2. O que é a encarnação? Qual é a essência da encarnação?

Versos da Bíblia para referência:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1).

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai” (João 1:14).

“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14:6).

“Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não Me conheces, Felipe? Quem viu a Mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que Eu estou no Pai, e que o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim mesmo; mas o Pai, que permanece em Mim, é quem faz as suas obras. Crede-Me que Eu estou no Pai, e que o Pai está em Mim; crede ao menos por causa das mesmas obras” (João 14:9-11).

“Eu e o Pai somos um” (João 10:30).

Palavras de Deus relevantes:

O significado de encarnação é que Deus aparece na carne, e Ele vem para trabalhar entre os homens de Sua criação na imagem de uma carne. Assim, para Deus Se encarnar, Ele precisa primeiro ser carne, carne com humanidade normal; esse é o pré-requisito mais básico. De fato, a implicação da encarnação de Deus é que Deus vive e opera na carne, Deus, em Sua essência, Se torna carne, Se torna um homem.

Extraído de ‘A essência da carne habitada por Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”

O Cristo com humanidade normal é uma carne na qual o Espírito é realizado, possuindo humanidade normal, senso normal e pensamento humano. “Ser realizado” significa Deus Se tornando homem, o Espírito se tornando carne. Para ser claro, é quando o Próprio Deus habita uma carne com humanidade normal e através dela expressa a Sua obra divina — isso é o que significa ser realizado ou encarnado.

Extraído de ‘A essência da carne habitada por Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”

A importância da encarnação é que um homem comum e normal realiza a obra do Próprio Deus; isto é, que Deus realiza a Sua obra divina na humanidade e assim derrota Satanás. Encarnação significa que o Espírito de Deus Se torna carne, isto é, Deus Se torna carne; a obra que Ele faz na carne é a obra do Espírito, que é realizada na carne, expressa pela carne. Ninguém, exceto a carne de Deus, pode cumprir o ministério do Deus encarnado; isto é, somente a carne encarnada de Deus, essa humanidade normal — e ninguém mais — pode expressar a obra divina. Se, durante a Sua primeira vinda, Deus não tivesse humanidade normal antes da idade dos vinte e nove anos — se, assim que nascesse, Ele pudesse fazer milagres, se, tão logo aprendesse a falar, pudesse falar a língua do céu, se, no momento em que pusesse os pés na terra pela primeira vez, Ele pudesse apreender todos os assuntos mundanos, discernir os pensamentos e intenções de cada pessoa — então tal pessoa não poderia ser chamada um homem normal, e tal carne não poderia ser chamada carne humana. Se esse fosse o caso com Cristo, então o significado e a essência da encarnação de Deus estariam perdidos. Que Ele possui a humanidade normal prova que Ele é Deus encarnado na carne; o fato de que Ele passa por um processo de crescimento humano normal demonstra ainda que Ele é uma carne normal; além disso, Sua obra é prova suficiente de que Ele é a Palavra de Deus, o Espírito de Deus tornando-Se carne. Deus Se torna carne por causa das necessidades da obra; em outras palavras, esse estágio da obra precisa ser feito na carne, feito na humanidade normal. Esse é o pré-requisito para “o Verbo Se tornar carne”, para “a Palavra Se manifestar na carne”, e é a verdadeira história por trás das duas encarnações de Deus.

Extraído de ‘A essência da carne habitada por Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”

A implicação da encarnação de Deus é que Deus vive e opera na carne, Deus, em Sua essência, Se torna carne, Se torna um homem. Sua vida e obra encarnadas podem ser divididas em dois estágios. Primeiro vem a vida que Ele vive antes de exercer o Seu ministério. Ele vive numa família humana comum, numa humanidade totalmente normal, obedecendo à moral e às leis normais da vida humana, com necessidades humanas normais (comida, roupas, abrigo, sono), fraquezas humanas normais e emoções humanas normais. Em outras palavras, durante esse primeiro estágio, Ele vive em humanidade não divina, completamente normal, engajando-se em todas as atividades humanas normais. O segundo estágio é a vida que Ele vive depois de começar a exercer Seu ministério. Ele ainda habita na humanidade comum, com uma casca humana normal, não mostrando qualquer sinal exterior do sobrenatural. Contudo, Ele vive puramente para o bem do Seu ministério, e, durante esse tempo, Sua humanidade normal existe inteiramente a serviço da obra normal de Sua divindade; pois, até então, a Sua humanidade normal amadureceu ao ponto de ser capaz de exercer o Seu ministério. Assim, o segundo estágio de Sua vida é exercer o Seu ministério em Sua humanidade normal; é uma vida tanto de humanidade normal quanto de completa divindade. A razão pela qual, durante o primeiro estágio de Sua vida, Ele vive em humanidade completamente comum é que Sua humanidade ainda não é igual à totalidade da obra divina, ainda não está madura; somente depois que Sua humanidade amadurece, torna-se capaz de assumir o Seu ministério, Ele pode decidir-se a exercer Seu ministério. Uma vez que, como carne, Ele precisa crescer e amadurecer, o primeiro estágio de Sua vida é o de humanidade normal, enquanto no segundo estágio, porque a Sua humanidade é capaz de empreender a Sua obra e exercer o Seu ministério, a vida que o Deus encarnado vive é tanto de humanidade como de completa divindade. Se, a partir do momento de Seu nascimento, o Deus encarnado começasse seriamente o Seu ministério, fazendo sinais e maravilhas sobrenaturais, então Ele não teria essência corpórea. Portanto, Sua humanidade existe para o bem de Sua essência corpórea; não pode haver carne sem humanidade, e uma pessoa sem humanidade não é um ser humano. Dessa forma, a humanidade da carne de Deus é uma propriedade intrínseca da carne encarnada de Deus. Dizer que “quando Deus Se torna carne, Ele é totalmente divino, mas de forma alguma humano” é uma blasfêmia, porque essa declaração simplesmente não existe e viola o princípio da encarnação. Mesmo depois que começa a realizar o Seu ministério, Ele ainda vive em Sua divindade com uma casca humana exterior quando Ele faz a Sua obra; é só que, na época, Sua humanidade serve ao propósito único de permitir que Sua divindade realize a obra na carne normal. Então, o agente da obra é a divindade que habita Sua humanidade. É a Sua divindade, não Sua humanidade, que opera, mas é uma divindade escondida dentro de Sua humanidade; Sua obra é, em essência, feita por Sua completa divindade, não por Sua humanidade. Mas o executor da obra é a Sua carne. Pode-se dizer que Ele é um homem e também é Deus, pois Deus Se torna um Deus que vive na carne, com uma casca humana e uma essência humana, mas também com a essência de Deus. Porque Ele é um homem com a essência de Deus, Ele está acima de qualquer um dos humanos criados, acima de qualquer homem que pode realizar a obra de Deus. E assim, entre todos aqueles que possuem uma casca humana como a Dele, entre todos aqueles que possuem humanidade, somente Ele é o Próprio Deus encarnado — todos os outros são humanos criados. Ainda que todos tenham humanidade, os humanos criados não têm nada além de humanidade, enquanto o Deus encarnado é diferente: em Sua carne Ele não apenas tem humanidade, mas, o que é mais importante, tem divindade. Sua humanidade pode ser vista na aparência externa de Sua carne e em Sua vida diária, mas Sua divindade é difícil de perceber. Porque Sua divindade somente é expressa quando Ele tem humanidade e não é tão sobrenatural quanto as pessoas a imaginam ser, ela é extremamente difícil para as pessoas verem. Mesmo hoje é muito difícil que as pessoas entendam a verdadeira essência do Deus encarnado. Mesmo após ter falado sobre isso tão extensamente, Eu espero que isso ainda seja um mistério para a maioria de vocês. Na verdade, essa questão é muito simples: uma vez que Deus Se torna carne, Sua essência é uma combinação de humanidade e divindade. Essa combinação é chamada de Próprio Deus, Próprio Deus na terra.

Extraído de ‘A essência da carne habitada por Deus’ em “A Palavra manifesta em carne”

Na época em que o Senhor Jesus estava operando, as pessoas podiam ver que Deus tinha muitas expressões humanas. Por exemplo, Ele podia dançar, podia comparecer a casamentos, podia comungar com as pessoas, falar com elas e debater assuntos com elas. Além disso, o Senhor Jesus também completou muitas obras que representavam a Sua divindade e, é claro, toda essa obra foi uma expressão e uma revelação do caráter de Deus. Durante esse tempo, quando a divindade de Deus Se concretizou em um corpo comum que as pessoas podiam ver e tocar, elas não mais sentiam que Ele aparecia e desaparecia, que elas não podiam se aproximar Dele. Pelo contrário, podiam tentar compreender a vontade de Deus ou entender a Sua divindade através de cada movimento, das palavras e da obra do Filho do homem. O Filho do homem encarnado expressou a divindade de Deus através de Sua humanidade e transmitiu a vontade de Deus para a humanidade. E através da expressão da vontade e do caráter de Deus, Ele também revelou às pessoas o Deus que não pode ser visto ou tocado no reino espiritual. O que as pessoas viram foi o Próprio Deus, tangível e em carne e osso. Assim, o Filho do homem encarnado tornou coisas como a identidade, o status, a imagem e o caráter do Próprio Deus e o que Ele tem e é concretas e humanizadas. Embora a aparência externa do Filho do homem tivesse algumas limitações em relação à imagem de Deus, Sua essência e o que Ele tem e é eram plenamente capazes de representar a identidade e o status do Próprio Deus — havia apenas algumas diferenças na forma de expressão. Não importa se é a humanidade do Filho do homem ou a Sua divindade, não podemos negar que Ele representava a Própria identidade e status de Deus. Durante essa época, porém, Deus operava através da carne, falava a partir da perspectiva da carne e Se postava diante da humanidade com a identidade e o status do Filho do homem, e isso deu às pessoas a oportunidade de encontrar e experimentar as verdadeiras palavras e obra de Deus em meio à humanidade. Também permitiu que as pessoas tivessem uma percepção da Sua divindade e grandeza em meio à humildade, que ganhassem também uma compreensão preliminar e uma definição preliminar da autenticidade e da realidade de Deus. Embora a obra concluída pelo Senhor Jesus, as Suas maneiras de operar e a perspectiva da qual Ele falava diferissem da pessoa real de Deus no reino espiritual, tudo Nele representava verdadeiramente o Próprio Deus que os humanos nunca tinham visto — isso não pode ser negado! Ou seja, não importa sob que forma Deus apareça, não importa de que perspectiva Ele fale, ou com que imagem Ele encare a humanidade, Deus não representa nada além de Si Mesmo. Ele não pode representar nenhum humano — Ele não pode representar nenhum humano corrupto. Deus é o Próprio Deus, e isso não pode ser negado.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

Embora a aparência do Deus encarnado seja exatamente a mesma que a de um humano, embora Ele aprenda o conhecimento humano e fale a linguagem humana, e às vezes até expresse as Suas ideias através dos meios ou expressões da humanidade, a maneira como Ele vê os humanos, a essência das coisas e a maneira como as pessoas corruptas veem a humanidade e a essência das coisas não são iguais, em absoluto. A perspectiva Dele e a altura em que Ele Se encontra é algo inatingível para uma pessoa corrupta. O motivo disso é que Deus é a verdade, a carne que Ele usa também possui a essência de Deus, e os Seus pensamentos e aquilo que é expresso pela Sua humanidade também são a verdade. Para as pessoas corruptas, o que Ele expressa na carne são provisões da verdade, e da vida. Essas provisões não são apenas para uma pessoa, mas para toda a humanidade. Para qualquer pessoa corrupta, no seu coração só existem algumas poucas pessoas associadas a ela. Só existem aquelas poucas pessoas a quem ela dá importância, com quem se preocupa. Quando há um desastre no horizonte, ele pensa primeiro nos seus próprios filhos, no seu cônjuge ou em seus pais, e uma pessoa mais filantrópica pensaria, no máximo, em algum parente ou num bom amigo; será que ele pensa em mais alguém? Nunca! Porque os seres humanos são, afinal, humanos, e eles só conseguem olhar para tudo a partir da perspectiva de uma pessoa e da altura de uma pessoa. No entanto, o Deus encarnado é completamente diferente de uma pessoa corrupta. Não importa quão comum, quão normal, quão humilde seja a carne encarnada de Deus, ou mesmo o quanto as pessoas O desprezem, Seus pensamentos e Sua atitude para com a humanidade são coisas que nenhum homem poderia possuir, e nenhum homem poderia imitar. Ele sempre observará a humanidade da perspectiva da divindade, da altura da Sua posição como o Criador. Ele sempre verá a humanidade através da essência e da mentalidade de Deus. Ele não pode ver a humanidade, em absoluto, a partir da altura de uma pessoa comum e da perspectiva de uma pessoa corrupta. Quando as pessoas olham para a humanidade, elas olham com a visão humana e usam coisas como os conhecimentos humanos e as regras e teorias humanas como medida. Isso está dentro do escopo do que as pessoas podem ver com seus próprios olhos; está dentro do escopo que as pessoas corruptas podem alcançar. Quando Deus olha para a humanidade, Ele olha com visão divina e usa Sua essência e o que Ele tem e é como medida. Este escopo inclui coisas que as pessoas não podem ver, e é aí que o Deus encarnado e os humanos corruptos são completamente diferentes. Essa diferença é determinada pelas essências diferentes dos seres humanos e de Deus, e são essas essências diferentes que determinam suas respectivas identidades e posições, bem como a perspectiva e a altura a partir das quais eles veem as coisas.

Extraído de ‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus III’ em “A Palavra manifesta em carne”

O Deus encarnado é chamado de Cristo e Cristo é a carne vestida pelo Espírito de Deus. Essa carne é diferente de qualquer homem que é da carne. Essa diferença existe porque Cristo não é de carne e sangue, mas é a encarnação do Espírito. Ele tem tanto uma humanidade normal como uma divindade completa. Sua divindade não é possuída por nenhum homem. Sua humanidade normal sustenta todas as Suas atividades normais na carne, enquanto Sua divindade realiza a obra do Próprio Deus. Seja Sua humanidade ou divindade, ambas se submetem à vontade do Pai celestial. A substância de Cristo é o Espírito, isto é, a divindade. Portanto, Sua substância é a do Próprio Deus, essa substância não interromperá Sua própria obra e Ele não poderia fazer qualquer coisa que destrua Sua própria obra, nem jamais pronunciaria palavras que fossem contra Sua própria vontade. Portanto, o Deus encarnado absolutamente nunca realizaria nenhuma obra que interrompesse o Seu próprio gerenciamento. Isso é o que cada homem deve entender. A essência da obra do Espírito Santo é salvar o homem e é por causa do próprio gerenciamento de Deus. Da mesma forma, a obra de Cristo é salvar o homem e é para o bem da vontade de Deus. Dado que Deus Se torna carne, Ele alcança Sua substância dentro da Sua carne, de modo que ela é suficiente para cumprir Sua obra. Portanto, toda a obra do Espírito de Deus é substituída pela obra de Cristo durante o tempo da encarnação e no cerne de cada obra durante o tempo da encarnação está a obra de Cristo. Ela não pode ser misturada com a obra de qualquer outra era. E já que Deus Se torna carne, Ele opera na identidade de Sua carne; uma vez que Ele vem na carne, Ele termina, na carne, a obra que deve realizar. Seja o Espírito de Deus ou o de Cristo, ambos são o Próprio Deus e Ele realiza a obra que deve realizar e desempenha o ministério que Ele deve desempenhar.

A própria substância de Deus exerce autoridade, mas Ele é capaz de submeter-Se plenamente à autoridade que vem Dele. Seja a obra do Espírito ou a da carne, nenhuma entra em conflito com a outra. O Espírito de Deus é a autoridade sobre toda a criação. A carne com a substância de Deus é também possuída de autoridade, mas Deus na carne pode realizar toda obra que obedece à vontade do Pai celestial. Isso não pode ser alcançado ou concebido por qualquer homem. O Próprio Deus é autoridade, mas Sua carne pode submeter-se a Sua autoridade. Esse é o significado interior das palavras: “Cristo obedece a vontade de Deus, o Pai”. Deus é um Espírito e pode realizar a obra da salvação, da mesma forma que Deus pode tornar-Se homem. De qualquer maneira, Deus Mesmo realiza Sua própria obra, Ele não interrompe nem interfere, muito menos realiza obras que são mutuamente conflitantes, pois a substância da obra realizada pelo Espírito e a carne são semelhantes. Seja o Espírito ou a carne, ambos operam para cumprir uma vontade e gerenciar a mesma obra. Embora o Espírito e a carne tenham duas qualidades díspares, Suas substâncias são as mesmas; ambas têm a substância e a identidade do Próprio Deus. Deus Mesmo não tem elementos de desobediência; Sua substância é bondade. Ele é a expressão de toda beleza e bondade e também de todo amor. Mesmo na carne, Deus não realiza nada que desobedece a Deus, o Pai. Ainda que fosse à custa de sacrificar Sua vida, Ele Se comprometeria de todo coração e não faria qualquer outra escolha. Deus não tem elementos de presunção e de importância, ou prepotência e arrogância; Ele não tem elementos de desonestidade. Tudo que desobedece a Deus vem de Satanás; Satanás é a fonte de tudo que é feio e toda maldade. A razão pela qual o homem tem qualidades semelhantes às de Satanás é porque o homem foi corrompido e processado por Satanás. Cristo não foi corrompido por Satanás e por isso Ele tem apenas as características de Deus e nenhuma de Satanás. Não importa quão árdua a obra ou fraca a carne, Deus, enquanto vive na carne, nunca realizará qualquer coisa que interrompa a obra do Próprio Deus e muito menos abandonará a vontade de Deus, o Pai, em desobediência. Ele preferiria sofrer as dores da carne do que ir contra a vontade de Deus, o Pai; como Jesus disse na oração: “Pai, se for possível, afasta de Mim esse cálice: mas não seja como Eu quero, mas como Tu queres”. O homem escolherá, mas Cristo não. Embora Ele tenha a mesma identidade do Próprio Deus, Ele ainda procura a vontade de Deus, o Pai, e cumpre o que Lhe foi confiado por Deus, o Pai, da perspectiva da carne. Isso é algo inalcançável para o homem. O que vem de Satanás não pode ter a substância de Deus, apenas uma substância que desobedece e resiste a Deus. Ele não pode obedecer completamente a Deus, muito menos voluntariamente obedecer à vontade de Deus. Todo homem separado de Cristo é capaz fazer o que resiste a Deus e ninguém pode empreender diretamente a obra confiada por Deus; ninguém pode considerar o gerenciamento de Deus como sua própria obrigação a desempenhar. Submeter-Se à vontade de Deus, o Pai, é a substância de Cristo; a desobediência contra Deus é característica de Satanás. Essas duas qualidades são incompatíveis e qualquer que tenha as qualidades de Satanás não pode ser chamado de Cristo. A razão pela qual o homem não pode realizar a obra de Deus em Seu lugar é porque o homem não possui nenhuma substância de Deus. O homem trabalha para Deus por causa de seus interesses pessoais e de suas perspectivas futuras, mas Cristo opera para fazer a vontade de Deus Pai.

Extraído de ‘A substância de Cristo é obediência à vontade do Pai celestial’ em “A Palavra manifesta em carne”

A carne usada pelo Espírito de Deus é a carne do Próprio Deus. O Espírito de Deus é supremo; Ele é todo-poderoso, santo e justo. Da mesma maneira, Sua carne também é suprema, todo-poderosa, santa e justa. Tal carne só é capaz de fazer aquilo que é justo e benéfico para a humanidade, aquilo que é sagrado, glorioso e poderoso; Ele é incapaz de fazer qualquer coisa que viole a verdade, que viole a moralidade e a justiça, e Ele é muito menos capaz de qualquer coisa que traia o Espírito de Deus. O Espírito de Deus é santo, e, portanto, Sua carne é incorruptível por Satanás; Sua carne é de uma essência diferente da carne do homem. Pois é o homem, não Deus, que é corrompido por Satanás; Satanás não poderia corromper a carne de Deus. Assim, apesar do fato de o homem e Cristo habitarem o mesmo espaço, é apenas o homem que é possuído, usado e enganado por Satanás. Em contrapartida, Cristo está eternamente inacessível à corrupção de Satanás, porque Satanás nunca será capaz de ascender ao lugar altíssimo e nunca será capaz de se aproximar de Deus.

Extraído de ‘Um problema muito sério: traição (2)’ em “A Palavra manifesta em carne”

Deus pode salvar o homem corrupto da influência de Satanás, mas essa obra não pode ser completamente realizada pelo Espírito de Deus; ao contrário, pode ser realizada apenas pela carne que o Espírito de Deus veste, pela carne encarnada de Deus. Essa carne é um homem e também Deus, é um homem possuído da humanidade normal, e também Deus possuído da divindade plena. E assim, embora essa carne não seja o Espírito de Deus e difira grandemente do Espírito, ainda assim é o Próprio Deus encarnado que salva o homem, que é o Espírito e também a carne. Não importa como Ele é chamado, afinal, ainda é o Próprio Deus quem salva a humanidade. Pois o Espírito de Deus é indivisível da carne e a obra da carne é também a obra do Espírito de Deus; é que essa obra não é realizada apenas usando a identidade do Espírito, mas é realizada usando a identidade da carne.

Extraído de ‘A humanidade corrupta está mais necessitada da salvação do Deus encarnado’ em “A Palavra manifesta em carne”

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Próximo: 3. Quais são as diferenças entre a obra de Deus encarnado e a obra do Espírito?

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2. O mundo religioso acredita que toda a Escritura foi inspirada por Deus e que ela contém todas as palavras de Deus. Como se deve ter discernimento para com essa afirmação?

Nem tudo contido na Bíblia é um registro das palavras pronunciadas pessoalmente por Deus. A Bíblia simplesmente documenta os dois estágios prévios da obra de Deus, dos quais uma parte é um registro das previsões dos profetas, enquanto a outra as experiências e conhecimentos escritos por pessoas empregadas por Deus ao longo das eras. Experiências humanas estão contaminadas com opiniões e conhecimentos humanos, o que é inevitável. Em muitos dos livros da Bíblia, há conceitos e preconceitos humanos e interpretações humanas absurdas. É claro que a maioria das palavras resulta da iluminação e esclarecimento do Espírito Santo, e elas são interpretações corretas, mas ainda assim, não se pode dizer que são expressões inteiramente corretas da verdade. Suas visões sobre certas coisas não passam de conhecimento pela experiência pessoal ou da iluminação pelo Espírito Santo. As previsões dos profetas foram instruídas pessoalmente por Deus: as profecias de Isaías, Daniel, Esdras, Jeremias e Ezequiel vieram da instrução direta do Espírito Santo; essas pessoas eram videntes, haviam recebido o Espírito de profecia, todas eram profetas do Antigo Testamento. Durante a Era da Lei, essas pessoas que haviam recebido as inspirações de Jeová fizeram muitas profecias instruídas diretamente por Jeová.

Pergunta 1: Vocês atestam que o Senhor Jesus voltou como ninguém menos que Deus Todo-Poderoso, que expressou a verdade realizando o julgamento nos últimos dias.Como isso é possível? O Senhor realmente virá para nos levar para o reino dos céus. Como ele pôde nos deixar para trás para fazer o julgamento nos últimos dias? Eu acho que ao acreditarmos no Senhor Jesus e recebermos a obra do Espírito Santo, já vivenciamos o julgamento de Deus. Existe comprovação nas palavras do Senhor Jesus: “Pois se eu não for, o Ajudador não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei. E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:7-8). Nós achamos que depois que o Senhor Jesus ressuscitou e ascendeu ao céu, o pentecoste do Espírito Santo desceu para agir nas pessoas. Isso já tinha feito as pessoas se culparem pelos seus pecados, pela justiça e julgamento. Quando nos confessamos e nos arrependemos diante do Senhor, vivenciamos de fato o julgamento do Senhor. a obra do Senhor Jesus fosse a obra de redenção, depois que Ele ascendeu aos céus, a obra feita pelo Espírito Santo, que desceu no pentecoste deveria ser o julgamento de Deus nos últimos dias. Se não fosse pelo julgamento, como seria “convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”? Além disso, como fiéis do Senhor, somos sempre tocados, repreendidos e disciplinados pelo Espírito Santo. Então, diante do Senhor, sempre estamos chorando e nos arrependendo. As boas condutas geradas são como fomos transformados pela nossa fé no Senhor. Não são o resultado da vivência do julgamento de Deus? O julgamento de Deus Todo-Poderoso nos últimos dias de que falam, como ele se diferencia da obra do Senhor Jesus?

Resposta: Já que vocês reconheceram que o Senhor Jesus fez foi a obra de redenção, e a forma que Ele expôs é “Arrependei-vos, porque é...

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