Como mudei meu ego arrogante

Deus Todo-Poderoso diz: “Toda etapa da obra de Deussejam palavras difíceis ou julgamento ou castigotorna o homem perfeito e é absolutamente apropriado. Nunca, ao longo dos tempos, Deus realizou uma obra como essa; hoje, Ele trabalha em seu interior para que vocês apreciem Sua sabedoria. Embora vocês tenham sofrido alguma dor por dentro, seu coração se sente firme e em paz; é sua bênção ser capaz de desfrutar desta etapa da obra de Deus. Independentemente do que vocês possam ganhar no futuro, tudo o que veem da obra de Deus em vocês hoje é o amor. Se o homem não experimentar o julgamento e o refinamento de Deus, suas ações e fervor sempre estarão no exterior e seu caráter sempre permanecerá inalterado. Isso conta como ter sido ganho por Deus? Hoje, embora ainda haja muito dentro do homem que é arrogante e presunçoso, o caráter do homem é muito mais estável do que antes. O tratamento que Deus dá a você é para salvá-lo, e embora você possa sentir alguma dor no momento, chegará o dia em que ocorrerá uma mudança em seu caráter. Naquele momento, você olhará para trás e verá quão sábia foi a obra de Deus e será nesse momento que você poderá compreender verdadeiramente a vontade de Deus” (“A Palavra manifesta em carne”). Eu costumava pensar que o entusiasmo e a vontade de pagar um preço em meu dever seriam suficientes para conseguir a aprovação de Deus. Eu não focava aceitar Suas palavras de julgamento e castigo, nem buscava a transformação do caráter. Eu cumpria meu dever de maneira arrogante e ditatorial. Constrangia e machucava meus irmãos e irmãs, e atrapalhava o trabalho da igreja. Por fim, eu enxerguei que sem o julgamento e o castigo de Deus, meu caráter corrupto não seria limpo e transformado, e eu nunca poderia cumprir bem meu dever e satisfazer a Deus. Eu experimentei, de verdade, que o julgamento e castigo de Deus são minha salvação.

Em 2016, eu recebi o dever de ser designer de set. Fiquei animada, pensando: “Eu estudei design de interiores e tenho mais de quatro anos de experiência no assunto. Precisarei usar todas as minhas habilidades profissionais para fazer isso bem e satisfazer a Deus”. Depois disso, aprendi algumas habilidades com os irmãos e irmãs e comunicamos sobre os princípios. Após algum tempo, eu já via alguns resultados no meu dever. Quando eu ouvia alguém dizer: “Vocês fizeram um grande trabalho neste set. Está bem realístico”. Embora eu dissesse que foi pela orientação de Deus, no fundo eu pensava: “Mas é claro, você não sabe quem o desenhou? Sou profissional!” Comecei a andar de nariz empinado e falava alto. Quando via erros nos trabalhos dos outros, eu os menosprezava. Parei de debater a organização das coisas com eles. Eu pensava que, como tinha estudado design, não havia necessidade, seria uma perda de tempo, já que seguiria minhas próprias ideias. Eu criava um esboço mental sozinha e o discutia com o diretor.

Depois que fui promovida a líder de equipe, desdenhei ainda mais dos irmãos e irmãs. Certa vez, montando uma cena em um restaurante, o irmão Zhang, da equipe, disse: “A porta da frente não é alta o suficiente, não ficou bom”. Eu não quis nem saber e pensei: “Já projetei muitos sets de restaurantes. “Acha mesmo que não sei qual é o tamanho de uma porta?” Você não criou muitos sets, nem estudou design ou tem muita prática, mas quer ensinar o padre a rezar a missa”. Impaciente, descartei a sugestão dele, e fiz todos seguirem minha opinião. Quando o câmera viu a situação, ele disse que a porta estava muito baixa e bloquearia a filmagem. Não dava para filmar como estava. Não tivemos escolha, a não ser fazer uma porta nova. Mais tarde, precisamos fazer um armário, por isso, pedi ao irmão Chen que fizesse um de acordo com um desenho meu. Ele disse: “A parte central é muito larga. Não parece bom. Que tal tornar um pouco mais estreita?” Pensei: “Eu pesquisei muita coisa na internet, e essas são as proporções certas. Faça o que eu digo e não vai dar errado”. Teimosa, eu disse: “Do que você está falando? Faça como eu desenhei!” No final, todos disseram que a parte central estava muito larga e que não ficou bom. O irmão Chen precisou gastar mais tempo para consertar, o que atrasou o progresso das filmagens. Ainda assim não refleti, nem tentei conhecer a mim mesma. Não fez diferença para mim. Eu pensei: “Quem não comete um erro às vezes? Vai gastar só um pouco de tempo e material para consertar. Não é nada de mais”.

Certa vez, depois de uma reunião, o irmão Zhang me passou um feedback: “Notei que você anda bastante teimosa ao trabalhar com os outros ultimamente. Você não ouve as nossas sugestões, e descarta algumas que são completamente viáveis. Você fala com condescendência e sufoca as pessoas, sempre insistindo para fazermos as coisas do seu jeito. Essas são expressões de um caráter arrogante”. Eu disse que aceitava isso, mas, por dentro, eu pensava: “Eu sou arrogante, mas isso não é um grande problema”. Depois de alguns dias, o irmão Liu também lidou comigo por ser arrogante, dizendo que eu não ouvia os outros e os sufocava. Eu fiquei na defensiva antes que ele terminasse de falar. Pensei: “Nenhum de vocês é melhor do que eu. Como ousam lidar comido?” Quanto mais eu pensava, menos eu aceitava. Até chegava a dar desculpas em minhas orações a Deus. Quanto mais eu fazia isso, mais sombrio e depressivo ficava meu espírito. Meus planejamentos dos sets ficaram desorganizados, mas, ainda assim, não refleti sobre mim mesma. Certo dia, bati minha perna contra a estrutura de uma cadeira de metal, abrindo um grande corte. Fui ao hospital, e precisaram dar sete pontos. Eu estava consciente de que aquilo não fora um acidente, que foi algo vindo Deus. Finalmente, aquietei meu coração e refleti de verdade. Quando os irmãos e irmãs tinham sugestões ou ideias interessantes, eu ficava incerta e resistente. Eu não aceitava, nem me submetia. Eu era muito rígida. Orei a Deus para que Ele me ajudasse a conhecer meu próprio caráter corrupto.

Eu li estas palavras de Deus em minhas orações matinais: “Se você considera os outros menos do que você, você é hipócrita, presunçoso e não beneficia ninguém.” “Não pense que você é um talento natural apenas um pouco abaixo dos céus, mas muito acima da terra. Você não é mais esperto que ninguém — e poderia até dizer-se que você é mais adoravelmente tolo do que qualquer pessoa dotada de razão na terra, pois você se tem em tão alta estima e nunca teve um senso de inferioridade; parece que você percebe Minhas ações nos menores detalhes. Fato é que você é alguém que carece fundamentalmente de razão, pois não faz ideia daquilo que Eu farei e muito menos está ciente daquilo que estou fazendo agora. Assim digo que você não se iguala nem mesmo a um velho fazendeiro que labuta na terra, um fazendeiro que não tem a menor percepção da vida humana e, mesmo assim, depende das bênçãos do Céu quando cultiva a terra. Você, que não gasta nem um segundo para pensar em sua vida, não sabe nada de renome, muito menos tem qualquer autoconhecimento. Você é tão ‘elevado’!” (“A Palavra manifesta em carne”). Fiquei devastada depois que li isso. Senti que cada palavra estava me expondo. Desde que me tornei designer de sets, pensei que meu talento fosse indispensável, pois eu conhecia a indústria e tinha experiência. Eu era arrogante com os irmãos e irmãs pensando que, como eu era profissional, ninguém era digno do meu tempo. Eu sempre tinha a palavra final e não queria discutir o trabalho com os outros. Eu pensava que era perda de tempo, já que eles não tinham conhecimento de design. Quando, com relutância, eu discutia alguma coisa, eu me achava melhor informada, por isso minha visão era mais abrangente. Eu nunca explorava as sugestões dos outros, apenas as rejeitava. Eu não tinha o menor respeito pelos outros. Quando os irmãos e irmãs diziam que eu era arrogante e me encorajavam a refletir, eu não aceitava e permanecia resistente. Vi que eu não revelava nada além de arrogância. Vivendo de acordo com meu caráter arrogante, eu menosprezava os outros e não fazia nada além de sufocar e machucar os irmãos e irmãs. Eu era arrogante e despótica no meu trabalho, forçando os outros a me ouvir, levando-os a refazer o trabalho várias vezes, atrapalhando o trabalho da igreja. Eu realmente fazia o mal! Quando percebi tudo isso, fiquei com um pouco de medo. Orei a Deus e me arrependi. Eu não queria mais fazer as coisas com arrogância.

Depois isso, ao cumprir meu dever, coloquei-me conscientemente de lado e passei a ouvir mais as sugestões dos outros para reparar meus defeitos. Às vezes, eu criava um projeto e os irmãos e irmãs davam muitas sugestões diferentes das minhas ideias. Eu pensava em rejeitá-las, mas, então, percebia que estava sendo arrogante outra vez. Orava a Deus em meu coração, pedindo a Ele que guiasse para abandonar a mim mesma e não viver mais de acordo com meu caráter corrupto. Eu queria seguir a opinião que beneficiasse mais o trabalho da casa de Deus. Depois que comecei a aceitar as sugestões dos outros, descobri que nossos adereços funcionavam melhor. Eles eram mais funcionais, práticos, e eram fabricados mais rápido. Eu senti o gosto da doçura de praticar as palavras de Deus. Sem dúvida. Mas eu não conhecia de verdade minha natureza arrogante e não tinha um grande autoconhecimento. Alguns meses depois, vi que nossos sets estavam agradando a todos e meu dever estava sendo um sucesso. Antes que eu percebesse, meu caráter arrogante voltou à ativa.

Certa vez, ao montar o set de uma casa de uma pessoa rica, pensei: “Uma pessoa como essa tem coisas de alta classe, para refletir seu status”. Os irmãos e irmãs organizaram o set como eu queria. O irmão Zhang disse que estava moderno demais e não estava de acordo com a idade do personagem principal. Eu não gostei de ouvir isso e pensei: “Você não sabe nada. Chamamos isso de ser flexível. Temos que planejar de acordo com o status do personagem, sem nos limitar a um certo período de tempo. Pelo visto, você não tem a menor ideia a respeito do estilo desse tipo de casa. Suas ideias estão ultrapassadas”. Mas o que eu disse a ele foi: “Eu entendo desse período de tempo. Confie em mim”. Não demorou até que o irmão Chen dissesse que as janelas eram muito modernas. Fiquei muito irritada, me perguntando por que eles eram tão antiquados e rígidos. Segurei a raiva e insisti no meu ponto de vista. O irmão Chen não disse mais nada. Quando terminamos o set, fiquei surpresa ao ouvir o diretor dizer que nosso projeto não era realístico, era muito espalhafatoso e não estava de acordo com a idade do personagem principal. Tivemos que refazê-lo. Continuei sem compreender. Senti que eles não conseguiam apreciar o projeto. Mas, como todos disseram que não estava bom, concordei com relutância e refiz o set.

Mais tarde, tivemos que fazer uma cama chinesa dos anos 80 para um set. Pensei que gastaríamos muito dinheiro com ela, mas o irmão Zhang disse que economizaríamos muito dinheiro se ele mesmo fizesse. Ele tinha um plano detalhado em mente. Mas eu só tive desdém pela ideia. Gastaríamos menos fazendo nós mesmos, mas não duraria muito tempo. Não seria apenas um desperdício de esforço? Eu também disse ao diretor que a ideia do irmão Zhang não funcionaria. O diretor disse que eu queria gastar demais, então ele desistiu da cena com a cama. Depois, o irmão Zhang deu outra sugestão, e eu passei um sermão nele, pensando que ele não tinha entendido e estava sendo teimoso. Outra irmã viu que ele estava sendo constrangido por mim e disse que eu era arrogante. Eu me recusei a aceitar. Mesmo quando discutia os projetos do set com o diretor, eu permanecia arrogante e inflexível. Por causa disso, às vezes, os sets não atendiam às nossas necessidades e precisavam ser refeitos. Isso atrasava as filmagens.

Em pouco tempo, fui removida das minhas funções. A líder me disse: “Os irmãos e as irmãs disseram que você é arrogante, faz as coisas apenas do seu jeito e sempre tem a palavra final. Você passa sermões nas pessoas com condescendência. Age como se fosse a chefe e, eles, seus subordinados. Todos se sentem sufocados por você”. Fiquei surpresa quando ouvi isso. Nunca imaginei que eu parecia tão arrogante e irracional para os outros. Fiquei tão chateada que não ouvi mais nada do que a líder disse. Fiquei muito triste por dias. Não conseguia comer, nem dormir. Uma linha das palavras de Deus veio à mente durante a minha reflexão: “Cada um deveria examinar novamente como acreditou em Deus durante a sua vida…” (“A Palavra manifesta em carne”). Eu ponderei sobre isso, pensando: “Já faz cinco anos que creio em Deus, mas nunca refleti ou busquei conhecer a mim mesma. Eu revelei muita arrogância sem perceber. Tenho que refletir, de verdade, sobre mim mesma”. Fiz esta oração: “Ó, Deus, por favor, me guie e ilumine, para que eu conheça meu caráter corrupto e seja capaz de abandonar a mim mesma. Estou disposta e me arrepender”. Um dia, fui ao local de filmagem levando uma mensagem, e vi a cama chinesa que tinha sido feita como o irmão Zhang sugeriu. Ela custou menos da metade do meu orçamento inicial. O irmão Zhang e os outros também fizeram vários adereços de papelão. Tudo ficou bom, economizou-se tempo e energia e utilizou-se menos material. Fiquei com vergonha de ver aquilo. Vi como eu tinha sido arrogante e o quanto tinha atrasado o trabalho de filmagem. Comecei a me perguntar: “Por que fui tão arrogante, sempre fazendo com que os outros me ouvissem? Qual é a raiz verdadeira disso?”

Em meus devocionais na manhã seguinte, li estas palavras de Deus: “Se você realmente possui a verdade em seu interior, a senda que trilhar será naturalmente a correta. Sem a verdade, é fácil praticar o mal, e você o praticará a despeito de si mesmo. Por exemplo, se você tivesse arrogância e presunção, acharia impossível abster-se de desafiar Deus; você se sentiria compelido a desafiá-Lo. Não faria isso de propósito; você o faria sob o domínio de sua natureza arrogante e vaidosa. Sua arrogância e vaidade fariam com que você desprezasse a Deus e O visse como um ser sem importância; fariam você se exaltar, colocar-se constantemente na vitrine e, finalmente, fariam você se sentar no lugar de Deus e dar testemunho de si mesmo. No fim, você transformaria as próprias ideias, os próprios pensamentos e as próprias noções em verdades a serem adoradas. Veja quanto mal é feito pelas pessoas sob o domínio da natureza arrogante e vaidosa delas!” (“Registros das falas de Cristo”). Senti-me terrível quando li isso. Eu sabia do meu caráter arrogante, mas não sabia nada sobre as consequências da arrogância. Com a revelação das palavras de Deus, e refletindo sobre as minhas palavras e ações, eu enxerguei que a arrogância me leva a fazer o mal e resistir a Deus. Minha natureza arrogante me levou a me superestimar, por isso, eu desmerecia os outros, por eu ter um pouco mais de habilidades. Eu pensava que minha visão das coisas estava sempre certa e ninguém era igual a mim, por isso, tinham que fazer o que eu dizia. Seu eu dissesse “esquerda”, ninguém poderia ir para a “direita”, ou sugerir algo diferente. Eu repreendia qualquer um que não me ouvisse. Eu era teimosa e ditatorial. Eu estava sendo controlada e seguindo a senda de um anticristo. Estas palavras de Deus: “Sua arrogância e vaidade fariam com que você desprezasse a Deus e O visse como um ser sem importância”, me fizeram pensar em como eu me exibia no cumprimento do meu dever. Eu nunca buscava a vontade de Deus ou os princípios da verdade. Quando os outros tinham uma sugestão, eu nunca considerava se ela tinha vindo de Deus, se era a orientação de Deus. Se não fosse minha ideia, eu simplesmente não ouvia. Enxerguei que eu não tinha nenhuma reverência por Deus Eu era muito arrogante, tratava os outros com desprezo e não tinha lugar para Deus em meu coração. Na fé, eu deveria me submeter à verdade e à obra do Espírito Santo. Qualquer que seja a sugestão de um irmão ou uma irmã, esteja ela de acordo ou não com a minha ideia, é possível que ela venha do Espírito Santo. Eu devo aceitar e explorar as sugestões com um coração temente a Deus e submisso. Se elas estiverem de acordo com a verdade e beneficiarem a obra da casa de Deus, devo obedecer e implementá-las. Se eu rejeitar algo da iluminação e orientação do Espírito Santo, isso vai dificultar a obra do Espírito Santo e resistir a Deus. Isso ofende o caráter de Deus. Eu cumpri meu dever com arrogância e fui ditatorial, sufocando os irmãos e as irmãs e descartando boas ideias. Isso atrapalhou o trabalho da igreja Ser dispensada foi o caráter justo de Deus agindo sobre mim. Quando pensei no mal que causei aos irmãos e às irmãs, e nas perdas que causei para o trabalho da igreja, senti-me arrependida e culpada. Eu odiei minha corrupção. Ao mesmo tempo, eu estava cheia de gratidão a Deus pois, se eu não tivesse sido julgada e castigada com severidade, por causa da minha arrogância e teimosia, eu nunca teria me conhecido. Eu continuaria resistindo a Deus.

Mais tarde, li outra passagem das palavras de Deus: “Na maior parte do tempo, os pensamentos, as ações e a mentalidade das pessoas com dons e talentos contrariam a verdade, porém elas mesmas não estão cientes disso. Ainda pensam: ‘Vejam como sou esperto; fiz escolhas tão inteligentes! Tomei decisões tão sábias! Nenhum de vocês está à minha altura’. Elas vivem eternamente num estado de narcisismo e apreciação própria. Para elas, é difícil aquietar seu coração e contemplar o que Deus exige delas, o que é a verdade e quais são os princípios da verdade. Para elas, é difícil entrar na verdade e nas palavras de Deus e, para elas, é difícil encontrar ou compreender os princípios de colocar a verdade em prática e entrar na realidade da verdade” (“Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus me mostraram que se confiarmos em nossos dons e qualidades na vida, nos tornaremos arrogantes e presunçosos, e pensaremos que essas coisas são a verdade, sem buscar os princípios da verdade. Eu pensava que tinha algumas habilidades, por isso, eles não poderiam fazer os projetos e adereços sem mim. Mas, na verdade, muitos deles realizavam seus deveres muito bem, sem qualquer experiência profissional, fazendo adereços muito melhores do que eu. Eu me achava perspicaz, habilidosa e que eu tinha boas ideias, mas acabei bagunçando tudo. As coisas que eu fazia não eram úteis e, com frequência, tinha que ser refeitas, gastando tempo, energia e dinheiro. Eu vi que, confiando nesses dons e qualidades, sem buscar os princípios da verdade, eu não tinha a obra do Espírito Santo, por isso não podia cumprir bem o meu dever. Se o coração de uma pessoa estiver no lugar certo, Deus vai iluminá-la e guiá-la. Deus concede mais sabedoria do que podemos imaginar. Eu percebi que esses dons e habilidades dos quais eu me orgulhava tanto eram inúteis. Tentar tirar vantagem deles era arrogante e irracional. Eu me senti envergonhada ao pensar nisso. Então, fiz esta oração a Deus: “Eu não quero viver mais de acordo com meu caráter arrogante. Quero buscar e praticar a verdade com firmeza, e cumprir bem o meu dever”.

Mais tarde, recebi a tarefa de regar novos crentes e me mantive humilde ao trabalhar com eles. Eu buscava conscientemente a vontade de Deus sempre que algo surgia e ouvia mais as sugestões dos outros. Um dia, um irmão da equipe me disse: “Seu estilo de regar e apoiar os irmãos e as irmãs é um pouco rígido. Não é muito efetivo. Seria melhor se você pudesse focar sua rega nas fraquezas individuais das pessoas”. Mas eu não fiquei muito convencida. Eu sentia que estava usando toda a minha experiência no testemunho, portanto, como poderia estar fazendo algo errado? Eu estava pronta para rebater o que ele tinha dito, quando percebi minha arrogância vindo à tona outra vez. Eu fiz uma prece silenciosa a Deus, e esta passagem de Suas palavras veio à mente: “Quando outras pessoas dão opiniões divergentesque prática você pode adotar para não ser voluntarioso? Primeiro, precisa ter uma atitude de humildade, deixar de lado o que acredita ser certo e permitir que todos compartilhem. Embora acredite que seu caminho esteja correto, você não deveria continuar insistindo nele. Isso, antes de tudo, é uma espécie de avanço; mostra uma atitude de buscar a verdade, de negar-se e de cumprir a vontade de Deus. Uma vez que tenha essa atitude, ao mesmo tempo em que não se atém à sua opinião, você ora. Enquanto não distingue o certo do errado, você permite que Deus lhe revele e diga que coisa é a melhor e mais adequada a fazer. Quando todos se unem em comunhão, o Espírito Santo traz todo o esclarecimento” (A comunhão de Deus). Eu fui muito arrogante e teimosa no passado, sufocando os outros e atrapalhando o trabalho da casa de Deus. Eu sabia que não podia continuar naquele caminho, sufocando as pessoas e resistindo a Deus, mas tinha que ouvir as sugestões das outras pessoas. Eu tinha que aceitar e me submeter primeiro e, então, buscar a vontade de Deus. Essa é a única forma de receber a orientação de Deus. Então, pacientemente, eu ouvi o irmão e percebi que meus métodos ainda poderiam melhorar. A abordagem que ele sugeriu era mais flexível e adaptável. Eu a coloquei em prática e descobri que era mesmo mais efetiva. Depois disso, quando os irmãos e irmãs faziam sugestões, eu não era mais resistente, mas aceitava, explorava as ideias, e discutia as coisas com os outros para encontrar uma melhor senda de prática. Mais tarde, todos disseram que ganharam muito com esse tipo de rega. Senti uma verdadeira paz. Eu sabia que era a orientação de Deus, e só podia oferecer minha gratidão e louvor a Ele. Eu também experimentei as bênçãos de Deus, que vêm de se praticar dos princípios da verdade, em vez de cumprir meu dever com arrogância.

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