17. Provando o gosto de ser uma pessoa honesta

Por Yongsui, Coreia do Sul

Certo dia, numa reunião no final de março, um líder contou sobre um irmão que tinha sido preso e brutalmente torturado. Num momento de extrema fraqueza, ele entregou dois outros membros da igreja e assim traiu a Deus. Ele ficou cheio de remorso e, lendo as palavras de Deus de julgamento e revelação, enxergou a raiz de seu fracasso e se arrependeu genuinamente. O líder nos perguntou o que achamos daquela experiência, e se ela contava como testemunho verdadeiro. Também nos pediu que compartilhássemos nossa opinião. Isso me deixou nervosa e comecei a especular: por que ele queria discutir aquilo? Seria para nos testar se tínhamos enxergado o problema corretamente? Pensei: “Aquele irmão entregou os outros só por causa de um momento de fraqueza. Foi uma transgressão. Mas ele conheceu a si mesmo e se arrependeu de verdade. Portanto, a experiência dele deveria contar como testemunho.” Mas então, pensei, sem ter certeza: “Verei o que os outros dirão primeiro, assim não direi bobagem nem direi algo vago demais, o que me faria passar vergonha.” Os outros começaram a expressar sua opinião. Uma irmã começou dizendo algo quase igual ao que eu pensava, então senti que minha opinião era válida. Mas logo depois dela, outra irmã disse que aquele irmão tinha sido um Judas por trair a Deus, portanto, aquela não era uma experiência que dava testemunho de Deus. Depois, alguns outros irmãos disseram com confiança que aquilo não contava como testemunho. Ver tantos irmãos com a mesma opinião e justificativa me fez hesitar, e eu não sabia o que pensar. Nesse momento, o líder disse: “Quem acha que não é um testemunho, levante a mão.” Um bom número de irmãos levantou a mão, mas eu não tinha certeza, então mantive a minha abaixada. Fiquei pensando: “Não posso levantar a mão na hora errada. Isso mostraria que me falta calibre e entendimento.” Enquanto eu pensava isso, o líder me perguntou: “Por que você não levantou a mão?” Pensei comigo: “Ai, não! Por que ele está me perguntando? Eu devia ter levantado a mão?” E assim, a levantei mais que depressa. Meu coração disparou e comecei a me sentir inquieta. Agi certo em fazer isso ou não? Em meu coração, senti que a experiência poderia servir como testemunho, mas levantei a mão sem refletir direito. E uma vez que eu já tinha feito isso, comecei a escutar as ideias dos outros com expectativa. Todos estavam compartilhando o que achavam, então comecei a considerar com calma. Aquele irmão havia se arrependido de verdade, portanto seu testemunho deveria valer. Senti que talvez eu não devesse ter levantado a mão. Na hora, eu quis compartilhar o que eu realmente pensava, mas então concluí que eu não tinha um entendimento completo, então ficaria tudo bem seu estivesse certa. Mas se fosse o oposto, o que o líder pensaria de mim? Diria ele que eu não tinha calibre nem profundidade em minha experiência? Se o líder me enxergasse assim, não me acharia digna de ser treinada, e eu não teria nenhum futuro na casa de Deus. Além do mais, havia vários irmãos e irmãs presentes, então seria constrangedor se eu errasse. Eu estava indecisa e quis dizer algo várias vezes, mas no final, permaneci calada.

Depois, a líder comunicou que aquilo certamente contava como testemunho, e que trair a Deus num momento de fraqueza, depois vivenciar o julgamento e o castigo, e se arrepender de verdade eram um grande testemunho. Era motivador para muitos outros e mostrava que Deus era misericordioso com aqueles de genuína fé. Deus sabe o quanto somos corruptos, por isso, contanto que sintamos verdadeiro remorso e nos voltemos para Ele, Ele nos dará a chance de se arrepender, e esse tipo de testemunho glorifica a Deus e envergonha Satanás mais do que tudo. O líder prosseguiu explicando que nosso entendimento era impuro, e disse que éramos enganosos e desonestos, que nossa opinião não se baseava nas palavras de Deus. Vendo que íamos discutir a questão, achamos que havia algo errado com a experiência daquele irmão. Tentamos adivinhar o que o líder estava pensando e não dissemos uma única palavra honesta. Pacientemente, o líder comunicou conosco que temos de pensar por nós mesmos e ter nossa própria opinião em tudo. Que devemos dizer a verdade, estando ela certa ou não. Esse é o ponto de partida. Ouvir essas palavras “ponto de partida” fez-me sentir pouco à vontade. Eu pensei: “Ele está certo. Compartilhar minhas opiniões sinceras, mesmo estando errada, é melhor do que seguir a maioria. Pelo menos seria minha própria perspectiva, e eu estaria sendo honesta.” Odiei a mim mesma por não dizer o que eu realmente pensava. Em apenas 10 minutos em que eu devia ter compartilhado minha posição, foi enganosa e não pratiquei a verdade, nem sequer alcançando a linha do ponto de partida para a conduta humana. Eu não só disse e fiz a coisa errada, mas fracassei em me comportar corretamente.

Após a reunião, em meus devocionais, li isto nas palavras de Deus: “Em sua fé em Deus e na maneira com que se comportam, as pessoas devem seguir a senda certa; não use maneiras e meios corrompidos e malignos. O que são maneiras e meios corrompidos e malignos? São uma fé em Deus que sempre se baseia em esperteza mesquinha, enganações astutas e truques baratos; tentam esconder sua corrupção e problemas tais como suas deficiências, falhas e seu calibre pobre. Estão sempre lidando com as coisas usando filosofias satânicas, tentando cair nas graças de Deus e dos líderes da igreja em questões evidentes, mas não praticam a verdade, não lidam com as coisas de acordo com princípios e sempre prestam muita atenção nas pessoas para bajulá-las; perguntam: ‘Como tenho me saído ultimamente? Vocês todos me apoiam? Deus sabe das coisas boas que tenho feito? E se Ele souber, Ele me elogiará? Qual é o meu lugar no coração de Deus? Sou importante para Deus?’. O que estão realmente perguntando é se podem ser abençoados em sua crença em Deus. Ruminar constantemente essas coisas não são maneiras e meios corrompidos e malignos? Essa não é a senda certa. Qual, então, é a senda certa? A senda certa é quando as pessoas buscam a verdade em sua fé, quando são capazes de ganhar a verdade e alcançar mudanças em seu caráter” (‘Seis indicadores de crescimento na vida’ em “Registros das falas de Cristo”). Por meio dessa leitura, Deus nos lembra e nos alerta que tomemos a senda certa em nossa conduta e como crentes. Temos que buscar e praticar a verdade. Se não nos esforçarmos em fazer essas coisas positivas, se nossa preocupação for encobrir nossos defeitos, for querer nos exibir, querer ser bem vistos pelos líderes, ter status dentro da igreja, e se nos preocuparmos demais com o que Deus e os líderes pensam de nós, estaremos andando na senda do mal. O que eu estava fazendo era exatamente o que Deus revelou. Eu não sabia ao certo se a experiência daquele irmão era um testemunho verdadeiro ou não, mas não falei com o coração. Em vez disso, avaliei a situação e joguei de acordo com ela, calculando o que os outros poderiam estar pensando. Quando o líder me perguntou por que eu não tinha levantando a mão, pensei que tinha escolhido errado, e quando a maioria achou que a experiência do irmão não contava como testemunho, apressei-me em seguir a maioria. Eu estava sendo mesquinha, vendo pra que lado o vento soprava. Tudo que demonstrei foi um caráter satânico enganoso. Perguntei-me por que tinha sido tão difícil fazer uma simples afirmação sincera. Temi ficar constrangida caso dissesse algo errado, que o líder me menosprezasse e não me valorizasse nem me treinasse, e que eu pudesse ser dispensada do meu dever se algo como aquilo continuasse acontecendo. Eu só quis proteger meu próprio prestígio e manter minha posição, disfarçar meu calibre ruim e fazer o melhor para me exibir. Eu quis agir como alguém de alto calibre que entendia a verdade e tinha bom discernimento das coisas. Eu sempre quis ter a resposta certa para qualquer pergunta, a resposta compatível com a opinião do líder, pra que ele pensasse melhor em mim e eu causasse uma boa impressão. Então, os irmãos e irmãs me aprovariam e também me admirariam. Enxerguei o engano e as maquinações em minha abordagem. Não pude ser direta mesmo sobre uma coisa tão simples. Não pude dizer uma única palavra honesta e de coração. Eu estava sempre examinando o ambiente astuciosamente para manter minha posição na casa de Deus. Eu estava tomando a senda do mal, não a senda correta. Eu me conscientizei de tudo isso, mas não refleti com mais profundidade.

Assim, três meses depois, ouvi esta comunhão de Deus: Deus diz: “Os anticristos se envolvem com Cristo da mesma forma com que tratam as pessoas, imitando Cristo em tudo que dizem e fazem, ouvindo Seu tom e prestando atenção no significado de Suas palavras. Quando falam, nenhuma palavra é real ou sincera; só sabem dizer palavras vazias e doutrinas. Tentam enganar e trapacear essa pessoa que, aos seus olhos, é apenas uma pessoa comum. Falam como uma cobra rasteja, de modo sinuoso e indireto. O modo e a direção de suas palavras são como uma trepadeira que sobe uma estaca. Quando Tu dizes que alguém é de bom calibre e deveria ser promovido, eles falam imediatamente sobre como ele é bom e sobre o que se manifesta e revela nele; e se dizes que alguém é mau, eles se apressam em falar sobre como ele é mau e maligno, sobre como causa perturbações e interrupções na igreja. Quando desejas saber a verdade sobre algo, eles nada têm a dizer; tergiversam, esperando que Tu tomes uma decisão, prestando atenção no significado de Tuas palavras, tentando descobrir Tuas intenções. Tudo que dizem é bajulação, adulação e obsequiosidade; nenhuma palavra verdadeira sai de sua boca” (‘Para líderes e obreiros, escolher uma senda é de extrema importância (20)’ em “Registros das falas de Cristo”). Essas palavras de Deus foram direto ao ponto. Todas as vezes que eu tinha sido desonesta e adaptado minhas ações ao que os outros queriam vieram à minha mente. Embora eu não tivesse contato direto com Cristo, eu não aceitava o escrutínio de Deus no ambiente que Ele havia preparado. Eu só queria me exibir e atrair a simpatia do líder, então medi minhas palavras e disse o que ele queria ouvir, sem ser minimamente honesta. Era tudo fachada e enganação. Meu jeito de falar e agir, tal qual uma serpente, era repugnante para Deus. Achei que se eu dançasse conforme a música enganaria o líder e concluí que causaria uma boa impressão se me saísse bem ao responder à pergunta. Então minha posição e futuro na casa de Deus estariam assegurados. Foi uma grande tolice minha. Na verdade, eu tentava enganar a Deus. Na realidade, eu não acreditava que Deus examina todas as coisas. Meu calibre, estatura, pensamentos, minha atitude e perspectivas em todas as situações, Ele vê tudo isso com clareza absoluta. Mesmo que eu pudesse enganar os outros ao meu redor, eu nunca conseguiria enganar a Deus. Na verdade, Deus não observa o que eu digo ou faço na frente dos outros, mas como eu abordo a verdade. Ele olha o que pratico e vivo todos os dias, e como me comporto em meu dever. Deus examina especialmente pequenas coisas como essas. Ele observa se amo e pratico a verdade, e minha fachada jamais poderia enganá-Lo. Então, finalmente percebi que eu não estava sendo apenas desonesta, mas estava negando a justiça de Deus e o fato de que Ele observa todas as coisas. Eu agia como uma descrente. Quando ouvi a análise de Deus de anticristos zombando de Cristo e bajulando-O, não achei que tivesse muito a ver comigo. Eu nunca havia me encontrado com Cristo pessoalmente, por isso pensei que mostrar esse tipo de caráter satânico não fosse o meu caso. Então, finalmente percebi que eu estava errada. Que não é preciso ter contato com Cristo para revelar esse caráter satânico. Tentei bajular e ganhar pontos com o líder, e estava disposta a agir daquela forma para manter minha posição na casa de Deus. Eu mostrava exatamente esse caráter satânico. Se algum dia eu ficasse frente a frente com Cristo, certamente esse caráter se evidenciaria ainda mais. Eu não conseguiria evitar de tentar enganar e me opor a Deus.

Por alguns dias, fiquei pensando: embora tivéssemos dado a resposta errada, o líder não nos podou nem lidou conosco como eu havia pensado, e nem disse que nosso calibre era deficiente, não nos dispensou nem se recusou a nos treinar. Ele só pediu que compartilhássemos nossa opinião para entender nossos defeitos antes de comunicar sobre a verdade e nos orientar sobre os princípios. Ele também expôs nossos caracteres corruptos e mandou que refletíssemos sobre nós mesmos. Tudo que ele fez foi para nos ajudar e nos apoiar. Não é preciso especular na casa de Deus, nem com os irmãos e irmãs. Isso me fez pensar nestas palavras de Deus: “Deus tem a substância da fidelidade, então Sua palavra é sempre digna de confiança; além disso, Suas ações são irrepreensíveis e inquestionáveis. É por isso que Deus gosta daqueles que são absolutamente honestos com Ele” (‘Três admoestações’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras e os feitos de Deus merecem nossa máxima confiança, e Ele nos trata com sinceridade. Quando Deus criou o homem, Ele disse que frutos no jardim poderiam ser comidos e os que não poderiam. Ele falou de forma simples e direta, sem que se precisasse adivinhar. Na Era da Graça, o Senhor Jesus dizia “Em verdade, em verdade vos digo” o tempo todo. E neste estágio da obra de Deus, podemos sentir o quanto as palavras de Deus Todo-Poderoso são honestas e verdadeiras. Na maioria das vezes, são palavras profundamente sinceras, calorosas e bondosas, e embora as partes que expõem nossos caracteres corruptos pareçam severas, todas são embasadas na realidade, e são todas para nos purificar e nos salvar. Deus é sincero e transparente conosco. Não existe o mínimo fingimento. Mas eu calculava e esquematizava em meio à situação, sem um pingo de honestidade. Senti que eu era enganosa e desprezível demais.

Então, eu me lembrei de algumas palavras de Deus. “Aprecio muito quem não nutre suspeita de outras pessoas e também gosto muito de quem prontamente aceita a verdade; demonstro grande zelo por esses dois tipos de pessoas, porque, a Meu ver, são pessoas honestas. Se for muito enganador, você terá um coração defensivo e pensamentos de suspeita em relação a todos os assuntos e a todas as pessoas, e por isso sua fé em Mim será edificada sobre um fundamento de suspeição. Eu jamais poderia reconhecer tal fé” (‘Como conhecer o Deus na terra’ em “A Palavra manifesta em carne”). Nunca entendi por que Deus disse que alguém que não desconfia dos outros e aceita a verdade prontamente é honesto aos olhos de Deus. Mas agora, refletindo sobre Suas palavras, comecei a entender. Pessoas honestas não abrigam desconfiança em relação a Deus ou ao homem. Elas são inocentes. Elas não tentam resolver as coisas com seu cérebro humano. Em vez disso, colocam-se diante de Deus para buscar a verdade. Elas aceitam e praticam o que conseguem entender e fazem o que Deus diz. Elas abordam a verdade com um coração honesto, e esse tipo de coração é que é tão precioso. Esse é o significado de ser como uma criança. Deus as abençoa, o Espírito Santo opera nelas, as orienta e ilumina. E então elas entendem e ganham a verdade com mais facilidade. Mas mesmo que alguém possa dizer algumas verdades e realizar um pouco de seu dever, se por dentro elas são confusas, sempre desconfiadas e alertas, e até desconfiadas de nosso amoroso e bondoso Deus, então elas são do tipo de pessoa mais enganoso e desonesto. A essa altura, comecei a entender por que Deus diz que pessoas enganosas não podem ser salvas. Em parte, é por Deus ser tão genuíno, a ponto de odiar pessoas enganosas e não salvá-las. Mas também tem a ver com nossa busca subjetiva. Pessoas enganosas são complicadas demais. Estão sempre adivinhando, analisando e desconfiando das pessoas, das coisas e de Deus. Elas também sabem bem como ler as pessoas. Seus pensamentos são dominados por essas coisas e elas não buscam nada da verdade. O Espírito Santo não pode operar nelas. É por isso que elas nunca entendem a verdade. Assim como Deus diz: “Deus não aperfeiçoa aqueles que são enganosos. Se o seu coração não for honesto — se você não for uma pessoa honesta —, então você nunca será ganho por Deus. Da mesma forma, você nunca ganhará a verdade e também será incapaz de ganhar Deus” (‘Seis indicadores de crescimento na vida’ em “Registros das falas de Cristo”). Portanto, a essa altura, examinei a mim mesma de novo com severidade. Confrontada com um problema, não me coloquei diante de Deus para buscar a verdade com um coração honesto, mas fiquei obcecada em avaliar os sinais dos outros. Eu era assim, mesmo em discussões normais com os irmãos e irmãs. Às vezes, eu não entendia algo totalmente, mas eu só seguia qualquer que fosse o entendimento da maioria. Às vezes, eu tinha minha própria opinião, mas por medo de dizer algo errado, eu me refreava e escutava os outros primeiro, e só me pronunciava se soubesse que estava certa. Caso contrário, eu decidia que não precisava dizer nada e assim não seria mal vista. Eu vi o quanto eu era enganosa e indireta. Eu só ia atrás do rebanho quando não entendia algo e observava e seguia o que os outros faziam. Isso me impedia de realmente entender a verdade. Mas não há nada de assustador em não ter calibre ou não saber a verdade. Assustador é quando as pessoas estão sempre fingindo saber o que não sabem. E assim, elas nunca poderão entender a verdade. Senti que era perigoso prosseguir nesse caminho e que ser honesto é crucial.

Comecei a buscar ser honesta ao encarar as coisas no futuro, e a que princípios eu deveria aderir. Li uma passagem das palavras de Deus: “Para abrir seu coração para Deus, você deve primeiro pôr de lado seus desejos pessoais. Em vez de se concentrar em como Deus o trata, diga o que está em seu coração e não pondere nem considere quais serão as consequências de suas palavras; diga o que estiver pensando, coloque de lado suas motivações e não tente usar as palavras para alcançar algum objetivo. ‘Devo dizer isso, não aquilo, devo ter cuidado com o que digo, devo alcançar meu objetivo’ — há motivações pessoais envolvidas aqui? Em sua mente, essas pessoas deram voltas e voltas antes mesmo de articular as palavras, processaram muitas vezes o que irão dizer e o filtraram muitas vezes em sua cabeça. Ao saírem de sua boca, essas palavras carregam os esquemas enganosos de Satanás; essa não é uma maneira franca de agir com Deus” (‘Para líderes e obreiros, escolher uma senda é de extrema importância (20)’ em “Registros das falas de Cristo”). “Em todos os assuntos, você deve se abrir para Deus e ser franco — são esses o único estado e a única condição que devem ser mantidos diante de Deus. Mesmo quando não está aberto, você está aberto diante de Deus. Deus sabe se você está aberto ou não. Não é tolice sua não conseguir ver isso? Como, então, você pode ser sábio? Você sabe que Deus escrutiniza e sabe tudo, portanto não pense que talvez Ele não saiba; já que é certo que Deus secretamente vê a mente das pessoas, elas seriam sábias se fossem um pouco mais francas, um pouco mais puras, um pouco mais honestas — essa é a coisa inteligente a fazer. […] Quando as pessoas começam a prestar atenção na forma, quando isso é processado em seu cérebro, quando refletem sobre isso, isso se torna uma questão problemática. Em sua mente, elas sempre pensam: ‘O que posso dizer que faça com que Deus me tenha em alta estima e não saiba o que estou pensando por dentro? O que é a coisa certa a dizer? Devo me resguardar um pouco mais, devo ser um pouco mais diplomático, devo ter um método; talvez assim Deus me tenha em alta estima’. Você acha que Deus não saberá se você ficar sempre pensando nisso? Deus sabe tudo que você pensa. É exaustivo pensar assim. É muito mais simples falar honesta e verdadeiramente, e isso torna sua vida mais fácil. Você dirá que é honesto e puro, que é franco — e isso é infinitamente precioso. Se você tem um coração aberto e uma atitude honesta, mesmo que haja momentos em que você vai longe demais e age feito um tolo, para Deus, isso não é uma transgressão; é melhor do que seus truques mesquinhos e melhor do que sua reflexão e seu processamento constantes” (‘Para líderes e obreiros, escolher uma senda é de extrema importância (9)’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus dizem que o mais importante e fundamental quando abordamos a Deus e as situações que Ele prepara é ser sincero. Devemos expor nosso coração a Deus sem disfarce ou camuflagem, sem tentar estudar ou processar as coisas. Não devemos abrigar motivos por trás de nossas palavras ou empregar táticas, mas apenas compartilhar nosso pensamento com um espírito de honestidade. Preciso reconhecer que não entendo coisas que estão além de minha compreensão e então vir para diante de Deus para buscar a verdade com um coração inocente e honesto. Isso é ser sábio. Deus vê tudo e nos conhece como a palma de Sua mão. Meu calibre, o quanto da verdade eu entendo, a profundidade da minha experiência e se compreendo alguma coisa, tudo isso são coisas que Deus conhece muito bem. Estou exposta diante de Deus. Não há necessidade de encobrir meus defeitos e fingir que entendo tudo. Na verdade, estar sempre especulando, observando os outros e adivinhando o que estão pensando, para então elaborar o que dizer era exaustivo mental e emocionalmente, e Deus odiava isso. Foi quando finalmente vi como é importante ser inocente e cândido de coração. Deus valoriza isso, e é também uma maneira mais livre e tranquila de viver. Também enxerguei que Deus não olha só o calibre das pessoas ou se a opinião delas está correta. Ele olha nosso coração, nossa atitude para com a verdade, e que caracteres expressamos ao longo do caminho. Mesmo que estejamos errados às vezes, se formos abertos e honestos, Deus não se importará se formos tolos ou nos faltar calibre, e não nos condenará por isso. Já o oposto, ser alguém enganoso, é o que Deus acha repugnante e odioso. Àquela altura, resolvi que praticaria a verdade e seria uma pessoa honesta. Por abrir o coração a Deus no ambiente que Ele cria, ser cândida ao lidar com os outros, falar com o coração e me abrir sobre o que compreendo, posso lentamente resolver meu caráter corrupto hipócrita e enganoso.

Eu me lembro de uma vez, quando abordamos o líder sobre um cântico da igreja, que tinha alguns trechos que pareciam sem sentido pra nós. Ele não disse nada sobre aqueles trechos, mas disse que o cântico não tinha valor, que não era bom. A afirmação “É” saiu naturalmente da minha boca. Percebi na hora que estava sendo enganosa de novo. Eu não tinha visto os problemas que ele viu. Eu só concordava com tudo, fingindo que entendia. Odiei a forma como uma mentira escapou na hora em que abri a boca e eu não queria mais blefar sobre aquilo. Se eu não entendia, então eu não entendia. Pensei nas palavras de Deus: “Ser honesto é ser puro em suas ações e palavras” (‘A prática mais fundamental de ser uma pessoa honesta’ em “Registros das falas de Cristo”). Eu sabia que deveria corrigir a mentira que acabara de falar, e ser honesta. Eu disse ao líder: “Achei que havia um problema com duas linhas. Não percebi que o todo estava ruim.” Com paciência, ele comunicou conosco sobre os problemas do cântico, o que abriu um pouco meus olhos sobre a canção. Tive uma sensação de paz. A verdade é que não é preciso enfeitar nossas palavras, ações e opiniões. Basta sermos pessoas honestas, práticas e realistas. Comecei a praticar a honestidade quando os irmãos da minha equipe discutiam problemas. Certa ou errada, eu só queria compartilhar minha opinião sincera. Eu era franca sobre qualquer coisa que não entendia, e corrigia meus erros. Isso me trouxe muita paz. Ainda nem chego perto do padrão de uma pessoa verdadeiramente honesta, mas sinto de verdade o quanto isso é importante e sei que esse é o único caminho para ser salva por Deus. Aspiro sinceramente me tornar uma pessoa honesta e quero continuar me esforçando por isso, buscar por isso. Graças a Deus!

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