me disseram que estava bom. Com base em como eu era antes, se eu achasse que estivesse certa e os outros também concordassem comigo, não havia mais nada a ser dito e eu continuaria firme. Mas não pensei dessa forma naquele momento. Eu pensei: “Os irmãos e irmãs estão trazendo outros pontos de vista enquanto pensam no nosso dever. Ninguém está tentando dificultar nada. E minhas ideias não estão necessariamente certas. Temos que decidir o que vai alcançar os melhores resultados”. Com isso em mente, tomei a iniciativa e disse: “Que tal eu escrever outra versão e vocês decidem qual é a melhor? Usem a que vocês preferirem”. Quando escrevi com essa mentalidade, me senti tão calma e tranquila, que nem pensei na minha perda de prestígio. Depois que terminei, pedi mais feedback a eles, e os irmãos e irmãs me deram mais sugestões. Todos os pontos apresentados eram válidos. Bom, o que eu senti ali naquele momento foi que, na verdade, eu tinha muitos defeitos e que meus irmãos e irmãs tinham muitos pontos fortes que eu não tinha. Várias das ideias e sugestões deles compensavam minhas fraquezas. Com a ajuda de todos e cada um compensando as deficiências uns dos outros, no fim, tivemos mais sucesso no nosso dever. Graças a Deus! Depois de trabalhar com meus irmãos e irmãs desse jeito, comecei a me sentir em paz de verdade, e muito mais próxima de todos eles. Eu também não era tão insolente, arrogante e imponente como antes, e não era mais difícil de lidar. Eu vi que não era tão difícil aceitar as sugestões dos meus irmãos e irmãs, e eu conseguia aceitar o que me diziam sobre as minhas deficiências. Algumas coisas de que não gostei aconteceram, e fui um pouco arrogante, mas com os lembretes dos irmãos e irmãs, consegui me prostrar diante de Deus imediatamente. Eu estava disposta a me deixar de lado, buscar a verdade e fazer o meu dever conforme os princípios. Depois de passar por tudo isso, o que eu experimentei, do fundo do meu coração, foi uma sensação de felicidade. Vi que, finalmente, consegui colocar as palavras de Deus em prática, o que tinha sido difícil para mim antes. Me deixar de lado e aceitar as sugestões dos outros foi muito difícil, mas agora sou capaz de praticar um pouco as palavras de Deus. Posso, finalmente, viver um pouco de semelhança humana. Não sou tão insolente como eu era, não sou mais desprezível para Deus, e não reprimo os outros como antes. Quando penso em tudo isso, eu me sinto muito grata a Deus. Se não fosse Deus lidando comigo e me podando, sem o julgamento e as revelações das palavras Dele, não faço ideia do quão arrogante ou depravada eu poderia estar agora. O pouquinho de compreensão e de mudança que alcancei hoje é por causa do julgamento e do castigo das palavras de Deus.

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