71. O dano causado por se exibir

Por Ruoyu, Espanha

Alguns anos atrás, eu estava cumprindo dever de rega com alguns irmãos e irmãs de idade semelhante. Eles eram tão animados e responsáveis. Frequentemente, eram elogiados por outros, e eu os admirava muito. Queria, um dia, ser igual a eles e ser admirada por eles. Mais tarde, fui transferida para outra igreja. Não demorou, e um líder foi designado um falso líder e substituído por não fazer trabalho prático e eu fui eleita líder da igreja em seu lugar. Os irmãos e irmãs que me conheciam me encorajaram: “Deus está levantando você, é melhor apreciar”. Eu sabia que esse dever seria uma grande responsabilidade e senti que era uma grande chance para mostrar serviço. Se me saísse bem, eu seria admirada pelos irmãos e irmãs. Em silêncio, tomei a decisão de fazer de tudo para cumprir bem esse dever.

Depois disso, em cada reunião de grupo, eu dissequei como o líder anterior não tinha feito trabalho prático e como, muitas vezes, tinha falado negativamente, e todos estavam muito chateados com ele. Eu tive de me lembrar com frequência que os irmãos e irmãs eram agora capazes de discernir falsos líderes e esperavam que eu fizesse trabalho prático. Tinha de trabalhar e me esforçar muito para ganhar sua aprovação. Como uma líder da igreja, eu devia ser proativa na igreja e estar disposta a sofrer mais do que todos os outros e ser capaz de fazer mais sacrifícios do que todos os outros. Devia ter mais fé do que os outros quando provações aparecessem e não me tornar negativa quando isso ocorresse. Devia ser melhor do que os outros na igreja em todos os sentidos, para que todos me elogiassem sempre. Dominada por tais pensamentos, eu me ocupava com as reuniões dos grupos e dormia tarde todos os dias Às vezes, quando conversava com outros, eu deixava escapar de propósito o quanto estava ocupada com o trabalho da igreja e que dormia muito tarde. Quando ouviam isso, eles achavam que eu era muito responsável e disposta a sofrer e sempre me diziam que devia cuidar de mim mesma. Também me presenteavam com iguarias e bebidas de suas casas. Sempre que um deles estava num estado ruim, eu corria para apoiá-lo, chovesse ou fizesse sol. Em reuniões, eu dizia aos irmãos e irmãs que fulano de tal tinha se sentido negativo por muito tempo, mas que tinha voltado a ser positivo após minha comunicação. Todos pensavam então que eu era tão amorosa e paciente, a despeito da minha idade. Para pegar o jeito no trabalho da igreja, quando aparecia um possível novo crente, eu corria para pedir que o diácono evangelístico comungasse com ele e, às vezes, eu mesma ia dar testemunho. O trabalho evangelístico começou a avançar e, numa reunião, eu disse aos outros: “Estão vendo? Nosso trabalho evangelístico não era maravilhoso antes, mas, agora, todo mês pessoas estão aceitando a obra de Deus. Devemos fazer um esforço ainda maior”. Os irmãos e irmãs sentiam então que o trabalho evangelístico tinha sido assumido desde a minha chegada e eles me admiravam e idolatravam ainda mais. Quando eu comunicava minhas experiências em reuniões, eu exagerava alguns casos de entrada positiva. Eu temia que, se falasse demais da minha corrupção, os outros pensariam que eu era frágil diante de problemas e de estatura pequena e não me admirariam mais. Assim, eu tendia a dizer muito pouco sobre eu era negativa ou fraca ou sobre como revelava corrupção. Quanto a como eu buscava a verdade, praticava as palavras de Deus e como eu fazia meu dever com fé e via a orientação de Deus, eu falava muito disso, narrando cada detalhe. Visto que eu comungava desse modo por muito tempo, os outros pensavam que eu era muito boa em buscar a verdade e que eu sempre conseguia encontrar a senda da prática. Eles me procuravam para comungar quando tinham dificuldades.

Depois de um tempo, todos os aspectos do trabalho da igreja começaram a avançar. A fé das pessoas crescia e cada vez mais pessoas queriam cumprir seu dever. Quando vi esse sucesso, senti ainda mais que eu era um pilar da igreja. Minha postura era ereta, e passei a falar com mais ousadia para onde quer que fosse. Pensei que estava me saindo bem como líder da igreja e que minha posição era merecida. Quando trabalhava com outros, sempre assumia a dianteira. Eu me exibia como se fosse melhor do que eles para que me admirassem e fizessem o que eu dizia. Certa vez, tivemos de alugar uma casa para nos reunir. Um diácono e um irmão que era meu parceiro de trabalho foram verificar a casa. Pensei: “Eu deveria ter a última palavra nessa questão tão importante. Você não pode aprová-la sem que eu a veja pessoalmente”. Na verdade, eu sabia em meu coração que esse irmão era mais velho e mais experiente do que eu e que ele saberia melhor do que eu se a casa servia ou não. Mas quebrei a cabeça pensando em como poderia mostrar como eu era esperta: “Quais detalhes e questões também devem ser considerados no aluguel de uma casa?” Assim, levantei algumas perguntas e mandei investigarem mais. No fim, encontraram alguns problemas naquela casa e quando meus colaboradores descobriram, disseram: “Estamos tão envergonhados. Somos mais velhos do que você, mas não contemplamos as coisas com tanto cuidado quanto você”. Fiquei tão satisfeita comigo mesma ao ouvir isso. A partir de então, todos me procuravam para buscar respostas e discutir assuntos. Com o passar do tempo, aqueles com que eu trabalhava se tornar um pouco passivos, esperando a minha opinião em tudo. Começaram a depender de mim cada vez mais.

Aos poucos, descobri que meu prestígio entre os colaboradores tinha se estabelecido e que eu precisava opinar em todos os assuntos grandes e pequenos da igreja. Os irmãos e irmãs queriam que eu comungasse com eles em todas as dificuldades. Senti que eu era indispensável para a igreja e, muitas vezes, me sentia muito satisfeita comigo mesma. Às vezes, pensava que as pessoas que são admiradas sofrerão infortúnios. Isso me incomodava e eu me perguntava: “Todos me admiram tanto — será que me desviei?” Mas então pensava: “Sou uma líder. Os irmãos e irmãs devem me procurer com seus problemas. E existem alguns problemas que eu posso ajudar a resolver. É normal que dependam de mim! Quem não gosta de estar com alguém que o ajude?” Assim, ignorei os alertas e as reprimendas do Espírito Santo e não examinei meu estado nem a senda em que estava. Em vez disso, continuei na mesma senda errada. Foi só quando Deus me castigou e disciplinou que meu coração entorpecido começou a se conscientizar.

Quando acordei certa manhã, meu olho esquerdo doía muito. Fiquei chorando e quando olhei no espelho, vi que todo o lado esquerdo do meu rosto estava enrijecido. Não conseguia fechar o olho nem mexer a boca. Não fazia ideia do que tinha acontecido. Numa reunião à tarde, uma irmã ficou chocada ao me ver e disse que era paralisia facial e que deveria procurar um médico imediatamente. Se eu esperasse, meu rosto poderia nunca mais voltar ao normal. Isso foi um golpe duro e deu branco na minha mente. Como podia ter essa doença tão nova? Se era verdade que meu rosto podia ficar todo distorcido, como poderia cumprir meu dever? Como encararia as pessoas? Fiquei totalmente atordoada, e então meu coração enfraqueceu. Todos estavam discutindo minha doença, mas minha cabeça estava um caos. Fiquei sem qualquer energia.

Minha volta para casa naquele dia foi confusa. Eu queria orar a Deus, mas não sabia o que dizer. Tudo que conseguia fazer era pedir que Deus me guiasse para aquietar meu coração e buscar Sua vontade. De repente, lembrei-me de um hino das palavras de Deus: “Quando lhe sobrevier o sofrimento da doença, como você deve experimentá-lo? Você deveria vir para diante de Deus para orar, buscando sondar Sua vontade e examinando que tipos de transgressões você tem cometido ou quais corrupções ainda não resolveu. Você não pode deixar de sofrer fisicamente. Só ao serem temperadas através do sofrimento as pessoas podem deixar de ser desenfreadas e viver sempre diante de Deus. Quando se sentem transtornadas, as pessoas sempre oram, refletindo sobre se fizeram algo errado ou como podem ter ofendido a Deus. Isso é benéfico para elas. Quando as pessoas sofrem grande dor e provações, isso certamente não acontece por acaso” (‘Você deve buscar a vontade de Deus quando a doença atacar’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). As palavras de Deus dizem: “Quando as pessoas sofrem grande dor e provações, isso certamente não acontece por acaso”. Elas me fizeram perceber que essa doença não era um acidente. Certamente a vontade de Deus estava por trás dela e Ele estava me disciplinando. Eu devia buscar com sinceridade e refletir sobre mim mesma para descobrir como eu tinha ofendido a Deus. Vim para diante de Deus em oração: “Deus Todo-Poderoso! Estou doente e sei no meu coração que Tu estás me disciplinando, que estás usando essa doença para me alertar e fazer com que eu reflita sobre mim. Mas estou tão paralisada neste momento. Não identifiquei meus problemas. Por favor, ilumina-me para que eu possa aprender minha lição por meio dessa doença”. Depois de orar, fiquei refletindo sobre isso, mas não consegui entender como eu tinha ofendido a Deus. Assim, voltei para diante de Deus em oração sincera e pedi que Ele me guiasse. Orei e busquei assim por alguns dias. Agradeço a Deus por ouvir minhas orações. Não demorou, e Deus arranjou situações que me permitiram ver meus problemas.

Certo dia, fui para a casa da irmã Zhao para uma sessão de acupuntura. Toda a família me perguntou como eu estava, temendo que eu pudesse estar desanimada. Durante a acupuntura, ela leu “Os princípios para lidar com doenças”. Disse que eu não deveria me preocupar, mas orar e confiar mais em Deus e ter fé e que, com tratamento, eu melhoraria rapidamente. Mas já que, antes disso, ela tinha dito que sem tratamento, meu rosto ficaria distorcido para sempre, eu estava com muito medo. Quando a vi tão preocupada comigo, pensei: “Se os outros soubessem como realmente me sinto, pensariam que sou de estatura baixa? Sempre que alguém depara com uma provação ou adoece, eu comungo com ele sobre as verdades relacionadas à fé, sentindo-me forte em minha fé. Mas agora que adoeci repentinamente, estou mostrando minha falta de fé e expressando medo e preocupação. Será que pensarão que só estive pregando doutrinas?” Então sorri e disse à irmã Zhao: “Realmente me sinto um pouco fraca agora que estou doente, mas acredito que tudo está nas mãos de Deus. Esse sofrimento físico não é nada. O que mais me dói é que não consigo encontrar a vontade de Deus nem entender quais são os meus problemas. Estar tão entorpecida me atordoa”. Admirada, ela olhou para mim e disse: “Você deve refletir sobre si mesma, agora que está doente. Examine e tente entender a si mesma, e também busque tratamento. Você pode ter adoecido por sempre trabalhar tanto. Você faz se dever desde o amanhecer até o anoitecer, e todos respeitamos isso. Ainda agora você quer cumprir o seu dever. Vá com calma. Repreendi a irmã que trabalha com você por não fazer a parte dela. Eu a lembrei de estar mais atenta ao trabalho da igreja”. Eu senti um desconforto quando ela disse isso, assim, a corrigi, dizendo: “Não sou a única que faz o trabalho da igreja. Não me coloque num pedestal”. A caminho de casa, pensei: “Como ela pôde criticar a irmã por causa de mim? Aos olhos dela, eu sou mais responsável do que todos os outros? Eu devo estar sempre elogiando a mim mesma e menosprezando os outros”. Pensei em como tinha escondido minha fraqueza da irmã Zhao e fingido ter uma fé tão forte — eu não a tinha enganado? Estava refletindo sobre isso quando vi a irmã Zhang se aproximar. Ela estava toda preocupada comigo e disse: “Você deve cuidar de si mesma. O que fará se essa doença imobilizar você?” Quando ela falou com tanta franqueza, fiquei com muito medo. Continuei andando e fiquei pensando nas palavras dela. Comecei a ficar nervosa e pensei: “Sou apenas uma líder insignificante da igreja. A igreja consegue continuar bem sem mim. Como ela pôde perguntar o que eles fariam sem mim? Isso mostra que ocupei um lugar no coração deles. O coração é o templo de Deus, então, se eu tiver um lugar ali, não estou resistindo a Deus?” Pensei em como sempre queria a aprovação e admiração das pessoas, mas quando ouvi a irmã dizer aquilo, senti incômodo e medo. Os outros irmãos e irmãs também tinham sido enganados por mim? Se os outros sentiam igual à irmã Zhang, isso significava que eu tinha trazido as pessoas para diante de mim? Eu estava na senda do anticristo! Lembrei-me de alguns anticristos que já tinha visto sendo expulsos e minha coluna se arrepiou. Sentia que tinha deparado com uma grande calamidade.

Quando cheguei em casa, peguei meu livro das palavras de Deus e li isto: “Pessoas com uma natureza arrogante são capazes de desobedecer a Deus, de resistir a Ele, de cometer atos que O julgam e O traem e de fazer coisas que as exaltam e que são uma tentativa de estabelecer reino próprio. Se, por exemplo, vinte mil pessoas num país o aceitassem e fosse arranjado para você trabalhar lá, e Eu o negligenciasse por um mês e lhe desse a autoridade de agir por conta própria, então, em menos de dez dias, você teria garantido que todos o conhecessem; e, dentro de um mês, todos se ajoelhariam diante de você, cantando seus louvores com cada palavra, dizendo que você prega com percepção, alegando persistentemente que suas declarações são aquilo de que eles precisavam e que você é capaz de prover para as necessidades deles — tudo isso sem nem ao menos mencionar a palavra ‘Deus’. Como você teria feito esse trabalho? O fato de essas pessoas serem capazes de tal reação provaria que o trabalho que você esteve fazendo não envolvia, de forma alguma, dar testemunho de Deus; ao contrário, dava apenas testemunho de você mesmo e o exibia. Como você pôde alcançar tal resultado? Algumas pessoas dizem: ‘O que eu comunico é a verdade; certamente nunca testifiquei a mim mesmo!’. Essa sua atitude — essa conduta — é a de tentar comunicar com as pessoas a partir da posição de Deus, e não é a de ocupar a posição de um humano corrupto. Tudo que você diz é conversa bombástica e fazer exigências aos outros; nada tem a ver com você mesmo. Portanto, o efeito que você alcançaria seria fazer com que as pessoas o adorassem, o invejassem e o elogiassem até que, no fim, todas soubessem de você, o testificassem, exaltassem e bajulassem até as alturas do céu. Quando isso acontecer, você estará acabado; você terá fracassado! Não é essa a senda em que todos vocês estão neste momento? Se pedissem que você liderasse umas mil ou umas dez mil pessoas, você se sentiria exultante. Então produziria arrogância e começaria a tentar ocupar a posição de Deus em fala e gestos, e não saberia o que vestir, o que comer ou como andar. Você não se encontraria com a maioria dos que estão abaixo de você e, aos poucos, degeneraria e seria derrubado como o arcanjo. Todos vocês são capazes disso, não são? O que, então, vocês devem fazer? Se, um dia, realmente fossem feitos arranjos para você sair e trabalhar e você fosse capaz de fazer essas coisas, como, então, o trabalho poderia ser expandido? Isso não seria preocupante? Quem, então, ousaria permitir que vocês fossem para lá? Se chegasse lá, você não voltaria; não daria atenção a nada que Deus disse e apenas continuaria se exibindo e dando testemunho de si mesmo, como se estivesse trazendo a salvação para as pessoas, fazendo a obra de Deus e passando para as pessoas a sensação de que Deus tinha aparecido e estava aqui operando — e quando as pessoas o adorassem, você ficaria cheio de alegria e até aceitaria se elas o tratassem como Deus. Uma vez que alcançasse esse estágio, você estaria acabado; você seria eliminado. Sem você perceber, esse tipo de natureza arrogante acabaria sendo sua ruína. Esse é um exemplo de uma pessoa que trilha a senda dos anticristos” (‘Uma natureza arrogante é a raiz da resistência do homem a Deus’ em “Registros das falas de Cristo”). “Enquanto outras podem usar sua posição para repetidamente testificar sobre si mesmas, se engrandecer e competir com Deus por pessoas e status. Elas usam vários métodos e medidas para fazer as pessoas adorá-las, constantemente tentando conquistá-las e controlá-las. Algumas até intencionalmente induzem os outros a pensar que elas são Deus, para que possam ser tratadas como Deus. Elas nunca diriam aos outros que foram corrompidas, que também são corruptas e arrogantes, e que não as adorem, e que não importa quão bem se saem nas coisas, tudo isso se deve à exaltação de Deus, e que, enfim, estão apenas fazendo o que deveriam estar fazendo. Por que não dizem essas coisas? Porque elas têm muito medo de perder seu lugar no coração das pessoas. É por isso que tais pessoas nunca exaltam a Deus e nunca dão testemunho de Deus” (‘A obra de Deus, o caráter de Deus e o Próprio Deus I’ em “A Palavra manifesta em carne”). “Todos aqueles que vão ladeira abaixo exaltam a si mesmos e dão testemunho de si mesmos. Saem por aí se gabando e se engrandecendo e nem têm levado Deus a sério de modo algum. Vocês têm alguma experiência a respeito do que estou falando? Muitas pessoas estão constantemente dando testemunho de si mesmas: ‘Sofri desse e daquele jeito; fiz esse e aquele trabalho; Deus me tratou dessa e daquela maneira; Ele me pediu para fazer tal e tal; Ele me tem em alta conta; agora sou assim e assado’. Elas falam deliberadamente em certo tom e adotam certas posturas. Por fim, algumas acabam pensando que essas pessoas são Deus. Uma vez que chegaram a esse ponto, o Espírito Santo já as terá abandonado há muito tempo. Embora sejam ignoradas nesse entrementes, e não expulsas, sua sina está definida e tudo que elas podem fazer é esperar sua punição” (‘As pessoas fazem muitas demandas de Deus’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus perfuraram meu coração como uma espada. Eu era como diziam as palavras de Deus: eu sempre me exaltava e me exibia em meu dever. Desde que tinha me tornado líder, eu pensava que, para ser líder, eu precisava ser melhor do que os outros e ter mais estatura para receber a aprovação e admiração de todos. Quando comungava sobre minhas experiências, eu usava pretextos e dificilmente falava sobre minhas próprias fraquezas e corrupção, temendo que os outros não me admirariam se soubessem que eu era tão corrupta quanto eles. Mesmo quando adoeci, fiquei negativa, comecei a me queixar e fiquei com muito medo, mas, para manter minha imagem, escondia meus sentimentos e só falava sobre coisas positivas para que os outros me idolatrassem ainda mais e pensassem que eu era muito positiva e como minha fé era maior do que a dos outros. De toda forma, como líder, eu devia ficar acordada até tarde e sofrer mais. Intencionalmente, porém, eu sempre deixava escapar na frente dos outros como eu estava ocupada, até quando ficava acordada e o quanto trabalhava para que eles pensassem que eu era muito responsável e trabalhadora. O sucesso que via em meu dever se devia claramente ao Espírito Santo, mas eu nunca exaltava a Deus, só exibia o quanto eu tinha sofrido e sacrificado para que todos me vissem como pilar da igreja, como se nada pudesse ser realizado sem mim. Eu sempre comungava desse jeito, enganando os outros, o que me levou a ser disciplinada com essa doença. Mas os outros achavam que eu tinha adoecido por trabalhar demais e a irmã com que trabalhava foi repreendida por não fazer a sua parte como se eu carregasse o maior fardo pela igreja. Eu tinha me exaltado e exibido dessa forma, enganando e enjaulando os outros, trazendo-os para diante de mim. Eu tinha sido abertamente hostil a Deus. Pensando nisso, fiquei com medo. A fim de fazer com que os outros me admirassem e idolatrassem, eu usava todos os meios para me exibir e enganar os outros, levando-os a depender de mim até não haver mais espaço para Deus em seu coração. Buscavam minha opinião e aprovação em tudo — eu não estivera reinando como uma rainha na igreja? A igreja deveria ser um lugar de adoração a Deus. Ao exaltar a mim mesma e trazer os outros para diante de mim, eu não estivera tentando substituir Deus e transformá-Lo em testa de ferro? Eu tinha resistido e traído a Deus como um anticristo — tinha cometido o pecado terrível de ofender o caráter de Deus! Fiquei aterrorizada. Eu tinha adoecido por ter enfurecido a Deus e agora Ele estava mostrando Sua justiça. Eu me odiei por ser tão entorpecida e rebelde e vi como o caráter justo de Deus não tolera ofensa. Prostrei-me diante de Deus para orar e me arrepender: “Deus Todo-Poderoso! Durante o ano passado, não tenho servido a Ti, mas praticado o mal. Eu trouxe pessoas para diante de mim, competindo Contigo pelo controle. Agi como um anticristo, de modo tão desprezível e vergonhoso. Amado Deus, realmente pratiquei o mal”. Tomada de remorse, me senti envergonhada demais para encarar Deus.

Então comecei a pensar: “Como pude embarcar numa senda tão errada? O que fez com que isso acontecesse?” Li as palavras de Deus: “Algumas pessoas particularmente idolatram Paulo. Elas gostam de sair, dar palestras e trabalhar, gostam de participar de reuniões e pregar e gostam quando as pessoas as ouvem, as veneram e giram em torno delas. Elas gostam de ter status na mente dos outros e apreciam quando os outros valorizam a imagem que apresentam. Vamos analisar sua natureza a partir desses comportamentos: qual é natureza delas? Se elas realmente se comportam assim, então é o suficiente para mostrar que são arrogantes e convencidas. Elas não adoram a Deus nem um pouco; elas buscam um status mais elevado e desejam ter autoridade sobre os outros, possuí-los e ter status na mente deles. Essa é a imagem clássica de Satanás. Os aspectos de sua natureza que se sobressaem são a arrogância e a presunção, uma relutância em adorar a Deus e um desejo de ser adorado pelos outros. Tais comportamentos podem lhe dar uma visão muito clara da natureza delas” (‘Como conhecer a natureza do homem’ em “Registros das falas de Cristo”). “Desde que a humanidade foi corrompida por Satanás, sua natureza começou a mudar e ela foi gradualmente perdendo o senso de razão possuído por pessoas normais. As pessoas não agem mais como seres humanos na posição de homem; ao contrário, desejam deixar para trás o status de homem e anseiam por algo mais elevado e grandioso. E o que é esse algo mais elevado? Elas desejam superar Deus, superar os céus e superar tudo o mais. Qual é a raiz da razão pela qual as pessoas ficaram assim? No fim das contas, a natureza do homem é arrogante demais. […] A manifestação da arrogância é rebeldia e resistência a Deus. Quando são arrogantes, autoimportantes e hipócritas, as pessoas tendem a estabelecer seus reinos próprios e independentes e a fazer coisas ao bel-prazer. Também trazem os outros para suas mãos, atraem-nos para seus braços. Quando as pessoas são capazes de fazer essas coisas, isso significa que a essência de sua arrogância tornou-se como a do arcanjo. Quando sua arrogância e sua autoimportância alcançam certo nível, isso então determina que elas são o arcanjo e vão pôr Deus de lado. Se você possuir tal caráter arrogante, Deus não terá lugar em seu coração” (‘Uma natureza arrogante é a raiz da resistência do homem a Deus’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus me deram um entendimento mais claro da essência do meu problema e vi a razão pela qual eu sempre me exaltava e exibia em meu dever. Era por causa da minha natureza arrogante e presunçosa. A senda que eu seguia era errada desde o início. Exaltar-me e exibir-me em meu dever me tornava igual a Paulo. Paulo sempre se exaltava e testificava de si mesmo quando fazia seu trabalho e jamais em suas cartas ele testificou que o Senhor Jesus era o Deus encarnado. Ele só testificava o quanto ele sofria e sacrificava, dizendo até: “Porque para mim o viver é Cristo” (Filipenses 1:21), e “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada” (2 Timóteo 4:7-8). Ele fez os outros acreditar que ele merecia uma coroa e recompensas. Vi que minha natureza era igual á de Paulo. Eu gostava de ser admirada e idolatrada, quando as pessoas se reuniam ao meu redor e me elogiavam para onde quer que fosse. Eu precisava ter um lugar no coração das pessoas. Como diziam as palavras de Deus, vi que minha natureza estava cheia de “A arrogância e a presunção, uma relutância em adorar a Deus e um desejo de ser adorado pelos outros”. Eu era tão arrogante que tinha perdido toda razão. Eu não era capaz de assumir meu lugar como um ser criado e adorar a Deus e não tratava Deus como Deus, mas honrava a mim mesma. Usava meu dever para ser admirada e idolatrada, o que me levou a enganar meus irmãos e irmãs. Quando surgiam problemas, eles confiavam em mim e me deixavam tomar todas as decisões. Eu trouxe as pessoas para diante de mim e estabeleci meu próprio reino. Como tal comportamento podia não suscitar a ira de Deus e levá-Lo a me odiar? Minha doença era a justiça de Deus e eu a merecia por praticar o mal e resistir a Deus. Agradeci a Deus por me disciplinar e por um fim aos meus malfeitos.

Ao perceber isso, orei a Deus: “A partir de amanhã, praticarei a verdade e renunciarei à minha carne. Exporei minha corrupção para que os outros vejam minha feiura, Para que me vejam como sou e não me idolatrem mais”. Durante os devocionais da manhã seguinte, li algumas palavras de Deus sobre ser honesto e aberto e sobre como exaltar a Deus e testificar Dele. As palavras de Deus dizem: “Ao dar testemunho de Deus, deveriam sobretudo falar mais de como Deus julga e castiga as pessoas, que provações Ele usa para refinar as pessoas e mudar o caráter delas. Deveriam falar também de quanta corrupção foi revelada em sua experiência, quanto suportaram e como foram finalmente conquistados por Deus; falar sobre quanto conhecimento real da obra de Deus vocês têm e de como deveriam dar testemunho de Deus e retribuir-Lhe por Seu amor. Vocês deveriam pôr substância nesse tipo de linguagem, colocando-a de uma maneira simples. Não falem sobre teorias vazias. Falem de forma mais realista; falem a partir do coração. É assim que vocês deveriam experimentar. Não se equipem com teorias vazias que pareçam profundas em um esforço para se mostrar; fazer isso faz com que pareçam bastante arrogantes e insensatos. Vocês deveriam falar mais de coisas reais a partir de sua experiência atual que são genuínas e a partir do coração; isso é mais benéfico para os outros e mais apropriado para eles verem. Vocês costumavam ser pessoas que mais se opunham a Deus e foram as menos inclinadas a se submeter a Ele, mas agora foram conquistadas — nunca se esqueçam disso. Deveriam ponderar e refletir mais sobre esses assuntos. Uma vez que as pessoas os entenderem claramente, elas saberão como dar testemunho; caso contrário, estarão propensos a cometer atos vergonhosos e insensatos” (‘Somente buscando a verdade pode-se alcançar uma mudança no caráter’ em “Registros das falas de Cristo”). “‘Compartilhar e comunicar experiências’ significa dar voz a cada pensamento em seu coração, a seu estado de ser, às suas experiências, ao seu conhecimento das palavras de Deus e ao caráter corrupto dentro de você e então permitir que os outros os discernem, aceitam as partes positivas e reconhecem o que é negativo. Só isso é compartilhar e só isso é verdadeiramente comunicar” (‘A prática mais fundamental de ser uma pessoa honesta’ em “Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus me mostraram que, a fim de exaltar e testificar de Deus, devemos falar mais sobre nossa corrupção e rebeldia, expor nosso estado e pensamentos verdadeiros, falar sobre nossos motivos baixos, sobre o que fizemos e qual foi o desfecho e sobre como experimentamos o julgamento das palavras de Deus e alcançamos autoconhecimento. Então devemos expor e dissecar nossa essência corrupta para que todos vejam como realmente somos e falar sobre como Deus nos castigou e disciplinou e arranjou situações para nos guiar para que todos veja Seu amor pelo homem. Também devemos falar sinceramente de coração e não nos gabar nem exibir. Agora que eu tinha uma senda de prática, eu me abri aos outros em comunhão sobre como eu tinha trilhado a senda dos anticristos. Dissequei as consequências assustadoras de como eu tinha seguido essa senda e enganado as pessoas e quanto mais comungava sobre isso, mais claramente eu me via. Depois, os outros disseram que não tinham percebido nada disso e que tinham sido enganados por minha fala esperta e bons atos. Uma irmã disse: “Eu costumava pensar que você era ótima em praticar a verdade, como se você sempre conseguisse permanecer positiva lendo as palavras de Deus. Agora vejo que você também é corrupta, que você também tem sido negativa e fraca, e que toda a humanidade corrupta é igual. Não podemos idolatrar ninguém nem colocar ninguém num pedestal”. Outra irmã disse: “Eu achava que você era realmente forte e eu nunca queria me abrir na sua presença. Eu achava que era tão corrupta comparada com você! Agora que você se abriu conosco, vejo que somos todos iguais”. Quando as irmãs disseram isso, senti tanta vergonha e remorso. Eu lhes disse: “Não me admirem mais. Tenho trilhado a senda dos anticristos e enganei todos vocês”. Então meus parceiros e colaboradores usaram as palavras de Deus para me ajudar a conhecer a mim mesma, e de repente me senti muito mais próxima deles todos. Me senti muito mais à vontade quando voltei para casa. Naquela noite, quase me esqueci da minha doença e dormi feito um bebê. Fiquei encantada quando acordei no dia seguinte e vi que meu rosto tinha voltado ao normal. Eu tinha melhorado em uma única noite!

Numa reunião depois disso, li isto nas palavras de Deus: “Normalmente, quando se trata daqueles cujos objetivos e intenções não são corretos, bem como daqueles que adoram ser vistos pelos outros, que ficam ansiosos para fazer coisas, que são propensos a causar interrupções, que são bons em recitar doutrina religiosa, que são lacaios de Satanás, e assim por diante — quando se levantam, essas pessoas se tornam dificuldades para a igreja e isso faz o comer e beber das palavras de Deus por parte de irmãos e irmãs não dar em nada. Quando encontrarem tais pessoas atuando nesse papel, expulsem-nas imediatamente. Se, apesar de repetidas advertências, elas não mudarem, então sofrerão perda. Se aqueles que persistem teimosamente em seus modos se esforçam para se defender e tentam encobrir seus pecados, a igreja deveria abandoná-los imediatamente e deixá-los sem espaço de manobra. Não percam muito tentando salvar uns poucos; mantenham os olhos no quadro maior” (‘Capítulo 17’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus revelaram meu traço mais óbvio ao longo do último ano. Desde que tinha me tornado líder, eu sempre gostava de assumir a dianteira em tudo que fazia. Eu me exibia como se fosse melhor do que todos. Quando discutia o trabalho com meus parceiros, embora tivessem suas próprias ideias, eu sempre assumia a liderança e cuspia minhas opiniões “superiores”. Eu aparentava ser proativa e positiva, mas só queria que as pessoas me admirassem e queria me exibir em tudo que fazia. Pensando nisso, percebi que minha natureza arrogante tinha me levado a agir de modo tão vergonhoso. Os outros respeitavam minha opinião e discutiam as coisas comigo. Eles estavam vivendo a verdade-realidade — não eram ditatoriais nem arrogantes. Mas eu achava que isso significava que eu era melhor do que eles e sempre queria ser condescendente e mostrar como eu era melhor. Era tudo tão risível. Me senti como o imperador em “As novas roupas do imperador”, sem nenhuma autoconsciência. Eu não sabia quão vergonhoso era meu comportamento, mas só me exibia sempre que podia. Refletindo sobre meu comportamento, me senti terrivelmente envergonhada. Pensava que era maravilhosa porque nunca tinha me conhecido. Quando pensei na senda em que estava, fiquei com medo, especialmente quando li as palavras de Deus, que, quando encontramos pessoas com motivos errados que amam se exibir, devemos “expulsem-nas imediatamente”. e que, se elas não refletirem sobre si mesmas, mas inventarem desculpas, “a igreja deveria abandoná-los imediatamente”. Isso mostrava a justiça e majestade de Deus. Achei que isso era certo. Eu tinha me exibido a cada oportunidade e acabei enganando meus irmãos e irmãs e levando-os a me idolatrar ainda mais. Isso fez com que eles não tivessem lugar para Deus em seu coração. Secretamente, transformei meus colaboradores em testas de ferro e eles deixaram de agir com responsabilidade. Correndo solta na igreja, eu só causei prejuízos sem perceber isso, ao mesmo tempo em que me via como uma estrela em ascensão. Se Deus não tivesse me julgado tão duramente, eu nunca tinha aprendido nada sobre mim mesma nem sobre a senda errada em que estava, nem que estava numa senda sem retorno. Quando entendi isso, minha perspectiva começou a mudar. Eu pensava que, se fosse uma pessoa capaz e admirada pelos outros, então exibir-me um pouco não faria mal nenhum, achava até que era glorioso. Agora percebi que me exibir de modo tão desprezível para fazer com que as pessoas me admirassem era vergonhoso. Senti como era desonroso não entender a mim mesma, não buscar uma mudança de caráter e seguir meu caráter arrogante e me exibir sempre que podia. Pessoas com humanidade são capazes de se livrar de sua arrogância, reverenciar a Deus, comportar-se corretamente, cumprir seu dever de modo prático e testificar de Deus em ação e palavra. Pessoas assim vivem uma vida sensata e digna.

Depois disso, me senti enojada e repugnada sempre que me exibia involuntariamente. Então me lembrava conscientemente de que devia ser sensata e não me gabar, não importava com quem estivesse. Devia sobretudo ser mais prática nas minhas comunicações e não me exibir. Antes de comungar sobre minhas experiências, eu orava a Deus, pedindo que vigiasse meu coração, e corrigia meus motivos para que eu testificasse mais Dele. Depois da comunhão, eu me perguntava se eu tinha me exibido naquilo que tinha dito. Às vezes, descobria que eu tinha me exibido um pouco naquilo que tinha dito, e quando me reunia novamente com o mesmo grupo, eu me desnudava e analisava meu comportamento anterior para que todos discernissem minhas palavras e não me idolatrassem cegamente. Depois de comungar dessa forma, os irmãos e irmãs eram capazes de ver minha estatura verdadeira e não me admirar mais.

Lembrando tudo que tinha acontecido, Deus me deu uma chance de cumprir meu dever, mas eu tinha trilhado a senda do anticristo para fazer a minha vontade e me tornei Seu inimigo. Devo tanto a Deus. Se Ele não tivesse me disciplinado com essa doença, sem o julgamento de Suas palavras, eu ainda não teria nenhum autoconhecimento. Eu sempre costumava cantar o hino “Julgamento e castigo são o amor mais verdadeiro e real de Deus pelo homem”, mas eu nunca tive uma experiência real nem entendimento disso. Agora senti verdadeiramente que o julgamento, o castigo e a disciplina de Deus são Seu maior amor e salvação! Fiquei muito comovida quando refleti sobre o amor de Deus e me arrependi por não ter buscado a verdade. Disse a mim mesma que devia buscar ser uma pessoa honesta. Em reuniões, eu me concentrava em como comunicar as palavras de Deus de um modo que testificasse Dele. Quando estava com meus colaboradores, fazia um esforço especial para respeitar e afirmar suas opiniões que concordavam com a verdade e parei de calá-los e de me exibir como antes. Meus parceiros e eu éramos iguais, e ninguém assumia mais a dianteira. Quando surgiam problemas, todos buscavam os princípios e os colocavam em prática. Eu era tão grata pelo julgamento e castigo de Deus que me levaram a entender Seu caráter justo e comecei a reverenciá-Lo. Busquei assumir meu lugar como um ser criado enquanto servia a Ele e cumprir bem o meu dever. Agradeço a Deus Todo-Poderoso por me salvar.

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