B. Sobre o caráter justo de Deus

259. Justiça é santidade e é um caráter que não tolera a ofensa do homem, e tudo que é imundo e não passou por mudanças é alvo da repugnância de Deus. O caráter justo de Deus não é lei, mas decreto administrativo: é decreto administrativo dentro do reino, e esse decreto administrativo é a punição justa para qualquer um que não possui a verdade e não mudou, e não há margem para salvação. Pois quando cada homem for classificado de acordo com sua espécie, o bom será recompensado, e o mau será punido. É o momento em que o destino do homem ficará manifesto, é o tempo em que a obra da salvação chegará ao fim, após o que, a obra de salvar o homem não será mais feita, e a retribuição sobrevirá a cada um daqueles que cometem o mal.

Extraído de ‘As experiências de Pedro: seu conhecimento de castigo e julgamento’ em “A Palavra manifesta em carne”

260. A intolerância de Deus à ofensa é a Sua substância exclusiva; a ira de Deus é o Seu caráter exclusivo; a majestade de Deus é Sua substância exclusiva. O princípio por trás da raiva de Deus demonstra a identidade e o status que somente Ele possui. Nem é preciso mencionar que também é um símbolo da substância do Próprio Deus único. O caráter de Deus é a Sua própria substância inerente. Ele não muda absolutamente nada com a passagem do tempo, nem muda quando o local muda. Seu caráter inerente é a Sua substância intrínseca. Independentemente da pessoa sobre quem Ele realiza a Sua obra, a Sua substância não muda e nem o Seu caráter justo. Quando alguém enraivece a Deus, aquilo que Ele envia é o Seu caráter inerente; nesse momento o princípio por trás de Sua raiva não muda, nem a Sua identidade e status únicos. Ele não fica irado por causa de uma mudança em Sua substância nem porque o Seu caráter produziu elementos diferentes, mas porque a oposição do homem contra Ele ofende o Seu caráter. A flagrante provocação a Deus por parte do homem é um grave desafio à própria identidade e status de Deus. Na visão de Deus, ao desafiá-Lo, o homem O está contestando e testando a Sua raiva. Quando o homem se opuser a Deus, quando o homem O contestar, quando o homem testar continuamente a raiva de Deus — que também é quando o pecado corre desenfreado — a ira de Deus naturalmente se revelará e se apresentará. Portanto, a expressão de Deus de Sua ira simboliza que todas as forças do mal cessarão de existir; simboliza que todas as forças hostis serão destruídas. Essa é a singularidade do caráter justo de Deus e é a singularidade da ira de Deus. Quando a dignidade e a santidade de Deus forem desafiadas, quando as forças justas forem obstruídas e não forem vistas pelo homem, Deus enviará a Sua ira. Por causa da substância de Deus, todas aquelas forças na terra que O contestam, que se opõem a Ele e contendem com Ele são más, corruptas e injustas; elas vêm de Satanás e a ele pertencem. Porque Deus é justo, de luz e impecavelmente santo, todas as coisas más, corruptas e pertencentes a Satanás desaparecerão com a liberação da ira de Deus.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne”

261. Embora a ira de Deus seja oculta e desconhecida ao homem, ela não tolera ofensa

O tratamento de Deus de toda a humanidade tola e ignorante se baseia principalmente na misericórdia e na tolerância. Sua ira, por outro lado, está encoberta na vasta maior parte do tempo e das coisas; ela é desconhecida ao homem. Como consequência, é difícil para o homem ver Deus mostrar a Sua ira e também é difícil entender a Sua ira. Assim sendo, o homem menospreza a ira de Deus. Quando o homem enfrentar a obra e o passo finais de Deus de tolerar e perdoar ao homem — isto é, quando a última ocorrência divina de misericórdia e Seu aviso final os alcançarem — se eles ainda usarem os mesmos métodos para se opor a Deus e não fizerem nenhum esforço para se arrepender, corrigir seus caminhos ou aceitar a Sua misericórdia, Deus não mais conferirá a Sua tolerância e paciência a eles. Ao contrário, é nesse momento que Deus retirará a Sua misericórdia. Depois disso, Ele só enviará a Sua ira. Ele pode expressar a Sua ira de diferentes maneiras, assim como Ele pode usar diferentes métodos para punir e destruir pessoas.

O uso do fogo por Deus para destruir a cidade de Sodoma é o Seu método mais rápido de aniquilar completamente uma humanidade ou coisa. Queimar as pessoas de Sodoma destruiu mais do que seus corpos físicos; destruiu a totalidade de seus espíritos, suas almas e seus corpos, assegurando que as pessoas dentro dessa cidade cessariam de existir tanto no mundo material quanto no mundo invisível ao homem. Essa é uma maneira pela qual Deus revela e expressa a Sua ira. Esse modo de revelação e expressão é um aspecto da substância da ira de Deus, assim como também é, naturalmente, uma revelação da substância do caráter justo de Deus. Quando envia a Sua ira, Deus cessa de revelar qualquer misericórdia ou benignidade e também não mostra mais nada de Sua tolerância ou paciência; não há pessoa, coisa ou razão que possa persuadi-Lo a continuar a ser paciente, a oferecer a Sua misericórdia novamente, a conceder a Sua tolerância uma vez mais. Em lugar dessas coisas, sem hesitar nem por um momento, Deus enviará a Sua ira e majestade e fará o que deseja, e Ele realizará essas coisas de uma maneira rápida e simples de acordo com os Seus próprios desejos. Essa é a maneira pela qual Deus envia a Sua ira e majestade, as quais o homem não pode ofender, e é também uma expressão de um aspecto de Seu caráter justo. Quando as pessoas testemunham Deus mostrando preocupação e amor em relação ao homem, elas são incapazes de detectar a Sua ira, ver a Sua majestade ou sentir a Sua intolerância à ofensa. Essas coisas sempre levaram as pessoas a crer que o caráter justo de Deus é unicamente de misericórdia, tolerância e amor. Entretanto, quando se vê Deus destruir uma cidade ou detestar uma humanidade, a Sua ira na destruição do homem e a Sua majestade permitem que as pessoas vislumbrem o outro lado de Seu caráter justo. Essa é a intolerância de Deus à ofensa. O caráter de Deus que não tolera ofensa transcende a imaginação de qualquer ser criado e dentre os seres não criados, ninguém é capaz de interferir nele ou afetá-lo; até mais do que isso, ele não pode ser representado ou imitado. Assim, esse aspecto do caráter de Deus é aquele que a humanidade mais deve conhecer. Somente o Próprio Deus tem esse tipo de caráter e somente o Próprio Deus é possuído por esse tipo de caráter. Deus é possuído por tal tipo de caráter justo porque Ele detesta a maldade, as trevas, a rebelião e os atos malignos de Satanás — corrompendo e devorando a humanidade — porque Ele detesta todos os atos pecaminosos em oposição a Ele e por causa de Sua substância santa e imaculada. É por causa disso que Ele não suportará que qualquer dos seres criados ou não criados se oponha a Ele ou O conteste abertamente. Até um indivíduo a quem Ele alguma vez tenha demonstrado misericórdia ou escolhido precisará apenas provocar o Seu caráter e transgredir o Seu princípio de paciência e tolerância, e Ele liberará e revelará o Seu caráter justo sem a menor ponta de misericórdia ou hesitação — um caráter que não tolera ofensa.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne”

262. Embora o derramar da ira de Deus seja um aspecto da expressão de Seu caráter justo, a raiva de Deus de forma alguma é indiscriminada quanto a seu alvo nem sem princípio. Ao contrário, Deus não é em absoluto rápido em Se irar nem revela precipitadamente a Sua ira e a Sua majestade. Ademais, a ira de Deus é bastante controlada e medida; não é de nenhuma forma comparável à maneira como o homem irrompe em fúria ou libera a sua raiva. Muitas conversas entre o homem e Deus estão registradas na Bíblia. As palavras de alguns desses indivíduos eram frívolas, ignorantes e infantis, mas Deus não os derrubou, nem os condenou. Em particular, durante a provação de Jó, como Deus Jeová tratou os três amigos de Jó e os outros após ouvir as palavras que eles disseram a Jó? Ele os condenou? Ele teve uma explosão de raiva deles? Ele não fez nada disso! Antes, Ele disse para Jó rogar por eles, orar por eles; Deus, por outro lado, não considerou suas faltas como ofensa. Esses exemplos todos representam a principal atitude com que Deus trata a humanidade corrupta e ignorante. Portanto, a liberação da ira de Deus não é de forma alguma uma expressão ou o desabafar de Seu estado de espírito. A ira de Deus não é uma erupção completa de raiva como o homem a entende. Deus libera Sua ira não porque é incapaz de controlar Seu próprio estado de espírito nem porque Sua raiva tenha atingido seu ponto de ebulição e deva ser extravasada. Ao contrário, Sua ira é uma demonstração de Seu caráter justo e uma expressão genuína de Seu caráter justo; é uma revelação simbólica de Sua substância santa. Deus é ira, não tolera ofensa — o que não quer dizer que a raiva de Deus não distinga entre causas ou não tenha princípios; é a humanidade corrupta que tem uma patente exclusiva sobre ataques de fúria aleatórios e sem princípios que não distinguem entre causas. Uma vez que um homem tenha status, ele frequentemente achará difícil controlar seu estado de espírito e, assim, ele apreciará aproveitar as ocasiões para expressar sua insatisfação e extravasar suas emoções; ele frequentemente irromperá em fúria por nenhuma razão aparente, a fim de revelar sua habilidade e permitir que os outros saibam que seu status e identidade são diferentes daqueles das pessoas comuns. Evidentemente, as pessoas corruptas sem qualquer status também perderão frequentemente o controle. A raiva delas é muitas vezes causada por dano a seus benefícios individuais. A fim de proteger o seu próprio status e dignidade, a humanidade corrupta frequentemente extravasará suas emoções e revelará sua natureza arrogante. O homem irromperá em ira e extravasará suas emoções a fim de defender a existência do pecado, e essas ações são as maneiras pelas quais o homem expressa sua insatisfação; elas transbordam de impurezas, de esquemas e intrigas, da corrupção e da maldade do homem e, mais do que qualquer outra coisa, elas transbordam das ambições e desejos selvagens do homem. Quando a justiça contestar a perversidade, o homem não irromperá em ira para defender a existência da justiça; ao contrário, quando as forças da justiça são ameaçadas, perseguidas e atacadas, a atitude do homem é de ignorar, se esquivar ou recuar. Entretanto, ao enfrentar as forças do mal, a atitude do homem é a de solicitude e de obsequiosidade. Portanto, o extravasamento do homem é um escape para as forças do mal, uma expressão da desenfreada e imparável má conduta do homem carnal. Quando Deus enviar a Sua ira, contudo, todas as forças do mal serão detidas; todos os pecados de lesar o homem serão detidos; todas as forças hostis que obstruem a obra de Deus se tornarão aparentes, serão separadas e amaldiçoadas; todos os cúmplices de Satanás que se opõem a Deus serão punidos, erradicados. No lugar deles, a obra de Deus prosseguirá livre de quaisquer obstáculos; o plano de gerenciamento de Deus continuará a se desenvolver passo a passo de acordo com o cronograma; o povo escolhido de Deus será libertado da interferência e do engano de Satanás; aqueles que seguem a Deus desfrutarão da liderança e do suprimento de Deus entre ambientes tranquilos e pacíficos. A ira de Deus é uma salvaguarda, impedindo que todas as forças do mal se multipliquem e corram desenfreadas e é também uma salvaguarda que protege a existência e a propagação de todas as coisas justas e positivas e as guarda eternamente da supressão e da subversão.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne”

263. Quando Deus envia a Sua raiva, as forças do mal são impedidas, as coisas más são destruídas, enquanto as coisas justas e positivas desfrutam do cuidado e da proteção de Deus, podendo prosseguir. Deus envia a Sua ira porque coisas injustas, negativas e más obstruem, perturbam ou destroem a atividade normal e o desenvolvimento das coisas justas e positivas. O objetivo da raiva de Deus não é salvaguardar Seu próprio status e identidade, mas salvaguardar a existência das coisas justas, positivas, belas e boas, salvaguardar as leis e a ordem da sobrevivência humana normal. Essa é a causa básica da ira divina. A raiva de Deus é uma revelação muito apropriada, natural e verdadeira de Seu caráter. Não há intenções por trás de Sua raiva, nem há engano ou conspiração; ou até mais do que isso, Sua raiva não contém nada do desejo, astúcia, malícia, violência, maldade, nem de qualquer outra coisa que toda a humanidade corrupta compartilhe. Antes de Deus enviar a Sua raiva, Ele já percebeu a substância de toda a questão de forma bastante clara e completa, e Ele já formulou definições e conclusões precisas e claras. Assim, o objetivo de Deus em tudo que Ele faz é cristalino, assim como a Sua atitude. Ele não é confuso; Ele não é cego; Ele não é impulsivo; Ele não é descuidado; sobretudo, Ele não é sem princípios. Esse é o aspecto prático da ira de Deus e é por causa desse aspecto prático da ira de Deus que a humanidade obteve sua existência normal. Sem a ira de Deus, a humanidade desceria a condições anormais de vida; todas as coisas justas, belas e boas seriam destruídas e cessariam de existir. Sem a ira de Deus, as leis e as regras de existência para os seres criados seriam violadas ou até completamente subvertidas. Desde a criação do homem, Deus tem usado continuamente o Seu caráter justo para salvaguardar e suster a existência normal da humanidade. Como o Seu caráter justo contém ira e majestade, todas as pessoas, coisas e objetos maus, e todas as coisas que perturbam e prejudicam a existência normal da humanidade são punidas, controladas e destruídas por causa de Sua ira. Ao longo dos últimos milênios, Deus usou continuamente o Seu caráter justo para abater e destruir todos os tipos de espíritos imundos e malignos que se opõem a Ele e agem como cúmplices e lacaios de Satanás na obra de Deus de gerenciamento da humanidade. Então, a obra divina de salvação do homem sempre avançou de acordo com o Seu plano. Ou seja, por causa da existência da ira de Deus, a causa mais justa entre os homens jamais foi destruída.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne”

264. Independentemente do quão bravo Deus havia ficado com os ninivitas, tão logo eles declararam um jejum e usaram panos de saco e cinzas, o Seu coração gradualmente amoleceu e Ele começou a mudar Seu coração. Quando Ele lhes proclamou que destruiria a cidade deles — o momento anterior à confissão e ao arrependimento de pecados por parte deles — Deus ainda estava bravo com eles. Uma vez que eles tinham passado por uma série de atos de arrependimento, a raiva de Deus pelas pessoas de Nínive gradualmente se transformou em misericórdia e tolerância a eles. Não há nada de contraditório na revelação coincidente desses dois aspectos do caráter de Deus no mesmo evento. Como se deve entender e conhecer essa falta de contradição? Deus expressou e revelou essas substâncias completamente opostas de forma sucessiva, enquanto o povo de Nínive se arrependia, permitindo que as pessoas vissem a realidade e a inofendibilidade da substância divina. Deus usou a Sua atitude para dizer às pessoas o seguinte: não é que Deus não tolere as pessoas, nem que Ele não lhes queira mostrar misericórdia; é que elas raramente se arrependem de forma verdadeira perante Deus e é raro que as pessoas se afastem verdadeiramente de seus caminhos maus e abandonem a violência em suas mãos. Em outras palavras, quando Deus fica bravo com o homem, Ele espera que o homem seja capaz de se arrepender verdadeiramente e Ele espera ver o verdadeiro arrependimento do homem, em cujo caso Ele irá então continuar liberalmente a conceder Sua misericórdia e tolerância ao homem. Ou seja, a má conduta do homem incorre na ira de Deus, enquanto a misericórdia e a tolerância são concedidas àqueles que ouvem a Deus e se arrependem verdadeiramente perante Ele, àqueles que conseguem se afastar de seus caminhos maus e abandonar a violência em suas mãos. A atitude de Deus foi muito claramente revelada em Seu tratamento dos ninivitas: a misericórdia e a tolerância de Deus não são de forma alguma difíceis de se obter; Ele requer arrependimento verdadeiro de uma pessoa. Contanto que as pessoas se afastem de seus maus caminhos e abandonem a violência em suas mãos, Deus mudará o Seu coração e mudará a Sua atitude em relação a elas.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne”

265. Embora a cidade de Nínive fosse repleta de pessoas tão corruptas, más e violentas quanto aquelas de Sodoma, o arrependimento delas fez Deus mudar Seu coração e decidir não destruí-las. Porque a reação delas às palavras e instruções de Deus demonstraram uma atitude em total contraste à dos cidadãos de Sodoma e por causa da submissão honesta delas a Deus e do arrependimento honesto delas por seus pecados, bem como pelo comportamento verdadeiro e sincero delas em todos os aspectos, Deus mais uma vez demonstrou Sua piedade sincera e concedeu-a a elas. A recompensa de Deus e Sua piedade pela humanidade são impossíveis para qualquer pessoa duplicar; nenhuma pessoa pode possuir a misericórdia ou a tolerância de Deus, nem os Seus sentimentos sinceros em relação à humanidade. Há alguém a quem você considere um grande homem ou uma grande mulher, ou até um super-homem, que, de um ponto alto, falando como um grande homem ou uma grande mulher ou sobre um ponto supremo, faria esse tipo de declaração à humanidade ou à criação? Quem dentre os seres humanos pode conhecer as condições de vida da humanidade como a palma de suas mãos? Quem pode arcar com o fardo e a responsabilidade pela existência humana? Quem é qualificado para proclamar a destruição de uma cidade? E quem é qualificado para perdoar uma cidade? Quem pode dizer que aprecia a sua própria criação? Somente o Criador! Somente o Criador tem piedade dessa humanidade. Somente o Criador mostra a essa humanidade ternura e afeição. Somente o Criador tem uma afeição verdadeira, inquebrantável, por essa humanidade. Semelhantemente, apenas o Criador pode conceder misericórdia a essa humanidade e apreciar toda a Sua criação. Seu coração salta e sofre a cada uma das ações do homem: Ele fica bravo, angustiado e sofre com o mal e a corrupção do homem; Ele fica satisfeito, alegre, clemente e exultante com o arrependimento e a crença do homem; cada um dos Seus pensamentos e ideias existe para a humanidade e gira em torno dela; o que Ele é e tem se expressa inteiramente por causa da humanidade; a totalidade de Suas emoções está interligada à existência da humanidade. Por causa da humanidade, Ele viaja e Se apressa; Ele silenciosamente emana cada partícula de Sua vida; Ele dedica cada minuto e segundo de Sua vida… Ele nunca soube como Se apiedar de Sua própria vida, mas Ele sempre Se apiedou e apreciou a humanidade que Ele Próprio criou… Ele dá tudo o que tem para essa humanidade… Ele concede a Sua misericórdia e tolerância incondicionalmente e sem expectativa de recompensa. Ele faz isso somente para que a humanidade possa continuar a sobreviver diante de Seus olhos, recebendo a Sua provisão de vida. Ele faz isso somente para que a humanidade possa um dia se submeter diante Dele e reconhecer que Ele é Aquele que nutre a existência do homem e fornece a vida de toda a criação.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne”

266. A misericórdia e a tolerância de Deus existem de fato, mas a santidade e a justiça de Deus quando Ele libera Sua ira também mostram ao homem o lado de Deus que não tolera ofensa. Quando o homem é plenamente capaz de obedecer às ordens de Deus e agir de acordo com as exigências de Deus, Deus é abundante em Sua misericórdia para com o homem; quando o homem está cheio de corrupção, ódio e inimizade por Ele, Deus fica profundamente irado. E até que ponto Ele está profundamente irado? Sua ira continuará até que Deus não veja mais a resistência e os atos malignos do homem, até que eles não estejam mais diante de Seus olhos. Só então a ira de Deus desaparecerá. Em outras palavras, não importa quem seja a pessoa, se seu coração se distanciou de Deus e se afastou de Deus, para nunca mais retornar, então, independentemente de como, para todas as aparências ou em termos de seus desejos subjetivos, elas desejam adorar e seguir e obedecer a Deus em seu corpo ou em seu pensamento, assim que seu coração se desvia de Deus, a ira de Deus será liberada sem cessar. Será tal que quando Deus liberar profundamente a Sua ira, tendo dado ao homem amplas oportunidades, uma vez desencadeada não haverá como voltar atrás, e Ele nunca mais será misericordioso e tolerante com esse homem. Esse é um lado do caráter de Deus que não tolera ofensa. […] Ele é tolerante e misericordioso com as coisas que são gentis, belas e boas; em direção a coisas que são más, pecaminosas e iníquas, Ele é profundamente irado, de tal forma que Ele é incessante em Sua ira. Esses são os dois aspectos principais e mais proeminentes do caráter de Deus e, além disso, foram revelados por Deus do começo ao fim: misericórdia abundante e ira profunda.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus II’ em “A Palavra manifesta em carne”

267. A mudança de intenções de Deus em relação às pessoas de Nínive não envolveu nenhuma hesitação ou ambiguidade. Antes, foi uma transformação de pura raiva para pura tolerância. Essa é uma verdadeira revelação da substância de Deus. Deus nunca é irresoluto nem hesitante em Suas ações; os princípios e propósitos por trás de Suas ações são todos claros e transparentes, puros e perfeitos, absolutamente sem ardis ou esquemas neles entremeados. Em outras palavras, a substância de Deus não contém trevas nem mal. Deus ficou com raiva dos ninivitas porque seus atos malignos haviam atingido os Seus olhos; naquela época a Sua raiva provinha de Sua substância. Contudo, quando a raiva de Deus desapareceu e Ele conferiu Sua tolerância ao povo de Nínive mais uma vez, tudo o que Ele revelou ainda era a Sua própria substância. Essa mudança toda foi devida a uma mudança de atitude do homem em relação a Deus. Durante todo esse período de tempo, o caráter inofendível de Deus não mudou; a substância tolerante de Deus não mudou; a substância amorosa e misericordiosa de Deus não mudou. Quando as pessoas cometerem atos perversos e ofenderem a Deus, Ele trará a Sua raiva sobre elas. Quando as pessoas se arrependerem verdadeiramente, o coração de Deus mudará e a Sua raiva cessará. Quando as pessoas continuarem teimosamente a se opor a Deus, a Sua raiva será incessante; a Sua ira as oprimirá pouco a pouco até que sejam destruídas. Essa é a substância do caráter de Deus. Independentemente de Deus estar expressando ira ou misericórdia ou benignidade, a conduta, o comportamento e a atitude do homem para com Deus nas profundezas de seu coração ditam aquilo que é expresso por meio da revelação do caráter de Deus. Se Deus sujeita continuamente alguém à Sua ira, o coração dessa pessoa sem dúvida se opõe a Deus. Como nunca se arrependeu verdadeiramente, não baixou sua cabeça perante Deus nem possuiu crença verdadeira em Deus, ela nunca obteve a misericórdia e a tolerância de Deus. Se alguém com frequência recebe o cuidado de Deus e com frequência obtém a Sua misericórdia e tolerância, então essa pessoa sem dúvida tem crença verdadeira em Deus em seu coração e seu coração não se opõe a Deus. Ela com frequência se arrepende verdadeiramente perante Deus; portanto, mesmo se a disciplina de Deus com frequência cair sobre essa pessoa, a Sua ira não cairá.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne”

268. O caráter justo do Criador é real e vívido

Quando Deus mudou o Seu coração pelas pessoas de Nínive, a Sua misericórdia e tolerância eram uma fachada? É claro que não! Então, o que a transformação entre esses dois aspectos do caráter de Deus durante a mesma questão permite que você veja? O caráter de Deus é um conjunto completo; não é absolutamente dividido. Independentemente de Ele estar expressando raiva ou misericórdia e tolerância para com as pessoas, essas são todas expressões de Seu caráter justo. O caráter de Deus é real e vívido. Ele muda os Seus pensamentos e atitudes de acordo com o desenvolvimento das coisas. A transformação de Sua atitude para com os ninivitas diz à humanidade que Ele tem Seus próprios pensamentos e ideias; Ele não é um robô ou imagem de barro, mas o Próprio Deus vivo. Ele podia ficar bravo com as pessoas de Nínive, assim como Ele podia perdoar o passado delas de acordo com suas atitudes; Ele podia decidir trazer infortúnio aos ninivitas e Ele podia mudar a Sua decisão por causa do arrependimento deles. As pessoas preferem aplicar regras mecanicamente e usar tais regras para delimitar e definir Deus, assim como preferem usar fórmulas para conhecer o caráter de Deus. Portanto, de acordo com o domínio do pensamento humano, Deus não pensa nem tem quaisquer ideias substantivas. Na realidade, os pensamentos de Deus estão constantemente se transformando de acordo com as mudanças nas coisas e nos ambientes; enquanto esses pensamentos estiverem se transformando, diferentes aspectos da substância de Deus serão revelados. Durante esse processo de transformação, no momento em que Deus muda o Seu coração, Ele revela à humanidade a verdade da existência de Sua vida e Ele revela que o Seu caráter justo é real e vívido. Além disso, Deus usa Suas próprias revelações verdadeiras para provar à humanidade a verdade da existência de Sua ira, de Sua misericórdia, de Sua benignidade e de Sua tolerância. Sua substância será revelada a qualquer momento e em qualquer lugar de acordo com o desenvolvimento das coisas. Ele possui a ira de um leão e a misericórdia e a tolerância de uma mãe. O Seu caráter justo não pode ser questionado, violado, mudado ou distorcido por ninguém. Dentre todas as questões e todas as coisas, o caráter justo de Deus, isto é, a ira de Deus e a misericórdia de Deus, pode ser revelado a qualquer momento e em qualquer lugar. Ele expressa vividamente esses aspectos em cada canto da natureza e os exerce vividamente a todo momento. O caráter justo de Deus não é limitado por tempo ou espaço, ou, em outras palavras, o caráter justo de Deus não é mecanicamente expresso ou revelado conforme ditado pelos limites de tempo ou espaço. Antes, o caráter justo de Deus é livremente expresso e revelado a qualquer momento e em qualquer lugar. Ao ver Deus mudar o Seu coração e cessar de expressar a Sua ira e Se abster de destruir a cidade de Nínive, você pode dizer que Deus é apenas misericordioso e amoroso? Você pode dizer que a ira de Deus consiste em palavras vazias? Quando Deus expressa ira feroz e retrai a Sua misericórdia, você pode dizer que Ele não sente nenhum amor verdadeiro para com a humanidade? Deus expressa ira feroz em resposta aos atos malignos das pessoas; Sua ira não é falha. O coração de Deus é movido pelo arrependimento das pessoas e é esse arrependimento que então muda o Seu coração. O fato de Ele ser movido, a Sua mudança de coração, bem como a Sua misericórdia e tolerância para com o homem são totalmente sem falhas; são limpos, puros, imaculados e inadulterados. A tolerância de Deus é puramente tolerância; Sua misericórdia é puramente misericórdia. O Seu caráter revelará ira, bem como misericórdia e tolerância, de acordo com o arrependimento do homem e sua conduta diferente. Não importa o que Ele revela e expressa, é tudo puro; é tudo direto; Sua substância é distinta daquela de qualquer outra coisa na criação. Os princípios de ações que Deus expressa, Seus pensamentos e ideias ou qualquer decisão específica, bem como qualquer ação simples, são isentos de quaisquer falhas ou máculas. Como Deus decide e como Ele age, assim Ele faz completos os Seus empreendimentos. Esses tipos de resultados são precisos e irrepreensíveis porque sua fonte é impecável e imaculada. A ira de Deus é impecável. Semelhantemente, a misericórdia e a tolerância de Deus, que não são possuídas por nenhuma criação, são santas e impecáveis, e elas podem resistir a deliberação e experiência.

Depois de entenderem a história de Nínive, vocês veem o outro lado da substância do caráter justo de Deus? Vocês veem o outro lado do caráter justo único de Deus? Alguém dentre a humanidade possui esse tipo de caráter? Alguém possui esse tipo de ira como a de Deus? Alguém possui misericórdia e tolerância como as de Deus? Quem dentre a criação pode reunir tanta ira e decidir destruir ou trazer desastre sobre a humanidade? E quem é qualificado para conceder misericórdia para tolerar e perdoar ao homem e, assim, mudar a decisão de alguém de destruir o homem? O Criador expressa o Seu caráter justo por meio de Seus próprios métodos e princípios singulares; Ele não está sujeito ao controle ou às restrições de quaisquer pessoas, eventos ou coisas. Com o Seu caráter singular, ninguém é capaz de mudar Seus pensamentos e ideias, nem é capaz de persuadi-Lo e mudar qualquer de Suas decisões. A totalidade do comportamento e dos pensamentos da criação existe sob o julgamento de Seu caráter justo. Ninguém pode controlar se Ele exerce ira ou misericórdia; somente a substância do Criador — ou, em outras palavras, o caráter justo do Criador — pode decidir isso. Essa é a natureza única do caráter justo do Criador!

Uma vez que tenhamos analisado e entendido a transformação da atitude de Deus em relação ao povo de Nínive, vocês são capazes de usar a palavra “único” para descrever a misericórdia encontrada no caráter justo de Deus? Anteriormente dissemos que a ira de Deus é um aspecto da substância de Seu caráter justo único. Agora definirei dois aspectos, a ira de Deus e a misericórdia de Deus, como Seu caráter justo. O caráter justo de Deus é santo; é inofendível bem como inquestionável; é algo que não é possuído por ninguém dentre os seres criados ou não criados. É tanto singular quanto exclusivo a Deus. Isso quer dizer que a ira de Deus é santa e inofendível; da mesma maneira, o outro aspecto do caráter justo de Deus — a misericórdia de Deus — é santa e não pode ser ofendida. Ninguém dos seres criados ou não criados pode substituir ou representar Deus em Suas ações e ninguém pode substitui-Lo ou representá-Lo na destruição de Sodoma ou na salvação de Nínive. Essa é a verdadeira expressão do caráter justo único de Deus.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne”

269. Para entender o caráter justo de Deus, é preciso primeiro entender os sentimentos de Deus: o que Ele odeia, o que detesta, o que ama, com quem Ele é tolerante e misericordioso e a que tipo de pessoa Ele concede essa misericórdia. Esse é um ponto principal. Também é preciso entender que não importa o quanto Deus seja amoroso, não importa quanta misericórdia e amor Ele tenha pelas pessoas, Deus não tolera ninguém ofendendo Seu status e posição, nem tolera ninguém ofendendo Sua dignidade. Embora ame as pessoas, Deus não as mima. Ele oferece Seu amor, Sua misericórdia e tolerância às pessoas, mas nunca as afagou; Deus tem Seus princípios e Seus limites. Independentemente do quanto do amor de Deus você sentiu, independentemente de quão profundo esse amor possa ser, você nunca deve tratar Deus como trataria outra pessoa. Embora seja verdade que Deus trata as pessoas com a máxima intimidade, se alguém vê Deus apenas como outra pessoa, como se Ele fosse simplesmente outro ser criado, como um amigo ou um objeto de adoração, então Deus esconderá Seu rosto dessa pessoa e a abandonará. Esse é o Seu caráter, e as pessoas não devem tratar essa questão de maneira irrefletida. Por isso, muitas vezes vemos palavras como estas faladas por Deus sobre o Seu caráter: não importa quantas estradas você tenha percorrido, quanto trabalho tenha feito ou quanto sofrimento tenha aguentado, uma vez que você ofende o caráter de Deus, Ele retribuirá a cada um de vocês com base no que fizeram. O que isso significa é que Deus trata as pessoas com a máxima intimidade, mas as pessoas não devem tratar Deus como um amigo ou um parente. Não chame Deus de seu “parceiro”. Não importa quanto amor tenha recebido Dele, não importa quanta tolerância Ele tenha lhe dado, você nunca deve tratar Deus como seu amigo. Esse é o caráter justo de Deus.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único VII’ em “A Palavra manifesta em carne”

270. As pessoas dizem que Deus é um Deus justo e, enquanto o homem O seguir até o fim, Ele certamente será imparcial com ele, pois Ele é sumamente justo. Se o homem O seguir até o fim, como Ele poderia descartá-lo? Eu sou imparcial com todos os homens e julgo todos eles com Meu caráter justo, no entanto, há condições adequadas às exigências que faço ao homem; o que Eu demando deve ser cumprido por todos, independentemente de quem são. Não Me importo com a extensão ou a respeitabilidade de suas qualificações; só Me importa se você anda ou não no Meu caminho e se você ama ou não e está sedento pela verdade. Se você carecer da verdade e, em vez dela, envergonhar Meu nome, se não agir de acordo com Meu caminho, meramente seguindo sem cuidado ou preocupação, então, naquele momento, Eu o derrubarei e punirei por seus males. O que você dirá então? Você será capaz de dizer que Deus não é justo? Hoje, se você cumpriu as palavras que Eu falei, então você é o tipo de pessoa que Eu aprovo. Você diz que sempre sofreu enquanto seguiu Deus, que O seguiu na abundância e na escassez e compartilhou com Ele os bons e os maus momentos, mas você não viveu as palavras faladas por Deus; você quer apenas ficar ocupado para Deus e despender-se por Deus a cada dia e nunca pensou em viver uma vida com sentido. Você também diz: “Em todo caso, creio que Deus é justo. Eu sofri por Ele, ocupei-me por Ele e me dediquei a Ele, e trabalhei duro mesmo sem receber nenhum reconhecimento; Ele certamente Se lembrará de mim”. É verdade que Deus é justo, mas essa justiça não é manchada por quaisquer impurezas: ela não contém qualquer vontade humana nem é manchada pela carne ou por transações humanas. Todos que são rebeldes e estão em oposição e não em conformidade com Seu caminho serão punidos; ninguém é perdoado, ninguém é poupado! Algumas pessoas dizem: “Hoje eu corro para Ti; quando chegar o fim, podes me dar uma pequena bênção?” Então Eu lhe pergunto: “Você cumpriu as Minhas palavras?”. A justiça da qual você fala é baseada em uma transação. Você apenas pensa que Eu sou justo e imparcial com todos os homens e que todos aqueles que Me seguem até o fim seguramente serão salvos e ganharão as Minhas bênçãos. Há um sentido inerente às Minhas palavras de que “todos aqueles que Me seguem até o fim seguramente serão salvos”: aqueles que Me seguem até o fim são aqueles que serão inteiramente ganhos por Mim; são aqueles que, depois de terem sido conquistados por Mim, buscam a verdade e são aperfeiçoados. Que condições você alcançou? Você apenas alcançou seguir-Me até o fim, e o que mais? Você cumpriu Minhas palavras? Você cumpriu uma das Minhas cinco exigências, mas não tem qualquer intenção de cumprir as quatro restantes. Você simplesmente encontrou a senda mais simples e mais fácil e a buscou, considerando-se afortunado. Para com uma pessoa como você, Meu caráter justo reserva castigo e julgamento, ele é de justa retribuição, e é a punição justa para todos os malfeitores; todos os que não andam no Meu caminho certamente serão punidos, mesmo que sigam até o fim. Essa é a justiça de Deus.

Extraído de ‘As experiências de Pedro: seu conhecimento de castigo e julgamento’ em “A Palavra manifesta em carne”

271. Não se deve confiar na experiência e na imaginação para conhecer o caráter justo de Deus

Quando você se encontrar face ao julgamento e do castigo de Deus, você dirá que a palavra de Deus é adulterada? Você dirá que há uma fábula por trás da raiva de Deus e que a Sua raiva é adulterada? Você difamará a Deus, dizendo que o Seu caráter não é necessariamente de todo justo? Ao lidar com cada um dos atos de Deus, você deve primeiro estar certo de que o caráter justo de Deus é isento de quaisquer outros elementos, que ele é santo e irrepreensível; esses atos incluem o abatimento, a punição e a destruição da humanidade por Deus. Sem exceção, cada um dos atos de Deus é feito em estrito acordo com o Seu caráter inerente e o Seu plano — isso não inclui conhecimento, tradição e filosofia humanos — e cada um dos atos de Deus é uma expressão de Seu caráter e substância, sem relação com qualquer coisa que pertença à humanidade corrupta. Na noção do homem, somente o amor, a misericórdia e a tolerância de Deus para com a humanidade são infalíveis, puros e santos. No entanto, ninguém sabe que a raiva de Deus e a Sua ira são igualmente inadulteradas; além disso, ninguém contemplou perguntas como por que Deus não tolera ofensa ou por que a Sua raiva é tão grande. Ao contrário, alguns confundem a ira de Deus com a índole da humanidade corrupta; eles entendem a raiva de Deus como raiva da humanidade corrupta; eles até presumem, erroneamente, que a raiva de Deus seja igual à revelação natural do caráter corrupto da humanidade. Eles acreditam erroneamente que a emissão da ira de Deus é tal qual a raiva da humanidade corrupta, que surge do desagrado; eles até acreditam que a emissão da ira de Deus seja uma expressão do Seu humor. Depois desta comunicação, espero que todos vocês não tenham mais quaisquer concepções errôneas, imaginações ou suposições quanto ao caráter justo de Deus e espero que, depois de ouvirem Minhas palavras, possam ter no coração de vocês um verdadeiro reconhecimento da ira do caráter justo de Deus, que vocês possam deixar de lado quaisquer entendimentos errôneos que tinham sobre a ira de Deus, que vocês possam mudar suas próprias convicções e visões errôneas da substância da ira de Deus. Além disso, espero que vocês possam ter uma definição exata do caráter de Deus em seu coração, que vocês não mais tenham dúvidas quanto ao caráter justo de Deus, que vocês não imponham qualquer raciocínio ou imaginação humanos ao verdadeiro caráter de Deus. O caráter justo de Deus é a própria substância verdadeira de Deus. Não é algo moldado ou escrito pelo homem. Seu caráter justo é Seu caráter justo e não tem nenhuma relação ou conexão com nada da criação. O Próprio Deus é o Próprio Deus. Ele nunca Se tornará parte da criação e, mesmo que Ele Se torne um membro dentre os seres criados, Seu caráter e substância inerentes não mudarão. Portanto, conhecer a Deus não é conhecer um objeto; não é dissecar algo, nem é entender uma pessoa. Se o homem usar seu conceito ou método de conhecer um objeto ou entender uma pessoa para conhecer a Deus, então você nunca será capaz de obter o conhecimento de Deus. Conhecer a Deus não depende de experiência ou imaginação, portanto, você nunca deve impor sua experiência ou imaginação a Deus. Não importa quão ricas a sua experiência e a sua imaginação possam ser, elas ainda são limitadas; além do mais, a sua imaginação não corresponde aos fatos, corresponde ainda menos à verdade e é incompatível com o verdadeiro caráter e substância de Deus. Você nunca obterá êxito se confiar em sua imaginação para entender a substância de Deus. A única senda é, então: aceitar todas as coisas que provêm de Deus, depois gradualmente experimentá-las e entendê-las. Haverá um dia em que Deus irá iluminar você para realmente entendê-Lo e conhecê-Lo por causa de sua cooperação e por causa de sua fome e sede da verdade.

Extraído de ‘O Próprio Deus, o Único II’ em “A Palavra manifesta em carne”

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