36. Dias de busca por fama e ganho

Se o homem desejar ser purificado em sua vida e obter mudanças em seu caráter, se desejar viver uma vida com sentido e cumprir seu dever como criatura, ele precisará aceitar o castigo e o julgamento de Deus e não poderá permitir que a disciplina de Deus e os golpes de Deus se afastem dele, de modo que possa se livrar da manipulação e influência de Satanás e viver na luz de Deus. Saiba que o castigo e o julgamento de Deus são a luz, a luz da salvação do homem, e que não há maior bênção, graça ou proteção para ele. Saiba que o castigo e o julgamento de Deus são a luz, a luz da salvação do homem, e que não há maior bênção, graça ou proteção para ele” (‘O castigo e julgamento de Deus são a luz da salvação do homem’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Cantar esse hino das palavras de Deus é muito emocionante para mim. Eu costumava viver sob os venenos de Satanás, como “Se destacar e trazer honra a seus ancestrais” e “O homem luta para subir; a água flui para baixo”. Eu buscava constantemente a fama e o status, ambos fraudados e estragados por Satanás, preocupado com ganhos e perdas para fazer meu nome. Era um jeito doloroso de viver. Só quando passei pelo julgamento, castigo e disciplina das palavras de Deus, passei a entender um pouco sobre a minha natureza corrompida e ganhei alguma clareza sobre a essência e as consequências de buscar fama e status. Finalmente comecei a despertar e sentir remorso. Eu não queria mais viver assim, só queria buscar a verdade e realizar meu dever direito para satisfazer a Deus.

Eu lembro que, em setembro de 2016, entrei para a equipe de hinos para realizar meu dever. Pouco depois disso, nosso líder nos abordou para discutirmos a escolha de um líder para a equipe. Eu fiquei animado assim que soube disso e comecei a comparar os possíveis candidatos na minha cabeça. Outros irmãos e irmãs da minha equipe eram jovens demais ou não tinham habilidades suficientes. Só tinha o irmão Li. A comunhão dele sobre a verdade era bem prática, e ele entendia um pouco da obra. Além disso, ele tinha uma personalidade calma. Eu achava que havia boas chances de ele ser escolhido, mas a minha comunhão também não era ruim, e eu era especialmente um bom aprendiz e rápido em pescar coisas novas. Eu também era bom em ter uma visão geral das coisas. Então pensei que minhas chances de ser eleito seriam melhores que as dele. Mas todos na equipe eram novos nos deveres, e ainda não tínhamos trabalhado juntos o bastante, então não nos conhecíamos muito bem. Eu ainda não sabia se iam me escolher. Então sugeri ao líder que ele listasse todos os deveres que cada um de nós havia cumprido e designasse alguém para liderar a equipe temporariamente. Todos concordaram. Fiquei secretamente satisfeito. Eu achava que tinha um bom histórico de deveres, então eu provavelmente ganharia a eleição. No dia seguinte, fui para a reunião cheio de confiança. Mas, para a minha surpresa, o irmão Li acabou sendo escolhido. Fiquei muito decepcionado na hora, mas, para me poupar, fingi que estava tudo bem e disse: “Graças a Deus. De agora em diante, vamos todos trabalhar juntos para cumprir nossos deveres”. Mas, no fundo, eu não conseguia aceitar. Senti minha energia drenada na volta para casa. Eu não conseguia conceber aquilo. Em que o irmão Li era melhor que eu? Eu simplesmente não conseguia aceitar. Eu sentia que claramente tinha muito talento, então não estariam desperdiçando esse talento ao não me escolherem? Daí senti que eu precisava provar meu valor e mostrar aos outros do que era capaz. Embora eu parecesse calmo por fora, eu estava silenciosamente competindo com o irmão Li. Eu me dediquei aos estudos para melhorar minhas habilidades e conseguir superá-lo. Comemorei silenciosamente quando vi que ele demorava a aprender, pensando: “A verdade apareceu! Você não é tão bom assim! Com o tempo, todos os nossos irmãos e irmãs vão ver quem é o melhor também”. Eu me alegrava com todo erro que ele cometia, pensando comigo mesmo: “Você tem o necessário? Agora todos vão ver como você realmente é!” Ver o irmão Li resolver os problemas dos outros me deixou enciumado. Eu achava que também tinha aquele tipo de experiência prática, e, se eu fosse líder da equipe, também seria bom em comunicar. Principalmente quando estávamos discutindo a obra, independentemente do que o irmão Li sugerisse, eu me esforçava para dizer algo mais compreensível e criterioso.

Lembro que, em uma reunião, quando estávamos discutindo ideias para um louvor, o irmão Li deu uma sugestão muito boa. Mas eu pensei que, se eu aceitasse, faria ele parecer melhor do que eu, não? Então como eu manteria minha cabeça erguida? Eu saí discordando e dei uma sugestão diferente, mas o grupo acabou acatando a ideia dele. Foi como um tapa na cara. Ver os irmãos e irmãs discutindo animados me deixava ainda mais incomodado com o irmão Li, e eu não tinha mais interesse em ouvir. Eu me lembrava do dever que tinha cumprido antes. Enfim, eu tinha sido líder de equipe, e os irmãos e irmãs me admiravam. Mas, agora, eu não era mais líder de equipe, e ele parecia melhor que eu a todo momento. Se eu soubesse que isso aconteceria, eu não teria ido lá cumprir meu dever. Depois da reunião, meus pensamentos estavam agitados, e eu estava me sentindo sombrio por dentro. Vagamente consciente de que eu não estava bem, eu orei a Deus, e essa passagem das palavras Dele vieram à minha cabeça: “Eu conheço profundamente as impurezas no coração de cada criatura, e antes de criar vocês, Eu já conhecia a injustiça que existia no fundo do coração dos homens, e conhecia todo o engano e desonestidade dos corações. Portanto, mesmo que não haja vestígios quando as pessoas praticam coisas iníquas, Eu ainda sei que a injustiça que é guardada em seu coração supera a riqueza de todas as coisas que criei. Cada um de vocês ascendeu ao ponto mais alto das multidões; vocês ascenderam para ser os ancestrais das multidões. Vocês são extremamente arbitrários e correm fora de controle entre todos os gusanos, procurando um lugar de calma e tentando devorar os vermes que são menores que vocês. Vocês são maliciosos e sinistros em seu coração, superando os fantasmas que afundaram até o fundo do mar. Vocês moram no fundo do estrume, perturbando os vermes de cima a baixo, para que não tenham paz, lutando uns com os outros por um tempo e depois se acalmando. Vocês não conhecem seu próprio status, mas ainda lutam contra o outro no estrume. O que vocês poderão ganhar com essa luta? Se realmente tivessem um coração de reverência por Mim, como você poderia lutar um com o outro pelas Minhas costas? Não importa o quanto o seu status seja elevado, ainda não passa de um vermezinho fétido no estrume? Você será capaz de criar asas e se transformar numa pomba no céu?” (‘Quando as folhas que caem retornarem às suas raízes, você lamentará todo o mal que fez’ em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus expuseram toda a feiura da minha disputa por nome e ganho. Desde que me juntei à equipe de hinos, fiquei consumido pela ambição, doido para alcançar alguma coisa, para que os irmãos, as irmãs e o líder me admirassem e eu conseguisse assegurar meu lugar na equipe. Durante o processo de seleção, tentei usar minha inteligência a meu favor, fazendo com que o líder promovesse uma eleição interina baseada nos deveres que cumprimos no passado. Eu fiquei com inveja quando o irmão Li foi escolhido e alimentei uma atitude competitiva em relação a ele. Quando vi alguns problemas na obra dele, não mantive os interesses da igreja nem tentei ajudá-lo, mas eu estava doido para ele ser substituído por incompetência, o que me daria uma chance de obter aquele cargo. Eu estava empacado nos caracteres satânicos da intriga e na busca por nome e ganho, e meus atos eram completamente desprovidos de consciência ou razão. Era realmente detestável e tóxico. Fiquei muito chateado e me repreendi quando percebi isso. Orei a Deus e pedi a Ele que me guiasse para praticar a verdade, para que eu não ficasse mais amarrado e preso ao meu caráter corrompido e satânico.

Um dia, eu li essa passagem das palavras de Deus: “Para cada um de vocês que cumprem seu dever, não importa quão profundamente você entenda a verdade, se quiser entrar na realidade da verdade, a maneira mais simples de praticar é pensar nos interesses da casa de Deus em tudo que faz e abrir mão de seus desejos egoístas, de sua intenção, motivos, face e status individuais. Coloque os interesses da casa de Deus em primeiro lugarisso é o mínimo que você deve fazer. Se uma pessoa que cumpre seu dever não consegue fazer nem mesmo isso, então como se pode dizer que ela está cumprindo seu dever? Isso não é cumprir o dever da pessoa” (‘Você pode obter a verdade após volver seu coração verdadeiro para Deus’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus me indicaram o princípio e a direção no cumprimento do meu dever, que era deixar de lado meu desejo por nome e status e colocar a obra da igreja acima de tudo, desempenhando meus deveres da melhor forma possível. Só então eu estaria cumprindo o dever de um ser criado e teria um pouco de semelhança humana. Se eu buscasse nome e status e negligenciasse minha obra principal, não estaria cumprindo meu dever. Eu estaria resistindo a Deus e fazendo o mal. Depois disso, eu me abri com meus irmãos e irmãs sobre isso tudo em um encontro e revelei a minha própria corrupção. Eles não me menosprezaram, e o muro entre mim e o irmão Li desapareceu. Depois disso, compartilhei ativamente a comunhão durante os encontros que ele promovia e não debochei mais quando via falhas na obra dele. Em vez disso, eu oferecia sugestões e apoio. E, quando eu o via ajudando os irmãos e irmãs a resolverem seus problemas, não ficava com inveja como antes, e sentia que, na casa de Deus, nossos papéis são diferentes, mas nossas posições, não. Eu só queria trabalhar em conjunto para cumprir nossos deveres direito. Eu me sentia muito mais em paz quando colocava isso em prática, e mais tarde vi as bênçãos de Deus. Embora nossa equipe tivesse a pior base musical, não demoramos até produzirmos a primeira canção em espanhol, e ela foi bem recebida pelos outros irmãos e irmãs.

Cerca de seis meses se passaram, e eu estava ficando mais acostumado à obra. Os irmãos e irmãs tendiam a aceitar minhas ideias quando discutíamos a obra. E eu normalmente liderava nossas reuniões mensais de equipe. Eu sentia que a minha necessidade por nome e status tinha sido satisfeita. Além disso, nessa época, nosso líder me colocou para conduzir mais a obra na nossa equipe. Ser admirado pelo meu líder daquele jeito fez com que eu me sentisse um talento valioso. Em dado momento, precisávamos de alguém para assumir uma tarefa extra, e, apesar de ser algo que me interessava, fiz uns cálculos de cabeça: “Isso não me colocaria nos holofotes, e tomaria meu tempo. Então, se eu trabalhasse naquilo, provavelmente perderia a atenção que tinha. Mas se o irmão Li assumisse a tarefa, eu poderia conquistar meu lugar na equipe”. Encontrei todas as desculpas possíveis para negar e recomendei que o irmão Li a fizesse. A verdade é que me senti culpado e inquieto na época, mas continuei teimoso, querendo proteger a minha posição. O irmão Li aceitou aquela tarefa pouco familiar. Ele se tornou negativo depois de encontrar várias dificuldades, o que refletiu no trabalho dele. Depois de ouvir isso, continuei não refletindo sobre mim. O irmão Li ficava constantemente impossibilitado de participar da obra feita pela nossa equipe, então a maioria das questões, maiores ou menores, vinham para mim. Como resultado, meu desejo por nome e status só cresceu. Eu vi que havia alguns desvios e deficiências na obra dos irmãos e das irmãs que estavam atrasando nosso progresso, e isso me deixava muito ansioso. Eu estava no comando daquela obra, então, se algo desse errado, eu não sabia o que o líder ia pensar de mim. Eu seria visto como incompetente? Não consegui evitar e perdi a cabeça, e repreendi os irmãos e irmãs: “Você chama isso de ‘cumprir seu dever’? Pode se concentrar? Pode parar de pisar na bola?” Todos acabaram se sentindo muito coagidos por mim. Uma outra vez, eu passei uns dias fora realizando meu dever, e, quando voltei, vi que uma irmã fez um plano de obra sem discutir comigo primeiro. Aquilo me deixou muito bravo. Eu pensei: “Isso é demais! Você não me respeita!” Eu descontei totalmente nela. Enquanto isso, surgia um problema atrás do outro na equipe. As minhas ideias não estavam sendo adotadas pelos irmãos e irmãs, e eles estavam até me dando feedback. Achei aquilo uma afronta e perdi a cabeça. “Já que vocês todos pensam diferente, façam como acharem melhor! Aí, quando der tudo errado, vocês assumem a responsabilidade!” Depois de desabafar, eu senti um tipo inexplicável de pânico e autocensura. Eu pensei em como estava vivendo sob um caráter arrogante, sempre perdendo a cabeça com meus irmãos e irmãs. Deus aprovaria aquilo? Mas aí eu pensei… Eu não estava fazendo aquilo pelo bem do meu dever? E quem entre nós nunca revelou um pouquinho de corrupção? Eu não tinha refletido sobre mim mesmo genuinamente. No dia seguinte, eu torci o tornozelo enquanto jogava basquete. Começou a inchar como um balão e doeu muito. Eu não conseguia andar nem cumprir meu dever. Eu fiquei bem consciente de que aquilo era a disciplina de Deus. Só então eu comecei a refletir sobre mim mesmo. Todo aquele tempo, eu estava em busca de nome e status, sendo arrogante e repreendendo meus irmãos e irmãs. Passou tudo diante dos meus olhos, cena por cena, como um filme. Eu me odiei e me perguntei: “Por que eu nunca mudei? Por que não consegui evitar de me rebelar e resistir a Deus?”

Alguns dias depois, alguns irmãos e irmãs foram me ver e comunicaram comigo sobre a vontade de Deus. Eles também leram uma passagem das palavras Dele que falavam especificamente do meu estado: “Se virem alguém que é melhor do que elas, elas o suprimem, iniciam um boato sobre ele ou empregam algum meio inescrupuloso para que as outras pessoas não o admirem e para que ninguém seja melhor do que qualquer outra pessoa, então isso é o caráter corrupto da arrogância e presunção, assim como da desonestidade, enganação e insídia, e essas pessoas fazem de tudo para alcançar seus objetivos. Elas vivem desse modo e, mesmo assim, pensam que são pessoas maravilhosas e boas. No entanto, elas têm um coração que teme a Deus? Em primeiro lugar, para falar do ponto de vista das naturezas dessas questões, as pessoas que agem dessa forma não estão simplesmente fazendo o que lhes agrada? Elas consideram os interesses da família de Deus? Elas só pensam em seus próprios sentimentos e só querem alcançar seus próprios objetivos, independentemente da perda sofrida pelo trabalho da família de Deus. Pessoas assim são não só arrogantes e presunçosas, são também egoístas e desprezíveis; não têm nenhuma consideração pela intenção de Deus e, sem dúvida alguma, pessoas desse tipo não possuem um coração que teme a Deus. É por isso que fazem o que querem e agem arbitrariamente, sem qualquer senso de culpa, sem qualquer receio, sem qualquer apreensão ou preocupação e sem considerar as consequências. Elas não temem a Deus, acreditam que elas são de suma importância e veem cada aspecto de si mesmas como mais alto do que Deus e mais alto do que a verdade. Em seu coração, Deus é o menos digno de ser mencionado e o mais insignificante, e Deus não tem qualquer status no coração delas… Aqueles que não têm lugar para Deus em seu coração e que não reverenciam a Deus chegaram a entrar na verdade? (Não.) Então, quando andam normalmente por aí alegres, mantendo-se ocupados e consumindo muita energia, o que eles estão fazendo? Tais pessoas até alegam ter abandonado tudo para se despenderem por Deus e sofrido bastante, mas, na verdade, o motivo, o princípio e o objetivo de todas as suas ações são beneficiar-se; só estão tentando proteger todos os interesses próprios. Vocês diriam ou não que esse tipo de pessoa é terrível? Que tipo de pessoa, diriam, é aquela que não reverencia a Deus? Ele ou ela é arrogante? Tal pessoa é Satanás? Que espécies de coisas não reverenciam a Deus? Com exceção dos animais, todos aqueles que não reverenciam a Deus incluem os demônios, Satanás, o arcanjo e os que contendem com Deus” (‘As cinco condições que as pessoas têm antes de entrar na trilha certa de acreditar em Deus’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras duras de Deus me machucaram. Eu vi que estava sendo arrogante, egoísta e ardiloso, agindo com total falta de reverência a Deus. Quando precisávamos de colaboração na obra da igreja, eu sabia muito bem que era relativamente adequado para isso, mas, para manter meu próprio nome e status, não me importei de fazer joguinhos, e isso comprometeu a obra na casa de Deus. Quando eu vi problemas na obra dos irmãos e irmãs que atrapalhavam nosso progresso, não trabalhei com eles para resolver. Em vez disso, achei que eles estavam me colocando para baixo e impactando a minha chance de me destacar. Então me aproveitei da minha posição para repreendê-los, e eles se sentiram presos e viveram em estado de sofrimento. Eu também não aceitava as sugestões deles. Fiquei de mau humor, perdi a cabeça e usei meu dever para extravasar, sem consideração nenhuma por como a obra da igreja seria afetada. Na verdade, eu não tinha nenhum talento real. Eu só tinha um pouco de interesse em música e alguma empolgação. Mesmo assim Deus foi gracioso o suficiente para me dar essa oportunidade, para que eu pudesse progredir profissionalmente e na minha busca pela verdade. Em vez de aproveitar isso, eu só buscava status e prestígio com teimosia. Eu buscava meus próprios interesses enquanto dizia que cumpria meu dever, explorando meus irmãos e irmãs como ferramentas para me ajudarem a progredir. Me faltava humanidade totalmente. Em todos os meus atos, eu fazia o mal e ofendia o caráter de Deus. Era nojento e odioso para Deus! Perceber aquilo me assustou, e eu senti muita autocensura. Chorando, eu orei para Deus: “Ó Deus, eu errei muito! Eu não quero continuar me rebelando e competindo Contigo. e não quero continuar brigando por ganho pessoal. Estou pronto para me arrepender”.

Mais tarde, li essas palavras de Deus: “Então Satanás usa a fama e o ganho para controlar os pensamentos do homem até que tudo em que as pessoas consigam pensar seja fama e ganho. Elas lutam por fama e ganho, passam por dificuldades por fama e ganho, suportam humilhação por fama e ganho, sacrificam tudo o que tem por fama e ganho e farão qualquer julgamento ou tomarão qualquer decisão para o bem de fama e ganho. Dessa forma, Satanás amarra as pessoas com grilhões invisíveis e elas não têm nem a força nem a coragem para se livrar deles. Elas, sem saber, carregam esses grilhões e caminham penosamente sempre adiante com grande dificuldade. Por causa dessa fama e ganho, a humanidade se afasta de Deus e O trai e se torna cada vez mais perversa. Dessa forma, portanto, uma geração após a outra é destruída em meio à fama e ao ganho de Satanás” (‘O Próprio Deus, o Único VI’ em “A Palavra manifesta em carne”). Essa revelação das palavras de Deus me deu algum entendimento sobre a tática detestável e o motivo maléfico de Satanás de usar fama e ganho para corromper as pessoas. Isso prende e machuca as pessoas, fazendo com que elas traiam e se afastem de Deus. Nome e status são ferramentas que Satanás usa para acabar com as pessoas. Eu fui influenciado e educado por Satanás desde pequeno, e levado por filosofias como “Cada um por si e o demônio pega quem fica por último”, “Distinguir-se e honrar seus antepassados”, e “O homem luta para subir; a água flui para baixo”. Eu as adotei como lemas pessoais. Fiquei cada vez mais arrogante e, em qualquer grupo, competia por status para que os outros me admirassem. Mesmo depois de virar crente, eu sempre buscava nome e status, porque eu não estava buscando a verdade. Eu sofri e paguei um preço no meu dever por essas coisas, me esforçando muito para melhorar minhas habilidades. Eu competi e rivalizei com os outros. Eu me achava importante sempre que fazia alguma coisa. Eu repreendia arrogantemente os irmãos e irmãs. Era insuportavelmente arrogante e convencido, e não havia nenhuma semelhança humana no meu modo de viver. Eu estava vivendo sob filosofias satânicas, me dedicando a obter nome e status. Eu não só machuquei os outros, como fiz várias outras coisas detestáveis para Deus. Também afetei a obra da igreja com as minhas transgressões e atos maldosos. Nome e status me fizeram muito mal. Só então eu vi que filosofias satânicas como “se destacar” e “estar em outro nível” são falácias, e que viver sob essas mentiras só leva a mais corrupção e mal, fazendo com que as pessoas se rebelem e resistam a Deus e, no fim das contas, sejam punidas por Ele. Quando percebi tudo isso, eu senti que vinha tratando meu nome e status como se fossem salva-vidas aos quais eu tinha que me apegar de qualquer jeito. Eu estava muito cego e ignorante. Eu também vi que era uma senda contrária a Deus. Eu orei e me arrependi diante de Deus. Depois disso, sempre que pensava em buscar tais coisas no meu dever, eu sentia muito medo, então orei para Deus e renunciei à carne. Além disso, me abri para meus irmãos e irmãs, expondo minha própria corrupção. Após algum tempo, eu senti que tinha muito menos vontade de buscar nome e status e comecei a ter uma noção de paz interior.

Mais tarde, quando a igreja estava escolhendo um líder, meu desejo por nome e status reapareceu mais uma vez durante a votação, e começou uma batalha interna: “Eu devo votar no irmão Li ou em mim? Por um lado, eu não sou tão bom em resolver questões através da comunhão sobre a verdade. Por outro lado, se por acaso ele ganhar, como os outros vão me ver?” Eu percebi que estava buscando fama e status de novo, e senti que esse tipo de pensamento era muito feio. Eu orei para Deus, renunciando e amaldiçoando esses pensamentos. Mais tarde, outra passagem das palavras de Deus veio à minha mente: “Se o seu coração está cheio de pensamentos sobre como alcançar uma posição mais elevada ou o que fazer na frente dos outros para conseguir que o admirem, então você está na senda errada. Significa que você está fazendo coisas por Satanás; está prestando serviço. Se o seu coração está cheio de pensamentos sobre como mudar de modo que você ganhe cada vez mais a semelhança de um humano, esteja de acordo com as intenções de Deus, possa se submeter a Ele, seja capaz de reverenciá-Lo, mostre moderação em tudo faz e possa aceitar completamente o escrutínio Dele, então seus estados ficarão cada vez melhores. É isso que significa ser alguém que vive diante de Deus. Sendo assim, há duas sendas: uma enfatiza apenas o comportamento, realizando as próprias ambições, os próprios desejos, intenções e planos; isso é viver diante de Satanás e viver sob seu império. A outra senda enfatiza como satisfazer a vontade de Deus, entrar na realidade da verdade, submeter-se a Deus, não ter mal-entendidos nem desobediência para com Ele, tudo a fim de alcançar a reverência a Deus e cumprir bem o seu dever. É isso que significa viver diante de Deus” (‘Apenas praticando a verdade é possível possuir humanidade normal’ em “Registros das falas de Cristo”). Ponderando sobre as palavras de Deus, eu entendi que Ele olha para os motivos e perspectivas das pessoas em suas ações. Isso é muito importante. Se meu ímpeto é reputação e status e o desejo de que os outros me admirem, estou em uma senda contrária a Deus que nunca vai me levar à verdade ou a ser aperfeiçoado por Deus. Eu me tornei disposto a corrigir meus motivos, e, sendo eleito ou não líder da igreja, estava pronto para me submeter aos arranjos de Deus e desempenhar meu dever direito. Mais tarde, quando chegou a hora de votar, eu avaliei os princípios e votei no irmão Li. No fim das contas, ele foi escolhido para servir como líder da igreja. Eu fiquei bem com isso. Mesmo não tendo ganhado, eu não tinha arrependimentos, porque finalmente coloquei a verdade em prática, me livrando, assim, das correntes do nome e status. Eu também senti uma paz interna e estabilidade por praticar a verdade e satisfazer a Deus, e experimentei que o julgamento e o castigo de Deus são verdadeiramente a minha salvação.

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