41. Mantendo meu dever

Eu sentia tanta inveja quando via os irmãos e irmãs se apresentando, cantando e dançando pra Deus. Eu sonhava em subir no palco para cantar e dar testemunho a Deus. Seria uma honra enorme! E esse dia chegou mais rápido do que eu imaginava.

Em maio de 2018, eu me juntei aos ensaios para o Hino do Reino, um show de coral. Eu nunca tinha feito aulas de canto ou de dança, então no início foi muito difícil pra mim. Eu ficava muito nervosa quando cantava, meu rosto sempre ficava tenso e sempre estava fora de sincronia quando dançava. Mas eu não desanimava. Pensava no Hino do Reino como sendo o testemunho pra humanidade sobre a chegada de Deus e logo me sentia tão inspirada que não parava de orar. Eu estava determinada a me dedicar a cantar e dançar bem. Deus guiou cada passo meu, e após alguns meses, comecei a me sentir mais confortável. Eu até ensinava os irmãos a praticarem suas expressões. Comecei a ficar muito satisfeita comigo mesma, pensando: “Minhas expressões e meus movimentos são muito bons agora. Com certeza, vão me colocar na fileira da frente quando filmarem, e quando os irmãos e irmãs da minha cidade me virem no palco, vão ficar muito animados e felizes. Aposto que também vão ficar com inveja e me admirar”. Eu me sentia ótima toda vez que pensava nisso e tinha muita energia para o meu dever. Mesmo com todo o suor e a dor, eu ainda não conseguia relaxar. Eu tinha medo de relaxar e não ser colocada na frente e, então, eu teria menos chances de me mostrar. Eu sabia que tinha que fazer o meu melhor, mesmo sendo difícil e cansativo. O diretor definiu nossas posições no palco quando a filmagem se aproximou. Animada, eu abri a lista de artistas e procurei o meu nome, então vi que estava na fileira sete. Eu não acreditava no que estava vendo. Por que eu estava tão lá atrás? Será que o diretor cometeu um erro? Minhas expressões e movimentos estavam tão bons, e eu estava até ajudando os irmãos nos ensaios. Eu realmente achava que devia ficar nas primeiras fileiras. Como eu poderia estar no fundo? Se eu não aparecesse na tela, se por acaso não me filmassem, os outros não iriam me ver. Esse pensamento me deixou muito insatisfeita. Nos ensaios posteriores, eu não conseguia passar alegria no meu canto ou energia na minha dança. Eu estava sempre rabugenta, especialmente quando as expressões e movimentos de algumas irmãs nas primeiras três fileiras não estavam tão bons. Eu não conseguia entender. Como elas eram melhores que eu? Por que elas foram colocadas na frente, enquanto eu estava presa no fundo? Fui dominada pela inveja e não conseguia aceitar. Eu vi que alguns irmãos e irmãs que geralmente eram melhores que eu haviam sido colocados ainda mais no fundo, mas eles pareciam totalmente tranquilos durante os ensaios, como se aquilo não os afetasse. Eu fiquei confusa: até mesmo no fundo, eles eram obedientes e ativos em seu dever, então por que era tão difícil pra mim e eu não conseguia obedecer? Será que eu estava sendo irracional? Eu parei e me repreendi um pouco naquele momento, mas não buscava a verdade ou refletia sobre mim. Eu ainda não conseguia aceitar onde eu havia sido colocada.

Alguns dias depois, o diretor fez mudanças na escalação. Fiquei alegre em segredo e me perguntei se seria colocada na frente. Mas quando eu vi, quis muito chorar. Fui colocada na última fileira e no cantinho, onde a câmera mal conseguia me filmar. O que eu achei mais inacreditável foi que algumas irmãs que não ensaiavam há muito tempo foram colocadas na minha frente. Um turbilhão se formou dentro de mim e eu perdi o chão. Eu trabalhei tanto praticando minhas expressões e movimentos para poder estar na filmagem, então, por que eu havia sido relegada a um canto obscuro, sem a menor chance de mostrar meu rosto? Eu faria papel de um abajur! Qual era o sentido de fazer parte do show? Se eu soubesse disso, não teria me esforçado tanto nos ensaios. Eu senti que estava caindo aos pedaços e não conseguia aceitar esse fato. Bem, nos dias de ensaio que se seguiram, acabei torcendo meu tornozelo. Eu pensei: “Posso descansar agora que meu tornozelo está torcido, e não preciso me arrebentar todo dia. Eu estou no fundo mesmo, onde ninguém pode me ver. Por que me esforçar tanto?” Comecei a chegar atrasada e sair mais cedo, e quando os ensaios ficaram intensos, eu só descansava. Vendo isso, algumas irmãs me lembraram do seguinte: “A gente já vai filmar. Se você não praticar esses dias, vai ficar fora de sincronia com o resto do pessoal. Não podemos fazer corpo mole”. Ouvir isso foi um pouco chato e fiquei me sentindo meio mal. Eu sabia que filmaríamos dali a 20 dias, então, se eu não ensaiasse, iria atrasar o projeto todo. Eu causaria um grande transtorno. Senti um medo repentino. Como eu podia ser tão degenerada? Só por meio da reflexão foi que percebi que eu arrumava desculpas e resistia, e que eu havia perdido a garra por meu dever desde que fui colocada no fundo e não teria mais a oportunidade de aparecer. Eu fazia o mínimo, mecanicamente e sem me envolver. Estava resistente a Deus, sendo antagônica. Minha torção estava piorando, o que poderia ser Deus me disciplinando. Se eu continuasse tão resistente, não faria diferença aparecer ou não, talvez eu não conseguisse nem subir no palco e iria perder meu dever. Na minha dor e autocensura, me ajoelhei em oração a Deus naquela noite. “Ó, Deus, estou muito chateada desde que me colocaram na fileira do fundo e não fui capaz de obedecer, só faço reclamar, e tenho cumprido mal o meu dever, fazendo corpo mole no serviço. Agora, vejo como sou rebelde e o quanto O desapontei. Deus, por favor, me tire desse estado.”

Então, eu li estas palavras de Deus: “Assim que disser respeito a posição, aparência ou reputação, o coração de todos salta em expectativa, e cada um de vocês sempre quer se destacar, ser famoso e reconhecido. Ninguém está disposto a ceder, em vez disso, todos desejam disputarmesmo que disputar seja vergonhoso e proibido na casa de Deus. No entanto, sem disputa, vocês ainda não estão satisfeitos. Quando veem alguém se destacar, vocês sentem inveja, ódio e que é injusto. 'Por que eu não posso me destacar? Por que é sempre aquela pessoa que pode se destacar e nunca é a minha vez?' Então, vocês sentem algum ressentimento. Vocês tentam reprimi-lo, mas não conseguem. Vocês oram a Deus e se sentem melhor por algum tempo, mas tão logo se deparam com esse tipo de situação novamente, vocês não conseguem vencê-la. Isso não demonstra uma estatura imatura? Quando uma pessoa cai em tais estados, isso não é uma armadilha? Esses são os grilhões da natureza corrupta de Satanás que amarram os humanos. Se descartou esses caracteres corruptos, a pessoa não está então livre e liberada? Considere isto: que tipos de mudanças a pessoa precisa fazer se quiser abster-se de ficar enredada nessas condições, ser capaz de se livrar delas e se liberar dos aborrecimentos e cativeiro dessas coisas? O que a pessoa precisa obter antes de poder ser verdadeiramente livre e liberada? Por um lado, precisa discernir as coisas: fama, fortuna e posições são apenas ferramentas e métodos que Satanás usa para corromper as pessoas, capturá-las, prejudicá-las e causar sua depravação. Em tese, primeiro você precisa ganhar um entendimento claro disso. Ademais, precisa aprender a desistir dessas coisas e pô-las de lado… Caso contrário, quanto mais você lutar, mais trevas o cercarão, e mais inveja e ódio você sentirá, e seu desejo de obter apenas aumentará. Quanto mais forte seu desejo de obter, menor será sua capacidade de consegui-lo, e, na medida em que você obtiver menos, seu ódio aumentará. Na medida em que seu ódio aumentar, você ficará mais escuro por dentro. Quanto mais escuro você for por dentro, pior será o cumprimento do seu dever; quanto pior for o cumprimento do seu dever, menos útil você será. Isso é um ciclo vicioso interconectado. Você não pode cumprir bem o seu dever em tal estado, então, aos poucos, você será eliminado” (‘Você pode obter a verdade após volver seu coração verdadeiro para Deus’ em “Registros das falas de Cristo”). Isso me fez acordar um pouco. As palavras de Deus revelaram meu próprio estado em detalhes. Depois que eu entrei para o coral e vi que me familiarizei com as coreografias, ensinando os outros a praticarem suas expressões, comecei a me sentir melhor que eles e que eu ficaria na frente durante a filmagem. Eu explodia de energia pelo meu dever quando eu achei que seria filmada, e que ia aparecer. Fiquei feliz de trabalhar tanto nas minhas expressões e movimentos. Mas quando me colocaram mais e mais para o fundo, minha esperança de aparecer foi frustrada. Eu fui resistente aos arranjos do diretor e me recusei a aceitar quem estava na frente. Eu sentia inveja deles. Eu entendi errado e reclamei, senti que não era justo, tentei argumentar e competir com Deus, fiquei negativa e relaxada em meu dever. Eu até me arrependi do esforço que havia feito nas práticas. Refleti sobre meus motivos e comportamento, e percebi que não cumpria meu dever por consideração à vontade de Deus ou em testemunho a Ele. Em vez disso, eu queria a oportunidade de me sobressair, dos outros me admirarem. Será que eu não estava só lutando pela minha própria reputação e status? Eu era tão egoísta e desprezível! Aquela chance de entrar pro grupo de coral era Deus me elevando, mas, desprovida de consciência e razão, eu não pensei em como cumprir meu dever bem e satisfazer a Deus. Eu só lutava para aparecer. Fiquei chateada e reclamei quando não consegui aparecer. Mergulhei num estado cada vez mais obscuro. Acabei cumprindo mal meu dever e indignei a Deus. Será que eu caí na teia de Satanás? Pensei em todos que cumpriam seus deveres nos bastidores, que não subiam ao palco, mas eles davam duro sem reclamar, atendo-se aos deveres com os pés no chão. Eu não era nada comparada a eles. Senti que eu não sabia distinguir o bem do mal, e que estava em dívida com Deus. Eu não queria continuar sendo rebelde. Queria me arrepender a Deus.

Depois disso, li estas palavras de Deus: “Você deve aprender a abrir mão e deixar de lado essas coisas, a recomendar outros e a permitir que eles se destaquem. Não lute nem corra para tirar vantagem no momento em que encontrar uma oportunidade para se destacar ou obter glória. Você deve aprender a recuar, mas não deve adiar o cumprimento de seu dever. Seja uma pessoa que trabalha em quieta obscuridade e que não se exibe aos outros ao cumprir o seu dever. Quanto mais você abrir mão e deixar de lado, mais tranquilo você se tornará, mais espaço se abrirá em seu coração, e mais seu estado se aprimorará. Quanto mais você lutar e competir, mais escuro será o seu estado. Se você não acredita, tente e veja! Se você quiser reverter esse tipo de estado e não quiser ser controlado por essas coisas, então você deve primeiramente deixá-las de lado e desistir delas” (‘Você pode obter a verdade após volver seu coração verdadeiro para Deus’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus me deram uma senda de prática. Sempre que eu queria me exibir de novo, tinha que orar a Deus e renunciar a mim mesma, deixar de lado meus desejos e pensar em como cumprir meu dever de acordo com as exigências de Deus, dançar direito e cantar bem minhas músicas. Era isso que eu precisava fazer. Percebi que minha chance de fazer parte do Hino do Reino era cumprindo os deveres de um ser criado, na fileira da frente ou do fundo. Deus não decide se as pessoas são devotas ao seu dever com base em sua posição em um coral, e sim na sua sinceridade e na sua prática da verdade e obediência a Deus. Eu me senti muito mais leve depois de entender a vontade de Deus, e fiz esta oração: “Deus, não quero mais me rebelar contra Ti. Não importa minha posição, até mesmo se for lá no fundo, onde ninguém consegue me ver, quero cumprir bem o meu dever para satisfazê-Te!”

Nos ensaios seguintes, eu sempre fiquei nas duas fileiras do fundo. Às vezes achava que nunca iria aparecer na filmagem daquele jeito, que ninguém iria me admirar, e me sentia um pouco desapontada. Nesses momentos, eu orava rapidinho e pedia pra Deus aquietar meu coração, e pensava em como expressar o que Deus requer em cada verso que eu cantava, e como dançar com energia, seguindo a coreografia. Quando comecei a colocar meu coração nessas coisas, eu me senti tão perto de Deus, que eu não ligava mais para a minha posição. Incrivelmente, quando a filmagem se aproximou, fui colocada na fileira da frente e também me deram algumas cenas pequenas para filmar. Eu agradeci a Deus pela oportunidade de praticar. Durante os vários dias de filmagem das cenas, me apeguei a meu senso de gratidão. Em cada tomada, eu me concentrava em cantar com o coração, para não ter arrependimentos em meu dever. E na última tomada, me colocaram na primeira fileira, com a câmera bem perto de mim. Eu não conseguia acreditar. Estava me sentindo muito honrada. Agradeci a Deus várias vezes e estava determinada a fazer um bom trabalho. Enquanto eu caminhava feliz para a primeira fileira, todos aqueles holofotes e câmeras estavam apontados para mim. Uma irmã correu para desamassar minhas roupas, retocar minha maquiagem e ajeitar meu cabelo. De repente, senti que eu era o centro das atenções, que todos olhavam para mim e não conseguia conter minha animação. Nem nos meus sonhos, eu imaginava estar na primeira fileira. Se a filmagem ficasse boa, eu percebi que muitas pessoas iriam me ver e eu me tornaria bastante conhecida. A ideia estava crescendo dentro de mim. A sensação era indescritível. Pensando nisso, percebi que não estava no meu estado normal e que eu queria me exibir de novo. Não perdi tempo e orei a Deus, renunciando a mim mesma, mas ainda não conseguia atenuar meus pensamentos incorretos e não conseguia me acalmar. Fizemos duas ou três tomadas, mas eu não conseguia. Então, o diretor nos lembrou de estar no estado de espírito certo. Comecei a me preocupar com o diretor ter visto minhas expressões erradas e me colocar no fundo de novo. Não queria perder a oportunidade de aparecer. Mas eu percebi que não podia pensar sempre nos meus próprios interesses, eu tinha que me concentrar no meu estado de espírito e cumprir o meu dever. Havia uma batalha acontecendo dentro de mim entre querer cumprir bem o meu dever e me preocupar em perder a chance de aparecer. Isso me deixou incrivelmente nervosa. Fizemos cinco tomadas seguidas, mas ainda não conseguia me encaixar e parecia toda dura. Eu via as outras irmãs conversando, animadas, sobre o que aprenderam depois da filmagem, umas ficaram emocionadas e choravam, mas eu não conseguia me animar. Estava me sentindo tão deprimida que saí de lá correndo.

Voltando pra casa, eu me senti muito culpada por ter feito um trabalho ruim durante a filmagem. Todos os outros deram seus corações honestos e sorrisos inocentes a Deus, mas eu só estava obcecada com a chance de aparecer. Minha apresentação não era boa o suficiente para dar um testemunho a Deus, e Deus não poderia aprovar o meu dever. Àquela altura, eu queria era chorar bastante. Eu disse a Deus: “Deus, eu me arrependo muito desta última filmagem. Não quero mais me mostrar e gostaria muito de poder voltar para o fundo do palco, em um cantinho onde ninguém, nem a câmera, conseguisse me ver. Se eu tiver um coração simples e honesto para cantar genuinamente para Ti, vou ficar feliz e em paz e nunca mais vou me sentir tão culpada de novo. Mas é tarde demais, eu não sou capaz de pagar tudo que Lhe devo”. Quanto mais eu pensava nisso, mais eu ficava chateada, e sentia remorso de como eu havia cumprido meu dever.

Eu aquietei meu coração e comecei a refletir. Por que meu desejo por aparecer e me sobressair era tão forte, que renunciar à carne e praticar a verdade havia se tornado tão difícil? Eu li isto nas palavras de Deus: “Por isso, do que você gosta, no que você foca sua atenção, o que você adora, o que você inveja e o que você cogita em seu coração todo dia, tudo isso representa sua natureza. É suficiente para provar que sua natureza gosta da injustiça e, em situações sérias, sua natureza é maligna e incurável. Você deveria analisar sua natureza desse modo, isto é, olhar para o que você gosta e para o que você abandona em sua vida. Talvez você seja temporariamente bom para alguém, mas isso não prova que você gosta dele. Do que você gosta de verdade é precisamente daquilo que está em sua natureza; mesmo que seus ossos fossem quebrados, você ainda gostaria disso e jamais o abandonaria. Não é fácil mudar isso”. “Adicionalmente a revelar as coisas de que as pessoas gostam em sua natureza, outros aspectos pertencentes à sua natureza também precisam ser revelados; por exemplo, os pontos de vista das pessoas sobre coisas, os métodos e os objetivos das pessoas na vida, os valores vitais das pessoas e as visões sobre vida, bem como as visões sobre todas as coisas relativas à verdade. Todas essas coisas estão no fundo da alma das pessoas e estão diretamente relacionadas com a transformação do caráter” (‘O que você deveria saber sobre transformar seu caráter’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus me ajudaram a entender que o pensamento, as preferências e as buscas humanas vêm de nossa natureza, e também são controlados por nossa natureza. Então, eu me perguntei no que eu me concentrava de verdade e buscava o tempo todo em meu dever? Quando meu lugar no palco ia avançando mais para a frente, e estava aparecendo em mais cenas, no que eu mais pensava era na chance de finalmente estar na frente, para me mostrar e ser foco de inveja e estima. Especialmente na última cena, quando fui colocada na frente, eu sentia que era uma estrela. Parecia uma conquista enorme e não era capaz de controlar o desejo que eu tinha de me mostrar, mostrar meu rosto bonito para a câmera, fazer uma bela surpresa aos irmãos que me conheciam, e ter essa memória incrível para sempre. Eu vi como prezava a reputação e o status, e isso estava tão fundo no meu coração, que se tornou minha natureza. Mais tarde, eu li isto nas palavras de Deus: “Um caráter satânico corrupto está enraizado profundamente nas pessoas; torna-se a sua vida. O que exatamente as pessoas buscam e desejam ganhar? Sob a força impulsora de um caráter satânico corrupto, quais são os ideais, as esperanças, as ambições, os objetivos e as direções na vida das pessoas? Não são contrários às coisas positivas? Em primeiro lugar, as pessoas sempre querem ter renome ou ser celebridades; desejam ganhar grande fama e prestígio e trazer honra a seus ancestrais. São coisas positivas? Essas não estão alinhadas às coisas positivas de modo algum; além disso, vão contra a lei de Deus de ter domínio sobre a sina da humanidade. Por que Eu diria isso? Que tipo de pessoa Deus quer? Ele quer uma pessoa grandiosa, uma celebridade, alguém nobre ou de grande impacto? (Não.) Então, que tipo de pessoa Deus quer? Ele quer uma pessoa com os pés firmes no chão que busque ser uma criatura qualificada de Deus, que possa cumprir o dever de uma criatura e limitar-se ao lugar de um humano” (‘Só a busca da verdade e a confiança em Deus podem resolver um caráter corrupto’ em “Registros das falas de Cristo”). “Você está sempre buscando grandeza, nobreza e dignidade; sempre busca exaltação. Como Deus Se sente quando vê isso? Ele detesta e não quer considerar isso. Quanto mais você busca coisas como grandeza, nobreza, ser superior aos outros, distinto, proeminente e digno de nota, mais Deus acha você repugnante. Não seja alguém que Deus acha repugnante! Então, como isso pode ser alcançado? Ao fazer as coisas de maneira realista, colocando-se ao mesmo tempo na posição de homem. Não nutra sonhos indolentes, não busque fama nem se destacar de seus iguais e, além disso, não tente ser uma pessoa de importância que excede todas as outras, que é superior entre os homens e faz os outros adorá-las. Essa é a senda que Satanás percorre; Deus não quer tais seres criados. No fim, uma vez que toda a obra de Deus esteja feita, se ainda houver pessoas que buscam essas coisas, então só haverá um desfecho para elas: ser eliminadas” (Registros das falas de Cristo). As palavras de Deus serviram para me acordar. Refleti sobre o motivo de gostar tanto de aparecer, de ser tão vaidosa. Porque eu fui educada e corrompida por Satanás. Seus venenos, como “Distinguir-se e honrar seus antepassados” e “O homem luta para subir; a água flui para baixo” haviam penetrado em mim, me dando uma perspectiva de vida errada. Eu via a busca por reputação e status e uma vida melhor que a dos outros como coisas positivas. Eu aceitei isso como uma meta de vida. Não importa o que eu estivesse fazendo, eu queria aparecer, que os outros olhassem pra mim e me invejassem. Eu sentia que isso era viver melhor que os outros, que era algo honrável. Que o amor pela reputação e o status havia se tornado minha natureza. Pensei em como sempre queria me sobressair no passado, na escola e nas interações com os outros. Eu queria estar à frente dos outros, estar sob os holofotes. Sempre que alguém começava a me notar, eu me sentia incrivelmente satisfeita. Quando ninguém me notava ou eu não tinha influência em nenhum grupo, eu não suportava. Eu queria lutar por um lugar e, quando eu falhava, ficava chateava. Eu estava vivendo desses venenos satânicos, sempre querendo que os outros me admirassem. Eles eram como grilhões que estavam me prendendo, controlando meus pensamentos. Eu via minha participação num filme dando testemunho a Deus como meu palco. Tratava meu dever como um trampolim para satisfazer meus desejos. No meu coração, só havia a chance de me sobressair, brilhar. Nunca pensei em cumprir meu dever ou satisfazer a Deus. Eu vi que, com minhas toxinas satânicas e caráter mal resolvido, era impossível cumprir meu dever e satisfazer a Deus, e eu seria eliminada por Deus, porque me rebelei contra Ele e resisti a Ele.

Mais tarde, eu li isto nas palavras de Deus: “O que Deus exige das pessoas não é a capacidade de completar certo número de tarefas ou realizar grandes empreendimentos quaisquer, Ele nem precisa que elas sejam pioneiras em quaisquer grandes empreendimentos. O que Deus quer é que as pessoas sejam capazes de fazer tudo que puderem de maneira realista e viver em concordância com Suas palavras. Deus não precisa que você seja incrível ou honrado, nem precisa que produza quaisquer milagres, nem quer ver surpresas agradáveis em você. Ele não precisa de tais coisas. Tudo que Deus precisa é que você ouça Suas palavras e, tendo-as ouvido, que as leve a sério e preste atenção nelas enquanto pratica de uma maneira realista, de modo que as palavras de Deus se tornem o que você vive, que se tornem a sua vida. Dessa forma, Deus ficará satisfeito” (Registros das falas de Cristo). Eu vi que Deus quer que busquemos a verdade e sejamos pessoas totalmente honestas, para obedecer à Sua regra e aos Seus arranjos, e dar o nosso melhor em nossos deveres. Trabalhar para alcançar essas metas O satisfará. Eu nunca entendi a vontade de Deus, só buscava reputação e status com afinco. Como resultado, eu não conseguia cumprir bem meu dever, e isso decepcionava Deus. Eu era muito corrompida, mas Ele não desistia de mim. Várias vezes, Ele revelou minhas perspectivas incorretas sobre a busca, mudando minha posição no palco para que eu pudesse ver meu caráter satânico corrompido, sair desse caminho e mudar. O amor de Deus realmente me comoveu. Eu fiz esta oração a Ele: “Deus, não quero mais tentar aparecer ou ser admirada por ninguém. Essas buscas somente me trouxeram dor até hoje e me tornam incapaz de satisfazê-Lo em meu dever, e me fazem sentir culpada. De agora em diante, só desejo praticar de acordo com Suas palavras. Não importa em que posição eu esteja, se eu consigo aparecer ou não, só quero cantar em Seu louvor, com um coração genuíno de submissão a Ti, para cumprir o meu dever e satisfazê-Lo”. Depois disso, nas refilmagens, às vezes, eu ficava no fundo, às vezes eu ficava na frente, e, às vezes, precisavam de mim nos ensaios e não nas filmagens. Isso me afetou emocionalmente, de fato, mas eu consegui abrir mão dos meus desejos desta vez, orando a Deus e lendo Suas palavras para lidar com aquilo. Às vezes, eu via algumas irmãs impactadas por terem sua posição trocada, não estavam cumprindo bem seus deveres. Eu conseguia encontrar palavras relevantes de Deus a tempo e ligá-las a minha experiência para ajudá-las. Cumprir meu dever assim realmente me acalmou e foi muito importante! De fato. Mais tarde, o diretor me pediu para voltar à primeira fileira, mas eu não estava tentando me exibir como antes. Só senti que ter a câmera me filmando era uma responsabilidade, um testemunho. Eu me concentrei em cantar bem e cumprir meu dever como eu deveria. Eu me lembro de uma cena em que eu estava lá no fundo, e nós cantamos estas palavras de Deus: “Levante seu estandarte triunfante para celebrar a Deus! Entoe sua triunfante canção de vitória para propagar o santo nome de Deus!” Eu pensei em como eu havia sido corrompida por Satanás, na busca por reputação e status, que não havia cumprido meu dever e satisfeito a Deus, em como O magoei. Naquele dia, senti que precisava louvar a Deus com meu coração, oferecer a Ele minha melhor canção, para Satanás ser envergonhado e derrotado! Quando eu estava cantando em louvor a Deus no palco com aquele tipo de atitude, senti toda a paz e a alegria que eu nunca havia sentido. Também tive uma sensação de orgulho e justiça!

O trabalho do coral Hino do Reino foi publicado on-line logo depois disso. Todos nós, irmãos e irmãs, assistimos ao vídeo, animados. Ver tantos dos escolhidos de Deus perante o Monte das Oliveiras, cantando com orgulho “As multidões gritam vivas a Deus, as multidões louvam a Deus” realmente me comoveu, e fiquei tão tocada que não consegui conter as lágrimas de gratidão. Relembrando tudo o que aconteceu, desde ficar tão afetada por minha posição, no ínicio, e não conseguir me dedicar ao meu dever, até, finalmente, não ser mais afetada por reputação e status, fosse meu lugar na frente ou no fundo do palco, simplesmente assumindo o lugar de um ser criado e cantar e dar testemunho de Deus livremente, tudo isso foi fruto da obra de Deus em mim. Graças a Deus!

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