Como buscar a verdade (31)

Da última vez, comunicamos a questão de largar as noções e imaginações sobre o Deus encarnado, um tópico incluído no assunto de “Como buscar a verdade”, certo? (Sim.) A esse respeito, comunicamos o tópico de “não colocar o Deus encarnado no mesmo nível da humanidade corrupta” e, dentro desse tópico, comunicamos como o Deus encarnado vê o sofrimento, que envolve alguns pensamentos, pontos de vista e opiniões sobre o sofrimento. Comunicar como se deve ver o sofrimento permite que as pessoas tenham pensamentos e pontos de vista corretos sobre o sofrimento, capacitando-as a compreender corretamente o sofrimento e a abordá-lo corretamente. Ou seja, você deve suportar o sofrimento que você deve suportar; se você suportar um sofrimento que não é o que deveria suportar ou que é inútil, Deus não Se lembrará dele. Se é o sofrimento que você deve suportar, e suportá-lo é algo que você deve fazer, então você deve abordá-lo corretamente, aceitá-lo de Deus e ter uma mentalidade de submissão; você não deve reclamar e não deve recusá-lo nem evitá-lo, mas compreendê-lo corretamente. Compreendê-lo corretamente significa ver corretamente o significado e o valor do sofrimento, bem como o que se deve alcançar e o que se deve ganhar depois de suportá-lo. Em suma, o sofrimento é algo que todos devem experienciar; todas as pessoas que vivem na carne devem sofrer. Quer você esteja buscando uma vida boa, aspirações ou a verdade para alcançar a salvação em sua crença em Deus, o sofrimento é algo que as pessoas devem experienciar e que elas devem abordar corretamente. As pessoas devem ver e compreender corretamente o problema do sofrimento. Se for um sofrimento que se deve suportar, deve-se aceitá-lo e submeter-se, e não se deve reclamar, nem recusá-lo, nem evitá-lo. Ao mesmo tempo, elas devem buscar a verdade e as intenções de Deus em meio ao sofrimento. É claro que é ainda melhor se, no processo de sofrimento, você puder conhecer sua própria corrupção e rebeldia, suas próprias deficiências e inadequações e quais verdades e princípios de conduta pessoal Deus permite que você experiencie, aprecie e ganhe nesse ambiente ou situação de dificuldade. Em suma, o sofrimento é algo que todos devem experienciar e aceitar. É claro que também comunicamos que, se o sofrimento que se suporta é necessário e valioso, é aprovado por Deus e é um sofrimento que as pessoas devem suportar, então esse é um sofrimento que envolve a prática da verdade. Se o sofrimento que se suporta não tem nada a ver com a prática da verdade, se é um sofrimento criado pelo homem ou buscado por vontade humana, esse não é o sofrimento que defendemos. Inventar algumas dificuldades e alguns transtornos e problemas e, em seguida, se esforçar para experienciá-los — tudo isso é desnecessário e supérfluo. Além disso, o sofrimento que as pessoas suportam para satisfazer suas próprias ambições e desejos, para satisfazer seu anseio por status ou seus desejos egoístas também é desnecessário. A natureza de suportar esse tipo de sofrimento é diferente daquela do sofrimento verdadeiro, o sofrimento suportado para ganhar a verdade e obter ganhos genuínos. Comunicamos esse aspecto, não comunicamos? (Comunicamos.) Como vocês veem a questão do sofrimento agora? (Antes, eu tinha muitas opiniões e entendimentos distorcidos em relação ao sofrimento em meu coração, acreditava que, quando se tratava de desempenhar meu dever, não importava como eu sofresse nem que tipo de sofrimento eu suportasse, Deus o aceitaria e aprovaria. Foi somente depois que Deus comunicou que tipo de sofrimento Deus aprova e que tipo de sofrimento é para o bem de praticar a verdade que comecei a discernir minhas próprias opiniões falaciosas sobre as coisas. E foi somente então que comecei a refletir sobre como abordo o sofrimento e sobre qual sofrimento que suporto agora é um sofrimento inventado e supérfluo, qual sofrimento suporto em prol de meus desejos egoístas, fama, ganho e status pessoais ou ambições e desejos, e qual sofrimento eu devo suportar e não deveria recusar. Por exemplo, o sofrimento suportado para entender a verdade e praticar a verdade, para dar testemunho para Deus, para desempenhar bem meu dever e satisfazer a Deus e para a transformação do caráter — esse tipo de sofrimento deve ser suportado, e o que se ganha depois de suportar esse sofrimento é a verdade. Somente depois que Deus comunicou isso, eu soube que devo compreender a questão do sofrimento corretamente e que não deveria resistir ao sofrimento que devo suportar, mas sim aceitá-lo e submeter-me, esforçando-me para avançar pouco a pouco. Espero que um dia eu consiga chegar ao ponto de orar a Deus como Pedro fez, desejando que o castigo e julgamento de Deus não me deixem e sendo capaz de aceitar o sofrimento do julgamento e do castigo, das provações e do refinamento, para que eu possa ter uma entrada na vida verdadeira.) Você deve abordar a questão do sofrimento corretamente e deve ter uma compreensão pura disso. Em suma, quando se trata de sofrimento que você não precisa suportar, não crie dificuldades nem vários tipos de obstáculos para dificultar as coisas para si mesmo. Dificultar as coisas para si mesmo é uma falta de humanidade e é irracional. O mais importante é que, não importa como você dificulte as coisas para si mesmo — seja superando alguns de seus próprios problemas ou criando alguns transtornos para dificultar as coisas para si mesmo — o que você ganhará no fim será, no máximo, a satisfação de suas ambições e desejos pessoais ou sua própria gratificação emocional, mas você não terá realmente ganhado a verdade realidade. Se o sofrimento que você suporta é para salvaguardar a existência de coisas positivas, a existência da retidão e os interesses da casa de Deus e é um sofrimento que você suporta para ser devotado, para cumprir suas responsabilidades e para chegar ao ponto de se submeter e satisfazer a Deus, então suportar tal sofrimento é valioso e significativo; é o sofrimento que se deve suportar. Se o sofrimento que você suporta é para salvaguardar seu próprio orgulho, status e reputação, para satisfazer seus desejos egoístas e suas próprias ambições e para ganhar status e ganhar grande prestígio entre as pessoas, mas, ao suportá-lo, você falha em salvaguardar os interesses da casa de Deus e as coisas positivas e não é suportado a fim de cumprir suas responsabilidades, muito menos para chegar ao ponto de ter devoção e de satisfazer a Deus, então todo esse sofrimento é um sofrimento desnecessário e um sofrimento inútil. Mesmo que o suporte, você o faz em vão. Você deve evitar tal sofrimento o máximo possível. Como você pode evitá-lo? É fácil fazer isso? (Devemos primeiro aceitar as opiniões corretas sobre o sofrimento que vêm de Deus e, em seguida, usá-las para nos avaliar, pouco a pouco, em nossas experiências. Quando percebermos que tal sofrimento não tem valor, não suportaremos mais esse sofrimento inútil.)

Algumas igrejas ficam em regiões onde as condições de vida são difíceis. Os ambientes de alimentação e hospedagem são ruins e até conseguir um copo de água limpa exige um esforço, mas é exigido que você desempenhe seu dever lá — o que deve ser feito nessa situação? Suponha que você pense consigo: “O sofrimento que vem com essas condições externas não é o que devo suportar. Nasci para fazer o trabalho da igreja; sou um líder, e o tratamento que desfruto deve ser melhor do que aquele que as pessoas comuns recebem. As condições de vida aqui são muito difíceis, o que afeta meu humor e me impede de fazer bem meu trabalho. Assim não dá. Esse ambiente difícil não é adequado para eu desempenhar meu dever. Tenho que mudar para um lugar com belas paisagens e um ambiente agradável para desempenhar meu dever. Também tenho que ter uma hospedagem boa, onde a comida seja saborosa e eu possa dormir confortavelmente, onde haja ar-condicionado em ambientes fechados e belas paisagens e lugares para passear ao ar livre. Esse é o tipo de lugar adequado para eu desempenhar meu dever”. E, consequentemente, você escolhe deixar o lugar difícil e encontrar um lugar com um ambiente agradável para desempenhar seu dever. Como é praticar assim? (Não é bom.) Algumas pessoas dizem: “Tu não disseste que não devemos criar transtornos para nós mesmos? Vir para este ambiente empobrecido e difícil, onde a comida e a hospedagem são ruins — isso não é criar transtornos para mim mesmo e trazer sofrimento para mim mesmo? Já que isso é pedir sofrimento e transtorno e criar obstáculos para o trabalho, eu deveria encontrar um lugar que seja livre de transtornos”. É aceitável agir assim? (Não, não é.) Digam-Me, há alguém que compreenda as coisas dessa forma? (Sim.) É correto compreender as coisas dessa forma? (Não, esse tipo de compreensão é um pouco distorcido.) Então, quando vocês se deparam com um ambiente de dificuldade como esse, onde o ambiente de alimentação e hospedagem é ruim, a comida e a bebida não são higiênicas, há sempre moscas, mosquitos e todos os tipos de insetos voando por aí, vocês dormem em uma cama de madeira dura, a colcha é úmida e suja, vocês não conseguem ter uma boa noite de sono, não há lugar tranquilo para realizar reuniões, o ambiente é inseguro e, além disso, o regime de Satanás realiza perseguição e caçadas naquele lugar — vocês não diriam que estão fadados a suportar muito sofrimento em tal ambiente? (Sim.) Mas há uma igreja neste lugar, e há trabalho a ser feito, o que você deveria fazer? Você suportaria esse sofrimento ou não? (Deveríamos suportá-lo.) Em termos de doutrina, as pessoas conseguem aceitar isso e saber que devem suportar esse sofrimento, mas por que elas devem suportá-lo? (Porque o trabalho da igreja exige isso; assim como o nosso dever, esse sofrimento deve ser suportado.) Esse é o trabalho que você deve fazer, e é a responsabilidade que deve cumprir. Quando esse é o caso, isso envolve a pergunta se você é devotado no desempenho de seu dever. Você não pode considerar se o ambiente é confortável, tampouco pode agir com base em se sua carne está confortável ou com dor; você não pode se guiar por esses sentimentos. Você deve tentar de todas as formas possíveis superar as várias dificuldades a fim de cumprir suas responsabilidades e seu dever. Algumas pessoas dizem: “Eu mesmo não irei. Encontrarei alguém adequado para ir e fazer esse trabalho e suportar esse sofrimento. Pouparei minha energia para fazer algum outro trabalho importante e assim não terei que suportar esse sofrimento inútil”. Compreender isso dessa forma é correto? (Não, não é. Se é certo que é para lá que eu devo ir, e que há trabalho que eu devo fazer, mas arranjo para que outra pessoa o faça por medo do sofrimento, isso é ser escorregadio e negligente.) Se é certo que esse é o lugar ao qual você deve ir e que há trabalho que você deve fazer, um dever que você deve cumprir e problemas que você deve resolver ali, mas você não vai e, em vez disso, inventa todos os tipos de desculpas e motivos para que outra pessoa vá, isso não é ser devotado, é evitar e recusar adversidade. O motivo mais fundamental pelo qual você faria com que outra pessoa fosse não é que seria inconveniente para você ir, nem é que ir seja opcional para você, mas que o ambiente é ruim e as condições de vida são precárias ali e que você tem medo de suportar o sofrimento — é por isso que você não está disposto a ir. Se você tem essa mentalidade e esse tipo de intenção, isso é ser desprovido de devoção e é evitar o sofrimento e recusar-se a suportar o sofrimento. Você deve aceitar o sofrimento que deve suportar — não importa quantas dificuldades existam, você não pode se esquivar dele; não importa quanto perigo exista, você deve enfrentá-lo; e mesmo que haja algum tipo de desastre acontecendo ali, você deve ir, não pode evitá-lo e deve enfrentar as dificuldades de frente. Isso se chama ser devotado. Suponha que, embora saiba que ir para lá fará sua carne sofrer e que haverá perigo, você não recuse isso nem se esquive disso e consiga até enfrentar o perigo e superar as dificuldades para estar na vanguarda, em prol do trabalho da igreja e de desempenhar bem o seu dever. Isso se chama ser devotado, isso se chama cumprir suas responsabilidades e ter consideração pelas intenções de Deus. Ser capaz de permanecer firme no testemunho em um ambiente de dificuldade é o que as pessoas devem alcançar e é a prática que as pessoas devem ter, não é? (É, sim.) Ao se deparar com esse tipo de situação, você deve compreendê-la dessa forma e praticar dessa forma.

Se você for a algum lugar para desempenhar seu dever e as condições de vida lá forem boas, o ambiente for agradável, a comida for muito boa — você pode comer carne em quase todas as refeições — e suas acomodações também forem bastante confortáveis, com calefação no inverno e ar-condicionado no verão, e todas as condições forem muito boas, como você deve abordar esse tipo de ambiente de trabalho quando se deparar com ele? Algumas pessoas dizem: “Trabalhar em um ambiente como esse é muito agradável. Se eu fizer meu trabalho neste lugar, estarei me entregando ao conforto? Estarei não sendo devotado ao meu dever? Isso não é errado?”. Se você se deparar com um ambiente com boas condições de vida como esse, como você o compreende? (Primeiro, preciso determinar se isso é necessário para o trabalho da igreja. Se o trabalho exigir que eu desempenhe meu dever neste lugar, devo abordar esse ambiente corretamente, não me entregar ao conforto e não me concentrar em comer bem nem em me vestir bem, mas sim me concentrar em desempenhar bem meu dever; só isso é ser uma pessoa com consciência e razão. Mas se o trabalho não exigir que eu desempenhe meu dever ali e eu escolher deliberadamente um lugar com boas condições de vida em prol de maior prazer carnal, isso é entregar-se ao conforto.) Mesmo que você esteja em um ambiente com boas condições de vida, você não deve deixar que isso o impeça de desempenhar bem o seu dever. Você não deve se entregar a tal ambiente de vida; apenas faça o que deve fazer e desempenhe seu dever da maneira que ele deve ser desempenhado. Se a família anfitriã cuidar de você de forma especial porque você é um líder ou um obreiro, dando-lhe boa comida e coisas boas para usar e dando-lhe um cuidado e um tratamento especiais, e você pensar: “Devo aceitar isso de Deus. Isso é Deus sendo gracioso comigo, e é o que eu devo desfrutar, então simplesmente desfrutarei disso. Não posso recusar”, é errado você pensar dessa forma. Na verdade, a maneira como a família anfitriã o trata e cuida de você é muito melhor do que como ela age quando hospeda irmãos comuns; isso já excedeu em muito os padrões e princípios de hospedagem. Então, como você deve abordar essa situação? (Devo aprender a recusar.) Como deve recusar? (Primeiro, devo comunicar claramente os princípios de hospedagem à família anfitriã, dizendo-lhe que não deve dar cuidado especial aos líderes e obreiros só porque eles têm status, pois os líderes e obreiros podem se entregar ao conforto facilmente. Além disso, eu mesmo devo aprender a recusar isso, não desfrutando desse tratamento especial. Devo mostrar minha recusa por meio de minha conduta real e por meio de minhas ações.) Você precisa aceitar isso de Deus, então? (Não.) Você mesmo deve saber como discernir as situações e saber como lidar com elas adequadamente. Algumas pessoas dizem: “É assim que a família anfitriã vive. Se eu recusar, isso não é recusar a graça de Deus? Isso não é convidar problemas? Líderes e obreiros devem desfrutar de boas condições de hospedagem ao fazer seu trabalho”. Essa compreensão está correta? (Não, não está.) Essa compreensão certamente está errada. Se você chegar a um lugar onde as condições de vida naquela área são muito boas e o que a família anfitriã providenciar para você também fizer parte das despesas e necessidades normais da vida diária dela e isso for apenas a norma na vida dela, você deve respeitar os hábitos de vida dela. É exatamente assim que são as condições de vida locais. Se você recusar, parecerá um pouco afetado; você deve aceitar isso de Deus e abordar isso corretamente, deve agradecer a Deus por ser gracioso com você e não deve tentar criar sofrimento para si mesmo. Mas se o tratamento que a família anfitriã fornece a você exceder os padrões de vida diária dela, o que significa que ela cuida de você de algumas maneiras especiais, então isso não está em concordância com os princípios. Você deve recusar e deve comunicar os princípios a ela; você não deve incomodá-la. Não é assim que você deve praticar? (É, sim.) Se você inventar desculpas, dizendo: “Esse é simplesmente o padrão de vida normal dela; ela come fartamente todos os dias e sempre tem todos os tipos de frutas frescas disponíveis, então eu também deveria desfrutar dessas coisas”, é certo você inventar tais desculpas? (Não, não é.) Isso é entregar-se ao conforto. Quando algumas pessoas chegam a um lugar com boas condições de vida, elas não querem ir embora e ficam em tal lugar por um tempo particularmente longo. Elas têm medo de suportar sofrimento se forem para outro lugar, então inventam todos os tipos de desculpas para não ir. Mesmo que haja trabalho em outro lugar, com problemas que precisam resolver, elas apenas vão para terminar as tarefas em alguns dias e depois voltam correndo para esse lugar bom. Isso não é ter medo de suportar sofrimento? (É, sim.) Isso é ter medo de suportar sofrimento e é entregar-se ao conforto. Elas mimam sua carne até ficarem rechonchudas e com boa aparência e ainda inventam motivos e desculpas, dizendo: “Se eu não comer bem ou não ficar em um lugar agradável e adoecer, isso não me afetará no desempenho do meu dever como líder? Para fazer bem o trabalho, devo mimar minha carne, manter minha carne saudável e estar cheio de energia; só então serei eficiente no desempenho do meu dever”. Isso não são desculpas? (São, sim.) Isso é inventar desculpas para entregar-se ao conforto. Em suma, independentemente de ser um ambiente de dificuldade ou um ambiente de conforto, você deve ser capaz de evitar ser influenciado ou constrangido por ele. Se não houver dificuldade, não a crie para si mesmo; se houver dificuldade, não a recuse. Se o ambiente que encontrar exigir sofrimento, você deve suportá-lo; não importa quão grande seja a dificuldade, você deve superá-la. O propósito de superá-la é desempenhar melhor o seu dever, não dificultar deliberadamente as coisas para a sua própria carne. Não importa quão grandes sejam as dificuldades, você não deve recusá-las nem evitá-las; em vez disso, deve pensar em todos os tipos de maneiras de fazer bem o trabalho, desempenhar bem o dever que você deve fazer, dizer o que deve ser dito e lidar com os problemas e resolvê-los, e então você pode ir embora. Isso seria apropriado. Quando você vai a algum lugar com boas condições de vida, você também deve ser capaz de desempenhar seu dever e seu trabalho normalmente, sem se apegar ao conforto e prazer carnais, mas sim concentrando o coração em fazer bem o trabalho. É claro que, em tal ambiente, você não precisa criar dificuldades adicionais para dificultar as coisas para si mesmo ou para oferecer lealdade ou expressar sua determinação a Deus. Em vez disso, você não deve ser influenciado por esse ambiente, não deve se entregar ao conforto carnal nem se tornar degenerado. Você não deve deixar que as boas condições de vida e o ambiente confortável afetem o progresso do trabalho nem sua determinação de sofrer e sua devoção ao seu dever. Em um ambiente de conforto, você ainda deve cumprir suas responsabilidades e desempenhar bem seu dever. Se houver trabalho em outro lugar e você tiver o dever de ir, você deve ir. Você não pode ficar tão absorto em seu prazer a ponto de esquecer seus deveres e não querer ir a nenhum outro lugar só porque sua carne está confortável e à vontade e sua vida é agradável aqui. Isso é errado. Isso é recusar-se a suportar o sofrimento, é entregar-se ao conforto e não é ser devotado ao seu dever. Não é assim? (É, sim.)

Independentemente de haver dificuldade no ambiente em que você desempenha seu dever, em seu ambiente de trabalho ou em seu ambiente de vida, em suma, você deve compreender corretamente a questão do sofrimento e abordá-la racionalmente, com uma atitude correta. Se o sofrimento que você suporta é em prol de desempenhar bem seu dever, de ser capaz de praticar de acordo com as verdades princípios, de oferecer sua devoção e de ser capaz de se submeter às orquestrações e aos arranjos de Deus, você deve aceitá-lo. Não importa quão grandes sejam as dificuldades, você deve superá-las e suportá-las; não deve recusá-las nem evitá-las. No entanto, se não houver adversidade ou dificuldade, se você comer bem e viver confortavelmente e, por um longo tempo, não se deparar com nenhuma condição adversa — se tudo estiver bom em todos os aspectos —você não deveria se sentir desconfortável por dentro. Em tal ambiente de conforto, você deve aquietar ainda mais seu coração diante de Deus, fazer seus devocionais espirituais adequadamente, equipar-se com a verdade e enriquecer seu entendimento. Deve refletir sobre quais foram suas inadequações durante esse período ou sobre quais caracteres corruptos você revelou e precisa conhecer e resolver buscando a verdade. Em seguida, veja quais problemas você ainda tem, quais problemas não sabe resolver, quais aspectos da verdade ainda lhe faltam e em quais aspectos você precisa entrar e precisa melhorar. Essa é a maneira de praticar para abordar corretamente a questão do sofrimento e os ambientes que Deus estabelece para você. Se essa for sua maneira de praticar, basicamente, você nunca será influenciado pelo ambiente externo. Não importa quão grande seja a dificuldade no ambiente externo, desde que a pessoa possa ter uma meta e uma direção de busca corretas no coração, consiga permanecer quieta diante de Deus, pensar em quais são as verdades princípios e em como praticar quando se deparar com as situações e então fazer julgamentos corretos e praticar corretamente, ao abordar a questão do sofrimento dessa maneira, ela, no fim, ganhará algumas das coisas positivas que deve ganhar. Por exemplo, às vezes você pode se deparar com grandes problemas que precisam ser resolvidos com urgência enquanto desempenha seu dever, que exigem que você acorde cedo e durma tarde ou pule refeições, ou que exigem que você percorra longas distâncias e cruze montanhas e cordilheiras. Em particular, alguns lugares remotos não podem ser acessados por veículos e não têm nem mesmo uma trilha para bicicletas, de modo que você só pode chegar lá a pé. Então, como você deve agir quando se depara com um ambiente de dificuldade como esse? Esses são alguns tipos particulares de dificuldade. Quando se depara com esses ambientes, você não pode recusá-los nem evitá-los. Esse é o sofrimento que você deve suportar; para desempenhar bem seu dever, você deve suportar tal sofrimento. No entanto, algumas circunstâncias especiais precisam ser tratadas de forma diferente. Por exemplo, em algumas regiões onde há igrejas, as condições são bastante adversas, onde o Partido Comunista Chinês realiza prisões freneticamente. Alguns líderes e obreiros foram presos, e alguns irmãos estão sob vigilância rigorosa do PC Chinês. O trabalho da igreja foi severamente afetado e precisa ser tratado. Se for para lá, você correrá o risco de ser preso, e sua vida poderá até correr perigo. Em tais situações, você deve agir com certa sabedoria. Você pode se comunicar por carta ou fazer com que os supervisores locais se reúnam em outra área para se comunicar e ajudá-los a lidar com o trabalho de acompanhamento para que o trabalho da igreja possa entrar nos trilhos o mais rápido possível. Em suma, em tais ambientes perigosos, você deve ser particularmente cauteloso e não pode correr riscos. Em algumas situações, você pode tentar correr um risco, em outras situações, porém, não é apropriado fazer isso. De qualquer forma, uma vez que você compreenda a questão do sofrimento corretamente, você deve refletir sobre si mesmo à luz desses pensamentos e pontos de vista corretos. Veja o sofrimento que você enfrenta em sua vida e ao desempenhar seu dever. Veja que tipo de sofrimento é o sofrimento que você deve suportar e que tipo de sofrimento é o sofrimento que está de acordo com as verdades princípios — esse é o tipo de sofrimento que você deve suportar; você deve aceitá-lo de Deus. Veja que tipo de sofrimento é desnecessário e é apenas um transtorno que você inventou para si mesmo — não importa o quanto desse tipo de sofrimento você suporte, Deus não Se lembrará dele. Se outra pessoa criar um transtorno que afete o trabalho da igreja e você ter que resolver essa confusão e cumprir suas responsabilidades, então você não poderá reclamar; terá que lidar com tudo o que deve resolver. Por exemplo, algumas pessoas danificam equipamentos, dispositivos e outros itens da igreja, ou cometem malfeitos de forma imprudente que causam uma situação adversa, ou pessoas confusas ou pessoas de baixo calibre estragam algo — isso precisa ser resolvido por você. Nesses momentos, você não pode dizer: “Eles que arquem com as consequências. Isso não tem nada a ver comigo. Esse não é um sofrimento que eu deva suportar; eu me recuso a aceitar esse dever!”. É certo falar dessa forma? (Não, isso não é ser devotado e não é ter senso de responsabilidade.) Mais uma vez, isso envolve a devoção da pessoa. Se é algo que cabe a você fazer, você tem que cuidar e tratar disso. Mesmo que tratar disso signifique remediar algum fiasco, ainda assim deve ir. Não deve discutir e não deve reclamar, dizendo: “Essas pessoas confusas, essas pessoas tolas de baixo calibre criaram essa confusão, por que, então, deveria eu ser aquele a resolvê-la? Eu não estaria suportando um sofrimento desnecessário? Essa situação foi causada por pessoas; não veio de Deus”. É errado você falar dessa forma. Pode ser que resolver a confusão e juntar os cacos não seja seu dever e não esteja dentro do escopo do seu próprio trabalho, mas esse assunto envolve os interesses da casa de Deus, então como você deve abordá-lo? Se você não resolver essa confusão, o trabalho da igreja será atrasado e os interesses da casa de Deus sofrerão uma perda. Mas, a fim de resolver essa confusão, você tem que falar muitas palavras para comunicar a verdade e resolver os problemas. Nessa situação, você consegue perseverar em resolver todos os problemas e fazer o trabalho completamente bem? Outras pessoas falharam em resolver os problemas e não fizeram bem o trabalho, então você tem que se esforçar mais para resolver os problemas e fazer o trabalho completamente bem; só isso torna você apto para o uso de Deus. Quando for exigido que sofra, você deve suportar isso; não importa quantos problemas existam, você deve resolvê-los. Quando essas dificuldades surgem no trabalho, ainda assim você faz o trabalho ou não? (Ainda assim temos que fazê-lo.) Não importa se seu ambiente de vida é bom ou ruim e não importa qual seja seu humor, você deve fazer bem o trabalho que Deus lhe confiou e deve desempenhar bem esse dever. Se você não quiser aceitar esse dever, você poderá se afastar dele; a casa de Deus não o forçará. Mas já que você o aceitou, você deve desempenhar bem esse dever. Especialmente quando envolve o trabalho de espalhar o evangelho, todo o povo escolhido de Deus tem uma responsabilidade. Mesmo que você enfrente dificuldades ou tenha que suportar grande sofrimento, você deve perseverar em fazê-lo. Por que digo isso? (Porque isso envolve nosso dever, e as pessoas devem salvaguardar os interesses da casa de Deus.) Assuntos que envolvem o dever de uma pessoa não são coisas simples. Por um lado, eles envolvem a entrada na vida das pessoas e, ao mesmo tempo, envolvem a execução da vontade de Deus. Portanto, ao abordar esses problemas, as pessoas devem buscar a verdade para resolvê-los e devem cumprir seu dever de salvaguardar os interesses da casa de Deus — essa é uma responsabilidade irrenunciável! Ter uma responsabilidade irrenunciável significa ser devotado e cumprir suas responsabilidades. Não importa quais problemas ou dificuldades você encontre, não reclame e, quando estiver com raiva, não desconte no trabalho da igreja. Faça o trabalho exatamente como deve ser feito; organize reuniões e comunique os princípios às pessoas e então resolva essa confusão, para que o trabalho da igreja entre nos trilhos e o trabalho que atrasou volte ao normal. Por exemplo, no passado, algumas pessoas confusas e pessoas malignas tiveram poder e serviram como líderes. Elas diminuíram a eficiência do trabalho da igreja ou o paralisaram, fazendo com que o trabalho da casa de Deus sofresse perdas. Agora você deve se apressar para remediar isso, fazendo ajustes adequados no pessoal, nos planos e métodos de trabalho e elaborando todos os tipos de maneiras para acelerar as coisas. Antes, você pode ter trabalhado oito horas por dia; agora, você trabalha duas horas a mais todos os dias para recuperar o ritmo do trabalho e compensar as perdas anteriores no trabalho. Isso se chama ser devotado. Esse sofrimento deve ser suportado. Suportar esse sofrimento é significativo e valioso; é uma boa ação, e Deus Se lembrará disso. Ao fazer isso, você está praticando a verdade. A que se refere praticar a verdade aqui? Significa oferecer sua devoção, salvaguardar os interesses da casa de Deus e compensar as perdas sofridas no trabalho. Isso é praticar a verdade, e isso se chama fazer uma boa ação. Pode ser que, durante o tempo em que estiver fazendo esse trabalho, você esteja muito ocupado; você só pode descansar depois da meia-noite e se levanta antes do amanhecer. Você come às pressas e depois volta correndo para se ocupar com o trabalho. Isso ocorre porque o trabalho está bem ali na sua frente — tantos ajustes de pessoal precisam ser feitos e tantos assuntos precisam ser tratados. Ir para a cama cedo não funcionará, pois alguns trabalhos ainda não foram concluídos. Levantar-se tarde também não funcionará, pois todos estão esperando que você arranje o trabalho; você deve planejar o trabalho a ser feito hoje antes que todos se levantem e então arranjá-lo e atribuí-lo. Você sofre um bocado durante esse mês. Sua carne está um pouco exausta e um pouco fatigada, você tem menos tempo para descansar do que antes e perdeu bastante peso, mas depois de perseverar por um mês, o progresso do trabalho da igreja volta ao normal em todos os aspectos, e tudo finalmente se resolve. O que significa que tudo se resolve? Significa que todas as pessoas designadas para cada posto são adequadas; ninguém está causando interrupções e perturbações ou problemas, ninguém está gritando chavões ou proferindo ideias altissonantes, e ninguém está sempre sendo negativo. Todos são capazes de desempenhar seu dever normalmente, e as pessoas em todos os postos são competentes em seu trabalho. Não há pessoas ociosas nem aproveitadoras. Todos os itens de trabalho estão operando normalmente de acordo com as exigências dos arranjos de trabalho, estão produzindo resultados e entraram nos trilhos. Só então você é alguém que vive diante de Deus. Se você é capaz de buscar a verdade para resolver quaisquer dificuldades que encontre e faz bem o que está dentro do escopo do seu próprio trabalho, todo esse sofrimento que você suporta vale a pena? (Sim.) Vale demais a pena! Algumas pessoas suportam algum sofrimento a fim de cumprir seus deveres e, quando chegam aos quarenta ou cinquenta anos, desenvolvem algumas pequenas enfermidades. Alguns têm zumbido craniano ou zumbido no ouvido, enquanto outros têm espondilose cervical ou dor na lombar e nas pernas. Embora tenham suportado algum sofrimento, eles cumpriram suas responsabilidades e salvaguardaram o trabalho da igreja. Em troca dessas doenças e dores, eles ganharam devoção a Deus e a aceitação, a aprovação e a lembrança de Deus. Vocês diriam que isso vale a pena? (Sim.) Cada experiência de sofrimento, cada experiência de salvaguardar o trabalho da casa de Deus e cada experiência de oferecer sua devoção é uma lembrança maravilhosa para você; todas elas são as lembranças mais maravilhosas formadas enquanto se desempenha o dever de um ser criado. Às vezes, quando você sente essas dores e incômodos no corpo e, em seguida, pondera sobre o sofrimento que suportou ao longo desses anos ao desempenhar seu dever, bem como os resultados em termos de vida e do trabalho que você ganhou, você sentirá que valeu a pena, não terá arrependimentos e terá uma sensação de conforto no coração. Digam-Me, suportar esse sofrimento vale a pena? (Sim.) Vale demais a pena! Como surge essa sensação de conforto no coração? (Sofrendo e pagando um preço para salvaguardar o trabalho da casa de Deus.) Você ganha uma sensação de conforto com o sofrimento porque todas essas coisas que você faz e todo esse trabalho que você realiza são coisas positivas, todos salvaguardam a existência da causa da retidão, todos salvaguardam os interesses de Deus e os interesses da casa de Deus, e todos eles são praticar a verdade e seguir o caminho de Deus. Sua consciência não o acusa, então você ganha uma sensação de conforto no coração. Todo esse sofrimento que você suporta serve para salvaguardar a existência de coisas positivas. Quais coisas positivas? (Por exemplo, o progresso normal do trabalho da igreja, do trabalho evangelístico, os interesses da casa de Deus e assim por diante — todas essas são coisas positivas.) Isso está correto. Você salvaguarda a existência de coisas positivas, garantindo que cada item do trabalho da igreja progrida normal e eficientemente, que todos estejam desempenhando um dever adequado a eles e que todos possam se submeter aos arranjos da casa de Deus. Ninguém está causando interrupções e perturbações nem negligenciando as tarefas adequadas e sendo um aproveitador. Todo o pessoal e todos os arranjos de trabalho são adequados e apropriados. Se alguém causar interrupções e perturbações, você pode prontamente descobri-lo e detê-lo e pode comunicar a verdade para resolver esse problema. Se a pessoa que causa interrupções e perturbações puder aceitar a verdade e, depois de você ter se comunicado repetidamente com ela, tê-la ajudado e lhe dado uma oportunidade de se arrepender, ela finalmente mudar, esse é o resultado do seu trabalho e é uma coisa positiva. Se ela não aceitar a verdade e, após várias rodadas de comunhão, ajuda e poda, ainda permanecer incorrigível, continuar a causar interrupções e perturbações e estiver sempre dando vazão à negatividade, ela deve ser prontamente removida e tratada. Tudo isso não é salvaguardar a existência de coisas positivas? (É, sim.) Além disso, se você puder descobrir em quais partes do trabalho apareceram erros ou brechas, fazendo com que o trabalho sofra perdas, e então prontamente impedi-los, tratá-los e resolvê-los, isso não é salvaguardar o trabalho da igreja? Isso não é salvaguardar coisas positivas? (É, sim.) Tudo isso constitui salvaguardar a existência de coisas positivas. Se todo o sofrimento que você suporta for em prol de salvaguardar a existência dessas coisas positivas específicas, então, quando finalmente se lembrar dessas coisas que fez, você não sentirá alguma sensação de conforto no coração? Certamente se sentirá cheio de conforto por dentro. No entanto, suponha que você se lembre das coisas pouco a pouco e descubra que, por trás de cada momento de seu sofrimento, estava o desejo de satisfazer seu prazer carnal ou que você sofreu para proteger seu próprio orgulho, para preservar seu próprio status e consolidar seu próprio poder, ou para lutar por algum tipo de benefício pessoal — benefícios materiais, financeiros ou psicológicos — e você não fez uma única coisa positiva. E embora você tenha suportado muito sofrimento, cada palavra que você falou, cada ação que você realizou e cada item de trabalho que você fez, seja em público ou em particular, foi inteiramente para si mesmo, para seu próprio orgulho e status e para sua própria reputação, e tudo o que você salvaguardou foram coisas negativas. Nesse caso, quando você se comparar com as palavras de Deus e com a verdade, como se sentirá por dentro? Você se sentirá bem? (Não.) Agora considere os resultados do seu trabalho: você não tratou prontamente, muito menos resolveu, os problemas que surgem em qualquer parte do trabalho. Não importa quem cause interrupções e perturbações, desde que isso não envolva seu status e seus interesses, então, independentemente do quanto os interesses da casa de Deus sejam prejudicados, você não os detém nem os restringe, mas deixa as coisas passarem, faz vista grossa, permanece indiferente e não lhes dá atenção. Depois, quando o alto investiga e exige que as partes responsáveis sejam tratadas e obrigadas a compensar as perdas, você meramente implementa e executa isso, agindo sem se envolver e deixando por isso mesmo. Você nunca resolveu proativamente os problemas que surgem em seu próprio trabalho; é inteiramente passivo. Qual é o trabalho que está disposto a fazer e que toma a iniciativa de fazer? Todas elas são coisas que você faz para salvaguardar sua própria fama, ganho e status e para salvaguardar seus próprios interesses; tudo o que você salvaguarda são coisas negativas. Você faz essas coisas com entusiasmo incansável, mas nunca tomou a iniciativa de fazer coisas como salvaguardar os interesses da casa de Deus ou coisas positivas. Quando, um dia, você se lembrar disso e examinar suas próprias ações e feitos, não se sentirá culpado por dentro? Quando você se comparar com as palavras de Deus, você ficará cheio de culpa por dentro! Se você se sente culpado, pode ter paz no coração? Pode ter conforto? Você não terá paz nem conforto. Você não sentirá nenhuma sensação de conforto por ter suportado esse sofrimento — então não terá sido sem sentido suportá-lo? (Sim.) Você suportou tanto sofrimento, mas não sabe se o que você fez é realmente uma boa ação, se você ofereceu sua devoção, se o que você fez é aceito por Deus ou se você é verdadeiramente alguém que alcança a salvação aos olhos de Deus. Você não tem ideia de nada disso e está especialmente aterrorizado por dentro — você ainda poderia sentir uma sensação de conforto? (Não, não poderia.) Ter uma sensação de conforto no coração depois de ter crido em Deus até o fim é algo que você só pode ganhar trilhando a senda certa, sendo uma pessoa de quem Deus gosta e preparando muitas boas ações no curso do desempenho de seu dever; não é algo que você ganha suportando certa quantidade de sofrimento. Se a natureza do seu sofrimento for tal que dessirva para salvaguardar os interesses da casa de Deus e as coisas positivas, então, no fim, você ganhará uma sensação de conforto com isso. Se, porém, a natureza de seu sofrimento for tal que sirva para salvaguardar seus interesses pessoais e coisas negativas, então, no fim, você não apenas deixará de ganhar uma sensação de conforto com isso, como também sentirá uma sensação de autocensura e inquietação no coração. Aqueles que sentem uma sensação de inquietação no coração sempre ponderam: “O que eu ganhei por crer em Deus? Veja quantas ofertas os anticristos roubaram e quantas boas peças de roupa, bons eletrodomésticos e outros bons itens eles pegaram para si mesmos. Veja o que eles conseguem desfrutar e veja o que eu desfruto! O que eu ganhei por suportar tanto sofrimento?”. Veja bem, eles são capazes de dizer tais coisas. O fato de eles conseguirem perguntar: “O que eu ganhei por crer em Deus?” prova que eles não têm uma sensação de conforto no coração; eles não se sentem preenchidos por dentro, mas estão vazios. Aqueles que não têm uma sensação de conforto se sentem inquietos por dentro. Quanto àqueles que têm uma sensação de conforto, por que eles têm essa sensação? Não é apenas porque eles suportaram o sofrimento, mas principalmente porque eles passaram a entender algumas verdades e tiveram ganhos positivos no processo de sofrimento. Por outro lado, aqueles que não colhem nada no processo de sofrimento acham que não ganharam nada no fim, que sofreram injustamente e que não valeu a pena, e acham que saíram perdendo. Nessa situação, acham que Deus não é justo e que Ele é injusto com eles, que outras pessoas foram promovidas a líderes e obreiros pela casa de Deus e têm status mais elevado do que eles, enquanto, agora, eles mesmos são inferiores e não conseguiram desfrutar de nada. Depois de sofrerem e se despenderem por tantos anos, eles acabam sem nada, então sentem rebeldia no íntimo. Se eles podem sentir rebeldia e sentir-se injustiçados, então, digam-Me, eles ganharam a verdade? (Não, não ganharam.) Eles certamente não ganharam a verdade. Se o que as pessoas ganham é a verdade, então, quando se tratar de como elas lidam com todos os tipos de coisas materiais, com o status e a reputação, com o sofrimento, com seus deveres e outras coisas do gênero, elas terão a compreensão correta e pensamentos e opiniões corretos. Sua visão da vida e a senda de vida que escolhem mudarão; isto é, a vida dentro delas mudará, e as várias perspectivas por trás de sua busca mudarão também. Quando as pessoas experienciam essas mudanças e ganham essas coisas, elas se sentem realizadas. Elas percebem: “Nestes anos seguindo a Deus, entendi muitas verdades e ganhei muito. Meus ganhos são abundantes, e meu cálice transborda”. Embora sua carne esteja um pouco cansada, elas se sentem particularmente em paz, confortáveis, felizes e confortadas no coração. Em contraste, aqueles que sofrem para buscar status e reputação, no fim, não só não conseguem obter amplos benefícios — eles também são revelados e eliminados. Vendo que não têm esperança de ganhar bênçãos, eles acham que saíram perdendo, tornam-se ainda mais avessos à verdade no coração e perdem sua fé em Deus — alguns até perdem o interesse emcrer em Deus. É exatamente como algumas pessoas religiosas que creram no Senhor por toda a vida; no fim, quando acham que não ganharam nada, o que é que elas dizem? Elas dizem: “O Senhor Jesus é como um muro que bloqueia meu caminho, que me impede de seguir em frente e faz com que eu não consiga ver nenhuma luz”. Isso é o que os crentes que creem por toda a vida ganham no fim. O fato de dizerem uma coisa tão escandalosamente rebelde — você não acha que é terrível ouvir algo assim? (Sim.)

As pessoas que creem em Deus, mas não aceitam a verdade, sempre tramam em prol de seus próprios interesses carnais, e todas elas estão dispostas a sofrer em prol de sua própria fama, ganho e status; desde que possam desfrutar dos benefícios do status, elas ficam satisfeitas no coração. Cada ação e feito delas serve para seu próprio prazer carnal; elas nunca aceitam a verdade, não salvaguardam o trabalho da igreja nem os interesses da casa de Deus. O trabalho que fazem não é para salvaguardar a existência da causa da retidão, mas sim para salvaguardar sua própria fama, ganho, status e seus próprios interesses. O que elas podem ganhar sofrendo apenas por seus próprios interesses? Elas não ganham nada; é simplesmente esforço desperdiçado e completamente fútil. Algumas pessoas passam seus dias em muita amargura, como ascetas, não comem bem nem desfrutam de coisas boas, concentrando-se apenas em correr mais de um lado para o outro e em se despender mais. Elas estabelecem muitas regras e regulamentos para si mesmas, fazendo com que sofram consideravelmente. Algumas até trabalham até ficarem doentes. No entanto, no fim, elas não ganham a verdade nem preparam muitas boas ações. Isso é trágico. O que torna isso trágico? Onde está a raiz do problema? Elas só sofrem em prol de sua própria fama, ganho e status, e só buscam seus próprios interesses pessoais. Elas colocam o “ganho” acima de tudo e priorizam seus próprios interesses acima de qualquer coisa. Elas nunca amam a verdade no coração. Portanto, elas só se ocupam com seus próprios interesses carnais e sofrem por eles, nunca sofrem nem um pouco para salvaguardar a existência de coisas positivas. Onde elas estão quando pessoas malignas causam interrupções e perturbações no trabalho da igreja? Onde estão quando o grande dragão vermelho prende o povo escolhido de Deus ou quando um Judas entrega a igreja? Elas veem essas coisas, mas fingem que não as veem. Elas sabem delas, mas fingem não saber. Somente depois que o assunto foi tratado é que elas aparecem, dizendo: “Eu não sabia disso. Se eu soubesse, eu teria lidado com isso. Não cumpri minha responsabilidade; preciso me arrepender a Deus e pedir desculpas aos irmãos”. Uma vez que o assunto foi tratado, elas se apresentam como um palhaço. No entanto, no momento em que surge um problema, elas correm para um buraco como um rato e desaparecem sem deixar vestígios. Quando realmente se faz necessário que deem um passo à frente para salvaguardar a retidão, os interesses da casa de Deus e as coisas positivas, elas nunca se apresentam. Elas não ofendem ninguém — apenas escolhem ser bajuladoras, se fingem de surdas e mudas e fazem de conta que não veem nem ouvem nada. Quando pessoas malignas causam interrupções e perturbações no trabalho da igreja, elas sabem muito bem quem está causando as perturbações, mas simplesmente não as expõem, recusando-se a dizer quem, exatamente, fez isso. Alguém as aconselha, dizendo: “Não seja um bajulador. Se você expuser as pessoas malignas e limpar a igreja delas, então, mesmo que ofenda as pessoas e receba olhares frios, no fim, você terá salvaguardado os interesses da casa de Deus e oferecido sua devoção”. Elas continuam inventando desculpas e agem de forma evasiva, dizendo: “Não sei os detalhes; preciso investigar isso”, e então desaparecem rapidamente. Mas se alguém tem algumas reservas ou tem opiniões sobre elas, ou se surgem problemas em seu trabalho que afetam seu status e prestígio no coração das pessoas, elas veem isso como um desastre. Não conseguem comer nem dormir; à uma da manhã, ainda estão ponderando como recuperar sua imagem. De manhã, sem sequer tomar o café da manhã, elas começam a reunir todos para uma reunião para se justificar e se defender, explicando por que agiram daquela forma e onde estava o erro ao fazerem isso. Elas também pedem desculpas a todos, esperando que ninguém as entenda mal; alegam que não é que não estivessem dispostas a fazer bem o trabalho, mas sim que estavam ocupadas com outras coisas e não tiveram tempo de cuidar disso — além de não entenderem a situação real — e foi por isso que o erro ocorreu no trabalho. Uma vez que ganharam o favor de todos e enganaram a todos para que as tratassem com simpatia e reconhecimento, elas se sentem seguras por dentro: “Bem, o trabalho foi feito adequadamente. Agora posso ter um sono tranquilo e confortável e posso desfrutar de uma refeição. Hoje em dia, sempre há problemas com ajustes de pessoal, sempre há tarefas intermináveis a serem feitas e sempre há problemas intermináveis a serem resolvidos no trabalho — veja como estou exausto!”. Quando surgem problemas no trabalho da igreja e os irmãos lhes perguntam como lidar com eles, elas dizem: “Não há pressa. Está tudo bem, desde que alguém esteja fazendo esse trabalho, desde que haja alguém em cada cargo e todos estejam ocupados. O trabalho da casa de Deus não será concluído em um ou dois dias. Para fazer o trabalho, você tem que abordá-lo com uma mentalidade de longo prazo, trabalhar depois que o sol nasce e descansar depois que o sol se põe, sem pressa ou qualquer senso de urgência. Fazer um pouco menos não piorará muito as coisas, e fazer um pouco mais não melhorará muito as coisas; não há necessidade de nos esgotarmos tanto. Se ficarmos doentes de exaustão, quem fará o trabalho da casa de Deus no futuro? Não caberá a nós fazê-lo mesmo assim? Se desmaiarmos de exaustão, a casa de Deus não terá que pagar nosso tratamento médico mesmo assim? Não podemos nos esgotar tanto; temos que nos conter um pouco”. O que você acha do ponto de vista delas? (Está errado.) Quando surgem problemas no trabalho da igreja e alguém causa interrupções e perturbações, isso exige que você dê um passo à frente para resolver os problemas e lidar com aqueles que são responsáveis. Algumas dessas pessoas terão que ser dispensadas, e algumas terão que ser enviadas para igrejas comuns ou até mesmo para grupos B. Será impossível você não ofender as pessoas, e você será odiado por outros, repreendido por outros, julgado e excluído por outros, e até será alvo de tramas de pessoas mesquinhas. Mas essas pessoas ponderam no coração: “Você quer que eu lide com pessoas malignas? Isso significaria ofender os outros. Não sou tão tolo! Simplesmente não lidarei com elas! Se o trabalho da casa de Deus é perturbado ou se os interesses da casa de Deus são prejudicados — o que isso tem a ver comigo? Mesmo que alguns indivíduos causem problemas e interrupções e perturbações, isso não afeta o quadro geral, e o trabalho continua sendo feito, por que, então, deveria lidar com eles? Além disso, se eu lidar com elas, elas não me odiarão? Mesmo que esse trabalho seja bem-feito, ninguém dirá nada de bom sobre mim, e o alto também não saberá. Ofenderei as pessoas e então terei que sofrer sua exclusão e seus olhares frios. De jeito nenhum vou suportar esse sofrimento!”. Quando se deparam com a questão de pessoas malignas que causam interrupções e perturbações, elas nunca dão um passo à frente, nunca salvaguardam os interesses da casa de Deus e não fazem o trabalho de salvaguardar a retidão. Elas nem sequer dizem uma única palavra para expô-las ou impedi-las, com muito medo de ofender as pessoas e de serem julgadas ou sofrerem retaliação. A fim de evitar que as pessoas as entendam mal e para salvaguardar seu status e imagem entre as pessoas, elas persistentemente realizam reuniões, se justificam e se defendem minuciosamente e falam sem parar. No entanto, quando se trata de salvaguardar o trabalho da igreja, elas não têm nada a dizer e não despendem o menor esforço. Tais pessoas têm alguma boa ação? Onde estão suas boas ações? No fim, quando se encontrarem na presença de Deus, elas serão capazes de prestar contas a Ele? (Não, não serão.) Elas ainda acham que suportaram muito sofrimento ao fazer o trabalho da igreja, mas pelo que elas realmente sofrem? Elas sofrem pela causa da retidão e pelo trabalho da casa de Deus? (Não, elas sofrem por seus próprios interesses.) Elas podem suportar qualquer sofrimento para salvaguardar seus próprios interesses, mas não suportarão o menor sofrimento para salvaguardar os interesses da casa de Deus. Tais pessoas são egoístas demais e não trilham a senda correta, certo? (Certo.) Elas não fazem absolutamente nada que seja benéfico para o trabalho da igreja, mas fazem tudo que beneficia seu próprio prestígio e status, sem perder uma única coisa; elas só se importam em salvaguardar seus próprios interesses. Pessoas assim são tão vergonhosas! Elas sofrem apenas para salvaguardar seus próprios interesses, mas ainda reivindicam o mérito de Deus e exigem recompensas Dele. Isso não é desprezível? (É, sim.) Tais pessoas são egoístas e desprezíveis demais; elas não têm consciência nem razão — em uma palavra, elas não têm humanidade. Esse tipo de pessoa não trilha a senda certa. Se alguém está insatisfeito com elas e as discerne pelas costas delas ou até as denuncia ao alto e expõe que elas não fazem trabalho real, mas, em vez disso, fazem algumas coisas que causam interrupções e perturbações, então, depois de ouvir isso, elas nutrem ódio contra a pessoa que as expôs e vão atrás dela. Elas não examinam a si mesmas nem tratam as pessoas corretamente. Em vez disso, elas revidam na mesma moeda, se agarram a coisas que podem usar contra elas e encontram falhas nelas. Elas até usam as palavras de Deus para atacar as pessoas. Isso não é blasfemar contra as palavras de Deus e contra a verdade? Isso é usar a verdade para atacar e retaliar os outros a fim de salvaguardar o próprio status. Em particular, algumas pessoas malignas julgam a Deus e blasfemam contra Ele, julgam os arranjos de trabalho de Sua casa e expressam insatisfação com certo aspecto dos arranjos de trabalho da casa de Deus ou insatisfação com líderes e obreiros em um certo nível da casa de Deus. Depois de ouvir isso, essas pessoas de quem falamos simplesmente ignoram e agem como se não tivessem ouvido; elas nunca dão um passo à frente para salvaguardar o nome de Deus ou o trabalho da casa de Deus, tampouco expõem as pessoas malignas. Se você quer ser um bajulador e não ousa expor pessoas malignas, então você ainda pode denunciá-las ao alto; isso contaria como cumprir algumas de suas responsabilidades. Pessoas assim, no entanto, não conseguem cumprir nem mesmo esse pouquinho de responsabilidade. A fim de salvaguardar seus interesses carnais e seu prestígio e status, elas pagariam qualquer preço, fariam o impossível e suportariam qualquer tipo de sofrimento. No entanto, elas nunca pagam preço algum nem suportam sofrimento algum para salvaguardar a existência de coisas positivas ou para garantir que a verdade possa prosseguir sem impedimentos. Sempre que essas questões que interrompem e perturbam o trabalho da igreja surgem e exigem que alguém dê um passo à frente para salvaguardar a existência de coisas positivas, você nunca vê essas pessoas em lugar nenhum nem ouve nenhuma de suas opiniões ou pontos de vista. Elas não têm pontos de vista; apenas ficam ali se fingindo de surdas e mudas, não se manifestam nem declaram sua posição, não ofendem ninguém. Elas têm muito medo de ofender as pessoas, mas não têm medo de ofender a Deus. É assim que elas abordam a verdade, a comissão que lhes foi dada por Deus, seu dever e coisas positivas. Para esse tipo de pessoa, salvaguardar a existência de coisas positivas e a existência da causa da retidão não tem nada a ver com elas — quem quer que faça isso é um tolo e, de qualquer forma, elas não o farão. Elas nunca dizem uma única palavra para salvaguardar coisas positivas, tampouco fazem uma única coisa para salvaguardar o trabalho de Deus. Uma vez que surgem problemas, elas se encolhem em seus cascos como tartarugas, mas, no fim, ainda exigem recompensas de Deus. Deus diz: “Você não sofreu pela verdade de forma alguma”. Elas até reclamam, dizendo: “Suportei tanto sofrimento, corri tanto de um lado para o outro e renunciei e me despendi tanto. O que consegui desfrutar? O que ganhei?”. Essa única afirmação expõe suas intenções em crer em Deus e prova que elas só suportaram sofrimento e se despenderam para ganhar bênçãos, não para ganhar a verdade. Elas não aceitaram a verdade e não entraram na senda certa, então, no fim, não ganham verdade alguma. Isso é inevitável; você colhe o que planta. Portanto, ao ver a questão do sofrimento, por um lado, você deve ter pensamentos e opiniões corretos; por outro lado, e isso é ainda mais importante, você deve examinar qual é a natureza do seu sofrimento, se o sofrimento que você suporta tem valor e se tem significado, e se esse sofrimento é um sofrimento que você deve suportar. Se for um sofrimento que você deve suportar, um sofrimento suportado para salvaguardar coisas positivas e para dar testemunho para Deus, então você tem o dever de suportar esse sofrimento; você deve aceitá-lo de Deus e não deve evitá-lo.

Algumas pessoas sempre dizem: “Tenho sofrido perseguição e tribulações como um crente em Deus, e o que ganhei?”. É certo dizer isso? (Não, não é.) Onde está o erro? (O fato de elas conseguirem dizer isso prova que não ganharam nenhuma verdade e que não estão trilhando a senda de buscar a verdade.) As pessoas devem suportar muito sofrimento, então elas devem ganhar algo com ele? Isso envolve o entendimento e os pontos de vista das pessoas em relação ao sofrimento. Se esse sofrimento for o que você tem de suportar, e o que Deus preordenou, então o que, exatamente, você pode ganhar ao suportar esse sofrimento? Por exemplo, as pessoas podem não ganhar necessariamente nada ao suportar o sofrimento de criar filhos ou de serem perseguidas por crer em Deus. Então, você suportará esse sofrimento ou não? Isso depende de se a senda que alguém trilha é correta e de se ele é alguém que busca a verdade. Se alguém buscar a verdade em todas as coisas enquanto experiencia a obra de Deus e tiver submissão verdadeira a Deus, ele ganhará coisas por suportar esse sofrimento. Isso exige que as pessoas tenham a determinação de se submeter e de se submeter às orquestrações de Deus; elas não podem abordar o sofrimento com uma mentalidade transacional. Algumas pessoas dizem: “Se eu me esforçar, devo receber algo em troca; se eu suportar um pouco de sofrimento, devo colher um pouco de doçura. Só então esse sofrimento vale a pena, e só nisso reside o valor de meu sofrimento”. Esse ponto de vista está certo? (Não, não está.) Então, quando se trata da questão do sofrimento, que tipo de entendimento e que tipo de compreensão são corretos? (Se o sofrimento que suportamos for preordenado por Deus e for o que devemos suportar, então temos o dever de aceitá-lo. Mesmo que não ganhemos nada no fim, não devemos reclamar. Devemos ter uma atitude de submissão, submetendo-nos às orquestrações e aos arranjos do Criador. Ao mesmo tempo, enquanto suportamos o sofrimento, devemos nos concentrar em buscar e ganhar a verdade. Dessa forma, o sofrimento que suportamos é valioso e significativo.) Muitas vezes, o propósito positivo do sofrimento é salvaguardar a existência de coisas positivas e, no fim, ser capaz de ganhar algo e de obter a verdade e chegar a conhecer a verdade. Esse é um excelente objetivo. No entanto, de fato, o sofrimento é frequentemente experienciado e suportado no curso de um processo sem acontecimentos notáveis. Quando você faz um balanço no curto prazo, descobre que não ganhou nada, que está bastante fatigado fisicamente, que pode até ter de suportar alguma doença e que não fez nenhum progresso na verdade, não tem nenhuma entrada mais profunda em termos de vida e não ganhou um entendimento maior das intenções de Deus. Então, suportar esse sofrimento é inútil? Algumas pessoas pensam: “Nesta situação, posso orar para que Deus me remova de tal ambiente de dificuldade? Tenho motivos para evitar e recusar tal ambiente de dificuldade?”. Pensar assim é correto? (Não, não é.) Você precisa entender a questão desta forma: ser capaz de ganhar algumas coisas positivas e boas com o sofrimento é o que uma pessoa desejaria ardentemente e é o melhor resultado que o sofrimento pode trazer no fim. No entanto, se o sofrimento que você suporta em sua vida diária for arranjado e preordenado por Deus e for o que você deve experienciar para alcançar a salvação, então você deve aceitá-lo de Deus e abordá-lo corretamente. Como você pode abordá-lo corretamente? Você deve ter um pensamento e um ponto de vista corretos: deve entender que o sofrimento faz parte da vida humana e é um estágio que as pessoas devem experienciar enquanto vivem, do qual ninguém pode escapar. É claro que também é um estágio que todos devem experienciar para alcançar a salvação. É possível que você não ganhe nenhuma sensação de conforto no fim, mas você está disposto cada vez que suporta o sofrimento, consegue aceitá-lo de Deus e ter uma atitude de submissão e nunca tenta barganhar com Ele. Trilhar tal senda e fazer essa escolha é a responsabilidade que um ser criado tem de cumprir e é a atitude que você tem de ter em relação à jornada da vida arranjada pelo Criador; é a atitude que uma pessoa tem de ter em relação às dificuldades da vida. Aceitar as dificuldades e ser capaz de suportar o sofrimento é uma parte do cumprimento de suas responsabilidades, portanto, você não deve evitá-las, tampouco deve escolher se deve ou não suportá-las. Todos devem suportar algum sofrimento na vida e no processo de crer em Deus para alcançar a salvação. É claro que o sofrimento de que estamos falando não é o tipo que as pessoas suportam para buscar fama, ganho e status, ou para buscar seus próprios interesses carnais, mas algum sofrimento que todos devem suportar no processo de trilhar a senda apropriada na vida humana e de buscar a salvação. Esse tipo de sofrimento é uma parte da vida, uma parte do processo de sobrevivência e, mais ainda, um estágio que as pessoas devem experienciar para, no fim, alcançar a salvação. Você deve abordá-lo corretamente. Essa é a atitude que você tem de ter em relação aos ambientes de dificuldade e é também uma responsabilidade que você deve cumprir. Ou seja, o sofrimento também faz parte de desempenhar seu dever e cumprir suas responsabilidades como um ser criado; não é algo extra. É algo que o Criador arranja para cada ser criado. A extensão, o momento e a duração do sofrimento são diferentes para todos, mas todos devem experienciá-lo; todos devem superar esse obstáculo. Essa é uma responsabilidade que as pessoas devem cumprir. Se quiser se sair bem como um ser criado, você deve abordar o sofrimento corretamente; deve aceitá-lo de Deus, não deve recusá-lo nem deve resistir a ele. É claro que, mais ainda, você não deve usar o sofrimento para reivindicar crédito ou tentar barganhar com Deus, mas aceitar o sofrimento como uma responsabilidade que você deve cumprir. Vocês diriam que compreendê-lo dessa forma é puro? Isso está de acordo com a verdade? (Sim, está.) Ao compreendê-lo dessa forma, você não terá um entendimento mais profundo e prático do sofrimento, bem como uma mentalidade correta? (Sim, dessa forma não resistirei ao sofrimento, e será fácil submeter-me quando eu me encontrar em certos ambientes.) Ser capaz de se submeter e não resistir — essa é a atitude que um ser criado tem de ter em relação ao sofrimento. Mesmo que você suporte muito sofrimento e pague muitos preços no processo de buscar a verdade e cumprir o dever de um ser criado, e mesmo que sofra alguma perseguição e tribulações por causa de sua crença em Deus, uma vez que você tenha uma compreensão correta de suportar esse sofrimento e pagar esse preço, você não sentirá que suportar esse sofrimento é um tipo de capital para si mesmo. Você não se verá como uma pessoa de mérito por causa de seu sofrimento, tampouco exibirá quanto sofrimento suportou para dar testemunho de seu próprio trabalho árduo e de suas contribuições para que os outros o tenham em alta estima. Você não ostentará sua senioridade, não descansará sobre os louros nem tentará barganhar com Deus, muito menos exigirá tratamento especial na casa de Deus nem reivindicará crédito de ninguém porque suportou muito sofrimento. Se acreditar que o sofrimento é uma responsabilidade que você como um ser criado deve realizar e deve cumprir diante do Criador, você não deve usar o sofrimento como capital para exigir recompensas de Deus nem para fazer com que Deus o salve, certo? (Certo.) Se você agir dessa forma, isso pode inspirar sua determinação de buscar a verdade? (Não, não pode.) Agir dessa forma é obviamente tentar fazer uma transação com Deus, o que é algo que Ele detesta.

No passado, muitos líderes e obreiros suportaram algum sofrimento e, é claro, foi bastante difícil superar aqueles dias. Por causa das prisões e da perseguição realizadas pelo grande dragão vermelho, o ambiente era extremamente adverso. Todos os líderes e obreiros corriam o risco de serem presos e encarcerados por fazerem o trabalho da igreja; algumas pessoas eram procuradas e só puderam fugir e viver no exílio, incapazes de voltar para casa e — sentindo-se solitárias e desamparadas, sozinhas — muitas vezes choravam amargamente e oravam diante de Deus. Fosse em termos de suas condições de vida ou em termos de estarem em um ambiente onde eram caçadas, elas suportaram algum sofrimento. Depois, essas pessoas sempre achavam que haviam feito contribuições imensas para a casa de Deus e para o trabalho dela, que haviam prestado serviço meritório a ela e que, quando Deus ganhasse grande glória, elas deveriam ter uma parte em Sua glória. Com esse tipo de opinião e atitude, elas frequentemente testificavam em várias ocasiões sobre o quanto haviam sofrido, qual ano e qual mês foram os mais dolorosos para elas e como estavam tão atormentadas na época que não conseguiam comer durante o dia e frequentemente eram acordadas por pesadelos à noite, tão atormentadas que seus rostos ficaram amarelados e elas perderam muito peso. Todos os que as ouviam sentiam admiração e inveja; é claro, alguns indivíduos também sentiam ciúmes. Havia também alguns que se derramavam em lágrimas diante das experiências de dificuldade que essas pessoas relatavam, dizendo: “É realmente admirável que você tenha sofrido tanto! Você nos comoveu às lágrimas dessa forma — Deus certamente também está muito comovido. Seu sofrimento valeu muito a pena. Você é incrível!”. Elas não testificavam sobre seu próprio sofrimento apenas em uma ocasião; em vez disso, em muitas ocasiões diferentes, elas frequentemente testificavam sobre o quanto haviam sofrido e o quanto haviam realizado e contribuído para a casa de Deus por meio desse sofrimento. No entanto, elas simplesmente não falavam sobre o quanto da verdade chegaram a entender, de quais caracteres corruptos se livraram, o quanto cresceram na vida, quais testemunhos deram para Deus, quais resultados alcançaram ao fazer o trabalho da igreja ou quais causas justas defenderam por meio de seu sofrimento. Elas não tinham tal testemunho. Elas só falavam sobre como sofreram e o quanto sofreram. Seu objetivo final era que as pessoas soubessem que elas haviam trabalhado arduamente e feito grandes contribuições, que essas contribuições eram indeléveis, que elas eram pilares e esteios na casa de Deus e que deveriam desfrutar de tratamento especial e da veneração das pessoas — as pessoas não deveriam apenas invejá-las e admirá-las, mas também exaltá-las e testificar de seu sofrimento. Vejam quão “incrível” foi o sofrimento delas e o quanto “valeu a pena”! Elas recebiam o louvor de todos, as vozes de louvor se elevavam uma após a outra e soavam constantemente em seus ouvidos. Digam-Me, o sofrimento delas valeu a pena? Essas pessoas eram incríveis? Elas poderiam ter uma parte na glória de Deus com Ele? (Não.) Então, qual era o propósito delas ao testificarem de si mesmas dessa forma? (Fazer com que as pessoas vissem que elas haviam sofrido muito, para que as pessoas as admirassem e as tivessem em alta estima.) Elas queriam ganhar glória, não queriam? (Queriam.) Elas tentaram trocar seu sofrimento por glória; elas não poderiam ter feito isso inteiramente em troca de coroas e recompensas. O que era ainda mais importante, elas queriam ganhar glória entre as pessoas, queriam que as pessoas as adorassem e as admirassem e se lembrassem delas. Elas estavam pedindo muito? Suas ambições eram grandes? (Sim, eram grandes.) Nem mesmo Eu jamais ousei falar sobre ganhar glória entre vocês. Sobre o que falo sempre? Sobre trazer vocês para diante de Deus, trazer vocês para a verdade realidade, ajudar vocês a entender a verdade, ter uma senda a seguir, saber como praticar de acordo com os princípios e trazer vocês para a senda da salvação, para que todos vocês possam ser salvos — mas Eu nunca falo sobre ganhar glória. No entanto, pessoas desse tipo testificam especificamente sobre como sofrem e como pagam um preço, falam sobre como foram presas e perseguidas pelo governo e caluniadas e julgadas por pessoas mundanas, quanto ostracismo e quantas injustiças sofreram, quanta dor física suportaram e como superaram isso por crer em Deus e desempenhar seu dever. Elas não só querem testificar sobre seu sofrimento, mas também sobre quão grandiosas foram, em que plano elevado estavam e quão únicas foram enquanto suportavam seu sofrimento, bem como quão acima da carne estavam durante esse processo. Elas querem ganhar glória, não querem? (Querem.) Se alguém sempre testificar sobre como sofreu, vocês acham que ele tem o objetivo de espalhar uma maneira correta de ver o sofrimento ou de testificar sobre a história de seu próprio sofrimento e disseminá-la? (Ele quer testificar sobre a história de seu próprio sofrimento e disseminá-la.) Elas defendem usar o sofrimento para barganhar com Deus e ter uma parte em Sua glória com Ele — é isso que elas defendem. Aonde quer que vão, elas testificam sobre quantas vezes foram espancadas, xingadas, expulsas e perseguidas pelas pessoas religiosas, e o quanto sofreram enquanto pregavam o evangelho; o quanto sofreram por serem rejeitadas, caluniadas e ofendidas verbalmente pelos parentes, amigos e pelas pessoas mundanas; e o quanto sofreram por serem caçadas pelo governo, tendo de se esconder em todos os lugares, não tendo um lar para o qual pudessem voltar e não tendo nem mesmo onde reclinar a cabeça, assim como o Filho do homem. Há também algumas pessoas que testificam sobre quantas dificuldades superaram e o quanto sofreram ao superar a doença da carne enquanto desempenhavam seu dever. Elas frequentemente proclamam essas coisas diante dos outros, mas nunca compartilham nada sobre sua vida experiência; elas só pregam e testificam sobre a história de seu próprio sofrimento. O objetivo delas é simplesmente fazer com que as pessoas as tenham em alta estima. Digam-Me, elas querem que as pessoas as tenham em alta estima — mas o que elas querem de Deus? Elas só querem que Deus as tenha em alta estima também? Isso não é tudo o que querem, é? Então elas compartilham a mesma visão de Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada” (2 Timóteo 4:7-8). Elas até acabam barganhando com Deus, dizendo: “Deus ganhou glória, então eu também deveria ganhar glória junto com Ele! Já que sofri com Deus, também tenho uma parte na glória Dele! Ele colocou uma coroa de ouro — Ele também deveria me dar uma joia. Eu não deveria desfrutar da adoração e veneração da humanidade assim como Deus?”. Não é aonde elas querem chegar? (É, sim.) Então, é bom que testifiquem sobre seu sofrimento dessa forma? (Não, não é.) Por que não é bom? (Elas querem se colocar em pé de igualdade com Deus, o que é algo que Ele detesta. Elas também competem com Deus pelas pessoas.) Deixemos de lado quais são seus pontos de vista e motivos pessoais — apenas em termos do que elas comunicam, quantas pessoas que não entendem a verdade elas desorientarão? As pessoas já carecem de uma compreensão pura do sofrimento e não entendem esse aspecto da verdade. Além disso, a julgar pela essência dos caracteres corruptos carnais das pessoas, todos gostam de receber bênçãos e recompensas. No entanto, pessoas assim sempre testificam sobre seu próprio sofrimento; suas intenções e suas declarações e ações por si mesmas satisfazem os desejos e as exigências da humanidade corrupta. Ao falar e agir dessa forma, elas alimentam as ambições e os desejos das pessoas, alimentam o desejo das pessoas de trocar o sofrimento por bênçãos e alimentam a própria ideia e prática de trocar o sofrimento por recompensas de Deus e barganhar com Ele. Como resultado disso, as pessoas têm mais ou menos submissão a Deus? (Menos.) Por que elas têm menos submissão? (Porque as pessoas já têm caracteres corruptos — quando suportam um pouco de sofrimento, são propensas a tratá-lo como capital com o qual podem fazer acordos com Deus, e quando são desorientadas pelas declarações e práticas de tais pessoas, acham ainda mais que trocar sofrimento por bênçãos é justificado e são ainda menos capazes de reconhecer sua própria intenção desprezível de fazer acordos com Deus. E assim são ainda menos capazes de se submeter a Deus.) Elas acham que têm uma base para fazer isso, acham que têm apoio. E quando se unem, sentem-se ainda mais poderosas: “A união faz a força. A lei não pode ser imposta quando todos são infratores. Todos pensam, compreendem e buscam dessa forma. Se todos nós barganharmos com Deus e O coagirmos, não há nada que Ele possa fazer a nosso respeito”. Elas estão claramente formando uma multidão para causar problemas e se unindo para usar heresias e falácias para se opor a Deus. Ao testificar constantemente sobre seu próprio sofrimento, essas pessoas não estão desorientando as outras? Elas não estão corrompendo ainda mais as pessoas? (Estão.) Portanto, seu testemunho constante sobre seu próprio sofrimento não apenas não edifica as pessoas nem produz resultados positivos — pelo contrário, na verdade, desorienta e corrompe as pessoas. Que papel, então, essas pessoas estão desempenhando? (O papel de Satanás.) Elas estão desempenhando o papel de Satanás. Isso é exatamente igual ao que Satanás faz ao desorientar as pessoas. Satanás diz: “O homem não foi criado por Deus. Não há Deus nenhum no mundo. O homem evoluiu dos macacos. Passo a passo, os macacos começaram a andar com postura ereta e, aos poucos, evoluíram para os humanos modernos!”. Ao ouvir isso, as pessoas aceitam: “O homem não foi criado por Deus. Não há Deus no mundo. Não podemos ver onde Deus está, mas podemos ver que os macacos são um tanto semelhantes ao homem, então temos certeza de que o homem evoluiu dos macacos”. Quando as pessoas aceitam as heresias e falácias de Satanás, é uma simples aceitação? Não é como comer algo que vai para o estômago sem produzir nenhuma reação — pelo contrário, o que acontece é que um certo pensamento e ponto de vista de Satanás entra no coração das pessoas, se infiltra em seu sangue e em sua medula. Os pensamentos e os pontos de vista das pessoas são subsequentemente mudados, e sua natureza satânica então passa a existir. Depois disso, as pessoas desenvolvem dúvidas e resistem às palavras que Deus fala e se recusam a aceitá-las. Elas negam que Deus criou todas as coisas e tem soberania sobre todas as coisas, pensando: “O homem evoluiu dos macacos. Ele não foi criado por Deus”. Quanto a Deus ter soberania sobre todas as coisas e orquestrar todas as coisas e o destino do homem estar nas mãos de Deus, as pessoas não acreditam mais nesses fatos. Então, Satanás corrompe você ainda mais, dizendo-lhe: “O homem triunfará sobre a natureza”, e: “Lutar contra o Céu é muito divertido! Lutar contra a terra é muito divertido! Lutar contra as pessoas é muito divertido!”. Depois de ouvir isso, você aceita as alegações de Satanás e vai contra as leis da natureza para fazer isso e aquilo. Esses pensamentos e pontos de vista de Satanás influenciam você imperceptivelmente, assimilando você pouco a pouco. Quando você ouve mais uma vez as palavras “Deus tem soberania sobre todas as coisas e sobre o seu destino”, você acha: “Não consigo ver como Deus tem soberania sobre tudo. Deus não existe!”. E então? As pessoas não foram completamente capturadas por Satanás? (Foram.) Ser capturado por Satanás começa com a aceitação de um pensamento e ponto de vista falacioso.

Algumas pessoas sempre testificam sobre seu próprio sofrimento e espalham pontos de vista falaciosos sobre ele. Assim que as pessoas aceitarem esses pensamentos e pontos de vista — em combinação com o fato de que têm ambições e desejos e caracteres corruptos — elas verão como certo que podem trocar seu sofrimento por bênçãos e usar seu sofrimento como um meio de ter parte na glória de Deus com Ele. Então, todas elas vão e sofrem, e todas se concentram em suportar sofrimento. Nenhuma delas pratica a verdade, nenhuma delas se concentra em ouvir as palavras de Deus, e nenhuma delas se esforça pela verdade. Em vez disso, elas competem para ver quem consegue suportar mais o sofrimento, quem suporta mais sofrimento, quem come a pior comida e veste as roupas mais esfarrapadas e quem acorda mais cedo e vai dormir mais tarde — é isso que elas disputam. Algumas pessoas não comem na hora das refeições. Dizem que estão ocupadas demais desempenhando seu dever para comer, então pulam uma refeição. Ao ouvir isso, algumas outras pessoas dizem: “Qual é o problema de pular uma refeição de vez em quando? Eu tenho um problema de estômago, mas isso não atrasou o desempenho do meu dever”. E então outra pessoa acrescenta: “Você tem um problema de estômago — bem, eu tenho uma úlcera no estômago”. Ouçam o que essas pessoas dizem — elas possuem a verdade realidade? Elas só competem sobre quem sofre mais e quem tem a doença mais grave, acreditando que Deus Se agrada mais daquele que sofre mais. Elas possuem alguma razão quando dizem tais coisas? Elas não são mentalmente desequilibradas? De onde vêm essas manifestações de desequilíbrio mental? Elas são causadas pelo fato de as pessoas aceitarem todos os tipos de heresias e falácias. Elas não entendem a verdade. Nas palavras de Deus, todos os aspectos da verdade foram comunicados claramente, porém, elas não comem e bebem as palavras de Deus nem buscam a verdade. Quando as coisas acontecem com elas, elas agem com base em suas noções e imaginações e com base nos vários pensamentos e pontos de vista falaciosos incutidos nelas por Satanás. Elas se afastam cada vez mais de Deus e, no fim, tornam-se mentalmente anormais. Portanto, testificar constantemente sobre o próprio sofrimento é, a Meu ver, inapropriado. O que vocês acham? (Não é apropriado. A natureza disso é particularmente séria.) A natureza disso é séria, e traz consequências sérias. Se acredita que o sofrimento pode ser trocado por recompensas e bênçãos, você deve buscar a verdade a respeito dessa questão. Se sempre tenta discutir com Deus e orar, dizendo: “Deus, vê como, durante meus anos de crença em Ti, abandonei minha família e carreira para desempenhar meu dever. Também sofri perseguição pelo Partido Comunista Chinês e suportei tanto sofrimento. Fiquei doente de exaustão, e agora estou na meia-idade e com a saúde debilitada. Por causa de todo o sofrimento que suportei, Tu podes me dar algumas recompensas ou uma coroa no fim? Eu até me contentaria em ser um centurião no reino no futuro”. Então veja como você se sente por dentro depois de orar assim. Se você não conseguir perceber que sua oração contém adulterações e motivações, isso significa problemas para você; temo que seus caracteres corruptos sejam irresolúveis. Portanto, se possui razão, você deve apresentar seus pontos de vista e suas motivações a Deus em oração, pedir o esclarecimento e a iluminação do Espírito Santo e permitir que Deus examine as coisas para você. Antes de ter certeza sobre se seus pontos de vista estão corretos ou não, você jamais deve espalhar seus pensamentos e pontos de vista nem testificar sobre eles entre os irmãos, muito menos deve testificar sobre como você sofreu e pagou um preço. Se fizer isso, não possuirá nenhuma razão. Isso é igual à busca de Paulo. Por um lado, divulgar e testificar sobre seu próprio sofrimento dessa forma afetará outras pessoas. Além disso, assim que você desorientar as pessoas e todos adorarem e seguirem você, a natureza disso se tornará séria. Não só terá sido em vão o sofrimento que você suportou, mas você também será punido por Deus. Então, qual é a natureza de testificar sobre como você sofre e paga um preço? Testificar sobre seu próprio sofrimento dessa forma é desorientar as pessoas; é a maneira como Paulo agiu. Você está espalhando heresias e falácias para dar testemunho de si mesmo. Não importa o quanto sofra, não há necessidade de ostentar isso. Se está disposto a sofrer, simplesmente continue. Se sente que já sofreu o suficiente e está qualificado para barganhar com Deus, então venha para diante de Deus e ore a Ele. Se Deus não o aprova, você deve refletir sobre se essa abordagem de tentar trocar o sofrimento por recompensas é viável. Se não é, você deve escolher a senda correta a fim de ganhar a aprovação de Deus. Suponha que você se agarre obstinadamente a seu próprio curso, pensando: “Meu sofrimento é positivo. É justificado que eu receba uma recompensa por sofrer tanto. Devo suportar o sofrimento que os outros não suportam e suportar dificuldades que os outros não conseguem suportar, porque, como diz o ditado: ‘É preciso suportar as maiores dificuldades para se tornar o maior dos homens’. Esse ponto de vista não é muito bom? É tão grandioso e tão correto! Devo aderir a ele e nunca desistir dele. Esta é uma arma secreta para ganhar recompensas e bênçãos!”. É uma arma secreta? Isso não é tentar fazer acordos com Deus? Talvez Deus, vendo que você sofreu por muitos anos, trabalhou arduamente e fez grandes contribuições, lhe conceda alguma graça, tornando-o robusto e curando-o de todas as doenças; ou Ele pode lhe dar alguma inteligência e sabedoria, para que você não seja mais tão tolo. Todas essas são coisas que podem ser feitas facilmente. Não é isso que você está buscando? Seria muito fácil para Deus conceder essas coisas às pessoas. Mas há algum valor em trocar seu sofrimento por essas coisas? (Não, não há.)

O que vocês esperam ganhar ao crer em Deus? Vocês têm objetivos? (Temos.) Seus objetivos ao crer em Deus estão claros agora? (Estão claros agora.) Ao crer em Deus, o que vocês devem e não devem fazer; qual senda vocês devem trilhar e qual senda devem rejeitar; como devem compreender e entender certas questões e certos aspectos das coisas; quais pensamentos e pontos de vista são corretos e positivos e devem ser possuídos pelas pessoas, e quais são distorcidos, se desviam da senda correta, são coisas negativas e devem ser discernidos e rejeitados pelas pessoas — vocês sabem essas coisas? (Um pouco.) Qualquer tipo de sofrimento que uma pessoa seja capaz de suportar é governado pelos pensamentos e pontos de vista dessa pessoa. É claro que, indo um passo além, já que envolve os pensamentos e os pontos de vista das pessoas, isso envolve as escolhas delas. Para ser mais preciso, já que envolve as escolhas das pessoas, isso envolve a senda que elas trilham. E já que envolve a senda que as pessoas trilham, isso envolve a salvação delas. Portanto, embora o sofrimento pareça ser uma questão comum, se você abriga pensamentos e pontos de vista incorretos sobre ele e buscas incorretas dele, é muito provável que isso faça com que você siga na direção oposta à da senda que Deus apontou para você. O resultado final será que, quando a obra de Deus for concluída, você não apenas não receberá recompensas e não apenas não será salvo, mas será até mesmo eliminado — isso é uma coisa muito terrível. A fim de evitar que essa consequência terrível ocorra no fim, você deve ter pensamentos e pontos de vista corretos e uma compreensão correta a respeito da questão do sofrimento e então determinar os princípios de prática corretos. Se seus pensamentos, pontos de vista e princípios de prática o levarem à senda da salvação, os pensamentos e os pontos de vista que você possui e a senda de prática que você escolheu serão corretos e positivos e estarão alinhados com a verdade. Se os pensamentos e os pontos de vista que possui e os princípios de prática que escolheu não o levarem à senda da salvação e não puderem capacitá-lo a alcançar a salvação, então os pensamentos e os pontos de vista que possui e os princípios de prática que escolheu estarão errados. Isso é certo. Ou seja, se os pensamentos e os pontos de vista que você escolheu e a senda de prática que você determinou o desorientarem e forem contrários à senda da salvação que Deus lhe ensinou, então a senda que você escolheu estará errada. Você deve rejeitá-la; deve mudar seus pensamentos, pontos de vista e seus princípios e métodos de prática. Isso será benéfico para que você alcance a salvação. Vocês entendem? (Entendemos.) Nenhuma das questões envolvidas em alcançar a salvação é insignificante. Mesmo no que diz respeito às questões que parecem muito discretas e são facilmente negligenciadas, você deve tratá-las com cautela e ponderar sobre elas seriamente e então estabelecer pensamentos, pontos de vista e sendas de prática corretos — só essa é a prática que as pessoas devem possuir para alcançar a salvação. Você não deve estar confuso sobre isso.

Nossa comunhão acabou de abordar alguns pontos de vista errados e manifestações distorcidas que as pessoas têm em relação ao sofrimento, bem como os pensamentos e pontos de vista corretos que as pessoas deveriam ter e os princípios que deveriam praticar. Já que temos falado sobre como o Deus encarnado vê o sofrimento, o que comunicamos agora há pouco representa, por um lado, algumas de Minhas opiniões e avaliações em relação ao sofrimento e, por outro, representa alguns de Meus pensamentos, pontos de vista e princípios de prática em relação ao sofrimento. Sejam eles pensamentos e pontos de vista ou princípios de prática, o que comunicamos agora há pouco diz respeito àquilo que vocês revelam e manifestam em seu dia a dia ou no processo de desempenhar seus deveres. Então, vejamos como o Deus encarnado aborda a questão do sofrimento. Acabei de lhes comunicar como abordar a questão do sofrimento. O sofrimento é uma parte da vida e da sobrevivência do homem. Olhando para isso a partir da perspectiva da humanidade normal, o sofrimento é algo que está fadado a acontecer. Ao viverem neste mundo humano, neste mundo material, todos devem suportar muito sofrimento desde o momento em que nascem até o momento em que morrem, incluindo desconforto carnal, desprazer e infelicidade. Da mesma forma, Eu também senti tal sofrimento ao viver no ambiente do mundo real. Eu experienciei e suportei muita dor e estou experienciando algum sofrimento também agora. Esse é um processo inevitável, portanto, sob a perspectiva da humanidade normal, Eu aceito ou experiencio tal sofrimento naturalmente. Minha carne sente o sofrimento, mas não há resistência nem rejeição em Meu coração. Acho a presença desse sofrimento tão natural quanto o ar que as pessoas respiram ou a luz do sol que sentem. Não sinto que seja algo extra, e não sinto que seja supérfluo, muito menos sinto que seja algo que Eu trouxe sobre Mim mesmo. É assim que Me sinto. Ou seja, independentemente do que tenha causado o sofrimento ou em que estágio Eu passe pelo sofrimento, ou se é um tipo de sofrimento com o qual Me deparo em Minha vida diária ou um tipo que Eu devo suportar ao fazer Minha obra, tudo o que sinto é que um evento está ocorrendo. A pessoa deve se valer de um certo princípio e pensar em uma maneira de lidar com esse evento e resolvê-lo. Às vezes, lidar com essas coisas e resolvê-las exige suportar algum sofrimento, mas, independentemente de Eu suportar um sofrimento considerável ou apenas um pouco de sofrimento leve, tudo isso Me parece apenas um processo. Não parece um fardo adicional; é um sentimento tão simples assim. Quando se trata de sofrimento, além desse sentimento simples, Eu nunca proclamei que sofrimento suportei. Por exemplo, quando vou a alguns lugares onde as condições são relativamente precárias para entrar em contato com as pessoas e Me comunicar com elas, não sinto que estou suportando tanto sofrimento assim e nunca achei que Meu sofrimento fosse algum tipo de contribuição que Eu faço às pessoas. Pelo contrário, sinto que é muito normal e que não vale a pena mencioná-lo. Nunca tratei o sofrimento como um grande evento a ser ostentado, divulgado ou usado para fazer alarde a fim de fazer com que as pessoas Me tenham em alta estima; nunca fiz tais coisas. Vocês são os que proclamam que sofrimento Eu suportei — vocês têm feito muito isso, mas Eu nunca fiz.

Certa vez, fui a um lugar para conversar e falar com as pessoas de lá e para lhes comunicar algumas coisas. Quando terminei de comunicar, já passava da hora da refeição e fui embora sem comer. Mais tarde, algumas pessoas espalharam a notícia: “Deus Se comunicou conosco a manhã toda. Ele não bebeu um único gole de água e foi embora sem fazer uma refeição”. Depois que uma pessoa disse isso, a notícia se espalhou de um para dez e de dez para cem, e muitas pessoas ficaram sabendo disso. Qual foi o resultado de descobrirem isso? Essas pessoas trataram essa questão banal como um tópico para a comunhão formal nas reuniões, e comunicaram isso como se fosse a verdade. Fiquei perplexo: o que se pode falar a respeito dessa questão? Qual é o valor de falar sobre isso? Qual é a utilidade de comunicar essa questão? Às vezes converso com vocês, falo sobre coisas da vida diária ou questões de trabalho. Essa é uma coisa muito normal, tão normal quanto as conversas que vocês têm uns com os outros. Não é nada do qual eu possa Me gabar e não é nada que mereça ser divulgado. Por que eles divulgaram isso pelas Minhas costas? Fiquei bastante perplexo. Mais tarde, como eles espalharam muito a notícia, Eu entendi: eles acreditavam que estavam testificando das experiências de sofrimento do Deus encarnado, que estavam espalhando a verdade, não apenas espalhando a notícia de algum evento. Eu digo que, se você quiser testificar das experiências de sofrimento do Deus encarnado, isso é completamente desnecessário. Encontrar-Me, conversar e falar com vocês é algo que faço de bom grado. Não faço isso para que os outros vejam, não faço isso para conquistar o coração de vocês, e não enceno isso. Quanto ao fato de que, às vezes, quando comunico por muito tempo, não como nem bebo nada, isso não é intencional — é porque não estou com sede nem com muita fome. Se Eu estivesse com uma fome insuportável, Eu lhe pediria que arranjasse um pouco de comida para Mim ou pediria que você preparasse uma refeição simples para Mim. Eu jamais suportaria a fome; Eu não faria cerimônia. Ir embora sem comer quando é hora da refeição conta como sofrimento? A julgar pelo que vocês estão divulgando, parece que estou fazendo as coisas para Me exibir. Por que Me sinto tão desconfortável ao ouvir isso? É como se Eu estivesse fazendo isso para fazer com que vocês vissem o quanto Eu sofro, o quanto Eu consigo suportar, quanto amor Eu tenho por vocês e o quanto Eu contribuí para vocês, para que, depois que Eu for embora, vocês transmitam isso por Mim, divulgando o quanto Eu sofri e quantas coisas Eu fiz por vocês, como se Eu estivesse usando esse método para conquistar vocês. Esse é o Meu objetivo? (Não, não é.) Esse não é o Meu objetivo. Eu visito vocês para conversar e falar com vocês e, às vezes, volto sem comer na hora da refeição. Isso é muito normal. Mas vocês tratam isso como um grande evento, achando que Eu sofri, que há verdade a ser buscada nisso, que vocês deveriam imitar isso e seguir o exemplo, e vocês até disseminam essa questão como se fosse a verdade. Disseminar essa questão equivale a espalhar conversa fiada. Eu não gosto que vocês espalhem conversa fiada. Sinto repulsa e fico enojado quando ouço isso. Fico enojado com qualquer um que espalhe conversa fiada. Se Eu lhes comunicar algum conteúdo que envolva a verdade ou o trabalho da igreja, esse conteúdo é o que vocês precisam — vocês podem anotá-lo, compartilhá-lo com todos e comunicá-lo a eles. Mas quando vocês espalham a notícia sobre como Eu sofri de fome ou de frio em algum lugar — quando vocês espalham essas coisas, fico enojado. Sinto total repulsa por espalhar conversa fiada. Por que vocês são tão ativos em fazer esse tipo de coisa? Vocês acham que isso Me deixa feliz? Eu não sou como vocês; isso não Me deixa nem um pouco feliz. E Eu tenho tolerado isso por tantos anos. Se Eu soubesse quem foi o primeiro a espalhar essas palavras, Eu teria que lhe perguntar: “Por que você espalhou essas palavras? Qual é seu objetivo? Qual é sua intenção? Você abriga intenções ruins! Isso equivale a causar uma perturbação! Você sabe que afetou Meu humor? Espalhar conversa fiada assim é uma maneira disfarçada de restringir Minha liberdade; essa é a natureza disso”. Sinto repulsa por pessoas que espalham conversa fiada, especialmente por algumas que nunca comunicam a verdade e nunca comunicam nada que envolva praticar a verdade ou o trabalho da igreja, mas só falam sobre esse tipo de coisa sem sentido e espalham esse tipo de conversa fiada, até a espalham com grandes detalhes. Por exemplo, estou conversando com vocês e tusso algumas vezes, e algumas pessoas espalham isso pelas Minhas costas. É isso que você deveria estar espalhando? Esse é seu dever? Tenho Me enojado com a disseminação de conversa fiada por tantos anos. Algumas pessoas espalham conversa fiada exatamente dessa maneira. À medida que a conversa é passada adiante, muitas pessoas a ouvem, e algumas pessoas confusas até imitam Minha tosse. Qual é a utilidade de imitar isso? Se você imitasse como Eu comunico a verdade para resolver problemas, isso seria de algum benefício para o trabalho da casa de Deus. Se você imitasse como Eu salvaguardo os interesses da casa de Deus e penso em todos os meios possíveis para trazer benefícios para vocês, e imitasse como, ao comunicar a verdade, Eu consigo dar exemplos e declarar fatos incansavelmente para que todos vocês ganhem algo e todos façam progresso — se você fizesse essas coisas positivas, Eu ficaria feliz em ver isso. Por que você não imita essas coisas positivas? Por que tem que imitar essas coisas sem sentido? Isso prova que há um problema com a sua mentalidade. Se realmente não tiver nada melhor a fazer, você deveria encontrar algum trabalho adequado; isso seria benéfico para todos. Por que não fazer algum trabalho adequado? Tais pessoas negligenciam suas tarefas adequadas; elas são tão detestáveis!

Eu comuniquei a verdade por tantos anos, mas nunca vi vocês investirem muito esforço na verdade, tampouco os vi investirem tanto esforço na verdade quanto investem em espalhar conversa fiada. Por que essas pessoas gostam tanto de espalhar conversa fiada? Qual é a utilidade de espalhar essas coisas? Essas pessoas que não têm entendimento espiritual realmente negligenciam suas tarefas adequadas! Se você realmente puder comunicar claramente um aspecto da verdade e isso beneficiar e edificar um pouco os irmãos, isso é uma coisa boa e Eu deveria até agradecer a você. Mas você sempre espalha a notícia do que Eu fiz em um determinado dia, quanto tempo fiquei em algum lugar, que distância caminhei e quão tarde voltei; quando vocês sempre espalham tais coisas, sinto-Me particularmente enojado. Algumas pessoas dizem: “Por que ficas enojado? Nós temos boas intenções. Não estamos testificando do sofrimento do Deus encarnado?”. Esse ponto de vista está correto? (Não, não está.) Onde está o erro? (Deus falou tantas palavras e expressou tantas verdades, mas eles não as comunicam. Eles também não falam sobre quais experiências têm ao praticar a verdade. Ao testificar de Deus, eles não falam sobre essas coisas, mas, em vez disso, fazem um grande alarde sobre algumas coisas na vida de Cristo. Sinto que o coração deles não está correto.) Vocês acham que Eu sofri ao fazer essas coisas, mas vocês entendem o sofrimento que Eu realmente suporto? Vocês sabem disso? (Não, não sabemos.) Vocês não sabem nem captam ou compreendem isso. Vocês apenas fazem alarde sobre essas questões banais em Minha vida diária e as transmitem por toda parte. Por exemplo, certa vez encontrei alguém e mencionei casualmente: “Meu braço está Me incomodando um pouco hoje”. Eu não quis dizer nada com isso, mas essa pessoa interpretou demais. Depois de ouvir isso, ela achou que Meu braço estava Me incomodando porque Eu tinha escrito demais. Três dias depois, a história se espalhou, as pessoas diziam que Eu estava suportando sofrimento. O fato de Meu braço Me incomodar um pouco pode ser considerado sofrimento? É isso que conta como sofrimento aos olhos de vocês? Eu disse isso na frente de vocês para ostentar que estava sofrendo? Isso não é, de forma alguma, o que Eu tinha em mente. Além disso, o que Meu sofrimento tem a ver com você? Eu pedi que você espalhasse isso? Se houver algo que Eu queira que você faça, Eu lhe direi diretamente. Eu instruí vocês em todos os Meus sermões e comunhões sobre o trabalho que você deve fazer e quais palavras deve falar — Eu deixei tudo claro para vocês. Eu comuniquei claramente as verdades princípios e as sendas de prática. Essas são as coisas nas quais vocês devem se concentrar e que devem fazer. Você não se concentra no que Eu lhe digo, mas você dá atenção especial àquilo que Eu não lhe disse e tem feito muitas dessas coisas. Sinto repulsa quando vejo isso. Eu jamais elogiarei você, dizendo que você fez isso bem, e não lhe darei crédito por isso. Eu nunca faço tais coisas e nunca disse tais palavras. O que quer que Eu exija que vocês façam, Eu o direi claramente. Eu não exigi que vocês fizessem isso, mas vocês o fizeram. Sinto muita repulsa e fico muito enojado por dentro, não sinto apenas um pouco de repulsa. No entanto, vocês se sentem muito bem consigo mesmos, achando que têm muita simpatia e muito amor por Mim, que são particularmente compreensivos, atenciosos e afetuosos. Eu digo que você fica muito aquém. Mesmo que faça certas coisas adequadamente, ainda há uma distância entre nós; além do mais, espalhar conversa fiada não é apropriado, e Eu não gosto disso. O fato de Eu nunca ter mencionado isso a vocês antes não significa que Eu consentia tacitamente com isso. Agora estou lhes dizendo as palavras exatas: Eu detesto particularmente as pessoas que espalham conversa fiada. Em particular, algumas pessoas Me veem suportar um pouco de sofrimento e então espalham deliberadamente conversa fiada sob o pretexto de testificar do sofrimento do Deus encarnado — a vocês, Eu digo explicitamente: Eu Me oponho a esse tipo de coisa, sinto repulsa particular por isso no coração e não gosto nem um pouco disso. Isso não é testificar de Deus; isso é espalhar conversa fiada. Então, é apropriado que vocês façam isso? (Não, não é.) Já que não é apropriado, o que vocês deveriam fazer? (Não deveríamos espalhar conversa fiada. Não deveríamos fazer esse tipo de coisa.)

Há alguma discordância entre nós em termos de como tratamos a questão do sofrimento? Nossos pontos de vista são diferentes? (São, sim.) Então, de onde vêm os pontos de vista de vocês sobre o sofrimento? (Nossos pontos de vista sobre o sofrimento vêm de nossos caracteres corruptos depois de sermos corrompidos por Satanás.) Por um lado, os pontos de vista das pessoas sobre todos os tipos de coisas vêm de Satanás, assim como as noções e imaginações humanas. Por outro lado, falando de forma mais prática, eles são influenciados pelas tendências sociais e pelo clima social. O impacto mais direto de as pessoas aceitarem esses pensamentos errados é que elas desenvolvem alguns pensamentos e pontos de vista falaciosos. Quando entram na casa de Deus com esses pensamentos e pontos de vista, as pessoas desenvolvem todos os tipos de abordagens incorretas. Portanto, algumas das abordagens das pessoas em como elas tratam o sofrimento do Deus encarnado são, de forma semelhante, o resultado da instigação de alguns pensamentos e pontos de vista falaciosos. No mundo não crente, quando pessoas com status e prestígio aparecem em público, elas frequentemente fazem as coisas pelas aparências, o que simplesmente se chama encenar. Depois de encenar, elas usam a mídia para divulgar isso, a fim de alcançar o objetivo de manter sua imagem e consolidar seu status entre as pessoas, para que tenham uma imagem melhor aos olhos do público, inspirem maior adoração das pessoas e se estabeleçam mais firmemente no coração delas. E a abordagem que as pessoas adotam ao espalhar informações sobre o sofrimento do Deus encarnado é, em grande parte, influenciada por essa tendência do mundo não crente. Os pensamentos e pontos de vista das pessoas em relação às necessidades básicas do Deus encarnado, ou Seus movimentos e ações do dia a dia, também são assim. Embora as pessoas não digam diretamente qual é o propósito do Deus encarnado ao fazer essa coisa em particular, o método de espalhar isso causa as seguintes consequências: faz com que as pessoas não se concentrem em buscar a verdade, só faz com que se concentrem nessas formalidades exteriores; faz com que elas não se concentrem em entrar na verdade, só faz com que se concentrem no sofrimento, fazendo coisas que são fáceis de alcançar e fáceis de imitar para as pessoas. Elas acham que fazer isso é testificar de Deus e que é praticar a verdade e também defender a imagem de Deus. Na verdade, a imagem de Deus precisa que você a defenda? Ao fazer com que você testifique Dele, Deus tem a intenção de que você testifique sobre essas coisas? (Não.) A imagem do Deus encarnado não precisa que você a defenda, muito menos precisa que você a defenda dessa maneira. Você pode ter boas intenções, mas suas ações causaram consequências adversas e, em casos graves, elas até constituem interrupções e perturbações. As pessoas sempre acreditaram que fazer isso é apropriado e razoável, que é uma boa ação e que é o que um ser criado deve fazer. Eu digo: “Errado! Isso não é o que você deve fazer. Você não deve fazer isso”. Já que é um ser criado, você deve assumir seu lugar adequado como um ser criado e desempenhar bem o seu dever; não deve atuar na função da mídia da sociedade dentro da casa de Deus e fazer as coisas que a mídia faz. Quais palavras Eu falo, qual sofrimento Eu suporto, aonde Eu vou para fazer algo, qual é o Meu itinerário diário — Eu não preciso que você divulgue essas coisas, não gosto que você as divulgue e sinto repulsa por você divulgá-las. Portanto, por favor, pare com esse tipo de divulgação, porque esse tipo de divulgação é espalhar conversa fiada e não está de acordo com a verdade. Vocês entendem? (Entendemos.) É melhor que você não divulgue essas coisas; espalhar essa conversa fiada é inútil. Se realmente quer testificar de Deus, você deve propagar mais as palavras de Deus e compartilhar seu entendimento experiencial da verdade e sua experiência da verdade. Se você realmente tiver boas intenções e quiser fazer algumas coisas boas e preparar algumas boas ações, então veja qual área ou qual parte do trabalho da casa de Deus precisa ser aprimorada e faça algum esforço e pague o preço para fazê-lo bem, para assim melhorar a eficiência do trabalho, acelerar o progresso do trabalho e economizar mão de obra e recursos financeiros. Se você fizer algum trabalho desse tipo, isso será uma boa ação, e isso é o que um ser criado deve fazer. Quanto ao que como ou visto ou que sofrimento suporto, não há necessidade de você espalhar a notícia sobre isso. Há muito tempo Eu lhe disse qual atitude você deve ter em relação a Mim, que consiste em apenas três princípios: ser aberto e honesto, respeitoso e obediente. É simples assim; Eu não preciso que você faça nada além disso. Se você fizer algo além disso de maneira apropriada, Eu tratarei você como um irmão e Me lembrarei desse favor que você fez. Mas em termos do relacionamento entre nós, há muito tempo Eu lhe disse os princípios de como você deve Me tratar. Quais são esses três princípios? (Ser aberto e honesto, respeitoso e obediente.) São precisamente esses três princípios. Se você cumprir esses três princípios, isso será apropriado, e você terá se mantido firme no lugar adequado que um ser criado deve ocupar e terá cumprido sua responsabilidade. O fato de você espalhar conversa fiada não vale um centavo e, no fim, Eu sentirei repulsa por você. Mas se Eu instruo você sobre um princípio, atribuo a você uma tarefa ou comunico um aspecto da verdade e você faz e pratica como Eu lhe digo, isso é muito melhor do que espalhar conversa fiada. Somente praticar a verdade tem valor e é lembrado. Você espalha conversa fiada sobre Mim, dizendo que fiquei muito cansado por caminhar para participar de uma reunião em algum lugar. Ao espalhar essa conversa fiada, você atrai a simpatia e a pena das pessoas por Mim. Eu não fico nem um pouco feliz com isso e não gosto que você faça isso. Eu terei que perguntar a você: “Qual é a utilidade de espalhar essa questão? Por que você espalhou essas palavras? Você realmente entende o que significa dar testemunho de Deus?” Se você não puder fornecer um motivo que esteja de acordo com a verdade e o objetivo subjacente do que você disser e fizer não estiver nem um pouco de acordo com a verdade, mas servir meramente para satisfazer suas ambições e desejos pessoais e para tentar ganhar Meu favor, então Eu lhe digo que não gosto que você faça isso. Você jamais deve fazer isso. Que esta seja a primeira e única vez; nunca mais faça isso! Em seu convívio e interações comigo, você deve ponderar repetidamente os princípios que Eu lhe digo. Você deve se manter firme na posição que deve ocupar, cumprir as responsabilidades que deve cumprir e aderir aos princípios aos quais deve aderir — essas são as coisas que você deve alcançar. Não tente sempre descobrir como ganhar Meu favor ou Me bajular; não deseje sempre compadecer-se de Mim ou ter pena de Mim, nem deseje fazer-Me feliz. Não faça essas coisas. Mesmo que você as faça, é inútil. Eu não gosto que você faça essas coisas e sinto repulsa por você fazê-las. Se você não fizer essas coisas, Eu abordarei você de acordo com as regras e serei capaz de interagir com você normalmente. Se você fizer essas coisas, sempre pensando em embelezar o que Eu fiz e fazendo alarde sobre essas coisas pelas Minhas costas a fim de ganhar Meu favor e fazer com que Eu Me sinta bem em relação a você, Eu digo que você não tem razão. Fazer isso só fará com que Eu sinta repulsa por você. Não importa o que você faça, Eu tratarei e avaliarei você com base nas verdades princípios; é assim que Eu verei você. Se você se relacionar e interagir comigo de forma justa e apropriada, poderemos interagir normalmente. Se você sempre espalhar conversa fiada pelas Minhas costas, então, aos Meus olhos, sua humanidade não é boa. No mínimo, Eu diria que você não tem integridade nem dignidade e que você é uma pessoa baixa demais. Algumas pessoas dizem: “Eu estava falando bem de Ti — isso não está correto?” Eu digo: “Não há necessidade disso.” As pessoas passam a ver e a conhecer que tipo de pessoa Eu sou por meio das palavras que Eu comunico e por meio das verdades que Eu lhes ensino; elas não passam a ver e a conhecer isso por meio da conversa fiada que você espalha. Portanto, o fato de você espalhar conversa fiada é totalmente desnecessário e supérfluo. Talvez ninguém mais sinta repulsa por isso ou talvez todos os outros gostem disso, mas, no mínimo, Eu não gosto disso e sinto repulsa por isso. Quando você espalha conversa fiada sobre Mim, mesmo que isso realmente agrade a todos e realmente esteja de acordo com os pontos de vista de todos, fazendo com que todos se sintam bem, você deve, no mínimo, Me perguntar. Eu sou a pessoa envolvida; você deve perguntar se Eu concordo com isso e se gosto disso. Eu autorizei você a espalhar tais coisas? Se Eu não o autorizei você e ainda assim você espalha conversa fiada sobre Mim, falando de forma tão arbitrária e até mesmo espalhando isso como se fosse a verdade, isso não significa que você tem segundas intenções? Então, como Eu caracterizarei você? Direi que você está causando interrupções e perturbações. Independentemente de aonde Eu vá, quais palavras Eu diga ou quais coisas Eu faça, algumas pessoas se concentram especificamente em espalhar essas coisas, como se, depois de fazer isso, todos fossem Me ter em alta estima e Me avaliassem bem. Isso é exaltar a Deus e dar testemunho Dele? (Não, não é.) Então, sempre que vou a algum lugar para fazer algumas coisas, sejam coisas da Minha vida diária ou coisas relacionadas ao trabalho — especialmente coisas que parecem ser sofrimento aos olhos das pessoas — Eu estou encenando ao fazer essas coisas? (Não.) Já que você sabe que não estou encenando, não dissemine essas coisas. Não aja como um alto-falante e não aja como a mídia; a casa de Deus não tem tal instituição. Não crie você mesmo um canal de mídia nem aja como um alto-falante para disseminar essas coisas, porque sinto total repulsa por você disseminá-las; isso tem um impacto negativo. Portanto, você jamais deve espalhar conversa fiada e não deve espalhar a notícia desse tipo de coisa. Essa é uma das exigências que tenho a vocês.

O fato de Deus encarnar para fazer Sua obra é um passo no plano de gerenciamento de Deus, é um item dentro dele e é um tanto especial em termos de forma — exige que Deus venha entre as pessoas para falar e operar. Ou seja, Deus assume a imagem de um corpo carnal, torna-Se uma pessoa comum e vem fazer a obra entre as pessoas. Além de Sua obra de falar, a coisa mais importante é o sofrimento suportado por Sua carne. Isso também é um item da obra e é algo que Ele deve experienciar e suportar. Durante o período em que Deus fala e realiza Sua obra, além de falar e operar, Sua carne também deve suportar algum sofrimento. É inevitável que Deus sofra ao viver entre as pessoas. Deus vem na carne e vive entre as pessoas para salvá-las, para prover a verdade a elas, para apontar a senda para elas e para conceder vida a elas. Mas o que Ele enfrenta é uma humanidade que foi profundamente corrompida por Satanás. Então, o que Deus deve suportar? Ele deve suportar o julgamento, a blasfêmia, a rebeldia e a traição das pessoas, bem como os mal-entendidos, a atitude defensiva e as reclamações das pessoas, também as várias maneiras como elas agem de maneira perfunctória em relação a Deus. Ele tem que suportar essas coisas. Algumas pessoas dizem: “Nós não Te vimos suportar essas coisas”. Quando Deus vem na carne, Ele não vive entre os não crentes; em vez disso, Ele vive entre o povo escolhido de Deus e entre os seres humanos que Ele tem a intenção de salvar. Ao conviver com esses seres humanos, é inevitável que Sua carne entre em contato, conviva e se comunique com essas pessoas, interaja com elas, e é inevitável que lide com muitas questões. Quando Ele lidar com essas questões, as pessoas revelarão muito naturalmente caracteres corruptos satânicos. Você acha que o Deus encarnado sente prazer ou desconforto quando vê as pessoas revelarem caracteres corruptos? (Ele sente desconforto.) Sentir desconforto conta como sofrimento? (Conta.) Então, Ele para de salvar as pessoas porque sente desconforto? Ele desiste de fazer Sua obra porque sente desconforto? Ou Ele simplesmente destrói as pessoas diretamente? Ele não pode fazer isso. Aqueles a quem Ele salva são precisamente os humanos profundamente corruptos. Seu desconforto é uma questão real. No que diz respeito ao Deus encarnado, Ele deve enfrentar e suportar tudo isso a fim de salvar a humanidade. Ao enfrentar e suportar tudo isso, Ele também deve continuar a fazer Sua obra, a expressar palavras para prover a verdade, falar paciente e seriamente com as pessoas e operar entre elas. Ele não pode desistir de salvá-las só porque vê que as pessoas foram corrompidas profundamente demais, que a rebeldia delas é grande demais ou que as coisas que elas fazem são absurdas e repugnantes, porque essa é a Sua obra, e, portanto, suportar e exercer paciência é uma parte de Sua obra e é uma parte de o Deus encarnado desempenhar Seu ministério e cumprir Suas responsabilidades. Ou seja, quando se trata da humanidade, Deus tem responsabilidades, Ele tem preocupações, Ele tem obra e Ele também tem expectativas. Deus quer salvar a humanidade, completar um grupo de pessoas para que entrem na próxima era e completar um grupo de pessoas para que alcancem a salvação e se tornem uma nova humanidade, levando a grande obra de Deus à conclusão e ganhando uma porção de pessoas. Essa é a obra de Deus, e o Deus encarnado veio precisamente para desempenhar esse ministério. E assim, antes de Deus encarnar para fazer Sua obra, não é que Ele não soubesse que estaria enfrentando um grupo de humanos que eram profundamente corruptos; em vez disso, Ele sabia muito bem que salvaria um grupo de humanos que haviam sido profundamente corrompidos por Satanás. Portanto, para o caráter essência de Deus, tudo o que Ele enfrentaria e encontraria seriam dificuldades. Essas dificuldades incluem algumas dificuldades causadas pelo ambiente externo, mas as dificuldades causadas pelas circunstâncias não são nada. O que são as dificuldades verdadeiras? Eu perguntei a vocês agora há pouco, e vocês disseram que não sabiam, por isso Eu devo lhes dizer, e então vocês saberão. Uma vez que souberem, vocês serão capazes de entender.

Depois que Deus encarna, Seu caráter e Sua essência permanecem inalterados. Ele tem vida divina, como tem também o próprio caráter de Deus, portanto, em termos de Sua essência e vida, a humanidade corrupta é incapaz de ser compatível com Ele. Essa incapacidade de ser compatível com Deus não significa que as pessoas sejam incapazes de concordar com Deus em termos de hábitos de vida ou personalidade; ao contrário, significa que elas são incapazes de ser compatíveis com Ele quando se trata de vários pensamentos e pontos de vista, bem como dos princípios e métodos para tratar várias pessoas, eventos e coisas. Isso não é um fato? (É, sim.) O motivo dessa incapacidade de ser compatível com Deus é que a humanidade corrupta foi profundamente influenciada e doutrinada por Satanás, aceitou as seduções de Satanás e faz tudo com base nos pensamentos e pontos de vista de Satanás. Todos esses pensamentos e pontos de vista de Satanás são falaciosos e coisas negativas — todos eles, portanto, veem a obra de Deus e o próprio Deus com esses pontos de vista e métodos falaciosos. Quando se trata da humanidade, a essência, o caráter e até mesmo as intenções minuciosas de Deus ao salvar a humanidade não podem ser entendidos nem apreciados por nenhuma pessoa. É claro que também não há ninguém que possa tratá-los e aceitá-los corretamente, muito menos ter consideração verdadeira por Ele. No entanto, ainda assim o Deus encarnado deve concluir essa obra de salvar a humanidade, e Ele deve conceder a verdade, o caminho e a vida ao homem. No processo de conceder a verdade, o caminho e a vida ao homem, Ele também tem que suportar os mal-entendidos, as reclamações e os julgamentos do homem e até mesmo sua rejeição e evitação — ou seja, Ele precisa enfrentar as várias formas de rebeldia do homem. Independentemente de quão paciente e seriamente Deus comunique a verdade ou de quanto Ele salve a humanidade com intenções minuciosas, a fim de colocar o homem na trilha certa e levar o homem para a senda da salvação, é muito difícil fazer com que o homem O entenda plenamente. Em relação a isso, o Deus encarnado precisa exercer paciência e tolerância constantemente, nunca pode Se cansar de falar e operar e — por meio de vários métodos e a partir de diferentes ângulos — fazer com que as pessoas abandonem seus pontos de vista falaciosos, para que elas possam se interessar pelas coisas positivas e pelas verdades princípios que Deus ensina às pessoas e entrar na senda de buscar a verdade. Suportar isso é extremamente doloroso. Não importa quanta verdade o Deus encarnado comunique, Ele ainda tem que enfrentar os mal-entendidos, as reclamações e até mesmo as justificativas e defesas das pessoas. Não importa quanto pensamento meticuloso Ele volte para as pessoas e quão abnegadamente Ele Se dedique, ainda assim Ele precisa suportar a rebeldia das pessoas e até seus olhares frios, e Ele também precisa enfrentar a extorsão por parte de certos indivíduos. No entanto, ao longo desse processo, a obra de Deus nunca parou, e o progresso de Sua obra nunca diminuiu, tampouco desacelerou o ritmo com que Ele leva a humanidade adiante. Ele realiza Sua obra expressa Suas palavras e Suas declarações como sempre. Nesse processo, por um lado, por ser o Deus encarnado, Ele possui consciência humana e uma percepção de sentimentos. Ou seja, sob a perspectiva da humanidade, Ele também tem sensibilidade; Ele tem emoções, tem sentimentos e tem percepção — Ele não é desprovido de percepção. Em termos de humanidade, Sua humanidade não transcende os sentimentos carnais nem a consciência da carne, como faz o Espírito de Deus. E assim, para o Deus encarnado, ao tolerar a rebeldia da humanidade, Ele suporta um sofrimento maior e precisa aguentar mais dor. Esse é um dos maiores tipos de sofrimento que Deus suporta. Além de suportar e tolerar as várias formas de rebeldia das pessoas a longo prazo, há outro tipo de sofrimento que o Deus encarnado precisa suportar ao realizar Sua obra e desempenhar Seu ministério — ou seja, Ele vive entre a humanidade sem ser um membro dela. Quais são as implicações disso? Deus possui uma vida essência que é diferente daquela da humanidade e tem pensamentos e pontos de vista sobre como tratar todas as coisas e todos os eventos que são diferentes daqueles que a humanidade tem. É claro que, à luz dessas duas diferenças, antes de a obra de Deus ganhar um grupo de pessoas que alcançam a salvação, qual é o fato objetivo que o Deus encarnado enfrenta ao viver entre as pessoas? É que ninguém realmente possui a vida da verdade que Ele possui, e ninguém realmente possui o entendimento do plano de gerenciamento de Deus que Ele possui. Portanto, ao enfrentar seres humanos corruptos ou viver entre eles, o Próprio Deus encarnado é solitário, muito embora haja um bom número de pessoas na igreja que seguem a Deus. Isso não é um fato? (É, sim.) Não posso dizer que todas essas verdades que comuniquei estão fora do alcance da compreensão de todos, mas, no mínimo, até agora, nem uma única pessoa foi capaz de entender completamente todos os aspectos da verdade. Talvez depois de mais dez ou vinte anos experienciando as coisas e mais dez ou vinte anos desempenhando seu dever, vocês tenham entendimento e experiência de algumas verdades princípios e tenham ganhado algumas coisas. Vocês saberão fazer o trabalho e conhecerão os pensamentos e pontos de vista corretos com os quais devem abordar as várias questões que encontrarem. No entanto, na realidade, a verdade que vocês entendem ainda será muito limitada. Portanto, ao lidar com algumas questões ou ao abordar várias coisas, nunca podemos chegar a um acordo completo em nossos pontos de vista. A causa raiz disso são os diferentes graus de entendimento da verdade. Por um lado, o Deus encarnado deve suportar vários tipos de tratamentos injustos por parte da humanidade, e Ele também deve suportar suas várias noções, imaginações e exigências irracionais que não estão alinhadas com a verdade. Por outro lado, o Deus encarnado também deve suportar a coisa mais dolorosa, que também é um tipo de sofrimento inevitável que Ele deve suportar: como há uma diferença entre a essência do homem e a essência do Deus encarnado, não importa quantos anos o Deus encarnado opere entre as pessoas, Ele permanece solitário. Digam-Me, sentir-se solitário é uma forma de sofrimento? (É, sim.) Sentir-se solitário é uma forma de sofrimento. Não importa quão claramente e quão minuciosamente a verdade seja comunicada, a entrada da humanidade permanece lenta. Os mesmos erros e a mesma corrupção se desenrolam constantemente e continuam reaparecendo. Com paciência e seriedade, o Deus encarnado comunica a verdade constantemente para suprir as pessoas e constantemente demonstra paciência e tolerância para com elas — somente quando chegar o dia em que a obra de Deus for concluída é que Ele não precisará mais suportar esse sofrimento. Isso se deve inteiramente à obra. Além disso, Eu, o Deus encarnado, tenho muitas áreas em Minha vida diária pessoal que são, na verdade, muito adequadas, mas elas também estão sujeitas à crítica, ao julgamento e aos mal-entendidos das pessoas, e certos indivíduos até fazem alarde sobre elas. O homem é incapaz de ser compatível com Deus. Por um lado, isso ocorre porque o homem tem a essência de caracteres corruptos. Por outro lado, em termos da estatura do homem, em termos do quanto ele ama a verdade e em termos de sua atitude em relação às coisas positivas, em seu nível atual, é impossível que o homem seja compatível com Deus. Mesmo que o homem consiga buscar a verdade ao máximo ou que Eu consiga ser tolerante com vocês ao máximo, ainda assim será impossível que o homem e Deus sejam compatíveis. Nesse contexto, se Minhas exigências a vocês forem rigorosas demais ou exigentes demais em termos de ritmo, vocês não conseguirão estar à altura delas nem alcançá-las, e algumas pessoas de estatura baixa facilmente se tornarão negativas e fracas. Por esse motivo, nesse contexto, Eu só posso ser complacente e só posso exercer paciência e esperar. O que significa esperar para Mim? Significa ter boas expectativas e olhar para vocês com antecipação e com belos desejos — olhar para vocês dessa forma e com esse tipo de mentalidade. Espero que, um dia, uma parte de vocês possa embarcar na senda de buscar a verdade ou que uma parte de vocês possa, como Pedro, Jó e Abraão, tornar-se pessoas que se submetem e adoram a Deus. Anseio por esse dia. Ao longo dos anos, ao falar e pregar a vocês, ao comunicar-lhes o trabalho e ao conversar sobre assuntos cotidianos, sempre tive esse tipo de mentalidade. Quer Eu esteja sozinho ou viva entre vocês, esse Meu estado de espírito e essa Minha mentalidade não mudaram; esse sentimento sempre perdurou. Assim, Eu digo que o sofrimento relacionado ao ambiente ou às necessidades cotidianas que o Deus encarnado suporta devido à Sua obra não é grande coisa e não é digno de ser mencionado — o sofrimento verdadeiro que suporto é algo que vocês não conseguem ver nem apreciar. Foi assim que passei todos esses anos. Ninguém se importa com essas coisas, e o sofrimento que suporto no coração não pode ser transmitido às pessoas. As pessoas também não conseguem vê-lo de fora. Meu humor não muda, Minha personalidade não muda, Minhas rotinas diárias não nem a obra são afetadas, mas, no fundo de Meu coração, devo suportar a solidão, e essa solidão é algo que perdura. Digam-Me, esse sofrimento é grande? Esse é sofrimento verdadeiro? (É, sim.) Portanto, Eu os instruo a não espalhar essas coisas inúteis; vocês não conhecem e não conseguem apreciar o sofrimento verdadeiro que suporto. Por que nunca falo com vocês sobre esse sofrimento que suporto? Vocês não entenderiam e, mesmo que Eu falasse com vocês sobre isso, que benefício isso traria? Isso não pode substituir a realização da obra, não pode substituir a comunicação da verdade nem o castigo e o julgamento das palavras de Deus.

Além dos dois tipos de sofrimento sobre os quais acabamos de falar — suportar as várias formas de corrupção e rebeldia da humanidade e suportar a solidão — há outro tipo de sofrimento que o Deus encarnado suporta. Talvez vocês nunca consigam apreciar esse tipo de sofrimento, mas, já que estamos falando do tema do sofrimento, nós o comunicaremos. Deus tem realizado a obra de salvar a humanidade por seis mil anos; a partir de quando Deus planejou ganhar um grupo de pessoas, seja falando ou adotando alguma outra forma, Deus começou a desdobrar essa obra. Então, o que o desdobramento dessa obra significa para Deus? O que significa para a humanidade? Significa que Deus está prestes a ganhar um grupo de pessoas; as intenções e o plano de Deus foram definidos, e Ele quer ganhar um grupo de pessoas, e, no fim, esse grupo de pessoas será o fruto da obra do plano de gerenciamento de seis mil anos de Deus. Já que planejou e ordenou isso, Ele tem expectativas para esse resultado. Essas expectativas têm acompanhado Sua obra o tempo todo. Desde a Era da Lei até a Era da Graça, Deus sempre teve expectativas para esse resultado, e essas expectativas foram transferidas ininterruptamente para o Deus encarnado no terceiro estágio da obra. Como Deus encarnou novamente, não importa qual seja Seu gênero, quais sejam Suas condições ou em que tipo de ambiente social Ele viva, essas expectativas têm acompanhado Sua obra. Portanto, quando se trata deste Deus encarnado, Ele também tem que assumir essas expectativas. Poderia se dizer também que Ele aceita uma responsabilidade e um fardo de Deus e realiza Sua obra com essas expectativas. Embora ambos tenham as mesmas expectativas, este Deus encarnado trabalha por um tempo muito mais longo do que o primeiro Deus encarnado. Como Ele deve suprir as pessoas com todas as verdades que elas devem entender, a natureza dessa obra exige que Ele viva entre as pessoas por muito tempo. Não é que Ele simplesmente conclua a obra e preste contas e assim Seu ministério seja cumprido — ao contrário, durante o período em que Ele realiza essa obra, Ele abriga expectativas, querendo ver o resultado. Esse resultado não vem da noite para o dia, nem mesmo em um ou dois anos. Em vez disso, esse resultado deve ser observado, cuidado e aguardado a longo prazo. Assim sendo, Ele deve passar muito tempo observando e esperando esse resultado e ansiando por vê-lo. Esse observar e esperar é uma responsabilidade, é um fardo e, é claro, é uma medida de dor para o Deus encarnado. Todas essas são questões dentro do escopo das responsabilidades de Seu ministério, estão incluídas na alçada deste estágio da obra e são uma parte dele. Primeiro, Ele precisa ser paciente, e Ele também precisa suportar a solidão, e então Ele precisa observar e esperar. Nenhum desses aspectos pode ser dispensado. Todos esses três aspectos são imensamente dolorosos para o Deus encarnado; Ele não pode Se livrar de nenhum deles, ninguém pode experienciar a dor por Ele, e não há um bom método para resolvê-los ou para libertar-Se deles. Essa é a coisa mais dolorosa para Deus. Portanto, o sofrimento que o Deus encarnado suporta em Seu dia a dia, o quanto Ele Se despende e o preço que Ele paga não são grande coisa, porque não importa o quanto desse sofrimento exterior Ele suporte, isso não pode resolver a dor que Ele sente ao suportar as várias formas de corrupção e rebeldia da humanidade, tampouco pode libertar a carne encarnada da solidão, muito menos, é claro, pode substituir o resultado esperado pelo Deus encarnado ou pelo Próprio Deus. Essas três coisas são uma parte das responsabilidades que o Deus encarnado cumpre ao vir entre as pessoas para realizar o estágio final da obra e são um fato objetivo que Ele precisa enfrentar. Desde o momento em que comecei a desempenhar Meu ministério oficialmente até agora, por mais de trinta anos, tenho vivido constantemente em tal estado. É possível que, se Eu tivesse dito a vocês dez anos atrás que isso é uma parte do sofrimento que o Deus encarnado suporta, vocês não teriam entendido e não teriam sentido nada, dizendo: “Como isso conta como sofrimento? Tu tens um status tão elevado; Certamente comes bem, desfrutas de coisas boas e não Te falta nada. Além disso, tens tantas pessoas que Te seguem e trabalham arduamente para Ti. Que sofrimento suportas? Isso conta como sofrimento?”. Mas agora vocês talvez consigam entender um pouco. Se, naquela época, Eu tivesse dito que, durante o período em que operei, Eu não tinha um lar para o qual pudesse voltar e não tinha onde reclinar a cabeça, Eu não comia bem, Me vestia mal e vivia em ambientes com condições ruins e até ficava em cavernas para fugir das caçadas do Partido Comunista Chinês — se Eu tivesse dito essas coisas, vocês estariam dispostos a ouvir e seriam capazes de entendê-las. Mas Eu nunca disse essas coisas; elas não contam como nenhum tipo de sofrimento para Mim. O sofrimento verdadeiro é o sofrimento em Meu coração. O que Eu disse a vocês hoje é o sofrimento verdadeiro que o Deus encarnado suporta. Digo essas coisas na esperança de que vocês conheçam um fato: o fato de o Deus encarnado vir entre as pessoas para realizar a obra também exige que Ele pague um preço, que Ele seja paciente e que Ele realmente experiencie toda essa dor. Como Ele tem que desempenhar Seu ministério, Ele deve enfrentar o sofrimento que deve suportar e aguentá-lo pessoalmente. Esse sofrimento é o que Ele deve aguentar pessoalmente a fim de realizar a obra, concluir o plano de gerenciamento e a comissão de Deus. O motivo pelo qual nunca testifico sobre essas coisas e pelo qual não preciso que vocês testifiquem sobre elas, muito menos que vocês as disseminem, e, é claro, muito menos reivindico crédito de vocês e não preciso que vocês sejam profundamente gratos a Mim, é que o fato de o Deus encarnado vir entre as pessoas para operar já é uma tarefa árdua o suficiente. Essa é a Sua obra e é também a Sua responsabilidade; Ele deve suportar, deve observar e esperar. Digo isso a vocês apenas para que vocês conheçam a atitude do Deus encarnado em relação a como Ele aborda essas dificuldades e para dizer-lhes os pensamentos e pontos de vista corretos; não é para que vocês apreciem mais profundamente o que é o sofrimento e qual sofrimento o Deus encarnado suportou. Não Me sinto injustiçado por suportar sofrimento, tampouco sinto que suportar esse sofrimento significa que operei tão arduamente e fiz contribuições tão grandes. Não estou tentando Me justificar a vocês, muito menos estou tentando extrair algo de vocês que Eu possa usar como capital. Suporto o sofrimento que devo suportar, pois tenho uma responsabilidade para com vocês. É claro que, em termos do ministério que desempenho, devo prestar contas a Deus. Não há necessidade de Eu buscar crédito ou simpatia de vocês. Portanto, para dizê-lo de forma clara, vocês não podem tomar Meu lugar de suportar esse sofrimento verdadeiro, tampouco qualquer um de vocês pode Me libertar dele. A única coisa que vocês podem fazer, a única maneira pela qual vocês podem cooperar e a única coisa que pode aliviar um pouco o sofrimento que suporto, é vocês ganharem entrada na verdade, aprenderem a ser obedientes, terem testemunho como o de Jó e experiências como as de Pedro; vocês terem boas ações, serem devotados no desempenho de seus deveres, submeterem-se a Deus e amarem e buscarem a verdade; e cada artigo de testemunho experiencial que vocês escreverem conter alguma experiência e entendimento verdadeiros da verdade, e alcançarem alguns resultados em termos de submissão a Deus. Esses seus ganhos são a maior retribuição e o maior conforto para Mim pessoalmente; não tenho outras exigências extras a vocês.

Não é por acaso que o Deus encarnado suporta esse sofrimento. Falando de forma prática, o que Deus salva é a humanidade corrupta, e a corrupção da humanidade corrupta é um tipo de dor para Deus. Ao conviver, lidar e interagir com seres humanos corruptos e, ao mesmo tempo, salvar seres humanos corruptos e ter expectativas em relação a eles, é inevitável que Ele sofra e que pague um preço. Esse preço não é tão simples quanto falar algumas palavras a mais. O que Deus despende para salvar a humanidade? Sua energia, o sangue do Seu coração e Sua vida. O Espírito de Deus despende o sangue do Seu coração para realizar a obra; da mesma forma, o Deus encarnado despende o sangue do Seu coração e Sua energia em troca da salvação do homem — isso se aplica também a Ele. Desde que Deus criou a humanidade e os seres humanos passaram a existir, Deus tem entrado em contato com eles, Se associado a eles e operado no homem. Durante todo o tempo, Deus, na verdade, despendeu quantidades incalculáveis do sangue do Seu coração sobre o homem e realizou quantidades incalculáveis de obra no homem. Mas Deus nunca mencionou à humanidade o quanto Ele sofreu ou o preço que Ele pagou. Ele apenas diz em termos gerais que despendeu o sangue do Seu coração, pagou um preço com Sua vida para suprir o homem e concedeu a verdade a ele para servir como sua vida. Mas Deus nunca disse que sofrimento Ele suportou, quais calúnias e insultos Ele sofreu, quanta fadiga Ele suportou, que preço Ele pagou ou quanto esforço Ele despendeu — Ele nunca mencionou essas coisas. Há um motivo por trás de Ele não mencionar essas coisas. Se Eu não lhes disser, vocês nunca saberão. O motivo é que, ao operar no homem, Deus nunca planejou ganhar nada dele; Ele simplesmente está disposto a suprir o homem e a se dedicar a ele de forma tão abnegada. Se formos usar a linguagem humana para dizer o que Ele busca ganhar ao agir dessa forma, o que Ele busca é que os seres humanos trilhem a senda certa e que eles sejam capazes de viver bem — que sejam capazes de viver adequadamente e viver uma semelhança humana, que sejam capazes de viver de acordo com o caminho que Deus ensina ao homem; que deixem de ser devastados, corrompidos e desorientados por Satanás; e que sejam capazes de se submeter verdadeiramente a Deus. Isso Lhe daria paz de espírito. Se Ele busca alguma coisa, é paz de espírito —que o homem seja capaz de viver adequadamente e de se conduzir adequadamente segundo as palavras de Deus, que o preço que Deus pagou e a obra que Ele realizou não tenham sido em vão, e ver resultados no homem. Por mais que Deus tenha sofrido, por maior que seja o preço que Ele tenha pagado, por mais anos que tenha esperado e por mais anos que tenha demonstrado paciência para com o homem — Deus esteve completamente disposto a fazer tudo isso. Para obter essa paz de espírito, Deus está disposto a pagar tal preço pelo homem. O Próprio Deus nunca Se arrependeu, por mais que tenha sofrido; para usar a linguagem humana, Ele nunca pensou duas vezes sobre isso. Para dizê-lo nos termos mais simples, nas palavras que vocês conseguem entender melhor, Deus faz isso para pôr fim a essa Sua preocupação; esse é um desejo que Ele tem. Deus criou o homem, e Ele tem o desejo de ganhar uma humanidade criada que possa viver, sobreviver e gerenciar todas as coisas de acordo com o caminho que Ele lhe ensina, sem continuar sujeita à corrupção de Satanás e sem continuar a devastar a si mesma. É um grupo de pessoas desse tipo que Ele deseja ganhar. Então, Deus iniciou e começou a realizar Sua obra e tem continuado com ela até o presente; essa preocupação que Ele tem pelas pessoas e esse objetivo não mudaram. Não importa o quanto Ele sofra nem o preço que Ele pague, Deus tem operado assim o tempo todo. Ao operar assim, Deus, na verdade, sofreu muito e pagou muitos preços, mas Ele nunca tentou Se justificar às pessoas, nunca explicou essas coisas para a humanidade e nunca mencionou essas coisas; isso está diretamente relacionado à essência de Deus. Não importa quão grandiosas sejam as coisas que Ele faz, quanta obra Ele realiza na humanidade, que preço Ele paga ou o quanto Ele supre as pessoas — ou seja, não importa o quanto Deus conceda às pessoas ou o quanto Deus lhes conceda — Ele nunca sentiu que isso fosse algum tipo de mérito, tampouco precisa que a humanidade seja profundamente grata a Ele. Ao passo que, de acordo com os pensamentos e pontos de vista dos seres humanos que vivem em qualquer era, não importa quão grande seja o preço que alguém pague e não importa o que faça, ele sempre precisa estar procurando tirar algum proveito disso e sempre precisa ter algo em mente para si mesmo. Mas Deus nunca teve tais pensamentos; somente Deus é verdadeiramente altruísta. O que significa ser altruísta? A explicação mais simples é que significa nunca pensar em si mesmo. Pensem em como os seres humanos criam os filhos e os educam até a idade adulta — os pais gastam tanto dinheiro com os filhos e pagam tantos preços por eles com o objetivo de capacitar os filhos a alcançar grande sucesso e trazer honra para a família, o que permitiria aos pais desfrutar da glória de seus filhos no futuro. Deus não tem tais ideias. Cada movimento Seu e cada ação Sua, cada pensamento Seu e cada ideia Sua, o preço que Ele paga pelos seres humanos e tudo o que Ele lhes concede não são apenas os mais preciosos, mas também são totalmente livres de quaisquer segundas intenções. É simplesmente dedicação e suprimento altruístas, que suprem constantemente dessa forma. Isso é altruísmo verdadeiro. Tudo isso é feito por Deus. Ele nunca exige nenhum crédito dos seres humanos. Entre a humanidade, não importa a quantos mal-entendidos e reclamações das pessoas Ele seja submetido, ou quantas injustiças Ele suporte, Ele nunca tenta Se justificar ou Se defender. Ele faz tudo pela humanidade completamente de bom grado, não reclama disso nem sente qualquer arrependimento, e Ele nunca sentiu que isso fosse algo extra. Ou seja, o altruísmo de Deus não contém nenhum daqueles pontos de vista transacionais que os seres humanos têm e nenhum desejo humano de barganhar. Se você puder praticar a verdade, você será, no fim, capaz de sobreviver. O fato de Deus lhe dar um pouco de graça gratuitamente não é nada para Ele. Ele permite que você sobreviva, continue a viver e viva em felicidade, vivendo entre todas as coisas que Deus concedeu à humanidade. Por mais bênçãos que você desfrute, Deus não sente ciúmes e não tenta competir com você por elas. Desde que você seja capaz de conhecer as orquestrações e os arranjos do Criador, consiga se submeter a eles e viva da maneira que o Criador exige, isso basta. Deus não pede que você se sinta constantemente e profundamente grato a Ele, e Ele não precisa da sua veneração. Deus nunca pediu a ninguém que erguesse um santuário para Ele e queimasse três varetas de incenso todos os dias. Deus não aprecia essas coisas. Veja bem, quando Jó viu as costas de Deus, Deus exigiu alguma coisa dele? (Não.) Deus apenas lhe deu a maior recompensa — permitindo que ele visse as costas de Deus — o que aumentou sua fé em Deus. Essa foi a recompensa de Deus para ele. Então Deus partiu, esperando que ele pudesse viver em felicidade, viver entre todas as coisas criadas pelo Criador e viver sob a soberania Dele. Para Deus, essa foi a maior retribuição. O fato de Jó ser capaz de temer a Deus e evitar o mal foi a verdadeira adoração ao Criador e foi também a maior retribuição. Veja bem, o que Deus exige da humanidade também serve para beneficiar as pessoas. De fato, em última análise, são as pessoas que ganham o maior desfrute e que passam a viver em felicidade. Deus faz exigências pesadas às pessoas? As exigências de Deus às pessoas não são altas. Mas, olhando para Suas exigências, podemos ver que Deus é verdadeiramente altruísta; Ele Se dedica constantemente e faz isso gratuitamente. Não importa que preço Ele pague ou o quanto Ele sofra, Deus suporta tudo sozinho e não tenta Se justificar à humanidade corrupta. Digam-Me, Satanás possui essas qualidades? (Não, não possui.) Satanás não possui uma única coisa que Deus possui — nem mesmo o menor aspecto do que Deus tem e é, aquilo que as pessoas consideram como sendo o que menos merece ser mencionado — e os seres humanos também não possuem nenhuma dessas coisas. Tudo o que Deus tem e é é positivo, belo e elevado; é o mais puro e o mais santo. A essência e o caráter de Deus e o que Ele tem e é podem ser chamados de perfeitos e imaculados. Já que são imaculados, são chamados de santos, certo? (Certo.) Os vários princípios pelos quais Deus trata todas as coisas, incluindo como Ele trata a humanidade, se baseiam inteiramente na verdade; isso é o que há de mais justo. Veja bem, não importa sob qual aspecto você o analise, o caráter essência de Deus merece o louvor da humanidade. Mas, mesmo em vista do fato de Deus ter sofrido tanto, Ele não exigiu nada da humanidade. Ele nunca exigiu o seguinte das pessoas: “Vocês devem cantar e dançar alegremente em Meu louvor todos os dias. Louvem Meu nome todos os dias. Sempre que se reunirem ou produzirem programas, vocês devem louvar Meu nome juntos”. Deus exigiu que as pessoas fizessem isso? (Nunca.) Não importa o quanto Deus sofra, quanta obra Ele realize ou o quanto Ele conceda à humanidade, Ele nunca exigiu que as pessoas fossem profundamente gratas a Ele nem que O venerassem da maneira que os não crentes fazem com os ídolos. Deus nunca fez tais coisas. Ele nunca disse uma única palavra nem fez uma única coisa por causa de Seu status e de Seu prestígio no coração da humanidade. Ele nunca fez essas coisas. O Espírito de Deus não faz tais coisas. Ele nunca declarou tais coisas nem deixou tais mensagens para a humanidade. Então, o Deus encarnado já fez tais coisas ou falou tais palavras? (Não.) Durante todos esses anos operando e sofrendo entre as pessoas, Ele tem suprido as pessoas com a verdade e vida o tempo todo e apoiado e guiado as pessoas a trilhar a senda certa. Ele apenas espera que as pessoas possam buscar a verdade e sobreviver. Além disso, Ele tem alguma exigência extra a vocês? (Não, não tem.) Ele não tem exigências extras a vocês.

Em termos de sua natureza, o sofrimento que o Deus encarnado suporta é, na verdade, diferente do tipo de sofrimento sobre o qual os seres humanos falam. Em um sentido positivo, os seres humanos suportam seu sofrimento inteiramente com o propósito de se livrar de seus caracteres corruptos para alcançar a salvação. Em um sentido negativo, eles o suportam inteiramente porque têm caracteres corruptos e porque são julgados e castigados por cometerem o mal e resistirem a Deus. A essa luz, o sofrimento dos seres humanos é necessário e é inevitável. O Deus encarnado, porém, suporta Seu sofrimento em prol de realizar Sua obra, em prol de suprir os seres humanos com a verdade e para que eles possam se libertar da corrupção e aflição de Satanás e entrar na senda da salvação. Deus tem que suportar essas dificuldades a longo prazo — isso também é uma parte de Sua obra. Essas dificuldades são coisas que Ele precisa aguentar e assumir sozinho. Visto que Deus encarnado está realizando Sua obra e desempenhando Seu ministério e o sofrimento é uma parte dessa obra, Deus não precisa que as pessoas sejam profundamente gratas a Ele por suportar esse sofrimento, tampouco precisa que as pessoas espalhem informações sobre Seu sofrimento, muito menos precisa que as pessoas saibam dele. Se quiser conhecer a Deus, você deve conhecê-Lo conhecendo a essência de Deus, conhecendo Seus pensamentos e pontos de vista sobre como Ele trata todas as coisas e todos os eventos e conhecendo Seus princípios para lidar com várias pessoas, eventos e coisas. Conhecê-Lo dessa forma é a melhor e mais apropriada abordagem. No que diz respeito a conhecer o sofrimento de Deus, você pode pular isso; você não precisa conhecer esse aspecto. Mesmo se o conhecesse, você não seria capaz de simpatizar com Deus, não seria capaz de ter consideração por Ele e não seria capaz de tomar o Seu lugar em suportá-lo. Portanto, não há necessidade de comunicar isso. Se vocês sabem que suportar o sofrimento é uma parte da obra do Deus encarnado e que é um processo que Ele experiencia inevitavelmente ao vir entre as pessoas, entender isso basta. Não há necessidade de fazer muito alarde sobre isso, tampouco há qualquer necessidade de vocês retribuírem nada. Se buscarem a verdade, vocês poderão entender um dia, mas se você não for alguém que busca a verdade, você poderá chegar até o fim e ainda ser incapaz de entender.

Praticamente terminamos de comunicar o tópico do sofrimento. Se vocês entenderem a atitude do Deus encarnado em relação ao sofrimento ou se entenderem que sofrimento Ele suporta, o que vocês desejarão fazer? A melhor coisa é que vocês sejam capazes de praticar a verdade, ser devotados, ser seres criados de acordo com o padrão e permitir que o desejo de Deus seja satisfeito. Essa é a maior retribuição a Deus. Se você fizer isso, Deus Se lembrará disso. A maior retribuição a Deus é que vocês sejam capazes de buscar praticar a verdade e, no fim, sejam capazes de alcançar a salvação, não permitindo que o plano de Deus fracasse, não permitindo que as palavras de Deus deem em nada, permitindo que as palavras de Deus sejam realizadas em vocês e que as palavras de Deus se tornem sua vida. Um dia, quando tiverem sobrevivido e se tornado membros da nova humanidade, forem capazes de se tornar os mestres de todas as coisas, de viver em felicidade e tiverem satisfeito o desejo inicial de Deus ao criar a humanidade, essa será a maior retribuição a Deus. No dia em que vocês alcançarem a salvação e se tornarem aqueles que sobreviveram, vocês terão realizado o desejo de Deus de criar uma nova humanidade. Deus terá ganhado um grupo de pessoas na terra que conseguem adorar a Deus e conseguem temê-Lo e evitar o mal — esse desejo de Deus será cumprido. Quando Seu desejo for cumprido, talvez nesse dia Ele diga que você O ajudou a cumprir Seu desejo, que você O ajudou a pôr fim ao Seu período de sofrimento. Essa é a maior retribuição a Deus. Quando o desejo de Deus for cumprido, Ele não despenderá mais nada pela humanidade; Suas expectativas terão sido realizadas. Deus não precisará mais realizar a obra. Ele terá visto os resultados e obtido os resultados, Sua obra terá sido concluída, Ele poderá descansar e não terá mais nenhuma preocupação com a humanidade. Isso significará que você — por alcançar a salvação ao buscar a verdade — ajudou Deus a Se libertar da sensação de dificuldade que Ele sente e de Seu curso de dificuldades de seis mil anos. Deus lhe agradecerá. Pois terá sido uma espera tão longa, mas, felizmente, Deus finalmente terá visto os resultados, Seu desejo terá sido cumprido e Ele terá ganhado uma nova humanidade — você deve se alegrar por Deus. Se você realmente tiver um coração que tem consideração por Deus, se realmente quiser entender e ter consideração pelo coração de Deus e quiser retribuir a Deus, você deve ser obediente e submisso, trilhar a senda da salvação, trilhar a senda de temer a Deus e evitar o mal e ser alguém que é capaz de adorar a Deus. Essa é a maior retribuição a Deus. É claro que essa também é a única maneira de permitir que Deus seja confortado e de cumprir o desejo de Deus, permitindo-Lhe abrir mão de quaisquer preocupações e expectativas que Ele tenha em relação às pessoas. É claro que também é a melhor maneira de ajudá-Lo a Se libertar do curso de dificuldades que é Sua espera de seis mil anos. Na visão de Deus, essa é a maior retribuição a Ele; é o melhor presente que você poderia oferecer a Ele. Esse presente é aceito e recebido por Deus, e é mais precioso do que qualquer quantidade de dízimos que você possa ofertar.

Tudo bem se encerrarmos a comunhão sobre esse tópico aqui? (Sim.) Então, vamos concluir nossa comunhão aqui por hoje. Adeus!

23 de novembro de 2024

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